Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de fevereiro de 2020 | 03h00

Saúde pública

Na luta contra o Covid-19


A mídia, no meu entender, não tem dado a devida importância à prevenção básica do Covid-19. O problema maior se situa no fato de essa virose ser nova e, portanto, ainda sem formação de uma defesa imunológica eficiente. Assim, medidas fundamentais podem tornar as pessoas mais competentes para essa batalha. São três as medidas necessárias nesse enfrentamento: 1) Procurar dormir bem, respeitando as necessárias horas de sono; 2) alimentar-se corretamente, não pulando refeições; 3) procurar não exagerar em exercícios físicos e, se tiver de fazê-los, fazer um descanso compensador. Dessa maneira a imunidade de cada um terá maior capacidade para uma adequada reação. Algumas pessoas em contato com esse vírus, aliás, a maioria, não se infectam exatamente por estarem mais aptas para essa luta. Em contrapartida, portadores de doenças crônicas e os mais idosos, que já têm imunidade baixa, são os mais atingidos.


GERALDO SIFFERT JUNIOR, médico

GERALDOSIFFERTJUNIOR@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Possibilidades


A coluna de Sonia Racy deu uma notícia alvissareira (27/2, C2): um “médico de peso” afirmou que uma conhecida droga antimalária, a cloroquina, descoberta em 1934 e indicada para casos de malária e amebíase hepática, pode combater o coronavírus. Ora, mesmo não havendo nada comprovado em relação aos fatos, é sabido que laboratórios chineses pesquisam na mesma direção. Afinal, vai que...


JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Tudo parecia fácil


Meu falecido pai costumava consolar amigos enfermos: “Conhecida a doença, fácil é o remédio”. Hoje, mesmo com os avanços, a ciência não acompanha as crises provocadas por vírus e pragas, que levam à morte milhares ao redor do mundo, quer em lugares de economia e desenvolvimento humano avançados, quer – e sabe-se lá em que quantidade – em locais mais pobres e sem recursos de prevenção e até de comunicação com o mundo desenvolvido. Estamos vivendo alimentados pelo pânico. O sistema de comunicações informa e aí cada cidadão, cada país e cada governante recomendam proteção, desde o uso de máscara até a proibição de entrada de estrangeiros no seu “mundo” – no caso, com ou sem coronavírus. Nunca se falou tanto em lavar as mãos e usar álcool gel. Será que estamos diante da primeira grande batalha da saúde e, dada a inexperiência no passado, somos levados a procedimentos básicos que deveríamos ter adotado há gerações? Aí pergunto aos srs. políticos: o pleiteado Fundo Partidário não seria mais bem aplicado na canalização e no tratamento de esgoto a céu aberto, despejado sem ser tratado, que pode disseminar um vírus tão preocupante? Vem sendo divulgado que em abril poderemos ter uma vacina. Até lá, muitos poderão entrar nas estatísticas de morbidade.


ODAIR CORREA DA SILVA

OBA2@TAVOLA.COM.BR

SÃO PAULO


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Governo Bolsonaro

A língua é um fogo


Às vezes, boca fechada evita consequências desagradáveis. Na Bíblia Sagrada está escrito que quem sabe controlar a língua é prudente. Diz ainda que os sábios falam pouco e escutam mais. Há um ditado que diz que um grande bosque pode ser incendiado por uma simples fagulha e que, assim, também a língua é um fogo. Estamos vivendo no Brasil uma falta de domínio do uso da palavra que poderá causar grandes transtornos. Está na hora de dar uma freada. A esquerda busca tirar proveito e o resultado pode ser catastrófico. Conforme está escrito em Provérbios 17:28, “até o tolo, estando calado, é tido como sábio”.


JEOVAH FERREIRA

JEOVAHBF@YAHOO.COM.BR

TAQUARI (DF)


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Crise


No artigo A crise pessoal do nosso presidente (28/2, A2), o desembargador aposentado Aloísio de Toledo César fez referência ao seguinte excerto do livro A Era do Direito Positivo: “O fazer política não pode ser um meio para garantir vida boa para alguns privilegiados”. Não estou comparando juízes com políticos, mas entendo que a magistratura também não deveria ser um meio para garantir vida boa – supersalários e média de cem dias de descanso por ano, incluindo férias, feriadões, recessos e licenças-prêmio – a alguns privilegiados.


