Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2020 | 03h00

Enchentes e caos

Temporal em São Paulo


Choveu como nunca, sofremos como sempre.


LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO


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O troco


O homem ocupou desordenadamente a natureza. Quando jovem, eu costumava nadar nas lagoas formadas ao longo do Rio Pinheiros em época de grandes chuvas. Isso 60 anos atrás. Como dizia o saudoso Joelmir Beting, “a natureza não se defende, ela se vinga”.


MANOEL BRAGA

MANOELBRAGA@MECPAR.COM

MATÃO


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Inundações


Observando a cidade de São Paulo nesta segunda-feira, tivemos a exata dimensão das limitações da nossa infraestrutura, em especial o que toca à gestão de monitoramento de córregos, rios, canais e demais sistemas. Sempre na consideração de máximas precipitações dos últimos 50 anos. Uma gestão básica teria de estar estabelecendo sempre o “grau de liberdade” desses veios hídricos, com o enquadramento nos coeficientes de Manning, nas equações de Chezy e outros. Mas o que se vê é apenas discurso e mobilização de improviso. Pensar que a Holanda é um país abaixo do nível do mar, sendo mantida na competência em seus níveis de máxima e mínima, nos enquadra de forma explícita em país de Terceiro Mundo!


FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Saneamento e atraso


Abastecimento de água, controle e tratamento dos esgotos, controle e tratamento das águas pluviais, controle dos resíduos sólidos constituem objetivos da Lei de Saneamento aprovada em 2007 e regulamentada em 2010. Infelizmente, a Região Metropolitana de São Paulo continua sem planejamento do saneamento, executando obras que custam muito, mas de utilidade futura impossível. Dada a população de 22 milhões e a área envolvida, o tempo necessário para o planejamento e a implantação do saneamento será superior a 50 anos: se almejamos entrar no século 22 com saneamento implantado, já teríamos de ter começado. A desculpa para ignorar o problema é a falta de recursos. O volume de recursos jogados fora para atender a indicações políticas, excesso de pessoal nas organizações do Estado, etc., vem atrasando o País há muito tempo.


DARCY DE ALMEIDA

DALMEIDA1@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Dizer mais o quê?


Assinada por Bruno Ribeiro e Pedro Venceslau, no Estadão de 10/12/2018, reportagem tem por título Covas deve trocar 23 dos 32 subprefeitos de São Paulo e subtítulo Mudança seria para dar sua ‘cara’ à gestão e para acomodar aliados tucanos sem mandato. Deu no que deu!


MARCIA MEIRELLES

MARCIAMBM@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Ninguém merece


O prefeito Bruno Covas e seus antecessores Fernando Haddad e o fugaz João Doria pouco ou nada fizeram para resolver ou ao menos amenizar consideravelmente o problema das enchentes na capital, deixando de gastar R$ 2,7 bilhões em obras, segundo informou o Estadão de ontem. Nada obstante, nestes quase dois anos de mandato o sr. Bruno Covas soube como poucos pesar a mão no aumento do IPTU, que no meu caso, somente em 2020, foi majorado em astronômicos 20%. As perdas sofridas pelos cidadãos na enchente de segunda-feira, que paralisou a cidade, são gigantescas. Os paulistanos não merecem ser tratados dessa forma.


LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA

LUIZMLEITAO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cidade submersa


Eis aí um bom motivo para não votar em nenhum dos três, seja para que cargo for.


MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA


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Prioridades


A chuva na cidade de São Paulo comprova mais uma vez que precisamos de mais bombeiros e menos vereadores, mais seguros contra enchentes e menos IPTU e, claro, mais prefeito do que político com nome famoso.


CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Nobel da Paz

Alysson Paulinelli


Parabéns ao dr. Roberto Rodrigues pelo artigo brilhante Um Nobel para o Brasil (E&N, 9/2) sobre Alysson Paulinelli e sua fantástica e decisiva atuação para o crescimento do Brasil.


