Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2020 | 03h00

DEMAGOGIA

Com a popularidade despencando, o presidente Jair Bolsonaro apelou para a demagogia e afronta e desafia os governadores com a proposta indecente de que ele “zera o imposto federal, se os Estados zerarem o ICMS” sobre os combustíveis. Um delírio de quem, como o presidente, não conhece a realidade das contas públicas no País.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TROCA

Anos atrás, um político francês, Pierre Poujade, defendia a extinção dos impostos. Os governadores poderiam propor ao nosso “Poujade” a redução do ICMS em troca da eliminação do Imposto de Renda! Mostrariam à população quem realmente quer ajudar o povo.

Jose E. Bandeira de Mello

josedumello@gmail.com

Itu

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‘IMBROXÁVEL’

À costumeira e incorrigível incontinência verbal do presidente Bolsonaro deve ser creditada mais uma de suas inesquecíveis pérolas. Ao falar à imprensa sobre a polêmica do ICMS nos combustíveis, soltou a frase: “Não vou broxar para atender vocês pensando em reeleição. Eu sou ‘imbroxável’”. Pode?!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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SEM CONSTRANGIMENTO

O deputado Wilson Santiago (PTB-PB) foi reintegrado ao mandato depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello ter pedido seu afastamento por ter ele cometido crimes de corrupção. A Câmara ainda está tomada por gente interessada em corrupção e impunidade. Mais uma eleição e os honestos serão maioria. Podem apostar!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A VELHA POLÍTICA

Decisão da Câmara de salvar Wilson Santiago mostra nova face da velha política (Estadão, 6/2). Mudam as “moscas”, mas a “burundanga” continua a mesma!

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br 

São Paulo

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UMA LÁSTIMA

Tudo parece indicar que importante parcela dos deputados federais (233 de 403 presentes) perdeu o controle de seus limites éticos, ao praticar, no recôndito da sua cúpula Niemayeriana, fora do alcance, portanto, dos olhos de seus supostos representados, um corporativismo indecente, com tinturas de autodefesa, em relação a seus próprios delitos. Ao ignorar a sentença emitida pela Corte Suprema de afastar o comparsa Wilson Santiago (PTB-PB), acusado de distribuir propinas ligadas a obras em seu Estado, os parlamentares mostram total desprezo pelo ordenamento jurídico que deve ser preservado numa democracia orientada pelo Estado de Direito e se equiparam a príncipes do crime que organizam fugas espetaculares, com auxílio de helicóptero, por exemplo, para libertar cúmplices dos presídios. De pouco adiantam os curativos, sob forma de explicações, aplicados pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Provavelmente, só farão agravar as feridas. Uma lástima! 

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SALÁRIO DE VEREADORES

Segundo noticiou o Estadão no dia 31/1, por pressão popular, vereadores de Cachoeira Paulista (SP) aprovaram corte de 70% em seu salário – de R$ 4,2 mil para R$ 1,3 mil. Primeiramente, que mundo é este em que uma cidade que tem 32 mil habitantes, vivendo crítica situação financeira, com a Santa Casa sem condições de funcionar, pagava 13 (treze!) vereadores com “somente” mais de R$ 4 mil mensais? Sabemos não se tratar de exceção. Quase no Brasil inteiro vemos tais absurdos. Uma vez dito isso, cabe cumprimentar tal atitude dos sete vereadores por reconhecer a situação crítica, ainda que após ouvir o “clamor popular”, e muito mais o corajoso cidadão cachoeirense Luan Amorim, que mesmo com dificuldades conseguiu sensibilizar e obter apoio da população visando a tal feito. Não nos esqueçamos de que há bem pouco tempo, quando ainda tínhamos verdadeiros homens públicos, os vereadores nada recebiam para prestar seus serviços aos munícipes.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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GESTÃO COMPLICADA

Nas empresas privadas o foco dos gestores é conseguir lucros e, se não estão conseguindo obter lucros, diminuir as despesas, demitem os funcionários e outros gastos, pois os prejuízos são pagos pelos próprios bolsos. No Brasil os governos não demitem os “funcionários” pouco ou nada produtivos, mesmo com déficits nas contas, para não descontentar os poderosos que lhes obtiveram os postos, pois quem vai pagar são os contribuintes. E, como os déficits não são pagos pelos próprios bolsetões, nem a Presidência nem os outros poderes se preocupam. Por isso há 12 milhões de desempregados privados e zero nos públicos. Há outro assunto muito importante: o salário mínimo, que só existe na iniciativa privada. Quando vai começar a demissão na área pública?

