Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

09 de fevereiro de 2020 | 03h00

Corrupção endêmica

Um pouco da História do Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, condenado a 280 anos de prisão (por enquanto), roubou uma enormidade de dinheiro público, só em propinas ultrapassou a casa do bilhão de reais. A quadrilha comandada por Cabral (e Deus sabe quem mais, lá no andar de cima) tinha até carros-fortes para levar a bufunfa pra cima e pra baixo. Bem, se a propina para a quadrilha era dessa ordem de grandeza delirante, imaginem o montante do superfaturamento de obras e serviços das empresas que tinham contrato com o governo fluminense bem na época da Olimpíada e da Copa do Mundo! Depenaram cruelmente o Estado do Rio e do rombo ainda não se vê o fundo. Não me admiram, portanto, as condições atuais de precariedade do tratamento de água, do sistema de saúde, o abandono dos BRTs e outros serviços públicos. Esse é exatamente o espírito público que reinava no País inteiro, em especial no governo federal, antes da Operação Lava Jato, de combate à corrupção – que alguns loucos, sintonizados na era recente que tentam resgatar, têm a ousadia e a infâmia de condenar. Pelo amor do Brasil, corrupção endêmica nunca mais!

OLIMPIO ALVARES

OLIMPIOA@UOL.COM.BR

COTIA

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Ojeriza

A delação de Sérgio Cabral, conforme publicado, atinge ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e políticos...

É por isso que ministros do Judiciário, parlamentares e outros poderosos não gostam nem da Lava Jato nem do ministro da Justiça.

JAIME EUFRASIO SANCHES

JAIME@CARBOROIL.COM.BR

SÃO PAULO

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Todos apreensivos

Com a homologação da delação premiada do já condenado a mais de 280 anos de prisão, Sérgio Cabral, e aceita pelo ministro relator da Lava Jato no Rio de Janeiro, Edson Fachin, criou-se um clima de muita apreensão no Judiciário, especialmente no STJ, e no condenado Lula da Silva & Cia. Afinal, muita coisa pode respingar em pessoas “acima de qualquer suspeita”. Está na hora de tornar público tudo de podre que acontece no nosso país!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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O rei das palestras

Li que o condenado Lula da Silva receberá um salário (ou ajuda?) de seu partido, em torno de R$ 20 mil, na condição de dirigente, tudo bancado pelo indecente e abominável Fundo Partidário, que a sociedade condena. Faz pouco tempo, em palanque de fundo de quintal para a já rarefeita claque de puxa-sacos, a fim de justificar a atual pindaíba (?) financeira, de vez que sua fortuna está bloqueada, o petista declarou que se fosse pendurado de cabeça para baixo não cairia uma moeda de seus bolsos. Bem, se o robusto patrimônio amealhado, segundo sua defesa, decorreu do cachê das palestras internacionais que proferiu, bancadas por empresas de renome, por que o ex-presidiário não retoma essa atividade, descartando a humilhante mesada do partido? Fica a dica.

CELSO DAVID DE OLIVEIRA

DAVID.CELSO@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Reforma tributária

Mais imposto não é solução

O Estado publicou (7/2) a vontade do ministro da Economia de aumentar impostos. Ora, o Brasil detém uma das maiores cargas tributárias e um dos piores serviços públicos do mundo! O País tem dado sinais de crescimento totalmente lastreado na iniciativa privada, sem nenhuma contribuição dos setor público. O que o ministro deveria fazer é diminuir as despesas improdutivas e acelerar ainda mais as privatizações, para o setor público ajudar no crescimento do País. Não é demais lembrar que, quando o presidente Reagan assumiu, os EUA estavam em crise e o raciocínio dele foi: se eu diminuir as despesas improdutivas do governo, posso diminuir os impostos; se eu diminuir os impostos, vai sobrar dinheiro para as empresas investirem e criarem crescimento. Como primeiro ato, Regan demitiu 50 mil funcionários públicos. E os EUA entraram numa era de crescimento até o governo Clinton. É esse tipo de providências que o Brasil precisa tomar.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI, economista

