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O Estado de S.Paulo

04 Março 2013 | 02h05

GOVERNO DILMA

Rumo equivocado

Nos dois anos do governo Dilma Rousseff, a expansão da economia do País foi de apenas 1,8%, revelando o rumo equivocado e inseguro das medidas que tanto a presidente quanto o ministro da Fazenda têm adotado. Resultado da teimosia e da incompetência, ou de ambas as razões, na condução da economia da Nação?

E. RIBEIRO FILHO
evaldib@uol.com.br
Barueri

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Culpa dos ETs!

O guarda-livros de quitandas, o arcaico sr. Guido Mantega, que alguns petistas teimam em manter como ministro da Fazenda, ao comentar o mau desempenho do PIB brasileiro, mais uma vez atribuiu a culpa à crise financeira mundial. Pôr a culpa de seus fracassos em alguém, além de ser ridículo, não satisfaz os anseios do mercado nem do incauto eleitorado (eleitoreiro) que colocou seus chefes como os mais altos mandatários da Nação. Em pouco tempo estaremos de volta com a inflação de 80%... E a culpa será da economia lunar ou marciana!

ROBERTO STAVALE 
bobstal@dglnet.com.br
São Paulo

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Uma coisa ou outra

Tivessem os governos petistas do sr. Lula e da dona Dilma continuado e aprofundado a política de privatizações do período Fernando Henrique Cardoso, não estaríamos hoje nesta situação vergonhosa de um PIB ridículo e uma inflação hostil. O PT precisa resolver de uma vez se aceita uma economia livre, de mercado, ou se expropria os instrumentos de produção da iniciativa privada e implanta uma economia dirigida pelo Estado.

EUCLIDES ROSSIGNOLI
euros@ig.com.br
Itatinga

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Pelo menos uma...

Em 1994, Guido Mantega escreveu: "O Plano Real é um plano que trará a desgraça econômica ao Brasil e levaremos décadas para sanar os seus efeitos danosos". Em 2013 Guido Mantega está fazendo de tudo para que a sua previsão se confirme...

VICTOR GERMANO PEREIRA
victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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'Mercadores do pessimismo'

Como contradizer que o PT não está afundando o País? Não há controvérsias, tudo nos leva a essa conclusão. Em fevereiro atingimos o maior déficit histórico da balança comercial, o pior resultado desde 1997. O PIB de 2012 não chegou a 1%, fechou em 0,9%, mas já projetam, para 2013, 4% a 4,5% - até escreveram no gelo, acreditem! Estatais pedindo socorro, números maquiados. Inflação, um verdadeiro engodo, muito aquém da realidade - continuem acreditando... FHC e Pedro Malan deram uma "garantia" muito longa ao PT. A continuar a atual situação de estagnação, em breve teremos a confirmação dos efeitos de um grande retrocesso, uma previsão nada auspiciosa. O assistencialismo em crescimento - "o voto é o que intere$$a o resto não tem pre$$a" - tem de acabar. É chegado o momento da alternância no poder, para o bem do povo brasileiro e do Brasil, antes que seja tarde!

LUIZ DIAS 
lfd.silva@2me.com.br
São Paulo

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Herança maldita

O lucro da BNDESPar, que administra as participações das empresas do BNDES, caiu 93,1% em 2012 (26/2, B1/13). O PIB(inho) do ano passado foi de 0,9%. A Vale tem prejuízo de R$ 5,1 bilhões, a primeira perda desde 2002 (28/2, B13). A Petrobrás pagou mais de US$ 1 bilhão por uma refinaria (Pasadena) que custara US$ 42,5 milhões (Um negócio nebuloso, 28/1, A3). Se dona Dilma chama de herança maldita o que herdou do governo tucano, por qual nome deverá atender essa administração amadora de interesses próprios?

