Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2020 | 03h00

Partidos políticos

Irrelevância


Se as agremiações partidárias quiserem realmente recuperar relevância, conforme a manchete de capa do Estadão de domingo (Partidos tentam virada digital para recuperar relevância), deveriam batalhar para aprovar no Congresso Nacional medidas em defesa dos interesses da população, preocupada com segurança, saúde e educação, e não aprovar rapidamente somente medidas que atendem a seus interesses, como o fundo eleitoral e a deslavada proteção a parlamentares comprovadamente envolvidos em delitos.


JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

JWLCOSTA@BOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Orçamento da União

R$ 42 bilhões?!


Hoje não há justificativa ética e republicana para os deputados federais definirem, sozinhos, emendas (verbas) totalizando R$ 42 bilhões para obras e atividades em locais de sua exclusiva escolha. Esse poder de decisão só seria discutível e aceitável se eles tivessem sido eleitos em regime de eleições distritais, quando, então, todos os distritos do País estariam igualmente representados no Congresso. Na situação atual, tal distribuição de dinheiros públicos levará a enormes injustiças. Isso é tão óbvio que nem é necessário apresentar exemplos. Os srs. deputados mudem primeiro o sistema eleitoral e então reapresentem a proposta.


WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA


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Eles só pensam naquilo...


Os parlamentares querem derrubar vetos do presidente Jair Bolsonaro só para ficarem com os bilhões do Orçamento. Eles só pensam naquilo... Pensar no Brasil não é com eles, mesmo!


ARCANGELO SFORCIN FILHO

ARCANGELOSFORCIN@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Reforma tributária

Inclusão e justiça social


O presidente Jair Bolsonaro disse que vê dificuldades na aprovação de uma reforma tributária no Brasil. Na viagem oficial à Índia ele conversou com jornalistas sobre o tema e disse que sua experiência como parlamentar mostra que nenhum ente federativo aceita abrir mão de arrecadação e isso torna a reforma inviável: “Passei 28 anos na Câmara e nunca chegou até o final uma reforma tributária porque não atende a Estado, município e União. E não atendendo a um dos três, e ninguém quer perder nada, acaba todo mundo perdendo muito e o Brasil continua nesse cipoal tributário que dificulta você produzir, empregar”. Mas uma reforma tributária que contribua para reduzir a injustiça da nossa cruel distribuição de renda tem de ser prioridade deste governo. Os menos favorecidos foram convocados a dar sua contribuição para que fosse feita a reforma da Previdência. Agora chegou a vez dos setores realmente bilionários. É de urgência que seja feita a correção da Tabela de Imposto de Renda da Pessoa Física, que está completamente defasada, como reconhecido pelos auditores da Receita Federal, que entendem a fundo do assunto. O contribuinte brasileiro paga muito e não recebe nada em troca. Os impostos que incidem sobre itens básicos de alimentação são profundamente injustos e fazem o trabalhador que ganha um salário mínimo pagar o mesmo que uma pessoa de classe média alta com renda de R$ 50 mil mensais. No caso das pessoas jurídicas, notadamente as instituições bancárias, a taxação chega a ser risível quando comparada à das pessoas físicas, que vêm sendo vítimas da sanha arrecadatória de sucessivos governos. O Brasil precisa enfrentar esse problema seriamente, uma reforma tributária justa é importante fator de inclusão social.


JOSÉ CARLOS WERNECK

WERNECKJOSECARLOS@GMAIL.COM

BRASÍLIA


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Serviço público

Ainda os ‘parasitas’


Muito feliz a frase do ministro Paulo Guedes sobre os funcionários públicos “parasitas” que estão matando o hospedeiro, isto é, o povo. Na reportagem de 8/2 (B1), Guedes continua a denunciar o aumento de salário do funcionalismo 50% acima da inflação e a destacar a estabilidade no emprego e a generosa aposentadoria. Enquanto segue essa festa, milhões de desempregados mourejam nas filas atrás de colocação. Saúde, educação e segurança lutam por verbas que escoam criminosamente para os privilegiados. Esta situação indecente tem uma solução: reforma administrativa, com foco intenso na arrogante classe do alto funcionalismo.


JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

JPAIVA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Vestindo a carapuça


Existe um grande esforço para tornar a administração pública mais eficiente. Isso é notório na cidade de São Paulo, com a digitalização de todos os processos, a instalação do Projeto Descomplica em vários locais da cidade, o acompanhamento dos serviços de zeladoria por GPS, a modernização das instalações digitais das subprefeituras e tantas outras iniciativas, isso tudo acompanhado da redução do quadro de servidores. O ministro Paulo Guedes poderia ter suavizado o seu discurso, mas ainda existem, sim, ilhas de resistência que se apegam a privilégios injustificáveis causadores de fortes distorções. Não conheço ninguém que não queira um serviço público mais eficiente. Talvez os indignados com o termo forte usado pelo ministro estejam vestindo a carapuça.


