Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2020 | 03h00

Governo Bolsonaro

Reeleição a qualquer preço


O editorial Bolsonaro lava as mãos (13/2, A3) nos remete ao histórico das últimas gestões presidenciais. Ele se inicia em 1998, na reeleição de Fernando Henrique Cardoso, que, após fazer um governo de ações estruturantes, se afundou nas controvérsias de como obteve esse feito, e termina no atual, com Jair Bolsonaro, em exercício. Portanto, são 22 anos e cinco presidentes com o mesmo objetivo predominante: a reeleição a qualquer preço. Nem os eventos lamentáveis nesse período – como descrédito, populismo, mensalão, economia estagnada, Lava Jato, etc. – se prestaram a alterar tal modo de atuar. Eleito, ou reeleito, as promessas do candidato presidencial transmutam-se, relegando os interesses do País e o enfrentamento das reais necessidades dos brasileiros a meros detalhes. Esse recorrente processo de gestão, cada vez mais acelerado, além de cruel para o povo, está enterrando o Brasil num atoleiro de onde não se sabe como ele vai sair. Não haverá Executivo, Legislativo, Judiciário, corporação de servidores públicos e elite patrimonialista que dê jeito. Será cada um para si. Não é o que desejamos, mas é o que indica a leitura histórica das gestões presidenciais recentes, incluída a de Jair Bolsonaro, até o presente. Difícil entender como nossos autodeclarados líderes não percebem esse risco.


HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO


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Serviço público

Reforma essencial


Passar em concurso público não é atestado de honestidade e idoneidade. Tampouco assegura que o servidor vai atuar de maneira correta e adequada para com a sociedade que lhe paga. Há servidores que “foram passados” em “concurso” por apadrinhamento político ou carteirada de outros servidores de nível hierárquico alto. E há tantos outros que passaram de fato e aguardam ainda ser chamados. Existem discrepâncias absurdas dentro do serviço público nas esferas municipal, estadual e federal. Enquanto policiais arriscam a vida para prender um traficante, por salários muito baixos, há magistrados, com todo o conforto, mordomias e salários que são verdadeiras fortunas, que soltam os criminosos. Há professores universitários ganhando muito sem sequer comparecerem à universidade. Além do excesso de licenças e absenteísmo, que prejudicam o cidadão e sobrecarregam quem realmente trabalha e se dedica. Temos cerca de 11,5 milhões de servidores e mais outros milhões de inativos. O País gasta muito com essa turma e o retorno é pífio. Uma reforma administrativa é essencial e urgente para a sobrevivência do próprio Estado e do País.


ANDRÉ LUIS COUTINHO

ARCOUTI@UOL.COM.BR

CAMPINAS


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Réu da Lava Jato


Nosso prefeito nomeia réu na Lava Jato diretor de hospital em São Paulo. Imagine se for eleito! Vamos ter de volta o partido responsável pela terrível crise que ainda vivemos, comandando postos importantes na administração do Município?!


LILIA HOFFMANN

LILIAHOFFMANN@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Rescaldo das enchentes

Rio abaixo


Nas cheias de 2009-2010 a severidade das inundações metropolitanas, a continuidade das chuvas intensas e ocorrências fora da estação chuvosa (em setembro de 2009) levaram o governo de São Paulo a dar prioridade ao reforço da capacidade de bombeamento das elevatórias Traição (de 280 para 420 m3/s) e Pedreira, no curso do Rio Pinheiros. Essa medida foi proposta para atenuar tanto as inundações na bacia do Pinheiros, incluído trecho crítico na confluência Tietê-Pinheiros, como para retardar a descarga dos reservatórios Pirapora e Rasgão, em face das inundações que causam no Médio Tietê (Pirapora do Bom Jesus e aglomerações seguintes até Cabreúva). Os projetos de ampliação foram então atualizados pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) e a alternativa constou dos termos de referência para o 3.º Plano de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê, publicado em fins de 2010. Tais medidas não foram contempladas no desenvolvimento do plano nem estão hoje consideradas no plano de despoluição do Rio Pinheiros. Mas mostram-se novamente indispensáveis para o equilíbrio de situações como as vividas no último dia 10. A maior capacidade de trânsito de cheias no Pinheiros teria atenuado inundações nas duas avenidas marginais e adjacências, mais as sofridas rio abaixo no Médio Tietê.


