Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2020 | 03h00

Petrobrás

Greve abusiva


O Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou ilegal a greve na estatal, como sempre, liderada por uma entidade sindical, a Federação Única dos Petroleiros, que somente olha para o seu próprio umbigo – assim como tantos outros sindicatos –, ignorando o mal que traz para o País. Segundo o ministro Ives Gandra, do TST, essa greve tem motivações políticas. O fato é que tal paralisação desrespeita ordem judicial, qual seja, a de manter 90% da operação, levando a prejuízos de altíssima monta. Sem dúvida, já passou da hora de o Brasil privatizar tudo o que for possível, incluindo a Petrobrás.


DAVID ZYLBERGELD NETO

DZNETO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Justiça? Ora, a Justiça...


Estamos presenciando um verdadeiro absurdo: uma empresa estatal, isto é, que pertence ao País, portanto, a mais de 200 milhões de brasileiros, tentando fazer o que é dever de ofício da administração, que é fechar um negócio que dá prejuízo, pois a matéria-prima é mais cara que o produto final, e os funcionários da estatal resolvem fazer greve por a empresa ter de fazer demissões na deficitária. Com a medida a Petrobrás está preservando o patrimônio de todos os acionistas. O absurdo chega a tal ponto que os empregados da Petrobrás não hesitam em desrespeitar ordem da Justiça! Por esse e outros motivos, como, por exemplo, a compra da usina obsoleta de Pasadena (EUA), nem deveriam existir mais empresas estatais.


MARCO ANTONIO MARTIGNONI

MMARTIGNONI@IG.COM.BR

SÃO PAULO


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Herança maldita


Essa empresa de fertilizantes da Petrobrás causa um prejuízo monstro, que todos nós pagamos. E não são só os salários, mas toda a operação da empresa. Essa é mais uma aquisição que a dona Dillma fez que só dá prejuízo. Agora, estancar a sangria vai custar mais de 300 desempregados. E como o PT gosta, continua jogando uns contra os outros. Sugestão: o sindicato cobrar dos seus filiados uma parcela do pagamento para ajudar os que estarão desempregados. Senão, chama a Dillma.


FLÁVIO CESAR PIGARI

FLÁVIO.PIGARI@GMAIL.COM

JALES


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Economia

Vale a pena?


Quase toda semana o Estadão trata do baixo desempenho das indústrias brasileiras nos últimos anos. Sou um pequeno, mas vivido, empresário, que abriu uma pequena indústria de eletroeletrônicos há 30 anos. Talvez eu consiga aqui representar boa parte da nossa classe média, esquecida e amordaçada, mas que insiste em manter sua firma aberta, sustentando sua família e gerando a maioria dos empregos deste país. Muitos colegas fecharam as portas por não conseguirem concorrer com os importados, ou asfixiados pelos juros escorchantes do cartel bancário, ou por não aguentarem mais o enorme rol de normas, taxas e impostos exigidos para se poder trabalhar no Brasil. Apesar de pagarmos impostos e taxas municipais, estaduais e federais, várias repartições e corporações públicas se acham no direito de impor suas próprias normas e taxas. Como é difícil fabricar algo no País! Para começar, as exigências burocráticas são sufocantes e pesam mais ainda para quem começa do zero. Não há incentivos, orientação, apoio do serviço público. Ao contrário, reinam a ganância, a prepotência, a insensibilidade (muitas vezes criando dificuldades para vender facilidades). Exagero? Tente montar uma simples fabriqueta de sabonetes, por exemplo. De imediato suas taxas de IPTU, da conta de luz, da água, do telefone e da conta bancária dobrarão. Você vai precisar de alvarás ou licenças da prefeitura, dos bombeiros, da Polícia Civil, dos órgãos ambientais, dos conselhos regionais, etc., etc. Vai ter de contratar funcionários, medicina do trabalho, contador, etc. Também terá de conviver com a rotina diária e mensal de emissão de notas, cálculo de impostos, folha salarial, cobranças, recebimentos, pagamentos, etc. E mais: se precisar demitir alguém, terá de pagar uma multa de 40% sobre o recolhido ao FGTS. Até dois anos após a rescisão, ainda poderá ser processado por eventuais problemas trabalhistas caso algum ex-funcionário resolva se queixar sobre férias, horas extras, assédio, danos morais, doenças, danos físicos, etc. Aí precisará gastar com advogados e ainda terá de engolir uma boa dose de estresse e humilhação na Justiça do Trabalho, mesmo que carregado de razão. Seu ânimo nunca mais será o mesmo. Vale a pena? Então, por que será que milhares de indústrias nacionais fecharam ou optaram por fabricar no exterior...?