MMARTIGNONI@IG.COM.BR

SÃO PAULO

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Golpe sindical

Contra o povo, de novo

Sabemos que o sindicalismo brasileiro, acostumado a extorquir os trabalhadores, nunca se conformou com a extinção do famigerado imposto sindical. Agora um deputado federal, Marcelo Ramos (PL-AM), orientado e estimulado pelo Paulinho da Força (que responde a seis ações civis públicas, uma ação penal e quatro inquéritos) e com o apoio de Rodrigo Maia, patrocina PEC absolutamente descabida, que, para compensar, cria um conselho plenipotenciário para comandar todos os trabalhadores e submeter todas as empresas do Brasil a meia dúzia de pessoas. É imperioso desde já que a sociedade civil adote medidas protetivas, quer advertindo os parlamentares, quer acionando o Judiciário, para impedir mais um assalto aos bolsos dos brasileiros. Se os sindicatos querem dinheiro, convençam os trabalhadores dos benefícios de serem sindicalizados. Chega de alimentar diretorias e militantes de sindicatos.

JOÃO PAULO DE O. LEPPER

JP@SECULOVINTEUM.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Coronavírus

Fora da pauta

Trégua pré-carnaval. O fantasma do coronavírus afastou da mídia o um ano de Brumadinho, o óleo nas praias, a dengue em 11 Estados, com mais de 1 milhão de casos e mais de 700 óbitos, a queda do consumo mesmo após o oba-oba do FGTS, o fechamento de indústrias, contra as projeções dos experts, a queda nas exportações graças às sandices internacionais do mito, etc., etc., etc.

JOÃO BOSCO EGAS CARLUCHO

BOSCOCARLUCHO@GMAIL.COM

GARIBALDI (RS)

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MAR DE PRIVILÉGIOS

A mesma imprensa que Jair Bolsonaro odeia esclareceu ao povo brasileiro, na semana que passou, o que normalmente nossas instituições escondem: que o Brasil, realmente, é um mar de privilégios – para poucos, é claro. O Estadão revelou que o Planalto paga proventos a 52 mil filhas solteiras de pais que eram servidores do governo federal antes de 1990 (4/2). Isso gera aos cofres públicos uma despesa fora de curva. Por exemplo, entre novembro e dezembro de 2019, esse dispêndio atingiu R$ 630,5 milhões, ou o equivalente a 600 mil salários mínimos. Uma única destas sortudas pensionistas recebeu, em novembro, R$ 233,4 mil, entre a pensão, 13.º e atrasados. Pode?! Ninguém fiscaliza se realmente essas mulheres continuam solteiras, ou, como diz o jornal, se não se casaram de papel passado. Ou, ainda, se trabalham e recebem proventos para viver condignamente, etc. Esse tipo excrescente de benefício pago pelo Executivo – até aqui eram de domínio publico apenas os concedidos pelo Judiciário e pelo Legislativo – agora é de conhecimento do Brasil, graças à imprensa. O buraco do desperdício do dinheiro público é muito mais fundo. Uma vergonha! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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FILIAÇÃO & APOSENTADORIA

Pobre país. Além do filho, aquele, o “mais honesto”, ainda tem de sustentar 52 mil filhas! Ao que parece, tão honestas quanto o irmão...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DEMAGOGIA TERMINAL

O documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa, pode até ser laureado com o Oscar neste domingo e ganhar projeção internacional. No entanto, o filme, fortemente demagógico e tendencioso, por aqui não engana ninguém. A cineasta e o documentário são reflexo direto do momento por que passa a esquerda brasileira desde o impeachment de Dilma Rousseff e as condenações de seu líder maior, o ex-presidente Lula: reclamam de tudo e de todos, abraçam teorias conspiratórias estapafúrdias, vivem do passado, sonham com a queda do governo e não apresentam uma solução sequer, realista, para os problemas brasileiros. O próximo filme de Petra Costa deveria se chamar Demagogia Terminal. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A CONTA DE LULINHA

Em buscas na Gamecorp, Lava Jato achou cobrança da Oi a Lulinha no valor de R$ 6,8 mi (Estadão, 5/2). O pai tornando-se presidente da República transformou o primogênito em milionário. De monitor no zoológico (tratador na realidade) a rico empresário, num par de anos. Carreira meteórica, o cara é um “fenômeno”, como afirmou seu pai. Fábio Luiz da Silva, o Ronaldo da família Silva. Estão cobrando a fatura. É pouco, R$ 7 milhões, alguns bois pagam essa ninharia. Mas, se  não pagar, vai ficar devendo.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

