Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2020 | 03h00

Pandemia

Brasil falhou


É triste ouvir que, lamentavelmente, o Brasil falhou na medida de combate à pandemia do novo coronavírus. Passados quatro meses do início da circulação do vírus no País, ninguém sabe sequer dizer quando será o pico da doença. Todo mundo chuta, sem nenhuma base técnica, porque não foi seguida a metodologia adequada. De fato era uma doença desconhecida, mas países da Europa e da Ásia estavam na frente pelo menos um mês no combate à doença. Logo, já se sabia a maneira mais eficaz de combater a proliferação. Países como Itália, Espanha e França, entre outros, conseguiram controlar a expansão do vírus. Ora, quando não se conhece e não se tem experiência, o mínimo que se pode fazer é, seguindo o bom senso, repetir o que eles fizeram. Entre dois e três meses, todos ultrapassaram o pico da doença e em menos de cinco meses estão chegando perto da normalidade. Já o Brasil, como dito antes, ainda nem sabe quando será o pico. Por que errou? A falha foi geral, de governos a entidades científicas e médicas e à população. Faltou humildade para seguir exemplos que estão dando certo. E faltaram verbas, iniciativas corretas, mas sobraram vaidades dos governantes. Como vai ficar? Está tudo bagunçado, vivemos de tentativas malsucedidas. Só Deus sabe...


TOSHIO ICIZUCA

TOSHIOICIZUCA@TERRA.COM.BR

PIRACICABA


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Irresponsabilidade


A “gripezinha” já ceifou quase 60 mil vidas no Brasil. Quem classificou a doença dessa forma não foi o responsável por seu aparecimento, mas tratou-a com irresponsabilidade e com deboche. Será que essa pessoa, cujo nome me recuso a mencionar, tem consciência da gravidade da situação que a Nação está tendo de enfrentar?


ALVARO SALVI

ALVAROSALVI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ


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Sequência de erros


Já foram confirmados 10 milhões de casos de covid-19 em todo o mundo e 500 mil mortes foram registradas. O Brasil já contabiliza, oficialmente, mais de 57 mil óbitos. O presidente Jair Bolsonaro equivocou-se grandemente quando chamou a doença de “gripezinha”. Bolsonaro errou também quando defendeu o uso da hidroxicloroquina e da cloroquina no combate ao novo coronavírus. Esse assunto é para ser tratado por médicos qualificados, e não por políticos incapazes. Aliás, seria muito interessante ver os políticos utilizando os serviços do SUS, bem como suas instalações. O acesso aos hospitais particulares de São Paulo é para muito poucos e os políticos pagam as contas com dinheiro dos cofres públicos.


JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE


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Desgoverno Bolsonaro

Retrocesso


Excelente o artigo de Marco Aurélio Nogueira sobre O futuro que nos escapa (27/6, A2). Realmente, a boçalidade se instalou em nosso país e em tão pouco tempo o atual governo já conseguiu fazer-nos regredir muitos anos. Gostaria, no entanto, de mencionar outra versão do que levou Stefan Zweig (que era judeu austríaco, não suíço) a escrever seu livro Brasil, País do Futuro. O governo brasileiro da época dificultava a entrada de refugiados judeus que deixavam a Europa para escapar do nazismo. Zweig, grande escritor que conseguira aqui se refugiar, teria aceitado a proposta de Getúlio Vargas de permitir a entrada de mais refugiados judeus se ele escrevesse um livro ufanista sobre o Brasil. Agora, só nos resta a esperança de ainda termos um futuro!


GILBERTO B. SCHLITTLER SILVA

GSCHLITTLER2@MAC.COM

SÃO PAULO


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PGR

Vassalagem


A subprocuradora Lindôra Araújo foi a Curitiba com o intuito de copiar bancos de dados sigilosos de investigações, sem apresentar justificativas ou documentos oficiais para tal. Os procuradores não aceitaram e apresentaram denúncia à Corregedoria, que investigará as ações dessa intenção em todos os Estados. Vale lembrar que, além de bolsonarista convicta, Lindôra é a mais próxima do titular da Procuradoria-Geral da República (PGR), Augusto Aras, que lhe deu a missão de cuidar da Lava Jato. Após críticas de muitos procuradores e a denúncia à Corregedoria, Lindôra até desistiu de sua candidatura ao Conselho Superior do Ministério Público Federal. Aras saiu em sua defesa e mostra um enredo que mira o desmonte da Lava Jato e, por consequência, chegar a Sergio Moro, hoje o grande desafeto de Jair Bolsonaro. O fim da Lava Jato, operação que prendeu muitos corruptos e corruptores e devolveu grandes quantias do dinheiro roubado, facilitaria a prática de corrupção e a impunidade de aliados atuais do governo que comandam orçamentos milionários. E também o questionamento das decisões do juiz Moro. A PGR, hoje, revela-se mais um órgão submisso aos desejos do presidente da República. Eis por que procuradores, mesmo dentro da PGR, desconfiam das ações de Augusto Aras e as desaprovam. Nós também.


