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O Estado de S.Paulo

01 Março 2013 | 02h08

DESPEDIDA DE BENTO XVI

Sob aplausos

Com sua renúncia Bento XVI promoveu um dos episódios mais importantes e surpreendentes deste século 21. Se os papas também se cansam, por que, então, não renunciar? Esse foi um gesto de grandeza de Sua Santidade! Uma lição somente possível aos grandes líderes, em qualquer atividade humana. Estou certo de que, com esse magnífico exemplo de Bento XVI, futuros ocupantes do mais alto cargo da Igreja Católica vão incentivar o rodízio papal, que propicie até uma maior aproximação dos fiéis, principalmente dos mais jovens, com a Igreja. Logicamente que essa história da renúncia não termina aí. Novos fatos provavelmente serão divulgados pela imprensa, esclarecendo os desdobramentos que levaram o papa a tão difícil decisão. No momento de sua despedida, Bento XVI, humildemente se retirando para Castel Gandolfo, afirmou que doravante será apenas "um simples peregrino". Que viva muito e confortavelmente, mas longe das vaidades e dos egos impassíveis que certamente estão bem expostos dentro do Vaticano.

PAULO PANOSSIAN
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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Papa emérito

Assisti ontem à despedida do Vaticano do agora papa emérito Bento XVI, com feição leve e feliz, e pude entender quanto sofreu durante seus oito anos de pontificado. Não é por a Igreja ser uma instituição religiosa que as coisas acontecem de acordo com a nossa imaginação e se faz o melhor para os cristãos. Vimos que tudo é bem parecido com o que se passa nos governos das nações: corriolas, chantagens, corrupção, traições. O que faz o dinheiro...

MARIA JOSÉ DA FONSECA
fonsecamj@i.com.br
São Paulo

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Concílio Vaticano III

A sucessão de Bento XVI desperta a atenção de toda a humanidade, crente ou não. A complexidade/diversidade dos problemas sociais da atualidade é tão grande que há um desejo latente de que um novo João XXIII volte a ocupar o trono de São Pedro e, como o mais revolucionário de todos os papas, convoque um Concílio Vaticano III, que rompa as amarras que engessam as soluções dos dramas dos seguidores do cristianismo, mas também possa ajudar a resolver as vulnerabilidades geopolíticas que a sociedade vive nestes dias conturbados da História.

JOSÉ DE ANCHIETA N. DE ALMEIDA
josedalmeida@globo.com
Rio de Janeiro

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ELIANA CALMON

Auxílio-alimentação

Não há nada de errado no valor de R$ 84,8 mil recebido pela ministra Eliana Calmon a título de auxílio-alimentação, referente à incorporação de R$ 710 mensais a que todos os magistrados passaram a ter direito conforme resolução do CNJ. O que está errado é essa retroatividade, já que a ministra comeu ao longo desses cinco anos desde a data da concessão do benefício sem precisar de tal ajuda mensal. E, também, esse fato ser explorado com o intuito de manchar a imagem altamente positiva da nossa brava Eliana.

RONALDO GOMES FERRAZ
ronferraz@globo.com
Rio de Janeiro

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YOANI SÁNCHEZ

Ditadura do proletariado

A viagem de Yoani Sánchez ao Brasil foi muito importante, pois serviu para provar que os petistas nunca foram a favor da democracia. Com exceção do senador Eduardo Suplicy, nenhum membro do PT defendeu o direito da blogueira cubana de manifestar suas ideias. Esse papo de "guerreiros do povo brasileiro" é puro marketing. Na realidade, nunca lutaram pela democracia, sempre quiseram derrubar a ditadura militar para impor aos brasileiros a ditadura do proletariado.

LEÃO MACHADO NETO
lneto@uol.com.br
São Paulo

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Vitória

Dos episódios referentes à passagem da blogueira cubana pelo Brasil, arquitetados pela inteligência castro-chavista, sobrou apenas um vitorioso: o senador Suplicy.

CAIO AUGUSTO BASTOS LUCCHESI
cblucchesi@yahoo.com.br
São Paulo

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Embaixador de Cuba

Exceto para os "neguinhos do PT", que importância tem para alguém esse tal embaixador?

