Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

17 de fevereiro de 2020 | 03h00

Emigração

Deportação de brasileiros

Diz o provérbio popular que quem não aprende no amor, aprende na dor. Quanta verdade! O presidente Jair Bolsonaro, apesar de vez ou outra ainda se dar à sua indefectível verborragia, vem diminuindo os assaltos à realidade e ao bom senso – entre outras inutilidades, por bem ou por mal seus filhos estão em desejável silêncio. Seus ministros, afora o competente, mas às vezes instável, Paulo Guedes, mantêm-se em respeitável mutismo. Agora, é doloroso deparar com a foto de capa do Estadão de sábado mostrando as barreiras construídas pelos EUA na fronteira com o México, lembrando os campos de concentração de muitas guerras. Não bastasse, o título da chamada trouxe-nos o que mais dia, menos dia viria a suceder: brasileiros atingidos pela repressão norte-americana. Mas, espera aí, Donald Trump não é o amigão do nosso presidente? Ora, ora, Trump só se guia por um mandamento, business. Ele não tem amigos, tem “sócios”, como Xi Jinping, Boris Johnson, Alberto Fernández e outros que lhe interessam. Bolsonaro precisa entender isso logo.

Éden A. Santos

edensantos@uol.com.br

Barueri

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Brasil-EUA

A emigração, de forma irregular, de brasileiros para os EUA tem trazido constrangimentos a todos os que pretendem deixar o Brasil por não encontrarem no País nenhuma possibilidade de sobrevivência. O fato é que, enquanto aqui a emigração encontra fronteiras escancaradas e livre acesso a emprego, nos EUA as coisas são diferentes: as leis são rígidas, cumpridas e respeitadas, como se lê no Estadão de 15/2.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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Detenção e abusos

Todos os emigrantes ilegais, sejam brasileiros ou de outras nacionalidades, sabem que ferem as leis dos EUA quando entram em seu território sem o devido processo legal. Logo, têm conhecimento de que estão sujeitos às formalidades legais, incluídas a prisão e a deportação. A seriedade e severidade com que o sistema policial americano trata transgressores é conhecida, não dá para esperar ser tratado com fidalguia quando pilhado. Vivi nos EUA por cinco anos legalmente e jamais fui tratado de forma pouco civil. No presente cenário, brasileiro que se envolver nesse processo corre o risco de ser declarado defensor de ilegalidades.

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas

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Paternalismo

São consternadores os relatos de maus-tratos, nas cadeias do lado mexicano, de brasileiros que tentaram entrar ilegalmente nos EUA e aguardam a deportação. São famílias com crianças, que passam por situações traumatizantes impostas por carcereiros insensíveis, além de suportarem fome e frio. Nessas circunstâncias, pouco resta ao governo brasileiro fazer para minorar seu sofrimento. Triste é constatar que um país com o potencial do nosso não tenha criado um ambiente de oportunidades e perspectivas de vida que desestimule a tentativa de muitos cidadãos de ingressar sem permissão, com risco de vida, em outro, com leis trabalhistas menos “protetivas” do que as que vigoram por aqui. Trata-se de um autêntico paradoxo, explicado por uma infinidade de razões, mas, principalmente, pela predisposição histórica do povo de aceitar o paternalismo de políticos nem sempre idôneos e esperar passivamente que eles resolvam os problemas.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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Bolivarianismo

Delírios autoritários

Nicolás Maduro acusa Jair Bolsonaro de arrastar o Brasil para “conflito armado”, conforme o Estadão (15/2). Temos de sorrir das bravatas do ditador bolivariano, que todo dia se supera em declarações infelizes e insignificantes. O bufão do Caribe, se não infelicitasse tanto seu povo, que foge em massa da Venezuela, podia ser um divertido comediante.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José

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Corrupção

Bênção papal midiática

Parece que para Lula da Silva a religião passou de “ópio do povo” a “droga da política”!