RICARDO TOLEDO SILVA, professor titular da FAU-USP, ex-secretário adjunto de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (2007-10)

RITSILVA@USP.BR

SÃO PAULO


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Rede obsoleta


Antigamente, fenômenos extremos como as chuvas na segunda-feira em São Paulo eram debitados à fúria dos deuses. Na Idade Média a culpa era atribuída à fúria dos elementos e atualmente, às mudanças climáticas. Sem menosprezar o aquecimento global, a verdade é que as chuvas desta semana nada mais são que o cumprimento de um ciclo hidrológico natural – o último episódio com essa intensidade foi 35 anos atrás. Entretanto, as consequências se agravam cada vez mais, pois a crescente impermeabilização do solo em nossa metrópole dificulta o retardo das precipitações em direção aos cursos d’água, causando os alagamentos. Por isso, nossa rede de drenagem, que está obsoleta há já muito tempo, precisa urgentemente de ampliação, com reforma de galerias de águas pluviais imprimindo maiores seções de escoamento, complementada por mais piscinões em locais estratégicos e ampliação da capacidade de bombeamento do sistema de drenagem, de modo a dar conta de bombear as águas pluviais em tempo hábil, evitando inundações. Outra intervenção passa pela melhoria da coleta de lixo e limpeza de bueiros e bocas de lobo, de modo a evitar entupimentos constantes na rede de drenagem.


JOSE EDUARDO W. DE A CAVALCANTI, engenheiro

JEWAC@BOL.COM.BR

SÃO PAULO


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BRASIL VERDE-OLIVA-AMARELO


No Estado Democrático de Direito em que o Brasil vive, a tão duras penas reconquistado após os anos de chumbo grosso da interminável noite do regime de exceção da ditadura militar, de lamentável memória, causa espécie saber que, com a possível nomeação do general Walter Braga Netto, atual chefe do Estado Maior do Exército, como novo chefe da Casa Civil, todos os ministros com assento no Palácio do Planalto terão origem militar: 5 generais, um major e um vice-almirante. Como se vê, a metástase verde-oliva-amarelo progrediu e ocupa todo o governo presidido por um ex-capitão. O Brasil, que agora bate continência a um governo civil majoritariamente militarizado, espera que as fardas e os coturnos permaneçam devidamente trancados no armário. Democracia, sempre; ditadura e autoritarismo, nunca mais. Basta!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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BATER CONTINÊNCIA


A princípio, absolutamente nada contra, porém vale ressaltar que, em breve, para entrar no Planalto em Brasília, ao invés de simplesmente cumprimentar, teremos de bater continência. Né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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NINGUÉM ESTÁ SEGURO


Ninguém está seguro, no momento, no governo Bolsonaro. Até Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, um fiel escudeiro do presidente, foi defenestrado do cargo, e deve ser substituído por mais um militar, o general Braga Netto, atual chefe do Estado Maior do Exército. Por sua vez, o ministro da Economia, Paulo Guedes, naturalmente da classe alta, mostrou-se estupefato porque, com o dólar baixo, “empregada doméstica (estava) indo pra Disneylândia”, uma atitude preconceituosa.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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ESMERO


O preconceituoso e arrogante ministro Paulo Guedes está se esmerando em grosseria e estupidez. Quer desbancar Bolsonaro do pódio. Depois de chamar servidores públicos de “parasitas”, Guedes afirmou agora que empregadas domésticas não deveriam ir, com frequência, passear na Disney.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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PAULO GUEDES


Este cara veio de outro mundo, talvez do Mundo da Lua, porque achar que pobre, empregada doméstica ou não, viaja quatro vezes por ano para a Disney é coisa para lunático, mesmo que o dólar custasse menos de R$ 1,80. Isso é coisa para político corrupto ou do mesmo naipe. Tchau, querido. Lembro que, na política de juros e câmbio, é preciso cautela e muito estudo, porque o primeiro provoca gripe e o segundo mata.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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‘CHICAGO BOYS’


Os economistas da Escola de Chicago, se pudessem, usariam Zyklon-B (gás utilizado pelos nazistas em suas matanças) para acelerar seu projeto de eliminar os pobres da face da Terra, principalmente nesta fase do capitalismo em que a plebe torna-se inservível, sendo substituída pela tecnologia. Como isso não é viável, já que ainda vigoram os direitos humanos (até quando?), os “Chicago Boys” e “Chicago Oldies” usam cotação do dólar, juros, informalidade e uberização como cadafalsos econômicos.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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BLÁ, BLÁ, BLÁ


