Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2020 | 03h00

Corrupção

Decisão surpreendente


Causando veemente reprovação até mesmo de alguns de seus pares, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, decidiu pôr em prisão domiciliar a mulher de Fabrício Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, foragida da Justiça (10/7, A4). Essa decisão esdrúxula de Sua Excelência, no entanto, não deveria surpreender. Quando das eleições de 2014, em que se propunha testar a segurança das urnas eletrônicas, como corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral na época, justamente a pessoa que deveria defender a lisura do pleito, Noronha manifestou-se radicalmente contra, sob a estapafúrdia alegação de que isso seria prejudicial à democracia.


FAUSTO RODRIGUES CHAVES

FAUSTOCHAVES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Dentro da lei


Como advogado, gostaria que o dr. Frederick Wassef explicasse como uma foragida da Justiça pode obter prisão domiciliar.


GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Sucessão no STF


Corre na mídia o “boato” de que a próxima sucessão no Supremo Tribunal Federal (STF) seria um jogo de cartas marcadas, de vez que a decisão do atual presidente do STJ no caso de Fabrício Queiroz já o teria capacitado para o cargo. Tal convicção emerge com mais força ainda diante do habeas corpus que concedeu prisão domiciliar também à mulher de Queiroz. De fato, sendo a citada cidadã foragida da Justiça, e pelo fato de não estar encarcerada, não haveria por que estender a ela a prisão domiciliar concedida ao marido, ele, sim, preso, caracterizando-se assim evidente teratologia, inaceitável no âmbito do Direito pátrio. Diante desse cenário, permitimo-nos elaborar o raciocínio de que o atual presidente do STJ logrará inovar antigo costume do Senado, que nunca levou a sério sua função de submeter os candidatos ao STF indicados pelo presidente da República a uma verdadeira sabatina, de forma a aquilatar seu notório saber jurídico antes de apenas referendá-los para o cargo.


LAIRTON COSTA

LAIRTON.COSTA@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Incomunicável...


Queiroz ficará “preso domiciliarmente” e está proibido de se comunicar com quer que seja. Ordem judicial expressa. Que homem crédulo é o sr. juiz...


A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Desgoverno Bolsonaro

Amazônia


A expectativa, no início, pela atuação do general Hamilton Mourão não se confirma. A historinha bisonha que contou aos investidores estrangeiros mais parecia um conto da carochinha. É como se não existissem satélites, internet, embaixadores, correspondentes estrangeiros e a Amazônia fosse uma ilha perdida na Polinésia do século 18. Não consigo acreditar que o vice-presidente faça tão pouco juízo do valor de seus interlocutores, informadíssimos diretores de importantes fundos e empresas internacionais. Finalmente, a cereja do bolo: dizer que o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, está muito prestigiado por ele e pelo governo. Tanto como técnico de time de futebol?


ALBERTO FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS


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Aval


Ao avalizar as políticas destrutivas de Ricardo Salles à frente do Ministério do Meio Ambiente, o presidente Jair Bolsonaro apenas corrobora o discurso dele de ódio aos índios e ao meio ambiente, e favorável à destruição da Amazônia.


MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA


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Abaixo da crítica


As pérolas proferidas pelos novos membros do Executivo federal bem expressam a falta de educação e cultura da grande maioria do povo brasileiro. Ministro das Comunicações e deputado federal afirma que na Amazônia temos 87% da Mata Atlântica. Ministro interino da Saúde, general do Exército Brasileiro, “cria” o Estado de Porto Velho e compara o inverno europeu ao do Norte e Nordeste do Brasil. E o secretário da Cultura, que agradece com cedilha? É muito triste tudo isso!


JORGE DE JESUS LONGATO

FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI MIRIM


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Agricultura


O editorial Verdades incompletas (7/7, A3) põe em destaque a seriedade, eficiência, competência e o trabalho diplomático da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na condução de sua pasta. Não podemos deixar de ressaltar também o amor que devota ao País, visível na forma como se conduz em situações que são constrangedoras para ela e na preocupação em não se destacar nesse governo e, assim, poder levar adiante seus objetivos. Com tantos atributos, ela poderia até ser uma forte candidata presidencial – oxalá esta sugestão não lhe venha a criar dificuldades para levar a cabo seu magnífico trabalho.


MARIA ANGELA DIAS COELHO

ANGELA.MANDICO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Revolução de 32

Bunker restaurado


Parabéns pela reportagem acerca da iniciativa do restauro do abrigo subterrâneo em Mogi-Mirim (9/7, A22), que tive a oportunidade de conhecer no meu período de pesquisas acadêmicas envolvendo o Instituto Disciplinar dessa cidade. Na pessoa do incansável pesquisador Ed Alípio, cumprimento todos os envolvidos, bem como as instituições parceiras, na ilustre missão de preservar a história desse bunker. Acredito que todas as hipóteses levantadas na matéria em tela são factíveis, cabendo aos pesquisadores a continuidade da busca ou do aprofundamento de fontes, dados e informações. Sem dúvida esse restauro contribuirá para que continuemos nossa luta pela preservação da nossa memória histórica, tão maltratada nos últimos tempos.


