Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2020 | 03h00

São Paulo das enchentes

Cidade submersa


País com 8,5 milhões de quilômetros quadrados e construções praticamente só verticais! E ainda há quem defenda a maior densidade populacional, alegando ser caro estender avenidas, fios e canos. Em Moema, e em muitos outros bairros, já é difícil sair de carro dos prédios. Ninguém respeita a distância obrigatória das guias rebaixadas para estacionar, além de os vidros escuros dificultarem a visão. A concentração populacional exagerada prejudica todos os serviços públicos – água, luz TV, internet, telefone, gás, transporte e, especialmente, o trânsito. Enfim, assistimos ao caos em nossa cidade como consequência direta de um péssimo planejamento urbano.


LUIZ AUGUSTO CASSEB NAHUZ

LUIZ.NAHUZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Adensamento temerário


Enquanto a cidade de São Paulo afundava no lamaçal de chuvas intermitentes, resultado da falta de preservação do verde, mas, sobretudo, da política urbana habitacional existente, milhares de prédios estão sendo levantados, alguns com 30 andares, já que sr. prefeito autorizou construir quatro vezes área do terreno. Essa exacerbação do espaço construtivo nos

levará a uma situação insustentável, dentro em breve. Ah, o vil metal...


CARLOS HENRIQUE ABRÃO

ABRAOC@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Ao léu


Projetos de Intervenção Urbana (PIUs) faraônicos abrangem quase toda a cidade, para o mercado imobiliário lucrar. E, na prática, os tais PIUs recebem 100% da atenção e das atividades da Prefeitura de São Paulo. Enquanto isso, os sistemas de drenagem de águas pluviais e de esgotos são deixados ao léu pelos governantes. A zeladoria, atribuição da Prefeitura, também está ao léu – da mesma forma que os paulistanos.


SUELY MANDELBAUM, urbanista

SUELY.M@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Inundações recorrentes


Sendo realista, esse filme já passou em vários anos e a população de São Paulo, infelizmente, vai assistir ainda por muitos outros. Nada é feito para diminuir o sofrimento dos milhões de contribuintes de IPTU.


ARIOVALDO J. GERAISSATE

ARI.BEBIDAS@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Culpados


Sem medo de errar, podem anotar: os verdadeiros culpados pelas cheias em São Paulo são Fernando Haddad (PT) e João Doria (PSDB), aquele que se dizia gestor, mas acabou abandonando a Prefeitura por voos mais altos. Conseguiu o governo do Estado de São Paulo, mas está de olho no Planalto, mostrando sua verdadeira cara de político nato, que por tabela governa a capital paulista, uma vez que o prefeito Bruno Covas era seu vice. Dos R$ 3,8 bilhões planejados para intervenções nos córregos da capital de 2015 a 2019, só R$ 1,1 bilhão foi investido. Os R$ 2,7 bilhões restantes só Deus sabe o seu destino...


ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

ARNALDODOTOLI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Inocentes


Perguntemos por que os bueiros da cidade de São Paulo não funcionam como deveriam e a resposta virá misturada com bitucas de cigarro, latas de alumínio, caixas de todos os tipos, garrafas de plástico e toda espécie de resíduos descartados em nossas vias públicas. Esse lixo não se decompõe com facilidade. Bitucas, por exemplo, levam 400 anos para se degradar completamente. Enfim, as bitucas e o resto da sujeira se acumulam, tampando as bocas de lobo dos nossos bueiros e reduzindo o calado dos nossos rios e das vias de escoamento. Quer dizer, os bueiros não conseguem abrir mais a sua boca, mas não é culpa deles. Já passou da hora de, a exemplo de outros locais civilizados, multar pesadamente, e de fato, os verdadeiros culpados.


JORGE A. NURKIN

JORGE.NURKIN@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Incivilidade


A cidade não tem estrutura para evitar esse problema com enchentes. A população de fato ajudaria muito se jogasse o lixo no lixo. É rotina vermos lixo jogado nas calçadas pela cidade, com raras exceções.


