Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2020 | 03h00

BOLSONARO E OS GOVERNADORES

Tempos sombrios: dá um arrepio saber que a prévia do Banco Central (BC) para Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 aponta para um crescimento mais que medíocre, de 0,89% (abaixo do 1,3% de 2018), que pode prejudicar a expectativa prevista para a economia brasileira em 2020. Também setores importantes da atividade econômica tiveram queda acentuada na produção no último bimestre do ano passado. E o que dizer, então, diante de um quadro político nebuloso que se avizinha, por causa da total falta de atitude republicana do intempestivo presidente Jair Bolsonaro, que, além de ofender filhos desta Pátria (professores, estudantes, cientistas, jornalistas, etc.), está criando um clima perigoso de distanciamento com os governadores dos Estados? Bolsonaro fez desafio sem pé nem cabeça a estes governos, de zerar os impostos sobre os combustíveis, e, para defender um miliciano, criminoso, morto pela polícia na Bahia, chegou ao cúmulo de ofender o governo daquele importante Estado. Que retrocesso! Se o resultado disso ficasse somente na conta da perda de popularidade de Jair Bolsonaro, o prejuízo seria menor, mas não desprezível. Mas quem está perdendo é a Nação, já que falta ao presidente juízo institucional. Reforma nenhuma será aprovada neste clima de confronto, em que o patrocinador é o próprio presidente da Republica. Os governadores estão abertos ao diálogo, porém não aceitam as críticas do presidente, repito, “sem pé nem cabeça”, e 20 deles assinaram uma carta endereçada ao presidente reafirmando que as declarações de Bolsonaro “não contribuem para a evolução da democracia no Brasil”. Perfeito! Ora, quem será capaz de domar Bolsonaro? Se nem experientes generais, de grandes serviços prestados à Nação, instalados em seu governo conseguem essa proeza, eu realmente fico muito preocupado.

Paulo Panossian 

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CARAS DE PAU

Governador de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e mais 17 reagiram contra Bolsonaro. Os três foram eleitos na onda bolsonarista. Os demais, também. Diminuir ICMS ninguém quer. Esfolar o contribuinte todos sabem. Em 2022, o eleitor vai se lembrar destas mesmas caras de pau que, ao invés de discutirem formas de baixar impostos, fazem pose política publicada no Twitter em busca de novos cargos.

Izabel Avallone 

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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OUSADIA

Nosso governador, João Doria (PSDB), anda muito aflito. Procura enquadra-se entre aqueles que em 2022 disputarão a Presidência da República. Para tanto, vem cometendo erros. O primeiro e mais importante é o de confrontar-se com o presidente Jair Bolsonaro, que o ajudou a se eleger. Seria mais prudente terminar o mandato governamental, não o abandonando, como fez na Prefeitura, e assim mostrar eficiência na administração pública. Se não, vai perder e encerrar a curta carreira política sem muita consistência, pelo curto tempo de vivência e exposição pública. Acreditar no fato de a imprensa em geral, falada e escrita, não dar muito espaço às ações do governo federal não é preocupante, porque a sociedade começa a enxergar as ocorrências, como o caso da BR-163/PA, gigantesco lamaçal, iniciada na década de 1970, que está completamente asfaltada entre Sinop (MT) e Mirituba (PA), e ninguém melhor que os que utilizam e se beneficiam do trecho para explicar o resultado. E o mesmo está acontecendo com outras ações. Portanto, governador João Dória, se o senhor estiver mesmo disposto a disputar a Presidência em 2022, pense muito antes de trocar o certo pelo incerto e, mais uma vez, interromper mandato para o qual foi eleito e até agora pouco apresentou para justificar a ousadia.

Mario Cobucci Junior 

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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O QUE QUEREM

Com certeza, os 20 governadores são da oposição querendo mais verbas, mas sustentar a corrupção e a mordomia de pilantras.

