Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2020 | 03h00

Senda do autoritarismo

Ato de força

Desde que tomou posse, e já fazendo a primeira quebra de promessa de campanha, o presidente da República iniciou campanha eleitoral para ser reeleito em 2022, o que passou a ser o objetivo de seu governo. Para isso ele atua em várias frentes. Em uma, procura evitar investigações de malfeitos que seus filhos possam ter cometido, pois sabe que podem trazer argumentos a serem jogados contra ele. Em outra, busca desvincular-se da pandemia de coronavírus, que para ele representa um estorvo no caminho. Ainda visando às eleições, estimulou a formação de sofisticado sistema de fanatização de apoiadores e mantém azeitado sistema de fake news para desconstruir quaisquer possíveis candidatos, ainda que sejam pessoas de alto nível ou mesmo ministros do seu governo. Não tenho dúvidas de que ele não descarta a hipótese de tomar o governo por ato de força, como tem demonstrado em virulentos ataques aos Poderes Legislativo e Judiciário. Para verificar o grau de tolerância da sociedade, está sempre tentando atos ilegais ou antiéticos, recuando apenas se há fortes reações. Não havendo reações, avança rápido sobre “o terreno ganho”. Agora sugere que as Forças Armadas estão com ele e o silêncio delas o estimula a continuar nessa toada. Até quando a Nação aguenta?

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

Forças Armadas e democracia

O editorial Um mau militar (6/5, A3) deixa claro para os brasileiros que o presidente Jair Bolsonaro está mesmo despreparado para dirigir o Brasil e que ele nada aprendeu de civilidade nas escolas militares. É só observar suas recentes declarações de intimidação de jornalistas e de admiração por intervenções militares e pelo AI-5, bem como seu apoio a manifestações pelo fechamento do Supremo Tribunal e do Congresso Nacional. Como a Constituição brasileira atribui às Forças Armadas a defesa da democracia, sempre é bom lembrar a posição do vice-presidente e general da reserva Hamilton Mourão: “Se a política entra pela porta da frente de um quartel, a disciplina e a hierarquia saem pela porta dos fundos”. Faz-se necessária uma posição oficial do ministro da Defesa, amparado pelos comandantes da Marinha, Exército e da Aeronáutica.

EDGARD GOBBI

EDGARDGOBBI@GMAIL.COM

CAMPINAS 

Mau militar

Bolsonaro aproveitou a redemocratização para pleitear aumento no soldo militar, o que não poderia fazer na ditadura. Depois, existem denúncias de que ele planejou explodir o sistema Guandu de abastecimento de água do Rio de Janeiro e seria expulso do Exército, mais pelas mentiras que contou do que pela patacoada pretendida. Passou décadas se beneficiando das mamatas parlamentares e colocou os próprios filhos no mesmo caminho. Enfim, virou presidente com um discurso contrário a tudo o que praticou.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

Democrata de fachada

O presidente Bolsonaro abandonou os valores morais e éticos de um bom militar. Diz que defende a democracia, mas faz discursos que a desrespeitam. Mandar jornalistas calarem a boca foi um ato de silenciar o valor democrático supremo, que é a liberdade de expressão. É lamentável ter como presidente um democrata de fachada.

JOÃO VITOR SAMUEL CASTRO MARTINS

JOAOVITORSAMUELPAZ@GMAIL.COM

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

‘Cala a boca’

Bolsonaro pediu desculpas. Mas o estrago já foi feito.

ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

Atos antidemocráticos

É uma ofensa às pessoas sensatas e ponderadas dizer que um grupo de fanáticos insuflado por um inquilino transitório do Palácio do Planalto e seu clã representa a classe média brasileira. Que as autoridades competentes tomem providências, enquadrando esses irresponsáveis que, em plena ascensão da pandemia, insistem em desestabilizar o País institucionalmente, o que só interessa a políticos medíocres e seus seguidores. 