LAERT PINTO BARBOSA

LAERT_BARBOSA@GLOBO.COM

SÃO PAULO


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Saúde pública

Idosos indesejados


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) sediou, na segunda-feira 10/2, audiência pública para discutir a validade da cláusula contratual de plano de saúde coletivo que prevê reajuste por faixa etária. O tema, considerado polêmico, leva a pedidos de equilíbrio no aumento das taxas pelas operadoras. O subdefensor federal Edson Rodrigues Marques, da Defensoria Pública da União, criticou o reajuste por faixa etária. Segundo ele, a medida trata os idosos como consumidores indesejados e essas pessoas acabam sendo deixadas de lado. Como os planos de saúde são muito caros, as pessoas acabam se iludindo e compram um serviço que não vai resolver seus problemas da saúde. Se o sistema público é ineficiente e os planos são muito caros, o que, então, vai resolver o problema da saúde da população? Não seria o caso de pensar em unificar de alguma forma o SUS e os planos de saúde particulares, por exemplo, criando um verdadeiro sistema único de saúde?


CLÁUDIO MOSCHELLA

ARQUITETO@CLAUDIOMOSCHELLA.NET

SÃO PAULO


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Pensões secretas

Injustiça social


Tenho um filho autista, cego e interditado, congenitamente dependente dos recursos dos pais, ambos professores estaduais. A pensão por morte da mãe foi reiteradamente negada (18 meses) pela SPprev, ao arrepio da lei. Razão: casou-se (divorciou-se há 9 anos). Quantas e quem são as filhas de militares e ex-servidores do Congresso casadas de fato, mas não de direito, que recebem pensão – total de R$ 630 milhões em 2019 (Estadão, 11/2) – por morte dos pais? Proibido saber. Justiça à moda da casa ou segredo de (in)Justiça?


ANTONIO CARLOS M. DE CAMARGO

ANTONIO.CAMARGO37@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


CONFISSÃO


O papa Francisco receberá Lula hoje, no Vaticano. Sendo a confissão um sacramento que envolve o perdão de pecados perante um padre, bispo ou até mesmo o papa, que nesta ocasião atua em nome de Cristo, faço votos de que Luiz Inácio aproveite a ocasião para, em confissão, pedir perdão pela inobservância do sétimo mandamento – não furtar.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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BANDIDO À SOLTA


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou para a Europa para visitar o chefe de Estado da Cidade do Vaticano, o papa Francisco. As autoridades brasileiras permitem que um ex-presidiário, réu em diversos outros processos envolvendo esquemas de corrupção, viaje livremente para fora do País. O passaporte de Lula deveria ter sido cancelado, depois de tantas provas que a Polícia Federal acumulou contra ele. Esta viagem mostra para os investidores estrangeiros que o Brasil é um lugar perigoso para aplicar recursos, pois os bandidos circulam com a maior facilidade pelos aeroportos internacionais, sem a menor restrição. Cuide-se, Itália!


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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QUEM DEVE TEME!


Mesmo sendo uma audiência papal, o “mais honesto” se fez acompanhar por advogados...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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SANTA AJUDA


Soube que o ex-presidente Lula foi ao Vaticano para se encontrar com o papa. Será que ele vai confessar ou fazer delação premiada com o papa para conseguir a diminuição das próximas penas que o aguardam?


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


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‘MEA CULPA’


Não cabe ao nosso querido papa Francisco julgar ou mesmo condenar o ex-presidente Lula. Não cabe ao papa Francisco negar o abraço e todo o seu amor sincero. Agora, quanto ao cidadão brasileiro, que sentiu na pele o desgoverno petista, este, sim, tem a “espada” em suas mãos. Não só pode julgar, como o fez. Julgou o desgoverno petista nas urnas. E é somente nas urnas que faremos justiça aos maus tratos. Arrancamos o PT do poder, estancando a sangria por meio da urna eletrônica. Hoje, não há um candidato minimamente razoável no Partido dos Trabalhadores sequer para prefeito. “Minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa (...).” Tanto em Roma como no Brasil, a santa missa nos convoca ao “mea culpa”. Se o ex-presidente Lula tiver a humildade de seguir o conselho da santa missa, será de grande valia. Sem “mea culpa”, sem vitória nas urnas. Lembrando que o País é de maioria cristã e é na santa missa que está a premissa (mea culpa).


