Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

‘Traidor da Pátria’


Em resposta a Jair Bolsonaro, que afirmou não obedecer à decisão judicial para entrega de seu celular, como investigado que é, o ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, mandou-lhe duro recado: “Traidor da Constituição é traidor da Pátria”. Ou seja, dando uma no cravo, Mello indeferiu a entrega do celular, e outra na ferradura, chama Bolsonaro de “traidor da Pátria”, por este achar que, como presidente, está acima da Constituição. Uma afronta!


PAULO PANOSSIAN

PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS


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Em defesa da Constituição


O editorial ‘Traidores da Pátria’ (3/6, A3), que trata da rejeição por Celso de Mello, a pedido da Procuradoria-Geral da República, do requerimento de partidos de oposição para que o celular do presidente Bolsonaro fosse apreendido para investigação por interferir politicamente na Polícia Federal, mostra que o ministro apenas seguiu a lei. Mas, diante do aparente desconhecimento do presidente do dever de todo brasileiro cumprir as determinações da Justiça, o ministro aproveitou o ensejo para defender a Constituição, contrariando os bolsonaristas que desejam fechar o Congresso Nacional e o STF. Valeu, ministro Celso de Mello!


EDGARD GOBBI

EDGARDGOBBI@GMAIL.COM

CAMPINAS


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Tolerância e diálogo...


O artigo Opinião e princípios (3/6, A2), do general Hamilton Mourão, suscitou-me algumas dúvidas. Parece confundir manifestações pacíficas de cidadãos conscientes em defesa da democracia com movimentos criminosos de baderneiros profissionais. Onde está o Estado, que não coíbe esses atos de vândalos? Quando diz que “a legítima defesa da democracia está fundada na prática da tolerância e do diálogo”, nem parece que é vice-presidente de um senhor que 24 horas por dia demonstra não saber o que é tolerância e nega o diálogo – por exemplo, mandando jornalistas calarem a boca. Ao ler que as “Forças Armadas (...) estão desvinculadas da política partidária”, quase tive uma síncope. Um vice-presidente militar, vários ministros militares e, agora, uns 40 militares enxertados no Ministério da Saúde, se isso não é um vínculo político... Finalmente, quando diz que “é preciso refletir sobre o que está acontecendo no Brasil”, recomendo fortemente que o vice-presidente leia o excelente artigo de Fabio Giambiagi publicado ao lado do dele.


NELSON PENTEADO DE CASTRO

PENTECAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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O que aconteceu?


Assinante do Estado há anos, sinto-me plenamente recompensado por tudo o que o jornal sempre me proporcionou, pela elevada qualificação de seus colaboradores. Hoje me permito dar destaque ao magnífico artigo O que aconteceu com o Brasil?, de Fabio Giambiagi (3/6, A2). Sozinho, ele já valeu a minha assinatura.


FAUSTO RODRIGUES CHAVES

FAUSTOCHAVES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Já se sabia


Ao nos dizer que não devemos levar a sério o que emana do Palácio do Planalto, visto que são “exageros retóricos impensadamente lançados sobre as instituições”, o sr. vice-presidente da República confirma o que já se sabe. De lá, nos últimos tempos, nada de bom tem tido origem. E com isso não nos podemos conformar. Mobilizações e manifestos suprapartidários são reações normais de quem não se conforma com os rumos dados ao País pelos atuais ocupantes do palácio.


FLÁVIO MADUREIRA PADULA

FLVPADULA@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Parcialidade


No artigo do general Mourão deu a lógica: sua parcialidade. Não vê ou não reconhece erros de seu ídolo e seus seguidores, mas vê tudo errado nos opositores (não que não haja erros). Também, esperar imparcialidade dos bolsonaristas já seria excesso de inocência.


SÉRGIO BARBOSA

SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS


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‘Anos dourados’


O sr. vice-presidente Hamilton Mourão acerta, em seu artigo no Estado, ao dizer que a luta por democracia não se faz com violência, depredação e desrespeito. Mas poupa o presidente e comete enorme injustiça ao dizer que “setentões nas redações resolveram voltar aos anos dourados de agitação estudantil”. Parece-me óbvio que, pelos últimos atos e falas, quem resolveu voltar aos “anos dourados” da ditadura foi o presidente Bolsonaro, principalmente ao peitar reiteradamente as instituições democráticas e ameaçar não cumprir decisões judiciais. Porém, como toda ação gera uma reação, compreende-se a atuação dos “setentões das redações” e também dos manifestantes que vão às ruas e clamam por democracia.