Deve-se lembrar ao ministro Guedes que, ao dar declarações, ele não está dando aula para alunos de classe média ou alta do curso de Economia, mas fala, agora, para o País todo. O câmbio alto do dólar e de outras moedas fortes espelha o risco do País em não alcançar metas propostas. Nada que ver com as gracinhas para minimizar o fato. Infelizmente, a empregada doméstica nem pensa em ir para a Disneylândia. Seu objetivo maior é ter transporte de qualidade, em condições dignas, para chegar ao emprego e realizar seu trabalho. E encontrar uma creche para deixar seu filho e ter tranquilidade. E ter vaga no ensino público para os filhos mais velhos. Colocar comida na mesa, carne eventualmente ou um iogurte, símbolo de status. No mais, sobrando uma graninha, uma passagem para ver a família no Norte ou para agradecer a Nossa Senhora de Aparecida por ter se mantido empregada. Ministro, faça mais e fale menos. Ainda temos 12 milhões de desempregados.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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A LINGUAGEM DAS MÃOS


Jair Bolsonaro usa as mãos para fazer gesto de arminha, mas lava as mãos para as reformas importantes, como a administrativa e a tributária. Quer o bônus, mas não o ônus. E assim foi com a reforma da Previdência, que atrapalhou o quanto pôde, mas hoje, depois de aprovada pelo Congresso, fatura os louros da vitória sozinho. Agora, o mesmo se repete com a reforma administrativa, uma reforma complexa e desgastante. Bolsonaro não quer saber de desgaste político; quer que este fique com os parlamentares. O mesmo vai acontecer com a reforma tributária. É o jogo do empurra-empurra. Mas cabe ao Executivo propor e ao Legislativo remendar e aprovar. Se Bolsonaro não cumprir sua função com medo de perder popularidade, três anos antes das eleições presidenciais, como imaginar que este país possa crescer e se desenvolver? Pode colocar quantos militares quiser no poder, que isso não muda os entraves que impedem o progresso do País. Que sina a do brasileiro, que nunca consegue eleger um estadista. Elege só populistas e estes podem ter cartaz junto da população, mas jamais a beneficia. Será sempre esse o nosso destino?


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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OMISSÃO


Realmente, o presidente Bolsonaro está tentando todas as formas e fórmulas para se ocultar do protagonismo da reforma administrativa, jogando insistentemente para que os ônus sejam suportados, exclusivamente, pelo Poder Legislativo, o que não é certo nem justo. “Parasitas” ou não, ganhando muito ou não, na realidade, o funcionalismo está necessitando de reformas e de adequações. Chegou a hora de realizar a grande e necessária obra. Assim, Bolsonaro precisa comparecer, juntamente com Maia e Alcolumbre, para assumir responsabilidade conjunta pela reforma. A omissão de autoridades da República repercute mal perante os brasileiros. Ou não?


José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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PIPOCANDO


No futebol se diz que, quando um jogador se acovarda, ele está pipocando. Parece-me que podemos usar essa palavra para nosso governo: teve mais de um ano para planejar as reformas administrativa e tributária, mas se acovarda quando a hora chega. Nosso destino é o mesmo do time de futebol, vamos perder o jogo.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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ENXUGAMENTO


Os maiores bancos do Brasil tiveram lucros “estupidamente” altíssimos, porém ontem declaram que vão reduzir o quadro de funcionários em 7 mil pessoas. Se essas instituições, com esses lucros, estão fazendo isso, por que a instituição República do Brasil não pode enxugar o seu quadro de funcionários públicos?