IZALTO JUNIOR CONCEIÇÃO MATOS

IZALTOJUNIOR@UOL.COM.BR

SUMARÉ


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PASSADO CHEGANDO


Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ao mandar abrir o banco de dados da Operação Lava Jato para a Procuradoria-Geral da República (PGR), não consegue esquecer suas origens. Festa no Congresso!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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REVÉS PARA A LAVA JATO


Pela idade e experiência que tenho, posso afirmar, depois dos últimos 15 anos e, principalmente, das últimas semanas, que os verdadeiros inimigos do Brasil estão aqui entre nós. Muitos posando agora de salvadores da Pátria. Sem esperanças.


Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo


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OS EXTREMOS SE TOCAM


Há alguns dias, mais precisamente em 30/6/2020, o Estadão digital publicou no Fórum dos Leitores, sob o título Desalento, a série de fatos que me levavam a esse sentimento depressivo. E hoje, com as notícias do relaxamento da prisão de Fabrício Queiroz e de sua mulher e da ordem expedida pelo residente do STF Dias Tofolli de compartilhamento dos depoimentos sigilosos obtidos pelas Lava Jato do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro com a PGR, cujo procurador-chefe já foi ligado ao PT, este meu estado de espírito se acentua. A famosa frase “os extremos se tocam” mais uma vez se confirma, com a ligação indireta entre membros da dita direita e da esquerda de Lula. A impressão que fica é a da prevalência dos interesses particulares sobre o bem-estar da Nação. E esta, a nação brasileira, que ansiava por moralidade no setor público e que elegeu um presidente para eliminar os malfeitos (apud Dilma) das gestões anteriores deve ficar mais uma vez “a ver navios”. Uma nova era fica para as calendas.


Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo


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RACHADINHAS


Diante da estranheza, até mesmo de juristas, da concessão de prisão domiciliar até mesmo para foragida da Justiça, é de perguntar: 1) o ministro João Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), prefere ser conhecido por qual epíteto, “o altruísta” ou “o benevolente”?; E 2) qual tratamento deverá receber dos “rachadores”: “Caro ministro” ou “Caríssimo ministro”?


Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo 


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FORAGIDA


Se a esposa de Fabrício Queiroz ganhou o benefício da prisão domiciliar sem nem ter sido sequer presa ainda, é porque provavelmente será absolvida sem julgamento. E o que é pior, à revelia...


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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PRISÃO DOMICILIAR


Ao que tudo indica, foi  descoberta mais uma “mina de ouro” jurídica: o já famoso coronavírus. Tem mil e uma utilidades, além das que já tem e que consistem em gerar medo, febre, dores e até morte. A nova utilidade, fruto da mente criativa, mas pouco republicana de alguns juristas, consiste – pasmem – numa demonstração inequívoca de grande poder de compaixão, favorecer com a liberdade réus que pela gravidade de seus crimes não poderiam nem deveria estar em outro lugar que não a cadeia.


Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo


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VISITA ILUSTRE


Fabrício Queiroz volta para a casa... Como perguntar não é ofensa, será que Bolsonaro irá visitá-lo? A conferir.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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AMIGOS, AMIGOS


Vai entender! Certo segmento da mídia, aquele que todos conhecemos, está bombardeando a decisão do presidente do STJ, João Octávio Noronha, que transformou o regime de reclusão do ex-assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, em prisão domiciliar com extremas limitações e proibições. Entre outras acusações, está a dizer que o referido magistrado é amigo do presidente Bolsonaro, que já o elogiou em outra ocasião. Ora, ora, se estão em jogo amizades e benefícios diretos à família do presidente, por qual razão esta mídia se cala quanto às amizades do ex-presidente Lula da Silva, condenado em três esferas da Justiça, ora livre, leve e solto, sem profundas restrições, graças às canetas de amigos deuses supremos, facultado-lhe até viajar ao exterior e por lá casar-se, segundo as fofocas sociais? Que régua é essa? O Brasil não lhes merece! Alô, ministro Alexandre de Moraes, pode isso?


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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A FAVOR DA BANDIDAGEM


O lulista Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), quer a todo custo inocentar o mais inocente e honesto brasileiro, solicitando investigação sobre a suposta cooperação entre a força-tarefa da Lava Jato de Curitiba e o FBI, responsável pela elucidação do maior esquema criminoso já visto na história brasileira. É a OAB atuando a favor da bandidagem. Era só o que faltava!