LUIZ ROCHA

DRLUIZROCHA@UOL.COM.BR

GUARULHOS


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De insensatez


O “nosso” vice-presidente em seu artigo fala em insensatez. Pergunto: essa insensatez não está sendo fomentada pelo próprio governo de que ele participa, como, por exemplo, vinda das falas da maioria dos ministros presentes à fatídica reunião ministerial de 22/4, comandada por um insensato? E, ainda agora, desse “presidente” da Fundação Palmares?


ODILON CALDEIRA FILHO, setentão do tempo da ditadura

ODILONCAL@GMAIL.COM

ARAÇATUBA


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Lula contra os manifestos


Lula é o maior responsável pelo que o Brasil vive hoje. Não fossem sua vocação para o caudilhismo e sua baixa integridade moral, não estaríamos neste buraco. Lula está politicamente morto, precisamos enterrá-lo. Ele trocaria a democracia pela própria sobrevivência política. O PT respira por aparelhos. Com a maior bancada na Câmara dos Deputados, não tem autoridade moral nem força política para formular qualquer alternativa que não nos lembre a república dos gatunos. Eles são a força do bolsonarismo.


JOSÉ TADEU GOBBI

TADGOBBI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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‘OPINIÃO E PRINCÍPIOS’


O vice-presidente Hamilton Mourão, ao criticar a violência das últimas manifestações contrárias ao governo, afirmou em seu artigo Opinião e princípios (Estadão, 3/6, A2) que “a legítima defesa da democracia está fundada na prática existencial da tolerância e do diálogo”. Mais à frente, afirmou também que “uma sociedade que se organiza politicamente em Estado só pode tê-lo verdadeiramente a seu serviço se observar os princípios que regem sua vida pública”. Até aí, está corretíssimo o vice-presidente. O que não está correto é exigir da população tolerância e respeito enquanto o próprio presidente da República faz exatamente o contrário: se alinha a grupos radicais que pregam uma reedição do AI-5 e o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) e desafia constantemente a Suprema Corte e a Constituição – atitudes de violência profundamente antidemocrática e imoral. Mourão arremata dizendo que “é preciso refletir sobre o que está acontecendo no Brasil”. O governo está?


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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TOLERÂNCIA E DIÁLOGO


É muito bom ver o vice-presidente da República Federativa do Brasil se pronunciar a favor da prática existencial da tolerância e do diálogo (Estadão, 3/6, A2), mas suas argumentações ao longo deste artigo não são totalmente isentas de polarização, pois simplesmente não cita a desarmonia, a intolerância e a falta de diálogo geradas pelo pretenso dono autocrático do Poder Executivo, sua família, seus asseclas e camisas pardas. “A formação da nossa sociedade, embora eivada de problemas contra os quais lutamos até hoje, marcadamente a desigualdade social e regional, não nos legou o ódio racial nem o gosto pela autocracia”, escreveu Mourão. Isso é verdade para a sociedade como um todo, mas vejamos, por exemplo, como um irracional como o sr. Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, lhe contradiz: “Estes filhos da puta da esquerda não admitem negros de direita. Vou colocar meta aqui para todos os diretores, cada um entregar um esquerdista. Quem não entregar esquerdista vai sair. É o mínimo que vocês têm de fazer”, disse Camargo numa reunião a cujo áudio o Estadão teve acesso. E continuou: “O movimento negro, os vagabundos do movimento negro, essa escória maldita”; “tem gente vazando informação aqui para a mídia, vazando para uma mãe de santo, uma filha da puta de uma macumbeira, uma tal de Mãe Baiana, que ficava aqui infernizando a vida de todo mundo”. Liberdade de expressão? Tolerância? Diálogo? Não vou citar, aqui, a quantidade de outros exemplos (em particular os criados pelo pretenso dono autocrático do Poder Executivo) que vão contra o seu discurso polarizado, este basta, a meu ver. Mas quero citar outro trecho da argumentação do vice-presidente: “Não é admissível que, a título de se contrapor a exageros retóricos impensadamente lançados contra as instituições do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, assistamos a ações criminosas serem apoiadas por lideranças políticas e incensadas pela imprensa”. “Exageros retóricos impensadamente lançados”? O vice-presidente está falando sério? Não há nada de impensado nas atitudes do pretenso dono autocrático do Poder Executivo, de sua família, de seus asseclas e dos camisas pardas. “Prática existencial da tolerância e do diálogo”, sim, sr. Mourão, mas, por favor, retire os óculos polarizados que lhe estão distorcendo a realidade.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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A RÉGUA DE 22 DE ABRIL