Mário A. Dente

eticototal@gmail.com

São Paulo 

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ASCENSÃO SOCIAL

É possível melhorar um pouco as condições de vida de pobres por meio de uma reforma fiscal. Isso atinge os que já têm um trabalho, provavelmente mal remunerado. Mas não é possível por meio de tentativas de “reduzir a desigualdade” que seria composta de medidas burocráticas de ideologia socialista. No artigo no Estadão de 6/2 (A2), o economista Roberto Macedo lembra a ascensão resultante da urbanização com o trabalho na iniciativa privada nas décadas de 1960 e 1970. Este recurso se esgotou. Subsídio ao consumo – bolsas – não promovem a ascensão social. Agora, o Estado precisa oferecer ocupação adequadamente remunerada em obras de infraestrutura, como no saneamento básico, em ferrovias e em reflorestamentos, fora em área industrial na costa da Região Norte. Assim atuando, alavancaria a economia mitigando o desemprego urbano. “Incentivar” financeiramente a iniciativa privada sem que haja mercado é inútil.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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O CREDO DOS FRACOS

Sobre o artigo Ampliar ascensão social é menos difícil que desconcentrar renda, de Roberto Macedo (Estadão, 7/2, A2), embora na sua maioria seja correto, ele esquece que as diferenças de renda existentes no Brasil poderiam ser enquadradas em dois grupos, ou seja, aqueles que já conseguiram chegar lá e aqueles que tentam uma ascensão social, que normalmente levam mais tempo para chegar lá. Uma tese comum de pensadores “socialistas” seria taxar mais os bem-sucedidos, para redistribuir ao menos bem-sucedidos. Isso, em termos teóricos, é muito fácil, a redistribuição de renda como se esta fosse algo genérico e indefinido, mas que na realidade está associado a pessoas físicas. Dar algo é muito mais fácil do que tirar, pois os taxados normalmente consideram injusto o que lhe será retirado, pois a maioria do que hoje se chama renda advém do trabalho remunerado, de profissões mais rendosas, frutos de estudos universitários e constante aperfeiçoamento, enfim, uma atividade intelectual muito trabalhosa. Como o socialismo, no entender de Churchill, é o credo dos fracos, incompetentes e invejosos, sempre existe uma parte do público menos bem-sucedida, em que são simpáticas as teses redistributivistas, pois se receberá mais por menos esforço dispendido. Obviamente, em termos políticos, isso sempre será mais difícil, pois sempre haverá resistência dos mais aptos e capazes.                   

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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SOB CHUVA OU SOL

Não se trata de casamento de viúva e muito menos de espanhol. O assunto deste comentário quer tratar da situação existente no Brasil há séculos de que, chova ou faça sol, os bancos auferem escandalosos lucros. Melhor dizendo, lucros indecentes. Esteja o País em crise (situação em que permaneceu durante a maior parte dos mesmos séculos) ou esteja em períodos de economia palidamente crescente (nunca se alcançou pujança econômica), os donos da atividade financeira se locupletam com seus estratosféricos rendimentos. Pouco importa se milhões de nossos cidadãos permanecem ensopados e batendo queixo na chuva dos empréstimos a juros escorchantes, na inadimplência que os obriga a ficar dias nas filas úmidas dos serviços de proteção ao crédito para negociar seus débitos a juros menores, mas nem por isso menos exorbitantes, tentando “limpar seu nome” (mas que ironia!). O que interessa é a lucratividade destes bancos, conforme noticiado na quinta-feira (6/2) pelo Estadão, que um deles teve lucro anual maior do que 20% em 2019. É pouco? Em nenhum outro país da Terra ou, por que não dizer, do universo se vê lucratividade como essa. Nem próxima. Ou seja, os banqueiros vivem ao sol permanente, voando em céu de brigadeiro e navegando em mar de almirante. E nenhum governante teoricamente responsável tem coragem para adotar qualquer medida que acabe com esse descalabro. E meu avô, na primeira metade do século 20, por emprestar dinheiro seu (não captado de terceiros, como fazem hoje) a juros de 1% ao mês, 12% ao ano, conforme a Tabela Price, era acusado de agiotagem. Povero nonno! Se o maior tomador dos empréstimos bancários é o governo, ele é que deveria arcar com as maiores taxas. Para o cidadão comum, o spread entre o juro pago pelo tomador de empréstimo e o juro pago pelos bancos na captação teria de ser bem menor, e não 50 vezes maior, como se verifica em média hoje em dia. Com a palavra, os Poderes da República, dita democrática (sic).