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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SEM PERDÃO


Sem arrependimento sincero não há perdão; o que o larápio Lula foi fazer em Roma? Lamento pelo papa, que terá de fazer cara de paisagem.


José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo


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JOGO POLÍTICO?


Depois da hecatombe climática que apavorou a capital e o interior do Estado de São Paulo, o povo se esqueceu de que o papa Francisco receberá o ex-presidente Lula. Pergunto: por que o pontífice que prega a valorização do homem vai dispor do seu tempo para dar ouvidos a um indivíduo que implantou a corrupção sistêmica e levou os brasileiros ao caos, do qual levará anos para o País se recuperar? Espero que não seja um jogo político.


Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


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SÃO PAULO DO DILÚVIO


O que eu assisti na segunda-feira, desde a primeira hora da madrugada, foi a um temporal da grandeza de um dilúvio. O Instituto Nacional de Metrologia (INM) afirmou que foi a pior chuva de fevereiro, desde 1983. Claro que não me lembro disso. Porém eu cresci nesta cidade de característica europeia na década de 1940. Lembro-me, ainda na minha infância, de entrar nas águas do Riacho do Ipiranga e brincar com os lambaris que eram abundantes ali. Também me recordo de na minha mocidade remar nas águas mansas no Rio Tietê, já retificado até depois da Ponte das Bandeiras. Naquela época, as lagoas existentes interligadas ao rio eram numerosas, que ele ocupava durante a estação das chuvas. O prefeito e o governador em exercício se pronunciaram no sentido de ter tomado providências que amenizaram a situação. A modernização da nossa cidade foi uma transformação caótica, priorizando a verticalização insana, como se São Paulo se encontrasse numa ilha, como Nova York, por exemplo, perdendo completamente a sua característica original. Atendendo aos interesses particulares, os rios foram perdendo suas várzeas e até canalizados, o que nos levou ao caos atual. Nenhuma preocupação com a infraestrutura e a preservação ambiental. Lembro-me de na minha juventude ir jantar por diversas vezes no Centro de Abastecimento da cidade (Ceagesp), sem que tivesse ocorrido, em algum ano, o caos que vem ocorrendo há tempos ali, como na segunda-feira. A cidade é vítima de decisões erradas de todas as administrações municipais, que determinaram os aterros das várzeas dos rios. Um exemplo é a lagoa conhecida como Pantanal, na zona leste, aterrada por determinação da ex-prefeita Luíza Erundina. Quando o rio perdeu aquele seu refúgio de verão, criou outro na Ceagesp. Os órgãos de controle da cidade confirmaram que a precipitação de segunda-feira já é a maior desde quando os índices foram contabilizados, ainda no século 20, mostrando um cenário pior do que o apontado pelo INM.  Certamente, daqui em diante, teremos de conviver cada vez mais com situações como esta. Não só pelos erros cometidos pelas administrações anteriores e até pela atual, mas também em razão do aquecimento global, cuja realidade já está se tornando cada vez mais explicitada. Como a maioria dos cientistas do planeta já chamou a atenção para as consequências do aumento da temperatura média da Terra, cabe, aqui, recordar que com o aquecimento das águas dos oceanos haverá o aumento da evaporação e, portanto, a precipitação maior de chuvas em determinadas regiões.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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QUE SAUDADE!


Na minha juventude, São Paulo cantava “chove, chuvinha bem fininha no telhado ressecado”. Hoje, Temporal faz São Paulo viver dia de caos, afirmava o Estadão em reportagem na primeira página da edição de 11/2. E dizia mais: Cidade enfrenta a maior chuva em 37 anos no mês de fevereiro. Será que, depois desta catástrofe, o governo municipal da Capital de São Paulo não vai tomar urgente providência para evitar que novos temporais que se anunciam venham, novamente, castigar nossa cidade?