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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Imobilidade urbana

Atrapalhando o tráfego

Voltando de Cotia para São Paulo, fui surpreendido por um congestionamento logo na entrada da Rodovia Raposo Tavares. É uma rodovia com trânsito pesado, mas nunca tinha visto a estrada praticamente imobilizada. O congestionamento durou até quase a entrada de São Paulo, quando descobri o motivo: havia um pequeno desbarrancamento na margem da estrada e o pessoal da Dersa não encontrou outra solução senão bloquear duas pistas para manobrar tratores... às 11 da manhã de uma sexta-feira! Como se pode tomar uma decisão desse tipo, prejudicando caminhoneiros e outras pessoas que estavam trabalhando? Em todos os níveis, a incompetência só nos atrapalha a vida.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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Minhocão estrangulado

Já faz semanas que alguns poucos operários estão recuperando as balaustradas do Minhocão. Uma das pistas é fechada logo cedo, causando superengarrafamentos. Os usuários estão sendo prejudicados por esse absurdo. Não entendo o porquê de esses serviços não serem realizados à noite ou nos fins de semana, quando o Minhocão está fechado para veículos. É uma falta de respeito para com a população que utiliza essa importante via. Aguardo providências.

Henning Steinhoff

hesteinhoff@hotmail.com

São Paulo

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VOO DE GALINHA DE NOVO?

Há rumores dando conta de que, com a indefinição sobre o conteúdo das ansiadas reformas, o País pode encenar mais um “voo de galinha”, expressão empregada pelos economistas para designar períodos de crescimento econômico sem sustentação. Na verdade, desde a inauguração da chamada Nova República o panorama de crescimento consistiu numa sucessão daqueles voos. Por outro lado, tudo indica que, mesmo ao serem aprovadas, quando o forem, as tão necessárias reformas acabarão com seus textos tão desfigurados em relação aos propósitos originais, por causa da ação dos poderosos lobbies, que uma navegação aérea de cruzeiro bem-sucedida e consistente terá probabilidade nula de ocorrer.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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‘BOLSONARO LAVA AS MÃOS’

Pelas informações colhidas pelo Estadão e ditas pelo secretário-geral da Previdência de República (nada de fake news), Jorge Oliveira, não se sabe mais quando o governo vai tirar da gaveta a prometida reforma administrativa. Parece que desistiu... O título do editorial do jornal de 13/2, Bolsonaro lava as mãos, diz bem das trapalhadas deste governo, que titubeia nas suas promessas, confunde e gera desconfiança no mercado e entre investidores. Já se fala até em “voo de galinha”, para o crescimento previsto do PIB deste ano. Das apostas de 2,5%, agora se fala em 2% ou até menos... E a impressão que fica é de que Bolsonaro sonha com aplausos. Parece viver no delírio de somente liberar um projeto tão importante e polêmico como o da reforma administrativa se houver a impossível unanimidade. E diz, sempre, que anda com a cabeça cheia. Mas faltam, ainda, quase três anos para o fim de seu mandato. Na realidade, o presidente está fora de sintonia de como governar o País. E, como diz o jornal, quer deixar os projetos complexos e impopulares nas costas do Congresso, como as reformas tributária e administrativa. O governo apenas se limita a encaminhar “sugestões”. Uma moleza... O editorial também definiu bem esta “nova política” trombeteada pelo governo: o “Congresso sua a camisa e toma vaia da torcida, enquanto o presidente só entra em campo no jogo para comemorar o gol”.  Como se a Nação fosse desenvolvida e estivesse sem economia e déficit público em frangalhos e sem os 40 milhões de brasileiros desempregados e subempregados.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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REFORMAS

Querer que servidores públicos tirem privilégios de servidores públicos é quase uma utopia. Falta altruísmo.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ENQUANTO ISSO...

Uma medida provisória autorizando o governo federal a contratar servidor público aposentado é uma afronta às boas práticas da administração pública. Além de onerar os cofres públicos, cria-se mais um canal de corrupção.