HERMAN MENDES

HERMANMENDES@BOL.COM.BR

BLUMENAU (SC)


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Senado

Em busca do anonimato


Jaques Wagner (PT-BA) quer mudar as placas dos carros oficiais dos senadores, eliminando sua identificação, porque, segundo ele, “comprometem a segurança dos parlamentares” nas ruas. Logo, logo, os parlamentares vão pleitear um disfarce!


ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Segurança

Chantagem e impunidade


Muitos anos atrás, a Polícia Militar do Amazonas estava tão descomprometida com o combate à criminalidade que só uma solução radical poderia dar jeito. E foi simplesmente dissolvida. Se a solução foi bem-sucedida é outra história, mas se impôs o princípio da autoridade. Essa lembrança me vem das absurdas exigências dos PMs cearenses: querem tudo o que já queriam antes do motim e, ainda, anistia, após deixarem um rastro de terror, assassinatos e nenhuma confiança da população que deveriam proteger. Então, dissolvam-se ao menos os batalhões sublevados e prendam-se os componentes em flagrante delito. Contratem-se emergencialmente, digamos, ex-policiais do Exército e estenda-se a GLO pelo tempo que for necessário. Faça-se a reintegração de posse, sem medo dos amotinados. Por fim, a população e a mídia marquem congressistas e partidos que derem guarida a pedidos de anistia. Como diria um general, neste caso com propriedade, não podemos aceitar ser “chantageados por esses caras”.


PAULO ROBERTO SANTOS

PRSANTOS1952@BOL.COM.BR

NITERÓI (RJ)


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IMPEDIMENTO INVIÁVEL


Parlamentares do PT pretendem levar à próxima reunião da executiva e do diretório nacional do partido a discussão sobre o apoio a outros congressistas ao pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Como é do conhecimento de todos, o impeachment é um processo iminentemente político que só acontece se aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Ou seja, depende do embate entre forças políticas que pouco, ou quase nada, têm que ver com os reais motivos que originaram o pedido. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não parece dar sinais de querer acatar esta eventual moção, pois sabe muito bem que isso sepultaria definitivamente as tão necessárias reformas tributária e administrativa e, pior, paralisaria a recuperação econômica e a queda do desemprego. Além disso, Bolsonaro pode ser verborrágico e provocador, mas de bobo não tem nada. Saberá muito bem afagar e negociar com o Congresso – que hoje ele tanto despreza – se um eventual pedido de impedimento passar por lá. Fazer pressão sobre o presidente é uma coisa, impeachment é outra.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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MAL AO PAÍS


Querem citar nosso presidente por crime de reponsabilidade civil. E o sr. Lula da Silva, que criou o ódio no nosso já combalido país ao criar o “nós x eles”, o “loiro de olhos azuis x outros”, o “Sul x Norte/Nordeste”? Ninguém menciona isso?


Wagner José Callegari wagcall@terra.com.br

Limeira


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VARA CURTA


Creio que a oposição (PT) cutucou a onça com vara curta.


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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BOLSONARO FALHOU


Era necessário afastar o PT do governo federal, mas o eleitorado brasileiro não se mostrou capaz de escolher um novo presidente identificado com o regime democrático de governo. O resultado foi a eleição de um governante despreparado para a função e identificado com o autoritarismo fascista. Jair Bolsonaro falhou como militar e voltou a falhar em sua carreira no Congresso Nacional. Seu primeiro ano de governo foi desastroso interna e externamente. Continuou como político em campanha, deixando a responsabilidade de governar a seus colaboradores mantidos inseguros para assegurar que a sua vontade fosse feita. Externamente, conseguiu manchar a imagem positiva que o Brasil soube, por tanto tempo, manter internacionalmente. Internamente, já deixou absolutamente claro seu total desrespeito pela Constituição e os Poderes Judiciário e Legislativo da Nação. Provas cabais da incompetência e da falta de decoro são oferecidas por Jair Bolsonaro diariamente. Quanto tempo mais nosso Congresso pretende esperar para declarar o impeachment de Jair Bolsonaro?


Gilberto B. Schlittler-Silva gschlittler2@mac.com

São Paulo


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SEM CONDIÇÃO


Acho que as pessoas mais lúcidas do nosso país precisam se unir e propor o impeachment do presidente Bolsonaro. Ele não tem condição intelectual para governar o Brasil. Toda semana faz uma palhaçada que nos desmoraliza como nação.


Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos


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IMPEACHMENT


Num país que gosta de novelas e enredos rocambolescos, Jair Bolsonaro é o personagem que fecha a trilogia do impeachment, após Collor e Dilma. Em ano de eleições municipais (1992, 2016, 2020), com recessão econômica (ainda não ocorreu em 2020), as elites locais se organizam via Congresso Nacional para empossar o vice-presidente, articular a eleição das mesas diretoras das duas Casas Legislativas (1993, 2017, 2021) e controlar o jogo sucessório para a eleição presidencial seguinte (1994, 2018, 2022). Se a ideia não vingar desta vez, há sempre o plano de contingência: cassar a chapa presidencial após a CPI das fake news e fazer a eleição indireta em 2021.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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A LIXEIRA DA HISTÓRIA


Como historiador, constato que a tensão política do momento, que leva a equipe econômica a segurar as reformas, se assemelha a outra crise, que vivemos nos idos da década de 60 do século passado. Mas, como a História não se repete, a não ser como farsa, os saudosistas de um tempo que não volta mais devem acautelar-se para não entrarem na lista dos farsantes e fracassados revolucionários, que vão irremediavelmente para a lixeira da História.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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‘O INIMIGO NÚMERO 1’


Oportuno o texto O inimigo número 1 (23/2, A7), do extraordinário jornalista J. R. Guzzo. Com efeito, os adversários do regime torcem por um fracasso na nossa economia. Aspectos positivos: juros mais baixos (4,25%), inexistência de usurpação indevida de terras, retomada do nível de empregos e maior lucro histórico do monopólio do petróleo, no entanto, foram registrados.


Luiz Gonzaga Bertelli lgbertelli@uol.com.br

São Paulo


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A FILA DOS SEM-BOLSA


O Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula e Dilma, além da perversa prática da corrupção que se fez alastrar pelo Brasil, também quebrou a nossa economia. E o resultado é que, entre desempregados e subempregados, estão ao relento mais de 40 milhões de brasileiros. Já o atual governo, com pouca sensibilidade para a área social, deixa na fila do INSS 1,3 milhão de trabalhadores que esperam há meses a confirmação de sua aposentadoria. Pior ainda é também constatar, como destacou o editorial do Estadão Milhões na fila dos sem-bolsa (26/2, A3), que 3,5 milhões de pessoas pobres, ou 1,5 milhão de famílias, não conseguem, com o direito que têm, os benefícios do Bolsa Família. E a resposta do Planalto – diga-se estapafúrdia – é de que estes casos serão verificados somente “quando se concluírem estudos de reformulação do programa Bolsa Família”. Como diz o jornal, uma resposta “chocante”. Deixar 3,5 milhões de pessoas, certamente vivendo abaixo do nível de pobreza, sem assistência, enquanto se estuda um novo programa? Ora, então por que o governo, em pura ação de demagogia, criou em 2019 o 13.º destes beneficiários, já que nem recursos alocados havia no orçamento da União? Não seria mais honesto confessar (no lugar de embromar) que não tem dinheiro para acomodar estes pobres brasileiros no Bolsa Família?  


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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NA PORTA DAS PREFEITURAS


Os necessitados brasileiros estão, literalmente, no bloco carnavalesco dos “sem-bolsa”. Como hipossuficientes que são, buscam ajuda nas prefeituras de suas cidades, pois o governo de Jair Bolsonaro deixou de atender esses marginalizados que lutam pela própria sobrevivência. Ora, os desafortunados e desempregados crescem a olhos vistos, e ninguém os socorre. Bolsonaro, não se esqueça de que estes quase 4 milhões de necessitados também contribuíram para sua eleição. Tenha compaixão, enfrente o problema e dê mais dignidade a eles.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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A CULPA É DO GOVERNO FEDERAL?


Milhões na fila dos sem-bolsa, e a culpa é do governo federal? Deste que após um ano só apaga incêndios deixados pelos seus antecessores? Por que não é cobrada eficiência na gestão de prefeitos e governadores? Por que o dinheiro do fundo partidário não foi destinado aos pobres desassistidos? Não foi a fiscalização que descobriu milhares recebendo bolsa-família sem necessidade? Ocorre que ninguém abre mão do dinheiro público. Todos querem mamar e quando aparece um governo decidido a não sustentar parasitas dá nisso. É culpado pela pobreza. Que ginástica a imprensa faz para tapear o eleitor.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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CHEGA DE PALIATIVOS


