Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Caos


Como cidadão brasileiro que já batalhou muito para dar uma boa educação aos filhos, fico muito preocupado com o rumo criminoso de acontecimentos que ameaçam a nossa sofrida democracia. Fiquei convencido de que as coisas vão de mal a pior quando soube que um vereador do Rio de Janeiro mantém (ou mantemos?) gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto, em Brasília, bem ao lado do pai. Mas o caldo entornou quando vi o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Por mais que já tivesse plena consciência do despreparo, falta de educação, zero de civilidade e boca suja do presidente da República, jamais me passou pela cabeça que esse senhor pudesse, entre outras coisas, referir-se a governadores de forma tão baixa como o fez. Os ministros presentes não deixaram por menos e, seguindo o destempero do chefe, marcaram sua posição de ferozes defensores da baderna. Uma tristeza! Apesar de ter votado no “mito”, estou espantado com a desenvoltura com que ele e seu entorno tripudiam, diariamente, dos valores democráticos e constroem o caos.


NELSON PENTEADO DE CASTRO

PENTECAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Ordem unida


O capitão dirige-se à Nação como um sargento dando ordem unida ao pelotão. Primeiro diz que respeita os Poderes Legislativo e Judiciário, em seguida faz uma ameaça, carregada de perdigotos: “Chega, não toleraremos mais!”. Quando 2022 chegar e ele perder a eleição, os seguidores aceitarão a derrota ou dirão que os comunistas, com tecnologia cedida pela China, entraram nas urnas eletrônicas e modificaram os registros?


JOAQUIM LUIZ BESSA NETO

JLBESSANETO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Basta


Nós é que falamos chega de governo que não segue as regras democráticas. Renúncia já ou impeachment. O Brasil não suporta mais esse presidente que destila ódio todos os dias.


MANUEL PIRES MONTEIRO

MANUEL.PIRES1954@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Governo ‘fake’


Mais uma reunião em que nada foi discutido a respeito da pandemia. No meio da operação contra as fake news, Bolsonaro reuniu-se com alguns ministros para discutir como enfrentar o Supremo Tribunal Federal (STF). Não surpreende a preocupação do governo com a investigação. O ministro da Educação não tem educação, o do Meio Ambiente quer acabar com a Amazônia, o da Justiça está fazendo papel de advogado e o presidente governa visando apenas seus interesses e de seus familiares. São todos fake. Como não se preocupariam com a investigação do STF?


LUCAS DIAS

LUCAS_SANDIAS@HOTMAIL.COM

GOIÂNIA


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Águas turvas


Após anos assistindo ao petismo a chafurdar no lamaçal da corrupção, vemos agora o bolsonarismo afundar no pântano das fake news, com o presidente preocupado apenas em defender parentes e amigos, atacando opositores e as instituições da República.


CELSO NEVES DACCA

CELSODACCA@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Correr para onde?


Depois dos confrontos entre “mortadelas” e “coxinhas”, é a vez da cloroquina versus tubaína. Os líderes dos grupos oponentes têm muito em comum: são autoritários, defendem os filhos envolvidos em falcatruas com unhas e dentes, perseguem os adversários políticos, usam palavreado chulo e repleto de bravatas e são cúmplices da velha política. Escapamos da frigideira e caímos no fogo.


J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ


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Quem cala consente


Se o projeto autoritário da Esquerda lulista era executado na discrição das sombras, o projeto autoritário da direita bolsonarista realiza-se acintosamente sob a luz do sol, em campo aberto. Se vingar, ninguém poderá dizer que não viu. Se não falou ou agiu, consentiu.


JOSÉ JAIRO MARTINS

JOSEJAIROMARTINS7@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Olhos abertos


Os políticos de boa índole e que sabem que foram eleitos para trabalhar em benefício do povo são podem ficar alheios, como se hipnotizados estivessem, diante de todos esses desrespeitos à Constituição da República que vêm sendo praticados por grupelhos que pensam que nosso país é uma republiqueta. Deem um basta nesses aventureiros que estão torcendo para que o circo pegue fogo. A cada instante surgem novidades desagradáveis e o povo não está aguentando mais. É o medo do novo coronavírus e o receio de que esses irresponsáveis nos tragam dias amargos por estarem pondo chifre em cabeça de cavalo. E os ministros guardiões da Constituição não podem deixar que esses descomprometidos com a paz da Nação continuem acreditando que podem tudo. Às vezes o trem descarrila porque o maquinista dorme. Democracia sem bandalheira é o que o povo brasileiro quer acima de tudo.


