Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

‘Coragem moral’

Uma ideia já me vinha assaltando há algum tempo, mas ao ler o editorial com o título acima (9/6, A3) imaginei: e se, por acaso, Maduro cismasse de invadir nosso país? Com generais desse quilate, submissos a um capitão medíocre, qual seria a estratégia? Ir, sem máscara, com o “00”, para a Praça dos Três Poderes exibir sua tropa de “apoiadores”? Ou aceitar mentir sobre nossos efetivos, para enganá-lo? Não dá para acreditar que todos os generais do nosso Exército assim pensem ou ajam. Aliás, pelas últimas notícias, parece que a Força Aérea Brasileira está dizendo não a tontices às quais se pretendia que dissesse sim. Não vai dar para fechar, não. Basta!

RICARDO HANNA

RICARDOHANNA@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

Números da pandemia

E mais uma vez o presidente Bolsonaro resolveu mexer nos números de uma realidade que não lhe agrada. Dada sua incompetência para melhorar essa realidade, decidiu alterar os números da pandemia do coronavírus para não soar tão trágica. Resultado: a não confiabilidade dos dados apresentados e o desgaste ainda maior da imagem deste governo perante a população brasileira e a comunidade internacional. Mas o que mais me chama a atenção é que essa embrulhada altamente nociva para o Brasil é compartilhada por oficiais de alta patente do Exército, até generais, de quem se espera uma posição ética e transparente, compatível com seu nível hierárquico dentro das Forças Armadas. A impressão que fica é que a loucura do nosso presidente contaminou toda a máquina do Estado.

CELSO BATTESINI RAMALHO

LETICIALIVROS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

Crime contra a humanidade

Leio que o Tribunal Penal Internacional, em Haia, vai analisar se o presidente Bolsonaro cometeu crime contra a humanidade por sua atuação durante a pandemia do coronavírus no Brasil, como responsável direto por promover contágios e, consequentemente, pelo aumento do número de mortes. Depois do Águia de Haia, o Brasil poderá ter o Abutre de Haia.

PAULO HENRIQUE ANDRADE

PHANDRADE1950@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Decepção

Infelizmente, o governo Bolsonaro decepciona muitos dos seus eleitores de 2018. O passo número 1, que foi eliminar o PT, foi dado. Todavia o passo número 2, que seria cumprir as promessas de campanha, não. Ao contrário, muitos dos vícios do governo anterior estão sendo repetidos, vergonhosamente. Os movimentos democráticos têm de crescer e forçar o presidente da Câmara dos Deputados a dar andamento aos pedidos de impeachment, antes que seja tarde demais. É por esse motivo que o regime parlamentarista é bem melhor que o presidencialista, pois permite a troca do primeiro-ministro sem maiores dramas ou convulsões. Bolsonaro pode até ter boas intenções com o povo brasileiro, vá lá, mas o seu modus operandi não é cabível para um presidente da República.

KÁROLY J. GOMBERT

KJGOMBERT@GMAIL.COM

VINHEDO

Estelionato

Votei no Bolsonaro, peço desculpa. Meu sentimento é de que fui ludibriado, vítima de estelionato eleitoral.

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI

ADALBERTO.ALLEGRINI@GMAIL.COM

BRAGANÇA PAULISTA

Unidade da sociedade civil

Em momentos de instabilidade democrática é absolutamente necessário o chamado à unidade nacional – sociedade civil organizada, imprensa independente, partidos políticos, até de visões opostas. Só uma ampla frente unificada é capaz de conter as fissuras que se observam, provocadas por movimentos desestabilizadores e intervencionistas que se manifestam por atos nitidamente antidemocráticos. Não basta um bom sistema constitucional de freios e contrapesos, é necessária uma unidade de resistência democrática forte, capaz de conter as investidas aviltantes do desgoverno Bolsonaro. É indispensável que as forças sociais e jurídicas atentem para os sinais de erosão democrática que vêm do Planalto. Urge nos unirmos pelo bem da democracia, das instituições, da República.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO

RENATO.MG@OUTLOOK.COM.BR

SANTO ANDRÉ

Povo na rua

Referindo-se às passeatas contrárias a seu governo, disse o presidente: “Estão colocando as mangas de fora”. Erro do sr. Messias. Na verdade, é o povo nas ruas exercendo o seu direito de se manifestar pacificamente. Quero crer que essas manifestações serão a maior força que atingirá seu governo, já bastante desacreditado. Cercar-se de militares não garante boa gestão nem aceitação popular, haja vista a queda observada nas últimas pesquisas. Portanto, passou da hora de falar menos e deixar a sua equipe trabalhar, continuando as reformas tão necessárias ao nosso desenvolvimento. Bravatas e centenas de absurdos proferidos não tirarão o povo das ruas, ao contrário, ainda mais incentivarão sua crescente participação. O presidente que não queira medir forças com os brasileiros. A que ele tem à disposição é muito pouco, quase nada.

ITAMAR C. TREVISANI

ITAMARTREVISANI@GMAIL.COM

JABOTICABAL

Previdência

Passado imprevisível

O Supremo Tribunal declarou constitucional o fator previdenciário na aposentadoria dos professores obtida após 1999. Dessa forma, haverá em muitos casos redução drástica no pagamento, que pode chegar a 50%. É assim que os educadores de nossos filhos são tratados, ou melhor, maltratados em nosso país. Não temos segurança alguma, as leis podem ser mudadas até retroativamente. Pobres professores, morrerão de desgosto pela falta de reconhecimento da importância de seu trabalho para o futuro dos nossos jovens e pelas grandes dificuldades financeiras consequentes.

LUIGI VERCESI

LUIGIAPVERCESI@GMAIL.COM

BOTUCATU

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NÚMEROS OFICIAIS


A mudança de metodologia adotada pelo Ministério da Saúde para contar o número de mortos pela covid-19 está tendo resultados impressionantes: aquilo que, num primeiro momento, fora anunciado como sendo 1.382 mortes por covid-19 no País num dia caiu mais tarde para 525, uma diferença de 857. Ou seja: 60% do problema foi resolvido numa canetada só. Nem a descoberta de uma vacina teria impacto tão grande em tão pouco tempo. É realmente algo genial: ao invés de tratar os pacientes, tratam-se os números! Cura assim tem tudo para virar mito. E tornar-se moda. Dá até  para prever as manchetes da Hora do Brasil: “2020, ano em que se derrotou a gripezinha, a corrupção, as opiniões contrárias e a imprensa”. Pelo menos, segundo os números oficiais.


Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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ANTÍTESE


Tudo indica que o governo Bolsonaro deve criar o Ministério da Doença...


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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VENEZUELAMO-NOS


Bolsonaro vivia dizendo que o Brasil não poderia terminar como a Venezuela. Mas caminhamos para isso, na clareza do governo para com a sociedade. Ao esconder dados da covid-19, Bolsonaro dá as mãos a Kim Jong-Un, o “gordinho atômico”, e a Nicolás Maduro, o “paga-pau de Fidel”.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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SUMIÇO


A tentativa de Jair Bolsonaro de mudar a divulgação de dados para não creditar mais de mil mortes por dia seguiu a máxima da ditadura que tanto quer instalar, quando sumia com corpos para não deixar rastros de seu homicida comportamento – um dos mais famosos Rubens Paiva.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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O SEGREDO É SONEGAR


O empresário que quer diminuir as despesas com tributos apela para a sonegação, e dane-se o País. O governo, para diminuir os casos de contaminação e mortes pela covid-19, apela para a sonegação de dados e informações, e dane-se a sociedade. A sociedade, para diminuir o acesso de incompetentes ao poder, precisa apelar para a sonegação (não votar), e danem-se os políticos. Acho que, se 70% dos eleitores não votassem em ninguém, os partidos tomariam vergonha na cara e passariam a ser responsáveis pelas candidaturas, o que hoje não ocorre. Chega de gente chegando ao poder e agindo com molecagem, como estamos vendo.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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VIVOS X MORTOS


O que menos importa agora é a informação de quantas pessoas vivas estiveram em atos pró ou contra Bolsonaro. Precisamos saber o número correto de quantos se foram “lutando” por sua vida, esperando respeito e carinho.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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‘A DESMORALIZAÇÃO DO ESTADO’


Como bem salientou  o Estadão em seu editorial de 8/6, estamos vivendo a desmoralização do Estado sob o desgoverno de Bolsonaro, mas eu acrescentaria ainda a desmoralização do País e, sem dúvida, dos militares que parecem compactuar com este governo.


Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro


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A CNBB E OS VENDILHÕES DO TEMPLO


Parabéns à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pela reportagem CNBB se diz indignada com proposta de TVs católicas de apoiar governo em troca de verba, de 7/6 no Estadão, sobre os vendilhões do templo em apoio ao nosso presidente, que vive à custa de barganhas com o centrão. É uma vergonha. Sou católica e, como tal, resolvi me manifestar.


Laura Pocas Giglio laurapocasgiglio@gmail.com

São Paulo


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IMPEACHMENT


Até entendo que no meio de uma pandemia não deva ser o momento para discutir a possibilidade de um impeachment do presidente da República. Mas no meio de um turbilhão de escândalos de fake news, possível tentativa de interferência na Polícia Federal, possível manipulação de dados da covid-19, pautas fascistas, etc., o Congresso não poderia abrir uma exceção para o impeachment?


Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra


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MAIEROVITCH


O jurista e professor universitário Walter Fanganiello Maierovitch participou da seção Encontros na coluna Direto da Fonte, de Sônia Racy, entrevista que foi publicada na segunda-feira no Estadão (‘Cada vez que Bolsonaro abre a boca, dá um tiro no pé’, 8/6, H2). Como de hábito, sempre que é convidado a se pronunciar sobre temas de cunho jurídico em pauta, foi brilhante, perficiente e minudente. Não há exagero em afirmar que, conforme praxe, foi sobranceiro, indefectível e judicioso. Confirma ser um jurista conspícuo e visceral nas suas abordagens. Enfatizou à jornalista que, mediante “provas provadas de crime de responsabilidade”, “Bolsonaro tem alma genocida”. Para Maierovitch, existem “indícios e indicativos com força de prova” que poderiam ter embasado processo de impeachment, tanto pelo procurador-geral da República (que na sua avaliação o que quer é “jogar tudo no lixo”) quanto pelo Parlamento. Para quem não sabe, Maierovitch foi magistrado, desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo e presidente e fundador do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais e foi professor-visitante da Universidade de Georgetown. Atualmente, tem assento no quadro Justiça e cidadania, na Rádio CBN, onde contempla os ouvintes com a sua imensa sapiência jurídica. Assim como o consagrado jurista, político e professor universitário Miguel Reale Júnior, que tornou-se notável nos últimos anos como um dos propositores da denúncia que levou ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, o não menos consagrado jurista Maierovitch poderia igualmente se notabilizar como propositor do impeachment de Jair Messias Bolsonaro. Avante, Maierovitch.


Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos


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‘DEMOCRACIA DEFENSIVA’


Como o Estadão de domingo (7/6, A3) muito bem propôs, nossas instituições merecem reformas, para que nossa democracia não seja reiteradamente vilipendiada. Mas não só essas. Desde criança, de Getúlio Vargas a Jair Bolsonaro, venho observando como, em maior ou menor grau e com raríssimas exceções, líderes que assumem o poder com as melhores intenções (pelo menos declaradas) vão cedendo a seu feitiço e acabam  utilizando-o em benefício próprio. É por isso que defendo a importância, acima de qualquer outra, de um bem estudado adendo à nossa Constituição focado em medidas efetivas de restrição ao uso do poder público em benefício próprio. Que é o verdadeiro câncer do serviço público, e o exato oposto do ideal democrático.