Jorge de Jesus Longato

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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CARNAVAL E ECONOMIA

Com a proximidade do carnaval, a política entra num estado de calmaria em suas tratativas costumeiras, embora algumas figuras não deixem de expressar pensamentos incongruentes sobre a nossa realidade. Felizmente, o País é gigantesco e tem potencial para atividades como o turismo, que pode ajudar a economia, gerando empregos para milhares de nossa laboriosa população.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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‘ECONOMIA EM VERTIGEM’

Excelente o artigo Economia em vertigem, de Zeina Latif (Estado, 13/2). A economista aproveita o documentário Democracia em vertigem, da cineasta Petra Costa, para traçar um panorama preciso da conjuntura social e econômica do País desde as manifestações de 2013 até o impeachment de Dilma Rousseff. Só discordo do penúltimo parágrafo: “Dilma terminar o mandato teria ajudado a unir o País, mas a um custo social elevado. Unidos, mas por um desastre econômico ainda maior”. O País já estava polarizado e desunido muito antes do impedimento – mais precisamente a partir do momento em que a narrativa petista eleitoreira caiu por terra logo após sua posse. É impossível imaginar o que teria acontecido com o Brasil se Dilma continuasse até o fim do mandato. Não há, na minha opinião, união nacional que resista a desastres econômicos e sociais.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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BANCOS PREOCUPADOS

O setor bancário brasileiro está muito preocupado com a crescente criação e evolução do open banking e das fintechs, consideradas muito mais ágeis e desburocratizadas, além de atender com rapidez o sofrido povo brasileiro. Diante deste quadro, os bancos estão incomodadíssimos com a concorrência, especialmente os bancos públicos. Afinal, obter ganhos líquidos de bilhões de reais anualmente está ficando mais difícil para o ramo que está acostumado a “nadar de braçadas”. São os resultados da sadia concorrência. Muda Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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GRANDES BANCOS, PEQUENOS CLIENTES

Com o fechamento de muitas agências e demissões de milhares de funcionários, os grandes bancos sempre buscando lucros exorbitantes, tratam seus correntistas como pequenos clientes, mantendo as mesmas taxas escorchantes e transferindo-os para outras filas maiores e mais distantes.

Carlos Gaspar 

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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AGORA VAI?

O Supremo Tribunal Federal (STF) não pode perder a oportunidade de aprovar a liquidação das poupanças retidas pelos bancos nas décadas de 80 e 90 (mais de 30 anos) o quanto antes, diante da excelente disponibilidade de recursos demonstrada pelos lucros obtidos pelos bancos, divulgados nos últimos dias.

Márcio da Cruz Leite

marcio.leite@terra.com.br

Itu

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O BOLSONARISMO E A IMPRENSA

A manutenção do regime democrático no Brasil tem muito que ver com o exercício da liberdade de imprensa. Principalmente da imprensa digna e independente, profissional e investigativa. Esta imprensa pode ser chamada de o quarto poder e é um dos pilares do Estado Democrático. Quem parece não entender ou não aceitar isso são o presidente da República, seus filhos e aqueles que comungam, junto com eles, das investidas contra a imprensa. Concordo com Eugênio Bucci (...e os ataques do poder contra a imprensa se rebaixam ainda mais, Estadão, 13/2, A2). A campanha sistemática contra a informação que não lhes interessa e a baixaria nela contida podem, certamente, trazer graves consequências.

José Roberto de Jesus

zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito

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CPMI DAS FAKE NEWS

As reportagens da semana passada defenderam a jornalista da Folha e criticaram o deputado Eduardo Bolsonaro. Mas nenhuma nota sobre o final, as conclusões: que os disparos de fake news visavam a ajudar o PT, e não Bolsonaro.

