Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2020 | 03h00

Saúde pública

Coronavírus no carnaval

Apesar do controle dos portos e aeroportos, qual a real garantia de que alguém contaminado com o vírus não estará entre os milhares, ou milhões, de foliões de blocos que estarão nas ruas das cidades do País? Segundo informações, a incubação do vírus dura cinco dias. As autoridades e os especialistas dirão que não há perigo, para não criarem pânico. Como somos o país das tragédias anunciadas, se isso acontecer... será uma catástrofe!

Paulo Boin

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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Barragens da Vale

Homicídio doloso

O rompimento das barragens de Bento Rodrigues e Brumadinho jogaram lama nos Rios Doce e Paraopeba. Dezenas de pessoas morreram e outras dezenas ficaram desabrigadas. A poluição dos rios e da vegetação nativa é incalculável. Itatiaiuçu e Barão de Cocais já estiveram na lista das prováveis próximas cidades a serem atingidas de forma semelhante. A Justiça de Minas Gerais acatou a denúncia do Ministério Público estadual contra 11 executivos da Vale pela tragédia de Brumadinho. Esses executivos e cinco funcionários da empresa Tüv Süd se tornaram réus por homicídio doloso e crimes ambientais, também. Agora a Justiça precisa agir com celeridade!

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Corrupção

Perdoai-os, ó Pai!

“Não vim falar de Bolsonaro”, ironizou o condenado oportunista Lula da Silva, comandante-chefe da maior organização criminosa dos últimos tempos, após encontro privado com o papa Francisco, em audiência não agendada oficialmente pelo líder religioso. Em quantas bolhas reside o ímprobo dirigente petista, que se recusa a entender que faz parte de um tenebroso passado da nossa História? Semelhanças com o arrependido São Dimas, o bom ladrão, nem pensar. Sendo cristão, fiquei triste por saber que sua santidade se deixou usar (por que razão?) por esse condenado por corrupção, tão nocivo à sociedade e aos mandamentos e sacramentos da Igreja, ainda que por ofício religioso possa ter concedido o perdão ao mau ladrão. Os efeitos desse encontro afetarão os fiéis, de vez que serviu de palanque para a ala esquerdista de má-fé. De qualquer forma, a seu pedido permaneço em oração pelo papa. Perdoai-os, ó Pai!

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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Lobo em pele de cordeiro

O papa Francisco recebeu o ex-presidente Lula da Silva no sentido primórdio da fé cristã. Esqueceu-se, porém, da corrupção praticada no governo petista, que lesou e ainda lesa o povo brasileiro, tirando-lhe o direito à saúde, educação, segurança e deixando milhões de desempregados. 

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Gabriele di Giulio

digiulio61@yahoo.com.br

São Roque

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Economia

Cinco meses só para impostos

Estamos no início do ano e vamos trabalhar até o começo de junho só para pagar impostos. Se não fossem eles, as mercadorias poderiam custar até a metade do preço. Mas é um mal necessário, porque alguém tem de pagar os serviços públicos essenciais – saúde, educação, estradas... E dinheiro não nasce em árvore. O que se precisa é ser respeitado o dinheiro suado do povo, sem corrupção ou safadeza. Impostos são para amenizar desigualdades sociais, não para aprofundá-las ainda mais.

Manoel José Rodrigues

manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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O dólar na real

Tomando como referência junho de 1994 e tendo como parâmetro a inflação dos EUA, da zona do euro e da Ásia, mais uma cesta de commodities e moedas, o dólar já deveria estar acima de R$ 5. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem razão, em preços o Brasil não pode competir com EUA, Europa e Ásia desenvolvida. Vamos deixar de ser alarmistas. Cair na real é bom.