RODOLFO JESUS FUCIJI
fucijirepresentacao@ig.com.br
São Paulo

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O desmonte da Petrobrás

O petróleo é um negócio tão rentável que John D. Rockefeller teria dito: "O melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada. O segundo melhor negócio é uma empresa de petróleo mal administrada". Se não foi a má administração petista que levou a Petrobrás ao estado pré-falimentar em que se encontra, o que foi, então? O didático editorial Um negócio nebuloso dá as primeiras pistas... 

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA
noo@uol.com.br 
Valinhos

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Cadastro social - aos fatos

A habitualidade dos episódios de incontinência verbal nos tornou a todos indulgentes com o presidente antecessor. Todavia esperávamos um comportamento menos histriônico da presidente incumbente. Não é o que se observou no comentário dela sobre o cadastro para pagamento dos programas sociais de transferência de renda implementado no governo FHC pela Caixa Econômica Federal: violenta a lógica, agride os fatos e desmerece o legado recebido. Quando Dilma menciona que "até hoje fazemos isso", tropeça no discurso ao reconhecer que os cadastros são essencialmente dinâmicos, necessitam de atualização constante, e sua integridade está diretamente correlacionada ao tempo e à qualidade da manutenção, entre outros atributos. Quando diz que "levou um tempão" para que se aprestasse o cadastro, ela certamente não desconhece que os programas sociais herdados do governo FHC recorriam, sim, a um cadastro único, na Caixa, retirando cada um deles o subconjunto de beneficiários que atendia ao seu objetivo específico. E quando nega a existência do legado, recai na folgança que tem pretendido refundar a República em 2002. Passando a história a limpo, é preciso esclarecer alguns aspectos notáveis, fundadores e radicalmente transformadores na execução dos programas de transferência de renda no governo FHC. Primeiro, a vontade política do presidente de criá-los do zero - os desafios eram imensos. Segundo, a rapidez com que foram executados pela Caixa, competindo com outras entidades dentro do próprio governo. Terceiro, a implementação de uma ideia simultaneamente fantástica e radical: pagar os benefícios às mães, diretamente, por meio de cartão magnético, em todos os municípios brasileiros. Nenhuma instituição no País, além da Caixa, tem conexão eletrônica em tempo real com pontos situados em todos os municípios brasileiros, até hoje. Somente a Caixa. Para tanto a Caixa teve de implementar a plataforma do cartão, desenhar e fazer fabricar novos terminais eletrônicos e criar, juntamente com o Banco Central, a conta bancária eletrônica, sem talão de cheques, outra inovação do programa. Por último, o presidente FHC encomendou-me e chegamos a desenhar a unificação dos programas, que denominamos Rede de Proteção Social. Deixamos até o cartão único desenhado. Apenas não tivemos mais tempo físico para implementá-lo.

EMILIO CARAZZAI, presidente da Caixa Econômica Federal no segundo mandato do governo FHC
ecarazzai@yahoo.com
São Paulo

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PIBINHO

Nada a lastimar quanto ao “Pibinho” de 2012, fechado com alta de 0,9%. Afinal, ministro Mantega, estamos à frente do Paraguai. Se a meta da presidente Dilma é acabar com os miseráveis, em breve terá de alterar para mais o número dos cidadãos que pertencerão a essa classificação. Isso é “só o começo”...

Leila E. Leitão
São Paulo

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BURACOS NEGROS

O 0,9% do produto interno bruto (PIB) não deveria surpreender. O fato é que o governo petista está gastando bilhões sem eficiência e sem retorno. São buracos negros como o Bolsa-Família, o PAC, a transposição do Rio São Francisco e inúmeros outros. Está na hora de acabar com a demagogia e trabalhar produtivamente!  