JOÃO CARLOS A. MELO

JCA.MELO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Microempreendedores


A divulgada estatística indicando que o Brasil é campeão de empreendedorismo é, a meu ver, irreal (PME, 18/2). Gaba-se o País porque já tem 9,6 milhões de microempreendedores, mas conheço numerosas pessoas que trabalhavam e contribuíam pela alíquota de 20% para o INSS como autônomos, domésticos, contribuintes individuais, etc., e hoje continuam nas mesmas atividades só que agora contribuem pela alíquota de 5%, pois se cadastraram como microempreendedores. A grande proliferação de microemprendedores é simplesmente uma questão de economia pessoal.


RENATO MAIA

CASAVIATERRA@HOTMAIL.COM

PRADOS (MG)


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Em São Paulo

Alertas tardios


As chuvas que provocaram alagamentos anteontem na capital tiveram início na zona central, onde eu me encontrava às 18h15. O primeiro e único alerta emitido pela Defesa Civil entrou no meu celular às 18h53, portanto, 38 minutos depois, quando a chuva já era volumosa e havia vários pontos de alagamento, o que em nada ajudou. Com todo o respeito pelo prestimoso trabalho da Defesa Civil, alerta tardio não tem efeito prático preventivo algum.


LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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A MISOGINIA PRESIDENCIAL E O CONTEXTO


As discussões sobre o caso da agressão misógina à jornalista da Folha Patrícia Campos Mello são parciais e escondem ou distorcem o contexto do caso. As notícias parciais e enviesadas visam a confundir a precisa compreensão do todo, ao sugerir que a reportagem da jornalista denunciava os disparos em massa de mensagens por diversos partidos. Não é bem assim. A denúncia sem provas era dirigida aos apoiadores de um único candidato do segundo turno das eleições presidenciais, invertendo o que de fato parece ter ocorrido, segundo a condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) feita, esta sim, com base em provas contra a campanha de Fernando Haddad. É o que os fatos comprovados indicam até aqui. A jornalista, de fato, empurrou para o grande público uma grave notícia, invertida e sem apresentar as provas... nada. Cabe registrar que os Bolsonaro, sempre sem um mínimo de compostura, não podem sair por aí insinuando, baseados numa acusação vaga e sem provas, que a militante do PT, em seu provável desespero eleitoral, tenha tentado se prostituir em troca de informação.


Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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BOLSONARO E A IMPRENSA


Bolsonaro ofende jornalista ao citar depoimento em CPI (Estadão, 18/2). A continuar assim, ainda morre pela boca!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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PRESIDENTE SEM FREIO


O deprimente espetáculo está baixando de nível: praticamente diariamente, o presidente Jair Bolsonaro dá declarações desastrosas nas suas saídas e entradas ao Palácio da Alvorada. As vítimas são variadas: países (Alemanha e Noruega), pessoas e entidades sérias (ambientalistas, índios e ONGs), a imprensa e seus representantes. No começo, os seus assessores tentavam minimizar o impacto dessas declarações; agora, não se preocupam mais. Aliás, no caso da jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha, o próprio presidente gabou-se mais tarde de sua própria ofensa e, de sobra, defendeu o “deslize” do ministro Paulo Guedes sobre a “festa danada” das empregadas domésticas que estavam indo para a Disney. Trata-se de descontrole emocional, novo estilo de governança, ou desprezo pelos brasileiros? A sociedade deve dar uma basta nisso, além do merecido troco nas urnas!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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NO LIMITE


O presidente Bolsonaro atingiu o limite perigoso do tolerável em termos políticos e jurídicos e, a partir daqui, ou reconsidera e muda seus rumos ou irá abeirar-se de situações imprevisíveis. E os seus adversários políticos estão adorando a sua incapacidade de uma mais adequada e melhor autoavaliarão. Presidente, por favor, agora o senhor está ultrapassando o minimamente recomendável para a posição e o cargo que lhe foi concedido pelo voto democrático de uma nação!