Sobre o artigo do vice-presidente no Estado de 3/6, gostaria de cumprimentá-lo pelas palavras, o vice sabe articular. Agora, se me permite usar a régua da reunião de 22 de abril como parâmetro, onde estavam suas sábias palavras naquela mesa de narrativas horrorosas? Um silêncio total diante do circo dos horrores, e agora, diante do papel e da pena, toda a eloquência e pito. Houvesse o vice-presidente se manifestado como neste artigo no Estado, eu quebraria a minha régua. Mas, pelo que vejo, usarei essa régua para tudo. Aquela reunião não sai da minha cabeça, aliás, não sai da cabeça de todos os brasileiros que sofrem com este momento atual. Enquanto o mundo explode, a boiada passa.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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MIOPIA


O vice-presidente da República deve estar precisando de um oftalmologista. Escreveu no artigo de ontem, no Estadão, que grupos de oposição ao governo que fizeram manifestações pela democracia estavam usando “faces mascaradas, roupas negras, palavras de ordem, barras de ferro e armas brancas”. Que eu saiba – e vi na TV –, quem usa tudo isso são manifestantes pró-governo. Vide a apresentação recente, em Brasília, de manifestantes usando máscaras, roupas negras e... tochas. E, em São Paulo, uma mulher pró-Bolsonaro, portando um taco de beisebol, foi colocada gentilmente para fora da Avenida Paulista pela PM. Qual o grau de sua miopia, general?


Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo


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SOMBRIO, DESALENTADOR E INQUIETANTE


Eu li e reli algumas vezes o artigo do vice-presidente da República sob o título Opinião e princípios, publicado no Espaço Aberto de ontem no Estadão (3/6, A2), e culminei diagnosticando, salvo melhor juízo, como sombrio, desalentador e inquietante. Ao final de cada leitura fui ficando cada vez mais estarrecido diante de tanta insensatez e perfídia. Vi-me compelido a admitir que essa opinião tratava de pura digressão, algo invectivo e esdrúxulo. O autor, sob a minha ótica, se expressou de forma curial, falaciosa e com loquacidade patológica. Se comportando como mero arauto do presidente da República foi maniqueísta, permissivo e ignominioso. Ele exagerou na superfluidade e escarneceu sobre aqueles que legitimamente e em estado de exaustão se apoiam na Constituição federal e pregam respeito aos cânones democráticos. O vice-presidente foi rigorosamente impudente a ponto de ignorar que quem na verdade tem sido ultrajante, instigante e intransigente é o presidente da República, que tem merecido crescente repúdio de 70% dos brasileiros.


Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos


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O VICE E O GOVERNO


Pela leitura do artigo do general Mourão (3/6, A2) parece que ele não conhece nem frequenta o governo do presidente Jair Bolsonaro. Convido o general a participar no próximo domingo da manifestação em frente ao Palácio do Planalto. Como em tantas outras manifestações, sempre com a presença e a entusiasmada participação do presidente da República, os mais variados grupos vão demandar o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. O general Mourão deve se dirigir à manifestação a cavalo, para poder cavalgar ao lado do presidente da República, e juntos subirão a rampa do Palácio empunhando a bandeira de Israel e dos Estados Unidos, rumo à ditadura.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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ARMADILHA


Artigo do vice-presidente (Estadão, 3/6, A2) indica que a nossa situação pode ser bem pior do que muitos imaginávamos. A eventual porta de saída pode ser uma outra armadilha...