Luiz Antonio Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto


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UNIÃO E CAUTELA


Difícil de achar quem negue – mesmo entre os bolsonaristas mais perturbados – que o desastre moral do lulopetismo abriu o caminho para a eleição de um obscuro e despreparado deputado ultradireitista. Como defendeu Fernando Henrique Cardoso em entrevista à Globonews no domingo (7/6), o momento é de união das oposições para o enfrentamento do mal maior que ameaça a nação brasileira. Mas é preciso muito cuidado e atenção. Se no esforço pela defesa da democracia se justifica dividir palanques – como no movimento pelas Diretas Já, em 1983/1984, reunindo de Ulysses, Tancredo, FHC e Covas a Brizola e Lula –, é preciso igualmente focar na defesa do Estado Democrático de Direito, sem perder de vista o risco da retomada da extrema-esquerda, em movimento igual e contrário ao que levou Bolsonaro ao poder, e com consequências igualmente danosas para a sociedade brasileira. Com essa preocupação, Denis Lerrer Rosenfield, professor de Filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, escreveu na seção Espaço Aberto do Estadão de segunda-feira (8/6, A2): “(...) Na pressa de uma oposição atuante nas ruas, corre-se o risco de confundir alhos com bugalhos, na medida em que se caracterizam por serem uma espécie de quadrilhas, cujo prazer é extraído do uso da violência. A sociedade brasileira deve sair da polarização, tendo como norte a democracia, sob pena de perpetuarmos o impasse pelos próximos dois anos e meio, além de corrermos o perigo de nele permanecer por mais quatro anos, seja sob a égide da extrema direita, seja da extrema esquerda.”


José Roberto Monteiro jm6042645@gmail.com

São Paulo


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ESCORPIÃO


Na conversa entre Ciro Gomes, Fernando Henrique Cardoso e Marina Silva (Estado, 7/6), adivinhem quem vai ser o escorpião, se não aparecer ainda o escorpião rei.


Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas


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IDEIAS


Parece que no Brasil os políticos só se unem para conspirar. Estamos numa crise social e procuram criar uma política. A ideia, a solução é derrubar e mudar! Assim pensam os derrotados Fernando Henrique Cardoso, Ciro Gomes e Marina Silva. Que apresentem ideias ou se calem.


Martim Affonso Santa Lucci mslucci@uol.com.br

Campo Grande


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O GRANDE AUSENTE


O grande ausente no debate promovido pela jornalista Miriam Leitão, na GloboNews, entre o ex-presidente FHC e os ex-ministros Marina Silva e Ciro Gomes foi o PT. E não é difícil de entender por quê. Enquanto os debatedores concordaram em unir forças para constituir uma frente ampla em defesa da democracia, o ex-presidente Lula já havia anunciado, há poucos dias, que o PT não participaria de frente alguma por não ter ele, Lula, “mais idade para ser Maria vai com as outras”. Lula pode estar blefando ou falando sério, não sabemos. O que é certo é que, se Jair Bolsonaro chegar ao fim do seu mandato com os 30% de apoio popular que tem atualmente, fatalmente chegará ao segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Se Lula pensa que o PT pode, sozinho, derrotar Bolsonaro, está redondamente enganado, pois, se o candidato opositor não for um nome de consenso, um novo desastre será inevitável. Ainda há tempo de o PT e seus aliados se reinventarem, mas é preciso começar já.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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ALTAMENTE PREOCUPANTE


Meus amigos e minhas amigas, hoje resolvi me manifestar de forma diferente, sem comentar nada sobre nenhum político, muito menos do Legislativo, Executivo ou Judiciário. Estou visando apenas a alertar a população em geral, que todos nós temos o direito de nos expressarmos livremente, alguns contra, outros a favor, isso não vem ao caso, desde que haja educação, bom senso e respeito, pois ninguém é obrigado a compactuar com algo com que não concorde, admite ou aceite. Vale salientar, porém, que estamos deveras preocupados com o andamento do governo de Jair Bolsonaro. Temos nos deparado com inúmeras situações curiosas, estranhas e inusitadas ditas publicamente por um chefe de Estado em diversas aparições públicas – que não são poucas, por sinal. Na famigerada reunião ministerial do dia 22 de abril se constataram relatos agressivos de alguns ministros, como também do presidente, com seu comportamento verbal execrável. Isso não quer dizer que ninguém utilize vocabulário similar costumeiramente, pois santos não existem, mas o momento não era nada propício para aquilo, muito menos adequado. Qual foi a real intenção e finalidade da reunião? O que se decidiu de prático? Quais foram as soluções determinadas? Nada, a não ser uma gama de palavras obscenas, manifestação de dois ministros de forma inadequada e pejorativa e a saída do ministro Sergio Moro antes do término, após ter sido atingido diversas vezes. E, agora, estamos rodeados constantemente por grupos a favor ou contra Jair Bolsonaro bradando ordens preocupantes como “fora Bolsonaro”, “intervenção militar”, ordens para fechar o Congresso, fechar o STF, etc. Portanto, meus amigos e amigas, ou o governo se posiciona tomando as rédeas da situação para determinar ordem e comandar o País com pulso firme, ou teremos grandes possibilidades de ter um desfecho comprometedor e triste para todos nós.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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‘REBELIÃO ARMADA’