LOTARIO WESSLING

LOTARIOWESSLING@YAHOO.COM.BR

VENÂNCIO AIRES (RS)

Pós-covid

Estado obsoleto

A reforma do Estado, conforme descrita por Paulo Hartung no artigo Na travessia da pandemia, o presente e o futuro (5/5, A2), é essencial para a sobrevivência do Brasil. As tecnologias digitais serão determinantes para essa mudança, assumindo funções de gente que ganha muito e trabalha pouco para fazer tarefas automatizáveis, reduzindo violentamente a necessidade de novos concursos, além de acabar com a persistente e abjeta prática de “criar dificuldades para vender facilidades”.

HERMAN MENDES

HERMANMENDES@BOL.COM.BR

BLUMENAU (SC)

Em São Paulo

Aumento de impostos

Na surdina, quando todos estamos envolvidos com a covid-19, o governo de São Paulo quer dobrar o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de 4% para até 8%. Logo agora, que temos milhares de falecimentos por coronavírus. O pior é que o PL 250 quer taxar também o VGBL e o PGBL, que são isentos, na mesma proporção!

MILTON BULACH

MBULACH@GMAIL.COM

CAMPINAS

Idosos sem voz

Governador e prefeito tentam conscientizar a população para ficar em casa durante a pandemia, principalmente idosos e outros grupos de risco. Pena que estas pessoas não disponham de um canal para exporem os problemas criados pela própria administração pública. Por exemplo, a AME do Jardim dos Prados não aceita agendar exames de laboratório por telefone. E a AME do Idoso, na Lapa, e o Instituto de Controle do Câncer, na Mooca, não entregam resultados de exames pela internet, só pessoalmente!

ADEMIR VALEZI

VALEZI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

______________________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


PSIU!


Na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro mais uma vez agrediu os profissionais da imprensa. Quando um jornalista iniciou uma pergunta, o presidente bradou: “Cala a boca!”. O jornalista deveria ter respondido: “Cala a boca já morreu. Quem manda na minha boca sou eu!”. Parece infantil, mas é só assim que o presidente talvez entenda.


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


*

‘CALA A BOCA!’


O que é isso, senhores? Aonde é que chegamos? Quem tem de definitivamente calar a boca e não mais emitir um som é Jair Bolsonaro, que é uma pessoa mentalmente desequilibrada há muitas décadas e está totalmente descontrolado. Será que o ministro da Saúde ainda não viu que se trata de uma pessoa doente mental que o contratou? Até onde essa loucura vai nos levar?  Até onde este sociopata, totalmente insensível ao drama das mortes que afetam o País, quer chegar? “E daí?” Daí que não se pode deixar um sociopata solto. “Mau militar”? Bolsonaro nunca foi um militar. Foi expulso por indisciplina da sua breve carreira dita “militar”. Bolsonaro é uma fraude que resolveu pegar carona no brilho e na competência de Sergio Moro, para poder se eleger. Não compareceu a um debate presidencial porque não tinha competência nem nada para dizer com o seu característico defeito de fala. Não adianta mais nada. Nada vai ser resolvido até que este desqualificado, desequilibrado, mal educado e descontrolado personagem seja posto no seu lugar (não sabemos se hospício ou cadeia). Acabem com o “cercadinho” do Alvorada, onde BolsoNero faz o seu circo diário, e providenciem uma camisa de força. Deu, acabou, nós é que não temos mais paciência.


Marta Lawson lawsonmv@hotmail.com

São Paulo


*

BOAS MANEIRAS


Sou da geração baby boomers. Aprendi com a geração “tradicionalista” que quando uma pessoa está falando, a outra deve ouvir. Ou seja, “quando um burro fala, o outro baixa a orelha”. Regras de boas maneiras. Com a postura do presidente, e no meio da turma toda, vocês acham que ele iria falar “por favor, tenha educação, afinal eu estou falando. Depois, você pode falar”?

