Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

20 de abril de 2020 | 03h00

CARREATAS ANTI-ISOLAMENTO

O militante bolsonarista é o único habitante deste enfermo planeta que enaltece a burrice e sente prazer em evidenciá-la. Ignorância é um eufemismo generoso para quem faz carreata pela abertura do comércio em meio à disseminação do novo coronavírus. Enquanto parcela da sociedade moderada dos quatro cantos do mundo subia a tag #TogetherAtHome, embalada pelas atrações do Global Citizen, assistimos envergonhados a ricos que subitamente se deram conta da caótica situação dos miseráveis Brasil afora, numa ode à insensatez, pedir a volta à normalidade da economia. Avalizados pelo mesmo pensamento retardado do presidente da República, reduzem a pandemia a um problema nacional e bradam a eficiência da cloroquina, este elixir. Mais duro que a reclusão é suportar os desvarios do radicalismo.

Jorge Neto 

jorgealvneto@gmail.com

São Paulo

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A REVOLTA DO ISOLAMENTO

Eliane Cantanhêde (Meu Brasil brasileiro14/4) faz interessante reflexão sobre nosso país. A História lhe dá razão. A Revolta do Quebra-Quilos (1872-1877) foi contra a adoção do sistema métrico francês, quando o Brasil ainda adotava o sistema de pesos e medidas vindo da Grã-Bretanha. A Revolta da Vacina (1904) foi contra a obrigatoriedade de vacinação. Agora, ocorre a Revolta do Isolamento (2020) com carreatas pelas ruas de grandes cidades, em meio à pandemia do novo coronavírus. Nas três situações, as pessoas comuns sentem seu cotidiano afetado e não concordam com as decisões tomadas pelo governo central (monarquia) ou governo federal (República). Ninguém nega que ocorreram excessos arbitrários e até mesmo o uso da força pelo governo nas duas primeiras situações. Entretanto, no terceiro caso, o nível de convencimento por argumentos racionais e científicos, o disseminado acesso à informação e o aumento de escolaridade das pessoas ajudam a diminuir a contrariedade, mas mesmo assim não há formação de consenso pela sociedade. Por isso, ainda conviveremos com terraplanistas, antivacinas e anti-isolacionistas por muito tempo.

Luiz Roberto Da Costa Jr. 

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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COMO UM SEGURO

Eu estou tão atônito quanto a jornalista Eliane Cantanhêde (Meu Brasil brasileiroEstadão, 14/4). Sigo as recomendações do Ministério da Saúde, respaldado nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao fim desta terrível e conturbada fase que estamos vivendo no planeta Terra, espero que eu esteja errado e a pandemia aqui, no Brasil, não tenha passado de uma gripe forte, pois gripezinha já não cabe mais. Mas, ainda assim, não vou me arrepender de não ter me comportado como os brasileiros que fazem carreata contra o isolamento social e desdenham da pandemia, como escreveu a contundente e competente jornalista. É como um seguro: dói um pouquinho ter pago por ele e não ter sido necessário usá-lo, mas pode ser trágico precisar e ele não ter sido feito.

Abel Pires Rodrigues 

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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DEMAGOGIA CONTAGIOSA

Lulla dizia que o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro beirava a perfeição. Bolsonaro concorda. Tanto que até promove carreatas a favor da doença...

A.Fernandes 

standyball@hotmail.com

São Paulo

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TREMENDA DECEPÇÃO

Estou há mais de um mês pensando em escrever ao Fórum dos Leitores sobre os atos e, principalmente, os desacatos do presidente Jair Bolsonaro, mas ele não me dá chance. São dois ou três gestos tresloucados por semana, e o último sempre desatualiza o anterior. Bolsonaro me lembra aquele técnico de futebol que, com o seu time perdendo de goleada no primeiro tempo para um adversário invisível, substitui o melhor jogador em campo por outro mais novo e descansado. Assim, fica impossível acreditar nele. Desisto de escrever... E de votar nele.