Alexandre Martini Neto amartini906@gmail.com

Rio Claro


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WORKSHOPS PARA BOLSONARO


Com profundo espanto vejo o vice-presidente classificar as demonstrações pró-democracia de abuso praticado por grupos compostos de delinquentes (Estado, 3/6, A2). Será que ele mora na Suécia? Talvez na Turquia? Será por isso que ele não vê as demonstrações pró-Bolsonaro pedindo criminosamente o fechamento do STF e do Congresso, volta do AI-5 e atacando (até fisicamente) a imprensa livre e a OMS? Ou quando estes bolsonaristas xingam ministros em domicílio e brincam de Ku-Klux-Klan na porta do STF? Ou o vice-presidente acha que tais atitudes são inofensivas? Se ele acredita, mesmo, que a “legítima defesa da democracia está fundada na prática da tolerância e do diálogo”, sugiro que ele promova workshops para educar o presidente da República sobre tais valores. Isso se ele não estiver muito ocupado participando de demonstrações de intolerância aos demais Poderes, à imprensa e às autoridades da saúde, e gritando “chega”, “acabou”, “não tem mais conversa”!


Maria Helena R. Bononi helenabononi@yahoo.com.br

São Paulo


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AGRESSÕES E DEFESAS


Por causa do artigo do eminente vice-presidente da República, general Antônio Hamilton Martins Mourão (3/6, A2), temos de relembrar o articulista de que as manifestações ocorridas na atualidade, inclusive algumas com violência inaceitável, não existiam antes dos posicionamentos radicais dos partidários de Bolsonaro. Relembremos, neste passo, o ensinamento de Hegel: “A agressão é a negação do Direito, e a reação, a negação dessa negação, portanto, a afirmação do Direito”. Relembremos, ainda, que as constantes ofensas aos Poderes Legislativo e Judiciário são uma constante dos partidários de Bolsonaro, aliás nunca contidos por ele, mas até estimulados, como têm noticiado à exaustão a grande imprensa e as redes sociais. Caberia muito bem, ademais, o lema paulista quieta non movere, para salientar que, com ordem, sem provocações do lado dos partidários de Bolsonaro, inclusive de seus filhos, este governo da República poderia, certamente, atingir os objetivos desejados pelos eleitores bolsonaristas: reformas necessárias, inspiração de confiança e credibilidade nos investidores nacionais e internacionais e atuação insistente e exemplar contra os problemas da covid-19.  Então, os princípios não são os mesmos, mas diversos na forma de execução e de manifestação?


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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SERENIDADE


Admiro a serenidade até aqui demonstrada pelo Exmo. Vice-presidente da República, pela forma como tem se comportado diante deste estado de coisas que o País atravessa. Concordo plenamente que não é com ameaças, ataques e depredações ao patrimônio público e privado que iremos resolver os graves problemas que vivemos. É hora de bom senso, equilíbrio e de os verdadeiros brasileiros se unirem juntando forças para sairmos desta grave situação. Para que isso aconteça, é indispensável deixarmos de lado as paixões político-partidárias neste momento. É hora de pensar e de trabalhar para o Brasil, para o povo brasileiro. Sem ameaças, sem ataques, sem incitação ao ódio, conseguiremos amenizar a crise e reconstruir o futuro deste país. Esse exemplo tem de vir de todos, principalmente e sob a liderança das nossas autoridades constituídas.


Valdir Ferraz de Oliveira  valdirferraz@uol.com.br

Santana de Parnaíba


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REFERÊNCIA


No festival de barbaridades expressas diariamente por autoridades dos Três Poderes sem compromissos com valores e princípios, além de suas simpatias por ideologias ultrapassadas, é um alento ler as opiniões do vice-presidente Hamilton Mourão no seu artigo Opiniões e princípios (3/6, A2), tendo como referência o grande estadista norte-americano Thomas Jefferson, notabilizado justamente por seus ideais democráticos e republicanos.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


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‘ESPAÇO ABERTO’


Neste período de grande tensão e rivalidades que decorrem de vis e nefastos interesses na verdade disfarçados sob o manto da política que acoberta ideologias extremas, proponho que todos os íntegros responsáveis pelos meios de comunicação deem grande destaque e divulgação aos artigos Opiniões e princípios, do ponderado e ilustre vice-presidente da República, general sr. Antonio Hamilton Martins Mourão, e O que aconteceu com o Brasil?, do economista sr. Fabio Giambiagi. Duas aulas de cidadania, democracia, brasilidade e história.


José Claudio de Almeida Barros zitobarros2016@gmail.com

Bragança Paulista


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‘O QUE ACONTECEU COM O BRASIL?’


