Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2020 | 03h00

Reino Unido fora da UE

Conta salgada

Será que vai dar certo? Bem, a parte do povo do Reino Unido que em 2016 votou a favor da saída da União Europeia (UE) comemorou o divórcio, neste histórico 31 de janeiro de 2020. O bloco europeu – que começou, em 1957, com apenas seis países e só passou a contar com os ingleses em 1973 – criou uma força econômica invejável, com 28 países, população de 500 milhões e PIB de US$ 18 trilhões. Otimista, o primeiro-ministro Boris Johnson afirmou: “Isso não é um fim, mas um começo em que o sol nasce e a cortina se levanta num ato da nossa grande obra nacional”. No discurso, tudo bonito, mas a realidade pode ser cruel para o País de Gales, a Escócia, a Irlanda do Norte e a Inglaterra, onde nem todos estão assim tão convencidos de que o melhor caminho tenha sido o Brexit. Até aqui, os demais países da UE importavam 43% dos produtos do Reino Unido. Mas o cenário mudou, com a debandada de empresas, desde o referendo de 2016. E contrariando as expectativas dos festejos, calcula-se que o resultado seja uma conta salgada para ser paga pelo povo do Reino Unido.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Brexit dentro do Brexit

Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales poderão não se adaptar ao Brexit e fazer seus próprios Brexits. Aliás, no Brexit não foi excluída a cláusula de arrependimento, podendo a Inglaterra voltar à UE caso as expectativas de novos e vitoriosos horizontes não se concretizem. Mas só o tempo dirá se o Brexit foi ou não bom para os ingleses, porque as represálias virão e, com elas, danos materiais e prejuízos para o comércio entre países.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro *

Estorvo

Se na época da inclusão da Inglaterra na Comunidade Econômica Europeia, que depois passou a ser a União Europeia, tivessem ouvido De Gaulle, tudo isso teria sido evitado. Foi rejeitada duas vezes por influência do francês. Na terceira, já com a economia ruim, entrou. E se tornou um estorvo para a Europa. Ou seja, na ruim pede, na boa quer impor. Já vai tarde. 

Eliton Rosa

elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

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Cultura

Regina Duarte

Devemos dedicar uma moção de confiança a Regina Duarte no seu novo desafio à frente da Secretaria Especial de Cultura, porque “a determinação apura o talento” e isso não lhe falta. Portanto, os arqueiros de plantão deponham suas armas, porque o que está em jogo é o desempenho de uma pessoa de intelecto independente da esquerda ou da direita volver.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo 

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Devassada

Por que alguns artistas estão com tanto medo de Regina Duarte na Secretaria da Cultura? Que tipo de informação ela poderá encontrar ali que apavora essa turma?

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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Placa Mercosul

Enfiando a faca

Um verdadeiro absurdo o que está acontecendo em São Paulo. Antes o emplacamento dos veículos era feito no Detran e custava R$ 106,91. Agora, privatizado o serviço, acredite, o preço sugerido para a nova placa é de R$ 138, mas o valor mínimo que consegui foi de R$ 200! E viva a privatização com aumento dos preços...

Manuel Pires Monteiro

manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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A quem serve?

O que ganha o Brasil com essa mudança, sob o ponto de vista econômico, social, etc.? Qual será o real benefício que o cidadão brasileiro terá no dia a dia, considerando que a maioria jamais passará de automóvel do Rio Grande do Sul para os países do Cone Sul? Quanto cada placa vai realmente onerar o contribuinte, já tão aviltado com IPVA, IPTU e mais de 60 outros tributos em cascata que lhe são impostos? E a questão principal: quem, de fato, vai ganhar com essa troca?! 

David Zylbergeld Neto

dzneto@uol.com.br

São Paulo

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Mordomias

Nas contas de luz

Como pode o órgão que gerencia o abastecimento de energia no País, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), usar dinheiro das nossas contas de luz para bancar serviços como massagens – sem licitação, é bom frisar –, além de almoços em restaurantes de luxo? Seria cômico, não fosse trágico. E ainda há quem seja contra as privatizações. Ou alguém acha que, se isso acontecesse numa empresa privada, acabaria em pizza?

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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Bancada evangélica

Isenção fiscal

Se eles podem obter isenção total, eu também quero!