João Israel Neiva

jneiva@uol.com.br

São Paulo

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Em São Paulo

Enchentes inexoráveis

Como paulistano de 72 anos, vivi muitas enchentes na cidade. No Jardim da Saúde, bairro novo quando só a Avenida do Cursino era asfaltada, toda vez que chovia forte o Córrego do Moinho Velho causava inundação nas imediações da Estrada do Vergueiro. Onde fica o Mercado Municipal, praticamente todo verão havia inundações, mesmo quando o Parque Dom Pedro II era mesmo um parque. O famoso buraco do Ademar sempre enchia, e nem existia a Avenida 23 de Maio. Quando Luiza Erundina foi prefeita (1989-1992) houve uma grande enchente no Rio Tietê, perto da sede do Estadão. As críticas foram pesadíssimas. Na década de 1970, no governo Paulo Egydio, outra chuva pesada quase ocasionou o colapso da Represa de Guarapiranga. Essas reminiscências são para lembrar que, mesmo antes das canalizações e retificações de rios e córregos, da impermeabilização do solo com asfaltamento e edificações, sempre houve chuvas extraordinárias, como a da segunda-feira, e enchentes memoráveis em vários pontos de São Paulo. Se chove 140 mm, como na Vila Leopoldina e na zona norte, inevitavelmente, qualquer que seja a condição do solo, haverá inundações. Como não choveu tudo isso na Saúde e no Ipiranga, áreas altamente impermeabilizadas, o Riacho do Ipiranga não inundou a Avenida Ricardo Jafet, local de inúmeras enchentes. Já a cidade de Botucatu, onde não há o mesmo processo de impermeabilização, viveu o caos por causa dos temporais. Concluindo, precipitações de mais de 100 mm vão sempre provocar enchentes, por mais medidas que se tomem – mesmo em cidades do Primeiro Mundo.

Milton Akira Kiyotani

miltonak@gmail.com

São Paulo

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CPI SEM RESPOSTAS

Arrolado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, o ex-funcionário da empresa Yacows Hans River foi duramente inquirido pelos membros da comissão, que em alguns momentos chegavam a formular questões que fugiam do assunto principal na medida em que as respostas do depoente pareciam não agradar aos petistas presentes. Algumas questões levantadas por Hans River deixaram dúvidas. A CPI vai pedir perícia para saber dos disparos para a campanha do PT? Ou a investigação só valia para Bolsonaro? Vão apurar a alegação do depoente, no sentido de que foi vítima de racismo? Ou só interessa o racismo praticado contra quem é companheiro? Pairou no ar, também, durante a sessão uma discussão sobre assédio sexual entre Hans e a jornalista da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello. Sabe-se que o PT é mestre em misturar temas para não ter de se explicar. Portanto, pergunto: os dirigentes da empresa para a qual o depoente trabalhava serão chamados para falar sobre os disparos para o então candidato nas eleições, o petista Fernando Haddad? Afinal, essa questão foi levantada pelo depoente e, estranhamente, o PT queria que o depoimento fosse sigiloso. Por quê? Logo o PT, que nunca se importa com sigilo nenhum, se mostrou preocupado com o sigilo judicial de uma ação trabalhista? Se, de um lado, Hans River tivesse acusado Bolsonaro, e bolsonaristas estivessem acusando River de mentir na CPMI, fatalmente todos acusariam o racismo! Como o alvo é o PT, a pretexto de defender a honra da jornalista, fogem de explicar os graves fatos narrados pelo depoente. Estratégia boa dizer que River é mentiroso. Onde estão as provas de que ele mentiu?

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO DIFÍCIL

Tão deplorável quanto a afirmação grotesca do ministro Paulo Guedes de que “até empregada doméstica estava indo para a Disneylândia” foi o ataque gratuito, rasteiro e infundado ao ministro Sérgio Moro na Câmara dos Deputados, por um deputado do PSOL, acusando-o de ser “capanga da milícia e do governo Bolsonaro”. Certos parlamentares e ministros precisam urgentemente de aulas de decoro e de boa educação. O problema é que não foram poucas as vezes em que o próprio ministro da Educação, Abraham Weintraub, deu exemplos de falta dela. Assim fica difícil. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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A BAIXARIA E A REALIDADE DO PAÍS

