Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2020 | 03h00

COLAPSO FINANCEIRO NOS MUNICÍPIOS

É preocupante que muitos municípios brasileiros enfrentem sérios problemas de ordem financeira, sobretudo em ano de pleito regional. A inobservância aos princípios básicos da administração pública, especialmente a responsabilidade fiscal, causam profundo desequilíbrio orçamentário. Isso é fato inquestionável. A culpa, em muitos casos, também deve ser atribuída aos legisladores municipais. É prerrogativa constitucional dos vereadores propor leis e fiscalizar os atos do Poder Executivo, que, no caso dos municípios, é exercido pelo prefeito. É imperioso que as Câmaras Municipais estejam atentas à execução orçamentária e procedam, sempre que necessário, com a aplicação de dispositivos que impeçam a gastança desenfreada. Em Guararema (SP), por exemplo, mesmo havendo superávit orçamentário, a Câmara local aprovou um reajuste de quase 20% nos salários de vereadores, prefeito e vice-prefeito a partir de 2021. Um descalabro. Haverá elevação das despesas e não houve o devido, profundo e indispensável debate com aqueles que financiam a máquina pública, ou seja, o cidadão. Aos gestores públicos é preciso respeito com o contribuinte, espírito público e responsabilidade fiscal. Sem isso, a falência e a péssima prestação de serviços à população são consequências inevitáveis.

Willian Martins

martins.willian@globo.com

Guararema

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NOVA PREVIDÊNCIA DE SP

Em razão das cenas de baixaria e pugilato praticados por deputados (dois do PT, Patriotas e PSL), infelizmente, a votação em segundo turno da nova previdência de São Paulo teve de ser adiada, porém sem ameaças de que não se conclua essa importante reforma nos próximos dias. Com as novas regras, deve-se proporcionar ao Estado R$ 32 bilhões de economia em dez anos. Um alívio! Como demonstram os números de 2018, e constam no editorial do Estadão de 20/2, os gastos de pensão e aposentadorias para 550 mil beneficiários custaram R$ 34,3 bilhões. E 86% deste valor, ou R$ 29,5 bilhões, saíram dos cofres do Estado, e apenas 14% das contribuições dos servidores. Mas sem essa reforma, em 2022 a previsão é de que os gastos com aposentados ultrapassaria o dos 643 mil servidores da ativa.