WALDYR SANCHEZ

WALDYRSANCHEZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Corrupção

‘Guerra Santa’


Muito bom o artigo de Eliane Cantanhêde no domingo com o título acima. Engana-se, contudo, quem acredita num embate católicos x evangélicos. Nada disso, o setor da Igreja Católica que participou da criação do PT é minoritário e o que continua após o desastre, mais minoritário ainda. A grande maioria dos católicos, praticantes ou não, não entra nessa. Uma foto de Lula com um sorridente papa Francisco seria muito boa para o ex-presidente, mas péssima para a Igreja, que já perdeu muitos fiéis no Brasil. Sou católico praticante e contra o lulopetismo voto em qualquer um. Espero que o papa não caia nessa!


JOSÉ JAIRO MARTINS

JOSEJAIROMARTINS7@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Ainda o Oscar


A cineasta Petra Costa não ganhou o Oscar com o documentário ficcional Democracia em Vertigem, mas pode vir a ganhar o prêmio se fizer um documentário realista sobre como uma organização política criminosa no poder e empresas mercenárias quase destruíram o País.


ANDRÉ COUTINHO

ARCOUTI@UOL.COM.BR

CAMPINAS


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Coronavírus

Resgate de Wuhan


Um sucesso a operação repatriação. Todo mundo ficou bonito na foto. E quanto à dengue?


JOAQUIM QUINTINO FILHO

JQF@TERRA.COM.BR

PIRASSUNUNGA


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S.O.S. SÃO PAULO


Depois de um verdadeiro dilúvio de proporções bíblicas, São Pedro deixou São Paulo travada, ilhada e alagada pelas águas de fevereiro. Sem a construção de piscinões, prometidos em todas as campanhas eleitorais, qualquer novo forte temporal provocará o caos na maior, mais rica e importante capital do Hemisfério Sul. Com a palavra, a Prefeitura.


J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo


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OBRAS CONTRA CHEIAS


O prefeito Bruno Covas passou a ser o Pinocchio com a mentira de que aumentaria o IPTU em 3,5%, mas optou por 10%. Agora, voltou a “escorregar” diante da imprensa. Disse que “os piscinões, bueiros, bocas de lobo e demais serviços estavam todos perfeitos”, mas só não explicou por que deixou de gastar cerca de R$ 2,7 bilhões nestas mesmas obras. O resultado catastrófico foi visto nos últimos temporais que os paulistanos enfrentaram. É bom lembrar isso tudo por ocasião das próximas eleições, pois quem avisa amigo é. Fica a dica!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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ENCHENTES E LIXO


Se é possível afirmar que o poder público tem responsabilidade no tocante às enchentes enfrentadas em São Paulo e região metropolitana, esta se dá menos pelo que se deixa de investir em infraestrutura (piscinões, por exemplo) e mais pela ausência de liderança e fiscalização de atitudes lamentáveis de seus cidadãos quanto ao lugar em que vivem em trabalham. Exemplo disso é a quantidade de lixo reciclável lançado diariamente nas vias públicas, canteiros, parques, pontos de ônibus, córregos, rios, etc., sendo que a maior parte deste jamais será recolhida. Temos uma grande parte de nossa população esperando que a Prefeitura seja sua babá. E ninguém no mundo atual pode alegar desinformação quanto às consequências ambientais deste seu comportamento.


Rui Tavares Maluf rtmaluf@uol.com.br

São Paulo


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ENXURRADA


Juntas, a deseducação popular e a demagogia oficial fizeram da terra da garoa a terra da canoa...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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QUEREMOS SABER


Será que os valores extorsivos do IPTU do ano seriam para cobrir despesas de jetons e enchentes em São Paulo? O prefeito deveria esclarecer e informar aos pagantes.


Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo


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PREVISÍVEL


Li no Estadão de ontem que a prefeitura da cidade de São Paulo deixou de gastar, de seu orçamento, dezenas de milhões de reais na prevenção contra as enchentes, já previstas para este período do ano. Numa convenção entre Michel de Nostradamus, os magos da corte do Rei Arthur até as pitonisas de Delfos seriam capazes de predizer que um dilúvio desabaria sobre a maior cidade da América do Sul, num fenômeno que chegou a atingir outras cidades brasileiras. O que aconteceu em São Paulo não depende de polpudas verbas orçamentárias que a natureza ignora. Os fenômenos naturais dependem da longitude da cidade ou do país, conforme as suas coordenadas. Somos habitantes de um planeta que, na verdade, é uma bomba-relógio que a qualquer tempo pode deixar o sistema solar com apenas oito planetas. O homem está sujeito e indefeso das agressões de um planeta que ainda está em formação. Dória foi atingido por uma catástrofe imprevisível que deve ter ajudado financeiramente os fabricantes de Arcas.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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PIOR CHUVA EM SP DESDE 1983