M. do Carmo Zaffalon Leme Cardoso

zaffalon@uol.com.br

Bauru

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Acessibilidade

Lazer e gastronomia

Muito oportuna a reportagem Donos de restaurantes adotam ‘puxadinho’ para aproveitar melhor seus imóveis, da repórter Danielle Nagase (Paladar, 31/1). A variedade de opções de lazer e gastronomia faz parte da cultura de São Paulo. Aumentar a oferta de serviços fomenta o turismo e proporciona qualidade de vida aos paulistanos. No entanto, é importante verificar se esses estabelecimentos também estão em dia com as legislações que garantem segurança e acessibilidade a todos os clientes. Somos quase 3 milhões de pessoas com deficiência vivendo na capital paulista. Ao cumprir a lei e nos receber com respeito e acessibilidade, esses locais ganham publicidade gratuita e muitos consumidores fiéis.

Mara Gabrilli, senadora

ricardo.vendramel@senado.leg.br

Brasília

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REFORMAS NO RS

O jovem governador Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, demonstra ser ágil negociador e conseguiu a façanha de, em apenas três dias, aprovar duas reformas de emenda constitucional: da Previdência e administrativa. Elas alteram alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores civis e militares e reduzem privilégios do Executivo, Legislativo e Judiciário, Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público estadual, etc. Também dá-se, com elas, um fim ao efeito cascata do piso salarial dos professores e abono familiar, apenas para os que ganham até R$ 3 mil por mês. Ou seja, são duas reformas ousadas, que tiveram amplo apoio dos deputados. Com isso, estima-se uma economia em dez anos de R$ 18 bilhões. Porém, já em 2020, R$ 650 milhões.  O Rio Grande do Sul é um dos Estados brasileiros que há muito paga com atraso os salários de servidores, já que, em agonia financeira, tem um dívida pública em torno de R$ 80 bilhões. Justo lembrar, como exceção, da gestão anterior, de José Ivo Sartori (MDB), que a duras penas (embora insuficiente) conseguiu reduzir despesas e fechar autarquias. Outros governos, no entanto, como do PT, afundaram as finanças daquele Estado, rico, mas com altíssimo déficit fiscal. Oxalá a gestão Eduardo Leite consiga também a proeza de convencer o povo e os deputados gaúchos sobre a privatização do Banrisul, que poderá gerar outros bilhões de reais aos cofres surrados do Estado. O atual governo do Estado dá um grande exemplo a outros governos, principalmente ao federal, de que parem de gerar crises e priorizem reformas que permitam crescimento econômico robusto, distribuição de renda e justiça social.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CORTE DE $ALÁRIO

Que o bom e oportuno exemplo o da Câmara Municipal de Cachoeira Paulista (SP), de reduzir em nada menos que 70% (!) o salário dos vereadores, seja seguido por todo o País. Bravo! Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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UMBIGO DE FORA

Que tal Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre visitarem o município de Cachoeira Paulista? Na Câmara municipal de lá, eles poderão ser apresentados ao projeto que reduziu os salários de vereadores e do prefeito e, quem sabe, numa atitude cidadã, eles repetem a ação. Rodrigo Maia fala das pensões de filhas solteiras, critica ministros, mas o próprio umbigo fica fora de foco. É hora de Rodrigo e Davi demostrarem engajamento, de fato, nos esforços de correção de rumos de que nossa nação tanto precisa. 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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REFORMA ADMINISTRATIVA

Na coluna Política do Estadão de 31/1 (página A4), uma pequena nota citava que a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), “simpática ao governo, critica a exclusão de juízes, procuradores e parlamentares da redução do tempo de férias no serviço público previsto para a reforma administrativa”. Será isso mesmo? Criaram (e querem manter) uma casta de privilegiados, de deuses, de “mais iguais, mais brasileiros”, mesmo infringindo o art. 5 da Constituição brasileira? Isso não é reforma; é tratar os outros brasileiros (os mortais) como palhaços. Criaturas inferiores. Continue lutando, deputada Paula!