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ENCONTRO COM O PAPA

Mais uma vez os brasileiros recebem tapas na cara: um, do Poder Judiciário, ao permitir – acreditando que ele retorne – que o ex-presidente Lula viaje para a Itália para visitar o papa Francisco; e outro, do próprio para, nos católicos praticantes, de receber esta insólita figura, que jamais foi um praticante religioso. Gostaria que a Itália não permitisse a entrada deste ladrão condenado naquele país. Vergonha de saber que o Sumo Pontífice continua recebendo bandidos, ladrões e assassinos latino-americanos no Vaticano.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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MISERICÓRDIA

A única pessoa que quer ver o Lula é o papa.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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DEPOIS DE MADURO

Papa Francisco no upgrade! Depois de Nicolás Maduro, recebe “Luladrão”, ofendendo todo o povo brasileiro. É irresponsável, conivente com malfeitos.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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VIAGEM AO VATICANO

Vai fugir, Luiz Inácio?

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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TEATRO DOS HORRORES

Infelizmente, o meritíssimo juiz liberou o sr. Luiz Inácio da Silva para ir passear em Roma. Muita tristeza para nós, brasileiros. Mais uma dura pancada em todos os homens de bem deste país. As perguntas que ficam no ar são: se esse pedido fosse feito por um Zé Mané da vida ou por um Chico de não sei das quantas, o sr. juiz concederia a eles o mesmo prêmio ou presentão? Como fica daqui para a frente? Estará estabelecida a jurisprudência? Uma vez concedido este pedido para o criminoso em questão, qualquer outro meliante condenado em segunda instância, que esteja solto ou preso, terá o mesmo benefício? Afinal de contas, em princípio, se vale para um, na teoria deve valer para todos. Contudo, o pior de tudo ainda estará por vir. Certamente, serão feitas tomadas cinematográficas do criminoso com o papa, e seu time de propaganda e publicidade montará um verdadeiro circo, uma pirotecnia jamais vista, inventarão e criarão um roteiro de qualidade duvidosa, no qual tentarão vitimizar este indivíduo que prejudicou profundamente a Nação e segue impune, dando-lhe mais força para seguir atacando as instituições brasileiras (magistratura, Ministério Público, imprensa livre e não comprometida, etc.) que o condenaram legitimamente. O fim dessa história não é difícil de antecipar. As verborreias e as agressões virão com toda força. O palco, o cenário e os atores já estão definidos. Tudo o que o criminoso queria lhe foi dado. Agora, é só esperar o retorno deste indivíduo e confirmar os próximos atos deste grande teatro dos horrores.

David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo

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MEDO QUE APAVORA?

Já está sendo armado lá, para os lados do Supremo Tribunal Federal (STF), o “julgamento” que se refere ao pedido de “suspeição” do ministro Sérgio Moro feito por ninguém menos do que o ex-presidente Lula e sua gente. Claro que essa demanda é de uma incoerência absurda, ainda mais vindo de quem vem. Por princípio, o Supremo não deveria nem cogitar o caso, quanto mais julgá-lo. Ocorre que, em se tratando de Sérgio Moro, de quem suas excelências devem morrer de medo de tê-lo por perto, é bem provável que os senhores da capa preta vão transformar essa aberração no caso mais importante entre todos aqueles que tramitam naquela Casa. Que o diga o senhor ministro Gilmar Mendes, só para citar o mais “casca grossa” entre todos, respeitosamente falando.

Gildete  Nascimento mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

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JUIZ DAS GARANTIAS

O jurista Miguel Reale Júnior tem toda razão ao dizer, em Um país do avesso (Estado, 1/2, A2), que o tal de juiz das garantias não tem razão de ser. No entanto, a bem da verdade, não há falar que a lei incorreu em “grave contradição” na medida em que estabeleceu competir ao juiz do processo (e não ao das garantias) apreciar a denúncia, obrigando-o, assim, a sopesar os elementos de convicção amealhados na investigação, base da denúncia. Segundo o art. 3.º-B, XIV, do Código de Processo Penal, compete ao juiz das garantias (e não ao juiz do processo) “decidir sobre o recebimento da denúncia ou queixa”.