LUCIA HELENA FLAQUER

LUCIA. FLAQUER@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Saneamento básico

Coleta de esgoto


É dito que a maioria dos governantes não se interessa em instalar tubulações de coleta de esgoto porque elas ficam enterradas e não rendem votos. Sendo assim, convém que o Congresso Nacional prepare legislação que proíba as municipalidades de asfaltar ruas e avenidas que não contenham tubulações de coleta de esgoto em operação. Aí a figura muda.


WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA


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Tratamento de efluentes


Não só devemos assegurar o acesso de toda a população ao sistema de água e esgoto, como também obrigar, e fiscalizar, o tratamento dos efluentes, sejam empresas públicas ou privadas, em prol do saneamento e preservação do meio ambiente.


JORGE LINCOLN ESPÍRITO SANTO

JORLINCOLN@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



CURRÍCULO DUVIDOSO


Mal se iniciou uma nova gestão no Ministério da Educação e já começaram as controvérsias. O órgão, antes gerido desastrosamente e insignificantemente por Abraham Weintraub, agora estará sob a direção de Carlos Alberto Decotelli, indicado por Jair Bolsonaro. Decotelli, por sua vez, na sua primeira aparição diante das câmeras, fez questão de divulgar seu extenso currículo. Entre as inúmeras formações que disse ter, a de “doutor pela Universidade Nacional de Rosário, na Argentina”, foi surpreendentemente desmentida pelo reitor da universidade, Franco Bartolacci. Decotelli também afirmou ter mestrado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição que já se manifestou dizendo que vai investigar suposto plágio ocorrido na dissertação do futuro ministro, na qual foram apontados trechos idênticos a um relatório do Banrisul para a Comissão de Valores Mobiliários. Por fim, Decotelli citou em seu currículo ter o título de pós-doutorado pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha, mas a universidade também nega esse título.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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PLÁGIO


Cometer plágio é grave e é claro que o novo ministro da Educação deve ser cobrado por isso. Porém, será justo e correto condenar um aluno para sempre cada vez que for ocupar um novo posto de trabalho? Deixemos que a FGV investigue e tome as providências e vamos tratar de apoiar Carlos Decotelli na recuperação do já tão combalido MEC. Não há tempo a perder. Deixa o homem trabalhar!


Luiz Rocha drluizrocha@uol.com.br

Guarulhos


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SINTOMÁTICO


O plágio do doutor, que não é doutor, o novo ministro da Educação, é sintomático deste governo, que fala uma coisa num dia ou publica e no outro volta atrás.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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A ESCOLHA DE BOLSONARO


Carlos Alberto Decotelli mentiu ao dizer que recebeu o titulo de doutor pela Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, e cometeu plágio em diferentes trechos em uma dissertação de mestrado na FGV. Caso Carlos Alberto venha a ter honorabilidade, deve pedir exoneração do cargo de ministro da Educação e desaparecer, porque o que ele fez é vergonhoso. O que não falta no Brasil são excelentes professores universitários capacitados para o Ministério da Educação, porém Jair Bolsonaro quer um ministro que faça aquilo que ele quer, porque quem manda é ele e nem todos se submetem aos seus caprichos. O presidente quer justamente um ministro da Educação nos moldes de Carlos Alberto Decotelli. Caso ele peça demissão do cargo Bolsonaro deve insistir para que ele fique, porque é justamente uma pessoa como ele que quer em um dos ministérios mais importantes da República.


José Carlos de Castro Rios castroriosjosecarlos@gmail.com

São Paulo


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FARO


Nosso presidente, Jair Bolsonaro, tem um faro especial para escolher seus ministros da Educação. Não poderia ser pior. Depois de dois ministros semianalfabetos e beirando a idiotice, o próximo, ainda não empossado, já se mostrou espertalhão, inventando um currículo bonito, mas falso. Uma atração irresistível por figuras tristes e irresponsáveis numa área tão importante e carente como a educação.


Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo


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O CAPITÃO E A ACADEMIA


Um capitão pode desconhecer as etapas de um doutoramento stricto sensu e não entender das regras para a concessão do título de doutor. Para um pretendente ao cargo de ministro da Educação, este desconhecimento é inadmissível. Utilizar créditos do curso sem defesa de tese é má-fé. E daí?


Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo


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GARDELÓN


Ministro da Educação falseia o próprio currículo acadêmico. Pode isso, Arnaldo?


Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga


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FAKE DOUTOR


Começou muito mal o futuro ministro da Educação, (dr.?) Carlos Alberto Decotelli, que traz em seu currículo o título de doutor pela Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, negado pelo reitor da instituição. Ao ostentar um título que não obteve, causa, de imediato, desconfiança em relação à sua pessoa. Nestes tempos estranhos de fake news, em que a verdade é posta à prova diariamente pelo obscuro e negacionista desgoverno Bolsonaro, há que ter precaução com o fake doutor que diz possuir o que não possui. “É preciso matar a cobra e mostrar o pau.”


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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CURRÍCULO DE DECOTELLI


Foi lambança, sem dúvida, mas que currículo tinha Weintraub?


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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UM ERRO NÃO JUSTIFICA O OUTRO!


Fica difícil de entender este mecanismo muito usado por bolsonaristas para defender o indefensável ao justificar qualquer erro do governo fazendo comparações com erros cometidos por membros do PT: “Ah! Mas Dilma também turbinou seu currículo com um título de mestrado que nunca teve”. Sim, mas o que tem uma coisa com a outra? Isso torna mais tolerável o fato de o recém-nomeado ministro da Educação ter falseado seu currículo com um título de doutorado e pós-doutorado que nunca teve? O mesmo se dá em relação a outros atos de conduta reprováveis no atual  presidente. Ora, sempre buscamos eleger alguém que supere em qualidades o anterior, sobretudo quando o anterior foi condenado exatamente pelos atos praticados. Portanto, seria bom que se reveja esse tipo de critério de avaliação, qual seja, de usar um erro para justificar o outro. Isso pode servir como alento para quem se utiliza dessa forma de defesa, mas não retira as sérias consequências de atos que estão sendo praticados pelo atual mandatário. Foi para mudar o modus operandi de governar que foi eleito, e não para repetir erros de gravidade equivalente. 


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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EDUCAÇÃO PELO EXEMPLO


O exemplo é o meio mais efetivo para a educação, pois uma atitude significa mais do que mil palavras. Meus filhos muitas vezes me surpreenderam com uma pauta ética de valores que não lhes transmiti por palavras. A educação é incompatível com a mentira, e temos agora um ministro da Educação que falta com a verdade em imposturas sobre sua vida acadêmica. No desgoverno Bolsonaro tudo é possível, sobretudo na Terra de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.


Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo


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UMA MENTIRA POR DIA


Dois ministros – Annette Schavan, da Educação, e Karl-Theodor zu Guttenberg, da Defesa – foram demitidos do governo alemão pela chanceler Angela Merkel porque ambos cometeram plágio inaceitável em suas teses de doutoramento. Aqui, abaixo do Equador, a coisa é mais amena. Constava no currículo do novo ministro de Educação que possui doutoramento. Descobre-se, agora, que a tese apresentada por Carlos Decotelli à Universidade de Rosário foi reprovada, uma raridade no meio acadêmico, pois a pessoa apresenta sua tese quando está segura de que será aprovada. Problema? Não, simplesmente o ministro tirou de seu currículo o título de doutor. A subprocuradora-geral da República Lindora Araújo de Brasília comunicou sua visita a Curitiba por telefone, no dia anterior, sem “nenhum ofício solicitando informações ou diligências, ou informado procedimento correlato, ou mesmo o propósito e o objeto do encontro”, segundo os procuradores de Curitiba. Razão? Fiz a visita por estar preocupada com o “volume de trabalho pendente acumulado” na Operação Lava Jato. O advogado Frederick Wassef sustentou que não falou com Fabrício Queiroz faz mais que um ano, para admitir que realmente escondeu o fugitivo no suposto escritório de advocacia em Atibaia. Motivo? Queria salvar a vida do Queiroz e proteger o presidente Jair Bolsonaro. Eis uma pérola: a mentira em si não é considerada um crime no Código Penal brasileiro, sua comprovação pode ser fundamental para a caracterização de um crime!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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DESALENTO