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo


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CHUVA, QUESTÃO DE PREVISÃO E MANEJO


Prejuízos da ordem de R$ 110 milhões no comércio, danos materiais incalculáveis a empresas, pessoas e ao poder público, mortes e transtornos múltiplos. O resultado das chuvas em São Paulo – capital e interior – é algo perfeitamente previsível. Acontece todos os anos, em maior ou menor proporção, e em todo o território nacional. Falta é um plano realmente integrado e permanente que evite surpresas, porque é delas que vem a maioria dos danos e, principalmente, a perda de vidas. As pessoas que moram nas áreas alagáveis devem ser treinadas para sair antes da chegada das águas. As empresas da área, levadas a montar reservatório de captação da água da chuva que, além de ajudar na cheia, ainda pode servir ao uso. Programas habitacionais devem mirar esse público e, para tal, ter aporte e ação do governo. Nas estradas, onde veículos foram tragados pelas águas, as administradoras precisam ter programas de prevenção para evitar que o usuário mergulhe, literalmente, no sinistro. Já passou da hora de o Brasil aprender a conviver com o excesso de água, coisa comum na região tropical.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

                  

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DOSE DUPLA


Que dupla infernal os paulistas e paulistanos escolheram para governar o Estado e a capital! Diante dos alagamentos ocorridos em São Paulo na última chuva, ficamos sabendo que Bruno Covas só aplicou cerca de R$ 50 milhões dos R$ 300 milhões que deveriam ser destinados a combater enchentes na cidade. Como sempre, ele culpou a chuva e o mau humor de São Pedro. Quanto ao governo do Estado de São Paulo – leia-se PSDB, pois estou me referindo aos últimos dez anos, com Alckmin e, agora, Doria –, deixou de usar 42% da verba de enchentes, no que Doria rapidamente explica que: “valor orçado não significa que está disponível para investimento”. Entendo... e hoje a mídia deixa claro o desgoverno de nosso Estado nesta questão, quando enfatiza que os gastos com desassoreamento e limpeza do Rio Tietê caiu pela metade em 2019, ou seja, Doria vai culpar a quem pelo transbordamento do nosso principal rio em 16 locais diferentes anteontem, causando prejuízos incalculáveis? Na verdade, os culpados somos exclusivamente nós, eleitores, que os colocamos no poder. A única vantagem para nós é a de que erro assumido não será repetido, e as urnas nos darão a chance de contar outra história, espero eu!


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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CIDADE E CIDADÃOS AFOGADOS


Administradores têm culpa pela tragédia que comprimiu São Paulo esta semana? Em defesa, põem culpa numa singularidade da natureza, a que os homens foram expostos durante toda a sua história. Outros dizem que a culpa exclusiva é do povo, que assoreia os cursos d’água, já comprimidos numa realidade urbana comprimida por cimento quase unânime. Mas somente se pode atribuir culpa e responsabilidade a alguém se os fatos, em sua amplitude, forem devidamente investigados. É o que se espera – e certamente será feito por nosso brilhante e dedicado Ministério Público do Estado paulista –, para que responsáveis administrativos pelo estrago vital respondam efetivamente, no terreno civil e criminal.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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RESPEITO AO MEIO AMBIENTE


As tempestades atingem as mais diferentes regiões, causando problemas sérios. E dos organismos públicos são cobradas medidas imediatas. Mas cabe uma reflexão: por que não temos ações preventivas que levem as mais diferentes comunidades a agirem de forma coletiva? E não bastam leis, portarias ou fiscalizações. É preciso mais do que nunca que se adotem medidas estimulando o respeito ao meio ambiente. E isso tem de começar com o cuidado com o lixo, evitando o entupimento dos canais, dos bueiros e facilitando a circulação das águas. Essa participação comunitária por certo trará reflexos positivos. E que não fique limitada a uma rua, a um bairro ou a uma cidade. A tarefa dos organismos públicos começa, por certo, na divulgação e na implementação de medidas que tenham repercussão ampla. O meio ambiente precisa ser respeitado. Para diminuir os riscos.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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INÊS