Como leitor assíduo adepto fiel de muita bandeira que o grandioso Estado carrega, sinto que no editorial Milhões na fila dos sem-bolsa houve descuido sobre alguns pontos. O principal deles trata-se das prefeituras, mencionadas duas vezes como último arrimo dos “pobres e incapazes”. Será que tais prefeituras têm condição de viver e se sustentar, ou elas só sobreviviam graças ao que o Bolsa Família carreava para essas pessoas? Se prevalece a segunda hipótese, não podemos ignorar que, além de sustentar gente que era pobre por conveniência, só para ter a renda do Bolsa Família, também prefeito, secretariado e Câmara só sobreviviam em função do que o Bolsa Família levava ao município. Primeira ação a tomar: eliminar todas as prefeituras sem condição de sobrevida independente. Significativa redução de despesas haveria no programa, propiciando que os realmente pobres fossem os beneficiados pelo programa. O principal é que o Bolsa Família, instituído por um governo sem a menor intenção de resolver a pobreza, condenava seus participantes à pobreza eterna. Um programa precisa ter a entrada e a saída planejadas para aqueles que se engajem nele. Da forma como estava, a família participante estava condena à pobreza eterna. A concessão de valores tem de estar condicionada a desempenhos pessoais do titular e de seus familiares, sobretudo dos filhos, que precisam cumprir responsabilidades com as escolas para romper o ciclo de pobreza. Nada disso havia, é necessário que se implante. Uma paralisação temporária do programa para atingir tais objetivos se justifica. Chega de soluções paliativas. Nosso país precisa de soluções definitivas.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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GIRO PELA EUROPA


Há menos de um mês, o ex-presidente Lula pediu à Justiça autorização para ir a Roma com a desculpa de atender a um convite do papa, e foi atendido, porque “condoeu” as autoridades jurídicas que concederam a permissão – e foi aquela festa petista. Bem, era apenas um ensaio, e prova disso está aí: agora, Lula não pede, só comunica que vai dar um giro pela Europa, visitando França, Suíça e Alemanha, durante uns 15 dias. Somos obrigados a concordar que o Brasil não é um país sério, e, pior, que nosso país lembra mais um circo de terceira categoria, onde palhaços enganam uma plateia de milhões de espectadores, onde a maioria é quase analfabeta e se diverte com suas palhaçadas, enquanto roubam o dinheiro da bilheteria. Parece impossível fazer algo a respeito deste personagem da política brasileira, visto que qualquer problema com ele termina num STF generoso, onde a maioria dos ministros foi nomeada durante seu período na Presidência da República ou no de sua subalterna. Agora, posso entender a submissão do STF a ele, mas onde estão os componentes das Forças Armadas, que a tudo assistem sem dar um pio sequer?


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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O BRASIL DE SEMPRE


Condenado a 25 anos de prisão, Lula vai fazer turismo político na Europa para denegrir o nome do Brasil. Parabéns, Supremo Tribunal Federal!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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AGRESSÃO


Já foi uma agressão deixarem solto o condenado em segunda instância e com tantos outros processos em andamento – podendo ser condenado a 118 anos. Permitirem a ele visitar o papa foi outra. Agora, permitir a ele uma viagem de turismo pela Europa, paga com o nosso dinheiro? Isso é uma vergonha, parodiando Boris Casoy. Estamos cansados de ver estes bandidos que querem ver o Brasil “na lona”, enquanto não permitem que Bolsonaro possa governar, ameaçando não colocar em pauta, no Congresso, projetos enviados pelo Executivo.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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IMPUNE


Lula, solto por aí, impune, depois de ter lesado a nação brasileira, só objetivando à manutenção de seu projeto de poder, é uma comprovação da situação inglória dos direitos civis no País.


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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BRASIL-FRANÇA


O ex-presidente Lula viajará para a França, onde irá receber, na capital francesa, o título de Cidadão Honorário de Paris. Já o ex-prefeito Paulo Maluf perdeu seu último recurso na Justiça da França e foi condenado por lavagem de dinheiro, conjuntamente com sua esposa, Sylvia, e seu filho Flávio. Ou seja, a França condena quem ainda não foi julgado e condenado por aqui e homenageia quem já o foi. Poderíamos, assim, quem sabe, também fazer uma revisão histórica e declarar Philippe Pétain completamente inocente e Charles de Gaulle totalmente culpado.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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POBRE FRANÇA


A epidemia e a corrupção chegaram juntas a Paris. A epidemia foi recebida com horror e máscaras. A corrupção foi premiada. Pimenta nos olhos dos outros não dói.


