Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2020 | 03h00

ISOLAMENTO VERTICAL OU HORIZONTAL 

O Estadão de 28/3 trouxe pelo menos duas reportagens e uma coluna opinião extremante enriquecedoras e isentas de envolvimento político ideológico, neste momento de combate à covid-19, quando infelizmente a grande mídia televisiva e escrita se contaminou e vem prejudicando as análises racionais do assunto, para que possamos pesar os prós e os contras do tal isolamento horizontal ou vertical. Portanto, vejamos: 1) Vacina deve demorar pelo menos 18 meses (página A21). Como diz a manchete da reportagem, estaremos convivendo com o vírus por pelo menos mais 18 meses (diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus). 2) Suécia e Dinamarca adotam politicas opostas contra vírus (página A15). Apenas 8 km de uma ponte separam as vizinhas Suécia e Dinamarca, mas enquanto as ruas da capital dinamarquesa, Copenhague, estão desertas, a vida em Estocolmo continua normal, num momento em que os dois países adotam abordagens diferentes no combate à pandemia do coronavírus. Já a Suécia adotou uma abordagem mais suave do que a maioria dos países do continente. O governo argumentou que fechar escolas seria ineficaz e restrições serão impostas no momento certo e pelo menor tempo possível. Com quase o dobro da população da Dinamarca, a Suécia tem 3 mil casos confirmados e 92 mortes. O país vizinho registra 2 mi infectados e 52 mortes. A Agência Pública de Saúde da Suécia admitiu, no entanto, que pode tomar mais medidas, caso o vírus se espalhe.  “Mas devem ser medidas sustentáveis, não podemos apenas dizer que tudo precisa ser fechado por vários meses” (Anders Tegnell, epidemiologista chefe da Agência de Saúde da Suécia). 3) Estratégias regulatórias de combate à covid-19  (página A2). Acontece que a curva de transmissão da covid-19, recentemente divulgada pelo ministro da Saúde, prevê que o contágio se acelerará durante os meses de abril, maio e junho, com o platô começando a cair só em agosto. A política de isolamento horizontal ignora o fator tempo e os impactos sociais e econômicos decorrentes. Além disso, alertou que há sério risco de que, quando os governos permitirem a reabertura, o vírus volte a se alastrar e a contaminação cresça novamente. No Brasil o confinamento da população por meses mostra-se inviável, pois haverá crescimento real do número de mortes decorrentes da rápida subnutrição e perda de imunidade, resultando em probabilidade maior de contaminação por coronavírus. Estratégia de isolamento horizontal pode levar à morte mais pessoas que a de isolamento vertical (Érica Gorga, doutora em Direito Comercial pela USP, com pós-doutorado pela Universidade do Texas, foi professora nas Universidades do Texas, Cornell e Vanderbilt, diretora do Centro de Direito empresarial da Yale Law School e pesquisadora em Stanford e Yale). Longe de mim dizer o que é certo ou errado, entretanto as restrições podem ser tomadas de forma calibrada, pois, afinal, o isolamento vertical deve atuar pelo menos para proteger as pessoas mais velhas e sujeitas a outras doenças, já o tal isolamento horizontal é pura utopia, é só observar os motoboys, lixeiros, caminhoneiros, jornaleiros, cozinheiros, empregadas domésticas, carregadores, mecânicos, pessoal da limpeza, cuidadoras e muitos outros que continuam trabalhando fora de casa. 

Marcos de Sousa Campos

marcosscampos@hotmail.com

Peruíbe 

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DESPOLITIZAR O VÍRUS

Em que pese a gravidade da pandemia que ora atinge praticamente toda a humanidade, com difícil previsão de redução na taxa de propagação, torna-se imperativo que os países atingidos tomem medidas restritivas que levem em consideração as características próprias das suas sociedades, evitando, assim, um desnecessário efeito-manada que pode ter, como consequência, o estrangulamento de toda uma economia, com sérios danos sociais. Citam-se como exemplos notáveis o Japão, que, ao lado do primeiro foco da doença, a China, manteve suas atividades com as necessárias ressalvas para frear a transmissão da doença, e a Suécia, que adotou medidas adaptativas tópicas, mantendo setores importantes em funcionamento, embora esteja unida por uma ponte à também desenvolvida Dinamarca, que, por sua vez, optou por providências draconianas e já constata a angústia de seus pequenos empresários diante da paralisação dos negócios. Urge que nós, no Brasil, sejamos suficientemente inteligentes para, antes de tudo, despolitizar o vírus e, assim agindo, descobrir a nossa fórmula, em conformidade com as condições vigentes por aqui, em vez de citar, por exemplo, a rica Alemanha e outros Estados do Primeiro Mundo como modelos a serem seguidos para as nossas soluções.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTRELA AMARELA NO PEITO?