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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‘REAPOSENTAÇÃO’

STF rejeita recálculo do benefício se aposentado voltar a trabalhar (Estado, 7/2, B5). Novamente o Supremo Tribunal Federal (STF) traiu o aposentado e frustrou mais uma tentativa de fazer justiça a quem, mesmo após ter contribuído com o sistema durante o tempo estabelecido por lei, continuou, de maneira compulsória, sendo descontado de seus vencimentos sem que nenhum retorno lhe fosse oferecido. Os argumentos dos senhores magistrados são os mais estapafúrdios possíveis, na tentativa de justificar o injustificável. Se fosse para eles, certamente os “entendimentos” seriam outros. Resta-nos agora, pobres e injustiçados aposentados, o socorro do Parlamento, que poderá, caso queira fazer justiça, tornar lei a desaposentação ou a reaposentação, um direito claro e óbvio de quem cumpriu seu papel ao longo dos anos e continuou contribuindo com a Previdência, mesmo depois de aposentado. Façam justiça, senhores parlamentares, porque quem deveria fazer isso se acovardou.

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

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DEMISSÃO NA OUVIDORIA DA POLÍCIA

Lamentável a decisão autoritária do governador de São Paulo, João Doria (PSBD), de demitir o ouvidor da Segurança Pública, Benedito Mariano, que fazia excelente trabalho na Ouvidoria. Mais ainda pelo fato de Mariano ter sido eleito em primeiro lugar na lista tríplice para sua manutenção no cargo. Doria não gosta da democracia nem dos direitos humanos. Em seu governo, a letalidade policial só cresceu, assim como a violência policial praticada contra os pobres e negros da periferia. Mais um triste exemplo de como mais de duas décadas de governos tucanos só trouxeram fracasso e desastre para os paulistas.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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IPTU

Nosso Pinóquio, o prefeito de São Paulo, continua metendo a faca nos contribuintes. No ano passado 10% de reajuste e, neste ano, mais de 8% no IPTU. Pessoal, vamos exclui-lo do próximo pleito, é o único jeito.

Jonas de Matos

jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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REVISÃO IMPOSSÍVEL

O reajuste do IPTU de São Paulo anunciado foi de 3,5%. Meu IPTU veio com 6,7% de reajuste! Não consigo entrar no site da Prefeitura de São Paulo, o site não aceita meu login e senha. Já os alterei duas vezes, mas não funciona. O que tenho de fazer para que meu IPTU seja revisto?

Virginia A. Bock Sion

vickybock@hotmail.com

São Paulo

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AJUDA!

Solicito a ajuda do Estadão, sem o qual fica impossível que a Prefeitura recalcule meu IPTU. Nos últimos anos, tenho recebido aumentos muitíssimo acima dos índices de inflação: em 2012, 6,20%; em 2013, 5,56%; em 2014, 6,23%; em 2015, 11,28%; em 2016, 6,58%; em 2017, 2,07%; em 2018, 3,48%; e em 2019, 4,48%. Em 2019, inclusive, tentaram um aumento de 49%, mas, com a ajuda do jornal Estadão, o problema foi parcialmente resolvido. Agora, ele voltou. Acredito que a Prefeitura aumente muito o meu IPTU para isentar e beneficiar outros. Não posso financiar estes outros, pois estou sem trabalho e não consigo mais pagar. Tentei tudo na Prefeitura, com senha web, etc., sem sucesso. Podem me ajudar?

Júlio Mola

juliomola@terra.com.br

São Paulo

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SEM CONTRAPARTIDA

Vi, recentemente, uma postagem da Prefeitura de São Paulo sobre acessibilidade e calçadas, mas notei que não há fiscalização. Na minha rua, Rua Leopoldo Couto Magalhães Jr., esquina com a Avenida Faria Lima, no Itaim Bibi, há uma obra em que constantemente há caminhões na calçada. Isso sem falar da situação da calçada... E a Prefeitura não toma nenhuma providência. Considero isso inaceitável. Gostaria que vocês abordassem o tema, pois nosso IPTU subiu 40%, mas não temos serviços correspondentes.