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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PIB E DESEMPREGO

Muito conflitante a relação PIB tão baixo de 0,9%, com os índices da indústria e agropecuária negativos que são os principais empregadores em um país em desenvolvimento, e a taxa de desemprego em 5,4% a mais baixa deste século como gosta de divulgar o governo. Será que o pífio crescimento dos serviços de 1,7% é por si só suficiente para gerar tantos empregos? Ou o principal empregador no ano passado foi apenas o governo aumentando significativamente os gastos públicos chegando a uma dívida interna de cerca de R$ 2 trilhões? Ou aquele que não consegue emprego é cadastrado automaticamente no Bolsa-Família que já está na exorbitante cifra de 55 milhões de pessoas? Por favor, quem souber, responda.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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FALSO BAIXO DESEMPREGO

Li que o Brasil é recordista em baixo desemprego. É uma mentira inventada por nosso governo, maior do que as de Cristina Kirchner. Aliás, Dilma a ultrapassa em qualidade de mentiras, pois nossa vizinha falsifica taxa de inflação, que é um dado simples da economia. Dilma falsifica superávit primário e outros dados mais complexos que, para alguns, é preciso mudar a lei. No entanto, o que melhor nosso governo falsifica e beneficia extremamente a sua imagem é exatamente o desemprego. Nossa taxa não considera que temos aproximadamente 1/3 da população recebendo “bolsa família”, o que não é exatamente um salário como as estatísticas parecem considerar, é uma contribuição social, uma espécie de mesada, feita pelo contribuinte àqueles que estão certamente desempregados. Mesadas aos filhos, por exemplo, não são consideradas salários. No entanto, isso melhora a imagem do governo. A redução do desemprego no Brasil resultou dos efeitos do plano Real, como todo o mundo sabe, entretanto ele não é tão reduzido como contam as estatísticas governamentais atuais.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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À DERIVA

Ler o Estadão do dia 28/2 foi reconfortante e, ao mesmo tempo, decepcionante. Pois vejamos: Celso Ming falou do esvaziamento da indústria e, na mesma página, Fernando Pimentel, convicto, alegava que teremos crescimento da indústria e nos demais setores.  Vejo ainda na mesma página afirmações da presidente (ou coisa que o valha) de que as desonerações foram significativas. Desemprego nas regiões metropolitanas em alta (leve). Ou seja, como leigo, chego à conclusão de que estamos embarcados no Titanic e o comandante já desembarcou.

José Roberto Palma palmapai@ig.com.br
São Paulo

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SOMBRA E ÁGUA FRESCA

O ministro Guido Mantega, da Fazenda, disse que a crise econômica mundial “não foi sentida pelos brasileiros”. Creio que, se o nobre ministro tivesse de sobreviver com renda mensal de um salário mínimo, que é o que a maioria dos aposentados do nosso país recebe, presumo que ele iria pensar diferente...
  
Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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DILMA SE ESCONDE

Será que Dilma e membros da sua equipe lêem jornais? Assistem aos noticiários na televisão? Sabem o que de fato se passa no País? A impressão que se tem é de que sua administração vive numa espécie de universo paralelo, afastado da realidade. E qual é a realidade? Uma economia que cresce 0,9% numa conjuntura mundial favorável, escancarando assim os percalços que sua gestão simplesmente não consegue suplantar. Não tem jeito: seu governo é de uma mediocridade comovente. O que Dilma tem a dizer sobre o número divulgado pelo IBGE, que coloca o Brasil na rabeira dos Brics? Por que ela não dá sequer uma entrevista mais detalhada aos veículos de comunicação independentes, explicando um resultado tão vexatório como esse? Por que se esconde, sra. “presidenta”?  

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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JUROS REAIS ZERO