Os jornais de 28/3 noticiaram que a equipe técnica do Ministério da Saúde propõe um novo plano de contenção do coronavírus, que, entre outras medidas, autoriza a contratação de trabalhadores informais nas ruas para “identificar idosos e enviá-los às suas casas”. Ora, a proposta destes “caçadores de velhos” envolve uma discriminação odiosa, pois: 1) é fato reconhecido nas democracias que uma política de saúde deve agir sobre instituições e estruturas, mas sem hostilizar grupos sociais específicos; 2) não se deve cassar o mais fundamental dos direitos civis, o de ir e vir; 3) é claro que não estamos falando daqueles indivíduos que são de fato portadores do vírus: estes precisam cumprir quarentena, mas isso deve valer tanto para o paciente de 20 anos como para o de 80; 4) a pesquisa científica já demonstrou que idosos não são os vetores principais de transmissão do vírus, sendo imoral expô-los à vexação pública; 5) notar que o grupo “idosos”, além de imenso (de 60 anos para cima), é muito heterogêneo. Abrange desde uma minoria de idosos ricos, com condições de contratar quem faça compras para eles, até uma grande maioria que necessita deslocar-se no espaço público inclusive por razões de saúde e sobrevivência. Não vamos deixar nossos idosos morrerem de inanição e depressão dentro de suas residências; a velhice já é um período muito duro da vida para ser usado como moeda de troca para acordos entre grupos políticos conflitantes (pois foi esta a origem desta estapafúrdia proposta). Chega de “estrelas amarelas” no peito de quem quer que seja. 

Ricardo Botelho

ricardo.botelho@globo.com

São Paulo

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CEGUEIRA

Em seu magistral livro Ensaio sobre a cegueira, o ilustre José Saramago mostrou de forma contundente o comportamento dos indivíduos quando acometidos por uma epidemia de cegueira, bem como a posterior destruição material e social causada, e somente constatada, na medida em que a visão foi voltando para todos. Diante da pandemia da covid-19, parece que, paralelamente, há uma epidemia de cegueira em curso. Sem o isolamento vertical, ou seja, a segregação apenas daqueles que integram o grupo de risco, como idosos e doentes crônicos, sem impedir a atividade de transportes, de indústrias, de comércios, de prestação de serviços e outras atividades geradoras de impostos e salários, quando a epidemia for declarada acabada e “a visão voltar”, poderemos nos defrontar com a morte daqueles que, desnecessariamente, estiveram obrigatoriamente isolados, sem contato social e, consequentemente, sem oportunidade de gerar anticorpos em seu organismo. Vamos correr o sério risco de ver desempregados desesperados, saques praticados por famintos e oportunistas e governos sem verbas porque dinheiro ainda não nasce em árvores, mas da arrecadação de impostos. Portanto, é hora de usar água, sabão e bom senso, não dando crédito a políticos demagogos nem a bobalhões batedores de panelas.

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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PANDEMIA

Algo inédito está ocorrendo em todo o planeta: já passamos por várias epidemias (Sars, H1N1, gripe aviária), e nem de longe ocorreu o pânico que toma conta atualmente da população mundial. Somos bombardeados a todo momento com informações sobre o grande número de mortes provocadas pelo novo coronavírus, não mencionando, contudo, que a maioria das pessoas já tinha doenças pré-existentes. Teoria da conspiração? O que me parece é que a imprensa está jogando gasolina na fogueira. Até quando os governos irão conseguir suportar o pagamento do salário dos funcionários afastados/demitidos? Indústrias paradas não recolhem impostos. A verdade é que as pessoas já estão estressadas, inclusive eu, em razão do volume de notícias ruins. Isso sem falar nas perdas substanciais das aplicações financeiras, pela queda das bolsas de valores. Qual a solução? Voltar ao trabalho se protegendo adequadamente com os EPIs recomendados, ou confinados em nossa casa? Esta última opção trará danos desastrosos a todas as nações, no tocante ao seu parque industrial. Neste momento, a China estará de prontidão para suprir parte da demanda mundial. Golpe de mestre? Por último, alguém, algum dia, viu ou ouviu falar sobre atestado de óbito em que consta “causa mortis: gripe”?