ARIOVALDO BATISTA
arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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AINDA O CASO KEVIN

Punição branda

É revoltante o comportamento dos dirigentes do Corinthians ao recorrerem da punição imposta pela Conmebol, por a acharem exacerbada (proibição da presença de torcedores nos jogos da Libertadores durante 60 dias). Assim pensam e agem porque não foi um filho deles que perdeu a vida de forma tão cruel, vítima de um bando de desocupados, arruaceiros, integrantes da famigerada torcida organizada, com certeza também patrocinada pelo clube. Srs. cartolas, a punição foi muito branda, tendo em conta a desgraça a que deram causa. É preciso acabar de vez com essas malditas torcidas organizadas! Para grandes males, grandes remédios!

JUNIA VERNA FERREIRA DE SOUZA
juniaverna@uol.com.br
São Paulo

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Torcedores e clubes

A idiotice não é exclusividade daqueles torcedores corintianos. Por isso mesmo, tem de ser exemplar o enquadramento dos imbecis que - mal acabada de acontecer a desgraça da boate Kiss, em Santa Maria (RS) - não pensaram nas consequências do uso desse tipo de artefato perigoso. Mesmo com a confissão de um menor, tem de haver corretivo também para os que tinham sinalizadores em seu poder. Torcida boa é a que leva ao estádio reco-reco, zabumba, corneta... E sem essa de "tambor de três oitão"! Os clubes precisam acabar com a desonestidade fora e dentro do campo, incentivar o desenvolvimento da verdadeira arte futebolística - à moda de Neymar, Ronaldinho Gaúcho - e deixar a truculência unicamente para os bandidos. O ideal humano deve ser melhorar as condições de vida, não extinguir a dos adversários. Opinião de um corintiano que não gosta de violência, muito menos de pretensos "idealistas" que não titubeiam em mandar seus oponentes para o "paredón".

LUIZ C. BISSOLI
tiocaio17@gmail.com
São Paulo

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Tragédia em Oruro

O Corinthians está sofrendo os males do veneno da cobra que deixou que o picasse.

VAGNER RICCIARDI
vbricci@estadao.com.br
São Vicente 

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Homenagem corintiana

Pacaembu vazio. Um minuto de silêncio. A verdadeira homenagem que a torcida corintiana poderia fazer a Kevin Beltrán Espada seria inaugurar o novo estádio em Itaquera com o seu nome.

MARIA SOUZA
jospet2003@gmail.com
São Paulo

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EFEITO PÍFIO

A supressão do 14.º e do 15.º salários dos parlamentares brasileiros, aprovada por unanimidade e alardeada pelas lideranças como um esforço no sentido de reduzir as incríveis despesas do Congresso – R$ 23 milhões por dia em 2013 –, representará uma redução aproximada de R$ 31 milhões nos anos em que não houver troca de mandatos (os salários ora suspensos continuarão a vigorar nos anos de início e fim de mandato). Um cálculo rápido mostra que a economia diária com a presente aprovação será, em média, em 2013, de R$ 87 mil. Vê-se, assim, que a medida produzirá um afeito pífio em relação ao incrível gasto diário, o que não justifica os ares de obtenção de economia, embora seja significativa no plano moral e no da decência, na medida em que abolirá um dispositivo salarial que não é usufruído por nenhum trabalhador brasileiro. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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COMPENSAÇÃO

Aposto uma “pizza” que não demora muito eles, parlamentares, irão criar alguma verba para compensar o corte dos dois salários. Eles são muito espertos. Vamos esperar. 
 
Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br
São Paulo 

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MORALIZAÇÃO DO CONGRESSO

Louvando o ato moralizador de suprimir o 14.º e o  15.º salários dos deputados e senadores, que tal o Congresso também resgatar a sua imagem  corrigindo injustiças passadas, a exemplo de aprovar a Proposta de Emenda Constitucional  (PEC) 555, que se arrasta há sete anos para  extinguir  a  odiosa  taxação dos servidores inativos e pensionistas  imposta pelo lulopetismo?
 