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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SOZINHO


Decepcionante assistir ao presidente do País dizer impune tantas bobagens, como fez com relação à jornalista Patrícia Campos Mello. Bolsonaro trabalha às portas do Palácio da Alvorada como um apresentador de stand-up, dizendo gracinhas e acovardado como se estivesse com medo de um novo e estúpido atentado. Da presença de um segundo Adélio: “A qualquer perigo eu corro para dentro”. Devem os jornalistas que ali comparecem para exercer suas funções de indagar sobre projetos e obras do governo, em protesto, não comparecer mais, deixando o paspalhão dizer as “abobrinhas” que quiser apenas à sua claque. Neste quesito, está pior que a presidenta impichada, outra desastrada.


Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte


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HONRA


Li que Jair Bolsonaro, “o homem”, fez insinuações de cunho sexual sobre a jornalista Patrícia Campos Mello ao dizer que ela “queria dar o furo” a qualquer preço contra ele. Qualquer preço? Será? Ela roubaria, ela mataria, ela corromperia, ela traficaria ou torturaria? Para as senhoras e senhores desavisados – e parecem que são muitos –, esclareço que a honra de uma “mulher” vai anos-luz além de suas atividades sexuais.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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NESTA TOADA...


Mais um ataque, agora e novamente contra os jornalistas e a liberdade de imprensa, o presidente Jair Bolsonaro, fã declarado da ditadura, da tortura, homofóbico, racista, etc. Se continuar nesta toada, em breve aparecerá armado nas entrevistas coletivas e, ao invés de uma “banana”, vai atirar, e vai invocar em sua visão truculenta e antidemocrática legítima defesa de – sua – honra.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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BRUTO, RÚSTICO E SISTEMÁTICO


E assim é Bolsonaro. De que adiantam cerimoniais, investidura do cargo, liturgia para lá e para cá e os bastidores fétidos da corrupção?


Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

São Paulo


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O QUE PENSAM?


Pergunto aos militares, que representam as nossas Forças Armadas, que são ministros ou os que cercam o presidente o que pensam dos despautérios e asneiras ditos diariamente por Bolsonaro e seus inocentes filhinhos. Eles desrespeitam a imprensa, as instituições e a todos que são contrários a eles. Bom senso é comportamento que o cargo exige.


Emerson Luiz Cury  emersoncury@gmail.com

Itu


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MOLEQUES


Com todo respeito, os atuais detentores do poder, com seus comportamentos inadequados, estão conseguindo fazer com que o PT pareça um partido da elite. Gestos típicos de moleques, ofensas a profissionais sérias, realmente, nos passam a impressão de que mais uma vez a “política de aldeia” colocou em cargos importantes pessoas sem nenhuma importância.


Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo


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REFLEXO


As manifestações machistas e misóginas do presidente Jair Bolsonaro são velhas conhecidas desde seu tempo de deputado federal. Sua verborragia grosseira marcou presença no primeiro ano de governo, permeada por ataques sistemáticos à imprensa, e não há sinais de que isso vá arrefecer nos próximos três. A explicação é muito simples: Bolsonaro é o reflexo de boa parte da população que pensa e age como ele e que, portanto, o respalda.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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OFENSA A REPÓRTER


Jair Bolsonaro é a versão brasileira do “grab’em by the pussy” do presidente americano Donald Trump.