JEOVAH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

TAQUARI (DF)


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Evitar o pior


É muito mais fácil evitar o surgimento de uma ditadura do que derrubar um ditador. Não existem mais dúvidas quanto às intenções de Jair Bolsonaro. Não é mais uma questão de saber se vai haver golpe, mas de quando será dado o golpe. As instituições democráticas brasileiras têm de se levantar e acabar com a palhaçada golpista promovida pelo clã Bolsonaro.


MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Ameaça é crime


Quando será decretada a prisão de Sara Winter, por crime de ameaça terrorista contra um ministro do STF? Aliás, ela ameaçou até as empregadas domésticas desse ministro.


MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA


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A PÉSSIMA NOTÍCIA A E A BOA NOTÍCIA


Agora em maio estamos vendo ocorrer no País o cenário devastador visto nos últimos meses na Itália, na Espanha, no Reino Unido e nos EUA. Como naqueles países, o acometimento nos meses frios está caminhando segundo o potencial lesivo do vírus. Ao não fazermos como os países muito organizados – Alemanha, Nova Zelândia, Coreia, Israel,  Taiwan e China – no final, que identificaram cada caso e isolaram também os contactantes positivos, estamos passando pelo que ocorreu em todos os outros lugares – acometimento final médio de cerca de 10% da população. Esta é a péssima notícia: a previsão é de 20 milhões de acometidos no País, com letalidade de uma pessoa para cada 2 mil habitantes, cerca de 100 mil vidas perdidas, conforme publicado pelo Estado. A boa noticia é que em todo o mundo não mais do que 10% e até 20% da população é suscetível ao vírus. Este dado foi constatado no Hemisfério Norte nos locais onde a epidemia já está em franco declínio, em boa parte pela grande redução de pessoas suscetíveis. Isso difere da previsão inicial que imaginava cerca de 60% de acometidos na população, como largamente veiculado em fevereiro. A causa dessa imunidade natural ao coronavírus provavelmente decorre das infecções prévias por outros coronavírus que desde sempre causaram pequenas doenças – gripes e diarreias na população, no mundo todo. O plasma de muitas pessoas normais já continha anticorpos para coronavírus antes da atual pandemia, conforme publicações médicas disponíveis. Note-se que a sorologia atual para a covid-19 é específica e não detecta esses anticorpos, portanto não sabemos quais dentre nós têm imunidade ao coronavírus atual. A proteção natural ao vírus em  80%-90% da população é a boa notícia, e a ótima será a descoberta de uma vacina para 100% das pessoas. Enquanto não tivermos maiores informações individuais quanto à imunidade ao coronavírus, todos devem se comportar como suscetíveis ao vírus, com todas as medidas de isolamento social e desinfecção disponíveis.


Bernardo Ejzenberg, médico bernardoejzenberg@yahoo.com

São Paulo


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OS CRIMINOSOS DAS FALSAS NOTÍCIAS


