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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2020 | 03h00

Reforma administrativa

Proposta indecente


Certeiro o editorial (5/9, A3) apontando o desinteresse manifesto do presidente do Brasil, o sr. Jair M. Bolsonaro, e de seu fiel superministro Paulo Guedes, que estiveram ausentes no ato de entrega da proposta indecente de reforma administrativa, uma batata quente no colo dos congressistas e um murro na boca do estômago da maioria dos cidadãos, incluídos muitos milhões dos que nele votaram e hoje se sentem traídos. Se não for alterada, a proposta aumentará, sim, a enorme desigualdade de renda entre privilegiadíssimos servidores públicos e a maioria dos brasileiros, podendo propiciar severa ruptura no tecido social. Caberá ao Congresso aproveitar o ensejo para elevar o conceito da Casa, demonstrando o que é como Poder Legislativo na defesa da Nação. O povo espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) cumpra sua parte como Poder Judiciário, impondo-se de modo colegiado na defesa do que determina a Constituição. Que tipo de candidatos o povo elegerá nas próximas eleições?


HERBERT SÍLVIO AUGUSTO PINHO

HALBSGUT.H.HALBSGUT@HOTMAIL.COM

RIO CLARO


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É muito abuso


Com muito sacrifício, para oferecer à sua família assistência médica digna, muitos brasileiros pagam plano de saúde, que não se enquadra entre os chamados “top”. Impossibilitada de fazer o mesmo, a grande maioria do povo vive na dependência do desastroso serviço público de saúde. E mais de 13 milhões de brasileiros nem sequer conseguem garantir um prato de comida aos seus, por causa do desemprego e das dificuldades trazidas pela pandemia. Então, por que cada um de nós tem de arcar com planos de saúde “top” e vitalícios para deputados, senadores e seus dependentes? É uma afronta a todos os padrões de razoabilidade! Inconcebível tamanho privilégio ser pago pelo contribuinte, com custo zero para as “excelências”. Isso tem de acabar!


JOMAR AVENA BARBOSA

JOAVENA@TERRA.COM.BR

RIO DE JANEIRO


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Equidade


A reforma administrativa apresentada, ainda que alcance os três níveis de governo, não atingirá todas as carreiras dos Poderes da República. Isso se traduz em verdadeiro escárnio contra os funcionários subalternos. Por outro lado, se é para atingir – somente no futuro – os funcionários que ingressarem no serviço público a partir da aprovação da reforma, por que não dispensar aos novos servidores o mesmo tratamento, de forma equânime, sejam eles de alto coturno ou simples barnabés, meros mortais?


NOEL GONÇALVES CERQUEIRA

NOELCERQUEIRA@GMAIL.COM

JACAREZINHO (PR)


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Desgoverno Bolsonaro

Amazônia


Está totalmente enganado o general Heleno quando diz que a ministra Cármen Lúcia, do STF, não deve questionar a atuação dos militares na Amazônia. Qualquer pessoa pode questionar a atuação de quem quer que seja, ainda mais agora que o governo não mostra nenhuma vontade política de fazer algo pela Amazônia.


ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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‘A mentira’


Quero realçar o final do excelente artigo A mentira (5/9, A2), do professor Miguel Reale Júnior, que trata da Presidência da República. “E cabe perguntar, então: tem retidão moral aquele que mente e acusa injustamente terceiro para se livrar da assunção dos próprios atos que se revestem, por si só, da ausência do devido decoro?” É mais uma pergunta que não quer calar.


AFFONSO RENATO MEIRA

ARMEIRA@USP.BR

SÃO PAULO


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Perna curta


Caro professor Miguel Reale Júnior, vamos torcer para que o dito “a mentira tem pernas curtas” se cumpra o mais rápido possível. Ou vamos ter de acatar a filosofia do Quincas Borba, de Machado de Assis, quando Rubião solenemente profetiza: “Ao vencedor as batatas”.


JOSÉ PEDRO BAPTISTA GONÇALVES

JOTAPEBEGE@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Patologia


A insistência do presidente em desvirtuar a verdade pode ser o resultado de uma mente deformada, em que traços de demência põem a fantasia acima da realidade. Manter-se em cena com impropérios e grosserias, para atrair a atenção da plateia, não satisfaz apenas uma vocação narcisista, mas também chama a atenção sobre a sanidade mental do ator.