Marco Cruz

mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

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DE VOLTA À ALERJ

Paradigmática, emblemática, a decisão liminar monocrática do desembargador Rogério de Oliveira Souza, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que determinou à Assembleia do Rio de Janeiro (Alerj) que desse posse imediata a dois deputados presos na Operação Lava Jato e que haviam sido afastados de seus cargos. Na fundamentação de sua sentença, o referido desembargador ilustrou o perigo na demora (periculum in mora) usando da razão, segundo a qual, o perigo, para os dois acusados e reempossados, e assim também para os seus respectivos eleitores (sic), estaria em cada dia que, afastados do exercício de suas funções, não poderiam mais voltar no tempo e resgatá-lo, não podendo, assim, participar de sessões, plenárias ou em comissões, já transcorridas. Excelente fundamentação essa, bem aos moldes do entendimento de muitos que operam o Direito pátrio e do de suas equivocadas reflexões acerca da correta justiça brasileira! Subentendeu Sua Excelência que os eleitores desses dois presidiários iriam certamente ratificar os seus votos dados, mesmo após a prisão dos dois deputados por corrupção, e que, para o melhor de todos, inclusive do País e de sua população continuamente afanada e vilipendiada, o certo e correto é reempossar os corruptos para que não percam qualquer nova oportunidade de mais e mais servirem à Nação, em honra dos votos recebidos e, decerto, em homenagem à democracia. Por favor!

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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VACCAREZZA NA PREFEITURA

Cândido Vaccarezza, político petista preso temporariamente durante a Operação Abate da Lava Jato em 2017 acusado de receber gorda propina por contratos entre a empresa Sargeant Marine e a Petrobrás, acabou sendo solto dias depois por haver provas do seu envolvimento em inúmeros outros crimes que precisavam ser mais bem averiguados. Porém Sérgio Moro determinou à época a entrega do passaporte à Polícia Federal e a proibição de Vaccarezza de exercer cargo na administração pública. Qual não foi minha surpresa ao ler, na semana que passou, no Diário Oficial da cidade de São Paulo de 7/2/2020, na página 6, que este indivíduo foi contratado para ocupar cargo de diretor do Departamento Técnico do Hospital do Servidor Municipal por ninguém mais, ninguém menos que o prefeito Bruno Covas. E a proibição judicial emitida por Moro de que Vaccarezza estaria proibido de ocupar cargos na administração pública? O hoje ministro Sérgio Moro acha o que deste acinte? E o que Bruno Covas pretende, neste ano eleitoral? Cativar o eleitorado petista contratando um corrupto para um cargo relevante? O povo de São Paulo precisa saber por que este fato não produziu notícia nos jornais. Vai saber por quê...

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Está claro que o tucanismo e o petismo já se esgotaram, mas a pergunta é: onde encontrar um candidato? O País está atolado politicamente entre o comunismo (falido) e o coronelismo (atrasado) e se torna refém político do ditado “se fugir o bicho pega, se parar o bicho come”. Uma lástima o Estado que se diz “mover o País” chegar ao ponto de um poste do porte de Marta Suplicy ser cogitada para “fazer alianças”.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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NEM QUE A VACA TUSSA!

Segundo o noticiário, o ex-presidente Lula tentará mais uma vez eleger o “poste” Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo. Cá entre nós, se o povo desta cidade tiver um mínimo de dignidade, para não dizer coisa pior, este senhor não deverá receber um único voto. Só para dizer o mínimo!

Maria E. Amaral

marilisa.amaral2020@bol.com.br

São Paulo

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OUTUBRO VEM AÍ

A tragédia anual das chuvas surpreendeu quem, na semana passada? Ao prefeito, que está doente e pouco entende desta cidade; ao governador, que estava viajando e que abandonou o cargo de prefeito para governar São Paulo; ao povo que joga lixo nas ruas à falta de fiscalização? Nenhuma alternativa. O que falta, então? Falta dinheiro? Também não.  Falta vergonha na cara de todos os governantes que passaram pela prefeitura e só prometeram – além de competência, seriedade e compromisso. A maior cidade do País está abandonada. Indústria das multas, roubos nos faróis, impostos altíssimos, sem contar o caos nas demais áreas. Chamadas a dar explicações, as autoridades no assunto disseram: foi muita chuva, aquecimento global, etc. O cidadão contribuinte é penalizado a cada ano com multas, impostos e transtornos. Outubro está próximo, mais uma vez teremos picaretas prometendo acabar com as enchentes, despoluir rios e por aí vai... Esta gente só pensa em eleição. Acorda, Brasil!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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OMISSÃO, AMADORISMO E IRRESPONSABILIDADE