Nelson Cepeda fazoka@me.com

São Paulo


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A DELAÇÃO DE SÉRGIO CABRAL


O procurador-geral da República, Augusto Aras, entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a homologação da delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, pois quer que as prisões preventivas contra Cabral sejam mantidas mesmo que o acordo fique de pé. Aras alega que Cabral não apresentou fatos novos e se comprometeu a devolver valores que estão bloqueados pela Justiça. Não à toa, a democracia no Brasil foi classificada de fraca (A democracia em recessão, Estadão, 11/2) no mais recente Índice de Democracia elaborado pela Economist Intelligence Unit, braço de pesquisas do grupo que edita a revista britânica The Economist. Mas eu diria bem mais que apenas isso sobre a nossa democracia, já que, parece, passou pela cabeça de alguém a possibilidade de mexer nas prisões preventivas de Sérgio Cabral, pois, se assim acontecesse, a democracia no Brasil seria a mais covarde e burra do planeta, deixando patente a nítida separação de pessoas e de pensamentos no País, pois que a democracia brasileira simplesmente daria benefícios ao maior corrupto de nossa história, aquele que, em situações democraticamente adequadas, seria destinado ao cadafalso, ao paredão ou, simplesmente, emparedado.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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SIMPATIA PELA DITADURA


O deputado de oposição Marcelo Freixo (PSOL-RJ) fez recentemente uma declaração de guerra à democracia no Brasil – aberta, direta e em público. Na festa dos 40 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), ele afirmou que é preciso “destruir” o atual governo brasileiro. “Não basta mais apenas resistir, ou fazer oposição (...) é preciso destruir”, repetiu ele. Pergunto: o que significa isso exatamente? Se trabalhar legalmente contra o governo, exercendo as funções de oposição previstas em lei, não é suficiente, o que, então, ele sugere que os opositores de Jair Bolsonaro comecem a fazer? Um ex-militante do PSOL tentou assassinar o então candidato à Presidência com uma facada no final da campanha. Bolsonaro foi eleito, simplesmente, porque teve mais votos que o seu oponente. Foi eleito porque essa foi a decisão do povo brasileiro. Ir contra isso tudo – “é preciso destruir este governo” – é ir contra o resultado das eleições. É ir contra a democracia, diretamente. É admitir, em público, que o grande problema da esquerda brasileira é não saber conviver com a democracia em que as eleições podem ser vencidas pelo outro lado. Na visão da esquerda, as eleições são legitimas só quando ela ganha; quando perde, são uma “farsa” que tem de ser “destruída”. Não há nenhuma justificativa possível para palavras como esta. Elas apenas revelam que a esquerda é abertamente a favor da ditadura no Brasil – a sua ditadura.


Paulo Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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‘COMO FOI QUE ELES CONSEGUIRAM’


O jornalista Fernão Lara Mesquita ,ao discorrer sobre os motivos pelos quais os EUA conseguiram reduzir a corrupção em seu artigo Como foi que eles conseguiram (11/1, A2), realça bem o fato de que a geração de grandes riquezas concentrada sob o comando de poucas pessoas gerou distorções e muita corrupção por parte de políticos dominados pelos titãs da indústria; deixando claro como isso foi superado já no início do século passado. Mas por aqui as coisas são um pouco diferentes, pois as oligarquias endinheiradas abocanharam o Estado com seus “cartórios” e, o que é pior, nunca geraram riquezas. Acabar com esses “cartórios” vai ser o nosso caminho para reduzir a corrupção. Eliminar a obrigatoriedade do imposto sindical foi um bom começo, por exemplo. Todavia, agora chegou a vez dos conselhos profissionais, que também vivem de contribuições compulsórias, com retorno muito discutível, mas de cofres cheios. Em países adiantados esses conselhos não passam de uma dezena, mas por aqui chegam a uma centena.


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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LUFADA


Sobre o artigo Como foi que eles conseguiram, descrição perfeita de como se arquiteta e se monta um país frutuoso. Triste observarmos que ainda que este novo governo esteja tentando, a velha política (robber barons?) insista em mostrar e usar suas garras. A administração direta, que segundo o artigo se intensificou a partir de 1893 (século 19, pasmem!), é o que mais se combate, ainda hoje, no nosso país. Combate este sustentado pelos nossos políticos, que depois de eleitos deixam de defender as teses e anseios do eleitor, prevalecendo seus objetivos pessoais. Foge-se de referendos, de plebiscitos – ação promovida e sustentada, sobretudo, pelo nosso Judiciário (impedimento de candidaturas individuais, abertura indiscriminada de partidos) e pelo Legislativo (votos de liderança, votos secretos, abertura indiscriminada de partidos, fundação indiscriminada de municípios, etc.). Impossível deixar de admitir que esses obstáculos todos tiveram seus fins determinados pela National Municipal League. Também saliente a contribuição do destaque que se deu ao jornalismo investigativo. Theodore Roosevelt, numa caminhada iniciada como chefe de polícia, se aproxima de nosso Moro. O artigo mostra a receita do sucesso da nação americana. Como precisamos de uma lufada igual no Brasil!


