Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2020 | 03h00

Saúde pública

Melhor prevenir


Como era de esperar, o coronavírus chegou ao Brasil. Vindo da Itália. Não temos ideia de quantos possíveis portadores desse vírus já desembarcaram aqui, uma vez que o período de incubação pode chegar a 14 dias; portanto, sem diagnóstico comprovado. Mas, verdadeiramente, não há motivo para alarme. Mas há motivo para alertas. O Brasil é um país que recebe grande número turistas, além de ter enorme ligação com a Europa, motivada pelas várias empresas que enviam seus executivos em viagens empresariais, em especial para São Paulo. Vamos aos números: o Município de São Paulo tem cerca de 13 milhões de habitantes. Nas cercanias está localizado o aeroporto de Guarulhos, que conta com mais de 30 mil funcionários e nele circulam diariamente cerca de 250 mil pessoas. É de lembrar também o Aeroporto de Viracopos, com voos internacionais. A Rodoviária do Tietê, por onde circulam aproximadamente 90 mil pessoas por dia, recebe turistas de pelo menos cinco países da América Latina. Isto posto, pergunto: onde está o prefeito de São Paulo, que ainda não veio a público tranquilizar a população, mostrando claramente os planos e medidas de prevenção que devem ser aplicadas imediatamente, para que possa ser evitado um mal maior? Os postos de saúde municipais, por exemplo, já estão preparados e aptos para receber, se for o caso, demandas para diagnósticos? Existem máscaras disponíveis para uso preventivo? Já estão disponíveis leitos para eventuais internações? Prevenir é melhor e muito mais barato que remediar!


DAVID ZYLBERGELD NETO

DZNETO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Campanha nacional


Sem tratamento específico e sem vacina, a melhor arma contra o coronavírus é a prevenção. Para não dizer a única. Esta semana o Brasil teve seu primeiro caso confirmado. Motivo para pânico? Não. Mas há que promover uma campanha nacional em prol de medidas de higiene pessoal e outras recomendações que muito nos podem ajudar a enfrentar essa doença enquanto ainda é tempo.


JORGE A. NURKIN

JORGE.NURKIN@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Risco de pandemia


Esse paciente que testou positivo para o coronavírus em São Paulo foi mal triado pelas autoridades de saúde tanto na sua partida da Itália quanto na chegada ao Brasil. O risco de pandemia é real e o controle dos passageiros nos portos e aeroportos, quer estejam embarcando ou desembarcando, tem de ser mais rigoroso.


JOÃO MANUEL MAIO

CLINICAMAIO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


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E a dengue?


É incrível a diferença entre o tratamento dado ao novo coronavírus e ao vírus da dengue. Os dois causam doenças graves, que podem levar à morte. Se o Brasil tratasse a epidemia de dengue com a mesma seriedade com que o mundo trata a Covid-19, essa doença já teria sido erradicada.


MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Depois do carnaval

De volta à realidade


Passados os dias de festa, o Brasil volta à realidade. Como se diz, as coisas neste país só funcionam depois do carnaval – mesmo cheio de furtos, roubos e tiroteios. Pensando assim, a esperança é que todos cumpram suas promessas, especialmente os políticos, e se retomem as propostas do Executivo guardadas nas gavetas. Aliás, espera-se que o Legislativo dê a devida atenção às reformas – sem pensar apenas nos próprios interesses.


JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Eleições municipais


O carnaval terminou e, na prática, 2020 vai começar. Este é um ano especial por ser bissexto e haver eleições. A temporada de caça ao eleitor vai começar. Surgirão candidatos prometendo mundos e fundos, especialmente aos moradores das periferias: rede de esgoto, luz elétrica, escolas, hospitais, asfaltamento de ruas, água tratada, etc. Eles invadirão nossa vida pela televisão, pelas redes sociais, com carros de som, tomarão café carregando crianças no colo. Mas o eleitorado precisa ficar atento, porque depois da eleição nunca mais verá esses mesmos candidatos, tenham sido derrotados ou eleitos.


JOMAR AVENA BARBOSA

JOAVENA@TERRA.COM.BR

RIO DE JANEIRO


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Promessas


É, vêm aí as eleições municipais e os candidatos vão prometer acabar com a pobreza, a violência, a falta de atendimento na saúde, etc. Haverá, de fato, uma melhora na qualidade de vida... para os que forem eleitos!


LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO


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Economia

Dívida pública


Pedro Fernando Nery contesta a necessidade de auditoria da dívida pública (O mito da auditoria, 25/2), sem considerar, a meu ver, o interesse de grande parte da população que exige maior transparência no seu trato. Queremos ao menos saber, objetivamente, o valor numérico dos juros e correções mensais da dívida pago por nós. Por justo, acho que não deveriam exceder o que os bancos repassam em fundos de baixo risco aos poupadores brasileiros.