Clodomir de Jesus Redondo 

clodoredondo@bol.com.br

Araçoiaba da Serra

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ALIANÇA DO AVESTRUZ

A pandemia do coronavírus atingiu todos os continentes, com exceção da Antártida, com mais de 2 milhões de infectados e mais de 150 mil óbitos. No Brasil, são mais de 2 mil mortes  e 33 mil contaminados, mas, mesmo assim, o presidente Jair Bolsonaro insiste na reabertura do comércio. A revista britânica The Economist apontou a Nicarágua, Bielarus e Turcomenistão como os integrantes da Aliança do Avestruz, incluindo também o presidente Bolsonaro como os incrédulos na questão do vírus. Esconde a cabeça, e o povo que se dane.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Parece que nem a pandemia que já ceifou a vida de mais de 2.500 brasileiros consegue sacudir com os sentimentos e a sensibilidade dos políticos brasileiros. De um lado, o chefe do Executivo tem dificuldades em estabelecer e tomar decisões, não apresenta um planejamento claro de como abordar o terrível momento, toma atitudes intempestivas e populistas que vão de encontro aos dogmas científicos, faz uma troca desnecessária de ministro (Saúde) somente por uma questão de autoritarismo e vaidade, substituindo-o por outro profissional não menos qualificado, que pensa exatamente como o ministro anterior, que tal qual, certamente, seguirá os mesmos postulados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da comunidade médico-científica nacional e internacional. Dessa forma, o presidente da República deixa, pois, a imagem de um governo não confiável. Por outro lado, o presidente da Câmara federal, tal qual um menino mimado, que “pensa ser o dono da bola do jogo”, fica medindo forças com o presidente da República, numa briguinha sem qualquer tipo de nexo, também movida por autoritarismo e vaidade, visando a algo como se tornar um primeiro-ministro desde já ou na eleição presidencial de 2022. Desnuda totalmente um projeto enviado pelo Executivo, votando algo absolutamente diferente do proposto, que no médio prazo somente trará mais problemas e prejuízos financeiros para a Nação, engessando as contas e endividando pesadamente o País. Significa dizer que, uma vez saneada a pandemia da covid-19, estará instalada no Brasil uma outra pandemia, desta feita na economia, que só Deus sabe como terminará. Para fechar este círculo, o presidente da Câmara tem total apoio do presidente do Senado Federal (ambos do mesmo partido político). E, como se não bastasse, alguns governadores e prefeitos deste nosso Brasil atuam na pandemia da forma que bem entendem, uns seguindo intensamente o isolamento social, outros parcialmente, e outros nem sabendo do que estamos falando, o que inclui a abertura indiscriminada do comércio sem qualquer tipo de regra. Lembrar que diante das inúmeras mortes que estão e seguirão acontecendo, não faltam políticos, principalmente governadores, em franca campanha presidencial visando a 2022, algo realmente muito podre... Tudo isso lembra um antigo jornalista (Sergio Porto), que tinha o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, que compôs o Samba do Crioulo Doido, que mistura uma série de fatos acontecidos no Brasil passado que, juntando tudo, e esse foi o objetivo do compositor, mostrar o quanto o nosso Brasil é bagunçado e desorganizado, e o desrespeito ao País e ao seu povo segue o seu rumo sem qualquer compromisso ou responsabilidade. Enfim, é muito difícil de combater e erradicar duas pandemias letais ao mesmo tempo, a da covid-19 e a nefasta e velha política brasileira.

David Zylbergeld Neto 

dzneto@uol.com.br

São Paulo

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CONFLITO NO COMBATE À COVID-19

O Brasil passa por um conflito no enfrentamento da pandemia de covid-19. A sociedade brasileira, que enfrenta o drama de sobreviver ao vírus, é chamada a decidir entre a civilização e a barbárie. Entregar a vida de nossos entes mais idosos ou fragilizados para salvar a economia. Como se fosse possível uma economia produzir riqueza ao mesmo tempo que recolhe cadáveres nas ruas. A eleição presidencial de 2022 expõe seu custo em vidas e no rebaixamento de nossa régua civilizatória.

José Tadeu Gobbi 

tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Concordo absolutamente em tudo com a leitora sra. Izabel Avallone (A diferença que faz a educação, Fórum dos Leitores, 19/4, A3). A falta de educação e de civismo faz toda diferença numa hora crítica como uma pandemia, e acrescentem isso tudo a 30 anos de governos corruptos. Imaginem se o Brasil tivesse poupado recursos públicos, oriundos de impostos tão altos cobrados de todos nós, empresas e pessoas físicas – tudo o que foi desviado para bandidos e países alinhados? Hoje não temos recursos nem o governo, sempre assaltado por meliantes que deveriam estar sujeitos a pena de morte, pois é o que fizeram agora com o povo roubado.