Ariovaldo Batista 

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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GNUS

Diante da deplorável qualidade de uma boa parte dos nossos políticos eleitos e do baixo nível de educação e cidadania consciente dos que votam, não se poderia esperar um cenário de colapso administrativo-financeiro diferente do que vem sendo anunciado por vários  governadores e prefeitos, resultando em inevitáveis  atrasos de salários de servidores, muitos dos quais inseridos nas secretarias, já inchadas por conta de compromissos hipócritas anteriores. Trata-se de um processo cumulativo e autofágico que só faz agravar a penúria, inviabilizando investimentos fundamentais. E o povo continuará periodicamente correndo às urnas, numa espécie de suicídio coletivo, semelhante ao dos gnus em algumas regiões da África.

Paulo Roberto Gotaç 

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A CRISE DE ESTADOS E MUNICÍPIOS

O Brasil vive um momento pontual de mudanças. Em 2018, o eleitor optou por uma nova proposta de governar que rompe com os vícios característicos das esquerdas. Já aprovou a reforma da Previdência e prepara a administrativa e a tributária. A União recupera sua economia, mas não se pode dizer o mesmo de Estados e municípios, e os governadores e prefeitos correm a Brasília em busca de aval para novos empréstimos (Estadão, 14/2, B1). No passado, sob o argumento de combater a corrupção, a arrecadação foi centralizada na área federal. Hoje, com o País informatizado e online, não há mais razão para isso. É preciso garantir que tanto a União quanto os Estados e municípios arrecadem o suficiente para cumprir suas tarefas. Temos de conseguir um novo pacto federativo, que acabe com a triste figura de governador ou prefeito de pires na mão e, para evitar desvios de conduta, manter estreita fiscalização do Legislativo, dos Tribunais de Contas e do Ministério Púbico. Aqueles que vierem a se eleger têm de saber antecipadamente qual a situação do lugar pretendido e se prepararem para os desafios. 

Dirceu Cardoso Gonçalves 

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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NUM PALHEIRO

Sobre o editorial Muitos motivos para desconfiar (21/2, A3), governar um país com um Congresso e um Judiciário tendenciosos, sempre contestando a maioria de seus projetos, é tão improvável quanto achar uma agulha num palheiro.

Jaime Eufrasio Sanches 

jaime@carboroil.com.br

São Paulo

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ALTRUÍSMO DO CONGRESSO

Em paridade com os servidores da altruísta Câmara dos Deputados, li que servidores do Senado foram agraciados por ato do presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) no último dia 12, estendendo a permanência de filhos e enteados como dependentes do plano de saúde dos atuais 24 anos para 33 anos. Na Câmara, os 33 anos valem desde 2016! Ratificando o baixo nível da atual legislatura, tudo indica que a próxima caridade será a inclusão de amantes, concubinas e afins nesse balaio de gatos. Azeitada a máquina legislativa, adoçadas as boquinhas dos parlamentares, molhadas as mãos dos perdulários abnegados por um dindim, está garantida a reeleição de Alcolumbre e de Maia para as presidências das Casas. Vade retro! Se o preço é este, em largas braçadas, imagino o quanto os congressistas vão legislar em causa própria, esquartejando as reformas administrativa e tributária que estão por vir. Sai da frente, Brasil!

Celso David de Oliveira 

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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RECUSA

Randolfe Rodrigues, “parça” de Marina Silva, filhote do PT e também parasita do PT, honesto, diz que não vai querer as benesses incluídas nos planos de saúde dos senadores pelo amigo do Renan, Davi Alcolumbre, que incluem parentes e outros mais chegados. Só não vejo este ético senhor falar ou fazer nada, com a veemência com que critica em geral o governo, a respeito de Pasadena ou, também, a respeito de diminuírem no Senado e na Câmara o número de assessores, que levam milhões na boa, às vezes sem trabalhar ou ter lugar físico no gabinete. Há casos de senadores com mais de 80 acéfalos assessorando-os. Randolfe diz, mas não faz.

Marieta Barugo 

mbarugo@bol.com.br

São Paulo

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ERAM DEUSES OU POLÍTICOS?