ARI COSME FRANCOIS

ARIFRANCOIS@HOTMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO


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Questão de justiça

Sem protelações


O sistema judicial dos EUA é exemplo de bom funcionamento. O chefão do cinema Harvey Weinstein, condenado pelo tribunal do júri de Manhattan, foi algemado e levado para a prisão, enquanto aguarda a pena. Aqui, no Brasil, depois de todos os trâmites do inquérito, da ação, da sentença dos tribunais, aguarda-se o trânsito em julgado para que a presunção de inocência cesse em definitivo...

É a terra da impunidade!


CARLOS HENRIQUE ABRÃO

ABRAOC@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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CORONAVÍRUS NO BRASIL


Até há pouco, o País ainda estava livre do agente viral made in China. Infelizmente, ele acaba de chegar ao Brasil. Coronavírus, seja muito malvindo. Xô!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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PACIENTE ZERO


Apenas no fim do carnaval veio a confirmação do primeiro caso de CoVid19 no Brasil. Estranho? Talvez não. O lobby do carnaval pode ter sido maior...


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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PÂNICO


Os filmes de terror marrom são o Ibope de muitas programações jornalísticas televisivas. À procura do raro ouro, esses órgãos midiáticos propugnam pelo direito absoluto à liberdade de imprensa. Não há nenhum direito absoluto, nem mesmo à vida, que nos pode ser ceifada, em estado de necessidade ou de legítima defesa de outrem. Ninguém pode gritar fogo num ambiente lotado. Do mesmo modo, sem dar margem à eterna discussão sobre a natureza dessa liberdade pública, passar o dia todo um canal televisivo a falar do primeiro caso de coronavírus detectado em São Paulo e atendido pelo hospital de excelência Albert Einstein, a mencionar os demais passageiros do avião, etc., tudo no sentido de criar pânico – mercadoria altamente vendável –, cria temor e fraqueza das defesas orgânicas da população, em favor de vultosos e fáceis lucros.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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ATENÇÃO


Com o coronavírus tomando conta da mídia no Brasil, todo o cuidado é pouco para acompanhar as atividades do Congresso.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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GOVERNO BOLSONARO


É gravíssima a notícia de que o atual chefe do Executivo federal esteja incentivando o povo a sair às ruas em manifestações contra o Congresso e a Suprema Corte. Além de endossar os recentes ataques de seus ministros contra o Congresso Nacional e de ter comparado os juízes do STF a hienas, agora o presidente do Brasil convoca (direta ou indiretamente, pelas redes sociais) a população para protestos contra o Parlamento e o Supremo, numa falsa ideia de que estes são inimigos da Nação, atitude que fere de morte a separação de Poderes (cláusula pétrea nos termos do artigo 60, parágrafo 4.º, inciso III da Constituição federal e princípio basilar do Estado de Direito). Assim, Jair Bolsonaro pode ter cometido crime de responsabilidade sujeito a um impeachment, na esteira do que preconiza o art. 85, II, da Carta Magna c/c art. 4.º da Lei n.º 1.079/50. Que o Legislativo e o Judiciário reajam à altura de qualquer rompante autoritário que vise à subjugação dos demais Poderes da República, vilipêndio dos direitos políticos dos parlamentares, cerceamento do exercício da magistratura ou ultraje aos direitos e garantias fundamentais dos cidadãos. Neste momento em que as forças governistas tentam se impor como “salvadoras da Pátria”, atacando a imprensa ou ofendendo a dignidade daqueles que legislam, julgam ou ousam pensar de forma diferente, mostra-se urgente, imperiosa e inadiável a união entre as oposições, a sociedade civil e as demais instituições numa defesa vigorosa e inegociável do regime democrático.


Thieser Farias thieserfarias94@yahoo.com.br

Santa Maria (RS)


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TRISTE FIM DE BOLSONARO QUARESMA


Bolsonaro Quaresma, em sua incapacidade de fazer política, recorre aos incautos, desavisados e sequazes. Afinal, em sua luta contra “os políticos de sempre”, só mesmo por outro político de sempre, a saber: ele mesmo. Na luta contra os “inimigos do Brasil”, nada como um autêntico “patriota, cristão, justo e incorruptível”. No dia 15 de março, além da estreia do GP de Fórmula 1 em Melbourne, teremos também o grande levante do Messias. Sim, aquele que nunca foi está de volta. Pronto para ser ridicularizado por uma grande parcela da população. Certamente, neste ritmo frenético e messiânico, o triste fim de Bolsonaro Quaresma será mesmo pelas armas dos cidadãos brasileiros, as temíveis urnas eletrônicas.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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BOLSONARO X CONGRESSO


Gravíssima a fala de Bolsonaro incitando o povo para ato contra o Congresso e STF, que não devem, na minha opinião, se calar ante tal ofensa. Chamar de “inimigos do Brasil” qualquer pessoa que discorde dele não me parece atitude de um governante sério e responsável. A menos que pretenda acabar com a democracia, conquistada pelos brasileiros a duras penas!


Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru


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EXAGERO


O presidente Jair Bolsonaro já deu várias demonstrações de despreparo para o cargo que ocupa – quanto a isso não resta dúvida. Mas não acredito que o vídeo postado por ele em sua conta particular de WhatsApp, conclamando a população a participar de ato público no próximo dia 15 contra o Congresso, tenha o significado de uma possível intenção de fechar o Parlamento através de um golpe de Estado, como querem fazer crer parlamentares da esquerda que estão atabalhoadamente disparando protestos nas mídias e redes sociais. Para começar, se ele tivesse mesmo essa intenção, não precisaria convocar um ato público prévio. Além disso, e mais importante, um golpe desta natureza, em qualquer lugar do mundo, precisaria do apoio massivo das Forças Armadas. Ao contrário do que aconteceu em 1964, em que o descontentamento dos militares com o então presidente João Goulart era evidente, não há notícias de que algum militar, seja participante ativo do atual governo ou fora dele, tenha dado algum tipo de declaração desalinhada dos princípios republicanos e da democracia. A estratégia de Bolsonaro, com esta convocação, é meramente pressionar o Congresso a flexibilizar as negociações quanto ao orçamento impositivo e a reforma administrativa. Hoje em dia, é preciso bem mais que um cabo e um soldado para dar um golpe de Estado.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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FHC


Fernando Henrique Cardoso fala em ‘crise de consequências gravíssimas’ (Estadão, 26/2). Talvez o equívoco seja meu. Pode ser que no decorrer dos governos Lula e Dilma, que culminaram com 15 milhões de desempregados e a roubalheira indiscriminada, em todo o Brasil, ele também tenha se pronunciado, porém a imprensa não deu eco a ele. Se assim foi, loas a FHC. Se ele se calou durante todo esse período de quase 20 anos, pronunciamentos agora deixam de ter qualquer valor. Mostrar medo, que não é outro o sentimento que o domina, diante de uma possível manifestação do povo, se configura em atitude antidemocrática. Se é o medo que ora nele prevalece, nada mais efusivo do que a possível reação popular. Era esse sentimento de medo que vinha faltando aos políticos em geral. Não é possível conceder planos médicos para filhas até 33 anos; travar a economia com instituição de fundos eleitoral e partidário; impedir a colocação em plenário de PEC da Bengala, impedimento de juízes do STF, prisão após condenação em 2.ª instância; estabelecer, a priori, que a reforma administrativa não será aprovada neste ano de jeito nenhum; e nada acontecer. Ah, ia me esquecendo, diante desses fatos todos FHC se calou ou foi a imprensa que deixou de reverberar sua indignação?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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IGUAIS NA ESSÊNCIA


A convocação do presidente Bolsonaro por WattsApp, método totalmente incompatível para um governo legalmente constituído, para um ato no dia 15 em defesa do seu governo e contra o Congresso e o STF, tenta insuflar a população contra instituições legais da Republica. Embora, obviamente, não exista a menor possibilidade de acontecer o mesmo resultado catastrófico ocorrido com o ex-presidente Fernando Collor Mello, que inclusive apressou o seu impeachment, a falta de respeito às instituições, à população como um todo e aos meios democráticos amplamente disponíveis para governar aproxima os dois casos, na essência.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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FARSA PALACIANA


As gloriosas cores verde-oliva ensaiam golpe contra as instituições. Nada é feito de afogadilho. O plano sempre foi este. Torpedear o bom senso. Insultar o direito alheio. Governo que não sabe conviver com críticas é estarrecedor e fraco. No devido tempo, expondo pretextos espúrios, resolveram solapar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. O destempero caiu na cabeça de quem foi eleito democraticamente. Afronta-se a legitimidade das urnas. Violenta-se o direito do cidadão. Fica evidente, diante do plano sórdido de Bolsonaro e capachos da torpeza e do mal, que o vídeo vazado do ministro Augusto Heleno insultando o Congresso foi proposital. Serviu como senha nefasta e ditatorial para desacreditar o Brasil no cenário internacional. O povo e a imprensa não admitirão servir de pasto para o estapafúrdio cenário antidemocrático que se desenha. Lutarão até o fim para não voltar a ser penalizados por prepotentes de plantão. Deputados, senadores, vereadores, prefeitos, ministros e governadores saberão repudiar a farsa palaciana. O Brasil não se transformará em rios de sangue para satisfazer os apetites doentios daqueles que foram consagrados pelas urnas. E agora, melancolicamente, se voltam contra elas. Os abutres e hienas dos conchavos sorrateiros estão nus. Conduzidos e humilhados pela colossal fraqueza de gestos, atitudes, pobreza de espírito, covardia e hipocrisia. Que tomaram conta de suas almas.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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ROLANDO LERO


