Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2020 | 03h00

Sucessão no STF

Nossas causas?


Os argumentos evocados por Jair Bolsonaro para justificar a indicação do desembargador Kassio Nunes Marques para o lugar do ministro Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam até ser classificados como atos falhos, mas não. Ao contrário, foram terrivelmente explícitos. Primeiro, destacou a “amizade” com Marques, regada a “muita tubaína” – essa aberração já fala por si. A seguir, e mais contundente, ao ser perguntado nas redes sociais se o indicado não deveria ser Sergio Moro, respondeu sem titubear: “Vocês acham que ele (Moro) seria um ministro leal às nossas causas?”. Como assim? Lealdade a quem e que “nossas causas” são essas, cara-pálida? Bolsonaro já não tem o mínimo pudor em esconder sua intenção de controlar a Suprema Corte para favorecer amigos, parentes e a ele próprio. Torçamos para que, se for confirmada sua indicação, Kassio Marques permaneça terrivelmente fiel aos preceitos básicos que se esperam de um magistrado: imparcialidade e justeza.


LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Reprovado


O mais importante para Bolsonaro é não é a fidelidade às causas do País, como foi Sergio Moro, e sim ser fiel às suas ordens. Moro foi reprovado porque, para ele, em primeiro lugar estava o Brasil, não os interesses pessoais do presidente.


TOSHIO ICIZUCA

TOSHIOICIZUCA@TERRA.COM.BR

PIRACICABA


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Novos tempos


Agora, para ser nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF) não é mais necessário ter notório saber jurídico e reputação ilibada, basta ser amigo e tomar tubaína com o presidente da República. A que ponto chegamos, Brasil...


JOSÉ HORÁCIO CANCHERINI

JOSEHORACIOCAFE@GMAIL.COM

ITU


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A vez do Senado


A independência do Senado será testada agora na sabatina do candidato à vaga no STF. Segundo promessa de Bolsonaro, essa vaga seria do juiz Sergio Moro. Sabemos que um em cada três senadores responde a acusações criminais (Congresso em Foco, 7/8/2019). Esses que têm pendências na Justiça deviam ser impedidos de votar. O duro é que não votamos no Centrão, mas ele está mandando no presidente da República.


TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Descrédito


A maneira como são feitas essas indicações apenas descredenciam cada vez mais o tribunais superiores perante a população. E certeira continua sendo a frase de Brossard: “Democracia neste país é relativa, mas a corrupção é absoluta”.


GUSTAVO GRIMALDI

GGRIMAS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Aparelhamento do Estado

Argentina, um exemplo


Referindo-se à Argentina, um país que já esteve entre as cinco maiores economias do mundo, são perfeitas as conclusões do editorial O empobrecimento de um país (2/10, A3). A Argentina e a Venezuela são tristes exemplos do que realmente pode acontecer a um país quando seus poucos liberais, que desejam reformar o Estado, são impedidos por políticos populistas, de esquerda ou de direita, que se locupletam com a corrupção que o tamanho do Estado e o vasto funcionalismo lhes proporcionam.


NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Eleições municipais

Debate paulistano


Um verdadeiro circo é como pode ser chamado o primeiro debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. Maluquices predominaram nas respostas dos esquerdistas, que parecem viver longe da realidade: sabem tudo, criticam todos, mas quando no poder quebram as finanças e corrompem, como já vimos. Os demais, somente promessas e mais promessas, sem mostrar de onde vem o dinheiro para cumpri-las. Gastar todos sabem, mas administrar é para poucos, seja por falta de experiência ou de competência, ou ambas. Joice Hasselmann pareceu-me a mais confiante no que disse, mas entre dizer e fazer vai uma enorme distância. De qualquer forma, teremos de votar, falta-nos escolher em quem e, infelizmente, esse debate mais confundiu do que esclareceu.


MARIO COBUCCI JUNIOR

MARITOCOBUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Saudades


Diante de todos esses candidatos a prefeito que temos aí, dá uma saudade de Prestes Maia e Faria Lima...


NORBERTO HULLE

HULLE@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Calçadas da fama


Quando os eleitores da cidade de São Paulo forem às urnas, devem se lembrar de que as calçadas reformadas e as guias pintadas agora pela Prefeitura, às vésperas do pleito municipal, foram pagas por eles mesmos. Votos, beijos, abraços, salários abusivos, assessores com possibilidades de rachadinha, carros de luxo com motorista e outras mordomias, com pouco trabalho, serão destinados aos mesmos candidatos políticos de sempre, que logo esquecem o que prometem e enriquecem como podem.


CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Recuperação do centro


A situação do centro da cidade é deprimente, de abandono total. Mas só se fala das periferias. Será que algum candidato vai apresentar um projeto amplo, vigoroso, transversal a todas as secretarias, para reconstruir o centro de São Paulo?


