Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

29 de março de 2020 | 03h00

REVOLTA NO QUARTEL

Usando linguagem militar, as nuvens de uma revolta estão se formando no Brasil, motivadas, justificavelmente, pelas atitudes de Bolsonaro erráticas, incompreensíveis e até mesmo prejudiciais aos brasileiros. Neste momento, estão contra ele: seu vice e seu ministro da Saúde; os governadores dos Estados, inclusive os quem sustentam a economia do País; as duas Casas do Congresso e uma considerável parcela do povo, que faz panelaços diários e vota contra nas pesquisas da opinião pública. Como um presidente não pode governar sozinho e a estratégia do tal “gabinete do ódio” está totalmente equivocada e fora da realidade, não sobra outra a não ser impor “isolamento político” ao presidente, para evitar a disseminação deste vírus de irracionalidade cujos efeitos se somam aos da covid-19.

Omar El Seoud 

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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CAMPANHA ‘O BRASIL NÃO PODE PARAR’

Em Brasília há um presidente da República boicotando a quarentena e incentivando a desobediência civil às orientações do Ministério da Saúde para a Nação se proteger da covid-19. Faz sua campanha em rede de TV, por motivo torpe, no interesse do lucro de investidores da Bolsa de Valores, segundo denúncia de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.

Paulo Sergio Arisi 

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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FUGINDO DA RESPONSABILIDADE

Eu achava até exagerado dizer que o cidadão Jair Messias Bolsonaro não era chegado em responsabilidades, em obediência às leis e normas, além de não gostar de trabalho. Essas informações foram veiculadas no período da campanha eleitoral. Depois, vi que realmente a produção dele com deputado federal durante 28 anos foi ridícula. Vi, também, que ele não é chegado a obedecer às leis, como ficou bem claro no episódio da pescaria em local proibido. Fica bem nítido que é uma pessoa deseducada. Qualquer pessoa não puxa-saco já notou que a responsabilidade não faz parte do seu DNA, como fica evidente neste caso de isolamento seletivo. Ele não quer fazer parte do grupo de pessoas que tem a responsabilidade de escolher os árduos caminhos para tentar controlar a contaminação pelo vírus. Este é o tipo que quer tirar proveito no futuro.

Sérgio Barbosa 

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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A JOGADA DE BOLSONARO

A pandemia vai deixar crise econômica pela necessidade de isolamento das pessoas. Quando voltarmos a uma razoável normalidade até 2022, este senhor vai pôr a culpa em todo mundo que apoiou esse isolamento para salvar vidas e dizer que ele foi o único que tentou salvar a economia. Está usando a tática de Dilma, que “fazia qualquer coisa” para ganhar a eleição.

Aldo Bertolucci 

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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CUSTO DA AMBIÇÃO POLÍTICA

A idiossincrasia de Jair Bolsonaro o impede de raciocinar logicamente em favor do povo neste instante de calamidade nacional. A sua ânsia política pela reeleição lhe impele para uma irracionalidade em suas decisões que, com certeza, vai levar muitos brasileiros à morte, talvez à dele próprio também. Quem viver verá. A sua percepção de que 20% dos infectados possam vir a morrer é um custo pequeno, para suas ambições políticas de salvador da Pátria, menor que o custo da crise econômica que virá de qualquer maneira, empurrará o Brasil para uma hecatombe e o presidente morrerá politicamente. As crises são contornadas sob a batuta de estadistas iluminados, mas, infelizmente e definitivamente, Bolsonaro não o é.

Filippo Pardini 

filippo@pardini.net

São Sebastião

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REELEIÇÃO?

A primeira mudança na lei, tão logo acabe a crise do coronavírus, deve ser o fim da reeleição, valendo já para 2022. Via PEC, que é para não haver veto presidencial.

Radoico Câmara Guimarães 

radoico@gmail.com

São Paulo

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BRASIL E ITÁLIA

O Brasil é, hoje, a Itália de algumas semanas atrás. É inacreditável que o presidente da República ainda não tenha sido capaz de assimilar isso. Jair Bolsonaro não lê jornais nem assiste aos noticiários, e agora deixou de ouvir os especialistas no assunto. As outras instâncias do governo devem cumprir o dever de impedir que Bolsonaro faça o que bem entender com relação à pandemia e continue fazendo asneiras que irão custar a vida de milhares de brasileiros.

Mário Barilá Filho 

mariobarila@yahoo.com.b

São Paulo

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LEVIANDADE

Não é verdade que “o brasileiro tem que ser estudado, não pega nada. Vê o cara pulando em esgoto, sai, mergulha e não acontece nada”, como disse levianamente o presidente Bolsonaro. Basta ver que o País está seriamente contaminado pelo malefício do bolsonavírus, de consequências imprevisíveis.

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

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DISCURSO PERIGOSO

Se a incitação do presidente Bolsonaro contrária ao isolamento social agravar a epidemia do coronavírus, ou terá de ser impedido ou será obrigado a renunciar.