Ainda licenciado do trabalho, o mala erudita, ministro Celso de Mello, ao estilo Rolando Lero, divulgou um belicoso ataque ao presidente Jair Bolsonaro porque este houve compartilhar entre seus seguidores a maciça convocação que grassa nas redes sociais para o movimento do próximo dia 15 de março a seu favor e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. Procurando entender o ameaçador decano, “apertei a tecla sap, pedi ajuda aos universitários e às cartas”, sem sucesso. Socorrido pela óbvia lucidez do flanelinha de minha rua, concluí que o ataque do ministro reforçou a máxima “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Ministro, cuide do telhado de vidro de sua casa antes de falar do telhado dos outros. Sugiro renovar até novembro a sua licença médica ou pedir para sair desde já, pelo bem das instituições. Pronto, falei!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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BOLSONARO E A VERDADE


A honestidade e a verdade de Bolsonaro lembram o saudoso Nelson Rodrigues: se me pegarem na cama com uma “gostosa pelada”, apartem que é briga!


Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo


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DEMOCRACIA EM RISCO?


A democracia vai ser ferida de morte não pelo protesto do povo nas ruas. Mas pela omissão dos demais Poderes em não considerar que o poder emana do povo e deve estar na direção dos anseios do povo. Após anos de fracasso da esquerda e de roubalheiras, queríamos ver alguém no poder que pudesse se alinhar com os anseios da grande maioria do povo brasileiro. A maioria elegeu o atual presidente, mas o boicote é geral. O que está errado em se manifestar contra a velha política que rejeita os novos tempos e contra as velhas táticas da esquerda radical do quanto pior, melhor? O Congresso a todo momento, de maneira clara e intencional, se contrapõe às medidas do Executivo numa posição de enfrentamento, de disputa de poder e – por que não dizer? – de boicote? Essa é a visão dos formadores de opinião e dos que têm capacidade de analisar comportamentos. O povo não quer ver o presidente fazendo conchavos e patrocinando mensalões e mensalinhos do Congresso – como foi feito há mais de 25 anos nos governos do PSDS e do PT. A população quer transparência. Essa transparência que mostra, agora, quem é quem nestes novos tempos. Não é o Executivo, e sim o Congresso que insiste em ir na direção contrária aos desejos da Nação. Este é o maior risco: o da ingovernabilidade, provocado pela intransigência e disputa inconsequente, vetando por vetar, boicotando e a todo momento ameaçando o governo. Os protestos fazem parte da democracia. Ou não?


Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo


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O BRASIL NA UTI


O paciente Brasil, por incompetência, mazelas e falcatruas, entrou numa UTI, e se a intenção verdadeira é salvá-lo, não existe outro medicamento que não seja um choque institucional. Há que remover desse paciente todos os nódulos cancerígenos instalados propositalmente em seu corpo, com reflexo numa destrutível metástase social, e não poderá ser feito pelas digníssimas excelências de todas as esferas que preferem vê-lo morto a recuperar-se com outros ideais. Há que estar muito acima de tudo para recuperar-se.


Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão


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IMPEACHMENT?


Deputado Alexandre Frota disse que vai entrar com pedido de impeachment contra o presidente Bolsonaro. Em primeiro lugar, quem decide o impeachment é o povo; em segundo lugar, Frota deve explicar por que quando se elegeu na onda bolsonarista não criticou as manifestações. Crise institucional pratica o Congresso Nacional quando não vota leis que interessam aos brasileiros. Por falar nisso, como será seu voto sobre prisão em segunda instância?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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IMPEACHMENTS


Por que os comentaristas na mídia, nos jornais e nas revistas não reverberam e apoiam a demanda popular – nas redes sociais – de impeachment de Davi Alcolumbre, Rodrigo Maia, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes? Razões democráticas e morais não faltam. Eles estão emperrando o saneamento do País.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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PIADA SEM GRAÇA