CARLOS DE OLIVEIRA ÁVILA

GARDJOTA@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Corrupção

Casa correcional?


Ao concordar em receber Lula da Silva, estará o sumo pontífice da Igreja Católica, o papa Francisco, tentando transformar o Vaticano em instituição correcional destinada a reintegrar ao convívio social políticos condenados por corrupção?


PAULO ROBERTO GOTAÇ

PGOTAC@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Oscar

Derrota em vertigem


Foi “gópi”! Dos estadunidenses! Mas Petra vai recorrer

ao STF...


A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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OSCAR 2020


O Oscar não poderia ser dado ao filme Democracia em vertigem, de Petra Costa, pois estava no gênero errado. É ficção, e não documentário!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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O MILICIANO QUE SABIA DEMAIS


Capitão do Bope e da milícia de Ribeirão das Pedras, no Rio de Janeiro de todas as corrupções e todos os crimes, Adriano Magalhães da Nóbrega aguardava a chegada de sua morte anunciada, na escondida cidade de Esplanada, na Bahia, sabedor que era da importância de sua memória de vida bandida, na companhia de gente importante que muito temia se um dia ele falasse o que não devia. Tema que já rendeu clássicos da literatura, como o conto Assassinos, de Ernest Hemingway, filmado com Burt Lancaster e Ava Gardner, a história dele renderia um filme de máfia digno de ser dirigido por Martin Scorsese e ganhar Oscar. Tanto que lembra Tropa de Elite 2, principalmente quando o Capitão Nascimento acusa os deputados estaduais do Rio de serem um bando de corruptos. Quem sabe um Tropa de Elite 3?

              

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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APURAÇÃO RIGOROSA


Polícia da Bahia mata “capitão Adriano” em 9/2/2020: queima de arquivo. Desde que assumiu o cargo, em 2/1/2019, o presidente Bolsonaro tem bloqueado o esforço de apuração pelas autoridades policiais do assassinato em 14/3/2018 da vereadora carioca Marielle Franco. Os evidentes indícios colhidos até agora mostram inquestionáveis evidências de ligações de milicianos com seu filho senador Flávio Bolsonaro. A morte em emboscada realizada em 9/2/2020 pela polícia da Bahia do ex-PM do Rio de Janeiro e atual miliciano foragido, Adriano Magalhães da Nóbrega – por ter intensa aparência de “queima de arquivo” – precisa ser PROFUNDAMENTE apurada pelo ministro Sérgio Moro.


Claudio Janowitzer cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro


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CARTA AO ‘THE GUARDIAN’


Artistas e intelectuais divulgam carta aberta contra governo Bolsonaro em jornal inglês (Estadão, 8/2). Os ilustres signatários da carta feita publicar no The Guardian, em que pedem apoio da comunidade internacional para “condenar as tentativas do governo Bolsonaro de pressionar organizações artísticas e culturais”, poderiam também pedir o apoio da comunidade internacional para  instalar, equipar e operar no Brasil escolas e hospitais, construir rodovias e ferrovias, estações de tratamento e redes de distribuição de água, redes de coleta e estações de tratamento de esgoto, tudo como existente no Primeiro Mundo ou, resumidamente, no padrão Fifa.


Carlos Francisco Micheletti fmicheletti@terra.com.br

Ribeirão Preto


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O PROTESTO DOS ARTISTAS


Leiam a matéria no Estadão de 8/2 e se perguntem: onde estes hipócritas, mentirosos, sacripantas estavam quando o partido-quadrilha, junto com aliados e grandes empresários desonestos, assaltou o País? Onde estavam quando este “pessoal” visitava, abraçava, festejava e apoiava (ainda continuam) ditadores sanguinários na América Latina e na África? Onde estavam quando a “conta” chegou com estatais destruídas, 14 milhões de desempregados e mais de 50 milhões de brasileiros na miséria? Quando foi que o governo atual perseguiu, censurou ou tomou qualquer atitude contra minorias ou cerceamento à mídia ou à democracia. Este “pessoal” vocifera, esparrama mentiras, chega até a convocar desobediência civil (assistam ao vídeo de Lula convocando o “povo” a seguir o “exemplo” das manifestações violentas no Chile), mas ninguém vai preso e continuam abusando da democracia. Democracia esta que corria sérios e sólidos riscos com o projeto de poder, e não de governo, a caminho de uma “venezuelanização” do Brasil. Onde estavam estes intelectuais/artistas? Seguiam e seguem Lênin, sanguinário comemorado e festejado livremente pela deputada psolista na Câmara. É o lema seguido à risca: “Chame-os do que você é, acuse-os do que você faz”. Releiam programa de governo do Haddad sobre a regulamentação da mídia.