O caos vivido em Sampa não é culpa das chuvas e muito menos de São Pedro. É consequência direta da omissão, incompetência e irresponsabilidade criminosas das autoridades públicas. Onde está o prefeito Covas (PSDB)? O governador Doria, que não é bobo, se mandou para Dubai, bem longe daqui. O presidente Bolsonaro, um fanfarrão, nega o aquecimento global e as mudanças climáticas. Não há prevenção e nem sequer formaram um gabinete de emergência para a situação de calamidade pública que afetou milhões de pessoas na maior e mais rica cidade do Brasil e da América do Sul. Os prejuízos à cidade e aos milhões de paulistanos são incalculáveis. Omissão, amadorismo e irresponsabilidade custam caro. Se nada for feito, cada vez mais veremos estes eventos trágicos acontecerem, como se São Pedro fosse o culpado.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO DA GAROA

São Paulo de outrora, terra da garoa; São Paulo de agora, enchentes sem precedentes. Excelente o editorial do Estadão de quarta-feira Hora de repensar atitudes, quando a maior cidade do Brasil conta seus prejuízos. O texto foi um alerta às autoridades e à população em geral, para que ano sim, outro também, o caos não se instale sobre a maior metrópole da América Latina. A Prefeitura até que tem feito a sua parte, embora tenha deixado, segundo este jornal, de aplicar R$ 2,7 bilhões em obras contra enchentes em 2019 – talvez, se aplicados, São Paulo não teria amanhecido submersa em lama na última segunda-feira. No entanto, moradores e comerciantes, diga-se, nem todos, mas uma grande parte, têm mostrado desleixo nos cuidados para com a cidade que os recebe de braços abertos. Quem ainda não observou o descaso, principalmente em bairros tradicionais do comércio, tudo quanto é tipo de entulho atirado nas calçadas, com destaque absoluto para papéis e papelões de embalagens? Não tem mais serventia? Põe na calçada que o cata-treco ou o senhor da carrocinha apanha mais tarde, afinal pagamos impostos pra isso! O lixo orgânico é colocado nas ruas em dias em que não há coleta e em bairros poucos favorecidos pelo saneamento básico, são atirados em rios e riachos mais próximos. Aí vêm a chuva, o temporal e arrastam tudo aos rios principais que cortam a cidade, já saturados de entulhos, e eles transbordam e inundam casas e lojas, assim quem não tinha quase nada perde quase tudo e quem tudo apela ao muro das lamentações. “Chuvas são fatos naturais.” “É preciso aprender a lidar com elas, por medidas que visem, antes de tudo, a preservar vidas” (Estado, 12/2/2020).

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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ESTAMOS CHEIOS

Entra governo, sai governo, e os temporais diluvianos de verão continuam alagando a cidade, provocando o caos no trânsito e causando enormes prejuízos materiais com perdas de vidas. A população paulistana já está cheia de ouvir as mesmas desculpas esfarrapadas a cada nova enchente. Basta!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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VOLTA ÀS AULAS E AO DRAMA

Até a Constituição de 1988, só estudava em escola pública os que podiam comprar material e uniforme. Depois dela, ampliou-se o acesso ao povo, não sua estrutura. Virou uso eleitoral e lucro para empresas de educação. O Ministério da Educação, dentro da obtusidade e da má-fé do governo, agrava o quadro. Desconhece o assunto e a realidade das escolas já precárias, com docentes cada vez menos cultos, mal pagos e forçados, por governos locais, a aprovar alunos iletrados. 

João Bosco Egas Carlucho, professor

boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

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