Lafayette Pondé Filho lpf41@hotmail.com 
Salvador

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TALENTO E CARÁTER

Há quem acredite que nós nascemos com duas almas, uma responde pelo talento e a outra, pelo caráter. Se assim for, é possível que tenhamos ambas fracas, ambas fortes ou que apenas uma delas seja forte. Olhando o meio político brasileiro, a alma que responde pelo caráter é anêmica.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br 
Batatais

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É MUITA PRETENSÃO

Num evento em comemoração aos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lula, com muita pretensão, se comparou a Abraham Lincoln.  Disse que leu o livro sobre Lincoln e que ficou impressionado em saber que a imprensa americana batia no presidente americano igualzinho como a imprensa brasileira bate nele, Lula. Por outro lado, queixou-se de que a imprensa não lhe dá espaço. Gostaria de lembrar ao ex-presidente que ele é um ex-presidente e que se a imprensa não lhe dá espaço é porque os leitores de quem a imprensa depende não estão mais interessados no que Lula tem a dizer. Daí a falta de espaço. Mais um conselho ao ex: aproveite ter gostado deste seu primeiro livro, compre um pijama novo, acomode-se no sofá da sala do apartamento de São Bernardo e leia, leia tudo o que nunca leu. Vai ver quão interessante é a leitura. E nós, brasileiros, lucraremos muito mais sem o pouco de espaço que a imprensa lhe dá... 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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LINCOLN

Lula é incorrigível. Diz que está lendo a biografia de Lincoln e já se compara com ele. Talvez por isso já plagiou o “do povo, pelo povo, para o povo”. Logo, vai justificar seu mensalão dizendo que foi Lincoln quem inventou. Te cuida, Obama, que o cara vem aí!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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SEM ELEGÂNCIA E DIGNIDADE

Lula, sob o influxo de sua arrogância e vaidade, está sempre se comparando aos ex-presidentes mortos e famosos. Já se comparou a Juscelino Kubitschek e, agora, a Abraham Lincoln. No que se refere a Lincoln, tem uma semelhança indiscutível: seus estudos, segundo os livros de história, resume-se a saber ler, escrever e fazer as quatro operações. Já é muito! O ex, que se arvora a ser um estadista, não alcança a elegância própria para este tipo de líder. Ressente-se das críticas que advêm da mídia sem absorvê-las com dignidade. Urra e esbraveja palavras rudes sem pudor e ataca adversários como se fossem inimigos. Poderia comparar-se, sim, a Julio Cesar, ditador perpétuo (44 a.C.), ou a Augusto, primeiro imperador romano. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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EM BOCA FECHADA...

É chegada a hora de alguém de peso pronuncie novamente aquela frase atribuída ao rei da Espanha e dirigida ao falastrão presidente da Venezuela, Hugo Chávez: “por que não te calas?”. Só que, desta vez, ao ex-presidente Lula. Ele está simplesmente insuportável!
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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CARA DE UM, FOCINHO DO OUTRO

Levando-se em conta o filme de Spielberg, Lincoln era igualzinho ao Lula, corrupto, porque comprou votos, e trambiqueiro, porque adiou subrepticiamente o término da sangrenta Guerra  da Secessão, sacrificando milhares de vidas, para emplacar, na marra, a Décima Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG) 

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NEM NO CINEMA

Novamente o ex-presidente Lula nos surpreende com mais uma idiotice. Em festa comemorativa dos 30 anos da CUT, o ex-presidente Lula se comparou a ninguém mais, ninguém menos do que o ex-presidente americano Abraham Lincoln. Só para ficar no cinema, sugiro ao ex-presidente Lula que compare o mega-sucesso do filme sobre o ex-presidente americano e o fracasso retumbante do patético filme “Lula, o filho do Brasil”.

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com 
São Paulo

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O LINCOLN DE GARANHUNS

Só a mais atrevida ignorância e falta de limites por patologia psiquiátrica podem explicar o mais recente desbunde da ridícula criatura ora no exercício do cargo não oficial de “presidente da presidenta”, título mais preciso que o de “presidente adjunto”. Ciro Gomes, outro dado a distúrbios semelhantes, disse que “o cara” acha que é Deus. Daí os delírios e desbundes. As manifestações de anormalidade do sr. Lula tornam-se mais exuberantes a cada dia que passa. É bem verdade que a agremiação de que é presidente de honra e o movimento que inspira, o petolulismo, são movidos a disparates do mesmo jaez. Acho que está na hora de encaminhá-lo a serviço especializado onde poderá repousar entre Napoleões, profetas, milagreiros, homens-pássaro, escutadores de vozes, etc.
 
Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo

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PIADA

Lula, o Lincoln de Garanhuns!  Faz-me rir!

Celia Pinotti celia_pinotti@hotmail.com
São Paulo

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COMPARAÇÃO

Presumo que Lula não tenha lido a frase que Abraham Lincoln escreveu: “Nenhum homem consegue tirar o peso de suas costas se gastar mais do que ganha”, até porque, se Lula a tivesse lido, provavelmente não teria se utilizado de dinheiro do mensalão para bancar suas contas pessoais...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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FEITOS

Confesso que não sabia que, durante a gestão da presidência de Abram Lincoln nos EUA, também haviam montado duas quadrilhas no gabinete do presidente.
  
Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

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ALUCINAÇÃO

Com base em que Lula concluiu que os formadores de opinião pública foram os últimos a aderir, na década de 1980, ao movimento pelas eleições diretas para presidente e, na década seguinte, à campanha pelo impeachment de Collor? Além disso, de onde ele tirou essa de que na década de 1980 qualquer imbecil se achava formador de opinião pública? Lula foi realmente bastante afetado pelo escândalo da Rose e pela denúncia de Marcos Valério, e não está batendo bem da cabeça. Essa última de se comparar a Abraham Lincoln é quase caso de internação, e merecia que o povo americano formalizasse um protesto contra essa sua alucinação. 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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CONFUSÃO

Dizem que em evento da CUT na quarta-feira Lula teria dito que leu sobre Abraham Lincoln. Quantos equívocos. Primeiro, Lula não lê e houve uma interpretação errônea de sua fala. Ele disse: “Abram o Litrão com cuidado”. Em meio ao vozerio ambiente, alguém ouviu Abraham Lincoln.  

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

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LULA E ABRAHAM LINCOLN

Será que não quis dizer “Abram o Litro”? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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NOVIDADE

Em botequins, já vi vários comportamentos causados pelo efeito da cachaça: uns ficam alegres, outros, tristes, mas se comparar a Lincoln, essa para mim foi novidade.
 
Luiz Felipe Miguel luizfemig@ig.com.br 
São Paulo

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PRETENSÃO

Que pretensioso Lula comparar-se a Abraham Lincoln... A melhor coisa que o ex-presidente faria seria sair de cena, como fez o papa.

Agostinho Locci legustan@gmail.com 
São Paulo

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NÃO FALTA MAIS NADA

O ex-presidente Lula, em discurso no aniversário da CUT, se comparou a Abraham Lincoln, ex-presidente dos EUA. Com essa, jogo a toalha. Parem, que eu quero descer!

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ALGARAVIA COMUNISTA
 
Extraordinariamente inspirados os artigos de Francisco Ferraz e de Demétrio Magnoli no “Espaço Aberto” do Estadão de quinta-feira (28/2), ambos analisando com muita propriedade a inquietação que a visita de Yoani Sánchez trouxe aos totalitários marxistas em solo brasileiro.  Louvo, especialmente, a análise devastadora do artigo “Não se preocupe, embaixador”, em que Magnoli faz, ao final, séria advertência de que os “atos de repúdio”, vistos nas tiranias marxistas-leninistas do Hemisfério Norte, chegaram ao Brasil em grande estilo, 23 anos após a queda do Muro de Berlim (!), com o tapete vermelho estendido por nossas autoridades aos vândalos da mesma cor, autores de toda aquela algaravia. Que tais atos antidemocráticos tivessem lugar em países totalitários, vá lá, posto que a intolerância sempre esteve em seu DNA. Mas acontecerem num país onde os próceres do petismo se gabam da “luta pela democracia” contra a ditadura militar causa perplexidade pela hipocrisia e asco pela desfaçatez.
 