NELSON FREDERICO SEIFFERT

NFSEIFFERT@OUTLOOK.COM.BR

FLORIANÓPOLIS


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A prole

Muito a esconder


O senador Flávio Bolsonaro tem aproximadamente R$ 217 mil mensais para contratação de até 50 funcionários para seu gabinete. Como foi escolhido para ocupar também a terceira secretaria do Senado, tem à disposição mais R$ 239.345,7 para contratação de 13 assessores parlamentares e auxiliares. No entanto, com nove discursos e nenhum projeto aprovado, recusa-se a abrir detalhes dos seus gastos, com base em parecer produzido em 2016, na gestão do também caro Renan Calheiros. Contratando quatro advogados especialistas na defesa de militares, tenta esconder seu envolvimento nas rachadinhas, com seu amigo Fabrício Queiroz, e impedir reportagem da TV Globo. Tem de dar graças a Deus por ser filho do presidente e continuar livre, leve e solto.



CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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DNA


O pai começou com a rachadinha (1989) e agora ela parece estar no DNA da família. Além do “01”, veja-se o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o “02”, que pagou R$ 7 milhões a funcionários fantasmas desde 2001, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O Jair levou o família pelo caminho da desonestidade. Eu sonho que seja feita justiça, mas a de verdade, com todos eles.


SÉRGIO C. ROSA

SERGIOROSA@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE


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FERIADO NA PANDEMIA


Praias lotadas. Suicídio coletivo a céu aberto.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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EUFORIA


Os bares, especialmente da cidade do Rio de Janeiro, continuam a ser um desafio à covid-19. O foco, a mira, a falta de responsabilidade, de respeito ao próximo, é o gatilho da desobediência e incompreensão sobre os riscos de voltarmos a uma nova onda da pandemia. O Estado não tem força para fazer cumprir as determinações tanto da Justiça quanto do Poder Executivo, e o povo vive uma eufórica orgia cívica. As aglomerações, principal motivo para a disseminação do vírus, são constatadas pelos botequins com serviços ao ar livre. Subjacente a este fato se revela o cerne do problema: a falta de hierarquia que existia nas famílias e o consequente desmantelamento da célula fundamental da organização social de uma nação.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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LABORATÓRIOS ÉTICOS


O jornal norte-americano The New York Times publicou na edição de 4/9 que um grupo de grandes laboratórios, dentre eles Pfizer, Moderna, Johnson & Johnson, GlaxoSmithKline e Sanofi, planejam anunciar conjuntamente que não irão dispor no mercado vacinas contra a covid-19 que não cumprem os requisitos mínimos de segurança e eficácia. Essa declaração teria como objetivo contrapor a pressão da administração Trump em aprovar vacinas até outubro, antes das eleições presidenciais. É um manifesto que vem em boa hora e demonstra que, apesar dos inegáveis interesses financeiros dos grandes laboratórios, existem conceitos e compromissos éticos que falam mais alto.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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VACINA, ELEIÇÃO E LUCRO


Os governos dos Estados Unidos, China e Rússia estão usando o lançamento de vacinas anticoronavírus como arma eleitoral, no caso americano, e de geopolítica, para China e Rússia, além de ser o grande negócio do século para os laboratórios. Donald Trump apressa a Pfizer e Moderna para lançar a vacina dia 1.º de novembro, dois dias antes da eleição presidencial em que tentará a reeleição desesperadamente, além de ter comprado lotes das vacinas inglesa, francesa e alemã antecipadamente. O “processo de emergência” americano é chamado “licença especial” na China, para explicar o atropelo das normas científicas para lançar uma vacina. Vale tudo para vencer a Olimpíada das Vacinas 2020. O mundo, de mangas arregaçadas, espera a picada da agulha mais aguardada da História.