Se isso não vale mais, aceito as críticas. Fala-se muito do “gabinete do ódio”. E do “jornalismo do ódio”? Vocês “se lembram de esquecer”, como dizia Ulisses Guimarães? Não sou bolsonarista de raiz, mas votei nele e torço para dar certo, para um Brasil melhor e sem idiotas inúteis que quase acabaram com o Brasil de tanto roubar


Marcos H. Belluzzo mhonorio@uol.com.br

São Bernardo do Campo


*

DESESPERO


#PresidenteMorte, quem berra está no desespero. Por que será? O sr. Bolsonaro demonstra como está despreparado para qualquer posição de liderança, especialmente para ser nosso presidente. Infelizmente, ele só tem inabilidade, insensibilidade, truculência, falta de respeito, demagogia, egoísmo. O que ele pretende? Acaso acha que vai conseguir governar o Brasil desse jeito?


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


*

SELVAGERIA


Impressionante a selvageria dos brutamontes contra os profissionais do Estadão. Duas coisas me surpreenderam: o “presidente” cinicamente dizer que seria ato de gente infiltrada; e, segundo, ao ver um dos agressores com uma camiseta da Força Aérea Brasileira. Pode ser coincidência, mas não deixei de lembrar que falta e saudades dos exemplos dos brigadeiros Eduardo Gomes e Délio Jardim!


Antônio C. Guimarães acguima36@hotmail.com

Curitiba


*

PERSONALIDADE ANORMAL


A cada manifestação do atual presidente Bolsonaro, fica a impressão de que ele tem alguma anormalidade de personalidade. O colunista Miguel Reale Júnior, no sábado 2/5, o mesmo que participou do encaminhamento do impeachment da ex-presidente Dilma, fez menção a uma entrevista em  1999 em que o então deputado federal pelo Rio de Janeiro chegou ao desplante de dizer que, se eleito presidente, fecharia o Congresso e defendia inclusive a tortura. O tempo passou e ele agora ocupa espaço na imprensa para defender posições antidemocráticas. Fica, então, levantada a possibilidade de avaliar o seu afastamento, mas dentro de procedimentos constitucionais.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*

DUAS PALAVRAS


Usando apenas duas palavras, a sociedade sensata pergunta: até quando?


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


*

FORÇAS ARMADAS


Em meio ao atual momento complicado que a covid-19 nos impõe, e, paralelamente, uma crise política que também nos impacta, as Forças Armadas nacionais estão diante de um desafio histórico, de se manterem coesas em torno do Estado Democrático de Direito, como bem disse o atual ministro da Defesa, em nota divulgada pela imprensa nacional.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


*

OS MILITARES APOIAM OS ABUSOS PRESIDENCIAIS?                                                     


Os números atuais referentes à pandemia na Inglaterra mostram que parece que o país vai superar a Itália, o país europeu mais atingido pelo vírus. Até menos de dois meses, Boris Johnson desprezava conselhos de terceiros com relação aos números na Itália e determinou tardiamente os meios para evitar e diminuir os efeitos da pandemia no Reino Unido. Nos EUA foi Donald Trump que, em vez de tomar atitudes imediatas para iniciar o combate ao vírus, passava o tempo pondo a culpa no “vírus chinês” e, neste caso, deixasse para o futuro qualquer cobrança à China, com relação a trilhões de dólares que o PIB dos EUA perderá. Aqui, no Brasil, o presidente que no início chamava a pandemia de “gripezinha”, em vez de buscar soluções de combate ao vírus, ironizava e trabalhava contra as recomendações do Ministério da Saúde. Pois é, a “gripezinha” já infectou mais de 100 mil pessoas atualmente e passa de 7 mil o número de mortes – e, pior, não sabemos até onde irá. Na Inglaterra, acreditam que o primeiro-ministro Johnson perderá o cargo e nos EUA começam a duvidar da reeleição. E aqui? Nada acontecerá, até porque o presidente bravateia contra quem não concorda com seus meios e que as Forças Armadas estão com ele para sustentar qualquer atitude sua, e destas recebemos apenas as declarações-padrão.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