Roberto Moreira da Silva  

rrobertomsilva@gmail.com

São Paulo

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PERIFERIA CAPTURADA

Não comungo de todas as posições da leitora sra. Izabel Avallone, mas faço minhas suas colocações na carta de 19/4/2020. Nossa educação/cultura é tão restrita que ignora a periferia, facilmente capturada por aventureiros que passam por paladinos da honestidade, tais como “Caçador de Marajás”, “Vassourinha”, etc., e agora por um grupo respaldado por Sérgio Moro, ignorando “rachadinhas”, amigos milicianos que enriquecem vendendo sucatas, familiares que enriquecem aplicando no ramo imobiliário e obtêm ganhos não compatíveis com qualquer ganho no Brasil e no mundo. Sem falar em “queimas de arquivo”.

Carlos Gonçalves de Faria 

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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FALTA DE SORTE

Cheguei à conclusão de que o problema do nosso país é a falta de sorte para escolher presidente. Na última eleição antes da ditadura, escolheu Jânio Quadros, um demagogo beberrão; na primeira eleição depois da ditadura, escolheu Fernando Collor, o tal caçador de marajás; mais adiante, por conselho de Lula, escolheu Dilma Rousseff, a mediocridade festejada da esquerda; e, finalmente, escolheu o capitão Jair Bolsonaro, um adoidado, grande amigo do ridículo. Não é muita falta de sorte?

Euclides Rossignoli 

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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SÚBITA PAIXÃO

Pois é, em pleno 2020, 50% da população brasileira não tem saneamento básico; temos 3 mil lixões ao ar livre; São Paulo é atravessada por 25 km de esgoto a céu aberto (Tietê e canal do Pinheiros); na favela de Paraisópolis vivem 45 mil pessoas por quilômetro quadrado; Taboão da Serra tem a maior densidade demográfica do Brasil (14 mil pessoas) e em São Paulo, 7.500 (Opção pela vida, J. R. Guzzo, Estadão, 19/4, A7). O texto destaca: “Autoridades, políticos e elites revelaram súbita paixão pela solução da saúde pública no País”. O que dizer, então, da educação? Hoje soube que os salários dos residentes em saúde contratados para atendimento da covid-19 estão atrasados. Nem acabou e já começou. Pura hipocrisia. Comentam, mas na Alemanha o número de mortes (viramos um dado estatístico) é menor. Claro, começaram antes e precocemente as medidas de combate ao vírus. O.k., até pode ser, mas estes governos sérios não corruptos em todos os níveis por lá já aplicaram há décadas verbas adequadas na saúde, e esse é o pulo do gato, o resto são meras conjecturas. Lá são gastos per capita R$ 26 mil, e no Brasil, R$ 1.200. Deu para entender?

Claudio Baptista 

clabap45@gmail.com

São Paulo

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SANEAMENTO BÁSICO

Claríssimo e irretocável o artigo de J. R. Guzzo de 19 de abril, Opção pela vida, no qual desnuda toda a hipocrisia e omissão criminosa dos governantes de todos os níveis do País com a saúde pública, principalmente com os desvalidos e vulneráveis, termos tão caros ao governador João Doria, com muitos discursos e poucas ações. Além de citar os lixões e a vida precária das favelas, Guzzo tocou num ponto vital para a saúde da população: a nova lei do saneamento básico, desfigurada e parada no Congresso com a tutela dos nefastos Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, fantasiados de pretensos primeiros-ministros num parlamentarismo branco. O último parágrafo de Guzzo expõe de forma cristalina a canalhice dos políticos deste Congresso vergonhoso.

Claudio Terribilli 

cterribilli@hotmail.com

Guarulhos

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E DEPOIS?

Em mais um brilhante artigo (Opção pela vida, 19/4), J. R. Guzzo esclarece o óbvio, não tão óbvio assim, de que a covid-19, repentinamente, revelou os interesses, antes desconhecidos e ocultos, das autoridades públicas e parlamentares pela saúde dos mais pobres do País. E termina o artigo com uma colocação: será que depois, passada a crise da atual pandemia, esses interesses se manterão os mesmos?

Marcelo G. Jorge Feres 

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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SOCIEDADE LÍQUIDA

Da sociedade líquida de Zygmunt Baumann, na qual se corria por tudo e por nada, as pessoas e os países com a covid-19, todo o planeta, tiveram uma parada brusca e impensada anteriormente. Como um dique, essa tensão deve explodir, em situações também imprevisíveis tanto no nível do indivíduo como no coletivo. Nada mais será como antes, agora é hora de surpresas impensadas e de capacidades novas serem desenvolvidas.