Como é um partido da linhagem indigerível do PT, só poderia ser um deputado federal do PSOL para ofender o ministro Sérgio Moro numa audiência na Câmara federal. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) se referiu a Moro como “capanga da milícia” e “capanga da milícia da família Bolsonaro”. E o ministro, que não tem sangue de barata, disse que o deputado é um “desqualificado” e que “quem protegeu a milícia foi seu partido, o PSOL”. O saldo triste, porém, é que infelizmente, ao som dessas baixarias vindas de dentro do Congresso, nossa economia patina, 11 milhões de brasileiros estão desempregados e outros 30 milhões, subempregados, que agonizam para tentar colocar comida na mesa de sua família.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BAIXO NÍVEL

Lamentável o que ocorreu na Câmara na quarta-feira (12/2), durante a explanação do ministro da Justiça, Sérgio Moro, sobre as mudanças da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da prisão em segunda instância. O ministro foi grosseiramente ofendido pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que o chamou de “capanga da milícia”, “capanga da família Bolsonaro” e “mentiroso”. E Moro, delicadamente, definiu o parlamentar como “um desqualificado”. Houve, também, um desentendimento entre Braga e Eder Mauro (PSD-PA), com palavras de baixo calão e chegando quase a agressões físicas. Lamentáveis, para não classificar de outra maneira, o fato e o nível dos nossos políticos, né não?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DESQUALIFICADO

“O senhor não tem fato, não tem argumentos, o senhor só tem ofensas. O senhor é um desqualificado para exercer esse cargo”, foi o que disse, curto e grosso, o competente ministro da Justiça Sérgio Moro, na audiência da Câmara federal que tratava da prisão após condenação em segunda instância, ao deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), chupetão criado pela avó que o agrediu com venenosas baixarias, dignas de psolistas e petistas, que não merecem qualquer remissão ou plateia. Deputado, o povo de Friburgo (RJ) conhece muito bem a sua história e a de sua família. “É melhor calar até que te peçam a palavra, do que falar até que te calem.” Ficou claro que lhe falta “aquilo roxo”, marca dos verdadeiros homens de caráter, honra e coragem, em razão da recusa ao convite do deputado delegado Éder Mauro (PSD-PA) para um “cafezinho” do lado de fora do Parlamento. Cale-se, pois.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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CRUZADA

Numa cruzada para restabelecer a prisão a partir da condenação em segunda instância, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, participou de audiência na Câmara para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto. Mas por que tal cruzada se faz necessária, se qualquer pessoa bem intencionada e bem informada sabe que tal prisão é necessária para que a justiça se realize? Ou não é tão inequívoca essa constatação? Ah, sim, depende do ponto de vista! Depende se é sob o olhar do cidadão, vitimado e interessado em que a justiça se faça rapidamente, ou sob o olhar daqueles interessados, dificilmente vitimados pelos assassinos que afloram nos meios desprotegidos – dos sem foros especiais e que estão apenas interessados naquela justiça, cara e muito bem paga, que se faz ao longo do maior tempo possível.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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UM GENERAL NA CASA CIVIL

A Casa Civil é, historicamente, o principal Ministério da Esplanada. Até o fim de 2018, cabia a este órgão a articulação política entre o Executivo e o Congresso Nacional, além de organizar as demais pastas do primeiro escalão do governo. O seu ministro-chefe sempre foi visto como braço direito do presidente da República, a exemplo de Eliseu Padilha, Dilma Rousseff, José Dirceu e Pedro Parente, todos civis. A nomeação de um general para chefiar a Casa Civil reforça a militarização do governo federal e relembra os tempos em que Golbery do Couto e Silva era o todo-poderoso ministro das gestões ditatoriais, influenciando, inclusive, a escolha do candidato oficial a suceder o presidente do Brasil (Golbery orientou Geisel a indicar João Figueiredo no pleito de 1978).

Thieser Farias

thieserfarias94@yahoo.com.br

Santa Maria (RS)

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CASA CIVIL?