*

SERGIO MORO E A ÉTICA


O artigo Há crime quando não há ética nem há política, de Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Fábio Tofic  (Estado, 2/5, A2), a meu ver, comete – talvez sem ser percebido pelos autores, quero crer – uma injustiça com Sergio Moro. Diz: “A fala cifrada do ex-ministro põe suspeita até sobre sua própria conduta, como no caso de ter admitido que solicitou ao presidente a edição de uma norma legal que, em caso de atentado, pudesse garantir alguma salvaguarda financeira à sua família”. Quanta honestidade nessa informação espontaneamente dada por Moro! Ora, ponham-se no lugar dele. Larga em definitivo uma carreira promissora – máxime em relação ao que já fez – para trabalhar com mais poder pelo fim da corrupção no Brasil. Evidentemente, é odiado pelos que enviou para o lugar que sempre mereceram. Alguma dúvida sobre essas condenações? E, por isso, está sujeito “a caso de atentado”. Evidentemente, muito possível. Os exemplos são muitos. Pensou na família. Quem não pensaria? Sem aposentadoria e sem pensão, como os que os autores citam e que não precisam dessa proteção, pois como servidores públicos já a possuem. Enfim, para julgar, é necessário examinar o que o julgado fez e por que o fez. Ou isso só se aplica a assassinos, ladrões e responsáveis por crimes provados? Por mais graves que sejam. Uma coisa é certa: só uma pessoa de bem, correta e justa colocaria uma condição  legítima como esta para largar tudo para servir o Brasil. Ou deixaria a família sem proteção? Ora, não é isso que vai turvar a clareza de sua atitude e seu brilhante currículo. Já a injustiça feita e acima apontada continua existindo enquanto não for reparada.


José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto


*

INVERSÃO DE VALORES


Espero que o probo juiz Sergio Moro esteja muito bem munido de provas para embasar as graves e verídicas (só não vê quem não quer) acusações que fez a Jair Bolsonaro. Já está cheirando mal o comentário de “estrelados” advogados feito no sábado aqui, neste jornal, sendo eles, Celso Vilardi, Antônio Mariz de Oliveira e Fabio Tofic, todos defensores de notórios corruptos na  Lava Jato, tentando transformar o acusador em acusado. É a inversão de valores, infelizmente muito comum no Brasil.


Marisa Bodenstorfer baica53@googlemail.com

Lenting, Alemanha


*

CRIME E POLÍTICA


Os doutores Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Fabio Tofic fizeram várias críticas sobre o momento atual (2/5, A2). Seria importante os doutores lembrarem que, como conceituados advogados criminalistas, enriqueceram à custa de altos honorários recebidos de eventuais corruptos, que os pagaram com o dinheiro desviado e que está faltando para tudo no Brasil. É preciso, no mínimo, pôr a mão na consciência.


Eduardo Ortolan Escudeiro eo.escudeiro@gmail.com

São Paulo


*

A COVID-19 PODE TUDO


É preciso refazer o caminho do mensalão e do petrolão para chegar à verdade, aos devidos culpados e às punições. Na época do governo Lula, FHC saiu na frente dizendo que Lula iria se enforcar na própria corda, e todos vimos aonde a corrupção chegou. A mesma imprensa daquela época é a de hoje, só que a de hoje não aceita o presidente que foi eleito legitimamente, e na época de Lula tolerou os roubos. As denúncias citadas pelo ministro Sergio Moro fazem sentido quando se trata da interferência na Polícia Federal. Há mais de seis meses Bolsonaro insistia na troca de Valeixo. Por quê? Ninguém sabe e nem sequer o saberemos algum dia, visto que o Legislativo e o Judiciário estão de mãos juntas contra Bolsonaro – coisa que não se viu na era PT. Havia pagamentos? Eles continuam? O tempo vai passando e todas as verdades ficarão sob os tapetes. Foi tolerando o intolerável que o País está de porta abertas para desvios maiores, basta ver toda a gastança dos governos sem licitação, mas é a covid-19 e ela pode tudo, desde roubar até matar.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