Gilberto Rodrigues farma.naturista@yahoo.com.br

Araras


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ESCURIDÃO


O colunista Luís Fernando Veríssimo sempre cita a palavra escuridão para se referir ao governo que começou em 2019, ignorando as boas ações atuais já confirmadas. Para mim, escuridão real e palpável é a dos petistas cegos que se recusam a aceitar o mal que todo o seu partido fez ao nosso país em 16 anos no poder.


Wagner José Callegari ciwag@terra.com.br

Limeira


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OS 40 ANOS DO PT


O aniversário de 40 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) foi comemorado por alguns gatos pingados. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que andava sumido, deu as caras numa festa realizada no dia 8 de fevereiro na cidade do Rio de Janeiro. Como era de esperar, falou muita abobrinha e convocou a militância a ir para as ruas protestar contra o governo Bolsonaro. Gritou que o atual governo está destruindo tudo o que os governos petistas fizeram e que é possível um retorno para “reconstruir um novo Brasil”. Duas observações faço aqui: a primeira é que o que restou da militância petista não dá para fazer barulho. É tão pouca gente que não dá para encher uma van. A segunda é que tudo o que o governo Bolsonaro está destruindo precisa, mesmo, ser destruído, um exemplo: a corrupção que os governos petistas implantaram em nosso país. Não adianta chorar, senhor Luiz Inácio, o que os senhores fizeram com a nação brasileira foi estarrecedor. Os senhores não ressurgirão. Destruíram tudo e agora vêm com esta de “reconstruir um novo Brasil”. Como diria o meu saudoso vovô, “sai pra lá”. E, para terminar, leve junto o José Mujica, que veio para as comemorações do aniversário do PT.


Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)


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‘UM NOBEL PARA O BRASIL’


Vibrei com o artigo de Roberto Rodrigues Um Nobel para o Brasil (9/2) indicando Alysson Paolinelli para receber o Prêmio Nobel da Paz, pelo trabalho de uma vida inteira visando a acabar com a fome, em busca da paz universal. Com muita objetividade e clareza, Roberto Rodrigues compara o trabalho do engenheiro agrônomo Norman Bourlaug, Nobel da Paz em 1970, pelas pesquisas no mundo com trigo, ao do engenheiro agrônomo Paolinelli na ocupação racional dos cerrados no Brasil Central com culturas como soja e milho, capim brachiaria e criação do gado zebu nelore. Trabalhei na Embrapa com Paolinelli em 1975-1976, dirigindo o Centro de Cerrados em Planaltina, onde tivemos uma convivência de alto nível, tratando de questões econômicas, sociais e ambientais. O presidente Geisel, o ministro Paolinelli e o ministro Shigeaki Ueki tinham uma visão do futuro para o agronegócio. Visitaram o Centro de Cerrados, percorrendo os campos experimentais, num diálogo construtivo com os pesquisadores. O Centro de Cerrados adotou como filosofia de pesquisas montar experimentos e campos de demonstração em parceria com os agricultores e criadores nas mais diferentes regiões do cerrado, como Unaí, Rio Verde, Patrocínio, Uberlândia, Barreiras e outras. A maioria destes agricultores e criadores veio do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, trabalhando com competência, e hoje podemos observar o sucesso do sonho de Paolinelli, com avanços extraordinários na produção e produtividade. Justiça seria Paolinelli como Nobel da Paz e nós, engenheiros agrônomos, nos sentiríamos orgulhosos e também homenageados.


Ricardo Pereira Lima Carvalho ro_martinelli@yahoo.com.br

Mococa


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‘PARASITAS’


Sobre o comentário do ministro Paulo Guedes de que servidores públicos são parasitas, foi um pouco de exagero, mas temos de frisar que o serviço público no Brasil, de um modo geral, é de péssima qualidade e estes funcionários recebem em média muito mais que seus similares na iniciativa privada. Temos de fazer e elogiar exceções como, por exemplo, a Polícia Federal, que é administrada com uma competência enorme e de fazer inveja ao setor privado. Mantiveram as posições-chave e privatizaram os serviços menos essenciais. Digno de elogios é o serviço de passaporte, respeitando horas marcadas e com agilidade na execução. Fatalmente, se todos os serviços públicos fossem como a Polícia Federal, não estariam chamando servidores públicos de parasitas.


Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo


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PARASITAGEM


O que se terá passado na privilegiada mente do principal ministro da República, Paulo Guedes, quando generalizou ao rotular os funcionários públicos como “parasitas”? Certamente, ele sabe que, no universo dos servidores, existem os que apresentam desempenho exemplar e os realmente aproveitadores, meros estacionários que passam praticamente todo o tempo de serviço somente aguardando a aposentadoria, sob a proteção de uma legislação que quase impossibilita a demissão quando ela é o caminho indicado. Perdeu a oportunidade de, por coerência, apontar outros ninhos de parasitagem, como, por exemplo, entre muitos, o configurado pelos políticos em número exagerado que povoam nossas câmaras e assembleias e que, em sua maioria, adquirem uma espécie de estabilidade no emprego, ao se eternizarem por conta de um sistema eleitoral caro e viciado, recebem salários indecentes e fazem jus a penduricalhos inauditáveis. Não o fez por temor de não conseguir apoio para aprovar suas reformas administrativas?


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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HOSPEDEIRO MORRENDO


O impaciente e pavio curto Paulo Guedes, quando aceitou o convite de Jair Bolsonaro para ser ministro da Economia, talvez não tenha calculado o tamanho da burocracia existente no País. E que, diferente da agilidade e do dinamismo no setor privado, suas boas ideias liberais iriam encontrar dificuldades no governo para ir adiante. Em evento no Rio, Guedes, ao defender a reforma administrativa, que será enviada ao Congresso, acertou no conteúdo do que disse, mas na forma foi um desastre! Isso porque ele ofende todo o funcionalismo público chamando-os de “parasitas”. E deu esta explicação: “O funcionalismo teve aumento 50% acima da inflação, tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo”. E o “hospedeiro” (o Brasil) está morrendo. E seguiu: “O cara (servidor) virou um parasita, e o dinheiro não está chegando para o povo”. Realmente, desde a instalação da nossa República, vantagens indevidas foram criadas aos servidores públicos, que vêm corroendo as nossas contas públicas. E a carga tributária de 35% do PIB (uma das maiores do mundo) também ao longo do tempo foi crescendo, para manter o insustentável custo da máquina pública. Até aí, o ministro está certo! Mas, no lugar de ofender o funcionalismo público, Guedes deveria mencionar governos relapsos que nada fizeram para estancar esta gastança perniciosa ao País. E não será com palavras inadequadas que o governo vai ganhar apoio no Congresso para aprovar esta reforma administrativa que ele menciona, além de outras importantes já tramitando nas duas Casas. Portanto, no quesito falta de diplomacia, Paulo Guedes se mostra um bom aluno de Bolsonaro.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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‘EXPRESSEI-ME MAL’


Como dizia meu professor quando o aluno se queixava da complexidade da matéria: “O problema não é que Fisiologia é difícil, o problema é que você não sabe Português!”. Cá entre nós, ministro Guedes, custava usar o pronome indefinido: “(Alguns) servidores viraram parasitas”? A nossa maravilhosa língua mãe tem à disposição cerca de 600 mil vocábulos que permitem que expressemos o que pensamos quase com precisão matemática. Aliás, fica a dica para centenas de políticos e agentes públicos, pois com isso evitar-se-ia a enorme e tediosa perda de tempo com as já conhecidas justificativas.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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FESTIVAL DE OFENSAS


O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar os ambientalistas, aqueles que devem ser confinados na Amazônia, talvez por usar “paletó e gravata, beber uísque e ficar vendo televisão a noite toda”? Entrando na onda, o ministro Paulo Guedes classificou de parasita o funcionário público porque “o dinheiro não chega ao povo e ele (servidor) quer reajuste automático”. Além dos chatos ambientalistas e do cacique Raoni Metuktire, que vive “tomando champanhe” em países europeus, a maioria dos brasileiros está além de preocupada pela possibilidade de instalar várias “serras peladas” na Amazônia, onde reinará a destruição da floresta, e praticará a mineração predatória que ameaçará a diversidade social e econômica, além do perigo ambiental de rompimento de barragens e contaminação por metais pesados. Para acabar com os “parasitas”, por que o governo não implanta um programa administrativo eficaz para premiar os bons servidores e eliminar os ineficientes? Fica evidente que há razões de sobra para a preocupação com a Amazônia, e que a culpa é do sistema da administração pública, e não dos servidores. Usar o estilo truculento do Donald Trump leva a mais polarização, além de não resolver nada!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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A VERDADE DÓI