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo

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ESTRANHA DEMOCRACIA

Brilhante o artigo de Demétrio Magnoli sobre a visita de Yoani Sánchez ao nosso país e a violenta reação de uma meia dúzia de baderneiros do PT e PCdoB orientados pelo embaixador de Cuba no Brasil, que teve sua atuação facilitada pelo lamentável ministro Gilberto Carvalho. Estranha nossa democracia, que apoia várias ditaduras e não perde a oportunidade de mostrar seu ódio à liberdade de expressão.
 
Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com 
São Paulo 

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ATOS DE REPÚDIO

Em seu artigo “Não se preocupe, embaixador” (Estadão, 28/2), Demétrio Magnoli nos dá uma aula sobre a metodologia da esquerda utilizada ainda pelos mestres cubanos, quando nos explica como, ao insuflarem seus militantes contra Yoani Sánchez e contra os que queriam ouvi-la através do chamado “ato de repúdio”, oficializaram mais uma prática odiosa neste país do PT. Ressalte-se que, além do fato de que através do desarmamento a população já ficou indefesa contra a violência da criminalidade, agora também a polícia, os intelectuais de esquerda e a imprensa ficaram intimidados diante das duas dúzias de manifestantes aguerridos e imbecilizados pela cartilha que seguiram, aos gritos, Yoani em sua viagem pelo Brasil. Como bem disse Magnoli, graças ao embaixador cubano e ao assessor do ministro Gilberto Carvalho, essa prática jurássica dos “atos de repúdio” fincou pé no Brasil. Pior que isso: com tais atos estes cretinos realizaram uma demarcação pública de território significando “aqui, no Brasil, quem manda e dá a última palavra somos “nóis”.  

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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A ESQUERDA NO NORTE E NO SUL

Francisco Ferraz, em seu artigo no Estadão (28/2), foi muito feliz em comparar a esquerda no Hemisfério Norte com a esquerda no Hemisfério Sul. Enquanto no norte países sofreram com guerras, as agruras do nazismo, o comunismo na Rússia e na China, o terrorismo batendo à porta das principais cidades, etc., o que trouxe muita dor e sofrimento àquela população que fez com que a esquerda sucumbisse, o comunismo do Hemisfério Sul sonhava com o Muro de Berlim pegando de costa a costa e adorava a audácia de Fidel. Ele apenas se esqueceu de falar como nosso comunismo nasceu. Aqueles que se reuniam por aqui, sonhando implantar a ditadura comunista, faziam tudo embalado a muita cerveja, pinga e namoricos. Nossa esquerda foi a versão carnavalesca da real ditadura comunista, tanto é que nenhum deles conseguiu viver como o cubano comum e retornaram rapidinho. A nossa sorte foi que, quando subiram ao poder, o Brasil já havia caminhado muito rumo à democracia, e comprar deputados está sendo caso de cadeia para seus mentores. Eles continuam tentando, mas, enquanto não calarem a imprensa, o Brasil continuará rumo a liberdade e justiça. O resto continua sendo encontro de bêbados sonhadores.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo 

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YOANI E A GUERRA FRIA

Cumprimento o articulista Francisco Ferraz pelo texto “Yoani, a mais recente batalha da guerra fria”. O artigo mostra-nos que análises e críticas sobre a situação política vigente na América Latina, emitidas com fundamento por intelectuais como Mário Vargas Llosa, Reinaldo Azevedo, Roberto Campos, Plínio Mendoza, Carlos Alberto Montaner, Alvaro Vargas Llosa e outros têm raízes mais profundas do que nós, pobres leitores, podemos imaginar... 
 
José Bernardo de Assis zenaide.farnese@brturbo.com.br 
Brasília

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DECADÊNCIA

Grandes os artigos de Demétrio Magnoli e Francisco Ferraz! Realmente, dois ensaios sobre o decadente petismo-bolivo-peronismo que vivemos.