Em razão do maior índice pluviométrico destes 37 anos, a chuva provocou caos na Grande São Paulo. O Rio Tietê transbordou, aconteceram 88 desabamentos, 546 enchentes, dezenas de quedas de árvores e casas e carros foram invadidos pelas águas. Dos 208 milímetros de precipitação em dez dias, 66% deste volume caiu somente na madrugada de 10/2. Foi incansável o trabalho do Corpo de Bombeiros tentando minorar o efeito deste caos. Aulas foram canceladas, o transporte de ônibus urbano funcionou parcialmente e o Metrô, com alguns problemas, felizmente, foi o alívio para os passageiros, circulando normalmente. Mas o grande desafio foi a volta dos trabalhadores para casa, já que persistiu a chuva.  É bom lembrar, principalmente aos críticos oportunistas de plantão, que não foi o homem que criou e fez atravessar a Cidade de São Paulo o Rio Tietê, o Pinheiros, o Tamanduateí e muitos outros córregos. Mesmo com importantes obras feitas ao longo dos anos pelo poder público, como dezenas de piscinões, calha rebaixada do Tietê, etc., na tentativa de evitar maiores transtornos e prejuízos aos comerciantes e à população, infelizmente todos esses investimentos se mostram ainda insuficientes para suportar o surpreendente volume de chuvas que cai neste mês de fevereiro na Grande São Paulo.


Paulo Panossian paulopanossian@hotamil.com

São Carlos


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ATENUANTES


Mesmo que a cidade tivesse executado várias obras contra enchentes, nada poderia conter o volume de água que as últimas chuvas despejaram sobre São Paulo. Mas, como a atual gestão nada executou, como vimos estampado no Estadão de 11/2, os efeitos poderiam ter sido atenuados e um pouco menos graves.   Ou não?


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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LIDERANÇA


Como brasileiro e morador há mais de 70 anos da capital paulista, ainda nutro esperança de que um dia teremos um governador paulista tão eficiente, honesto e anticorrupto como o nosso atual presidente, Jair Bolsonaro, e teremos a execução de uma obra adequada na Grande São Paulo, idêntica à de Tóquio, para acabar com as terríveis enchentes destruidoras de lares paulistanos. Isso seria um sonho ou há tal possibilidade?


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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GABINETE DE CRISE... DE NOVO?


Em vez de mais um gabinete de crise para discutir os problemas das enchentes na cidade, deveriam criar um único gabinete de solução? Mãos à obra. Chega de mãos às estatísticas.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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CHUVA E CAOS


Assim como nunca choveu tanto em São Paulo (isso é uma gravação), também nunca nossos governantes se preocuparam com isso.


Luiz Frid     luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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TEMPESTADE EM SP


Tempestade em São Paulo. Capital isolada. O serviço de previsão do tempo não informou sobre a enorme intensidade do fenômeno meteorológico. A Defesa Civil não emitiu alerta em comunicado conjunto com as autoridades competentes. O prefeito da capital e o governador de Estado não convocaram coletiva de imprensa. Não foram implementados planos de contingência, como bloqueios e indicação de uso de rotas alternativas. Por exemplo, o uso do Rodoanel para pegar a Fernão Dias e sair diretamente perto do Aeroporto de Guarulhos. Nas eleições de outubro, a mudança climática deverá ser o foco prioritário dos candidatos para redefinir o planejamento urbano da cidade.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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ALERTAS TARDIOS


Os alertas de chuva intensa e de elevação dos níveis dos rios emitidos pela Defesa Civil aos celulares cadastrados invariavelmente acontecem só depois que a situação já está plenamente instalada. É compreensível que a tecnologia atual não permita alertas preventivos com exatidão. Mas do jeito que está pouca ou nenhuma diferença fazem como bem demonstrou a situação caótica de segunda-feira.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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RETROESCAVEDEIRA DO BEM