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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LULA FOI RECLAMAR AO BISPO


Sem conseguir convencer a Justiça do seu país, Lula – com toda a sua assessoria em classe executiva – foi humildemente a Roma pedir as bênçãos do papa. Esta sua falsa demonstração de fé cristã é mundialmente conhecida. Surpresa é o papa receber no Vaticano um criminoso condenado pela Justiça de um país democrático. Se ele não fugir, o PT é que vai faturar com essa audiência.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


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PERDÃO


Propôs-se o ex-presidente Lula a discutir com o papa a redução da pobreza e da fome. Ele, o ex, poderia ter começado indicando a roubalheira de seu partido e como ele, segundo a hipocrisia, de nada sabia, pois, se soubesse dos bilhões desviados no seu governo, começando com a Petrobrás, isso não teria ocorrido e se resolveria grande parte da pobreza brasileira. Em se tratando do mais sério dos homens diante da figura papal, ele, Lula, poderia pedir perdão pela mentira, digo, distração, no controle do seu governo, no qual só ele não sabia das bandalheiras, por não ler jornal ou não entender os escritos.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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CELIBATO CLERICAL


É uma pena que o papa Francisco tenha recuado da proposta de que, em casos específicos e de acordo com a necessidade, homens casados fossem ordenados padres em comunidades afastadas da região amazônica, cedendo à pressão de bispos conservadores. Se a proposta fosse realmente implantada, seria uma oportunidade de a Igreja rever a longo prazo o celibato clerical obrigatório, em vigência desde o Concílio de Trento (1545-1563). O obscurantismo conservador continua impedindo a discussão franca e aberta de certas questões fortemente atadas a um mundo longínquo que não existe mais. Não é por acaso que a Igreja Católica continua perdendo seguidores.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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AS REFORMAS DA NOVA ZELÂNDIA


Brilhante e oportuno o artigo de Pedro Nery sobre a Nova Zelândia (As viagens de Zé de Abreu, 11/2, B4). Os dados apresentados são inquestionáveis. Em 1994, publiquei o livro Nova Zelândia: uma revolução pela via democrática. As reformas trabalhista e previdenciária eram recentes. Deram certo. Vigoram até hoje. Muitos dizem que isso ocorre porque o país é pequeno. Há muito país pequeno no mundo que continua na pior. As instituições da Nova Zelândia são produto de inteligência, estudo e deliberação.


José Pastore, professor Universidade de São Paulo j.pastore@uol.com.br

São Paulo


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BRASIL E NOVA ZELÂNDIA


Referente ao texto As viagens de Zé de Abreu, de Pedro Fernando Nery (11/2, B4), gostaria de afirmar que fazer comparações entre o Brasil e a Nova Zelândia sem levar em conta suas enormes diferenças é extremamente complicado. Ainda mais quando se referem às suas respectivas previdências. Na Nova Zelândia, até onde tenho conhecimento, não existem pensões vitalícias do governo (federal, estadual, municipal) para filhas de funcionários públicos, especificamente filhas de militares.


Marlis Schultze brasciro@yahoo.com.br

São Paulo


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DE MUDANÇA


Evo Morales é que é um verdadeiro índio guerreiro. Expulso da Colômbia, o plantador de coca foi morar na Argentina e, agora, tratar da saúde na elite de Cuba. Após ser curado, provavelmente irá para algum lugar paradisíaco, como o José de Abreu, que preferiu residir na Nova Zelândia. De garoto propaganda do MDB, depois do PSDB e, em seguida, do PT, agora vai ficar no bem-bom como velho defensor da natureza e da liberdade na Nova Zelândia, vivendo dos frutos de certas leis que lhe concederam grandes benesses no Brasil. Será que teme alguma apuração da caixa-preta da cultura? Olha que ainda falta abri-la.


José R. de M. Soares Sobrinho joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo


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TRANFORMADOR


O ator José de Abreu vai viver na Nova Zelândia para tentar torná-la velha.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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ADEUS, BRASIL!