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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‘ASSIM NÃO’

Em Sinais Particulares de 31/1 (A4), o Estadão apresenta Paula Belmonte, deputada federal (Cidadania-DF), numa caricatura apreensiva, defendendo a não exclusão de juízes, procuradores e parlamentares da redução do tempo de férias no serviço público previsto na reforma administrativa. Ela, pelo contrário, defende a aprovação de uma proposta que determina 30 dias de férias para todos no poder público. A sua fisionomia em aludida charge representa perfeitamente, com seu olhar, sua preocupação com mencionada exclusão. Espero que a deputada tenha, merecidamente, êxito em seu louvado intento.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo

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O PATO NO INSS

A reforma da Previdência que foi aprovada em 2019 foi necessária e trará uma economia aos cofres públicos na casa dos trilhões. Apesar de seus benefícios, milhões de trabalhadores pagarão a conta tendo de trabalhar mais e, em muitos casos, ganhando menos. Outro efeito colateral é a fila de 2 milhões de pessoas aguardando o benefício do INSS, que na maioria dos casos foram pedidos que foram antecipados por medo dos efeitos danosos da reforma. O presidente da autarquia já caiu e algumas soluções, como chamar militares aposentados e aposentados do INSS, trazem mais polêmica do que solução. Novamente, quem paga o pato é a sociedade.

Fabio Tavares fabio.tavares2010@bol.com.br

Rio de Janeiro

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O GOVERNO, AS DEMISSÕES E A DEMOCRACIA

O presidente Jair Bolsonaro chegou da Índia com a caneta “afiada”. Demitiu o secretário-geral da Casa Civil e o presidente do INSS. O primeiro, por viajar à Suíça e à Índia em jatinho da FAB, quando os ministros usam voos comerciais; e o segundo, por causa da grande fila de pedidos de aposentadoria e benefícios sem solução. Demitir cargos de confiança é o trivial em qualquer democracia. Mas no Brasil isso vira notícia forte porque durante as últimas três décadas os presidentes não puderam exercer esse direito, uma vez que nomeavam para os cargos indicados de parlamentares e caciques políticos, e o faziam em troca de votos no Congresso. Bolsonaro acabou com o toma lá dá cá e é mais livre que seus antecessores. Oxalá consiga continuar tendo o controle do governo e isso fortaleça os poderes, com o Executivo executando, o Legislativo legislando e fiscalizando e o Judiciário apenas julgando. No dia em que isso acontecer, singelamente, a democracia brasileira estará salva e a sociedade (empresariado e cidadãos) terá o ambiente ideal para produzir, evoluir e viver bem.         

Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CONFUSÃO NO GOVERNO

Eu fico admirado como este governo consegue criar situações totalmente inusitadas. A bola da vez começou com a ideia da contratação de militares da reserva para desafogar as filas do INSS, impiedosamente desumanas, devido a uma situação atípica. O Tribunal de Contas da União se manifestou contra, pois na verdade trata-se de um privilégio inadmissível. O presidente vem defendendo que, se não for militar, vai ser complicado contratar e rescindir o contrato, o que também é verdade. Eu não sou advogado, mas sempre entendi que o funcionário de uma administração pública, se recebe a denominação de servidor público, não é por acaso. Portanto, em termos de uma boa administração e até de lógica, ele deve exercer as suas atividades onde ele é mais importante para o público, que somos todos nós, sem exceção. Ao procurar no site de buscas uma legislação que abordasse tal situação, encontrei a Lei n.º 8.112, de 11/12/1990. Essa lei, a meu ver, como leigo, em seu Art. 36, abriga perfeitamente a necessidade atual do INSS, sem contratação e sem os empecilhos relatados pelo presidente e seus auxiliares, a saber: o Art. 36 da citada lei diz que “remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede”. Ora, todos nós temos ciência de que existem nas diversas administrações públicas servidores com tempo ocioso pelos mais diversos motivos. O presidente poderia por simples decreto, ou até portaria, convocar entre os seus milhares de servidores aqueles que se encontram parcialmente ociosos. Exercerão as suas atividades no INSS até a situação se normalizar, recebendo uma gratificação para compensar despesas extras que terão em razão da mudança temporária de local de trabalho. Têm ainda a vantagem de não estarem desatualizados, podendo ser escolhidos entre eles os que se adaptarão mais rapidamente às necessidades do INSS.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O MELHOR INVESTIMENTO