Jorge Alberto Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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CORONAVÍRUS, ATENÇÃO E RACIONALIDADE


A presença entre nós do coronavírus já é uma realidade. Estima-se que existam ao redor de 300 brasileiros sob suspeita entre identificados e ainda não. Seria uma irresponsabilidade ignorar ou subnotificar, pois isso criaria o ambiente ideal para a ocorrência da epidemia. Mas também é importante não alarmar a ponto de levar à histeria e, principalmente, à corrida por máscaras, álcool gel e outros insumos supostamente inibidores. Há que informar corretamente a população. A pessoa deve estar consciente do que deve fazer e evitar os exageros. O vírus está hoje em 47 países (inclusive aqui), infectou 83 mil pessoas e 2.858 delas morreram. Mas 36 mil já se recuperaram. Precisamos de agilidade, compromisso e racionalidade. E, também, não esquecer a dengue, a febre amarela, a zika, a chikungunya, a gripe A, a leishmaniose e outros males que também matam e são endêmicos em nosso país.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

        

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S.O.S.


Entre outros feitos grandiosos, a humanidade logrou a incrível proeza de pousar astronautas na Lua e se prepara para outro gigantesco passo em Marte. No entanto, como se vê, nada menos que um quarto do planeta já está contaminado pelo coronavírus made in China, sem que se tenha a menor noção e preparo de como combater e resistir a este minúsculo ser vivo que ameaça a vida humana. S.O.S.!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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O ÂNCORA


Gente, o que foi aquilo a que assisti na entrevista coletiva do governo de São Paulo sobre as ações contra o coronavírus? Mesa composta de profissionais especialistas, incluindo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Como âncora, pasmem, o oportunista governador João Dória, de caneta e bloquinho à mão, gerenciando a ordem e a precedência dos entrevistadores. Tudo por um holofote, um microfone e alguns minutos de audiência gratuita. Governador, senti a sua falta na mesa da apuração dos campeões do desfile das escolas de samba, anunciando com voz impostada: “Dez, nota dez!”. Fica a dica para 2021, quando os partidos definirão os candidatos a cargos majoritários no certame de 2022.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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FAPESP


Muito merecidos os elogios à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) – O exemplo da Fapesp, Estadão, 28/2, A3. Tratando-se, porém, de alocação de verba pública, a fundação poderia ser transparente, acabando com a figura de assessor anônimo, na avaliação das solicitações. A Ciência é caracterizada pelo debate objetivo. É preocupante a informação pública dada por uma assessora, em encontro da Sociedade Brasileira de Eletroquímica e Eletroanalítica, há algum tempo, de que os projetos/solicitações de auxílios, antes de serem enviados a uma análise por pares, sofrem triagem, praticamente, subjetiva, já “que não há outra maneira” (sic), visando a diminuir o trabalho.


Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo


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PLANO DE SAÚDE, MEU SUPLÍCIO


Tenho 80 anos. Meu plano de saúde é uma potência, mas nunca se preocupou comigo. Pago uma mensalidade nababesca há mais de 50 anos e NUNCA utilizei nada. Deveria ter recebido um cafuné com um pequeno desconto, pois só dei dinheiro, e nunca pedi nada. Quem sabe até um 13.º de reconhecimento? Alegam que os médicos e serviços estão cada vez mais caros, mas nunca me perguntaram se eu queria essas melhorias ou se me contentava com meu plano simples. O aumento da robótica só nos faz estremecer. Um robô vale mais que um médico. Minha aposentadoria vai toda embora com esta necessidade de me manter vivo. Arroz e feijão, luz, gás, aluguel e IPTU já são pagos por parentes. Até quando? Se eu morrer atropelado, será que eles vão parar de cobrar a prestação à minha família, ou vão ter de resolver na Justiça?


Jota Treffis jotatreffis@outlook.com

Teresópolis (RJ)


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MULHERES NA VIRADOURO


Assisti na TV ao pronunciamento exaltado de homens representantes da escola de samba vencedora no Rio de Janeiro. Paradoxalmente, o enredo homenageava a força das lavadeiras de Itapuã e das mulheres escravizadas. No entanto, não vi nenhuma representante da diretoria entrevistada. Será que o empoderamento feminino era só para turista ver? Faz pensar!


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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