Paulo Panossian 

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DUCHA DE ÁGUA FRIA

A leitura do artigo de Paulo Rabello A riqueza do Rio (Estadão, 21/2) é uma ducha de água fria no cidadão: realmente, o Rio de Janeiro não tem jeito. Ele, representante da classe mais esclarecida e informada do Rio, envereda por justificativas das quais discordo, entendo nefastas para promover uma eventual recuperação e, a seguir, passo a discuti-las. Posso não ser o dono da verdade – efetivamente não o sou –, mas cabe a ele considerar o que aqui comento. Dos fatos por ele elencados, sobre o fato 1 temos de entender que o Rio, e seus habitantes, entendiam que era exclusividade do Rio ser capital do Brasil, e nunca isso poderia ser mudado. Entende-se, o Rio vivia exclusivamente de recursos federais, todos eles carreados para o Rio, e o uso de tais recursos deixava de exigir esforços para fortalecimento de sua economia. E assim vivia acostumado o povo da cidade/Estado. Como Distrito Federal, recebia verbas públicas para todas suas obras e a economia rodava, sobretudo, de salários do funcionalismo público. Perderam a regalia (mamata?), começaram os problemas. No fato 2 ele reclama do alijamento de políticos da vida pública. Será que isso aconteceu por conta de bom comportamento dos alijados? No fato 3 ele reclama da junção do Rio (DF) com o Estado do Rio, gerando o Estado da Guanabara. O que se fez foi não mais permitir que uma cidade mantivesse a prerrogativa de ser Estado. Na verdade até economia esse ato gerou, uma prefeitura, uma câmara municipal e todo um aparato estatal que atendi uma única cidade a menos, ou seja, economia de recursos. Mas neste ponto ele deixa de abordar o principal, a representatividade eleitoral no Brasil. O regime militar deixou uma excrescência, com número de deputados federais completamente desligado do número de habitantes e/ou eleitores. Isso, sim, gerou um monstro, criado pelo número inconsequente de deputados federais representando, sobretudo, Estados do Norte e do Nordeste, incluindo algo que ele levanta, a incoerência de termos senadores por Brasília. Fato 4, nada a comentar. Fato 5, ele deixa transparecer que São Paulo tomou algo do Rio. Ledo engano. A dedicação ao trabalho, o foco nos seus objetivos, a natural assunção de riscos no enfrentamento de todas as questões é que trouxe à cidade e ao Estado de São Paulo o progresso que o Rio, enquanto capital do Brasil, nem sequer chegou a pensar em montar. Outro equívoco é afirmar que o Rio é espelho do Brasil. Nunca foi e dificilmente será. O Brasil não consegue acompanhar os indicadores negativos, em todas as áreas, que o Rio consegue liderar, e por incrível que possa parecer bater todos os anos. Exemplo mais atual e contundente a mostrar a falta de responsabilidade do Rio, configurou-se no governo Temer. O Rio, mais uma vez recorrendo a recursos federais, recebeu através da GLO formas de combater o crime organizado, e houve sucesso, o Exército conseguiu organizar, um pouco, a bagunça. Mas lembremo-nos, o Rio levou mais de bilhão de reais para ajustar salários. Havia a contrapartida de privatização da Cedae, para justificar o aporte financeiro. E o que aconteceu com a privatização? Que até aqui se saiba, unicamente a contaminação da água para os moradores, e o cabide de empregos lá continua. No texto o autor menciona bons trabalhos de Wilson Witzel e Rodrigo Maia, mas onde andam estes dois na administração da privatização da Cedae? Rodrigo Maia liderar reforma tributária só me faz rir. Este deputado, com pouco mais de 74 mil votos (que baita representação, hein?) só sabe dizer que é muito difícil caminhar com as reformas, e alude que o Executivo não articula. Ele precisa explicitar o que é articulação no entendimento dele. Articular é tentar vingar a perda do seu indicado no Fundeb? Que me desculpe o autor do artigo, com mesmos usos e costumes o Rio de Janeiro não tem jeito. Lamentável para o Brasil, mas essa é a realidade, que infelizmente Paulo Rabello não vê. Nem mesmo a espúria manutenção das sedes de Petrobrás e do BNDES no Rio consegue estimular o Rio a se levantar.

Abel Cabral 

abelcabral@uol.com.br

Campinas

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‘HABEAS CORPUS’ PREVENTIVO

Em face do aumento da truculência de alguns participantes do governo Bolsonaro e agregados, contra a imprensa, contra outros Poderes e contra jornalistas e entidades que não rezam pela cartilha bolsonarista, estou preocupado com nosso futuro. Será que é algo equivalente a um habeas corpus preventivo para a hipótese de a economia brasileira não alcançar um novo “milagre econômico” até o fim deste ano ou, pior, até as eleições presidenciais de 2022? Agora eu que estou com medo!

Carlos Gonçalves de Faria 

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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UMA CHANCE

O maior drama do País hoje é o desemprego. A trágica herança do petismo-banditismo e sua gente corrupta aflige quase 12 milhões de pessoas e suas famílias. Para os jornalistas, é apenas uma estatística e matéria para jornal. Para servidores, inativos e aposentados, um assunto irrelevante. Mas, para os desempregados, que não conseguem pagar suas contas nem sequer alimentos, fica o gosto amargo de ver funcionários de estatais com altos salários e estabilidade fazerem greve remunerada para pedir ainda mais; fica a revolta de ver que magistrados recebem diversos auxílios e tanto desperdício de dinheiro (STF, Congresso, etc.) para nenhum retorno. Torço para que o País volte a ter crescimento econômico para minimizar essa terrível situação e permitir que particularmente nossos jovens tenham alguma chance no “país do futuro”.

