Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2020 | 03h00

Saúde pública

Coronavírus


O pânico pode fazer mais vítimas do que a própria doença. Claro está que providências devem ser tomadas e, ao que parece, já estão em vigor, mas certamente o que será mais eficaz é o isolamento temporário, ou seja, evitar aglomerações, viagens, desfiles e blocos de carnaval – que, para alguns, ainda não acabou – e seguir o exemplo dos países onde o vírus já se instalou, utilizando os recursos da tecnologia que nos poderão ajudar, como a internet e as transmissões por vídeo. Mas sem a colaboração consciente e responsável de cada cidadão será mais difícil para as autoridades fazerem a sua parte.


VERA BERTOLUCCI

VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Pandemias


Houve três grandes pandemias causadas pelo vírus influenza (tipo A) no século 20: a gripe espanhola (vírus subtipo H1N1), em 1918, com 40 milhões de mortes; a gripe asiática (vírus subtipo H2N2), em 1957, com 4 milhões de mortes; e a gripe de Hong Kong (vírus subtipo H3N2), em 1968, com 2 milhões de óbitos. Nas últimas cinco décadas houve grandes avanços na medicina, com novas vacinas. Na pandemia de gripe A (vírus subtipo H1N1), em 2009, foram mais de 200 mil mortes. Investimentos em pesquisa, vacinação das pessoas, protocolos de segurança e esclarecimento da opinião pública são fundamentais. A minissérie Pandemia é uma amostra do que estava sendo feito no mundo à espera de novo surto global, antes da chegada do novo coronavírus (Covid-19).


LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS


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Quarta-feira de Cinzas


Neste ano bissexto, a Quarta-Feira de Cinzas fez jus ao nome: a bolsa despencou 7% (8 mil pontos), o dólar disparou a R$ 4,44 e o coronavírus chegou ao Brasil. Com efeito, 2020 não promete. Oremos...


J. S. DECOL

DECOLJS@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Governo Bolsonaro

Pautas-bomba


A equipe econômica teme aprovação de pautas-bomba no Congresso, como “troco”, tendo em vista o compartilhamento de mensagens conclamando a população a se manifestar contra os parlamentares e o Supremo Tribunal Federal. Os congressistas, se aprovarem as tais bombas, vão dificultar muito a atuação do governo Bolsonaro. Mas, na verdade, o maior prejudicado, como sempre, será o nosso sofrido povão.


J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ


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Perguntar não ofende


Será que está correto colocar nas mãos dos congressistas mais R$ 30 bilhões, dinheiro do contribuinte, que, juntamente com o dinheiro já destinado ao Fundo Partidário e ao financiamento público de campanhas eleitorais, serão destinados a obras eleitoreiras, sem fiscalização do Tribunal de Contas da União? O povo brasileiro não pode ficar alheio à votação pelo Congresso Nacional do veto do presidente da República ao orçamento impositivo.


JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

JWLCOSTA@BOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Patético


Existe parcela significativa da sociedade brasileira que ainda acredita que o presidente Jair Bolsonaro cumpra o seu papel, como o homem que nos livrou do corrupto lulopetismo. Mas para isso ele precisa começar a ser menos patético.


FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Alesp

Desempenho dos inativos


Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) os deputados estaduais agem confortavelmente. Focamos no Congresso Nacional e nos esquecemos de vigiar esses mais de 90 parlamentares, que só aprovam o que lhes interessa. Sem fiscalização e com o eleitor distraído, tudo fica fácil. A imprensa também precisa colocar lá as suas lentes. Quando as luzes são acesas, eles fogem.


IZABEL AVALLONE

IZABELAVALLONE@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Inundações paulistanas