Fausto James Vidotto

faustovidotto@yahoo.com.br

São Carlos

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COVID-19

Não há motivo para pânico. Os mortos até agora no mundo são menos que os resultantes das duas bombas atômicas detonadas pelos americanos no Japão, em 1945, em uma semana.

Carlos Gonçalves de Faria

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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CADA VIDA CONTA Ora, não é tão significante falar em mil mortes por dia. Desde que não seja ninguém da minha família, claro!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FIQUEM EM CASA

Irmãos, grande parte de nossa população descende de nações europeias. Eu mesma, além de ter em minhas veias o sangue indígena e negro, coleciono o DNA espanhol, português, italiano e holandês. Com vocês, creio não ser diferente. Estamos vivendo um período de contingenciamentos; confinados dentro de casa, cada qual fazendo a sua parte para que o tal vírus não traga lágrimas e tragédias à nossa população. Nossos antepassados viveram guerras, destruição, fome, pestes, incertezas e desgraças de toda falta de sorte. Meu bisavô, por exemplo, chegou a nado à costa brasileira, vindo clandestinamente de Portugal. Com toda a garra dessa gente, que fez acontecer, que deu a volta por cima, por baixo e para os lados, por que não haveríamos nós de vencer a nossa fase na história e na construção do futuro de nossas origens? Não estamos vivendo o infortúnio mais sombrio da história humana; não estamos em trincheiras atirando uns nos outros, ou refugiados em porões. Estamos em casa, preservando a saúde da família e da comunidade. Na contramão do discurso presidencial, afirmo que “a economia vai sofrer, paciência!”, mas nosso objetivo, agora, é permanecermos vivos, e o resto a gente conquista novamente. Tudo passa... Eu, vocês, não somos uma nota promissória, um pião de obra capitalista. A economia pode esperar, já a vida não. Fiquem em casa!

Ana Silvia P. P. Machado

anasilviappm@gmail.com

São Paulo

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EM CASA, PELA VIDA

Sigo todas as instruções para manter-me vivo. Não dou trela ao azar. Não me deixo vencer pelo desânimo nem pelo seu parceiro, a irritação. Mantenho meus hábitos. Abro janelas. Arejo a casa. Saúdo o canto dos pássaros. Varro a casa. Penduro roupa no varal. Lavo louça. Telefono para netos e filhas. O distanciamento forçado alimenta e fortalece a alma com vigoroso e indispensável amor e solidariedade. O espírito cultiva pensamentos voltados para aqueles que também sonham em preservar sua vida. Muitos deles, infelizmente, não têm alternativas materiais e financeiras para cuidarem-se com mais segurança. Imagino a intranquilidade e o tormento rondando lares e vidas de famílias amontoadas em cubículos. Sem condições básicas de saneamento. Onde falta de tudo um pouco. São legítimos heróis da resistência. Bravos anônimos. O governo não pode esquecê-los. O isolamento nos leva a pensamentos e autocríticas. Sinto-me protegido, revigorado e orgulhoso com os esforços dos abnegados patriotas profissionais da saúde. Na mesma linha, aplaudo, também, e coloco no pedestal do bem bombeiros, lixeiros, garis, policiais civis e militares, caminhoneiros, vigilantes e motoboys. Lamentável, por sua vez, que setores políticos não se entendam. O coletivo é prejudicado por juvenis arranca-rabos. Anteciparam 2022 sem a permissão dos eleitores. Oremos.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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INDÚSTRIA A TODO VAPOR

A desfaçatez de Jair Bolsonaro em querer acabar com o isolamento social e liberar geral o comércio, certamente, contribuirá para o aumento vertiginoso do faturamento das indústrias responsáveis pela confecção de caixões funerários. Basta ver o “sucesso” que este segmento tem feito na Itália, que relaxou na quarentena. É isso mesmo que você quer, Bolsonaro?