Ótima a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assim como a atuação da Polícia Federal no dia 27 de maio de 2020, nas 29 buscas em endereços de autores de falsas notícias, ou fake news, como as diz a imprensa. São pessoas imorais, que, no anonimato da internet, procuram atacar a honra de outras que se opõem aos seus escusos interesses. Podemos pegar como exemplo o empresário Luciano Hang, de Santa Catarina. Ele teve uma obra paralisada no Rio Grande do Sul pelo Iphan, ao pretender construir uma loja em área tombada pelo instituto. Então, reclamou nas redes sociais de que a obra foi paralisada porque o Iphan encontrou “fragmentos de prata” e outras peças. Inventou situação de tamanha incoerência, mas que fez o presidente da República exonerar a diretora do instituto afirmando que “o Iphan para qualquer obra do Brasil, como para a do Luciano Hang. Encontra lá um cocô petrificado de índio, para a obra, pô!”. Na realidade, o empresário resolveu arriscar o seu capital na construção de uma obra em local tombado pelo Iphan. Quando o próprio arqueólogo contratado por ele encontrou fragmentos iniciais de peças de valor histórico, acionou o Iphan, que embargou a obra. Não eram apenas fragmentos de prata e muito menos um “cocô petrificado de índio”. Lógico que o empresário sabia dos riscos que corria ao escolher aquele local. Ao perceber que errou, espalhou mentiras para se livrar dos prejuízos, e o pior é que conseguiu o seu intento. Pessoas desse naipe têm de ser afastadas do convívio social, pois não têm o mínimo pudor em destruir a carreira de quem quer que seja para atingir os seus mesquinhos objetivos. Agora, responderá por isso e, se confirmado o seu crime, deve, a meu ver, ir para a cadeia e ressarcir o erário pelos prejuízos que causou. O presidente da República, por sua vez, no que lhe diz respeito, deveria reconduzir a funcionária ao seu antigo posto. Também deve mandar investigar com mais rigor as notícias que recebe das redes sociais. Aliás, a meu ver, os administradores públicos deveriam se abster de tratar de assuntos de governo pelas redes sociais.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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DEPUTADO


O deputado estadual Douglas Garcia é um dos investigados de espalhar e financiar fake news. Este deputado é o mesmo que disse o seguinte atacando a deputada trans Erica Malunguinho: “Tiraria a tapa uma transexual que estivesse num banheiro feminino (...)”. Percebe-se quem sãos estes espalhadores de mentira, injúrias e afins.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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INQUÉRITO CONTRA ALOPRADOS


Cumprimentos ao jovem e douto ministro do STF Alexandre de Moraes, ao determinar atos investigatórios sobre a súcia de infringentes de nosso Estado Democrático de Direito, bolsonaristas lançadores de mentiras aleivosas com o fito de destruir nossas instituições e preparar o campo para uma ditadura, sempre com o óbvio discurso em sentido oposto. E, mais ainda, quando revela que desmembrará os inquéritos para os poderes estaduais, cujos promotores se encarregarão das denúncias. Se ficassem concentrados nas mãos de Augusto Aras, não seria necessário antecipar a crônica dos desmembramentos.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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CRIMINOSOS DA INTERNET


O grande engano dos que usam a internet para criar e repassar mensagens falsas com intuito criminoso de todo tipo e com intenções variadas é pensar que tais postagens não são rastreáveis e identificáveis. Agora, quando tais atitudes criminosas estão sendo investigadas por ação judicial autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tais meliantes de vários escalões da sociedade estão se dando conta de sua ignorância cognitiva de origem eletrônica, estão sendo identificados paulatinamente para que possam ser julgados e condenados pelos atos ilegais e criminosos que praticaram, mas julgavam estarem a salvo pelo manto da rede virtual que entendiam, erroneamente, que os protegia.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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O INQUÉRITO DAS FAKE NEWS


O presidente da República, Jair Bolsonaro, se pronunciou ontem pela manhã, na porta do Palácio da Alvorada. O contraditório Bolsonaro pareceu desesperado quando falou que “estava no limite”. O presidente não economizou críticas ao cumprimento dos mandados de busca e apreensão realizados na última quarta-feira pela Polícia Federal. Bolsonaro falou que existem pessoas que “extrapolam funções, mas elas devem ser contidas”. O inquérito, que foi aberto em março de 2019, parece que está tirando a paz de Bolsonaro. O projeto de lei que estabelece as regras de controle de notícias falsas na internet está parado no Congresso. Lembre-se, presidente, de que a Polícia Federal cumpre ordens judiciais e não adianta ficar contrariado.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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ABSURDO


O presidente Jair Bolsonaro vociferou, entre outras coisas, em frente ao Palácio da Alvorada, que “ordens absurdas não se cumprem e nós temos que botar um limite nessas questões”. Estará ele se referindo a ele próprio também?


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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DÚVIDA


Será que falar palavrão torna você mais macho, ou é insuficiência de vocabulário e insegurança? Freud, explique-me!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

  

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ARQUIVAMENTO


No governo FHC o procurador-geral da República se tornou alvo de chacota do País porque ganhou o apelido de “engavetador geral da República”. Estamos vendo um retorno ao passado, com Augusto Aras jogando como cabeça de área do presidente Jair Bolsonaro. É incrível, este senhor não vê nada de estranho na investigação das fake news e manda arquivar?