Heloisa Cecco

hcecco@uol.com.br

São Paulo

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PERIGO MAIOR QUE O CORONAVÍRUS

“É muito mais grave e há mais possibilidade de, no Brasil, morrer de dengue do que de coronavírus.” A afirmação do ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta, baixa o temor da população em relação ao novo vírus, mas chama a atenção para a dengue, a zika e a chikungunya. No ano passado, morreram 782 brasileiros com dengue, 3 com zika e 92 com chikungunya, totalizando um aumento de 248% sobre as mortes de 2018. É por isso que, embora acompanhe a questão do coronavírus, os governos – federal, estaduais e municipais – têm de manter vigilância e tratamento aos que adoecerem e a população cuidar obrigatoriamente do controle e eliminação do mosquito transmissor dessas doenças. Quem não cuidar do seu imóvel e, com isso, propiciar a procriação do inseto e o alastramento das doenças, tem de ser multado severamente. As três moléstias estão cada ano mais agressivas e letais. 

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo        

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GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Não é por acaso que o índice de gravidez na adolescência no Brasil é o maior da América Latina. É um problema antigo e intimamente ligado ao elevado grau de pobreza que assola o País e que agrega consigo, entre vários fatores, falta de escolaridade, falta de formação e informação por parte dos adolescentes e dos pais ou familiares (quando presentes), qualidade de moradia e questões comportamentais. Soa estranha e reducionista, portanto, a proposta da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, de achar que a abstinência sexual é a solução do problema. Se adolescentes e pré-adolescentes ainda nem compreendem bem sua sexualidade, entendem menos ainda de abstinência, sexo responsável e métodos anticoncepcionais. Campanhas de esclarecimento sempre ajudam, mas não fazem milagre e têm pouco efeito de longo prazo. Enquanto houver pobreza haverá gravidez de adolescentes e pré-adolescentes. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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SURPRESA POSITIVA

O plano de abstinência sexual da ministra Damares Alves é uma das surpresas positivas que advieram do governo Bolsonaro. Num momento em que se vê a proliferação de doenças, favelas, crimes, falta de educação de menores, explosão demográfica, entre outros males, especialmente no Norte e no Nordeste do País, o projeto da ministra corrobora com o combate à pobreza. A gravidez precoce judia das jovens inocentes e inexperientes, além de sobrecarregar a sociedade com problemas de saúde, educação e segurança. A virgindade das adolescentes mulheres poderia ser um bem para elas, mas infelizmente a cultura da libertinagem acabou com a castidade na juventude e parece que foi um plano diabólico para desestabilizar as famílias.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONSERVADORISMO INEFICAZ

Nestes tempos em que uma onda conservadora varre o mundo, a sexualidade volta a ser discutida com um viés moralista de cunho religioso, principalmente aqui, entre nós. Exemplifica tal obsessão a tentativa de combater a gravidez precoce com a imposição aos jovens da abstinência sexual. Estudos sérios sobre tal problema comportamental têm revelado há décadas que esta linha é totalmente ineficaz, posto que dita repressão a tal impulso humano já se mostrou totalmente impossível de ocorrer, e que somente uma educação de qualidade à nossa juventude poderá corrigir dita mazela.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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MÉTODOS COMPLEMENTARES

A explosão hormonal da adolescência é a responsável pelos fortes apelos sexuais a que os jovens são submetidos, e isso não há como mudar. A informação, a educação e o autocontrole são fundamentais para reduzir os índices de gravidez. A abstinência é efetiva (100%) no caso individual, pois não há na nossa espécie geração espontânea. Obviamente, num plano epidemiológico, não funciona. Para que haja efetividade de qualquer método é necessário e indispensável um nível educacional mínimo que permita sua compreensão e utilização. Infelizmente, este não é o caso do Brasil. Os métodos existentes (anticoncepcionais hormonais, DIU, preservativos, abstinência periódica, etc.) não são excludentes, são complementares. Nota: a “abstinência” não é um método anticoncepcional, pois a gestação é impossível!

Décio Antônio Damin

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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ABSTINÊNCIA DE PENSAR

Vivemos tempos de idolatria ao sexo livre e irrestrito, em que “toda forma de transar vale a pena”, com as inevitáveis consequências: aids e outras dst’s, gravidez infanto-juvenil, crianças sem pais, famílias destroçadas, muita gente infeliz. Será que a “educação sexual” defendida pelos “formadores de opinião politicamente corretos” se limita a entupir as meninas de pílulas – com graves efeitos colaterais – e a ensinar os meninos a manusear com maestria os falíveis preservativos? Não se deveria conscientizar os adolescentes de que sexo é coisa séria, tem profundo envolvimento emocional e consequências? Não deveriam meninos e meninas buscar um saudável autodomínio, não cedendo a qualquer impulso? Então, por que “abstinência” virou um palavrão medieval e quem a sugere é criticada como uma retrógrada que força a interferência religiosa num país laico? Um pouco mais de sensatez, por favor!

César Garcia

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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