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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EM MILÃO 

Ao se retratar, sobre a pandemia, admitindo seu erro quando incentivou Milão a “não parar”, o senhor Giuseppe Sala, prefeito da cidade, demonstra sabedoria e dignidade. Oxalá essa atitude possa reverberar por aqui, sensibilizando nossas autoridades para o momento gravíssimo que vivemos.

José Perin Garcia

jperin@uol.com.br

Santo André

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ENSAIO SOBRE A ESTUPIDEZ

Nestes tempos de pandemia, de certo e errado, de sim e não, a coisa, no Brasil, chegou ao ponto mais alto quando o presidente Bolsonaro parece pensar ser o único de passo certo, o único que não ficou cego, como o personagem de Ensaio sobre a cegueira, aqui mudado para Ensaio sobre a estupidez. Tal qual um imperador romano tipo Nero, Calígula ou mesmo um histérico Hitler, pensa, na sua psicopatia, que tudo e todos pode contrariar, sejam cientistas, médicos, sanitaristas e órgãos mundiais de saúde. Tem de prevalecer sempre a sua indiscutível opinião. É um machão, um gladiador invencível, que com o seu gládio às mãos vence todos os que pensam diferente dele. Muito ao seu gosto, aliás, quer torturar a população com os seus achismos, pois raciocinar não raciocina. É o único que não está cego.

Adriles Ulhoa Filho

adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

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FLERTANDO COM A ILEGALIDADE

Mais uma derrota de Jair Bolsonaro: a juíza Laura Bastos Carvalho, da Justiça Federal do Rio de Janeiro, suspendeu a veiculação da campanha do governo O Brasil não pode parar, que pelo contrato joga no lixo R$ 4,8 milhões. Assim como o presidente faz em seus pronunciamentos, o objetivo desta peça publicitária era de inflar os ânimos de empresários e da população para que descumpram, e façam até carreatas contra, o isolamento social em função da pandemia do novo coronavírus. Um absurdo que o incorrigível Bolsonaro, pelo jeito, deseje instalar a anarquia ou a desobediência civil no País. Como se a enfermidade e a morte de filhos desta pátria, para o presidente, não tivesse importância alguma. Soberbo, belicoso, talvez até fora da normalidade de suas faculdades mentais, Bolsonaro, em vez de ouvir os sensatos, prefere ser fiel aos membros radicais do “gabinete do ódio” instalado no Planalto, comandado por seu incendiário filho Carlos Bolsonaro. E, como resultado, perde popularidade e acumula derrotas. Na semana que passou, por exemplo, o Judiciário também derrubou outra MP do presidente que permitia que lotéricas funcionassem e as igrejas seguissem com seus cultos presenciais. E foi até advertido pela maioria dos pastores evangélicos por ser uma medida fora de propósito. Para azar dos brasileiros, assim caminha este governo, flertando com a ilegalidade, tendo até vários de seus projetos considerados inconstitucionais no STF. Porém, melhor seria para o presidente não ficar brincando com o poder desta República.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PORTA-VOZ

Acho que Bolsonaro pai virou porta-voz do “presidente” Carlão. 

Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br

São Paulo

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EVANGELHO SEGUNDO ‘GABINETE DO ÓDIO’

Na Bíblia, 4 são os cavaleiros do Apocalipse: fome, guerra, peste e morte. Aqui, nos bastam um vereador, um deputado, um senador e um presidente...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ISOLAR BOLSONARO

Se o presidente está em descompasso com o mundo e com a Nação, numa hora de decisões que não permitem erros fatais, não é momento de discutir impeachment ou quetais. Isolamento político de Jair Bolsonaro é a melhor e mais eficaz solução. Concordem com ele e façam exatamente o contrário. Auxiliares imediatos de Trump vêm fazendo isso desde sua posse. Se a democracia permite a eleição de dois incompetentes e irresponsáveis nos Estados Unidos e no Brasil, cabe às pessoas sensatas e à grande imprensa mitigar os efeitos do equívoco eleitoral e puxar a orelha dos eleitores levianos.