*

NA TRAVESSIA DA PANDEMIA


Nesta quadra tétrica e macabra que vivemos, cabe, por oportuno, reproduzir trechos do muito bem escrito artigo Na travessia da pandemia, o presente e o futuro, do economista e ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung (Estado, 5/5, A2): “Nesta dura travessia, para além da angústia das incertezas e do sofrimento dilacerante das perdas, há que exercitar a altivez do espírito e a grandeza da razão. Isso porque, se não há – e não há – sentido algum intrínseco a esta tragédia, que produzamos um sentido a partir do seu enfrentamento. Só esse duro desafio nos tornará aptos a concluir essa caminhada em pé, e não de joelhos, capacitados para a reconstrução e também para a prevenção de situações como a que nos abate. Esse é um caminho possível, porque toda crise tem três forças: aprendizados, oportunidades e finitude. Além disso, as mais bem-sucedidas travessias de tempos trágicos, ou seja, as que implicaram menos perdas e possibilitaram uma reabilitação mais rápida e com uma sociedade mais preparada, tiveram o dom de dar prioridade às demandas do momento e ao olhar no pós-crise – mais que o olhar, o agir em prol do futuro. (...) Em meio a tanta dor e desolação, que, paralelamente à luta sem trégua, sejamos capazes de aprender e, assim, possamos sustentar nossa caminhada com o saber e a sabedoria das superações, as de hoje e as do ontem. Esse é o caminho para que possamos resistir com o menor sofrimento possível e para concluir essa travessia tormentosa com rumo, bússola, mapa e energia para investir cada vez mais na dignidade humana e no bem-estar coletivo, de modo socialmente inclusivo, economicamente sustentável e politicamente democrático”. Que suas palavras sejam levadas ao pé da letra e sirvam de guia a um Brasil novo e melhor do que o que tínhamos até 2019.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

PAULO HARTUNG


É bom ver que neste deserto de líderes e de ideias ainda temos alguns que sabem indicar caminhos. Quem sabe nosso país consiga eleger alguém com essas ideias para retomar o caminho do progresso e, principalmente, que consigamos acabar com esta terrível desigualdade que aflige muitos de nossos irmãos.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

BLOQUEIOS INÚTEIS


Como era de esperar, o bloqueio de artérias viárias importantes determinado pela Prefeitura de São Paulo para supostamente desestimular a circulação de pessoas causou transtornos inadmissíveis. Profissionais da área da saúde, assim como cidadãos que precisavam se deslocar a um hospital, clínica ou a algum serviço essencial para trabalhar ou fazer uso dele foram sensivelmente prejudicados. Há um grande furo nesse tipo de ação: pessoas que queiram forçosamente sair de casa para passear ou coisa parecida irão simplesmente usar caminhos alternativos ou fazê-lo após as 10 horas, horário de término do bloqueio. Ou seja, o saldo em relação ao isolamento social será zero, não fará diferença alguma. Se o prefeito Bruno Covas insistir nesta estratégia restritiva pouco convincente, vai irritar e causar desconforto ainda maior à população paulistana, já por demais combalida pela pandemia.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

ITCMD EM SÃO PAULO


Em resposta às críticas publicadas no Fórum dos Leitores do jornal O Estado de S. Paulo, o deputado Jose Americo esclarece que o projeto de lei (PL) tem o objetivo de aumentar a isenção para transações de até R$ 400 mil, aproximadamente. Hoje, a isenção é de até R$ 65 mil. Para aumentar a isenção e ajudar quem menos pode, precisa ter uma alíquota progressiva para os demais, conforme a capacidade contributiva. A ideia é elevar a alíquota única de 4% cobrada em São Paulo pelo Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD) para até 8%, que é o teto desta contribuição estabelecido pelo Senado Federal, a exemplo do que vêm fazendo desde 2018 dez Estados brasileiros (em 2015 eram apenas três): Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso, Paraíba, Sergipe, Goiás, Pernambuco, Tocantins, Bahia e Rio de Janeiro. “Além de elevar para até 8% a cobrança deste tributo, a proposta estabelece faixas de progressividade, ou seja, quem tem mais paga mais e quem tem menos fica isento do tributo, e mudanças para tornar a lei mais clara, evitando sonegação”, diz o deputado José Américo. “Isso sem contar a sua principal destinação: o combate à pandemia do coronavírus”. Em 2019, foram arrecadados nesta conta R$ R$ 3,154 bilhões com base na alíquota única de 4%. Com a mudança, a estimativa é de que esse valor chegue a R$ 6 bilhões, e isso pelo caminho da progressividade, na qual se cobra mais dos que mais podem contribuir, em especial aqueles situados entre o 1% mais rico do País.