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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‘QUEM SOMOS NÓS E POR QUE LUTAMOS’


No Espaço Aberto do dia 9/7, o senador José Serra nos deu uma aula sobre o que foi o movimento das Diretas Já na sua opinião. E o fez com detalhes de quem viveu de perto o importantíssimo momento de organização e manifestação coletiva da sociedade brasileira, em torno da aprovação da PEC que aboliria a eleição indireta do presidente da República e, assim, abriria caminho para a redemocratização do Brasil. O senador atribuiu ao movimento um senso de clareza absoluta quanto ao seu propósito, sabíamos o que queríamos mudar. Estávamos unidos e certos do Quem somos nós e por que lutamos, título que escolheu para o seu texto. Hoje, segundo o senador, nos encontramos a “marcar passo” diante da enorme crise política que atravessamos porque estamos “fragmentados”, sem o senso claro que o movimento pelas diretas tinha, da necessidade de elaboração de um plano de poder que acomode (na medida do possível) a todos. Concordo com o senador, agradeço a aula, mas fiquei com as seguintes perguntas: será que o senador José Serra tem consciência do tamanho da luta que nós, brasileiros, estamos travando contra a corrupção? Será que ele percebe que sabemos quem somos e contra o que estamos lutando? Será que ele tem consciência do quanto a corrupção ameaça e corrói a nossa tão batalhada democracia? Levanto essas questões diante das tristes notícias de que o senador e sua filha (!) estão sendo investigados por crimes seríssimos de corrupção, lavagem, etc., e que existem fortes indícios de que tenham cometido atos terríveis. Se todo esse horror se confirmar, poderemos dizer que o senador lutou pela democracia, mas depois contribuiu enormemente para ameaçá-la. E provavelmente o fez motivado pela cegueira que a ambição pelo poder causa em alguns seres humanos, demonstrando cristalinamente que não eram tão inteligentes como pareciam ser.


Lucila Amaral Ferraz ferrazlucila@uol.com.br

São Paulo


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CONTRA O AUTORITARISMO


No Estadão de 9/7, José Serra descreve o movimento Diretas Já, que trabalhou pró-emenda Dante Oliveira, por volta de 1983,  exigindo eleições diretas de forma a combater o governo militar, uma ditadura. Dissertou muito bem, porém neste julho de 2020, o que faz o agora senador Serra em prol da luta contra as ditaduras que nos estão sendo impostas pelo Congresso Nacional e pelo STF? pelo visto, nada. Num ilegal inquérito, contestado apenas por Marco Aurélio Mello no STF, esta Corte impôs o terror aos brasileiros que emitem suas opiniões criticando decisões descabidas do STF, no melhor estilo General Figueiredo, do “prendo e arrebento”. Por outro lado, o Senado de José Serra aprova um PL tirânico, segundo o qual o povo não tem o direito de criticar os congressistas, muitos deles respondendo a inquéritos ou processos por corrupção. E depois alguém vem me dizer que Bolsonaro é que quer ser ditador?


Joao Paulo de Oliveira Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro


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ABANDONO DAS UNIVERSIDADES


Tivéssemos consenso na Educação, não haveria tantas consequências. No momento, três ministros merecidamente foram defenestrados, e o último, Carlos Decotelli, o breve, nem sequer sentou-se na cadeira ministerial e foi eletrocutado. Portanto, ao verificarmos que nos meses de abril e maio 265 mil alunos de universidades particulares abandonaram os cursos e que essa evasão corresponde a 32% no mesmo período do ano de 2019 em graduação, conclui-se ser assustador o número de alunos que deixa as faculdades, prejudicando-se e ao País – nada exemplar na matéria, começando pela educação de base. A perda da renda advinda da pandemia foi o maior motivo para a interrupção dos cursos. Da parte das escolas, poucas se propõem a negociar o valor das mensalidades com os alunos e familiares, enquanto outras alegam que investiram além do esperado em tecnologias e, portanto, os seus custos aumentaram. Enfim, desculpas não faltam. Na lei não há nada que obrigue escolas a dar descontos em razão da pandemia, algo que poderia ter sido lembrado na rede de proteção social criada em valores, uma vez que as instituições demonstram não optar sequer pelas reduções de mensalidades pleiteadas. Até professores têm sido vítimas de demissões em razão da alegada contenção de custos, afinal, no Brasil educação é interpretada como uma indústria que notabiliza pelo fluxo de caixa e, quanto à qualidade do ensino, essa nós conhecemos.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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MAL EDUCADOS


Conselho recomenda evitar reprovação e prevê continuidade de estudos em 2021 (Estado, 7/7). Evitar reprovar os alunos em 2020 é mais uma decisão que não leva em conta a maioria dos estudantes. Como ficará o ensino daqueles que não tiveram qualquer contato com as aulas à distância durante a pandemia? Passar esses alunos para a frente junto com os demais que tiveram acesso a aulas online aumentará ainda mais a desigualdade existente nas escolas e, consequentemente, os deixará para trás na tentativa de entrar numa faculdade pública e até mesmo ingressar no mercado de trabalho. É mais um artifício para maquiar a péssima gestão da educação no Brasil.