Fábio José Bueno, promotor de Justiça fabiojb7@gmail.com

São Paulo

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‘O STF EM 2020’

O editorial O STF em 2020  (6/2, A3) comenta o pronunciamento do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, destacando a produtividade do Judiciário e seu “objetivo primordial”: “Gerar confiança, previsibilidade e segurança jurídica”. O aceno à serenidade nas palavras de Toffoli é visto como um recado ao presidente da República, que costuma ultrapassar seus limites constitucionais, e ao próximo presidente da Corte – será o atual vice-presidente, Luiz Fux, que recentemente “suspendeu arbitrariamente” o início da vigência da lei que criou o juiz das garantias. O articulista enfatiza o desafio para a Justiça de controlar a si própria e cita artigo do ministro Ricardo Lewandowski que chama a atenção para “excessos praticados no passado recente por alguns juízes, policiais e membros do Ministério Público” e refere afirmação do ministro Marco Aurélio Mello de “não compreender a existência de 11 Supremos”. Ao finalizar, ressalva que “dados os caprichos e idiossincrasias cultivados por ministros”, não há como prever se o STF se tornará um vetor de estabilidade e segurança. Únicas notas dissonantes na correta análise as manifestações de Lewandowski e Marco Aurélio, que, pelos antecedentes de ambos, deslustram o editorial. O primeiro descumpriu reiteradamente a jurisprudência do STF, hoje revogada, que permitia a prisão após condenação em segunda instância. Marco Aurélio, por sua vez, agastado por não ver pautadas para julgamento ações que discutiam a validade da prisão em segunda instância, mandou por decisão monocrática, no encerramento do ano judiciário de 2018, soltar todos os condenados presos sem o trânsito em julgado da sentença.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Só rindo... o ministro Ricardo Lewandowski está atento aos “excessos praticados no passado recente por alguns juízes, policiais e membros do Ministério Público, restringindo direitos e garantias dos acusados em inquéritos ou ações penais”. Mas, quando essa excelência mandou prender, ao sair de um avião, um cidadão por ter dito que sentia vergonha (como muitos brasileiros) do STF, não houve excesso? No impeachment de Dilma, a quem cabia fiscalizar o cumprimento das leis no Senado e quem permitiu desmembrar um artigo da Constituição para beneficiar Dilma, quando ela perdeu o cargo, mas não os direitos políticos? Foi essa excelência! Já com relação ao acusado Lula,  a vítima do passado recente, esse ministro está mesmo muito atento e decidiu de maneira que o beneficiasse. Já o cidadão foi penalizado por expressar sua opinião. O autoritarismo e a  ditadura estão aparecendo em instituições que não esperávamos.   

Evelin Cury evelincury@terra.com.br

Ribeirão Preto

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CASO GLENN

Mais uma vez a lei está sendo descumprida por aqueles cujo ofício é atuarem como guardiões da lei. Ao rejeitar a denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald, o juiz Ricardo Soares Leite, da 10.ª Vara Federal Criminal de Brasília, afirmou que o editor do The Intercept Brasil foi “instigador da conduta criminosa dos hackers” acusados no âmbito da Operação Spoofing, de invadirem e roubarem  mensagens de autoridades públicas, entre eles o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. O magistrado afirmou que, apesar de encontrar indícios criminosos contra Glenn, uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, proíbe a responsabilização e investigação sobre o jornalista. Em outras palavras: o “garantismo” de Gilmar Mendes é a garantia da impunidade quando se trata de proteger alguém que tem em comum o mesmo desafeto, Sérgio Moro. Fosse ele próprio ou alguém de sua família a vítima de roubo de informações particulares, o ministro agiria na defesa do provável incentivador do roubo de mensagens, blindando-o de investigações? Atitudes como esta visam apenas a afrontar o Brasil e criar insegurança jurídica. “Nunca antes na história deste país” o impeachment de ministros do STF foi tão imperioso como agora. O STF atualmente tornou-se um poder paralelo e nocivo à democracia.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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ASSIM FICA DIFÍCIL

Diante dos fartos indícios de que um grave crime fora cometido, e a Justiça rejeita denúncia contra Glenn Greenwald no caso dos hackers, acaba dando uma clara demonstração de que o Brasil é  de fato o paraíso da impunidade. Num país sério, restaria apenas a leitura da sentença a ser aplicada ao senhor Glenn. Falar mais o quê?

