Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2020 | 03h00

Governo Bolsonaro

Realismo mágico

Perfeito o artigo Nacional-populismo, de Miguel Reale Júnior (7/3, A2). O País virtual das redes sociais invadiu a realidade. A ficção agora é que é real. O cotidiano tornou-se uma espiral de faits divers de realismo mágico: um comediante com a faixa presidencial faz coletiva de imprensa pelo presidente; os terraplanistas do governo defendem o terrapibismo, com explicações mirabolantes sobre o crescimento de 1,1% do produto interno bruto; um cavaleiro medieval montado em cavalo e empunhando uma bandeira convoca a população para manifestações no dia 15; um ex-jogador de futebol da seleção brasileira nomeado nosso embaixador do turismo é preso e algemado por usar um passaporte paraguaio...

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

Conselheiros

Quem são os conselheiros de Jair Bolsonaro? Apenas as redes sociais! Resultado: visão distorcida da realidade e governança não desejada e inadequada para o País.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIRO.JCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

Sonho de verão

Quando tudo parecia enveredar pelo caminho certo da economia e do mercado de capitais, eis que o nosso sonho de verão se transformou literalmente num pesadelo: a alta do dólar, as catástrofes ambientais, a falta de protagonismo do governo federal em ditar regras claras e que tragam os investidores, sem risco, para o Brasil. E o pequeno investidor que foi para a bolsa, mais otimista, agora já compreendeu que não se pode jogar dinheiro fora sem fiscalização eficiente e punição para as fraudes societárias.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

ABRAOC@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

Amor inconstante

Regina Duarte e Bolsonaro já enfrentam a primeira crise, diz o Estadão de sábado. Quanto tempo faltará para acabar a lua de mel?

ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

Mais eleições pela frente

Montanha-russa

Indignado com a conduta corrupta de seus governantes, o brasileiro votou em 2018 na esperança de dias melhores. Sentiu-se aliviado, mas só momentaneamente, pois apenas “tirou o bode da sala”. Em várias áreas do governo persistem a negligência, conduta omissiva; e/ou a imperícia, conduta sem qualificação; e/ou a imprudência, conduta precipitada. Todas passíveis de punição se outras fossem nossas leis, a começar pela Carta Magna. Sem ampla reforma do sistema político só restará ao brasileiro viver a dúvida dolorosa: votei certo ou errado? Para evitar esse conflito, muitos optam pelo voto em branco ou nulo. E não podemos criticá-los: viver em montanha-russa infinita é estressante e acaba com o bem-estar de qualquer um! 

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Saúde pública

‘Fake news’

Sarampo mata, paralisia infantil aleija, burrice tem de ser extirpada. As fake news estão matando e aleijando crianças cujos pais não as levam para vacinar por causa das mentiras espalhadas nas redes. Não entendo o que o governo está esperando para proibir todas as escolas de aceitarem matrículas de crianças cuja carteira de vacinação esteja incompleta. Contra a burrice têm de ser tomadas providências urgentes, não é admissível que seres humanos tenham problemas sérios de saúde por causa da ignorância dos seus pais.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Covid-19

Recentemente o Brasil atingiu os 210 milhões de habitantes. 

E o número de mortes em nosso país por variadas causas é muito alto. Diariamente 41 brasileiros morrem por falta de condições mínimas de saneamento básico, 114 são vítimas de crimes violentos, 37 suicídios são registrados, 120 mortes são computadas em acidentes de trânsito e 160 é o número de óbitos por diabetes. A lista não para por aí. Certamente é necessário controlar a proliferação do covid-19, mas a concorrência do coronavírus parece irrelevante diante dos problemas que nos atormentam há décadas. Precisamos ter um olhar mais realista para encarar os verdadeiros problemas desta enorme nação.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

Um tropeço por dia

Descendo uma rampa – que precisava de manutenção há tempo – tropecei e fui levado ao Hospital Universitário da USP. O que vi lá é muito preocupante: pacientes de pronto atendimento sendo atendidos numa espécie de corredor cheio de gente (pacientes, acompanhantes, atendentes), justamente nesta época de coronavírus. Localizei apenas um frasco de álcool gel na entrada de um corredor, não havia na sala de espera. O meu atendimento foi “meia-boca”: apesar de ter o rosto e uma mão visivelmente machucados, foi improvisado um curativo para o rosto e nada foi feito na mão. Quando a tomografia da cabeça lá realizada não mostrou lesões, fui dispensado. Em atendimento subsequente em hospital particular, tomografia mostrou fissura no lado esquerdo da face... Coisas assim acontecem, em parte, porque as autoridades públicas não usam os serviços oferecidos por elas mesmas à população. Nenhuma delas se locomove usando transporte público, ou manda os seus filhos para escola pública, ou se trata em hospital público, como é feito nos países com alto índice de desenvolvimento humano (IDH). Se isso acontecesse, os serviços públicos seriam bem melhores.

OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

 

IMPOSTÔMETRO

O impostômetro já atingiu a arrecadação, em multas, taxas e impostos, de R$ 500 bilhões até 6 de março de 2020. Ocorre que entra governo e sai governo e as contas não fecham e as dívidas só aumentam. Sem contar que trabalhamos cinco meses para sustentar esta máquina corrupta e ineficiente. Quando é que o nosso congresso vai tomar providências fazendo uma reforma tributária séria, eficiente, cortando gastos abusivos, a começar dando exemplos de gestão? Se fosse dado a cada cidadão que ganha menos de dez salários mínimos R$ 1 milhão, considerando a população do País, ainda sobrariam bilhões ao governo. O que ninguém quer é o corte de mordomias. Assim fica difícil, mesmo, mas o brasileiro tem costas largas e vai assumindo a dívida que não é sua.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO RUIM, PIB DE 1,1%

Agora é oficial: o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,1% em 2019, anunciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é uma derrota do governo de Jair Bolsonaro. Frustrante e ruim para o Brasil. O resultado é pior do que o da gestão de Michel Temer, que, com todas as dificuldades da época para tirar o País da recessão petista, apresentou PIBs de 1,3% em 2017 e 2018. E Temer entregou o governo para Bolsonaro com perspectiva de crescimento do PIB de 2,53% para 2019. E foi lamentável ver o presidente Bolsonaro desprezar este número e não dar satisfação dele à Nação no dia de sua divulgação. E deveria tê-lo feito quando questionado pelos jornalistas. Mas preferiu zombar da população brasileira e dos jornalistas, perguntando ao humorista Carioca, da TV Record, que estava ao seu lado no Planalto caracterizado e com a faixa presidencial: “PIB? O que é PIB?”. E, certamente combinado com Bolsonaro, o humorista ainda tentou distribuir bananas aos jornalistas, que, felizmente, não as aceitaram. Uma vergonha! Na realidade,  mesmo tendo uma meia dúzia de bons ministros em postos-chave do governo, como na Economia, na Agricultura, na Infraestrutura, na Saúde, etc., o responsável direto por este fiasco do PIB de 2019 se chama Jair Bolsonaro. Em vez de governar, ele vem levando esta nação, nos seus 15 meses de mandato, com crises sobre crises, na porrada e com ofensas a quem o critica, ou em tom de palhaçada, ao lado de um humorista, tratando o desenvolvimento do Brasil de forma desabonadora e antirrepublicana. Pobre Brasil!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CIRCO NO EXECUTIVO

No dia da divulgação do crescimento do PIB em 2019, o chefe de Estado e de governo da República Federativa do Brasil, Jair Bolsonaro, apareceu para a imprensa na entrada do Palácio da Alvorada ao lado de um humorista fantasiado de presidente. Uma atitude insensata e insana. Fazer graça como um palhaço num espetáculo de circo é de extremo mau gosto. Enquanto o dólar chegava a valer R$ 4,66 e o índice Ibovespa caía 4,65%, Bolsonaro brincava com os jornalistas, que lhe faziam perguntas sérias sobre o fraco desempenho da economia. Seriedade é uma característica prioritária para governar um país com sucesso. As autoridades do Poder Executivo podem se divertir à vontade, mas fora do horário de trabalho. Honradez de um presidente é um ótimo exemplo a ser divulgado pela imprensa nacional.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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RESPEITO, POR FAVOR

Nunca me ocorreu encaminhar uma carta para o Fórum dos Leitores, porém nos últimos tempos, vendo todas as barbaridades, patacoadas e falta de respeito proferidas pelo sr. Bolsonaro, resolvi escrever. Será que alguém poderia explicar para este senhor que o cargo dele é de presidente de um país, de uma nação, e não presidente de um boteco ou de um circo – com todo o respeito que essas instituições merecem –, pois para ser presidente de qualquer tipo de instituição é necessário preparo e competência. Está muito difícil de encontrar essas qualidades em Bolsonaro. Bolsonaro (o mito), que foi eleito por grande parte dos cidadãos deste país, tem faltado ao respeito, praticamente, todos os dias de seu mandato. Tem faltado ao respeito à medida que não lidera e não evolui nas reformas administrativa e tributária. Tem faltado ao respeito, diariamente, ao utilizar termos chulos quando se refere e se comunica com os jornalistas. Os jornalistas não estão inventando fatos, estão simplesmente mostrando as infelizes atitudes deste senhor. Tem faltado ao respeito com os cidadãos deste país ao tratar de assuntos tão importantes, como o mau desempenho do PIB, de forma grotesca e bizarra. Onde será que vamos parar? Quando será que vai entender que um presidente deve ser líder, inspirador, exemplo? Os exemplos que vemos diariamente são os piores possíveis e com certeza não levarão nosso país a um bom lugar. Que triste! Que pena!