Lucas Dias  lucas_sandias@hotmail.com

Rio Verde (GO)


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MINISTRO DA EDUCAÇÃO


Como o requisito básico para conduzir o importantíssimo Ministério da Educação, com dotação orçamentária de nada menos que R$ 118,4 bilhões (!) – o segundo maior de todas as pastas – não parece ser o de notório saber e experiência na área, como provam as desastrosas três nomeações anteriores, tudo indica e leva a crer que o próximo ministro não será muito diferente daqueles que o precederam, vez que a escolha depende mais de QI (quem indica) do que propriamente de seu currículo acadêmico e profissional. Pobre Brasil...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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VAGA


Enquanto aguardamos o nome de mais um ministro do MEC, justiça seja feita: Carlos Decotelli foi, indiscutivelmente, o melhor ministro da Educação do governo Bolsonaro.


Fernando Pirró fpirro@uol.com.br

São Paulo


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CURRÍCULO


Carlos Decotelli incluiu o cargo de ministro da Educação em seu currículo. Ainda bem que conseguimos nos livrar desta sumidade!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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LATTES


Na atualização do currículo, lê-se “(...) entre 25 e 30 de junho de 2020, atuou como ministro da Educação do Brasil (...)”. É. Acredite se quiser...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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GENERALIZAÇÃO


Quando a covid-19, que surgiu na China, chegou ao Brasil, o presidente Bolsonaro chamou-a de “gripezinha”, generalizando a doença provocada por um vírus chamado novo coronavírus. Na época, muita gente o criticou por minimizar uma gripe desconhecida que começava a se alastrar pelo mundo, provocando mortes e medo na população devido à falta de informações. Hoje, depois de ver um general comandando o Ministério da Saúde e vários generais em postos importantes do governo, posso dizer que, para o presidente Bolsonaro, generalizar significa governar com generais em postos-chave, ou seja, mania de generalização. Por isso chamou a gripe de “gripezinha”... Será que para o próximo ministro da Educação vai haver generalização também? A demora em preencher a vaga pode ser sinal de que a mania pode prevalecer. O gosto não se discute, lamenta-se.


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


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ERA UMA VEZ NO BRASIL


De “nunca antes neste país”, mudamos para “nunca antes neste mundo”. Vemos um único homem atuando ao mesmo tempo como presidente da República, ministro da Justiça, da Saúde, da Educação, do Meio Ambiente, das Advocacia e Procuradoria  Gerais da União, assessorados por três filhos, por um amigo, chefe de gabinete e sua foragida esposa, presos e liberados, além de milhares de agressivos seguidores e milhões de eleitores decepcionados. Concluindo, a Pátria Amada virou Pátria Bolsonara.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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DIAS GOMES E BOLSONARO


Dias Gomes teria hoje, com certeza, material à farta de inspiração, para fazer uma outra novela. Que tal o título de O bem amado – a sequela? Seria mais um arraso global, mundial em todo caso, em todos os sentidos! Aliás, no sentido mais amplo da palavra... Avante Sucupira!


Jacques Gandelman Lerner jaxxtheone@gmail.com

São Paulo


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AGENTE 86


Como não tenho candidatos a ditadores, corruptos ou bandidos de estimação, tenho contato com várias tendências, desde que legais. Assim é que recebi de uma amiga bolsonarista um vídeo “ultrassecreto” que informava que um famoso ex-ministro da Educação estava nos EUA sob a guarda do FBI, investigando algumas eventuais operações ilegais de governos anteriores através do BNDES beneficiando países hoje não amigos. Não sei por que, lembrei-me imediatamente de Maxwell Smart, também conhecido por Agente 86.


Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo


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PÃO E CIRCO EM SP


João Doria, governador de São Paulo, aquele que traiu o próprio padrinho (Geraldo Alckmin), abandonando-o durante o primeiro turno das eleições de 2018 ao defender a campanha do “mito”, depois de tentar peitar o “mito”, está aderindo à campanha do pão e circo e oferecendo jogos de futebol do Campeonato Paulista aos seus eleitores. Enquanto libera os jogos do Campeonato Paulista, mantém o comércio fechado no interior do Estado, e muitos “eleitores” sem trabalho. O que será que os paulistas e paulistanos desejam: pão e circo ou emprego? #ForaDoria


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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