FRANCISCO EDUARDO BRITTO

BRITTO@ZNNALINHA.COM.BR

SÃO PAULO


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Pandemia de covid-19

Até o Trump


E Donald Trump testou positivo. Cloroquina nele!


OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO



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TRUMP COM COVID-19


E o negacionista Donald Trump, que insiste em não usar a recomendada máscara de proteção, testou positivo para a covid-19. Como diria o presidente Bolsonaro, seu fiel seguidor, so what? (e daí?)


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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EFEITO ELEITORAL


Espero que a covid-19 não faça com os americanos o mesmo que fez uma facada com os brasileiros. Ou seja, que eles vejam o efeito (risos).


José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo


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COMEÇOU A LENGA-LENGA


Para você que ainda não tomou conhecimento sobre o processo eleitoral 2020, no último domingo (27/9) foi dada a largada para as campanhas eleitorais aos cargos de prefeito e vereador, que assumirão o Poder Executivo e o Legislativo de 5.568 municípios brasileiros. Por quatro anos, os escolhidos criarão as leis municipais e administrarão os interesses dos cidadãos. Por isso mesmo é importante que eleitores fiquem atentos às promessas que surgirão, vendendo facilidade, para não comprar gato por lebre de oportunistas de plantão. Com o maior número de candidatos inscritos na história das eleições no País, observaremos os mais diversos perfis que, durante os 45 dias disponíveis, tentarão conquistar o máximo de votos para ficar entre os eleitos, seja nas ruas ou nas redes sociais. Já estão liberadas a realização de comício, carreatas, distribuição de materiais gráficos e propaganda na internet e jornais pagos. Na televisão e no rádio, o horário eleitoral começará em 9 de outubro e seguirá até 12 de novembro. Por causa da pandemia, diferentemente dos anos anteriores, o primeiro turno ocorrerá em 15 de novembro e o segundo, no dia 29 do mesmo mês. Não esquecendo que, mesmo em meio à pandemia viral, estes dois dias serão momentos importantes de exercício da cidadania, quando elegermos representantes que busquem desenvolvimento para as cidades e o bem-estar de toda a população. Antes de decidirmos nosso voto, no entanto, é preciso pesquisar o presente e o passado dos candidatos e avaliar as suas propostas, se realmente são possíveis de serem postas em prática. Fiquem atentos: candidato que gasta seu precioso tempo criticando, caluniando e postando fake News na internet sobre seus oponentes é porque não tem propostas convincentes para apresentar aos eleitores.


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul


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BENS DECLARADOS


Dá para acreditar nos ben$ apresentados pelos candidatos? É para rir, chorar ou colocar um adereço vermelho no nariz? Alô, Receita Federal!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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NOVO SECRETÁRIO


A indicação do seu advogado particular, Fernando José da Costa, para secretário da Justiça de São Paulo, por João Doria, não é uma surpresa, lembremos que se trata do filho do grande professor criminalista Paulo José da Costa, da USP.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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O SUBSTITUTO DE CELSO DE MELLO


Parece que Jair Bolsonaro já tem o nome para indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga do decano Celso de Mello, que se aposenta neste mês. Não é um nome “terrivelmente evangélico”, como gostaria o presidente, mas de um desembargador do Piauí, que é católico e foi sugerido por membros do Centrão. Kassio Nunes Marques é magistrado do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região. Bolsonaro havia dito que indicaria alguém com quem pudesse ter o direito de regularmente tomar uma cerveja. Assim, deste Kassio (que não é o goleiro do Corinthians) certamente o presidente vai esperar que defenda os interesses de seu governo e, principalmente, que evite qualquer complicação para seu filho senador Flávio Bolsonaro, investigado, enrascado que está com as supostas rachadinhas, assim como parte de sua família. E seja também, para alegria dos membros do Centrão, um aliado do não combate aos corruptos. É como, infelizmente ocorre hoje com o procurador-geral da República Augusto Aras, que, seu indicado, age tal qual seu serviçal. O desembargador Kassio Nunes tem um currículo ainda desconhecido, mas o que se sabe de concreto é que a sua mulher trabalha no gabinete do investigado na Lava Jato Ciro Nogueira (PP-PI) e que já foi advertido 22 vezes pelo Conselho Nacional de Justiça, pela demora dos processos. E, como informa a imprensa nestes dias, em 2015 ele votou contra a extradição do mafioso Cesare Battisti (este amigo de Lula); em 2018, em ação humanitária, liberou a entrada dos refugiados venezuelanos em Roraima; e, lamentavelmente, em 2019, Kassio liberou uma licitação da Corte para compra de premiados vinhos e lagostas, sem se importar com os recursos dos contribuintes. Agora, o que se espera do futuro membro do STF é que siga rigorosamente a Constituição. E respeite também, literalmente, o que disse em seu discurso de posse na presidência do Supremo o ministro Luiz Fux, além de elogiar a Lava Lato: “O STF não será subserviente a outros Poderes”. 