Adriana Natali, assessora de Imprensa adrinatali@gmail.com

São Paulo


*

ESTÁDIO CHEIO


Finalmente o Estádio Maná Garrincha ficará lotado... isto é, com pacientes com coronavírus. Quanto dinheiro jogado fora e jogado no bolso dos petistas, não, sr. Lula? Sem falar em Manaus, que está vivendo um caos. Se este dinheiro tivesse ido para hospitais e obras de saneamento básico, hoje a população estaria em melhores condições.


Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos


*

FILA ÚNICA


A ideia de uma fila única para leitos de UTIs públicas e privadas pode assustar, mas na minha opinião é correta . Uma vida não tem mais valor que a outra e quem dispõe de mais recursos materiais não pode valer-se disso num momento de exceção.


Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro


*

O BRASIL DE FORA


Os políticos da Alemanha, Canadá, Espanha, França, Israel, Japão, Itália, Noruega, a presidência da Unidade Europeia e até da África de Sul e da Jordânia arrecadarem 7,5 bilhões de euros para acelerar a produção de vacina para a covid-19, que será disponível para todos a preço acessível. Por arrogância e ganância comercial (vender a vacina a qualquer preço), ficou de fora o truculento Donald Trump. Pelo princípio de servidão tupiniquim aos Estados Unidos, o Brasil ficou de fora, talvez por ser mais pobre que a Jordânia e a África de Sul. O presidente Jair Bolsonaro acredita que seu amigo de peito Trump vai vender a vacina a preço camarada, ou ele não liga muito para a vida dos brasileiros. E daí?


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


*

RESPIRADORES


Socorro! Socorro! É o grito das mentes que não se ouvem de moribundos brasileiros pela contaminação da covid-19. Contudo, nós, que consideramos o ser humano, esteja ele onde for, nosso irmão, conseguimos ouvi-lo por meio de notícias que chegam a nossos corações, e faremos de tudo para salvá-los. Apesar da agressividade infantil de escravos da filosofia religiosa maniqueísta de que os países – que são ficções jurídicas para abrigar nações de gente de carne e osso – dividem-se somente entre duas categorias, bons e maus, peço vênia a nosso ministro das Relações Exteriores e demais membros de nosso governo federal que compartilham de sua posição, esdrúxula e inoportuna, de que a China é má, para pedir socorro aos chineses, principais parceiros nossos no comércio internacional. O pedido é para produzirmos respiradores aqui, no Brasil, em joint venture de empresas brasileiras e chinesas. No início seriam simples montagens de respiradores, com a participação de mão de obra qualificada e treinada para isso. Pedimos a nossos Poderes Legislativo e Judiciário que nos ajudem e facilitem a realização desse projeto nos Estados mais indicados a sediar a sua urgente fabricação.


Eduardo José Daros daros@transporte.org.br

São Paulo


*

ANIMAIS NA QUARENTENA


Enquanto muitos já se desfizeram de seus animais por medo de um eventual contágio, outros os adotam talvez como companhia para os dias de isolamento social. Como será quando o isolamento acabar? Haverá uma nova leva de animais abandonados, para desespero dos protetores e dos que realmente amam os animais?  E o projeto de lei que simples e friamente sugere a matança chamada hipocritamente de eutanásia para resolver o problema? 


Vera Augusta Vailati Bertolucci vbertolucci@yahoo.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.