André Luis Coutinho 

arcouti@uol.com.br

Campinas

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HUMILHANTE E CRUEL

Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em janeiro, o salário mínimo necessário para o sustento de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 4.347,61. Esse valor é 4,18 vezes o salário em vigor em janeiro, R$ 1.039,00. E pensar que milhões de brasileiros desempregados, muitos há mais de dois anos, se esforçam na busca de um emprego que, pelo menos, lhes proporcione esse mísero valor. O desemprego é um castigo imenso para o homem de bem, pois aniquila sua dignidade, seu respeito e sua credibilidade. É humilhante e cruel viver assim!

Jomar Avena Barbosa 

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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OTIMISMO

O brasileiro sempre foi considerado um indivíduo de natureza otimista e, por consequência, um esperançoso contumaz e sempre, em épocas difíceis, com a honesta expectativa de dias melhores. Não sem razão, por que o que estamos assistindo? Que lenta e silenciosamente o País vem se transformando e alcançando patamares de nação moderna. Se não, vejamos. De investidores rentistas que predominavam no mercado nacional nota-se uma mudança de rumo e eles estão derivando para aplicações de risco. A inflação e os juros oficiais estão contidos em níveis decentes e saudáveis. Está sendo rompida a maldição da correção monetária e dos preços atrelados à inflação ou ao dólar, com contratos, mesmo com os juros de agiotagem dos bancos, com parcelas fixas e isentas de correção. Politicamente, saímos do dueto PT/PSDB e temos outros atores, que sendo bons ou ruins, não importa, deixamos de ter mais do mesmo. Uma bolsa de valores vibrante, com empresas, uma atrás da outra, abrindo-se ao mercado, com lançamentos milionários de IPOs. O BNDES livrando-se de ações da Petrobrás, transferindo-as para o mercado, num processo tranquilo e sem sobressaltos de ações nocivas de sindicatos. Acrescente-se a isso a associação da Embraer com a Boeing, concluída sem qualquer alvoroço. Um Congresso, mesmo com alguns antigos defeitos, trabalhando e apreciando matérias do mais interesse do País. Uma legislação trabalhista moderna que extinguiu o pernicioso recurso de alguns advogados de pedirem tudo em ações judiciais, acuando empresas e empresários, com a pretensão de conquistar o máximo. Nosso desemprego continua alto, é bem verdade, mas com tendência de queda, observando-se que jamais atingiu níveis de alguns países europeus na crise da década passada. E até a questão de gênero está se ajustando, não fugindo à realidade universal. Finalmente, a robustez das nossas instituições, não obstante algumas nocivas figuras, resistindo aos solavancos de uma jovem democracia. Acho que podemos clamar: futuro, aguarde-nos.

Éden A. Santos 

edensantos@uol.com.br

Barueri

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POBRE BRASIL

O governo Bolsonaro até que vai bem, mas quando ele abre a boca só diz besteiras e nossas esperanças cessam. Pobre Brasil!

Laert Pinto Barbosa  

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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DISCURSOS

Ministério técnico e eficiente foi o que prometeu o discurso de Jair Bolsonaro para se eleger. Aos poucos, vai ficando para trás. Agora só está gerenciando a ignorância.

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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GOVERNO BOLSONARO

De alguma forma, em algum momento, a central de falta de tato instalada no Planalto acabará se complicando além da cota política aceitável – até porque, se expressado em “libras”, ficará ininteligível e seguramente não será domesticamente aceitável. Entretanto nada surpreende, uma vez que sabíamos que não tínhamos um estadista, e sim apenas um arrasa quarteirão.