James Robert Jernigan jimmyjjernigan@gmail.com

São Paulo


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REPUGNANTE


Perto dos 76 anos de idade, dos quais 50 como jornalista, posso assegurar que o Brasil jamais teve um presidente da República com a boca mais suja, grosseira, venal, leviana, moleque, desprezível e irresponsável do que Jair Bolsonaro. A forma destemperada, covarde, desequilibrada, indigna e debochada com que Bolsonaro se referiu à repórter da Folha de S.Paulo ultrapassa todos os limites do bom senso, do respeito e da educação. Minha mãe ponderava que quem tem mãe, irmã, mulher, filha, neta, cunhada e nora, e preza por elas, jamais, em sã consciência, pode agir com maldade e maledicência, atirando pedras em outras mulheres, sob pena de ser tragado pelas leis de Deus e pela justiça dos homens.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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PORTA-VOZ PARA QUÊ?


Se eu fosse o presidente Bolsonaro, trocaria seu atual porta-voz contratado por um acompanhamento profissional para  entrevistas e respostas bem pensadas, educadas e adequadas ao cargo que ocupa. A maioria dos seus votos pede essa postura.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br


São Paulo


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IGNORÂNCIA


Quando elegemos Jair Bolsonaro para a Presidência, ignorávamos que estávamos elegendo uma família inteira que nos preside em conjunto. Ignorávamos, também, que seus laços com a milícia do Rio de Janeiro eram estreitos, a ponto de darem emprego a família de assassino e premiarem o próprio com a mais importante comenda do Estado quando este assassino estava preso. Mas o que não devemos nem podemos ignorar são os sinais inequívocos de que, a cada dia, estão testando a resistência de nossas instituições para verificar o quanto podem usurpá-las e violentá-las com essas formas torpes de ataques.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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CONSEQUÊNCIAS DA POLARIZAÇÃO


A maioria dos eleitores assiste, incrédula, ao recorrente comportamento do presidente Jair Bolsonaro. De forma inédita na história republicana do Brasil, este senhor pratica um vocabulário e comportamento desarmoniosos e de viés ditatorial, qualidades pessoais antagônicas para o cargo que ocupa e danosa à nossa jovem democracia. As consequências se evidenciam: seguidas derrotas em projetos de lei e medidas provisórias no Parlamento, interferências sinuosas no Judiciário, perseguição normativa aos desafetos, provocação de desnecessários conflitos com os governadores, ofensas à imprensa e seus integrantes com a insistente repetição de gestos grotescos e insidiosos, e outros desairosos comportamentos, conjunto de impropriedades inadequadas numa gestão séria e responsável. Enquanto isso, persiste o desemprego, a atividade econômica segue se arrastando, a reforma do Estado continua no cabide do esquecimento e o descrédito da população na política só aumenta. Espera-se que, no mínimo, esta lamentável situação sirva para estimular a reflexão em todos que, no clima eleitoral polarizado, tenham votado emocionalmente, no espírito do “nós contra eles”, sem a desejada e necessária razoabilidade de avaliar a capacidade de governança e o equilíbrio emocional do candidato. Já passou da hora de vermos as eleições como um sério exercício de cidadania, e não uma partida esportiva entre dois times preferidos. 


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto


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RETRATO DO SUBDESENVOLVIMENTO


O discurso da esquerda: “Lula-livre-não-vai-ter-golpe”. O discurso da direita: “Bolsa-subiu-que-se-dane-o-resto”. O Brasil segue há 30 anos sendo governado por pessoas que têm em comum o mais absoluto despreparo para presidir a República. Nenhum sinal de mudança no horizonte, o sistema político partidário brasileiro é o responsável pelo País continuar chafurdando no lixo do subdesenvolvimento terceiro-mundista. Nas próximas eleições teremos o tira-teima Lula x Bolsonaro e a única certeza é de que o País vai continuar no Terceiro Mundo.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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CASO ADRIANO


Bolsonaro cobra ‘perícia independente’ em corpo de Adriano da Nóbrega (Estadão, 18/2). Se não estou enganado, a última perícia independente “famosa” foi no caso PC Farias e Suzana Marcolino. Deu no que deu...