Christiana Pires da Costa

chripc@uol.com.br

São Paulo

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DESÍDIA CRIMINOSA

Em fevereiro, o Brasil sambava de norte a sul. Enquanto isso, o vírus chegava de navio, avião, pelas fronteiras, por todos os lados. População sendo infectada. Quantos óbitos já estavam ocorrendo e possivelmente dados como pneumonias agressivas? O tempo dirá, quem sabe? O impensável é que o Ministério da Saúde, ministro à frente, com uma legião de profissionais, cientistas de todas as ordens e especialmente estrategistas em saúde pública, bem como infectologistas, todos, sim, todos, a par de vasto noticiário do que ocorreu na China, simplesmente inertes. Agora, só agora, estão correndo atrás de equipamentos hospitalares, leitos, etc., etc., e a espetacular medida foi mandar a população ficar confinada em suas casas. Extraordinário!

Renato Pöppl 

renatopoppl@yahoo.com.br

Capão da Canoa (RS)

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COVID-19

Por que o mundo ficou assim tão triste, de repente?

Por que a vida agora é só solidão e medo?

Por que alguns foram vencidos sem lutar?

Acho que sei, sim, eu sei a resposta.

É um chamado de amor,

Fomos trazidos à realidade,

Fomos reduzidos à unidade,

Uma única vida, uma única vida em risco...

E quem poderá nos salvar?

Quem tem o poder de salvar os insetos sobre mesa?

Quem pode poupar as formigas trabalhadeiras?

Os homens, sim, os homens...

E quem pode salvar o homem?

Apenas um coração do tamanho do Universo,

O coração da humanidade,

O coração único de todos nós.

Ricardo C. Siqueira  

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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INCERTEZA FUTEBOL CLUBE

O futebol brasileiro e mundial está numa autêntica sinuca de bico nestes tempos sombrios de pandemia. O momento requer muita calma, paciência e resiliência. É hora de ficar em casa, apesar do que apregoa o genocida capitão Corona. Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Fifa têm a obrigação de ajudar e socorrer os clubes para evitar falências e quebradeiras. Nós, amantes do futebol, sentimos falta dele, mas sabemos que teremos ainda um longo caminho pela frente, e ninguém sabe como será o mundo pós-pandemia. O importante é aprender as lições, e não repetir os mesmos erros do passado.

Renato Khair 

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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BERÇO ESPLÊNDIDO

Há 200 anos, Napoleão perdeu a guerra contra a Rússia por causa do inverno, aliado à extensa geografia daquele país. O Brasil, assim como os EUA, é um país continental. O significado disso em relação à pandemia é que coexistem regiões altamente afetadas, regiões sem caso algum (ou com muito poucos casos) e regiões intermediárias. É um erro tratar todas elas da mesma forma. No caso norte-americano, isso vai se refletir em procedimentos diferentes entre elas quanto à volta à normalidade. E os governantes locais, governadores e prefeitos, vão desempenhar um papel de fundamental importância nesse processo. No nosso caso deveria acontecer o mesmo. Assim, o que infelizmente será preciso fazer na cidade de São Paulo (uso constante de máscaras, manutenção de distância entre as pessoas, procedimentos estritos de limpeza, limitação de número de pessoas por estabelecimento, tipos de atividades que não devem funcionar, períodos intercalados de quarentena sempre que recomendado, etc.) pode não ser necessário para diversas localidades até mesmo no interior do nosso próprio Estado. Assim, se os devidos cuidados forem adotados quanto à realização de testes e restrições na circulação de pessoas, a segmentação geográfica pode vir a se tornar uma ferramenta importantíssima na manutenção do nosso nível de atividade enquanto enfrentamos o vírus. Chegou a hora de usarmos os recursos do nosso berço esplêndido no combate ao corona.

Jorge Alberto Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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MÁSCARAS PARA TODOS

Num momento em que a Organização Mundial da Saúde recomenda que todos usem máscaras, noto que nem todos os funcionários de padarias e supermercados as estão utilizando. Observei quatro casos, num raio de 200 metros, de inobservância dessa providência elementar – inclusive de funcionários que manipulam alimentos, na elegante loja da Rua Oscar Freire de uma grande rede, e em outra, na Rua Augusta, de uma cadeia mais popular, o que permite que perdigotos caiam sobre pães, bolos, salgados, etc. E mais: o supermercado mais caro de São Paulo, na Alameda Lorena, instalou cones na calçada para organizar a imensa e densa fila que se forma à sua porta, atrapalhando a passagem de pedestres e expondo-os a risco ao desviar o tráfego de pedestres para a rua, num corredor formado por cones e faixas. A Prefeitura deve agir com presteza e rigor a fim de coibir a clamorosa omissão desses estabelecimentos, a exemplo do que fizeram as prefeituras de outras capitais, onde até os fregueses são obrigados a vestir máscaras para entrar nesses locais.

Luiz M. Leitão da Cunha

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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