Márcia Lerro Pimenta

sgrubel@icloud.com

São Paulo 

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BANANAS

Jair Bolsonaro é o presidente da República das bananas do Brasil. Que palhaçada!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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ELE VAI ATÉ O FIM?

Lendo o noticiário na mídia, não encontrei nada específico sobre a oportunidade de continuidade do governo do presidente Bolsonaro. Ninguém minimamente instruído parece disposto a aguentar mais três nos de boçalidade, mandonismo, ignorância, improdutividade absoluta, baixaria e ofensa aos não bajuladores que abundam ao seu redor, principalmente no Palácio do Planalto. Fica a dúvida: ele tem alguma chance de permanecer no cargo em tais condições? O Brasil merece este presidente?

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo

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SEM PÂNICO

Dificilmente o presidente Jair Bolsonaro deixará de dirigir seus contumazes ataques de fúria à imprensa livre se e quando bem lhe aprouver. Está no seu DNA e virou rotina. Entretanto, tais ataques nunca representaram, ao menos até agora, ameaças reais à democracia. Todas as agressões foram prontamente rechaçadas pela opinião pública e pela própria imprensa. Ou seja, a democracia continua forte e sólida. Assim como acontece com o Covid-19, é preciso atenção, mas não há motivo para pânico.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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O PREÇO DO GOLPE

Parece que o mercado se antecipou e reagiu ao golpe anunciado para o dia 15 de março. Fechar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), como sonham Bolsonaro e seus seguidores, já foi precificado com o derretimento do real e da Bolsa.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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GUEDES E O DÓLAR

Dólar a R$ 5,00? Euro a quase R$ 6,00? Paulo Guedes que pegue seu chapéu, desculpe-se com o povo brasileiro e caia fora! É um favor que fará ao Brasil.

Moyses Cheid Junior

jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campo

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JOGANDO PARA A PLATEIA

“Vivemos em um momento difícil”, disse o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se considera alvo de apoiadores de Bolsonaro, para a plateia do debate sobre “as reformas e a agenda parlamentar em 2020”, na Fundação FHC, em São Paulo (Estadão, 6/3). “O governo Bolsonaro tem demonstrado que os ataques feitos contra o Legislativo e ao Judiciário não são por ‘desconfiança’ em relação aos dois Poderes, mas sim um ‘método’”, arrematou o deputado nefelibata. Conta outra, Rodrigo Maia! Qual o seu preço? Quantas moedas? Sua infidelidade republicana faria Judas corar de inveja. O presidente que injustamente o deputado acusa foi eleito com 57,8 milhões de votos para retomar o crescimento do País, dando fim ao toma lá dá cá do Congresso. Ele tem o apoio das ruas e das redes sociais. A permanecer este “fogo amigo”, argh!, os parcos 74.232 votos que lhes deram o mandato ao apagar das luzes do último certame serão pulverizados em outras legendas, em 2022. Mude seus desconfiados jogos e “métodos”, antes que seja tarde. Querendo testá-los, adote os voos comerciais em seus deslocamentos não protocolares. 

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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O CASAMENTO DE REGINA DUARTE

Regina Duarte, secretária de Cultura atualmente, deveria ter ficado no noivado com Bolsonaro, porque o casamento já apresenta problemas. O presidente pediu a internautas os nomes dos demitidos por ela que são amiguinhos de Olavo de Carvalho, seu guru estimado. Vai ser bem difícil para ela, porque a convivência com Bolsonaro requer um preparo excessivo de tolerância e de abnegação, qualidades nem sempre encontradas na atualidade. Aguardemos a durabilidade de Regina Duarte no cargo...

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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REGINA QUER CARTA-BRANCA

O presidente Bolsonaro dá “carta-branca” a seus ministros enquanto não resolve trocar a cor do papel.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FIM DO DESEMPREGO

Espanta-me que os estudiosos tratem o desemprego como coisa a ser resolvida pelo crescimento econômico. A tecnologia e a inteligência artificial sinalizam a permanência da crise pelo descompasso duradouro entre o crescimento da população e do emprego. Neste processo, há dois componentes a serem observados. De cunho geral, já Bertrand Russel, nos anos 30 do século passado, pregara a diminuição da carga de trabalho, de 44 horas para 25. Essa ação aumentaria o lazer da população e dobraria o número de empregos! E não me venha o patronato, individualmente, cada vez mais rico, reclamar de que as empresas não suportariam tal sistema. No que tange ao Brasil, uma competição indecente, consentida (incentivada) por lei, permite a contratação de aposentados, negando aos desempregados os postos tão necessários. Já não chega a ampliação da idade da aposentadoria para dar sustentação à Previdência?