          

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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EDUCAÇÃO NA PANDEMIA


O editorial do dia 5/10 Os alunos pobres e as aulas online (A3) toca num tema delicado, e com muita propriedade: o lugar no grid de largada, entre o pole position (escolas particulares) e o fim do pelotão (escolas públicas). O que me leva a muitas dúvidas, haja vista que o editorial aborda a educação do ensino público, destinado às crianças de classe média baixa e bairros pobres, em relação ao ensino particular de “banda larga” muito eficiente. Daí eu pergunto: como passar um aluno de escolas públicas de ano, num ano tão atípico? Não reconhecer o momento atual e as desvantagens e, ainda assim, passar o aluno de ano? Vale lembrar que no Estado de São Paulo se passa de ano apenas não faltando, esta educação fadada ao fracasso. Seria algo estrutural? Logo, se em anos normais alunos sem o domínio, estando presentes, passam de ano, numa pandemia não seria diferente. Quem tem filhos menores de 12 anos sabe, percebe, vê isso embaixo do seu teto. Como agir da mesma maneira, sabendo que houve um grande abalo emocional? Como sair da quinta série, em ano nada eficiente, e ir para uma sexta série, como se a pandemia não existisse? Como se o Estado se importasse com eles, um prêmio (ou um presente de grego)? Passar um aluno sem saber é jogar o aluno numa grande fogueira da desigualdade. A nossa cultura, na qual o funcionário público não precisa entregar, progredir, é a mesma do aluno que passa sem saber, basta estar ali. Temos de virar a chave no que toca às periferias. Vimos os nossos filhos passarem de ano sem saber nada, por anos, queremos que isso acabe, e que o grande passo para uma educação de verdade seja dado agora, na esteira dos bons ventos do Fundeb. Vamos acelerar o ensino, chega de hipocrisia que rende um bom lugar no ranking, mas quando chega às urnas o aluno que passou sem saber nada vota sempre no menos pior. Ou seja: repetir o aluno de ano, hoje, é virar a chave, é ter coragem, é pensar em nossos filhos, é vara para pescar.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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POBREZA E AULAS ONLINE


De acordo com o editorial Os alunos pobres e as aulas online, cerca de 4,8 milhões de crianças e adolescentes podem ter sua formação escolar comprometida. Uma pequena correção: podem não, já têm. Mais à frente, lemos que a evasão escolar subiu entre os adolescentes de 31% para 38%! Pessoalmente, estes dados importantes revelados pelo Estadão estão até bem subestimados, e, mesmo os alunos com acesso, ele é precário e muito deficiente. Enquanto essas correções não merecerem uma atenção especial do setor educacional público, ao invés de perdermos tempo com discussões espúrias como politização extrema e cega, o Brasil vai cada vez mais regredir. Esta epidemia gravíssima que ceifou milhares de vidas também mostrou a verdade da nossa injustiça social e nossa tremenda e enorme desigualdade social. Boa notícia foi a aprovação do Fundeb, o.k.. Mas, se a corrupção e a má gestão pública dele não forem debeladas, certamente o Estadão vai em breve nos reportar números piores. Sem uma educação forte, sempre seremos um país em queda. Não se arrisca a escolha de ministros da Educação, como estes que passaram, gerando somente um vazio, que custará caro às próximas gerações. Educação é coisa muito séria, basta de falsos arroubos ministeriais.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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EQUIPAMENTOS PARA ALUNOS


Durante a revolução de 1932 houve o movimento “Dê ouro para Bem do Brasil”. Naquela época, muitas e muitas alianças foram doadas. Agora temos necessidade de que 4,8 milhões de crianças tenham acesso à internet para seu estudo, sem poder obtê-lo. Penso que poderíamos fazer o mesmo: um movimento para doar equipamentos novos ou usados; afinal, somos mais de 200 milhões. Seria o novo “Ouro para a Educação.” Há, porém, o problema da má qualidade do acesso à internet, que é caro e não eficiente. Poderíamos tentar esse projeto. Os cidadãos doando equipamentos e o governo, o bom acesso com baixo custo. Dobradinha perfeita.


Maria Isabel F. Alves de Lima bebel_bebel2@icloud.com

São Paulo


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FATEC E ALUNOS IDOSOS


Esclarecimentos a serem dados pela Fundação Paula Sousa & Fatecs: silêncio. Só segurança patrimonial e limpeza. Estratégias para alunos idosos? Pergunto: quantos alunos foram prejudicados por falta de acesso às plataformas digitais? “O ensino híbrido combina aula presenciais e virtuais” (Alunos pobres e aulas online, Estadão, 5/9, A3).