Francisco José Sidoti  

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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FURO

Caíram de pau, pedra e paralelepípedos em cima do presidente Jair Bolsonaro quando ele, no seu cantinho preferido do Palácio da Alvorada, citou, a respeito da CPI das fake news, que a jornalista Patricia Campos Mello queria dar um furo contra o presidente. Todos pensaram “naquilo”, porém ele se referia ao furo jornalístico, uma notícia em primeira mão, chamada “furo” no jornalismo. Todos estavam errados ao insinuar que o presidente faltou com educação com a jornalista, declaradamente petista. Senhor presidente, nesta você matou a cobra e mostrou o pau. Perderam os que o criticaram. Furo é furo sempre.

Jose Pedro Naisser 

jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

O Brasil vai bater todos os recordes de desmatamento e destruição da natureza este ano, e as propostas do governo para o meio ambiente são catastróficas, foram feitas sem qualquer estudo ou embasamentos técnico. O estrago será gigantesco e irreversível. A ocupação das terras indígenas, o aumento de 20% para 50% na exploração das fazendas na Amazônia, a dispensa de estudo de impacto ambiental para as hidrelétricas no Pantanal, legalizar e liberar a mineração na Amazônia. De todas as sandices que o governo Bolsonaro segue fazendo, as mudanças na gestão ambiental são as que trarão os maiores prejuízos ao País, e as mudanças são irreversíveis e não dependem de aprovação alguma do Congresso, uma vez que são ordenadas diretamente pelo presidente da República, que já garantiu acabar com a fiscalização e as multas ambientais. O Brasil espera que os generais do governo protejam o verde da bandeira brasileira e ponham um paradeiro nas loucuras do capitão Bolsonaro.

Mário Barilá Filho 

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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RETROCESSO

Ultimamente o Brasil tem andado para trás. Não bastasse um presidente retrógado, agora temos quebra de disciplina de força armada e motim em quartel. Por outro lado, um senador troca o automóvel oficial por um veículo usado na construção civil com o intuito de quebrar a barreira que os amotinados haviam colocado. Moral da história: democracia, ética e padrão civilizatório em franco retrocesso!

José Eduardo Bandeira de Mello 

josedumello@gmail.com

São Paulo

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75 ANOS DE MONTE CASTELO

Conquista do Monte Castelo, símbolo de campanha da FEB na Itália, faz 75 anos (Estadão, 21/2). A conquista do Monte Castelo foi muito mais um testemunho de bravura e sofrimento de brasileiros do que um primor de uma máquina militar desenvolvida. Gente que mereceria a recordação, cuja lembrança, por imposição de qualquer critério de justiça, haveria de estar sempre viva na mente dos brasileiros. Mas na semana passada, no dia 21 de fevereiro de 2020, exatos 75 anos depois daquele fatídico dia de neve, a história ironicamente passou em branco. Não se festejaram nas escolas os feitos dos pracinhas, não se assistiram a especiais na televisão, programas nas rádios, manifestações e eventos públicos. Nada. Ou muito pouco.

Marcelo P. Machado 

marcelo@mpmachado.adv.br

Vitória

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O VALOR DA HISTÓRIA

Foi muito bom ler nas páginas da edição de 21/2 a matéria evocando um dos muitos feitos heroicos protagonizados pelos militares brasileiros em defesa da democracia nos campos da Itália, a tomada de Monte Castelo. Que venham outras matérias, em especial quando o mundo irá celebrar os 75 anos da vitória dos aliados. Exaltem aqueles que até hoje são chamados pelos italianos de Liberatori!

Marco Antonio Esteves Balbi 

balbi393@gmail.com

Rio de Janeiro

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RECADO A CABRAL

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou um recado dizendo que eventual delação do ex-governador Sérgio Cabral não reduzirá a pena de mais de 280 anos de prisão. Para o bom entendedor, meia palavra basta, ou seja, não faça delação!