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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MILICIANO HOMENAGEADO


É difícil de entender por que Jair Bolsonaro, como presidente da República, insiste em defender, entre outras declarações surpreendentes, uma nova perícia, porém independente, para o corpo do miliciano capitão Adriano, assassinado pela polícia da Bahia. Será que o presidente era tão intimo, assim, deste miliciano que carregava nas costas dezenas de crimes? Pode ser! Afinal, parece que Adriano era visto como um herói. Então qual seria a razão para ser homenageado uma vez por Bolsonaro e duas vezes pelo filho, hoje senador Flávio Bolsonaro, uma delas com a medalha de Tiradentes? Este suposto herói da família Bolsonaro, no momento de sua condecoração em 2005, estava preso, porque tinha matado um pobre guardador de carros do Rio de Janeiro que havia denunciado o grupo da milícia de que Adriano era um dos líderes. Talvez esteja neste passado recente de amizade a preocupação do presidente com o desenrolar das investigações.  Caso contrário, por que o presidente estaria perdendo tempo precioso no Planalto com declarações estranhas sobre este criminoso? No país que ele preside, a economia pede socorro, como também 40 milhões de desempregados e subempregados.     


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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ARQUIVO MORTO


Após a morte do capitão Adriano da Nóbrega, a família Bolsonaro faz questão que seja tudo investigado e esclarecido pela sua morte. Claro, depois de morto nenhum “arquivo” fala...


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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O QUE QUEREM ESCONDER?


Está tão evidente que a Polícia e a Justiça do Estado da Bahia querem enterrar logo o corpo do ex-PM Adriano, acentuando que não há necessidade de conservação e novas perícias no cadáver, que fico tendo a certeza de que estão tentando esconder alguma coisa. Amigos baianos me confidenciam que tem piruá de monte neste saco de pipoca que precisa ser escondido. Vão deixar tudo no ar, como no caso do prefeito Celso Daniel, outra “suposta” vítima do Partido dos Trabalhadores (PT)? Coincidentemente, o Ministério Público Federal (MPF) exigiu a transferência de Adélio Bispo de Oliveira do presídio de Campo Grande para uma internação psiquiátrica num hospital de custódia. Celso foi apenas vítima de assalto e Bolsonaro quase morreu pelas mãos de um louco. Este é o Brasil que tínhamos e que não queremos mais ter. Chega!


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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QUEM MATOU ADRIANO?


Costumo ver muitos filmes policiais e uma coisa fica evidente, qualquer indivíduo público que tenha conchavo com qualquer bandido fará o possível e o impossível para que ele fique vivo e bem, porque na era da informática provas voando pelas nuvens não faltam. Portanto, querer colar nas costas do presidente Bolsonaro o assassinato do miliciano Adriano é, no mínimo, suspeita, porque, se tivessem algo juntos, ele estaria muito bem e vivo. Mas ver a polícia do Estado da Bahia, notoriamente petista, com 70 policiais lutando contra apenas um homem é, no mínimo, suspeita. A impressão que nos passa é de que o PT quis um insepulto como Celso Daniel cravado nas costas do presidente Bolsonaro. Então tentam colocar a suspeição de que os dois, Lulla e Bolsonaro, são delinquentes iguais. Tudo no PT existe método e, ao que tudo indica, este tem o DNA deles.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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CARTEIRA DE ESTUDANTE


No início do ano, por um aumento de R$ 0,10 na tarifa do transporte público, estudantes vandalizaram o que havia pela frente, bens públicos e privados. Domingo, 16 de fevereiro, perdeu a validade a medida provisória que criava a carteira virtual gratuita de estudante, sem ao menos ter sido discutida no Congresso. Voltará, então, a ser cobrada em torno de R$ 35,00. Onde está aquela parte da imprensa, composta por milordes e mileides, que se abespinha 24 horas por dia com as falas do presidente de República, que ainda não colheu um parecer da classe estudantil?


Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo


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POLÍCIA NA ESCOLA


Depois do acontecimento de terça-feira à noite numa escola de São Paulo, onde policiais agrediram estudantes de menor com tanta energia e, com medo de serem agredidos, mostraram até arma de fogo, provavelmente eles serão afastados do serviço de rua e – que maravilha – ficarão no escritório, recebendo os mesmos salário e benefícios.