Cumprimento a autora Mariana Luz (Davos – a criança (não) estava lá, Estadão, 30/1, A2), por ter formulado com tanta clareza e lucidez a prioridade a ser resguardada em qualquer discussão, nacional ou mundial, seja ela de natureza política, econômica, ambiental, emocional, de educação, aquisição de habilidades ou controle da violência. É preciso assegurar um ambiente suficientemente bom e condições de cuidados primários saudáveis para as crianças em seu início de vida, em especial em seus primeiros cinco anos. O quanto isso é importante e o quanto a ausência dessas condições resulta em distúrbios pessoais e socioemocionais fica claro na obra de Donald Winnicott (1896-1971), pediatra e psicanalista inglês que propalou e teorizou sobre essa questão durante toda a vida. Sua obra é um detalhamento das razões de por que essa base é tão importante e de como operacionalizar essa prioridade. Também James Heckman, economista, Prêmio Nobel de 2000, aponta para o mesmo caminho: cuidar de fornecer às crianças uma base estável e saudável provê um futuro melhor não apenas para cada uma delas, mas para a civilização como um todo. E, além disso, diz Heckman numa entrevista que trata-se de “um dos melhores investimentos que se podem fazer – melhor, mais eficiente e seguro do que apostar no mercado de ações americano”. Parabéns, Mariana. Obrigada por essa magnífica contribuição.

Elsa Oliveira Dias elsadias@uol.com.br

São Paulo

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A CRISE DA ÁGUA NO RJ

Os problemas enfrentados pelos cariocas, advindos da má gestão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) refletem claramente os problemas de quase todas as estatais brasileiras. Na gestão privada de negócios, o que determina condutas é a otimização de resultados por meio da excelente gestão, e o que, infelizmente, determina as condutas em gestões públicas de negócios não é a excelência de resultados nem sequer a maximização da eficiência profissional aplicada aos objetivos da empresa. Há uma máxima que diz que dinheiro de todos é dinheiro de ninguém, e, se juntarmos a isso a falta de responsabilizações pelas condutas ineficientes, temerárias, e mesmo criminosas, no trato de empresas de cunho público, temos a receita infalível para o fracasso. No Brasil, historicamente, misturaram-se e ainda se misturam o público e o privado, e apenas a educação de qualidade, promotora da conscientização humana e humanitária, em seus aspectos de respeito, responsabilidade e fraternidade, poderá ser o verdadeiro marco inicial da revolução da qual necessitamos. Não a revolução política, mas a educacional que, também infelizmente, depende daquela, no incessante ciclo vicioso em que acabamos novamente perdemos as esperanças em algum lugar dessa transição. As águas sujas deságuam em todos que têm sede de mudanças, mas não matam a nossa sede, e tudo se repete ainda, mas, até quando?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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CHUVAS DE JANEIRO

O vírus que ameaça a humanidade, as fortes chuvas destruindo parte de Belo Horizonte e do Espírito Santo: presumo que esses acontecimentos ocorrem porque Deus perdoa os humanos às vezes e a natureza, nunca. 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O QUE SERÁ DE NÓS?            

Ó, águas dos rios, lagos e oceanos! Ó, águas resultantes da transpiração das plantas! Vós fostes pelo sol aquecidas, evaporam, passaram do estado líquido para o gasoso. Suspensas na atmosfera, transformaram-se em gelo. As nuvens ficaram pesadas e vós pegastes o caminho de volta. O gelo veio se derretendo e as gotas se uniram e, ao chegar ao solo, foi apavorante. Quanta fúria! Cidades foram destruídas. Houve gente que perdeu tudo. Houve gente que perdeu a vida. Ó, águas que sobem e depois descem. Estamos apavorados. Tende piedade de nós. Nós vamos consertar o que fizemos de errado. Nós estamos contribuindo para o aquecimento global.  Nós estamos destruindo o nosso verde. Há lugares onde a chuva faz estragos e há outros onde se morre de sede. Ó, destruidores da natureza, o que será de nós?