Quando se tem alguém realista e com coragem suficiente para se manifestar dizendo verdades, como foi o caso do ministro da Economia, Paulo Guedes, que comparou servidores públicos a “parasitas” e disse que eles estão matando seu próprio “hospedeiro”, provocou uma reação negativa em cadeia entre políticos e entidades do setor interessados em manter o circo armado custe o que custar. A verdade dói, a ilusão machuca, né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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REVIDE


O ministro imagina o funcionalismo público como “parasita”. Sugiro que os deputados não aprovem a proposta de reforma administrativa que for enviada pelo Ministério da Economia, elaborada por quem pensa que funcionário público é parasita do serviço público. Fique certo de uma coisa: vai culpar a imprensa, dizendo que não foi bem compreendido.


Minoru Takahashi minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)


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O PESO DO PASSADO


No seu artigo Peso do passado e pressão para prometer (9/2, A2), Pedro Malan alude ao fato de Paulo Guedes ter afirmado em 30 de janeiro de 2020 que em duas semanas entregaria à Câmara, para análise e julgamento, a reforma administrativa, grande prioridade do Executivo. Rodrigo Maia insiste em afirmar que não há definição de prioridades. Será que o entendimento do presidente da Câmara é tão difícil assim? Ou é má vontade, mesmo? O próprio autor destaca: “Na retomada dos trabalhos legislativos, PEC da administração é urgência maior”. Acho que é preciso desenhar para que nossos deputados compreendam.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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VAGO


Possivelmente, Pedro Malan (9/2, A2) tenha pretendido, no artigo Peso do passado e pressão para prometer, condenar as indecentes remunerações dos servidores públicos de grau superior que inviabilizam a finança pública brasileira e condenam a população a sofrer com a insuficiência de educação, saúde e segurança, principalmente, além de instaurarem a desesperança de qualquer melhoria futura. Mas, como sempre ocorre, a tônica desses artigos escritos por medalhões de nossa elite política e administrativa é serem vagos, cautelosos, falando tudo indiretamente, sem afrontar nada de maneira absoluta e corajosa. Enfim, são escritos para nada dizerem em linguagem dos brasileiros comuns. Nesse sentido, são bastante inúteis e descartáveis.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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CUSTO BRASIL


Leio que o governo federal prevê investimentos de R$30 bilhões para ampliar a malha ferroviária do País em 6 anos, que representa apenas 5,4% do escoamento da nossa produção, em confronto com os 63% da malha rodoviária, segundo estudos da Confederação Nacional dos Transportes. Especialistas de renome e grandes nações produtoras afirmam que as hidrovias apresentam os melhores fretes aos produtores, poluem menos e têm maior capacidade de transporte do que as ferrovias, oferecendo maior competitividade às commodities no exterior, por conseguinte. Infelizmente, o escoamento por esse modal não responde por 5% da nossa produção interna. O Ministério da Infraestrutura sabe disso! Alô, presidente Bolsonaro, se o objetivo é a redução do custo Brasil, por qual razão as hidrovias carecem de investimentos robustos? O sal da sabedoria recomenda que, para fomentar mais ainda o desenvolvimento econômico em curso, urge que os três modais de transportes sejam explorados em sua total capacidade sem distinção, obedecida a melhor relação custo x benefício.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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CORONAVÍRUS


A epidemia do coronavírus made in China se alastra com grande velocidade, já tendo ceifado a vida de mais de 720 vítimas – a maioria na China – e infectado mais de 30 mil pessoas em 30 países. Segundo previsões de especialistas que projetam a curva da evolução da doença fatal, cerca de 230 mil (!) novos casos terão surgido até o fim deste mês de fevereiro. Até lá, salve-se quem puder!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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VÍRUS SOCIAL


Tem sido impecável o tratamento dado pelo governo brasileiro, particularmente pela Aeronáutica, aos brasileiros que se encontravam na China a passeio ou a serviço. Mostra que é possível ser solidário mesmo sem dispor de recursos extraordinários. Basta boa vontade. Fico desejando que adotassem os mesmos critérios de utilização de recursos disponíveis para resolver ou pelo menos minimizar a questão da cracolândia, por exemplo, em São Paulo e em outros municípios. Poderiam, como os chineses, construir uma cidadela em dez dias para abrigar os moradores de rua que ocupam espaços públicos indevidamente.


Flávio Tiné flavio.tine@gmail.com

São Paulo

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