Desalento é o sentimento que me assola nesta manhã nublada de inverno. Mas não é devido ao clima. Nada tem que ver com a meteorologia, e sim com a perspectiva que vislumbro para nosso querido país. Após um sopro de esperança com a probabilidade de uma virada nos costumes políticos, que até me levou a defender, numa rede internacional da internet, o presidente recém-eleito quando atacado por uma médica cubana, vejo, no dia de hoje, as minhas esperanças derreterem como um sorvete sob o calor da luz do sol.  Os indicadores políticos destas últimas semanas sinalizam nesse sentido. A demissão do ex-ministro Sergio Moro, o retorno do Centrão, as decisões do Supremo, o caso Queiroz, as suspeitas sobre o filho 01 do presidente, a estranha interferência da chefia da Procuradoria-Geral da República na Operação Lava Jato e o inusitado silêncio do presidente Bolsonaro são sinais claros de que retornamos à estaca zero. Assim, “foi para o brejo” o combate à maior chaga brasileira, a endêmica corrupção, principal responsável pelos atrasos econômico e cultural deste país. Como consequência, permanecem os mesmos viciados costumes políticos que uma minoria renovadora eleita para o Congresso não conseguiu expurgar. E o Brasil? Ora, o Brasil que se dane!


Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo


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COMBATE À CORRUPÇÃO


Será que a bandeira da Lava Jato, tão usada na campanha do presidente Bolsonaro, está escondida em algum lugar em Atibaia?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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VACINA CONTRA A COVID-19


País faz parceria com Oxford para produção de imunizante. Essa vacina objeto de acordo do governo federal com Oxford parece andar bem. E a do acordo Butantã-Sinovac, administrada pelo governo estadual de São Paulo, como vai?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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MINISTÉRIO DA SAÚDE


Na contramão de opiniões que reprovam o fato de o responsável atual pelo Ministério da Saúde não ser médico, não vejo maiores problemas. Por duas vezes pude acompanhar entrevistas maiores com ele na televisão e o achei bastante seguro e inteirado com os assuntos sobre a pandemia. Além disso, ele tem em seu entorno médicos que certamente o orientam em tomadas de posições importantes. A bem da verdade, o problema atual está bem mais para estatísticos, que delineiam as curvas de distribuição da covid-19. Outra coisa que pesa muito nesse momento é a rebeldia do povo brasileiro, que, mesmo vendo a morte de perto, sai pelas ruas como bando de desmiolados.  


Geraldo Siffert Junior, médico siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro


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FIASCO ANUNCIADO


O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, liberou o acesso do público aos estádios de futebol a partir de 10 de julho, limitado a 1/3 da capacidade total. Será uma experiência interessante, na medida em que poderá responder algumas perguntas vitais. Por exemplo, os milhares de torcedores (o número poderá chegar a 22 mil) conseguirão manter o uso adequado da máscara facial durante os 90 minutos da partida? Respeitarão o distanciamento de 1 a 2 metros entre eles? No caso de um gol, a comemoração será contida, limitando-se cada um “no seu quadrado”, ou destrambelhada com direito a gritos e assobios capazes de expelir gotículas de saliva a metros de distância? E no entorno do estádio, haverá aglomerações? A experiência pode até dar certo, mas, considerando o fato singular de a liberação dos estádios se dar perante um número ainda elevado de casos de covid-19 e de vítimas fatais na cidade (nem países que já superaram a pandemia fizeram isso), é mais provável que seja um fiasco anunciado.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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COMÉRCIO FECHADO E COBRADO


Mesmo fechadas, as lojas são obrigadas a pagar taxas mínimas de luz, água e o IPTU, o imposto que apenas mantém as cidades carentes de serviços e vereadores ausentes. Em julho chegará a taxa de fiscalização, bem-vinda em ano de eleição municipal. Assim, as placas de ALUGA-SE deveriam ser trocadas por AJUDA-ME.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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ANO PERDIDO


O ano de 2020 no calendário global será registrado como ano perdido de pandemia e reclusão da população. Mudam-se hábitos e costumes, mas a grande dúvida diz respeito ao modelo econômico e como os países emergentes farão para aliviar a carga e o sufoco dos menos favorecidos.


Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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SALDO DA PANDEMIA


A pequena chuva no fim de semana mostrou o descaso das autoridades de São Paulo. Imagens do hospital da campanha no Anhembi correm o mundo mostrando como é usado o dinheiro dos impostos no Brasil. Serão essas imagens que tanto incomodam os atingidos e por isso tanto ódio contra elas? Serão chamadas fake news? O saldo dessa pandemia será sentido no bolso do cidadão que conseguir sobreviver ao caos. Aguardemos as fraudes nos contratos na compra de equipamentos sob a alegação de “salvar vidas”, quando sabemos que muitos respiradores ainda estão nos aeroportos, vários com defeito e, pior, falta mão de obra para operá-los. Apenas uma pergunta: os jornais e as tevês mostraram essas imagens?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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HOSPITAIS DE CAMPANHA


A que título devemos classificar que o governador Doria “inventou” a construção dos hospitais de campanha se, em plena pandemia, fechou o do Pacaembu? E os milhões de dinheiro que foram gastos para a sua construção, para onde foram?


Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo


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LUGAR CERTO


A covid-19 encontrou no Brasil seu melhor lugar. Governadores e prefeitos corruptos e medíocres. Alta Corte não confiável. Políticos ladrões. População indisciplinada e negligente. Grande mídia terrorista. Médicos fraudadores. Inexistência de liderança social e política de qualidade.


André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


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CLAREZA NA LINGUAGEM CONSTITUCIONAL


Com efeito, conforme lembrou editorial de O Estado, soa insólito o Tribunal de Contas da União (TCU) ensinar ao presidente da República o que seja competência concorrente entre União, Estados e municípios, no caso em relação ao combate à covid-19, porquanto pareceu à Corte de Contas que a Presidência da República interpretou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) como um sistema de maratona entre os órgãos federativos. Melhor seria ter o STF, ainda que afrouxando o rigor de sua linguagem técnico-jurídica, falado em competência complementar recíproca e harmônica, pois há momentos em que é melhor não presumir conhecimentos de autoridades que não os possuem, para o bem geral do povo e a felicidade geral da Nação.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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O INQUÉRITO DAS FAKE NEWS


No artigo do jornalista Carlos Alberto Di Franco STF versus liberdade de expressão (29/6, A2), ele critica o Supremo Tribunal Federal por seguir em frente com o inquérito das fake news, aliás, no que a Corte fez muito bem. Eu gostaria de perguntar ao caro jornalista se ameaçar a vida dos ministros e de suas famílias, pregar o fechamento do Congresso e do STF e pedir a volta da ditadura militar por meio de um golpe seriam liberdade de expressão. Acho que o sr. Di Franco está misturando as estações.


Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo


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A PATERNIDADE DA TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO


Na semana passada, o presidente Bolsonaro foi ao Nordeste inaugurar mais uma etapa do projeto de transposição do Rio São Francisco, um tipo de obra que governantes adoram executar graças ao volume de dinheiro investido e que pode facilitar desvios de verbas, como esta, que inicialmente custaria R$ 5 bilhões, mas já chega a assustadores R$ 12 bilhões, sem previsão de fim. Tal diferença pode classificar os projetistas como péssimos calculistas em obras desse naipe, ou os desvios de verbas  fizeram a fortuna de muitos. Pior ainda é que, mesmo com um custo tão absurdo, vários trechos construídos mal e porcamente tiveram de ser refeitos, e quem sabe qual a garantia da durabilidade do projeto? Como vários são os políticos que proclamam a paternidade do projeto, caberia a Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro, os presidentes responsáveis pela liberação das verbas para o projeto, justificar tamanha diferença, de 140%, entre custo inicial do projetado e o verificado até o momento atual. 


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


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TRANSPOSIÇÃO SURREAL


Vivemos um momento surreal da política brasileira, “rir para não chorar”. O presidente da República está tão isolado que inaugura a transposição do Rio São Francisco, no Ceará, sozinho, não tendo sequer a companhia do governador do Estado!


Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo


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DESELEGANTE?


Nesta questão em que alguns querem atribuir a obra da transposição das águas do Rio São Francisco ao ex-presidente Lula, outros dizem que foi deselegante não o convidarem para a inauguração (devem estar brincando). Para mim, ele é aquela pessoa que você contrata para fazer um serviço, ele não termina e ainda some com o dinheiro...


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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ELEIÇÕES E IDEIAS


O colunista Fabio Prieto (Alexander Hamilton, honra e fuzis, 27/6, A2) repete o revoltante costume de confluir a eleição de um presidente com a aprovação das suas propostas de governo. Assim era feito também pelos apoiadores do PT, no seu tempo. É falsidade notória a afirmativa de que Bolsonaro foi eleito “pela recusa ao desarmamento, ao aborto e à descriminalização das drogas, além da proposta de melhoria da gestão da Amazônia”. Ele venceu numa disputa entre anti-PT e anti-Bolsonaro, com contribuição marginal dos que eram a favor de um ou do outro. O sistema eleitoral brasileiro, sob o manto de dar oportunidades iguais a todas as correntes, está propositalmente organizado para evitar o debate de ideias.  Está na hora de parar de fingir que são elas que decidem eleições.


Arnaldo Mandel amandel@gmail.com

São Paulo

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