Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2020 | 03h00

Finanças públicas

Sem teto?


No Brasil, em vez de se resolverem os problemas como deve ser, sempre é mais fácil desmontar ou burlar a lei. Agora querem derrubar o teto de gastos públicos, porque é a maneira mais cômoda de resolver os problemas deles: 230 organizações da sociedade civil, lideranças do Congresso Nacional, Poder Executivo, etc... Será que eles não têm noções de economia doméstica? É que quando numa família não há dinheiro suficiente para as despesas habituais, cortam-se os excessos e vive-se com o que se tem. E os mais pobres vivem do que mal conseguem. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi um grande feito, um avanço para impedir governantes inescrupulosos de gastarem mais do que podem e deixarem dívidas para os sucessores. Então, mesmo com os gastos adicionais motivados pela pandemia, tal como se dá com as despesas imprevistas das famílias, há que ser criativo e cortar dispêndios com supérfluos e penduricalhos, no Executivo, no Legislativo, no Judiciário e seus agregados. Como todos nós, é preciso que eles também façam sacrifícios, pois, uma vez esgarçada a Lei de Responsabilidade Fiscal, duvido que o teto volte ao normal. É preciso pôr a mão na consciência!


TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Desgoverno Bolsonaro

De genocídio


Conforme publicado pelo Estado de 26/7, sindicatos de profissionais da saúde acusam o presidente Jair Bolsonaro de genocídio em tribunal internacional. Com fundamento. Desde o início da pandemia no Brasil, Bolsonaro ignorou a gravidade da doença. Afirmou que a “gripezinha” não iria derrubá-lo, por sua condição de atleta. Participou de aglomerações, abraçou e beijou apoiadores, apareceu quase sempre sem máscara protetora, demitiu ministros da Saúde que se recusaram a seguir suas ideias sobre a covid-19, defendeu publicamente o uso da hidroxicloroquina, medicamento sem evidência de eficácia contra o novo coronavírus e com efeitos colaterais graves. Não digo que Bolsonaro tenha deliberadamente cometido genocídio, mas sua insensatez no trato da pandemia levou, sim, à morte milhares de brasileiros.


CLÁUDIO MOSCHELLA

ARQUITETO@CLAUDIOMOSCHELLA.NET

SÃO PAULO


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Tudo o que o chefe mandar


O Ministério Público no Tribunal de Contas da União quer saber por que há falta de medicamentos, anestésicos e sedativos para a entubação dos pacientes de covid-19. Ora, a resposta é de conhecimento dos brasileiros. É que o presidente Bolsonaro determinou e seu obediente ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, gastou menos de 30% da verba destinada ao combate à pandemia. Em contrapartida, ele determinou e seu interino estocou mais de 4 milhões de drágeas de cloroquina! Se o presidente se limitasse ao “seu quadrado”, não teria sido denunciado ao Tribunal Internacional de Haia.


JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Vacina tríplice


Educação, cidadania e humanidade, essa é a vacina tríplice contra ignorância, trambique e arrogância. Oxalá a atual alta de enfartes não seja efeito do uso da droga mágica vendida pelo garoto-propaganda do Planalto. Também é alta a taxa de mortos que tiveram contágio doméstico por meio de visitas indo e vindo com o vírus. Mesmo sem sintomas, somos transmissores. Mas enquanto a morte não pegar um ente próximo, brincar de roleta-russa com a vida alheia é hoje o esporte radical favorito de muitos.


JOÃO BOSCO EGAS CARLUCHO

BOSCOCARLUCHO@GMAIL.COM

GARIBALDI (RS)


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Receita de sucesso


Bolsonaro elegeu-se presidente porque foi o único que teve a coragem de peitar os petistas, os outros candidatos pareciam ter medo de falar alguma coisa contra o PT, mesmo com Lula da Silva na cadeia e Dilma Rousseff afastada por impeachment. O Brasil espera que surja uma liderança que tenha a coragem de peitar Bolsonaro, esfregue-lhe na cara todas as barbaridades que seu governo está cometendo, na saúde, na educação, no meio ambiente, na cultura, alguém que não tenha medo de enfrentar a fúria dos bolsonaristas fanáticos nas redes sociais. O Brasil vai eleger presidente da República quem levar a bom termo o processo de afastamento de Bolsonaro do poder.


MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Corrupção

Passo de tartaruga


Silvio Pereira, fundador e ex-secretário nacional do PT, voltou a aparecer no noticiário depois de longo tempo no anonimato. Envolvido em mil falcatruas no mensalão e no petrolão, foi condenado pelo juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba, Luiz Antonio Bonat, a mais de quatro anos de prisão. Mas ainda cabe recurso. Ele ficou conhecido como Silvinho Land Rover por ter recebido um desses veículos como parte do propinoduto do PT, mas como a nossa Justiça anda na cadência das tartarugas, o fim desse processo é a perder de vista... Enfim, é mais um criminoso condenado a rir da Justiça brasileira.


J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ


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Incivilidade

Abusados


Concordo com o desembargador Eduardo Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo, quando diz que os agentes municipais de Santos cometeram abuso no episódio da falta de máscara, contrariando a legislação local. Afinal, ele é brasileiro, magistrado, vive num país de castas socioeconômicas, em que um guarda civil “analfabeto” tem a ousadia de fazer o seu trabalho corretamente... Além do mais, o desembargador não está sujeitos à lei. As leis são para os outros, os pobres, pretos, periféricos, os que não fazem parte dos grupos de privilegiados do Estado brasileiro, com seus supersalários, auxílios de todo tipo, aposentadorias com salário integral...


MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA


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TEORIA DA CONSPIRAÇÃO?


Peço licença para uma raríssima discordância em relação à opinião do sr. Rubens Barbosa (5G e o interesse nacional, 27/7, A2). O Brasil tem de ser, sim, absolutamente pragmático em suas relações com a China, fortalecendo entendimentos e evitando conflitos desnecessários, principalmente de forma isolada. Entretanto, esse pragmatismo não pode ser ingênuo e precisa considerar com muito cuidado o risco de entrar inocentemente numa armadilha que nos oferece altíssima tecnologia com uma mão, enquanto com a outra nos sequestra a confidencialidade de nossas comunicações e nos expõe ao risco de termos toda a nossa rede de 5G desligada com o acionamento de um botão na China. Teoria da conspiração? Filme de espionagem? Pode ser. Mas também pode não ser...


César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo


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BRASIL DEPENDE DA CHINA


A China, que tem uma população de 1,4 bilhão de pessoas e uma classe média beirando os 400 milhões, tem o segundo PIB do mundo, pouco atrás dos EUA. Porém, mesmo com o Brasil hoje altamente dependente das exportações para a China, como publicou o Estadão, é de estarrecer que Jair Bolsonaro, seu filho deputado Eduardo e o incompetente ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, como papagaios de Donald Trump, presidente dos EUA, fiquem criticando o país asiático. Os números comprovam a importância da China para o nosso país. Se em 2001 a participação do Brasil nas exportações para a China era de minúsculo 1,9%, em 2019 subiu para 28,5% e, no primeiro semestre de 2020, representou 33,8% – ou um terço do total que foi exportado em seis meses, de R$ 101,7 bilhões. Já os EUA, que representavam para nossas exportações 22,6%, hoje não passam de 9,9%. E para a zona do euro, que era de 25,4%, caiu para 15,4%. Um dado importante, também, é que as exportações do setor agro, mesmo em meio a esta pandemia de covid-19, cresceu 24,5% de janeiro a junho deste ano. E, não fosse esse excelente resultado do agronegócio, o tombo nas exportações gerais, que foi de 6,6% no primeiro semestre deste ano, teria sido pior.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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ALINHAMENTO IRRACIONAL


Alinhamento irracional, além de absurdo – tanto que especialistas o criticam –, é o alinhamento ideológico do Brasil (entenda-se Jair Bolsonaro) com o governo Donald Trump. Alinhamento sem nexo nem sentido para o Brasil, a não ser obter consequências prejudiciais para o País validando a guerra comercial contra a China. Qual a real intenção de Bolsonaro? O que o Brasil ganha com tal atitude? Absolutamente nada, pois tem, sim, a perder – e muito –, basta ver que um terço (33,8%) dos US$ 101,7 bilhões exportados pelo Brasil de janeiro a junho teve a China como destino, e no mesmo período a participação dos EUA nas nossas exportações caiu de 22,6% para 9,9%. Para definir a diplomacia, conduta e procedimento, podemos perfeitamente utilizar a expressão “diga-me com quem andas e te direi quem és”, né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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DE FORA


O Comitê da Câmara dos EUA, na próxima eleição de Trump, pediu que a família Bolsonaro fique “de fora”... A maioria do povo brasileiro espera que na eleição em 2022 eles também não entrem.