José Antonio Garbino garbino.blv@terra.com.br 
São Paulo

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REZEMOS PELA LIBERDADE

Assustam relatos de pessoas que estiveram na Livraria Cultura em São Paulo para comprar livro de Yoani Sánchez ou para apoiar o seu direito de falar. Havia no local corja contratada para não permitir o desenrolar do evento, aquilo que Demétrio Magnoli clareou, em seu artigo de 28/2, ao chamar “ato de repúdio”, prática usada na China em sua revolução cultural, que exclui a tortura, mas não a violência física moderada, impondo intimidação direta e insultos aos opositores. Além de ter a palavra cerceada, eventos literários e cinematográficos foram cancelados pelo impedimento de brutamontes que, na livraria, foram até capazes de se postar na porta de entrada para que ninguém entrasse na sala onde Yoani falaria sobre sua experiência de vida em Cuba. O direito de se manifestar contra ou a favor é garantido por qualquer democracia. Mas o impedimento do direito de “ir e vir” ou a postura violenta de impedimento de direitos são atitudes presentes em regimes totalitários. Até onde sei, não somos a China, nem Cuba, e ainda vivemos uma democracia. Mas, se a polícia, para não bater de frente com os direitos humanos (somente os dos agressores), não toma atitude de proteção ao direito de todos. Se a imprensa, confusa sobre a linguagem dos valores democráticos, qualifica os vândalos como “manifestantes” – como ressaltou Magnoli –, e poucos vêm a público para alertar sobre o risco que estas atitudes bárbaras oferecem à democracia, parece que foi bem-sucedida a empreitada do embaixador cubano no Brasil para desqualificar Yoani, sem esquecer que o fez com a ajuda de gente de dentro do Palácio do Planalto, através do secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Os “manifestantes” a insultaram, impediram que falasse, ela sofreu puxões de cabelo e empurrões na Bahia, e ninguém “saiu ferido” (?), como explicou o jornalista Breno Altman, dos quadros do PT. Fica o dito por não dito, e rezemos para que possamos continuar expressando sem maiores sobressaltos nossa discordância com “tudo o que está aí”. Parece que ninguém virá em nosso socorro, caso viremos alvo da truculência planejada por comunistas de dentro de nosso país.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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A DESPEDIDA DO PAPA

Bento XVI, na sua despedida diante de mais de 150 mil pessoas fez um desabafo em que justifica os desvios da Igreja Católica pela possível sonolência do Senhor. Uma superficial andança pela história do catolicismo mostra desde os primeiros momentos em que cimentava a maior organização religiosa do planeta, uma completa discrepância dos verdadeiros paradigmas dos princípios basilares de sustentação do trono de São Pedro. Deus não dorme nem parece dormir. O que acontece é que toda organização eclesiástica é composta de seres humanos, e onde está o ser humano estarão por certo os pecados condenados pela Igreja. Nem todos os deuses do Olimpo aliados a Deus são capazes de amenizar a onda de desejo sexual e roubo de seus documentos que abala as estruturas milenares do Vaticano. Apenas um  acidente de percurso que não impedirá a sua marcha ad aeternum.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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BENTO XVI

Bento XVI sai de cena e deixa a Igreja nua. Viva o papa!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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TEM CONSERTO?

O motivo da renúncia do papa Bento XVI foram as forças ocultas. O Vaticano é dirigido por uma máfia muito organizada. Possui muito ouro em seus subterrâneos que daria para matar a fome de muitos países. Aquilo lá há muito deixou de representar Deus na Terra. Tudo envolve dinheiro, tramas, enganações e utopias. Muitas freiras que lá vivem não podem deixar o Vaticano. São como presidiárias em forma de enclausuramento. Bastou o holocausto da Santa Inquisição. Ou será que pau que nasce torto tem conserto?
 
Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com 
Itapevi

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A ELEIÇÃO DO NOVO PAPA

Não entendo as opiniões da mídia e mesmo de pessoas do clero sobre prováveis candidatos ou que tipo de apoio terão os cardeais à eleição do novo papa. Aprendi e sempre aceitei como verdade que a escolha do bispo de Roma durante o conclave, mesmo revestido de aparência política no fundo predominaria uma intercessão divina; haja vista a eleição de João XXIII, uma pessoa sem expressão política e que executou reformas profundas na Igreja. De minha parte, espero que o novo papa modernize a Igreja reduzindo a opulência de hoje e tornando-a mais humana, como foi Cristo, Deus feito homem.