José de Abreu vai mudar para a Nova Zelândia. Boa viagem e que fique definitivamente por lá!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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CAPES


O orçamento para ciência já ficou à míngua e o impedimento para participações múltiplas de pesquisadores em eventos científicos seria a pá de cal para o desenvolvimento do conhecimento no País. Ainda que revogada a portaria, concordo com a redação do Estadão de que isso nada diminui a inspiração obscurantista das intenções do Ministério da Educação (Mais uma do MEC, 10/2, A3). A mobilização da comunidade científica por meio de documentos oficiais, redes sociais e abaixo-assinados digitais cumpriu seu papel. Porém, mesmo com o acúmulo de patacoadas – de Enem à ortografia, de cortes orçamentários à perseguição a estudantes –, o ministro Abraham Weintraub se mantém no cargo. Por muito menos, em situações mais republicanas, outros já teriam retornado à insignificância de sua existência privada.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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CORTE DE CARGA HORÁRIA


O Estadão se manifestou na segunda-feira, em editorial, contra a medida governamental (já corrigida) que dificultava as viagens de pesquisadores brasileiros. Em outro editorial, manifestou apoio absoluto à PEC Emergencial, que o governo ainda nem apresentou completamente. Neste instrumento, o governo deverá manifestar a intenção de cortar, indiscriminadamente, 25% dos salários e da carga horária dos servidores. Ora, se isso acontecer, o sistema nacional de pesquisa estará comprometido, já que os servidores terão de optar entre o ensino e a pesquisa. Com isso, há grande potencial de importantes estudos serem interrompidos. Que é preciso ajustes nas carreiras públicas, especialmente com mais incentivos à produtividade e eficiência, não se nega. Mas o corte de carga horária não parece ser um caminho congruente – especialmente para um veículo de comunicação que foi responsável pela criação da mais importante universidade pública brasileira.


Marcos Marques de Oliveira marcos_marques@id.uff.br

Niterói (RJ)


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O CAOS EM SP E OS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS


Sugiro ao jornal usar a lei de acesso à informação e procurar saber do Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom) quantos chamados de socorro deixaram de ser atendidos, por falta de bombeiros em São Paulo, na segunda-feira (10/2), data da grande inundação na Grande São Paulo, Baixada Santista e Vale do Paraíba, para em seguida abrir um debate para informar a população sobre a necessidade de apoiar a aprovação da PEC 218, destinada a modificar o artigo 144 da Constituição federal para permitir que os 473 municípios de São Paulo e os 4.496 municípios do Brasil onde, por falta de efetivo, o Corpo de Bombeiros Militar dos Estados ainda não conseguiu instalar um quartel de Bombeiro Militar, para que a população destes municípios possa ter o direito de se mobilizar para convencer o prefeito do município a criar um Corpo de Bombeiros Municipal, semelhante aos existentes nos municípios paulistas de Sumaré, Itatiba, Mogi Mirim e Mairinque, ou a fazer convênio com um Corpo de Bombeiros Voluntário, semelhante aos existentes em cerca de 32 municípios de Santa Catarina, entre eles Joinville, Jaraguá do Sul, Caçador, Concórdia e outros (ver www.abvesc.com.br), e em cerca de 30 municípios do Rio Grande do Sul, entre eles Nova Petrópolis, São Vendelino e outros (ver www.voluntersul.com.br), que, mesmo funcionando em todos esses municípios, são proibidos de existir pelo artigo 144 da Constituição. Informo que o debate é necessário, pois por falta de recursos orçamentários os Estados estão sem condições de contratar mais bombeiros militares, como é o caso do Estado de São Paulo, onde o número de bombeiros diminuiu de 10.028, em 2014, conforme mostra o Cenário de Emergência na página 26 da Revista Emergência n.º 64, de julho de 2014, para 8.946, em 2018, conforme mostra o Cenário de Emergência na página 26 da Revista Emergência n.º 112, de julho de 2018, realidade que aconteceu também em 15 dos 27 Estados da Federação.