José Fábio de Oliveira josefoliveira250457@bol.com.br

Osasco


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INFLAÇÃO PRESIDENCIAL


Bolsonaro pede que donos de supermercados tenham 'patriotismo' e baixem os preços (Estado, 4/9). Para atender ao presidente e mostrar patriotismo, os donos de supermercados vão manter os preços, mas tornar um quilo de qualquer produto em 750 gramas bem pesadas, incluindo as embalagens. As sacolas continuam sendo cobradas a parte.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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APELO DESCABIDO


Sobre o apelo do presidente Bolsonaro aos donos de supermercados relativamente ao preço da cesta básica, solicito que alguém explique ao presidente que, da mesma forma que não existe lobo mau, lobo bom, lobo pastor evangélico, padre, lobo congregado mariano e similar, pois lobo é lobo, também não existe nazista, fascista, comunista, socialista, capitalista e qualquer ista mau ou bom. Portanto, o pedido do presidente é totalmente descabido. O que é necessário é um governo sério voltado para as necessidades atuais do País, e não que atue visando unicamente às eleições de 2022.


Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo


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PRIORIDADE ESQUISITA


O Executivo mandou a reforma tributária ao Congresso em regime de urgência, que dá a deputados e senadores o prazo de 45 dias para aprovação. Esse regime tranca a pauta se o prazo for excedido e só esse projeto poderá ser votado, impedindo que outros possam tramitar. Hoje o governo retirou o regime de urgência da reforma tributária para permitir que seu projeto que altera o Código de Trânsito possa ser votado. Propostas absurdas e irracionais a respeito da retirada das cadeirinhas de crianças são mais importantes do que a reformulação de nosso caos tributário. A gente deveria apreender a votar melhor nas futuras eleições.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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PERSEGUIÇÃO


Li no Estado de sábado que no ano passado tivemos 89 mil focos de incêndio na Amazônia. Por que será que esse número persegue o sr. Jair? Em tempo: será que alguém poderia avisar o sr. presidente que o cargo PR refere-se à Presidência da República, e não Polícia Rodoviária?


José Claudio Bertoncello jcberton10@hotmail.com

São Paulo


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‘UMA NOVA LENTE PARA A AMAZÔNIA’


Li com atenção o artigo do vice-presidente Hamilton Mourão, sob o título acima, publicado no Estadão de sábado (5/9, A2), que nos deu a esperança de que, neste governo, nem tudo está perdido em relação à sua política sobre a nossa maior riqueza. Ao contrário do que defende o vice-presidente, o presidente Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente vêm negligenciando a repreensão e prisão das quadrilhas que aproveitam da tibieza de ambos para baterem todos os recordes de queimadas e desmatamento. Estou entre aqueles que jamais tiveram a oportunidade de conhecer aquele bioma extraordinário. Mas isso jamais me impediu de entender a sua importância, não só para o Brasil, como para o próprio planeta. Os estudos e os relatórios científicos sobre a Amazônia há temos vêm nos alertando sobre a influência daquela floresta nas precipitações que irrigam as nossas fazendas e garantem o abastecimento de água nas cidades das regiões ao Sul do Brasil. Porém, a partir de 2015, quando foi assinado o Acordo de Paris, sobre a mudança do clima para conter o aquecimento global, a Amazônia se tornou muito mais importante, para o mundo e para o Brasil. Pois, pelo seu gigantismo e abrigando a maior floresta tropical do planeta, tem influência no clima mundial, portanto é a nossa principal arma para conter o aquecimento global. Paralelamente, o Inpe vem monitorando-a e constatando que quadrilhas poderosas e bem equipadas estão nos roubando a floresta há anos, impunemente. O vice-presidente Mourão reconhece tal importância quando afirma que “no mundo 4.0 podemos colocar prosperidade e conservação na mesma linha. Preservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico são objetivos complementares, e não mais excludentes”. Ademais, com a importância que a Amazônia adquiriu devido ao aquecimento global, o Brasil tem condições de negociar com as demais nações o aporte de verbas internacionais vultosas para a preservação da Amazônia, além da recomposição do que foi destruído até agora. O presidente transferiu o Conselho Nacional da Amazônia Legal do Ministério do Meio Ambiente para a Vice-Presidência da República, apenas para tentar diminuir a pressão das demais nações sobre o nosso país, devido aos desmatamentos e incêndios na Amazônia, durante o atual governo. Mas, aparentemente, não é para valer. Cabe, agora, ao vice-presidente impor a sua autoridade moral, e a legal, que lhe confere o Decreto n.º 10.339/2020, pondo fim aos estragos que continuam ocorrendo na Amazônia sob as bênçãos do ministro do Meio Ambiente.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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UMA AULA PARA O PRESIDENTE