 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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IGUAIS

Concordo com uns 85% do que publicou o professor Marco Aurélio Nogueira no Estado de sábado (O bolsonarismo, o presidente e o vírus, 28/3, A2). Mas, à medida que lia, fui trocando as expressões: Jair Bolsonaro por Lula da Silva; bolsonarista por petista; liberalismo por socialismo; esquerda por direita; e por aí vai. Tais mudanças não alteram em nada a ideia central, aliás, correta, do articulista. Conclusão: ninguém é melhor que ninguém. São todos farinha do mesmo saco. Hoje, deve-se ler, ouvir e assistir aos noticiários com um olho crítico. Melhor ainda se conseguir ler nas entrelinhas e o que se esconde por trás. Somos a ostra, esmagados entre a rocha e o mar.

L. M. Miguez

leo.mm.25@gmail.com

São Pedro

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NOVO PARTIDO

Crivella: “Uma honra receber Flávio e Carlos Bolsonaro no Republicanos”. Logo ele vai ver o que é bom para a tosse!

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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PESCA EM ÁGUAS TURVAS

Sobre a matéria ‘O Brasil precisa discutir quem será o fiador das mortes’, diz Doria sobre Bolsonaro (Estado, 28/3), o governador traíra de Bolsonaro mostra sua sórdida estrutura moral de oportunista sem vergonha, que quer atribuir demagogicamente os óbitos da covid-19 ao presidente, distorcendo os fatos com objetivos políticos. Esquece que para se eleger ele necessita de votos populares, principalmente dos eleitores do presidente que continuam a apoiá-lo. Também parece esquecer que na corrida presidencial já existe mais gente no páreo, mostrando as fragilidades deste agora pescador de águas turvas.                        

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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AMEAÇAS

Sobre a matéria Doria registra ameaças e acusa ‘gabinete do ódio’, João Doria tem uma carreira política interessante. Elegeu-se prefeito da capital paulista apoiado por Geraldo Alckmin e prometeu ao eleitorado que permaneceria na Prefeitura durante os quatro anos. Não cumpriu os quatro anos, traindo seus eleitores, e saiu candidato a governador, traindo Alckmin. Na candidatura a governador, criou o slogan “Bolsodoria” e pedia votos em favor de Bolsonaro. Eleito governador, começou a criticar Bolsonaro em todas as oportunidades que lhe apareciam. Traiu Bolsonaro e o eleitorado que o elegeu. Mesmo diante desse quadro, ele demonstra sabedoria, pois consegue afirmar de onde vêm ameaças a sua pessoa depois de trair tanta gente. Muito sábio este “político”. Mas, diante de tanta sabedoria, pergunto: onde andam lealdade, ética, moral, palavra empenhada?

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas

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ELES SÓ PENSAM NAQUILO

A solução para a crise está fácil: acabar com a reeleição para todos os cargos no Brasil, de porteiro a presidente. Isso acabaria com a profissão político: você poderia servir à Pátria por 4 ou 5 anos e o resto da vida você iria cuidar da vida particular. O responsável pela reeleição tem nome: Fernando Henrique Cardoso. Nota: se fosse assim hoje, Doria estaria preocupado em governar o Estado e Bolsonaro estaria preocupado em governar o País.

Carlos Roberto Gomes Fernandes

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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NIVELANDO

Eu achava impossível ser tão medíocre e nocivo quanto um político petista. Mas, aí, vieram João Doria e Wilson Witzel.

André Luis Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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TORRE DE BABEL

Está muito difícil neste momento de separar o joio do trigo, o bom senso tornou-se radicalismo, interesses de toda ordem subiram à cabeça dos que decidem e informam. Todo brasileiro está consciente da realidade do País e da sua própria. Se vivemos numa tão propalada democracia plena, por que não criarmos regras mínimas de sobrevivência e o restante as pessoas decidem pelas suas necessidades, como estabelecer uma lei geral diante de uma sociedade tão diversa? No momento, oportunistas de plantão aparecem com seus berrantes estrondosos ainda querendo conduzir o rebanho.

Manoel Braga

manoelbraga@mecpar.com

Matão

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QUAL É O PLANO

Qual é o plano quando a pandemia alcançar as gigantescas favelas brasileiras? Hospitais de campanha? Mobilização das Forças Armadas? O Brasil tem poucos dias para apresentar um plano para enfrentar a pandemia nas favelas, ou teremos um holocausto.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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