Nada adiantou Dom Pedro I de Portugal obrigar a corte a beijar a mão de sua amada e amante Inês de Castro, decapitada a mando do rei Afonso IV, que não se conformava com a relação do seu filho com ela, que considerava imoral. Na ocasião, dizia-se: “Agora é tarde. Inês é morta!”. Esse fato, que se tornou um ditado popular, pode ser verificado constantemente nos acontecimentos diários. Por exemplo, pelos governantes municipais e a população vizinha reclamando das “comunidades” (antes conhecidas como favelas) e a desordem urbana que representam. Se alguma coisa pudesse ser ou ter sido feita, deveria ocorrer antes ou logo no início da instalação destas shanty towns. Agora, que estão instaladas, muito pouco pode ser feito para melhorá-las do ponto de vista de urbanização. Inês é morta! Da mesma forma com relação à reclamação das populações que se instalaram ao redor dos aeroportos, pelo barulho causado pelas aeronaves e pelo risco que correm em caso de acidentes aéreos. As pistas já existiam muito antes da ocupação imobiliária que ocorreu nas cabeceiras das pistas e em seu entorno. Fotos antigas do Aeroporto de Congonhas mostram uma simples pista de terra construída em meio a uma área que parece um serrado. Não se vê vivalma. O certo seria os governantes não terem autorizado construções domiciliares próximas a esses aeródromos, ou as pessoas evitarem esse local para morar. Mas as pressões imobiliárias negligenciam esses aspectos. Agora, é morta! Outro absurdo é a permissão dada pelos poderes públicos para cidadãos construírem suas residências (sic) penduradas em morros, quase paredes de terra. Essas construções deveriam ser embargadas antes de sua ocupação, o que evitaria tragédias como as que acontecem quase todos os dias. Os pobres desvalidos, na ânsia de terem o sonho de sua casa própria conquistada, podem negligenciar os riscos, mas as autoridades, nunca. Depois dos trágicos desbarrancamentos soterrando famílias e/ou destruindo os poucos bens que eles possuem, não adianta mais nada. Pobre “Inês”! Finalmente, as chuvas intensas dos últimos dias e suas consequências, com bairros inteiros alagados, veículos submersos, prejuízos materiais incalculáveis e vítimas fatais, são outra demonstração clara da imprevisão das pessoas e incúria das autoridades de sempre. Quais as áreas mais atingidas? As próximas aos rios da cidade. Ora, onde correm os rios? Nas montanhas ou nos vales? No caso de Sampa, os alagamentos ou inundações ocorrem nas várzeas que existem ao redor dos Rios Tietê, Tamanduateí, Pinheiros e todos os demais riachos seus tributários. Lógico! Portanto, as pessoas que se instalaram nessas baixadas e as autoridades que permitiram as construções nesses locais têm de ter a consciência de que correm esses riscos. No espigão da Avenida Paulista não ocorrem inundações. Pelo menos como as das zonas leste e oeste. Com precipitações pluviométricas normais não há problema. Estes surgem com precipitações como as dos últimos dias. Chuva “de balde”, como se diz. Agora, não adianta os críticos quererem responsabilizar os atuais governantes pelo que ocorreu, dizendo que erraram na canalização dos córregos ou em permitir a impermeabilização das áreas com pavimentação, etc. Isso vem ocorrendo desde que a cidade surgiu, em 1554. Agora, Inês é morta. Desta vez por afogamento!