Fabio Duarte de Araujo fabionyube@visualbyte.com.br 
São Paulo

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O BRASIL NO VATICANO

Com maior número de católicos, Brasil tem 4% de todo o colégio eleitoral do Vaticano e seus 5 cardeais com poder de voto mal chegam a um consenso em quem votar. Perguntar não ofende, o Brasil tem a real pretensão de eleger um papa de origem latina? A Itália ainda dá uma lição de catolicismo e união.
 
Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com
São Paulo

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DESRESPEITO AO BOLIVIANO KEVIN

A presença dos quatro torcedores no jogo do Corinthians contra os Milionários, na quarta-feira, no Pacaembu, foi também um desrespeito ao jovem boliviano morto. Se a não presença de torcedores foi uma punição pela infame morte, a presença dos quatro foi também um “tô nem aí” para ela. Aliás, nas entrevistas televisivas, estes torcedores nem se referiram – ou se lembraram – do pobre Kevin.  Direito é bom senso. Nem o  Código de Defesa do Consumidor nem o esporte futebol são onipotentes ou se sobrepõe ao humanismo. Se existem situações que desagradam a todos, esta é uma delas. Exceto os quatro, ninguém gostou. Nem a Bolívia, nem a família do jovem morto, nem a imagem do Brasil, nem o Corinthians, nem os corintianos, nem a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), etc. Em verdade, estamos todos ávidos de consumir mais respeito humano! Eis a questão.
 
Sérgio Aranha da Silva Filho aranhafilho@aasp.org.br
Garça

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ORURO
 
As autoridades da Conmebol, assim como as autoridades policiais brasileiras e bolivianas, responsáveis pela apuração dos fatos ocorridos em Oruro, têm a obrigação de punir exemplarmente o clube brasileiro e sua torcida envolvidos no assassinato do jovem boliviano. O clube está pretendendo, através de seus advogados, isentar-se do crime cometido ajeitando um “laranja” para assumir a “irresponsabilidade”. O que menos parece estar importando é a vida que foi ceifada pelos irresponsáveis que costumeiramente compõem o grupo, com algumas exceções, que acompanha o clube em seus jogos. O minuto de silêncio, no jogo posterior ao episódio, foi mesmo de um cinismo revoltante. O conceito do Brasil na comunidade internacional, que já não é lá grande coisa, ficará totalmente “avacalhado” caso tudo isso, como em muitas vezes anteriores, acabe em “pizza”. Em seu artigo “Assassinato em Oruro” (27/2/2013, página A2), o jornalista José Neumanne relembra os fatos ocorridos em 1985, quando 39 pessoas perderam sua vida por causa do fanatismo e da ignorância, que são intrínsecos às torcidas de futebol, num jogo entre o Liverpool e a Juventus pela final da Liga dos Campeões da Europa. Como consequência, todos os times britânicos foram afastados durante cinco anos dos torneios da Uefa. O Liverpool foi afastado por seis anos. Os 14 torcedores identificados pela polícia ficaram três anos presos e, posteriormente, em dias de jogos, tinham de se apresentar às delegacias para cumprirem trabalhos sociais. Como fato positivo das punições aplicadas, grades e fossos separando campo e torcida na Inglaterra já não são tão necessários. No caso do Brasil, não nos devemos esquecer de que em poucos meses teremos a Copa das Confederações e, no próximo ano, o Mundial de Futebol. Tomo a liberdade de acrescentar ao artigo do Sr. Nêumanne, jornalista do qual sou admirador e pelo qual tenho profundo respeito, algumas considerações: o problema não se restringe às dependências dos estádios onde os jogos acontecem. Moro no 5.º andar de um prédio e sempre que o clube envolvido na tragédia realiza seus jogos tenho de tomar o cuidado de manter minhas portas e janelas fechadas para não correr o risco de ter um “foguete” invadindo minha sala quando o time marca um gol (fato já acontecido com um vizinho). Além disso, quando o clube ganha alguma coisa, é comum os torcedores baderneiros saírem com seus carros às ruas, bêbados, atravancando o trânsito e colocando em risco a integridade dos cidadãos ordeiros. Aonde vão parar os “bafômetros” nesses dias? O clube também é responsável por tudo isso, uma vez que os torcedores estão identificados por suas camisas, entoando seu hino e gritando palavras de ordem. Não se nota a mínima preocupação entre seus diretores no sentido de orientar e disciplinar seus simpatizantes e, por essa razão, devem ser também responsabilizados. Estranhamente, nesses dias é flagrante a omissão de nossas autoridades responsáveis pelo trânsito e pela segurança dos demais. A falta de coragem destas permite que os vândalos tomem conta das ruas fazendo com que os cidadãos responsáveis tenham que esperar tudo se acalmar para poderem sair para seus compromissos. O Brasil está caminhando a passos largos para um estado de “desordem social” onde o bandido, o corrupto, o criminoso, o ladrão e os baderneiros têm todas as vantagens e privilégios enquanto o cidadão ordeiro, que paga seus impostos e sustenta o governo, têm apenas deveres e obrigações. Esse estado latente de omissão e covardia de nossos governantes e autoridades fará com que, em um futuro bem próximo, cada cidadão decente tenha que se armar, independente da lei que rege a questão, para defender-se e a sua família. Teremos, então, duas alternativas mais prováveis: o caos generalizado ou a volta dos militares para restabelecer a ordem, pois parece que os responsáveis atuais pela mesma não são suficientemente competentes e corajosos para fazê-lo.
 