Cheguei à conclusão de que não posso morrer sem ficar famoso ou deixar fortunas para meus dependentes. Decidi copiar a ideia do suíço Erich von Danicken e lançar o livro Eram Deuses os Políticos?. Vou mostrar esses antigos extraterrestres desde o ano em que nasci, que sempre se fingem de humanos com hábitos inadequados, interesses pessoais e ocupando as mentes e civilizações dos que mais precisam. Espero ter ajuda para divulgar este livro, para começar a mudar este país e provar que deuses são os sofridos brasileiros... principalmente os mais pobres e com mais de 60 anos.

Carlos Gaspar 

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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ESTRUTURA RUIM

Moeda de troca ou não, não há nada de ilógico no fato de o governo travar novos concursos públicos até a aprovação da reforma administrativa. A máquina pública, do jeito que está, funciona muito mal, pois é uma estrutura antiga e engessada. Má distribuição dos funcionários entre os diversos setores, a famigerada estabilidade do emprego, promoções automáticas e qualidade ruim do trabalho, entre outros, são já velhos conhecidos. Contratar novos servidores e perpetuá-los nessa estrutura que não funciona mais não faz sentindo algum.

Luciano Harary 

lharary@hotmail.com

São Paulo

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ANTES E DEPOIS DA REFORMA

Como é simpática a atitude do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quanto a não se opor a concursos antes da reforma administrativa. Ou seja, vindo de um Estado em que o funcionalismo público federal proporcionalmente tem sua maioria, talvez sua atitude lhe garanta a partir do final do ano uma posição junto de seus conterrâneos. Ou seja, uma reforma que deveria vir para ajudar o País em suas contas nem sequer é considerada pelo ilustre e desinteressado deputado. Em tempo, quando algum órgão de imprensa vai cobrar dele uma posição pública quanto à indispensável privatização da Cedae?

Marcelo Falsetti Cabral 

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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CHEIRO, COR E SABOR DE MARACUTAIA

Já ouvi muita gente, até ambientalista e repórter, insinuar que estão massificando notícias ruins sobre a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) para pressionar a sua venda. É natural que privatizar uma empresa que tem atendimento social e uma enorme dívida na realização do saneamento básico é, realmente, muito complicado. Mas o desleixo e a incompetência da empresa em fornecer água para a população nas mínimas condições de consumo, e agora a descoberta do enorme desembolso financeiro com pagamento de indenizações, que tem cheiro, cor e sabor de maracutaia, desmentem taxativamente essas suspeitas. É preciso competência para privatizar, quesito em falta no governo do Estado, mas ela é, sim, urgente.

Abel Pires Rodrigues 

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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CASO ADRIANO

A família Bolsonaro, que está defendendo com unhas e dentes o miliciano Adriano da Nóbrega, morto pela polícia baiana, omitiu que o filho 01, Flávio Bolsonaro, visitava o preso com frequência na cadeia, conforme informou Ítalo Ciba, seu companheiro de cela (Estadão, 20/2). Afinal, em vez de governar o País, Jair Bolsonaro quer uma perícia particular para defender o “saudoso” meliante que fazia rachadinha com Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, entre vários outros crimes. Ora, para quem alardeava o fim da criminalidade, o presidente não deixa de ser um “ponto fora da curva”. Aí tem. Que decepção!

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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UMA RELAÇÃO MUITO DELICADA

Há uma relação muito delicada entre o filho do presidente da República e o miliciano foragido que foi morto na Bahia. Quando essa história estiver bem contada, poderá finalmente trazer o primeiro Oscar para o Brasil. Wagner Moura e Rodrigo Lombardi podem reviver nas telas a história de Flavio Bolsonaro e Adriano da Nobrega.

Mário Barilá Filho 

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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À QUEIMA-ROUPA

Os tiros à queima-roupa no capitão Adriano são características claras de queima de arquivo, impossibilidade de defesa, e que o capitão já estava dominado e poderia ter sido preso e ficar vivo, um mistério que envolve toda a família Bolsonaro.