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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CONSTRANGEDOR


O procurador-geral da República, Augusto Aras, não tem o mínimo constrangimento em se alinhar automaticamente aos interesses do presidente Bolsonaro, que o indicou para o cargo.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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REDE DE MARGINAIS


A imprensa faz bem escancarando fotos e nomes dos “terroristas virtuais”, como definiu e salientou, em discurso, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, ao tomar posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pilantras, maus brasileiros, falsos democratas. São arrogantes, intolerantes, nefastos, desprezíveis e perigosos. Muitos deles estão escondidos atrás de mandatos parlamentares. Usam redes sociais de forma irresponsável, covarde e leviana, para divulgar e propagar notícias falsas, ameaçadoras e insultuosas contra instituições e figuras públicas.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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POSSE NO TSE


Nestes tempos agudos e estranhos que vivemos, num ambiente altamente inflamável de extrema beligerância pelo presidente Jair Bolsonaro e de sua milícia de camisas pardas verde-amarelas, cabe, por oportuno, citar o parágrafo final do discurso de posse do novo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso: “É preciso encontrar denominadores comuns e patrióticos. Pontes, e não muros. Diálogo, em vez de confronto. Razão pública no lugar das paixões extremadas. Quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, mas meu parceiro na construção de um mundo plural”. Com efeito, suas palavras não poderiam soar mais apropriadas, pois não?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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DISCURSO E COMPREENSÃO


Foi com imenso prazer que ouvi o discurso do ministro Luís Roberto Barroso na sua posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e é muito duro ter de dizer isso porque o tom, a sabedoria e a serenidade são fundamentos de civilidade e devem ser regra em qualquer situação ou lugar, sem exceção, mas aqui, no Brasil, não são. Metemo-nos numa baderna tão absurda, tão grosseira que a fala de Barroso chama a atenção. Fazia muito tempo que não ouvíamos um recado dado com tanta maturidade e sabedoria. Dado a todos os brasileiros, resta saber se grande parte da população tem capacidade para entender o que o ministro calma e claramente falou; entender tanto na essência quanto as palavras em si. A maioria de nossa população é mais afeita às falas de Jair Bolsonaro, que usa e abusa da mesma técnica populista de comunicação que Lula usou. Seria interessante saber qual foi o alcance deste discurso de Luís Roberto Barroso, antes de tudo cidadão brasileiro. Com isso saberíamos o tamanho do buraco em que o Brasil está metido. 


Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo


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SISTEMA ELEITORAL


O respeitável ministro Luís Roberto Barroso, agora presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem a grande oportunidade de corrigir o desastre de um sistema eleitoral com 30 partidos sem princípios ou projeto. Este é, seguramente, um dos grandes problemas que agravam a já caótica situação do País, hoje dependente de uma coisa chamada Centrão! Por favor, ministro!


Roberto Hollnagel rollnagel@terra.com.br

São Paulo


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MÍDIA ESTRANGEIRA


Como os grandes jornais não participaram da entrevista, ou, melhor, das grosserias e chutes, de Jair Bolsonaro na sua saída do Palácio da Alvorada, o presidente, não tendo “plateia”, resolveu atacar a mídia estrangeira só porque suas manchetes diziam que: “O Brasil já está pagando um preço alto pelas palhaçadas de seu presidente” (Financial Times) e “o presidente pode ainda sobreviver, mas muitos cidadãos não vão” (Time). Ora, logo, logo, por falta de quem atacar, Bolsonaro brigará com sua própria sombra. Quem viver verá!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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‘RESISTIR É PRECISO’


O Estadão usa a frase mais fundamental das bandeiras de esquerda para defender a imprensa (Resistir é preciso, 27/5, A3). E faz muito bem, pois o governo fascista instalado em Brasília precisa ser combatido em todas as frentes, desde os que o denunciavam mesmo antes de existir até os que se sentem ameaçados agora com a consolidação do regime. À parte das dezenas de pedido de impeachment que dormem no colo de Rodrigo Maia, é ao julgamento pelo TSE da impugnação da chapa Bolsonaro-Mourão que deve ser dada atenção, uma vez que pode resultar em novas eleições presidenciais para completar o fatídico mandato. Que assim seja. À (mais uma) luta!