História antiga


Esse assunto é antigo e recorrente. Sempre me vem à memória o alerta e conselho do saudoso professor Ary França, nos idos de 1959, na USP: “Geógrafo previdente não compra casa em baixadas ou fundos de vales na cidade de São Paulo”. Essa observação, sem dúvida, está ligada ao sítio urbano paulistano. Desde os primórdios do assentamento português na região, os habitantes (índios e colonizadores europeus) procuravam as colinas, evitando as várzeas, sujeitas a alagamentos no período chuvoso. A palavra indígena Piratininga (peixe seco) já dá uma pista das condições geográficas de São Paulo: as lagoas que se formavam na época das chuvas, ao refluírem no período seco, deixavam peixes aprisionados, que secavam ao sol, servindo de alimento às garças e outros animais da fauna local. Grandes chuvas e inundações são mencionadas em nossa região desde o século 16. Há fotografias da cheia de 1929 que mostram um verdadeiro “mar” separando as margens direita e esquerda do Tietê. O rio, cheio de meandros, extravasava do seu leito e se espraiava ao longo de sua imensa várzea, que acabava funcionando como um enorme “piscinão”. Hoje, retificado o Rio Tietê, a urbanização ocupou esses espaços – avenidas marginais, bairros densamente povoados, etc. Se nos séculos passados, com menor ocupação humana e maior cobertura vegetal, as inundações se repetiam, imagine-se agora, com o espetacular adensamento urbano, a impermeabilização do solo, lixo e indícios de que as precipitações pluviais tendem a se avolumar, a magnitude dos problemas a enfrentar... Os urbanistas, cientistas de variadas áreas do conhecimento e, especialmente, administradores públicos e políticos têm muito a considerar ao buscarem soluções para minorar as aflições paulistanas.


TABIR P. MACEDO

AVMACEDO@UOL.COM.BR

COTIA


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CARTADA PERIGOSA


Até o carnaval ainda parecia que o bom senso do tripé de sustentação do governo Bolsonaro – Posto Ipiranga, Sérgio Moro e militares de alta patente – seria capaz de conter os excessos de poder tão a gosto do clã Bolsonaro. Mas o recesso carnavalesco inspirou uma cartada perigosa: posando de vítima, solicitar uma manifestação de apoio de seus seguidores a ele próprio, contra o Legislativo, no próximo dia 15. Após as primeiras (e contidas) reações, recolheu-se com algumas desculpas esfarrapadas, mas inúteis: a sorte está laçada e no dia 15 veremos, muito provavelmente, um movimento que poderá levar ao impeachment. Mas, com certeza, não a um AI-5.


Luiz Antonio Ribeiro Pinto larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto


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AMADURECIMENTO


O Brasil não vai se tornar uma Venezuela, repetem com frequência políticos de direita e de esquerda. Mas, depois desta indevida postagem do presidente Bolsonaro contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, e da justa reação de membros dos dois Poderes ofendidos, fico em dúvida se o presidente está se tornando um Nicolás Maduro ou se está amadurecendo sua saída.


Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte


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TENSÃO INSTITUCIONAL


“Criar tensão institucional não ajuda o País”, disse Maia (Estado, 27/2, A4), sobre um vídeo que representa exatamente a vontade popular. Agora... criar cenário ao surrupiar R$ 30 bilhões do orçamento para deixar o governo de mãos atadas, desestabilizá-lo e criar condição para impeachment não é criar tensão? Ora, senhor Maia, desça das nuvens onde vive e preste atenção aos reclamos da Nação organizada, inteligente e culta que quer mais Brasil.


Alcides Ferrari Neto ferrari@afn.eng.br

São Paulo


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CRISE POLÍTICA


Quando alguns do Judiciário fingem ser isentos; do Legislativo, honestos; e do Executivo, democráticos, estão dadas as condições para a crise política que hoje se instala. Não adianta culpar apenas o atual chefe do Executivo, um político que talvez não esteja à altura do cargo, porque os chefes e integrantes dos demais Poderes também tomam decisões, no mínimo, eu diria, “esdrúxulas”. Ou será que quando o Congresso barganha a reforma do Estado e o Supremo afrouxa o combate à corrupção também não contribuam para minar o Estado Democrático de Direito? Haja hipocrisia.


José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marília


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CANHÃO SOLTO


Jair Bolsonaro é um Loose Cannon, expressão em inglês que define uma pessoa que tem o comportamento imprevisível, descontrolado e perigoso. As sandices que Bolsonaro já cometeu no cargo mostram de forma clara e inequívoca que ele tem o potencial de derrubar seu próprio governo com um tuíte, ou colocar o Brasil em situações delicadas e danosas aos interesses nacionais. O País vive um momento perigoso, tem um presidente da República eleito com uma pequena margem de votos, que não tem partido e governa única e exclusivamente para seus seguidores nas redes sociais. Os seguidores de Bolsonaro aplaudem e incentivam cada nova bobagem do seu mito, que não se cansa de jogar para a torcida. Bolsonaro é incapaz de perceber que ele tem de governar para os 200 milhões de brasileiros, inclusive os 150 milhões que não votaram nele. Quando houver o inevitável pedido de impeachment, será difícil de encontrar quem defenda Bolsonaro, além de seus filhos. General Mourão é a solução.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS


Em 2016, por ocasião do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o ministro do STF Ricardo Lewandowski rasgou a Constituição brasileira que determina que o presidente da República, ao ser condenado por crime de responsabilidade, por decisão de dois terços dos votos do Senado Federal, perderá o cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. Diante deste episódio, o que fez o guardião mor da Constituição, ministro do STF Celso de Mello, que considerou “gravíssima” a conduta do presidente Bolsonaro que simplesmente convocou os seus eleitores e apoiadores a comparecerem a um ato popular no próximo dia 15 de março? Nada.