Num gesto bonito de solidariedade, o operador da retroescavadeira Paulo Copino ficou transportando gente ilhada na Avenida Ermano Marchetti, na Lapa, gratuitamente, durante toda a segunda-feira. Para a repórter da TV, pediu uma coisa: “que não seja despedido” por causa deste seu ato humanitário. Tenho certeza de que não. Na verdade, ele deve ser premiado pela Prefeitura de São Paulo por “serviços à comunidade”.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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SUDESTE CASTIGADO


Mais uma vez as previsões meteorológicas se confirmam e destroem o Sudeste brasileiro. Depois, recentemente, das chuvas destruírem várias cidades de Minas Gerais e no Espírito Santo, desta vez foram castigadas as outras duas grandes cidades da região, Rio de Janeiro e São Paulo, principalmente esta última, na segunda-feira. Fenômenos naturais sempre vão acontecer e são previsíveis, portanto é preciso que governo e população façam a sua parte. Construções ilegais avançam em lugares proibidos e arriscados, lixo se acumula em qualquer lugar ou em qualquer dia, etc. Tanques subterrâneos como os que se encontram no Bairro da Praça da Bandeira (RJ) são uma boa solução, que precisa avançar para outros lugares críticos.


Fabio Tavaresfabio.tavares2010@bol.com.br

Rio de Janeiro


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TRAGÉDIA AMBIENTAL


Geleiras derretendo, chuvas torrenciais, alagamentos, ventos acima do tolerável, furacões, tornados, queimadas, grilagem, desmatamentos, desbarrancamentos, maremotos, terremotos, tsunamis e Zeus, o deus dos deuses, observando tudo isso sentado lá, no Olimpo, pergunta a Atena, deusa da sabedoria: “Ô, Atena, por que tudo isso, que coisa louca?”. A deusa responde: “A Mãe Natureza está brava pois se esqueceram de que ela não tem defesas, e os estúpidos estão se aproveitando dela”. Ao que Zeus retruca: “E daí?”. Atena responde: “Daí que esta é a vingança dela, esqueceram-se de cumprir os mandamentos da Rio 92! E logo após, do Protocolo de Kyoto! E logo em seguida, do Acordo de Paris! É ou não muita desfaçatez desse povinho?”. Aí Zeus, com sua divina paciência, se dá por vencido: “Bem feito. Quero ver daqui a dez anos... ou, melhor, no ano que vem”.


Hermann Grinfeld hermann.grinfeld@yahoo.com.br

São Paulo


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‘FOI GOLPE’


O documentário Democracia em Vertigem, que tem os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff como protagonistas, perdeu o Oscar 2020 para Indústria Americana, da produtora do também ex-presidente Barack Obama. Não será surpresa se os repetitivos e fastidiosos petistas declararem que o resultado dessa “disputa presidencial cinematográfica” também foi golpe. O PT, apesar dos seus 40 anos, já é um velho decadente, monocórdio e chato.


Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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OSCAR 2020


Imagino que um filme que concorra ao Oscar na categoria de documentário seja avaliado tecnicamente, mas também sob o aspecto de contribuição jornalística informativa. Nesse sentido, os jurados devem ter se informado sobre o que na realidade aconteceu no Brasil no período abordado pelo filme brasileiro Democracia em Vertigem, quando vivemos um impeachment conduzido pelo Congresso Nacional sob a vigilância do Supremo Tribunal Federal (STF), instituições legítimas da nossa Constituição. É notório que no Brasil a democracia esteve em vertigem algumas vezes, mas nunca no período abordado por este filme.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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ALMA LAVADA


A atriz e atual secretária da Cultura, Regina Duarte, fez uma publicação no Instagram que soou como ironia contra a indicação do documentário (sic) Democracia em Vertigem ao Oscar. Ela postou a imagem de uma manifestação na Avenida Paulista com pessoas vestidas de verde e amarelo, marca dos protestos contra o PT e Dilma em 2016, com a legenda: “Um Oscar para você que foi às ruas derrubar o governo mais corrupto da história”. Lavei a minha alma, já que o tal documentário foi classificado como representante do Brasil no Oscar e eu jamais fui, e jamais seria, representado por ele.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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NÃO FOI DESTA VEZ