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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DEFESA CIVIL, UM ÓRGÃO APARELHADO

Penso que a Defesa Civil deva ser um órgão de característica municipal – criado e organizado para atender as peculiaridades e necessidades de cada cidade. Além disso, sua composição administrativa e executiva deveria contar com técnicos e profissionais das mais diferentes áreas da administração pública e também dispor de grupos de voluntários para atender situações de emergência – como incêndios, enchentes, deslizamentos de encostas, acolhimento de desabrigados e outras calamidades que causam comoção pública. No entanto, o que estamos a assistir são órgãos municipais, organizados, aparelhados e controlados por órgãos policiais – corpo de bombeiros, cavalaria e infantaria das polícias militares dos Estados. Regra geral, são dirigidos (na forma de comandante) e compostos em seus quadros basicamente de integrantes das forças policiais. Raramente antevemos um engenheiro ou geólogo nas áreas de intervenções participando e orientando os serviços de salvamento, dando a impressão de que criaram uma reserva de mercado para oficiais das policiais militares, tanto da ativa como reformados. Talvez isso demonstre o poder político que as corporações militares – que deveriam subordinar-se e representar o poder civil dos Estados – estão alcançando. Apenas uma suposição de que estão a almejar o controle do Estado brasileiro.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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JUSTIÇA CADUCA

A Justiça brasileira só pode ser vítima de galhofa. O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral já foi condenado a 280 anos de prisão. Ele deve terminar de cumprir a pena após a quarta reencarnação, portanto. E ainda quer fazer delação premiada. Só rindo...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CAMPANHA ANACRÔNICA

A campanha que se iniciará esta semana, de Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e do secretário Maurício Cunha, dos Direitos da Criança e do Adolescente, com o mote “Tudo no seu tempo”, soa anacrônica. Deve-se ter em mente que as crianças e adolescentes necessitam de uma boa base de educação sexual, ainda nas escolas, sem mencionar “abstinência”, vocábulo que vem eivado de moralismo religioso somente. A primeira campanha deve ser acompanhada com os profissionais de Saúde, nas unidades de saúde, estratégias da família, sobretudo ouvindo diretamente os jovens. Coisa rara. Cercear os jovens não trará resultados, ensinar e dar assistência desde a terceira infância, pelo menos, é o necessário.

Elizeu Ferreira dos Santos elizeuferreirasantos@gmail.com

São Paulo

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ABSTINÊNCIA SEXUAL

A abstinência sexual recomendada pela ministra Damares Alves, além de evitar a gravidez precoce, evitaria o crescimento de favelas e diminuiria os índices de criminalidade nas grandes cidades. Seria um excelente meio de controlar o crescimento exponencial das populações urbanas e ajudaria a combater o tráfico de drogas que usa os menores como seus aliados. As menores grávidas não têm noção da dificuldade de criar crianças; elas são vítimas da ignorância que domina as populações faveladas. Abstinência de sexo seria uma utopia para incutir nos jovens com alto índice de progesterona e testosterona.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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MISÉRIA

São Paulo, a maior, mais rica e mais importante cidade do Brasil, tem 12 milhões de habitantes, com 2 milhões e 200 mil pessoas morando em favelas, no entorno da cidade e 24.383 moradores de rua, no centro de nossa desvairada capital econômica. Essa proporção se repete em todas as cidades brasileiras. Em algumas, a miséria é bem maior, já que 55 milhões de brasileiros, 25% da população é pobre. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CARNAVAL

Vem aí o verdadeiro ano novo do brasileiro: o carnaval. Afinal, o País só acorda do torpor após as festas de Momo. Começamos o ano, então, com mais de um mês de desvantagem, todos os anos, em relação ao resto do mundo. Há quem se espante de sermos ainda um país “emergente” (tucanês para subdesenvolvido). Estes se espantam porque querem.

José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com

Brasília

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O IMPEACHMENT DE TRUMP

Quando, após noticiarem uma série impressionante de vitórias contra os ingleses nas Malvinas, nas quais derrubaram mais do que o dobro dos aviões enviados por Londres para a região, o exército argentino se rendeu incondicionalmente, os militares não tiveram como se esconder e acabaram abrindo mão do poder em Buenos Aires. O que está acontecendo com os democratas nos EUA é algo semelhante. Um governante ilegítimo, criminoso, traidor, racista, que iria colocar a economia em pane e deflagrar a Terceira Guerra Mundial é absolvido porque as alegações, os argumentos e as provas trazidas pelos democratas não fazem o menor sentido... Deste jeito, não há Califórnia e Nova York que resistam! 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ESTILO TRUMP

O estilo Trump de governar, baseado na troca de favores, fica claro na chantagem ao presidente da Ucrânia e ao povo palestino.

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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