Sergio Bertolini bertolinisergio@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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HABITAÇÃO NO CENTRO DE SÃO PAULO

A iniciativa de parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura para um programa de habitação na área central há muito tempo é esperada. Em 2002 defendemos a tese de doutorado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) intitulada “Mooca: lugar de fazer casa” onde propúnhamos uma estratégia de renovação e revitalização dos bairros centrais, usando como exemplo o bairro da Mooca, onde se respeitasse os valores do patrimônio histórico do período industrial e de formação da classe operária em São Paulo que marcou o perfil  da metrópole no final do século 19 e início do século 20. O mote principal do trabalho era enfatizar que a habitação seria um elemento estruturador dessa revitalização e a preservação de alguns testemunhos construídos com novos usos deveriam ser vistos dentro de uma visão integrada e a necessidade de se buscar a identidade dos bairros enfatizado no termo “lugar” que adquire significado pela ação da sociedade local. Até o momento os cortiços e a população pobre moradora da área central preservou o patrimônio histórico de alguma forma. Problemas de infraestrutura e a degradação do Rio Tamanduateí também afastaram o interesse do mercado imobiliário pela região. Assim a história da cidade e de formação de seus bairros deveria ser inserida nos projetos de renovação urbanística. Nesse sentido consideramos que este programa que está sendo elaborado tendo como pilar o uso de PPPs deverá levar em conta a questão história. Para isso vários órgão de governo devem trabalhar de maneira integrada no formato de um “Comitê de Renovação Urbana” em que os diversos aspectos sejam valorizados. Na tese de doutorado propusemos a criação de um programa chamado a “Oficina do Jovem Historiador” cujo objetivo seria um programa de formação e treinamento de jovens sobre a história da cidade e restauro de bens tombados, com intuito de recuperar sua autoestima e sentimento de pertencimento à cidade e oferecer motivação para afastá-los da violência urbana. Essa região da cidade, ao longo da antiga ferrovia Santos Jundiaí, carrega o símbolo da criação da cidade industrial que possibilitou o desenvolvimento da metrópole paulistana. São vários distritos com aspectos da história da cidade que devem ser inseridos nos projetos pois do contrário São Paulo perderá um pedaço de sua história. Assim os projetos de habitação necessitam se sustentar num tripé que inclua a história e a infraestrutura local a  partir de uma visão integrada desde a sua concepção.

Rosana Helena Miranda, professora doutora da FAU-USP rosanamiranda@usp.br 
São Paulo

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ANTONIO WUO

Não é notícia, é a realidade da vida. Meu sogro, Antonio Wuo, assinante do Estadão desde 1983, se foi no último fim de semana.
Leitor fiel, gostava de enviar alguns comentários a esta coluna “Fórum dos Leitores”. Sentirei saudade. 

Dimas de Oliveira Lopes dimas.o.lopes@gmail.com
São Paulo

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