José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo


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VIROU BAGUNÇA


O Brasil virou uma bagunça. A manifestação do decano Celso de Mello sobre o ato de Jair Bolsonaro foi deplorável. Um ministro da maior Corte judicial do Brasil não pode se manifestar sobre um ato que pode acabar no seu tribunal. Mas, no Brasil de hoje, tudo é possível.


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


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EMBUSTE


Este embusteiro que ocupa a Presidência da República e seus subembusteiros seus filhos e asseclas não representam as Forças Armadas do País. Só um impostor como ele é capaz de provocar reações à sua fala para depois desmentir, com o inegável objetivo de causar conflito e aparecer na mídia. Usa o antigo estratagema de “falem mal, mas falem de mim”. Os brasileiros não podem cair nessa.


Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo


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CORO


Muito bom e bem lembrado por uma leitora, no Fórum de 27/2 (Bolsonaro e a verdade), citar Nelson Rodrigues quando se refere ao presidente Bolsonaro, como também outro leitor sobre FHC, no Fórum de 26/2, ao qual faço coro. Vale também lembrar a velha piada de adultério em que uma mulher, ao ser surpreendida, grita para o marido: ainda bem que você chegou a tempo, antes que este maluco fizesse xixi em cima de mim.


Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro


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DEPENDE DA LENTE


Com um atraso de mais de 15 anos, o professor Eugênio Bucci não se preocupou em cobrar dos jornais o nome justo a cada coisa ocorrida nos governos do PT (Se não nomear as atitudes do presidente, a imprensa vai desinformar o público, 27/2, A2). Para quem tem memória, basta ver a linha escolhida pelo colunista: bater no governo com o qual ele não aceita. Assim como citado, este governo, goste ou não, foi eleito, é legítimo e não perderá sua credibilidade perante a Nação a despeito de jornalistas ensandecidos. Há aqueles que nada viram nem de crise institucional e muito menos um atentado à democracia. Simples assim. Depende da lente com que se lê cada linha. Portanto, cabe ao leitor tirar suas próprias conclusões.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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DESINFORMAÇÃO


Onde estava Eugênio Bucci (27/2, A2) por ocasião das ações governamentais promovidas e estimuladas por Lula e Dilma e por ocasião dos fatos que geraram o mensalão e o petrolão? Sua atual eloquência foi censurada naquele tempo ou é, mesmo, “dois pesos

e duas medidas” da parte do articulista?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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‘NÃO SOMOS GOLPISTAS’


O Estado Democrático de Direito deve ser preservado e sustentado, porém o que a maioria daqueles que são favoráveis à manifestação do dia 15/3/2020 espera que o Congresso Nacional – deputados federais e senadores – deixe as repugnantes práticas de gastos inesgotáveis, supérfluos e desnecessários, como, por exemplo, fundo eleitoral, fundo partidário, emendas parlamentares, assessores, viagens, diárias, enfim, mordomias, e até a diminuição do número de parlamentares, mesmo porque grande parcela deles pouco trabalha em prol do País. O que se pretende é que a busca da severa e rígida fiscalização dos atos do Executivo seja a principal atividade, mas sem o “toma lá dá cá”, ou seja, as ditas “chantagens”. Ninguém aguenta mais pagar impostos para manter um Congresso pernicioso ao País. Ao menos é isso o que as pessoas de bem exigem. Não somos golpistas.


Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillopedro@gmail.com

Campinas


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PODE-SE FALAR A VERDADE?