Walter Rosa de Oliveira 

walterrosaoliveira@gmail.com

São Paulo

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QUASE LÁ

Sérgio Cabral roubou US$ 120 milhões (R$ 520 milhões) e foi condenado a 282 anos de cadeia. Fez uma delação premiada, se dispôs a devolver R$ 380 milhões e quer ser solto! Como vivemos no país do faz de conta, logo, logo, ele sai numa boa, e vai rir de nossa cara, em Paris, com os milhões de dólares que sobraram.

Paulo Sergio Arisi 

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Em política, é tida como oportunista a prática de tirar proveito de circunstâncias ou fatos com pouca ou nenhuma consideração por princípios e pelas consequências que advirão para os governados. Exemplo claro de oportunismo é o trabalho dos partidos e dos políticos que estão correndo atrás do apresentador José Luiz Datena para ser candidato a prefeito de São Paulo. A maior cidade do Brasil não merece isso. Quais são as credenciais do senhor Datena? As bobagens que ele fala na TV? É profundamente antidemocrática a movimentação daqueles partidos que propõem sua candidatura. Pobre democracia.

Euclides Rossignoli 

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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PÁGINA VIRADA

Meu conselho a Datena: cada qual no seu quadrado. Ele ouve o canto da sereia política no seu ouvido a cada período eleitoral e fica delirando, mas vamos falar sério: São Paulo merece mais! Muito mais do que Datena, um apresentador sem experiência política e, ainda, aliado a Bruno Covas, que está flertando com o PT, chegando a dar cargo na administração paulistana a gente envolvida com a Operação Lava Jato, como o réu e sempre petista Cândido Vaccarezza, hoje filiado ao Avante, para despistar, e que ganhou de Bruno uma diretoria técnica no Hospital Dr. Ignácio Proença de Gouvêa, na Mooca, mesmo estando impedido desde 2017, por ordem de Sérgio Moro, de ocupar cargos nas administrações públicas! Concluindo: São Paulo merece muito mais do que PSDB que, ao fim e ao cabo, acabamos por descobrir que sempre foi parceiro do PT. Viramos esta página.

Mara Montezuma Assaf 

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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FÉRIAS MERECIDAS

O apresentador da Rede Bandeirante José Luiz Datena já avisou que, quando chegar a época de seca, entrará em férias, pois não haverá matéria referente às chuvas, enchentes e veículos boiando em locais inundados, mesmo reprisando, como sempre, as mesmas notícias. Datena está coberto de razão, afinal “irradiar” diariamente, por anos, os mesmos fatos deve ser muito estressante. Férias merecidas!

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FAIR PLAY FINANCEIRO

O Manchester City foi suspenso das duas próximas edições da Champions League. E por quê? Porque violou o chamado fair play financeiro. Mascarou seus resultados financeiros, suas receitas, para comprar jogadores. Por que não adotam isso no futebol brasileiro? Com certeza, não teríamos os grandes clubes do Rio, de São Paulo, Belo Horizonte, etc. nas dificuldades em que se encontram, com suas despesas excedendo suas receitas, passando a ter um passivo a descoberto. Por isso estamos alguns anos luz atrás do futebol europeu. Enquanto na Europa o futebol é tratado com profissionalismo e seriedade, no Brasil temos amadores e brincalhões.

Panayotis Poulis 

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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FAIR PLAY E PUNIÇÃO

Clubes da Série A dizem apoiar a aplicação do fair-play financeiro (Estadão, 20/2). O clube que descumprir a medida poderá ser rebaixado, proibido de registrar novos jogadores e desclassificado de competições. Até aqui, se acontecer, as punições são para os clubes e, principalmente, os seus torcedores. Mas e a punição aos culpados, efetivamente, pelos erros cometidos, que são os presidentes e dirigentes dos clubes faltosos, qual será a punição?

Arcangelo Sforcin Filho 

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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