Maria E. Amaral mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

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CORONAVÍRUS

Parece que há problemas de compartilhamento das informações sobre o  coronavírus pelo países com maior conhecimento. Será briga de “egos” para ver quem consegue primeiro a vacina? Não acredito!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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S.O.S.

Como se já não fosse terrivelmente preocupante a amedrontadora ameaça constante de um ataque nuclear, agora a humanidade se vê ameaçada pelo ataque de um vírus letal made in China. S.O.S.!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ALÉM DO CORONAVÍRUS

Uma excelente página A2 do Estado de 7/2. Uma bela conspiração do universo permitiu que o texto de Flávio Tavares (O perigo vai além do perigoso coronavírus) esteja ao lado do de Fernando Gabeira (Um pouco além do coronavírus). Instrutivo e, acima de tudo, inspirador. Parabéns aos jornalistas e ao Estadão.

Moacir de Vasconcelos Bufo moacirbuffo@gmail.com

Campinas

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O DINHEIRO PÚBLICO NO CARNAVAL

Todo começo de ano acompanhamos o protesto contra o emprego do dinheiro público no carnaval. Prefeitos destinam verbas para a festa popular e a comunidade argumenta que  melhor seria usá-las em saúde, educação, saneamento, etc. Os administradores justificam que carnaval é turismo. Nada mais insensato. Exceto Rio de Janeiro, São Paulo e outras localidades vocacionadas, ninguém mais gera turismo e renda com o carnaval, que, incluindo foliões e público, não chega a envolver 10% da população. Nada contra o carnaval. Apenas lembrar que quem faz ou participa de uma festa deve fazê-lo à própria custa, como ocorre no futebol, em outros esportes e nas diversões custeadas por bilheteria. Se a festa traz algum lucro, nada mais justo que os beneficiários – hotéis, restaurantes, produtores de fantasias e até emissoras de TV – a patrocinem. Não há razão para dar o dinheiro dos impostos ao carnaval quando faltam medicamentos nos ambulatórios, leitos nos hospitais, vagas nas escolas e creches, segurança pública e outros bens e serviços, especialmente os que a Constituição define como “direitos do povo e obrigações do Estado”. O máximo que o poder público deve oferecer para as festas populares, esportivas ou até religiosas é o espaço e a segurança das praças e vias onde são realizadas. Dinheiro, nunca.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TRISTEZA 

Fico tão triste quando chega o carnaval. E sabem o que vem com a festa da carne? Não, não é a minha hipocrisia, mas, sim, o aumento do consumo de drogas. A alegria sadia de uns, a falsa alegria de outros. Sem contar o número de debutantes que estreiam em Maresias e Ubatuba, com o cigarrinho “da paz”, conhecido como maconha. A porta de entrada faz o seu papel de protagonista na “pista”, atraindo e seduzindo novos adeptos. Oxalá a minha “tristeza” tivesse a força de um artigo de Carlos Alberto Di Franco para dizer que a droga mata. O carnaval bate às portas, a festa está aí para todos festejarem, ninguém precisa morrer de uma overdose “no terceiro dia de folia”. Digam sim à festa, digam sim à alegria, mas saibam dizer não às drogas, que estarão mais próximas do folião do que a veia do pescoço. Sejam caretas, “drogas? Bah!”.

Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos

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ATAQUE RELIGIOSO

Não é a primeira vez que as escolas de samba do Rio de Janeiro, alegando liberdade de expressão, ofendem as religiões cristãs. Desta vez é a Mangueira, com seu enredo A verdade vos fará livre, em que faz uma releitura da vida de Cristo. O inciso IV do artigo 5.º da Constituição federal não é absoluto, assim como nenhum outro Direito nela insculpido. A manifestação do pensamento não pode ser usada como subterfúgio para ataques. Os milhões de cristãos em todo o mundo merecem respeito, assim como todos os outros adeptos de outras religiões.

Fabio Tavares fabio.tavares2010@bol.com.br

Rio de Janeiro

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