Isac Reismann isac.reismann@gmail.com

São Paulo


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CARNAVAL


Difícil de entender um país com tantas dificuldades na saúde, na educação, um país com mais de 11 milhões de desempregados, “parar” para o povo ficar pulando carnaval. Fico pensando que imagem passamos para outros países...


Francisco Jose Cardia fra.cardia@hotmail.com

São Paulo


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E O SAMBÓDROMO?


Muitas pessoas não curtem o carnaval, como eu. No sábado passado (15/2), tive um trabalho para fazer em Pinheiros, moro na região de Santo Amaro. Mesmo sendo um sábado, demorei 1h30 para lá chegar, por causa da interdição de vias públicas, burramente. Até quando isso vai perdurar? Desde quando carnaval é preferência? Já não construíram um Sambódromo para isso? Fora o exagero do consumo de drogas e bebidas alcoólicas a que tive o desprazer de assistir pelo caminho.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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SENTINDO NA CARNE


Me recordo muito bem do último carnaval, senti na carne o desrespeito que o lucro do turismo provoca no contribuinte. Vale lembrar que o cidadão “urbanoide” em sua maioria trabalha até mesmo aos sábados. E foi num belo sábado de carnaval, após trabalhar o dia inteiro na região de Perdizes, que fui impedido de voltar para o meu descanso (não merecido). As ruas cheias, o metrô da Barra Funda inoperante. Os ônibus não paravam porque foliões sem camisetas insistiam em entrar no carro. Um inferno em pleno coração do Brasil. O carnaval bem organizado, em lugares que não ofendem os moradores e trabalhadores, seria um sonho. Carnaval “bem-sucedido” e desorganizado, como é por aqui, só favorece mesmo o mercado negro da pasta-base. Para quem não curte carnaval, como eu, por exemplo, a única coisa boa, mesmo, é que ele antecede a Quaresma. Momento de paz e reflexão, momento de conversão. Sai de um período carnal, entra num período espiritual. Já podemos voltar para casa e dormir.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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FOLIA DO PECADO


Estão se aproximando os desfiles de carnaval, um período um tanto nefasto e perigoso de consumo excessivo de álcool, cigarro e outras drogas ilícitas. Do ponto de vista de quem não é adepto à folia, o carnaval é um ritual macabro de reversão no qual os papéis sociais são invertidos e as normas de comportamento, em suma, desrespeitadas, e outras suspensas por um período em que os desejos das pessoas sobrepõem e sua maioria é atendida sem pudor e de forma extravagante. Isso traz consequências não somente para o corpo, mas também para o bolso do cidadão, que já anda vazio. O ministro da Economia, Paulo Guedes, propôs a criação de um imposto sobre o “pecado”, e ganhou repercussão nacional sua fala, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O tal imposto é a classificação dos produtos que são atraentes para uma parte da sociedade, mas que causam riscos à saúde. Ele tem que ver com a arrecadação de tributos sobre atividades que são consideradas danosas à sociedade, como a utilização excessiva de álcool, fumo e bebidas açucaradas. Além de perfumes e carros de luxo, associados ao pecado da luxúria. São, também, chamados de impostos seletivos. Não custa lembrar que, se a pessoa fuma descontroladamente, fatalmente terá problemas pulmonares e, posteriormente, vai sobrecarregar o sistema de saúde em decorrência do tratamento de doenças como câncer de pulmão, enfisema, tuberculose, câncer de garganta, boca e estômago, comprometendo em bilhões o orçamento público da saúde, que é financiado pelos cidadãos fumantes ou não. A tributação sobre bebidas alcoólicas, cigarro e doces é uma tendência global. O Reino Unido implantou impostos sobre bebidas com alto índice de açúcar em 2018 e outros produtos nocivos, e contou com amplo apoio da comunidade médica britânica. O fato é que não podemos de jeito maneira aceitar mais impostos. Pagamos excessiva carga tributária – para ter uma ideia, 49,7% da tributação brasileira está concentrada sobre o consumo, enquanto os impostos sobre a renda correspondem a 21% sobre o patrimônio, e a 4,4% e a 24,9% sobre outras incidências. Como perguntar não ofende, a quantas anda a proposta de reforma tributária na Câmara dos Deputados, em Brasília?


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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