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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ABSURDO POSSÍVEL


A má condução da pandemia nos EUA por Donald Trump é a grande responsável pela dianteira de seu adversário, Joe Biden, nas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais daquele país, embora seja cedo ainda para conclusões. Enquanto isso, o negacionismo e a péssima atitude de Jair Bolsonaro em relação à covid-19 no Brasil não parecem ter incomodado nem um pouco os 30% de apoio popular que ele tem, segundo várias pesquisas, o que lhe garante presença no segundo turno das eleições de 2022. Com o PT e PSDB no “fundo do poço”, como bem apontou Eliane Cantanhêde no artigo Bobos são os outros, e sem nova oposição à vista, é ingenuidade acachapante acreditar que Bolsonaro não será reeleito. É premente, portanto, que novas ideias conduzidas por novas lideranças pragmáticas e sem extremismos de qualquer ordem, sejam construídas desde já para fazer frente ao atual presidente da República. Se isso não acontecer, o “absurdo Jair Bolsonaro em 2022”, segundo a jornalista, se tornará realidade.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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BANDEIRA PUBLICITÁRIA


Pelo andar da carruagem, eu acredito que, quando em campanha eleitoral para o pleito de 2022, o presidente Bolsonaro terá como arma publicitária sua moto com o slogan do Posto Ipiranga e a caixa azulada a hidroxicloroquina e, de quebra, o guidão de sua moto feito de grafeno, até porque durante o período em que ele governa está demonstrando que essas são as únicas coisas que ele de fato conhece.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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DE VOLTA À ROTINA


O presidente Bolsonaro recebeu alta e voltou à rotina anterior, ou seja, de desrespeitar as determinações de especialistas no que se refere à covid-19. Foi passear de moto sem usar máscaras. Por certo, ele não deve servir de exemplo – ao contrário, precisa receber muitas críticas pelo seu posicionamento inadequado.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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SEM NOÇÃO


Quando percebemos um cachorro louco nas ruas de São Paulo, telefonamos para o Instituto Pasteur. Eles rapidamente mandam um carro especial, todo gradeado, com um profissional encarregado de laçar o bicho e levá-lo para o isolamento. Será que na capital federal não existia um similar para tirar de circulação o presidente sabidamente infectado pelo coronavírus que insistia em contaminar seus auxiliares mais subalternos?


Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo


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BOLSONARO ENVERGONHA O BRASIL


O presidente Jair Bolsonaro não acertou absolutamente nada sobre a covid-19. O Brasil contabiliza mais de 2,45 milhões de casos e 88 mil óbitos. Bolsonaro, que se julga habilitado para receitar a hidroxicloroquina e vermífugos no combate à pandemia, errou feio ao dizer que isso não passava de uma “gripezinha”. Os eleitores votaram errado, mais uma vez. Em 2018, ninguém queria um candidato do Partido dos Trabalhadores no poder. O PT elegeu poucos deputados federais, senadores e governadores. Lula, Dilma e sua turma assaltaram os cofres públicos com vontade e as mentiras vieram à tona. Agora é a vez de Bolsonaro, que não conversa mais com jornalistas e vive se escondendo das besteiras realizadas por seus filhos. Coitado do Brasil.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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REFORMA TRIBUTÁRIA


Considerando que “todos são iguais perante a lei (...)”, conforme estabelecido no artigo 5.º da Constituição, cuja recíproca é “a lei deve ser igual para todos”, a grande maioria de nossas leis, senão todas, é inconstitucional e urge, portanto, ser revisada para que estabeleça direitos e deveres iguais para todos. Neste momento em que se discute a reforma tributária, o que deve prevalecer é a adoção de imposto federal único, com alíquota única (não maior que 5%), incidente sobre a venda e a intermediação de bens e serviços, bem como sobre a renda, com 4/5 da arrecadação sendo rateados entre Estados e municípios, na proporção de seus habitantes.