E o novo chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro é um general quatro estrelas. Só mesmo no Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PALÁCIO MILITAR DO PLANALTO

A Casa Civil da Presidência da República vestiu farda e virou Casa Militar, como todo o Palácio do Planalto. O ex-capitão e atual presidente só se sente à vontade no convívio com colegas de caserna. Nuca saiu do planeta militar, Marte, o deus da guerra do mundo romano. Bolsonaro é marciano.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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QUANTO MAIS, MELHOR

É muito bom o presidente Bolsonaro ter somente militares bem próximos e em todas as principais funções dentro do Palácio do Planalto. Afinal, os militares, assim como Bolsonaro, estão acostumados a viver, sempre e estritamente, dos seus ganhos oficiais e declarados.

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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O HÁBITO DE OFENDER

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vem se revelando um contumaz agressor gratuito de algumas categorias de trabalhadores brasileiros, que escolhe ao seu bel prazer. E, pior, cometendo injustiças indesculpáveis, contra quem não lhe cai bem no seu agrado. Recentemente, agrediu o funcionalismo público rotulando toda a categoria de “parasitas”, esquecendo-se de que ofendeu muitos dos que atuam com ele no governo. Preconceituoso, esqueceu-se de que entre os “pilantras” se encontram juízes, militares, médicos e outras tantas profissões consideradas carreiras públicas, de fundamental importância para atender a população. Na quarta-feira, disse o ministro: “Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, em função de importações, turismo, todo mundo indo pra Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia. Peraí”. O idioma Português é magnífico, pois nos permite expressar uma ideia de inúmeras maneiras. O ministro poderia ter dito que “o câmbio a R$ 1,80 está tão baixo que até uma empregada doméstica está indo para a Disneylândia, ganhando a merreca de um salário mínimo, no caso, R$ 1.039,00”. Sobre o câmbio baixo, ele está correto. Porém cometeu, então, dois atos falhos. Primeiro, por dar a entender que as empregadas domésticas não têm o direito de escolherem aonde querem fazer turismo, saliente-se, com o dinheiro que economizaram para tal fim. Segundo, por esquecer o disposto no inciso IV do Art. 7.º da Carta Magna, que dispõe: “Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim”. Ora, sendo o ministro da Economia, que orienta o presidente da República e fixa o valor do salário mínimo, soa estranho o ministro Guedes afirmar agora ser um absurdo que quem ganha a merreca de um salário mínimo possa viajar à Disneylândia. Absurdo, para mim, é um ex-secretário da Casa Civil enganar o presidente da República para fazer turismo com o avião da FAB e não ter de ressarcir o erário, por uma indecorosa e ilegal atitude.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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MUNIÇÃO PARA O PT

As infelizes, descabidas e inoportunas palavras proferidas pelo ministro Paulo Guedes quando se refere de forma absolutamente desprezível às “empregadas domésticas” que, felizmente, tiveram a oportunidade de viajar para a Disney, afetam profundamente as pautas políticas e as reformas econômicas que já deveriam estar em andamento no Congresso, em passos mais rápidos e em fases bem mais adiantadas. Não bastassem, as palavras negativas expressadas pelo sr. ministro deram uma ótima oxigenação para o moribundo PT, que estava em coma profundo e, agora, diante deste injustificável deslize, passou a respirar um pouco mais, indo para um coma superficial. Esta era a grande oportunidade que o petismo estava esperando há muito tempo, uma vez que vai diretamente ao encontro do seu sempre palavrório verborrágico altamente populista. As palavras do ministro coincidem com a visita de Luiz Inácio da Silva, vulgo Lula, ao Vaticano, para se encontrar com o papa em busca da sua vitimização. A coisa não é boa! O estrago já está feito: afinal, deram muita munição ou, como se diz na gíria, “banana pro macaco”. As consequências virão, e muito rapidamente.

David Zylbergeld Neto

dzneto@uol.com.br

São Paulo

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VOCÊ JÁ FOI À DISNEY?