A verdade é que a maioria do povo brasileiro não tem a mínima noção do que representa esta entidade abstrata nomeada “instituição” que deveria ser respeitada num regime democrático. A maioria vê entidades concretas, “as pessoas” representando o Congresso, e temos de admitir que as tem em baixíssima conta, embora tenha sido o próprio povo que elegeu quem agora  despreza. Algum ingênuo acha que o povo vai um dia mudar e “aprender” a votar? Claro que não, pois votar é um ato, sobretudo, emocional, que fala das esperanças, crenças e ideais do eleitor. E elas sempre se sobrepõem à razão, já dizia Pascal. Eu não vejo solução possível, a não ser a adoção do voto distrital com recall, que ajudaria o povo a corrigir a possível distorção de sua escolha emocional e despedir sumariamente o político que o decepcionou.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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O JULGAMENTO DOS CIDADÃOS


Alguém tem uma sugestão para uma forma eficaz de governar o Brasil com um Congresso altamente interesseiro e corrupto e os Alcolumbre, Rodrigo Maia, Toffoli, Lewandowski, Gilmar Mendes? Eles todos se protegem apontando para o “respeito às instituições”. Acontece que os conceitos constitucionais subentendem que as instituições estejam ocupadas por cidadãos idôneos e competentes, que se percebem como responsáveis zeladores pelos interesses dos cidadãos que pagam os seus proventos. Não é o que se percebe no Brasil, lamentavelmente. Então o que sobra ao presidente de recurso para superar a barreira dos “pseudodemocratas”? Por que os mesmos não são indiciados, julgados, condenados e punidos para serem afastados? Por que comentaristas especializados em política e a mídia não acusam este disparate? Ainda bem que hoje existem as redes sociais e os celulares. Ainda não se compreendeu bem a diferença que fazem na política nem a nova possibilidade e a capacidade de julgamento dos cidadãos.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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QUARENTENA


Aproveitando a volta do carnaval, por que não colocar senadores e deputados isolados e trancados no Congresso Nacional por tempo indeterminado, até provarem não fazer mais chantagens políticas, conchavos, falcatruas e associações criminosas? Fazem mais mal à população do que qualquer vírus conhecido. Se couber no espaço, coloquem os assessores sem possibilidade de fazer as “rachadinhas” mensais.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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OS LIMITES DA DEMOCRACIA


Jair Bolsonaro continua a testar diariamente qual é a resistência de nossa democracia e, ardilosamente, agride instituições e pessoas com o objetivo de enfraquecê-las. Temos de resistir e, nas próximas eleições, devolvê-lo à obscuridade da qual nunca deveria ter saído.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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O QUE FALTA PARA O IMPEACHMENT?


Economia e política não se separam. E, em breve, não haverá nada para reformar, mesmo com toda a simpatia impressa pela agenda de Paulo Guedes. Convenhamos: Delfim Netto é difícil de imitar, até no humor, que, de resto, Guedes não tem. Resta que não há nada de novo no front. Bolsonaro foi bem urdido para corresponder ao cansaço popular nutrido para a negação da política. Não veio para o consenso. À ameaça de estabilidade, ações táticas de desgaste, como ácido, corroendo, minando o ambiente institucional. O recuo que se segue também está no cálculo. O grupo que opera Bolsonaro precisa ser exposto, contido, de imediato. Paulo Guedes deve estar ansioso para que nos transformemos no Chile. O antigo.


Antônio Máximo maximojeremias@gmail.com

Rio de Janeiro


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BOLSOVÍRUS


O Brasil, em matéria de vírus, se antecipou aos chineses! O bolsovírus não é letal, mas os contaminados se tornam agressivos e intolerantes aos não contaminados. Uma vacina já está sendo desenvolvida e será chamada de democracia!


José Eduardo Bandeira de Mello josedumello@gmail.com

Itu


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CORONAVÍRUS NO BRASIL


Cruel na China, com quase 2.800 mortes e 80 mil infectados, o novo coronavírus (Covid-19) já apavora outros países na Ásia, na Europa, na Austrália, nos EUA e, infelizmente, também chegou ao Brasil. Foi confirmado o primeiro caso e há outros 20 supostos infectados no País. Assim como acontece ao redor do mundo, onde a doença leva insegurança ao mercado, a Bolsa brasileira despencou na quarta-feira mais de 6% e o dólar bateu na casa dos R$ 4,45. E, se as expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de projeção inicial de 2,5%, já estavam declinando por indefinição do governo sobre as reformas tributária e administrativa, além das costumeiras perniciosas crises que promove, agora, com o coronavírus instalado nesta terra tupiniquim, certamente vai prejudicar ainda mais o andamento da nossa economia. E o povo brasileiro não deve desprezar o que é divulgado pela imprensa brasileira, como as orientações de prevenção pelos mais qualificados infectologistas do País.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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VÍRUS


O sonho dos humanos sempre foi ter asas para voar, tanto que inventou o avião. Agora, a humanidade paga caro por seus excessos, seus ataques à natureza, seu descontrole, suas desigualdades. O medo de voar vem em forma de vírus. 


Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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