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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CRITÉRIOS ULTRAPASSADOS


Sensacional! Ao invés dos ultrapassados critérios reputação ilibada e notório saber jurídico para a escolha de ministros do STF, agora temos exigências bem mais rígidas. É preciso tomar cerveja com o presidente, ter menos de 50 anos, ser nordestino e, se possível, ser terrivelmente evangélico.


Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo


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ESTELIONATO


Com a nomeação de um novo ministro do STF notoriamente petista, encerra-se definitivamente o “mito” da oposição ao PT e à corrupção, com o qual o Jair Messias enganou quase todo mundo o tempo todo. Por que a imprensa não demonstra este estelionato mais claramente?


Roberto Hollnagel rollnagel@terra.com.br

São Paulo


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KASSIO NUNES MARQUES


Não tem como agradar a alguém da base de Bolsonaro a indicação de uma pessoa para o Supremo Tribunal Federal com a “ficha corrida” de petista, sua aversão à Lava Jato e o fato de ser amicíssimo de Gilmar Mendes e Dias Toffoli, duas das mais controversas figuras públicas da história brasileira. A cereja no bolo é que a pessoa vai ficar no STF por quase 30 anos. Há algo de podre no reino da Dinamarca.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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REUNIÃO


Ô Bolsonaro, reunir-se com Gilmar Mendes e Dias Toffoli (faltaram Lewandowski e Marco Aurélio) para escolher ministro? Não chega a baixaria que já é o STF, e quer dar continuidade a isso?


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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TRANSPARÊNCIA


Será que entendi bem? Se for bom para Gilmar Mendes e Dias Toffoli, Kassio Marques será um bom ministro do STF para o Brasil?! Pelo histórico dos dois, Bolsonaro deve estar brincando!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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UMA PENA...


O que na realidade aconteceu não fazia parte do script que todos julgavam pré-programado. Ao deixar de lado sua carreira de magistrado, durante a qual combateu com eficiência a corrupção de alto calibre, para ocupar o cargo de ministro da Justiça no atual governo, é quase certo que Sergio Moro, mesmo que em algumas ocasiões tenha declarado publicamente o contrário, mirava um objetivo mal escondido no seu paiol de caros desejos: a indicação para ocupar a primeira vaga a ser aberta no colegiado da Suprema Corte, intenção que eventualmente o próprio presidente Bolsonaro turbinou. Mas as estradas da política são sinuosas e imprevisíveis. Entraram em jogo desentendimentos mesclados por ambições maiores, choques de ideias e buscas por protagonismos. E, assim, a receita originalmente concebida desandou, deixando como rastro uma fumaça de desilusão que, de certa forma, frustrou a sociedade. Uma pena, pois o País poderia estar hoje comemorando a ratificação do nome originalmente mais óbvio para ocupar uma posição no órgão mais importante do Poder Judiciário.


Paulo Roberto Gotac pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘LEAL ÀS NOSSAS CAUSAS’


Segundo presidente Bolsonaro, o ex-ministro Sergio Moro não foi indicado para o STF por ele não ser “fiel às nossas causas”. O mais importante para Bolsonaro é não ser fiel às causas do País, como foi Moro, e sim ser fiel às ordens de Bolsonaro. Moro foi reprovado porque para ele em primeiro lugar estava o País, e não a pessoa do presidente.


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


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DEFENDENDO O INDEFENSÁVEL


STF mantém absolvição de homem que tentou matar a ex-mulher e alegou ‘legítima defesa da honra’ (Estado, 29/9). Legítima defesa. Da honra. Tentou matar a facadas sua ex-mulher por suspeitar de traição e foi absolvido. E ela? Recheada por uma dívida histórica com as mulheres, essa decisão dá passos atrás na conquista do direito das mulheres de serem livres sexualmente. Difícil aceitar uma traição? Fácil talvez não seja, mas a ponto de a Justiça justificar e corroborar o direito de um ego ferido de atentar contra a vida do outro? Temos muito que evoluir como sociedade, e não será justificando um ato desses que os passos adiante serão dados. O “traído” é também uma vítima. Uma vítima de uma Sociedade em que se mistura o direito de sofrer com o dever de ser violento. São dois lados da mesma moeda. De um lado, a civilidade, de outro, a barbárie.