Nesta história de Disney envolvendo a fala do ministro Paulo Guedes, vem à minha cabeça um vídeo do saudoso Ariano Suassuna falando para uma plateia sobre um jantar após a cerimônia de posse da Academia Brasileira de Letras (ABL). Neste jantar, Ariano se depara com uma curiosa senhora que dividia a humanidade entre quem foi e quem não foi à Disney. Leandro Karnal, recentemente, abordou o tema (2/2) – vale conferir a maestria de seu texto. Segundo Ariano Suassuna, em seu vídeo, ele nunca saíra do Brasil. Seja o dólar a R$ 1,80 (20 anos atrás), seja o dólar a R$ 4,35, como é hoje. Logo, ir para a Disney é uma questão de querer ir ou não, não de berço ou, mesmo, status. O problema é que o “país real”, feito de empregadas domésticas, não pode sequer querer ir. Somente o “país oficial” teria o direito de ir à Disney. É por essas e por outras que o “país real” ama de paixão Ariano Suassuna e torce o nariz para o nosso ministro arrogante e falastrão. Ministro Paulo Guedes, uma empregada doméstica pode ir a Disney, Ariano Suassuna nunca fora a Disney, Leandro Karnal foi recentemente para a Disney, pela primeira vez. Tudo muito natural, o que não é natural é o preconceito de um ministro que vive no “país oficial”. Ariano Suassuna, evocando Machado de Assis, diz que “o país real é bom, revela os melhores instintos. Já o país oficial é burlesco e caricato”.

Leandro Ferreira

silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos

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UMA OFENSIVA POR DIA

Parafraseando o ditado popular, “tal chefe tal ministro”. Jair Bolsonaro classificou a Noruega como país que “mata baleia e explora petróleo”; percebeu que um repórter tem “cara de homossexual terrível” e que “cada vez mais, o índio é um ser humano igual a nós”. Já seu superministério Paulo Guedes achou que a mulher de Emmanuel Macron “é feia, mesmo”, e chamou os funcionários públicos de “parasitas”. Agora nos brinda com a declaração tosca de que a alta do dólar é coisa boa, pois “empregada doméstica estava indo para Disney, uma festa danada”. Besteiras ofensivas à parte, que tal alguém neste governo nos explicar por que o desemprego persiste em dois dígitos; por que o Banco Central vem baixando a taxa Selic, mas os bancos não baixam os juros; por que o Brasil está atrás do Chile, Uruguai, México, Costa Rica no Pisa (educação) e no IDH (qualidade de vida)? Não custa lembrar que “em boca fechada não entra mosca”.

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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LULA NO VATICANO

Quer dizer que o Brasil já tem um novo santo após benção papal? São Lafrário é um nome, bem sugestivo. Nada mal, para quem está condenado em todas as instâncias e com mais processos em andamento, ser canonizado. Se o Sumo Pontífice quiser, temos uma lista enorme – no Rio de Janeiro, Cabral, Pezão e MDB em peso, fora o Norte, Nordeste e em Brasília fariam uma longa fila em Roma. Um tapa na cara dos brasileiros de bem. Afinal, quem paga essas despesas? 

Eliton Rosa

elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

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TEMPO DE CARNAVAL

Apesar dos pesares, espero que os próximos dias sirvam com um bálsamo para amenizar as agruras que infernizam o cotidiano da nossa população. Dessa forma, desejo que todos desfrutem os dias de carnaval da maneira mais feliz possível e do jeito que melhor lhes aprouver. Portas abertas para a alegria. A maior festa popular do mundo é o principal destino turístico procurado por estrangeiros e o mais comemorado pelos brasileiros. Qualquer que seja a cidade, o importante é se divertir. Escolha a sua fantasia e boa folia! Carnaval vem aí. Quantas cores, quanto tons, quantas belezas! É a vida da arte e da cultura brasileiras, renascidas a cada batida do pandeiro no carnaval que celebramos juntos as várias nações de um mesmo Brasil. A grande festa popular do calendário brasileiro enfeita e colore o País de alegria de norte a sul. Prepare a fantasia, o abadá, o confeite e a serpentina. 