Certamente, hoje, o Brasil seria um país muito melhor, inclusive aos olhos do mundo, se o artigo publicado no Estadão com o título Uma nova lente para a Amazônia tivesse sido escrito pelo presidente Jair Bolsonaro, e não pelo sensato vice Hamilton Mourão. Na data em que se comemorou o Dia da Amazônia, Mourão convidou a olhar a Amazônia com uma nova lente, a do século 21, em que se deve colocar “prosperidade e conservação” na mesma linha. E diz que preservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico são objetivos “complementares, e não excludentes”. Ou seja, Mourão demonstra humildade para reconhecer os erros na fiscalização da nossa floresta nesta gestão de Jair Bolsonaro. E faz coro com aqueles que sugerem a exploração da riqueza da região sem que se destrua a floresta. Crê que as comunidades hoje desassistidas, vivendo em meio à floresta, podem se beneficiar com o grande potencial econômico existente. Que é possível salvar vidas, ter segurança alimentar, inclusão social, geração de renda e empregos, além da matriz energética limpa, agricultura sustentável, etc. Só não concordo com Mourão (mas, diplomático que é, compreendo) quando diz que a lente do governo Bolsonaro está do lado da Amazônia e de seu povo. Mas é um grande alívio ver que nosso vice-presidente está do lado do Brasil e do meio ambiente.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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SOB SIGILO


Falta um pouco ou muito de inteligência nos apoiadores da família Bolsonaro, e também no “zero um” Flávio Bolsonaro, que comemorou a “censura prévia” dada pela Justiça em primeira instância para divulgar as informações sobre processo das rachadinhas. Quem tem algo a esconder sempre tem algo a mostrar. Vida que segue...


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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LAVA JATO MODULADA


Está consignado o fim da independência e autonomia dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e a manipulação de todos os processos que envolvem supostos crimes de corrupção cometidos por políticos e grandes figuras da República. Todos os corruptos agora comem na mão de Jair Bolsonaro e do petista Augusto Aras, incluído o filhinho do PR. Corruption always strikes back – bandidos viram vítimas e mocinhos viram demônios.


Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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SUSPENSÃO


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu a decisão do ministro Celso de Mello que impedia o julgamento do procurador Deltan Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Publico (CNMP), alegando o risco da prescrição do caso e afirmando que a suspensão do julgamento poderia causar dano mais grave e mais extenso do que se ele fosse realizado. Mas o que dizer dos megaempresários que foram acusados de corrupção e que foram libertados liminarmente pelo próprio Gilmar Mendes? Por que o Brasil tem de escolher e fazer as suas opções, queremos punir corruptos e os amigos do peito desses corruptos ou procuradores de Justiça que dedicam sua vida à punição dos corruptos? O Brasil e os brasileiros precisam mais de outros Deltan Dallagnol ou de outros Gilmar Mendes?


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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FICHA-SUJA


Gilmar Mendes, sempre ele, que chuta com os dois pés, ao contrário de seu colega Lewandowski, que só usa o esquerdo, afronta a Justiça dos sensatos e, como sempre, pisando na opinião pública, dá corda a Renan Calheiros, símbolo do que há de pior na política brasileira. Ainda mais tentando prejudicar Deltan Dallagnol, símbolo da luta contra a corrupção deslavada. Certamente, em breve, entrará com o seu sonhado projeto a favor do ficha-suja, que deixará feliz a maioria dos nossos medíocres políticos.


Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro


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A OPINIÃO DOS LEITORES


Pesquisas feitas nos EUA mostram que as seções de cartas de leitores na mídia impressa americana são as principais fontes da opinião pública no país. Em razão disso, os principais veículos midiáticos ianques estão expandindo tais espaços, e com isso estão conseguindo até aumentar a tiragem de tais mídias, revertendo assim uma tendência de diminuição desses tipos de veículos de informação tradicionais impressos.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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