Recentemente, o ex-ministro Sergio Moro afirmou que Bolsonaro desejava promover numa “rebelião armada”. O pretexto era o isolamento social determinado por governadores e prefeitos de todo o Brasil. Outro pretexto é acabar com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com o Congresso Nacional, como prega o gabinete do ódio, por meio das redes antissociais e as várias claques de fanáticos arregimentadas para atos golpistas na frente do Palácio do Planalto, prestigiadas pelo capitão da nau dos insensatos. O clã Bolsonaro só pensa em liberar armas e munição, com o pretexto de que o povo precisa estar armado para “defender a democracia”, a liberdade, a vontade popular e, naturalmente, um governo de um só poder, nas mãos totalitárias de um mitológico capitão e seu clã.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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AINDA EM PÉ


O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, execrado pelos petistas, caiu em desgraça entre os bolsonaristas e, agora, é rejeitado por parcela da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que quer impedir seu trabalho advocatício. Mas será sempre lembrado por sua luta contra a corrupção e os ladrões que aí estão e tem, ainda, amplo apoio dos verdadeiros democratas. A corda sempre arrebenta do lado mais fraco.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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MORO E OS MEDALHÕES


Advogados criminais medalhões, aqueles que cobram milhões de seus clientes, geralmente políticos corruptos que pagam os honorários com o produto da corrupção, qual seja com nossos impostos, se orgulham de obter a impunidade para esses criminosos hediondos, por meio de chicanas e recursos que fazem o crime prescrever, e gostam muito de criticar aqueles que o povo tem como heróis. Criticar Sergio Moro, por um desejo e por algo que nem aconteceu, é um esporte para estes causídicos. Abrir um vinho caro, padrão STF, com seus clientes impunes após terem causado a desgraça de milhões de brasileiros, é a glória. Não sei a  razão de a OAB usar o slogan Sem advogado não se faz justiça. Para mim é exatamente o contrário, quando se trata desses medalhões.


Joao Paulo de O’Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro


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LÁGRIMAS


Despreparo e truculência mataram um homem nos EUA. A reação se dá com passeatas e protestos. Lágrimas e lamentos em profusão. Por aqui, não foi diferente o engajamento na onda mundial contra o racismo, contra a violência policial e tudo o mais que estamos cansados de ver, ouvir, saber. Um assassinato, sob qualquer prisma, é a censura maior à vida, é o primado da barbárie e merece todos os protestos e lágrimas do mundo. Mas quando um menino preso ao cinto de segurança de um carro foi arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro ninguém protestou e ninguém, à exceção dos pais e familiares, chorou; quando uma menina foi atirada pela janela do 6.º ou não importa o andar de um prédio em São Paulo, ninguém protestou. Chorar, só a mãe. Como estes dois, poucos são pranteados entre os mais de 60 mil assassinados por ano neste Brasil aqui. Sessenta mil! Alguns não tão inocentes assim, mas assassinados! Ninguém protesta pelo Zé, pela Maria, pela Zefa, pelo Jão... Ninguém, absolutamente ninguém! Choro, então, seria pedir demais. Por aqui ninguém deu ou dá a mínima. É só mais um! Não conheço, não me diz respeito! Mas em compensação, pelo George lá deles, americanos, haja protestos! E funeral de uma semana. Impossível precisar o volume de tantas lágrimas! Inclusive brasileiras! Não que o finado não as mereça, mas entre essas e quaisquer outras tão ou mais verdadeiras, fico, sem hipocrisia, com as muito mais sinceras. Aquelas, dos crocodilos. E não abro mão...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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