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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ESPÍRITO SANTO


Infelizmente, o Rio de Janeiro não está sendo feliz com dirigentes e gestores de sobrenome Cabral! Não bastante a robusta organização criminosa fluminense comandada pelo hipercondenado ex-governador Sérgio “Cabral”, eis que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), na gestão do ex-diretor-presidente Hélio “Cabral”, mostrou a sua cara. Há mais de um mês, a água fornecida à população da região metropolitana do Rio vem apresentando desagradáveis odores, coloração barrenta e sabores condenados, sem qualquer expectativa de solução de continuidade. Pelo jeito, o governador Wilson Witzel, “jogando a toalha”, entregou a causa à Providência Divina ao indicar o senhor Renato Lima do Espírito Santo para dirigir a empresa estatal. Com o devido respeito, nossas súplicas e orações por um milagre do Espírito Santo. Amém!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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URGÊNCIA NA CEDAE


No Rio de Janeiro, a população é refém dos fundamentais serviços de água e esgoto fornecidos pela ineficiente e incompetente Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), que não são de graça. Mas o governador do Estado, diante de tanta incompetência na direção da empresa, demitiu mais um e contratou outro, que foi demitido tempos atrás e que inclusive já processou a casa. Aí vêm um bando de outros inúteis, dos muitos existentes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e propõem uma CPI, para, como todas, não resolver nada. O urgente na Cedae é a privatização, é óbvio, mas para isso é preciso seriedade, vontade política e competência, qualidades que faltam ao governador Wilson Witzel.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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POTÁVEL?


A Cedae, empresa que cuida do fornecimento de água no Rio de Janeiro, que tem administração ineficiente, passa a ter 9 diretorias. Será que tem tantos “cabides”?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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ELEIÇÕES MUNICIPAIS


A menos de dez meses das importantes eleições municipais, merece elogios o oportuno e contundente artigo A era da mediocridade (10/2, A2), do ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianotto Pinto. No Estado Democrático de Direito em que o Brasil vive, a tão duras penas reconquistado após os anos de chumbo grosso da interminável noite do sangrento regime de exceção da ditadura militar, de lamentável memória, os eleitores não podem continuar desperdiçando seu sagrado direito de voto para eleger políticos medíocres que nada fazem senão representar seus próprios interesses egoístas. Como bem disse José Ingenieros em O Homem Medíocre, citado no artigo, “sempre há medíocres. São perenes. O que varia é seu prestígio e sua influência. A mediocridade é ardilosa. Não ataca repentinamente. Avança sem pressa, como insidioso câncer. Apodera-se dos partidos, espraia-se pela economia, invade a mídia, explora as redes sociais. Ao nos darmos conta, os espaços públicos e privados já foram ocupados. Sobreviverão ilhas de inteligência e de caráter, habitadas por mulheres e homens capazes, cuja inferioridade numérica lhes dificulta a reação. Derradeiras esperanças são depositadas no aparecimento de alguém disposto a arregimentar o povo para campanha comprometida com a recuperação ética, cultural e econômica da Nação. A psicologia dos homens medíocres caracteriza-se por um traço comum: a incapacidade de conceber uma perfeição, de formar um ideal. São rotineiros, honestos e mansos; pensam com a cabeça dos demais, compartilham a alheia hipocrisia moral e ajustam seu caráter às domesticidades convencionais (...). Não vivem para si mesmos, senão para o fantasma que projetam na opinião dos semelhantes. Carecem de linha; sua personalidade se borra como um traço de carvão sob o esfuminho, até desaparecer. Ao se associarem, tornam-se perigosos, pois a força do número supre a debilidade individual: juntam-se aos milhares para oprimir quantos desdenham encadear sua mente com os grilhões da rotina”. O País necessita urgentemente de novos nomes sem vícios e sem ficha corrida, que se proponham e trabalhem na árdua e hercúlea tarefa da recuperação ética e econômica da Nação. Vota certo, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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PACHECOS


O artigo A era da mediocridade (10/2, A2) lembra de figura cotidiana nas sociedades. Refiro-me ao Pacheco. Já tivemos muitos desses, até mesmo em priscos momentos. Ao tempo de sindicatos fortes, sobretudo os da área do ABC paulista, alguns advogados defendiam causas insensatas, destacando-se no panorama nacional, exatamente como o Pacheco. Mas, como todo camaleão, ao longo do tempo Pachecos mudam as cores, e os Pachecos de tempos idos se atrevem a criticar aquilo que eles já foram. Sem constrangimento.  Um pouco de autocrítica é sempre bom e ajuda a diminuir os Pachecos.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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CARTA ABERTA DEMAGÓGICA