O que aconteceu com o Brasil?, pergunta Fábio Giambiagi. Ele não reconhece o Brasil que o recebeu e muitos dos que aqui nasceram também.  Arrisco uma resposta: muitas coisas que se faziam às escondidas, com a chegada da internet o mundo ficou pequeno e, agora, tudo o que se faz é visto por muitos ou por alguns. Fatos são narrados quase em tempo real, encontros que no passado seriam furtivos hoje são filmados e jogados nas redes sociais. Para o bem e para o mal, a grosseria e a agressividade vêm de ambos os lados, no famoso bateu-levou. É fato que qualquer assunto vira fofoca e politização. Lá, no passado, o povo era criticado por não falar sobre política, e hoje, quando fala, incomoda. Perdemos muito nestes anos todos, mas os maiores deles continuam sendo os valores morais, éticos e culturais. E contra eles a vacina se chama educação, de difícil aplicação.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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‘TERRA DE NUANCES’


Através de um vívido relato pessoal, Fábio Giambiagi (Estado, 3/6, A2) conseguiu resgatar delicadas “nuances” de enorme valor para a alma brasileira. Preciosas num momento como o atual. Parabéns e obrigado.


Sergio Vieira sergio.vieira@svdi.com.br

São Paulo


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ABSURDOS INCOERENTES E OFENSIVOS


Após termos tido acesso ao famoso vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, na qual tivemos o desprazer de ver e ouvir uma avalanche de palavrões proferidos pelo presidente Jair Bolsonaro, demonstrando não ser nada polido ao se referir a terceiros, ministros ou não, além de ouvirmos impropérios de seus ministros, agora ouvimos as ofensas do presidente da Fundação Cultural Palmares, Sergio Camargo, que se achou em pleno direito de portar-se da mesma forma que Bolsonaro, em reunião fechada na fundação, quando classificou o movimento negro como “escória maldita” que somente abriga “vagabundos”. Ele também manifestou desprezo pela agenda da “consciência negra”, além de ter classificado Zumbi dos Palmares como sendo um “filho da puta” que escravizava pretos. 


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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DIGA-ME COM QUEM ANDAS...


Manifestações antirracismo se espalham pelos EUA e pela Europa, após a tragédia de Minneapolis. Enquanto isso, o bolsonarista Sergio Camargo, da Fundação Palmares, chama os integrantes do movimento negro de “vagabundos” e de “escória maldita”. E foi além, dizendo que Zumbi dos Palmares era um “fdp” que escravizava pretos. Um negro brasileiro denegrindo a imagem dos negros. Só podia ser um bolsonarista.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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SÉRGIO CAMARGO


Como se sabe, a sociedade está cheia de brancos racistas, mas um negro é a primeira vez. Vergonha!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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TRAGÉDIA SEM RESPONSÁVEL


Enquanto em Brasília os temas são “mesquinharias” políticas, milhares de brasileiros morrem pela pandemia com a nítida impressão de que ninguém no governo tem responsabilidade sobre a tragédia. É desanimador...


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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QUARENTENA E IMPREVIDÊNCIA


Aberta na segunda-feira (1/6), a temporada de flexibilização do isolamento social contra o coronavírus tem de ser executada com muito rigor. As pessoas devem seguir à risca as orientações profiláticas (usar máscara, lavar as mãos frequentemente, evitar aglomerações e não entrar em casa com a roupa e o calçado usados na rua). Com isso, evitarão a contaminação e, principalmente, protegerão a própria vida, seu bem maior. Não sabemos quanto tempo ainda teremos de viver mascarados e com outras restrições, pois não há vacina nem medicamentos homologados para a covid-19. Os governos, por seus titulares e quadros técnico-científicos, têm o dever de encontrar o ponto de equilíbrio para combater a doença e, ao mesmo tempo, não arruinar a economia por falta de produção. E, depois que a pandemia ceder, União, Estados e municípios têm de fazer os investimentos necessários em hospitais e serviços de saúde, para evitar que num próximo evento dessa natureza, que fatalmente virá, sejamos novamente pegos com déficit de recursos e muitos brasileiros venham a morrer por causa da imprevidência daqueles que elegeram.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

        

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BRASIL, PAÍS DOS CONTRASTES


TCU vê risco de irregularidade no pagamento de auxílio emergencial a 8,1 milhões (Estadão, 3/6). Enquanto isso, 2,3 milhões que têm direito a ele não o receberam.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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MARIA ALICE VERGUEIRO


Perde o teatro uma de suas divas, Maria Alice Vergueiro, atriz sensacional. Assisti a sua última peça Why the horse?, que ironicamente falava do seu último dia e de seu velório.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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