José Ribamar Pinheiro Filho

pinheirinhosb@gmail.com

Brasília

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SÓ ACONTECE A OUTROS

Feira espanhola e Grande Prêmio de Fórmula 1 chinês são adiados ou cancelados (13/2, A23 e B9) devido à cautela naqueles países com o perigoso coronavírus, e, ainda, esperam-se cancelamentos de outros eventos internacionais pela mesma razão. Enquanto isso, nada foi previsto quanto ao carnaval no Brasil, porque nossos governantes insensíveis acreditam que pandemias e epidemias só acontecem aos outros países. Ainda há tempo para governos municipais e estadual responsáveis de São Paulo, ou de outro Estado, tomarem a dianteira e iniciarem o cancelamento dos perigosos festejos do carnaval 2020, que atrairiam multidões de brasileiros e estrangeiros incautos com sua saúde. Tal cancelamento geral e urgente do carnaval 2020 também representaria ótima oportunidade para o Brasil de restaurar sua boa imagem internacional. Que os foliões guardem suas fantasias para um carnaval mais saudável a todos em 2021.

Suely Mandelbaum

suely.m@terra.com.br

São Paulo

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FIM DO MUNDO

Soube que em Belo Horizonte vai ocorrer uma “Marcha para Satanás”. A que ponto chegamos! Homenagearem o diabo em praça pública? Depois se queixam das chuvas, das inundações e de outras desgraças. Falando em demônio, já chega a visita de Lula ao Vaticano, convidado por Francisco. Terão sido parte da conversa os 246 milhões de euros que o “nosso demônio” deve ter no Banco do Vaticano, como dizem? Isso tudo me parece o fim do mundo, mesmo.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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SEM DIÁLOGO NA VENEZUELA

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, retornou a Caracas depois de um périplo por diversos países onde se reuniu com chefes de Estado para tratar da insustentável situação provocada pelo regime brutal de Nicolás Maduro, que transformou o país na antessala do inferno, onde sobram fome, repressão e miséria e faltam alimentos, emprego e respeito à democracia. Após o desembarque rumo ao carro que o aguardava, Guaidó quase fora agredido por coletivos a serviço da ditadura. Só não foi preso por agentes a mando do ditador, graças às pressões americanas e de vários países, já que estava proibido de deixar a Venezuela para denunciar o caos que se instalara em seu país. Como represália, agentes a mando de Maduro sequestraram seu tio que chegava ao setor de imigração para recebê-lo, com o inequívoco objetivo de intimidar o recém-chegado presidente interino. Desde então, Juan Jose Marques, seu tio, não fora mais visto. A equipe de Guaidó denunciou o desaparecimento para a ONU e para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Não há solução pacífica para pacificar a Venezuela sob o chavismo. Maduro fechou todas as portas para qualquer diálogo diplomático. A única linguagem que parece respeitar é a da força provocada por uma intervenção internacional.

Paulo Kherlakian

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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RISCO PARA O BRASIL

Que a Venezuela é uma ditadura que conta com um vasto exército bem armado com o que há de melhor em equipamento bélico ninguém ignora. Mas este país está fragilizado política, econômica e socialmente. Agora, com o apoio da Rússia, que fará acordos de cooperação econômica e militar com o regime do ditador Maduro, ficaremos nós em perigo, pois o riquíssimo subsolo brasileiro que faz fronteira com Venezuela está desde 2005 nas mãos de indígenas da Reserva Raposa Serra do Sol, graças à homologação de Lula à demarcação feita anteriormente por FHC. Nióbio e urânio são apenas dois expressivos exemplos dos recursos minerais dessa região. Está na hora de o governo Bolsonaro rever os limites desta reserva, pois não é à toa que o mundo está gulosamente interessado pela Amazônia. O russo Serguei Lavrov já desembarcou na Venezuela... vamos esperar o quê? Entregar de mão beijada?

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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