Roberto Maciel

rovisa681@gmail.com

Salvador 

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EMPREGO FORMAL

Acho que está mais do que na hora de todos entenderem que o emprego dito formal, como o conhecíamos até os dias de hoje, está com os dias contados, se é que já não acabou. O Brasil está atrasado em relação ao que se aplica no resto do mundo faz muito tempo. Em muitos lugares, o salário, quando existe regulado, é por hora. Trabalha-se de segunda a segunda sem qualquer regra impositiva ou restritiva. Justiça do Trabalho? Piada! Então, por favor, senhores editores, podem mudar a pauta. Criticar o atual governo neste mister é injustiça, depois que dona Dilma implodiu a economia e, junto com ela, o emprego que existia. Deve-se exigir, sim, um amplo programa de requalificação profissional, além de incentivar os planos de previdência privada. E cada um pegue o que aparecer na frente para fazer. 

Marco Antonio Esteves Balbi

balbi393@gmail.com

Rio de Janeiro

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LUCROS QUE EXORBITAM

Enquanto micro e pequenos empresários lutam para conseguir amealhar um lucro que lhes dê condição de sobrevivência, na outra ponta estão os revendedores de combustíveis e as padarias.  Apesar de o governo ter reduzido, por quatro vezes, o preço do combustível nas refinarias, nas bombas isso ocorreu apenas uma vez, em razão da crítica do presidente sobre o fato – senão nem isso ocorreria. É o famoso e odiado cartel dos distribuidores de combustíveis que não permite esta redução e procura aumentar constantemente seus lucros. No caso das padarias, o lucro, então, é infinitamente maior. Num simples pão na chapa com café, elas chegam a ter um lucro de mais de 900%. Um pãozinho hoje não sai por menos de R$ 1. Isso, sem considerar outros produtos que chegam a superar esta marca. Mas a exorbitância não para apenas nestes ramos de atividade. Tem muito comerciante que perdeu a noção do bom senso. 

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA DEMORADA

Milhares de cidadãos estão esperando pelo pronunciamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a questão das perdas das cadernetas de poupança por causa dos planos econômicos federais do período 1987/1991. Ou seja, as perdas datam de três décadas e muitos poupadores certamente já faleceram e outros milhares estão em idade avançada, praticamente sem possibilidade de usufruir do resultado. Que justiça é esta, que só sabe favorecer a lobistas? Os bancos agradecem! 

Carlos dos Reis Carvalho

bigcharles020@gmail.com

Avaré

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COLLOR I

Esperamos que o pleno do STF decida seguir a procedência de direitos aos pequenos poupadores, liberando também o Plano Collor I, que teve a maior perda financeira ao tempo.  

Antonio de Souza D’Agrella

adagrella4@gmail.com

São Paulo

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ATENÇÃO À VENEZUELA

Uma tentativa de assassinato de Juan Guaidó, perpetrada pela ditadura de Nicolás Maduro, ocorreu em 29 de fevereiro. O veículo em que ele estava levou nove tiros no Estado de Lara (oeste da Venezuela), durante uma manifestação antigovernamental. Amanhã, dia 10 de março, haverá uma marcha em Caracas para retomar o controle do Parlamento, que, desde 5 de janeiro, está sob controle de Luis Parra, autoproclamado presidente da Assembleia Nacional. Há 328 presos políticos no país, e mais de 90% deles sem direito de defesa perante os tribunais. Nos últimos seis anos, cerca de 5 milhões de pessoas tornaram-se refugiados em outros países. As atenções do mundo estarão voltadas para o desenrolar desta grave crise política na América Latina.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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AUSÊNCIA LAMENTÁVEL

Ao comparecer à posse do novo presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, no dia 2 de março de 2020, o presidente Bolsonaro cometeu imperdoável e injustificável afronta ao novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, que, além de vizinho contíguo do Brasil, é nosso 3.º principal parceiro comercial mundial. Independentemente do posicionamento político do novo governo argentino, “esquerda moderada”, há que ser respeitado e reverenciado, quando se trata de relações internacionais. Uma afronta agora pode custar caro amanhã. Afinal de contas, “a Argentina é o principal destino das exportações de produtos manufaturados brasileiros e o terceiro, se contabilizados todos os produtos” que exportamos.

Gary Bon-Ali

garybonali@globo.com

São Paulo

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