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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GUERRA INFANTIL


“Resistir é preciso”, sim, quando se tem maturidade para tal... Infelizmente, não é o caso do Brasil. Executivo, Legislativo e Judiciário, todos os poderes se mostram agora, durante esta triste crise sanitária e econômica, como crianças desamparadas e desprotegidas, brigando umas com as outras diante de uma vida familiar em profunda crise.  As três instituições, que deveriam proporcionar ordem e proteção ao povo, voltam-se para dentro de si mesmas, fecham os olhos ao povo faminto de liderança e se envolvem numa guerra infantil de poder e vaidades que só pode levar a um fim: implosão. Triste fim do eterno “país do futuro”...


Cecilia Helena R. P. Moreira cecilmoreira@hotmail.com

São Paulo


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À LUTA


Qualquer um que deseja continuar vivendo num país que não seja ditado e controlado pelo Estado, como já aconteceu tempos atrás e por longos 20 anos, após o golpe de 1964, apoia o emblemático editorial Resistir é preciso (27/5, A3). Nesse sentido, a decisão dos principais veículos de comunicação de suspender a cobertura nas redondezas dos palácios do Planalto e da Alvorada, onde os fiéis seguidores do presidente Bolsonaro batem ponto para seu delírio e glória, embora compreensível, não condiz com a brilhante frase final do emblemático recado: “O Brasil hoje tem de lutar pela vida e liberdade a um só tempo. Mas, se é assim, à luta, pois”.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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RESISTÊNCIA


O editorial de 27/5 é exato: precisamos resistir. Para tanto, temos de ter paciência, porque a Avenida Paulista ainda está interditada para os que se preocupam consigo e com os outros, e se resguardam. Mas isso vai passar e iremos lotar a Paulista para manifestar respeito às instituições e total apoio à democracia.


Francisco Eduardo Britto edbritto@gmail.com

São Paulo


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DIFÍCIL


Sobre o editorial Resistir é preciso (27/5, A3), “não é fácil” para quem? Será difícil para os supremos juízes do STF trabalhar segundo prerrogativas que nós, povo desta República, lhes delegamos? Não é o que temos visto. Ao contrário, há nítida preferência dos meretíssimos por ameaçar o chefe do Executivo a cada palavra sua em reuniões internas, enquanto jogam para o dia de São Nunca crimes federais já condenados. O Congresso, neste momento, pouco se espera dele. Contribuição: zero.


Marcos Ficarelli ficareli@terra.com.br

São Paulo


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O TURISMO PÓS-PANDEMIA


Muito oportuna a publicação da entrevista com o executivo Cyril Ranque, presidente da Travel Partners Group, do Grupo Expedia, sobre as consequências da pandemia do novo coronavírus sobre o turismo (‘Vamos ajudar as empresas aéreas a ser mais transparentes’, Estado, 28/5). No rastro de seus comentários, porque a transparência das ações com relação ao vírus, em si, não é tudo, quem sabe as aéreas e sua legião de agências, doravante, construam contratos menos leoninos em relação aos usuários, especialmente nas questões relativas a bagagem, atrasos e aplicação de multas exorbitantes.


Anselmo Pantoja anselmopantoja@yahoo.com.br

São Paulo


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ENTREVISTA PRESIDENTE DA LATAM


Se Jerome Cadier, da Latam, acha que os passageiros vão aceitar as condições da empresa para o cancelamento de voos, acho melhor ele pensar de novo (coluna Direto da Fonte, 27/5). Acabo de ter meu voo para a Europa, marcado para julho e agosto, cancelado sem a oferta de retorno do dinheiro pago pelas passagens, apenas uma oferta vaga que me coloca em outro voo e com prazo definido. Ele diz que essa oferta é válida somente para este ano, ainda que não tenhamos ideia de quando serão retomados os voos normais. Não tenho a menor vontade de ir para a Europa em novembro ou dezembro, sr. Cadier, portanto espero que a Latam me apresente uma opção melhor sem limite de prazo. Caso contrário, acredito que vocês, da Latam, vão ver muitos de nós, passageiros, na Justiça!


John Fitzpatrick johnfitz668@gmail.com

São Paulo

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