Marcos Abrão 

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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SEM NOÇÃO

Depois do pronunciamento de Jair Bolsonaro na terça-feira, desencorajando a permanência das pessoas em isolamento, a grande maioria da população brasileira ficou estupefata com tantas besteiras saídas de uma só boca. Bolsonaro não tem o menor senso do ridículo que ele causa a ele mesmo com suas atitudes e falas arrogantes, despreparadas e agressivas contra tudo e contra todos os que não se coadunam de seus pensamentos retrógrados, ditatoriais e militaristas. Trata-se de uma pessoa sem a mínima noção de um estadista na acepção da palavra, tendo atitudes toscas e ilógicas. No pronunciamento de terça-feira, ele se contrapôs aos ditames de seu próprio ministro da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS)! Onde este senhor está com sua pequena cabeça? Realmente, a economia não pode parar, mas criar uma situação para um genocídio no intuito de, ao que parece, seguir seu mestre Donald Trump? Acredito que Bolsonaro mostrou sua verdadeira face desequilibrada e desaforada, restando a nós seguirmos as orientações de médicos credenciados e especialistas, e não aloprados que pensam ser deuses do olimpo por ter passado de atleta.

Boris Becker 

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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‘GABINETE DO ÓDIO’

Sobre a matéria ‘Gabinete do ódio’ vira o Conselho da República e a foto que a acompanha (26/3, A7), afinal, qual foi o cargo que os eleitores do Rio de Janeiro deram a Carlos Bolsonaro? Ele é vereador da cidade, mas exerce seu mandato a 1.166 km dali? Quanta preocupação com a cidade que o elegeu para cuidar dos seus problemas. Já não bastam as trapalhadas dos três Bolsonaros em Brasília, é necessário mais um?

SergioAlves Martins 

sergio.alves73@gmail.com

São Paulo

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O ENTORNO DO PRESIDENTE

Mesmo sendo boas as intenções governamentais do presidente Jair Bolsonaro, todas as suas manifestações têm passado pelo seu entorno, composto por responsáveis, patriotas e por criaturas cultivadoras da vingança e do ódio. Este grupo sentimental parece que tem vencido mais vezes, talvez, porque conta com a figura do vereador Carlos Bolsonaro, a quem está faltando visão de conjunto para a implementação da paz em nome de realizações do governo da República. Ressalte-se que os brasileiros só votaram em Bolsonaro-pai para presidente, restando a ele somente a responsabilidade pelo progresso nacional. Ainda em tempo, seria muito bom que visse e sentisse a necessidade de mudar de rumos e de atitudes. A Nação agradecerá.

José Carlos de Carvalho Carneiro 

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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FRITURA

Com o apoio dos meios de comunicação, a elite do empresariado está propondo afastar Bolsonaro da Presidência. Mas não é por causa dos defeitos dele, porque foram esses defeitos mesmos que galvanizaram as preferências deste mesmo segmento e condicionaram o resultado da eleição. Na verdade, quem está na mira é Paulo Guedes, que tenta barrar pretensões de saque aos cofres públicos. Os membros da Fiesp e da Febraban, do  agronegócio e demais endinheirados querem que o Estado banque sozinho os impensáveis prejuízos derivados da paralisação da economia. Ou seja, quando a pandemia passar, eles estarão numa boa e o Estado, mais falido ainda do que já está, e voltaremos ao pior quadro de indigência, com pessoas morrendo de dengue e tuberculose nas filas dos hospitais.

Patricia Porto da Silva 

portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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SURREAL

A situação é surreal, pois ficamos na dependência do ministro da Saúde contrariar o presidente para que o caos e a tragédia não se instalem! Não é hora de adotar a lógica dos golpistas de 2016? Primeiro, a gente tira o Bolsonaro e, depois, resolvemos o resto. Democraticamente nada muda, pois a linha dura neofascista é a mesma, mas pelo menos o general Mourão parece possuir um cérebro.

Adilson Roberto Gonçalves 

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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SOBRE IGNORANTES

Sobre líderes de países que não querem seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), sugiro que a ONU tipifique tal conduta como crime contra a humanidade, para que no futuro possam ser julgados pelo Tribunal Penal Internacional. Ao Congresso, uma lei para entidades e representantes de trabalhadores que, se contra as recomendações de isolamento, possam também ser condenadas pelo Judiciário.

José Eduardo Zambon Elias 

zambonelias@hotmail.com

Marília

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INIMAGINÁVEL

Imaginem se esta crise acontecesse nos governos do Lula e da Dilma, cheios de corruptos e incompetentes. 