Bruno Hannud hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo


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EIS O STF


Embora o Brasil seja o país das fraudes e corrupções generalizadas, eis a nossa Corte Maior de Justiça, o Supremo Tribunal Federal (STF), com o seu já famoso entendimento de que não se prendem corruptos antes do fim das suas possíveis apelações legais, que certamente coincidirá com o fim dos tempos. E assim, de modo nada acadêmico, eis as leis reinterpretadas pró-corruptos subvertendo todos os princípios constitucionais que dizem da finalidade social das leis, que dizem da soberania primordial do povo e que se enganaram sobremodo com a boa-fé de todos os participantes do cenário institucional de nossa pátria, esses vendilhões dos templos que comercializam com vidas e mortes, dores e sofrimentos e que, ainda, clamam à população que guardem Deus em seu coração.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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AS UTIS DA PANDEMIA


A queda apurada do número de mortes pela covid-19 em 82% dos distritos do município de São Paulo, entre os finais de agosto e setembro (Estadão, 1∕10, A12), e a redução de mortes e infestação pelo País afora são motivos de comemoração. Evidente que o quadro ainda exige cuidados, mas deve influir em coisas como a volta às aulas e o funcionamento dos negócios mais próximos ao que vigorava antes da chegada do vírus. O começo da vacinação, previsto para 15 de dezembro, também é um bom horizonte. A pandemia vai embora deixando um rastro de mudanças por ela determinadas. O governo, que criou o auxílio emergencial, luta agora para criar um programa social permanente porque descobriu a existência de 38 milhões de brasileiros muito abaixo da linha de pobreza. Mas, além da questão social e econômica, é preciso definir o que fazer de toda a estrutura montada para combater a covid-19. Quando o vírus chegou, em fevereiro, tínhamos 46 mil leitos de UTI, e de julho para agosto já eram 66 mil, um aumento de 45%. A partir de não mais existirem os pacientes da pandemia, esses aparelhos têm de ser empregados no atendimento à população que há anos morre nas portas dos hospitais porque faltam lugares de terapia intensiva para socorrê-la. O parâmetro técnico diz que deve haver de 1 a 3 vagas de UTI para cada 10 mil habitantes. No Brasil existem 2,2 leitos da área para cada 10 mil. Mas o desapontador é que essa informação engloba saúde pública e privada. A saúde privada (particular e planos de saúde) tem 5 leitos por 10 mil usuários. Daí o número que resta aos pacientes dos hospitais públicos, desde 1 por 10 mil. As UTIs da covid-19, por tudo o que há de mais sensato, têm de ser reaproveitada para solucionar esse nefasto gargalo, que há anos vem matando muitos brasileiros por falta de assistência devida.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

        

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CEGUEIRA MENTAL


No Tema do dia de ontem (Estado, 2/10, A2), alguns leitores repetem as mensagens do presidente da República e de seus ministros, atribuindo a desaceleração da covid-19 ao uso da cloroquina e criticando o “fique em casa” sem nenhum embasamento científico. Contribuem, dessa forma, para o relaxamento das medidas de proteção e a eclosão de um novo surto, com consequências desastrosas e de difícil controle. Essas manifestações governamentais, contrárias aos princípios científicos e epidemiológicos mais elementares e sua defesa e divulgação pelos fanáticos seguidores do presidente podem acarretar uma nova epidemia. Epidemia de cegueira mental, incurável, sem vacinas e que não responde à cloroquina.


José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto


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RETORNO ÀS AULAS


Sindicato e professores no Espírito Santo relutam em retornar às aulas presenciais. Seja pela falta de segurança, fiscalização do distanciamento ou porque o ano letivo está no final. Gente, 2020 é um ano atípico, mas a educação é a base de tudo. Façam higienização e convivam com a covid-19. Reiniciem as aulas e esqueçam as férias. Chega de Brasil deitado em berço esplêndido.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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LIÇÕES DA PANDEMIA


Nada será como antes, em razão da pandemia de covid-19, que abalou tudo e todos de forma planetária. Se conseguirmos aprender as lições que esse abalo global está nos impondo, teremos condições de termos um futuro mais civilizado, em que a humanidade poderá conviver mais harmoniosamente com seus semelhantes, como igualmente com a natureza que nos cerca, rumo a um maior cuidado com o meio ambiente, no sentido de evitarmos uma catástrofe ambiental que poderá pôr em risco o futuro dos seres humanos neste planeta.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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BODES EXPIATÓRIOS


A seguir a linha tortuosa da desculpa esfarrapada do presidente Bolsonaro pelos incêndios da Amazônia e do Pantanal, os únicos interessados na ocupação dos mangues e restingas devem ser “o caboclo e o índio” para fazerem os seus roçados em busca de sua sobrevivência.  


Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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