O PT é pródigo em criar “verdades” que servem para denegrir a imagem dos opositores. Foi assim com a “herança maldita”, em 2002, após assumir o governo e defenestrar o governo do PSDB. O documentário Democracia em Vertigem, graças a Deus derrotado na premiação do Oscar, serviria como um tônico para ressuscitar o partido que acabou de completar 40 anos e que se encontra em estado terminal.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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FATOS EM VERTIGEM


As mentiras continuadas de Petra Costa, mais conhecida nas redes como Pinocchia, foram patrocinadas com um bocadinho do dinheiro grosso, roubado dos brasileiros pela empreiteira de sua própria família, no famoso escândalo do petrolão, e em outros vários escândalos de corrupção – o mesmo petrolão e a mesma corrupção desenfreada que, segundo sua farsa travestida de documentário, não existiram. O estrago que o dinheiro farto pode fazer na consciência coletiva não tem limites.


Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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O FILME DE PETRA COSTA


Democracia em vertigem? Não, corrupção em declínio.


Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo


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‘PARASITAS’


Parasita, o premiadíssimo filme coreano do ano, e o pejorativo adjetivo “parasita” usado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para falar mal dos funcionários públicos, que ele despreza, levantam a questão: quem é parasita de quem? Para a elite econômica liberal conservadora do mundo, “parasitas” são todos os que gravitam no entorno do poder econômico dirigente, público e privado, remunerados por seu trabalho segundo sua posição hierárquica de competência. Enfim, um mal necessário. Para as pessoas comuns, eleitores em países democráticos, “parasitas” são os sugadores do dinheiro da nação, que usam seus altos cargos públicos para enriquecerem com a corrupção, e os ricos que detêm o poder econômico e só se preocupam em aumentar seu patrimônio indefinidamente, à custa da desigualdade social e da concentração de renda, classe a que pertencem, como um de seus notáveis expoentes, o economista Paulo Guedes.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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INSPIRAÇÃO?


Como não assisti ao documentário Parasita ainda, alguém poderia me informar se ele foi baseado num certo Congresso Nacional ou em partidos políticos de um certo país, ou ainda se fala sobre a casta do funcionalismo público e do Judiciário?


Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos


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PARA TRUMP


O Oscar de Parasita de melhor filme e filme estrangeiro é um recado claro e forte ao xenófobo presidente Trump.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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INJUSTA GENERALIZAÇÃO


As declarações do ministro da Economia em relação aos servidores públicos causaram muita indignação. Como ele pode chamá-los de “parasitas”? E mais, em todos os segmentos sociais, incluindo os ocupantes de cargos maiores nos Três Poderes, há figuras que merecem ser criticadas pelas suas atitudes negativas. Mas os seus superiores não podem generalizar as críticas.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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CONCURSO E AVALIAÇÃO


Em face do inconsequente pronunciamento do ministro Guedes tachando os funcionários públicos de “parasitas”, e da polêmica que se seguiu, registro minha experiência e minha opinião. Iniciei minha vida laboral oficial no funcionalismo público, sendo quase um ano no Exército (convocado) e mais de três anos (concursado) numa prefeitura da Grande São Paulo. Trabalhei muito e aprendi muito. Concursado, solicitei minha exoneração por dois motivos básicos: os novos donos do poder ignoraram o conhecimento e a experiência dos concursados, criaram postos para seus protegidos e também pressionaram os concursados que saíssem, além do que consegui salário bem maior na empresa privada. Nos 36 anos seguintes, inicialmente, trabalhei em algumas microempresas de planejamento até ingressar numa multinacional, onde fiquei por 31 anos, chegando a executivo. Portanto, sou a favor do preenchimento dos cargos públicos exclusivamente por concursados, isentos e protegidos das mudanças de governo, e um sistema de avaliação constante com critérios bem definidos.  


Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo


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‘A ERA DA MEDIOCRIDADE’


Primoroso o artigo A era da mediocridade, do dr. Almir Pazzianotto Pinto publicado na edição de 10/2 do Estado. Homem culto e profundo conhecedor da realidade. Deveria ser lido por todos e fazer parte do currículo escolar em todos os cursos, principalmente Direito, Jornalismo e Psicologia. Vivemos a era da mediocridade em quase todos os segmentos de atividades em nosso país, e lamentavelmente a mediocridade é maior na corrupta administração pública e mercenária política nacional. Depois de tantos anos de governos civis, tidos como democráticos, após 20 anos de governo militar, nossa democracia tem uma direita cambaleante e uma oposição política formada por organizações criminosas, povoada por gente da pior espécie. O desalento dos jovens é visível em todas as classes sociais e construímos um abismo social ainda maior desde 1980 entre a elite do funcionalismo e os 12 milhões de desempregados. O problema maior é a falta de liderança social, cultural, econômica e política. Como sair deste estado de coisas? Estamos piores do que éramos na década de 70?


André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


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PENSÃO PARA FILHA DE MILITAR


Tenho um filho autista, cego e interditado, congenitamente dependente dos recursos dos pais, ambos professores estaduais, cuja pensão por morte da mãe foi reiteradamente negada (18 meses) pela SPprev, ao arrepio da lei. Razão: casou-se (divorciou-se há 9 anos). Quantas e quem são as filhas de militares e ex-servidores do Congresso, casadas de fato, mas não de direito, recebem pensão (total R$ 630 milhões/2019 – Estadão, 11/2/2020) por morte do militar ou servidor? Proibido saber. Justiça à moda da casa ou segredo de (in)justiça?


Antonio C. Martins de Camargo antonio.camargo37@gmail.com

São Paulo


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OS CÃES LADRAM


O começo se deu com o assassinato da vereadora Marielle Franco, que rendeu manchetes, horas, dias e meses no noticiário, induzindo o povo a crer que o mandante foi o presidente Jair Bolsonaro. Putz, não colou! A viúva já está em outro affair, sumida da mídia. Os exacerbados e remunerados movimentos de rua sumiram, o PSOL se calou e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) adotou outros inaudíveis gritos em busca dos holofotes perdidos, vez que as eleições municipais se aproximam. Em outra frente, veio o “stand up Comedy”, ops, documentário Democracia em Vertigem, da abonada patricinha esquerdista Petra Costa, que despencou da pequena altura, por vertigem, na premiação do Oscar 2020. Eis que o tombamento em território baiano do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como chefe da milícia Escritório do Crime, tomou a dianteira no sensacionalismo da oportunista mídia esquerdista, que a todo custo quer destruir o governo Bolsonaro, como disse o raivoso e cínico deputado fluminense. A mais nova fake news consiste em afirmar que a morte do miliciano foi “queima de arquivo”, com tendenciosas reportagens atrelando o fato à direita e ao presidente Bolsonaro. Embarcando neste trem midiático, o oportunista e disléxico Ciro Gomes chegou a aventar responsabilidade indireta ao ministro Sérgio Moro, afirmando que ele não pode se furtar a apurar o caso. Cala a boca, Ciro! Em rede nacional, para sepultar essas covardes aleivosias e calar os patrulhamentos que estão por vir, nada mais oportuno o presidente, curto e grosso, relembrar o que disse o saudoso Ibrahim Sued: “Os cães ladram e a caravana passa”. O Brasil está vencendo.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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O MILICIANO ADRIANO DA NÓBREGA


Flavio Bolsonaro vai mandar rezar missa de 7.º dia pela morte do companheiro?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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O ASSASSINATO NA BAHIA


Mataram Adriano, uma evidente queima de arquivo, e os favorecidos são os Bolsonaros. Este é o resumo da notícia e dos comentários de articulistas de peso. Não teria havido confronto, mas simples assassinato. Seria fato plausível, não fora a polícia da Bahia, do capo petista Rui Costa, a “autora” da execução. Mas isso a mídia vem omitindo. Se houve queima de arquivo pelos agentes baianos, mais provável que os beneficiários sejam ligados à esquerda carioca de Freixo e gente da sua guilda.


Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador

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