Paulo Chaves de Araújo pcachaves@hotmail.com

São Paulo

                               

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INCOMPETÊNCIA


Todo ano, religiosamente, recebemos nossos pesados impostos para serem pagos e com reajustes além da inflação. A cidadania só tem deveres, ao contrário, os governantes apenas direitos. Deveria existir uma lei que punisse com pesada multa o gestor no desserviço e no caos geral. Poucas horas de chuva fizeram transbordar os Rios Pinheiros e Tietê, e afunilaram as ruas transformando-as em rios. E, enquanto isso, o culpado é São Pedro. Pobre cidadão que depende de governos corruptos e incompetentes.


Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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BRASIL X INFRAESTRUTURA


Política preventiva e preocupação com infraestrutura são coisas que não existem no vocabulário do político brasileiro. Outra coisa: obras que não dão votos, como galerias fluviais e desassoreamento de rios, nenhum deles faz, mas se desviam suas verbas para outros segmentos ou, então, para seus próprios bolsos. Agora, prezados leitores, a pergunta que não cala: alguém de vocês já foi a alguma inauguração de uma galeria fluvial em São Paulo?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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COPIA E COLA


O fato é que todo ano ficamos aguardando as enchentes chegarem a São Paulo, deixando no seu rastro a tragédia. As causas das enchentes, todos sabem, são rigorosamente as mesmas há décadas. Por outro lado, é importante lembrar o problema de saúde pública que as enchentes produzem, tais como a leptospirose e a hepatite A, apenas para citar duas situações mórbidas entre algumas outras infestações e infecções. As justificativas dos gestores públicos, assim como as promessas futuras, continuam o mesmo blá, blá, blá de sempre, um control C, control V dos governos anteriores. Pura verborreia, indiferença e incompetência dos gestores. Além disso, qual é a explicação que o atual prefeito e os seus antecessores têm a dar pela não aplicação de cerca de R$ 2,7 bilhões na prevenção das enchentes? Quem pagará os enormes prejuízos tanto da pessoa física quanto da pessoa jurídica (centenas de milhões de reais)? Outrossim, existe um fato indiscutível: o candidato eleito nem bem assume o cargo e já fica pensando na eleição seguinte (a velha política), e muitos praticam a péssima máxima que diz “obras realizadas de baixo da terra não são visíveis pelo eleitor, portanto, não trazem votos”. Nada isenta de culpa o prefeito atual e os vários outros que já ocuparam o mesmo cargo. Como resultado final, prevejo que as chuvas vão passar, o prefeito e os seus respetivos secretários vão ainda manter o velho “nheconheco”, se mostrarão condoídos, prometerão mundos e fundos afirmando que vão tomar as devidas providencias, que novos projetos estarão em andamento e, no fim das contas, as famílias seguirão sua rotina do mesmo jeito que sempre ficaram perante as enchentes anteriores, ou seja, com sua dignidade estatelada nos escombros de sua vida. Se mudanças fundamentais não acontecerem em curto espaço de tempo, tenho certeza de que no final deste ano voltarei a escrever as mesmas palavras. Dessa forma, por via das dúvidas, vou guardar este texto, assim não perderei tempo reescrevendo sobre este tema, simplesmente bastará copiar e colar, exatamente como os gestores fazem nas suas desastrosas falas, justificativas e explicações...


David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo


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HECATOMBE PUNÍVEL


O conjunto de servidores públicos tem suas atribuições institucionais bem definidas nos organogramas – e, consequentemente, suas responsabilidade por ação ou omissão, na arena civil e na criminal. “Cansados de tanto sofrer”, só nos resta reclamar das autoridades investidas de atribuições repressivas a desenvolver investigação ampla e criteriosa dos responsáveis pela tragédia que tomou nossa São Paulo na última segunda-feira – desde o presidente, em suas competências concorrentes, governador, prefeito até o mais humilde e irresponsável funcionário ou servidor, para que paguem – e muito caro – por seus atos. Ou somente a corrupção e a imagem do dinheiro escapando pelo ralo estimulam procedimentos corretivos num país que já convive com a banalização da perda de bens, da saúde e de vidas?


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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BOQUINHA


Solução inovadora: a Prefeitura Municipal de São Paulo pode aproveitar sua crônica incompetência na solução do problema da chuva na cidade instalando o Imposto Municipal de Alagamento (IMA). Os recursos deste serão uma boa “boquinha” para alguns, e para custear as companhas eleitorais dos outros. Algo parecido com os recursos das multas de trânsito, que nunca foram aplicados integralmente no destino declarado: melhorar o caótico trânsito da cidade.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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