Marcos Barbosa 

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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‘EVOLUÇÃO DA DEMOCRACIA’

No restrito comentário Evolução da democracia, de Eliane Cantanhêde (Estadão, 18/2), sobre a frase do presidente Bolsonaro a respeito da morte do Capitão Adriano – que, aliás, não devia ter sido dita –, a articulista não levou em conta a reportagem do Estadão do dia 14/2 em que um dos pontos levantados e analisados é: “Se mais de 70 policiais cercavam a casa onde Adriano estava, não teria sido melhor esperar que se rendesse?”. Outro fato relevante é que não foi mostrado nenhum vídeo de negociações da PM baiana com o foragido. Todo o procedimento da PM deixa dúvidas no ar, e análises simplistas e políticas para o nebuloso desfecho sucedido não são recomendáveis.

José Luiz Abraços 

octopus1@uol.com.br

São Paulo

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NO EMBALO

Completaram-se dois anos do assassinato de Marielle e Anderson. Já que até agora não encontraram os verdadeiros assassinos, só falta imputarem a morte ao miliciano Adriano da Nóbrega.

Robert Haller 

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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AS RECENTES BANANAS DE BOLSONARO

Houve tempo em que, integrando a modesta Comissão de Justiça e Paz da Diocese Paulista da Igreja Católica, tocada com os recursos possíveis, mas impregnada da fé do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, numa comissão de médicos e advogados, prestamos assistência aos camponeses produtores da bananas do Vale do Ribeira, desde o alto Vale, Peruíbe e Miracatu, terra natal do presidente Jair Bolsonaro, até o limite cinza da Barra do Turvo. A colheita das bananas se fazia mediante a amarração do cacho à cintura do lavrador, no alto do monte, e sua descida, rolando, até a estradinha. Fernando Gabeira (Estadão, 21/2) assinala que visitou o vale e vê potencial para crescimento – pasmem, após mais de 40 anos. E não será com as atuações canhestras dos últimos dias que Bolsonaro atenderá, pelo menos, as carências crônicas de sua aldeia. Bananas apodrecidas para a jornalista, envolvimento com a morte de um miliciano, leniência quanto aos aspectos da deportação de 28 mil brasileiros de seu paradigma acima do Rio Grande, picuinhas diárias para o diversionismo, como se diz na linguagem militar, da atenção do povo de sua inépcia absoluta em governar. Pobre Vale do Ribeira, pobre Brasil: ambos, efetivamente, têm enorme potencial, mas só um milagre, como diz o articulista – considerados esses erros sucessivos, já marca registrada de seu governo –, ensejará a evolução da potência em matéria.

Amadeu R. Garrido de Paula 

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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LULA, O ATIRADOR

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou Jair Bolsonaro como “miliciano”. O ex-presidente teria dito que Bolsonaro teve responsabilidade por crime de assassinato. Lula precisa provar o que disse ou poderá ser penalizado por ter cometido o crime de calúnia. Lula tem disparado pesadas críticas na direção de Bolsonaro e Sérgio Moro. Só mesmo um tipo como este é capaz de se esquecer de que é réu em diversos crimes de corrupção e que esteve envolvido até o pescoço no lamaçal do petrolão. Lula está esbanjando dinheiro depois que deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Como é boa a impunidade reinante no Brasil.

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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BOLSONARO, O DESTRUIDOR

Pela primeira vez nos últimos 50 anos ouvi Lula da Silva falar uma verdade. Disse ele: o presidente Bolsonaro está destruindo tudo o que o seu PT, PSDB, PMB e seus puxadinhos esquerdistas fizeram para o Brasil nos últimos 34 anos. Conseguiram arruinar a economia nacional, a saúde, a segurança, o transporte e a enorme façanha de colocar o Brasil em último lugar na educação entre todos os países da América Latina. Verdade seja dita: o presidente Bolsonaro é muito sacana ao começar a reconstruir o mal feito pelo PT ao Brasil, que agora precisará de pelo menos uns 50 anos para ser recolocado no rumo da ordem e do progresso.

Benone Augusto de Paiva 

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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