Só pode ser gozação de bloco carnavalesco, uma fake WatsApp news, esta piada de convocação popular, em 15 de março, para golpe de fechar Congresso para o salvador da Pátria se entronizar como Brasilis Imperator! Seria engraçado como tema de carro alegórico da Desunidos da Bravata e tragicômico como piada de quarta-feira de cinzas no Brasil.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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AGITAÇÃO


O motim dos policiais no Ceará, a retroescavadeira e os tiros no coronel Cid Gomes, o anúncio do primeiro caso do Covid-19 no Brasil e o compartilhamento de vídeo pelo presidente Bolsonaro conclamando a população contra o Congresso Nacional causaram mais agitação do que a festa do rei Momo. Basta o truculento e mal educado Bolsonaro abrir a boca para causar polêmica e receber críticas. A grande maioria dos nossos parlamentares não goza da simpatia popular. O todo-poderoso condenado Lula da Silva se referiu a eles chamando-os de “uns 300 picaretas”, e ficou por isso mesmo. O povo deve, sim, sair às ruas protestar contra os congressistas e o STF. Essa é a verdadeira democracia.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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MITO OU VERDADE?


Dizem os entendidos que no Brasil o ano só começa depois do carnaval. Um período institucionalizado pelos colonizadores católicos que “pegou” por aqui com mais força do que em sua origem europeia. É curioso que, entre tantas características dos nossos antepassados da Europa, justamente essa tenha se entrelaçado com tamanha intensidade na vida do brasileiro, enquanto outras, como a pontualidade, o compromisso social, o apego ao trabalho e o cuidado com o que é público, sempre deixaram a desejar aqui por estes lados do Atlântico. Criado pela imprensa do Rio de Janeiro, então capital da República, no início do século passado, o Rei Momo é uma figura folclórica baseada em similar europeu do século 16, a quem a cidade seria entregue, e este monarca autoriza a desordem e a desobediência às convenções sociais. Dessa forma, o brasileiro se sente “autorizado” a adotar um comportamento promíscuo, com apelo exagerado para a sensualidade e o sexo casual com desconhecidos, além do consumo excessivo de álcool e de outras drogas. Esta praga se alastrou Brasil afora e até mesmo a capital paulista, antes considerada como o “túmulo do samba”, em que o carnaval não era mais que mero feriado, sofre as consequências dos blocos que invadiram a metrópole e a periferia com milhares de foliões pulando, cantando e fazendo todo tipo de desordem. Resultado: alguns bairros, antes pacíficos e agradáveis, viram palco de sujeira e barulho além do saudável para os ouvidos e violência, furtos e roubos em nome de uma festa profana, que se mascara como democrática. É democracia qualquer um poder “festejar”, enquanto os moradores que não desejam a folia ficam impedidos de sair de casa e utilizar seus próprios bairros, ambulâncias têm dificuldade de transitar, além do mau cheiro de urina e dos atos violentos que ganham força e deixam para trás sujeira, degradação e vandalismo, e autoridades comemoram o número de turistas emporcalhando a cidade?


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul


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SEM POLÍCIA


Só na terça-feira (25) foram registrados 25 assassinatos no Ceará, um número quase sete vezes maior que o da terça anterior (17), véspera da eclosão do motim de policiais, quando morreram três.  Na semana de greve, o Estado registrou 170 mortes. Esses dados destacam a importância dos trabalhos policiais. Desde 1997, quando policiais mineiros fizeram a primeira greve e um policial morreu, a classe luta por avanços salariais e profissionais. Em 12 Estados há pressão nesse sentido. A polícia existe desde que o mundo é mundo e seus profissionais são diferenciados. Por isso, não têm o direito legal de entrar em greve nem de fazer ações que reduzam a eficiência do seu trabalho. Os governantes não devem se aproveitar disso para negligenciar as reivindicações. É importante atender todas as que puderem. Sem polícia a sociedade padece e, mais do que o patrimônio, a vida tanto dos grevistas quando do povo corre sério risco.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                      


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SETOR PÚBLICO BRASILEIRO


Conforme o artigo de Joice Toyota e João Villaverde (As transformações do setor público brasileiro nos anos 20, Estadão, 25/2, A2), o governador Flávio Dino se considera “um nutricionista do setor público”. A verdade é que, como todo mandatário da esquerda, Dino é bom em nutrir comissionados e criar secretarias. Até março de 2019 ele aumentou em 50% o número desses cargos herdados de Roseana Sarney. Também em março de 2019, reajustou em 20% as gratificações dos comissionados. As secretarias? São inacreditáveis 37! Comunistas e socialistas nunca devem ser usados como exemplo ou referência para “melhorias consistentes” da gestão pública.


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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