Eugênio José Alati 

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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A ÚLTIMA FLOR

O impensável aconteceu, um desastre que ninguém imaginou, uma grande epidemia nos assola num momento particularmente vulnerável. As instituições em frangalhos, ou quase, a economia débil e um presidente da República inepto. Pois é! Antes disso, vale lembrar, todos os presidentes da República após a redemocratização do País, de Sarney a FHC, cumpriram o seu papel de colocar um tijolo a mais na construção institucional do Brasil. Todos, até mesmo o presidente Collor, apeado constitucionalmente do poder, deu a sua contribuição. Saiu com dignidade, não obstruiu, não criou falsas narrativas para serem repetidas pelo mundo, não apequenou o seu cargo, apesar de tudo. Sarney foi vítima dos mais infames ataques no final do seu governo, quando até sua comitiva foi atacada com picareta por um manifestante. Reagiu sempre republicanamente, jamais fez um discurso indigno da instituição a qual estava investido. FHC, como os anteriores, entregou o País funcional e institucionalmente maior, não obstante a emenda da reeleição. Legou-nos uma economia estável, com uma moeda que podia-se chamar assim, com as agências reguladoras funcionando, a Lei de Responsabilidade Fiscal e as contas em ordem. Isso, apesar das crises internacionais em seu período de governo. Depois dele, não foram poucas as esperanças quando um homem do povo assumiu a Presidência da República. Júbilo, alvíssaras! A partir daí, no entanto, sem que inicialmente tivéssemos percebido, iniciou-se um insidioso processo de desmonte institucional. Tinham em mente um projeto grandioso, acabar com a “democracia burguesa” e liderar o subcontinente, talvez o mundo, na construção de uma nova, a verdadeira e “popular”. Capitaneada pelo “partido” e seu genial guia, sabiam o caminho e haveriam de nos levar a todos ao paraíso. Montou-se um sistema monstruoso de arrecadação de fundos, aparelhou-se tudo, fragilizaram-se as instituições, criou-se o maligno “nós contra eles”, que envenenou as relações sociais e continua a debilitar as instituições republicanas. Hoje, com um presidente da República indigno do seu cargo, colhemos do nefasto jardim do lulopetismo a sua derradeira e mais feia flor: o bolsonarismo.

José Jairo Martins 

josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

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UM TROGLODITA AUTÊNTICO

Bolsonaro erra e já errou algumas vezes, inclusive com os filhos, que não tiveram limites e faltaram algumas palmadas no traseiro de todos, mas ele é autêntico, às vezes troglodita (na escola militar o apelido dele era cavalão), e não está de todo errado, a quarentena não é eterna, ela é, sim, dinâmica e regional, isto é, São Paulo capital tem de ter um tratamento diferente de São Paulo interior. João Doria, eleito porque pegou carona em Bolsonaro, tem de descer do palanque e se unir com Mandetta. Tem de pensar no retorno das atividades por idade e por meio período nos primeiros dias.     

Carlos Roberto Gomes Fernandes 

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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UM CERTO CANDIDATO

Em tempos de coronavírus, à margem do sofrimento e das agruras do povo desassistido e desempregado, por consequência, o governador João Doria só pensa naquilo: a cadeira do Planalto a partir de 2022. Independentemente dos comícios diários de uma nota só sobre o vírus exterminador, que tem os ataques ao presidente Bolsonaro como protagonista, uma emissoras de TV reportou que o governador sofreu ameaças de morte pelas redes sociais, que ele fez o devido boletim de ocorrência, etc. A oportunista vítima classificou esses atos como atos bolsonaristas, em razão das farpas e acusações trocadas entre ele por conta do coronavírus, segundo a matéria. Não poderia ser diferente. A tática está nos manuais de Lênin: “Acuse os adversários do que você faz, chame-os daquilo que você é”. Diante de sua tenebrosa passagem pela Embratur e daquilo que corre nas bocas dos munícipes de Campos de Jordão sobre a invasão feita a um terreno da prefeitura para ampliar o território de sua vasta propriedade, fica a dúvida no imaginário popular: será verdade ou é mais uma inconsequente e intempestiva sanha de um demagogo político, que tão logo assumiu a prefeitura paulistana se vestiu de gari e saiu às ruas atrás de holofotes e microfones? A minha solidariedade e aplausos aos operosos agentes da limpeza e conservação da cidade e à sua corporação, que não merecem esse desrespeitoso ato oportunista. Governador, calado o senhor é um poeta, diria o senador Romário em gloriosos tempos de futebol.

Celso David de Oliveira 

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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SEGREGAR EM GRUPOS

Em primeiro lugar, precisamos de água para viver. Em segundo lugar, precisamos de comida. Em terceiro lugar, precisamos de saúde, hospitais, postos de saúde e medicamentos. As outras necessidades também são importantes. Basta pensar na vida sem segurança, energia elétrica, gás, coleta de lixo, entre muitas outras coisas essenciais. Devemos preservar a vida, sempre, mas temos os dados históricos e estatísticas para nos ajudarem a selecionar os verdadeiros grupos de risco da covid-19. Será que todo mundo necessita ficar confinado em casa? Podemos selecionar os mais “resistentes” ao vírus para que voltem à sua vida normal, sem prejudicar toda a sociedade.

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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ISOLAMENTO

Não adianta alertar, os fanáticos acreditam no presidente e não acreditam na ciência e na conduta dos epidemiologistas. O problema do novo coronavírus, além da gravidade, é a rápida disseminação. Países como o Japão não decretaram quarentena, mas a cultura japonesa é bem diferente, as pessoas com alguma suspeita se isolaram por conta própria. Permaneçam em casa, não se contaminem. Vamos contribuir para diminuir os infectados. Colaborem.

José Paulo Cipullo 

j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

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