Valentim José Camarço Neto vcamarco45@gmail.com

São Paulo


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CNBB


Jesus Cristo expulsou com chicotadas os mercadores que aviltavam o Templo de Jerusalém com seus negócios escorchantes, impondo opressão ao povo pobre da Palestina. A cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quer calar 152 bispos que denunciaram a política econômica do governo Bolsonaro, que espolia a população brasileira, já assolada pelo genocídio denunciado ao Tribunal Penal Internacional. Que a CNBB seja rebatizada como “Conferência Nacional dos Bispos bolsonaristas”.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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BRASIL


Fernão Lara Mesquita há tempos apresenta o remédio que imprensa e elite nos escondem (Estado, 28/7, A2): a transição do nosso sistema político-eleitoral de privilégios, corrupção e incompetência para o norte-americano, de aprovação de gastos, demissão de funcionários públicos indesejáveis e recall de mandatos pelos eleitores. O problema é que, no Brasil, a força do “mecanismo” impede a sua prescrição.


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia


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‘O REMÉDIO’


Ao ler mais um excelente artigo de Fernão Lara Mesquita, o pensamento que me ocorreu foi: que inveja do sistema norte-americano de dar poder real ao povo. Será que algum dia chegaremos lá?


Marcos Lefevre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba (PR)


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O STF E AS FAKE NEWS


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso disse que o Judiciário não tem condições de julgar eventuais casos de fake news. Faz sentido essa declaração, afinal o Judiciário está abarrotado de processos e agregar mais esta função vai acabar por enterrar qualquer expectativa de que processos importantes sejam julgados. Mas se o Judiciário não julgar, quem vai? As próprias redes sociais? Deixar a cargo das próprias empresas a tarefa de decidir o que é fake ou não é a mesma coisa de não existir lei nenhuma. As redes sociais não estão preocupadas com a verdade, e sim com o entretenimento e o dinheiro que vem dos anunciantes. Ou seja, quem vai decidir o que é fake ou não, são os anunciantes? Isso, sim, é um claro exemplo do boi que vota no açougueiro, na esperança de uma vida melhor.


Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra


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HORA DA REINVENÇÃO


Carlos Alberto Di Franco, com seu artigo Jornalismo, a hora da reinvenção (27/7, A2), nos oferece análise perfeita do momento ora vivido pela mídia tradicional diante do avanço das redes sociais. Segundo ele, “pela falência da objetividade e ao avanço do subjetivismo”, alguns jornais estão sendo contaminados pela “síndrome da opinião invasiva”, ganhando eles próprios, em razão disso, “traços de redes sociais”.


Homero Vianna Jr. homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)


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‘A COVID NA AMAZÔNIA PROFUNDA’


Em A covid na Amazônia profunda (Estadão, 27/7, A2), Virgílio Viana nos mostra, por meio de uma brilhante narrativa, realidades por nós desconhecidas e uma verdadeira lição de História. Coloca o articulista dentre tantas informações instrutivas no texto a verdadeira complexidade amazônica. Chama de Amazônia profunda a imensa realidade distinta de todas as demais no Brasil. Comunidades distam até 15 dias de Manaus de barco e lá existem cerca de 180 etnias, que falam 17 línguas distintas. O SUS para populações tradicionais, como extrativistas, quilombolas, caboclos e ribeirinhos, é extremamente precário e se limita a um agente de saúde sem formação técnica e com uma caixa de remédios nas mãos. Algumas unidades funcionam em embarcações das prefeituras, Marinha, ONGs e organizações religiosas. Interessante citar que, ainda precário, as populações indígenas recebem um atendimento pouco melhor que o oferecido a outras comunidades. A covid escancarou a necessidade de repensar um SUS para a Amazônia. Exemplo é a Aliança Covid- Amazonas, articulada pela Fundação Amazonas Sustentável, reunindo 88 instituições e já com resultados positivos em 32 municípios. Propõe a criação do SUS da Floresta, como um novo marco regulatório. O governo necessita urgentemente fazer frente a esta realidade. A sociedade civil exige exemplar ação contra os desmatamentos, queimadas e invasões de terras indígenas, pois necessitamos de alianças internacionais. Termino com uma frase em destaque de seu texto: a depressão e o medo pela falta do devido atendimento médico são devastadores.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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RETOMADA VERDE


Bradesco, Itaú e Santander já fariam muito se parassem de financiar desmatamento nos Cerrados e na Mata Atlântica, por meio do crédito rural subsidiado pela sociedade, que propiciam abundantemente a milhares de empresários do agro em dívida com o Código Florestal e hoje posam como exemplo de eficiência e patriotismo.