A carta aberta publicada no site do jornal inglês The Guardian, assinada por mais de 2.700 pessoas, desfila meias verdades, incoerência e paranoia do começo ao fim. O documento critica, por exemplo, o episódio do vídeo do ex-secretário da Cultura Roberto Alvim, sem enfatizar que sua demissão foi fruto da pressão das redes sociais, da sociedade e da imprensa. Em outro trecho, os autores criticam também a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o jornalista Glenn Greenwald, e não mencionam que as conversas divulgadas pelo site The Intercept foram obtidas de forma criminosa. Citam, ainda, que os ataques à imprensa cresceram 54% em 2019. Sim, é verdade. Entretanto, não há notícia de matéria que tenha sido cerceada ou censurada em algum veículo jornalístico nos últimos anos. O governo de direita de Jair Bolsonaro não é nenhum santo e bizarrices como queimar livros didáticos e menosprezar as queimadas na Amazônia e as comunidades indígenas são prontamente denunciadas e rechaçadas pela opinião pública. O título da carta, Democracia e Liberdade de Expressão sob ameaça no Brasil, é, portanto, apelativo e demagógico. A democracia segue sólida e forte, os Três Poderes continuam independentes e é justamente porque existe plena liberdade de expressão que a sociedade se faz ouvir e debate livremente seus problemas. Não precisamos de ajuda externa.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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QUEIMANDO LIVROS


O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), um ex-coronel aposentado, apoiado pela tríade Bíblia, bala e bois, mandou recolher livros da literatura clássica brasileira das bibliotecas das suas escolas. Embora tenha recuado e usado da mentira para justificar que aquilo era fake news, os áudios com a ordem que havia partido de sua Secretaria de Educação não deixam dúvidas. Livros perigosíssimos de Rubem Alves, Machado de Assis, Mário de Andrade, Euclides da Cunha, entre outros, estavam na mira dos adeptos da medida, que a humanidade já viu acontecer na Alemanha de Hitler, com a queima de milhares de livros que o nazismo não aceitava. Ou na Idade Média, por outros motivos. O gesto é deplorável, inaceitável e repugnante, mas faz parte do novo Brasil, comandado a partir de ideais religiosos que não estão em sintonia com o mundo moderno, que nos afastam da liberdade ao usar seus dogmas como se fossem verdades absolutas. Pobre Brasil!


Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru


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MINISTRO FANFARRÃO


O ministro da Educação, Abraham Weintraub, convidado que foi pelo Senado para esclarecer os graves erros que ocorreram na última prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mais uma vez se mostrou um fanfarrão. Não convenceu a maioria dos senadores presentes ao evento com suas prolixas explicações. Menos ainda sobre os 5.974 estudantes que tiveram prejuízo pelas notas mal avaliadas e que, inclusive, apelaram para o Judiciário. Porém, foi pródigo para rebater seus críticos e, ainda, na maior cara de pau, afirmar que o último Enem foi o melhor da história. Um sucesso! É assim que também este ministro embroma Jair Bolsonaro, mesmo sendo um dos piores que ocuparam este honroso cargo. Não é à toa que em 14 meses de governo o Ministério da Educação, dos mais importantes para a Nação, sem projeto algum para a Educação, tenha sido um dos que mais promoveu intriga e indignação.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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WEINTRAUB NO SENADO


O ministro Abraham Weintraub disse que é honesto, transparente, que nunca roubou e não é corrupto. E, entre linhas, disse que vive estritamente de ganhos oficiais e que só erra quem não faz nada. Seus interlocutores se enquadram neste perfil, ou seja, viver estritamente de seus ganhos oficiais?


Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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ID DIGITAL


A Medida Provisória 895/19 pode perder sua validade a partir do dia 16/2, se depender da boa vontade do Congresso Nacional. Isso traria um benefício a todos os estudantes, pois mediante um cadastro no aplicativo e seus dados compartilhados pelo MEC a carteirinha seria emitida sem custo, assim como a versão física, por meio da CEF. Incompreensível que chegamos à era digital, em que quase tudo é acessado na palma da mão, e ainda estejamos lidando com cabeças tão atrasadas. O que surpreende é ver que os estudantes nem ao menos foram pressionar os congressistas para obtenção desse benefício. Senhores congressistas, mostrem aos seus eleitores por que os senhores foram eleitos. Para consertar este país ou continuar dando privilégios a pequenos grupelhos? A pergunta que não quer calar: será que a UNE divulgou essa medida aos alunos?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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CPMI DAS ‘FAKE NEWS’


Por que a jornalista da Folha de S.Paulo Patricia Campos Mello foi atacada com mentiras e machismo? Pois todos que não gostam de imprensa livre, democracia e liberdade de expressão têm como exemplo maior a família Bolsonaro, o presidente e seus filhos, que diariamente atacam a imprensa livre, os jornalistas, a democracia, etc.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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A VIDA EM 2030


Parabéns ao sr. Ethevaldo Siqueira, pelo interessante artigo 2030 – um dia típico em minha vida (Estado, 12/2, A2). O que mais me impressionou não foram as maravilhas tecnológicas descritas, mas como ele consegue dormir como um bebê durante sete horas e meia! Isso, sim, é felicidade!


Cesar Araújo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo


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FUTURO


O texto escrito por Ethevaldo Siqueira (12/2, A2) me deixou assustada, principalmente com a internet das coisas e a inteligência artificial. Será que daqui a dez anos seremos tão evoluídos assim? Por um lado, o susto da modernidade, e, pelo outro, a surpresa da velocidade das coisas. Espero que em 2030 eu possa ler o Estadão e comparar as duas narrativas.


Patrícia Ferrian fer2farma@gmail.com

São Paulo


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SEM ENTUSIASMO


Parabéns ao antenado Ethevaldo Siqueira por nos revelar como será sua “multicom” rotina diária em 2030 (12/2, A2). Também estou na oitava década, mas sem nenhum entusiasmo pelo avanço tecnológico, ao constatar que a política caminha em sentido inverso. Prefiro lembrar o Brasil de minha juventude, quando nos anos JK (1956-1961) acreditávamos que o Brasil se tornaria uma potência mundial, logo, deixaria de ter miseráveis e analfabetos e seríamos um exemplo de democracia do bem-estar social. Hoje temos Donald Trump na presidência americana e Jair Bolsonaro na capital de JK. Não adiantam 15 gigabits por segundo no Multicom se os governos são, como carroças, movidos por quadrúpedes.

   

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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PESADELO


Ethevaldo Siqueira é um grande jornalista. Respeito seu trabalho e seu conhecimento. Todavia, esta visão de 2030 parece um pesadelo, já muito próximo do real, diga-se. As importantes matérias de Ethevaldo na Rádio Eldorado às vezes me deixam de cabelo em pé. Algumas das novas tecnologias só nos trazem temor, pelo mundo distópico que prenunciam. Nem tudo o que é novo necessariamente é bom, nem toda tecnologia tornará nossa sociedade melhor e mais justa. Temo pelos dias que vêm pela frente, com poucos limites e controles a tanto poder de certas tecnologias e dos grupos que as dominam. A sociedade precisa acordar. Desculpe, Ethevaldo, mas o seu dia típico de 2030 é, para mim, em parte, um terrível pesadelo, como o tal CTI e o ITS. Uma só base de dados? Controlada por quem? E as pessoas, onde estão?


Luiz Esteves luiz@luizesteves.arq.br

São Paulo


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EM 2030


Muito interessante o texto de Ethevaldo Siqueira, ao qual faço apenas uma ressalva: em 2030 Elon Musk não estará beirando os 80, mas apenas 60 anos de idade.


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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