Emilio Assirati assirati42@gmail.com

São Paulo


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VERDADE OU NEM TANTO


José Roberto Mendonça de Barros não está errado quando publica que a destruição da Amazônia é uma ameaça real e tem gente que teima em não reconhecer (Estadão, 28/6, B5). Num acorde diferente, “a ministra da Agricultura, sra. Teresa Cristina, informa que o “agro” tem crescido em áreas já desmatadas do País e a Amazônia, com seu clima e terras diferentes de outras regiões, não é atraente, além de não ter infraestrutura de logística” (Estadão, 5/7). Será impraticável imaginar outra ideia nacional “de se aproveitar” as terras vazias dos outros Estados, que não o Amazonas, e são imensas as áreas, embora diferentes entre si, para justificar novos reflorestamentos, seja de eucalipto, pinus diversos, inclusive madeira internacionais tipo mogno africano e o pinus americano de onde se extrai a seiva após oito anos, e a seringueira, da borracha, que poderiam auxiliar os proprietários de terras vazias, participando de consorcio favorável ao plantio e proteção do solo vazio, que certamente tratado ajudará no sentido de melhorar o meio ambiente, nunca abandonando a luta e impedir o desmatamento criminoso amazônico e a grilagem de terras públicas. Certamente, se politicamente se aceitar ideia de reflorestar as terras tidas como vazias e inúteis, havendo uma união por organismos municipais, teremos um Brasil muito mais verde e produtivo, inclusive criando trabalhos e favorecendo o controle pluvial e de córregos abandonados, nos sertões. É vergonhoso continuar ouvindo e lendo sobre o imenso avanço do desmatamento ilegal, não se entendendo a impotência sobre o assunto, já que se emprega até o Exército para essa contenção. Fica muito pálida e fraca, nacional e internacionalmente, a imagem e força decantada no nosso glorioso Hino Nacional.


Antenor Roberto Barbosa antenorbarbosa10@gmail.com

Presidente Prudente


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GP DO BRASIL DE FÓRMULA 1


Inconformado com o anúncio de cancelamento do tradicional Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 em razão da pandemia de covid-19 no País, o promotor Tamas Rohonyi declarou que deverá entrar na Justiça da Inglaterra com o pedido de ressarcimento dos gigantescos prejuízos. Como se sabe, no contrato de promoção da prova há uma cláusula de cancelamento por força maior, algo totalmente fora do controle das partes, como a queda de um avião com os carros de corrida ou uma catástrofe natural, como uma tempestade, enchente ou furacão. Causa espécie verificar que o promotor não considere que mais de 2,5 milhões de casos e cerca de 90 mil óbitos no País provocados pela pandemia não sejam caracterizados como força maior. A esta altura do campeonato, transportar o grande circo da F1 para uma apresentação no Brasil parece uma decisão altamente responsável e prudente por parte da Formula One Management (FOM). Não há do que reclamar. Vamos torcer para que em 2021 o histórico GP volte a ser realizado, desta vez no novo autódromo do Rio de Janeiro, em revezamento anual com o autódromo de Interlagos (SP).


Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro


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RESPOSTA QUALICORP


Em relação à manifestação da leitora sra. Yvette Kfouri Abrão (Fórum dos Leitores de 26/7), a Qualicorp esclarece que o reajuste anual é definido exclusivamente pelas operadoras de planos de saúde, neste caso a Central Nacional Unimed. A Qualicorp, na função de administradora de benefícios de planos coletivos, busca negociar a aplicação do menor índice de reajuste possível e oferece alternativas para que seus clientes possam manter o acesso à assistência médica de qualidade. A empresa ressalta que entrou em contato com o sr. Carlos Kfouri, filho da sra. Yvette, e permanece à disposição em caso de eventuais dúvidas.


Qualicorp Administradora de Benefícios S/A nathalia.chamon@gbr.com.br

São Paulo

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