Parece-me uma boa opção de política monetária de que os juros reais do overnight pagos pelo Banco Central fiquem em zero ou em torno dele. Dentro desse escopo o Banco Central poderia deixar de subir os juros Selic e que seriam usados para remunerar essas operações do dia a dia. Se dos juros Selic atuais forem deduzidas a taxa de inflação, o imposto de renda retido na fonte e a taxa de administração cobrada pelos Bancos o resultado real poderá até ser negativo. Para o financiamento do setor público o governo federal poderia aumentar o volume de emissão dos títulos com taxa de juros (4% a 6% ao ano) acrescidos da taxa inflacionária medida pelo IGP-M e pelo IPCA. Poderia continuar a estabelecer para esses títulos os pagamentos dos juros semestralmente ou ao final do período, como já ocorre atualmente. Seria uma boa medida para aumentar a poupança interna das famílias nas aplicações do Tesouro Direto ou pelos Fundos de Previdência e ao mesmo tempo as aplicações diárias ficariam desinteressantes. Haveria também uma redução do pagamento de juros pelo Tesouro para a manutenção do “over”. Mesmo que o Tesouro dê liquidez na compra e venda semanalmente para os seus títulos, como hoje também já ocorre, a velocidade da expansão da moeda ficaria menos rápida. Há anos atrás seria inimaginável que os juros reais da Selic ficassem perto de zero. Mas já que se chegou a tal ponto, seria oportuno estudar essas novas variáveis acima mencionadas. Como medida de política monetária para elevar os juros para deter o ritmo do processo inflacionário o Banco Central poderia aumentar o depósito compulsório dos Bancos. Os juros de mercado aumentariam, mas o Tesouro não teria acréscimo das suas despesas dessa natureza, abrindo espaço para melhorar o superávit primário. São ideias que considero possíveis de serem aplicadas.

Helio Mazzolli mazzolli@terra.com.br
Criciúma (SC)

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MEU ROYALTY, MINHA VIDA

Amanhã (terça-feira), os presidentes da Câmara e do Senado, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Renan Calheiros (PMDB-AL), estarão mediando a mãe de todas as batalhas pelos polpudos royalties do petróleo. As escaramuças consistem em evitar que o veto de Dilma Rousseff seja derrubado, Até aqui, discute-se o veto de Dilma que restabelece as condições dos Estados produtores, num projeto que dava isonomia e direito aos royalties aos Estados e municípios não produtores. Pela Constituição, qualquer riqueza que esteja no subsolo do território brasileiro é propriedade do governo. Ora, pois, pois, sendo assim, nada mais justo do que cada Estado e município da Federação esteja habilitado a uma fatia desses bilhões de reais. O Estado do Rio de Janeiro e do Espírito Santo seriam os mais lesados. O primeiro estima que em 2014 perderá um total de R$ 4,814 bilhões. O projeto de unificação dos royalties é de autoria do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) diz que, derrubado o veto, o prejuízo para o Rio será de R$ 75 bilhões até 2020. Está mais para uma batalha de Itararé. Muita emoção e menos razão. Diz o deputado Alessandro Molon (PT-RJ): “Já estamos pintados para a guerra. Vamos dar até a última gota de sangue”. No ano de 2012, Estado e municípios do Rio de Janeiro receberam R$ 6,098 bilhões, que dariam muito bem para remediar a situação do atendimento hospitalar, do salário dos professores e da segurança pública. Essa verba dos royalties deveria ser carimbada com prestação de contas rigorosa. A batalha promete e as armas a serem usadas, bem... nós conhecemos os combatentes.
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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OS ROYALTIES E A MONTANHA DE VETOS
 
Amanhã, o Congresso delibera sobre o veto à lei de distribuição dos royalties da produção petrolífera. Com certeza, o veto será rejeitado e passará a valer o texto emendado no Legislativo, que destina o dinheiro para todos os estados e não apenas aos produtores. O parlamento é heterogêneo e não sofre o mesmo cabresto político que Rio e Espírito Santo impuseram ao Executivo. O tema ainda vai render muita polêmica, mas, ao final, as unidades federativas não produtoras deverão lucrar. A votação, no entanto, não tira do Congresso o peso da existência dos mais de 3 mil vetos dos últimos 12 anos, que deputados e senadores simplesmente ignoraram.  Eles têm a obrigação constitucional de decidir o veto em até 30 dias depois de sua edição, e não o fizeram. Com isso, podem ter prejudicado muita gente. Mas, além dos vetos, existem os projetos igualmente engavetados. É comum a notícia de que este ou aquele assunto é objeto de um projeto que se encontra “em tramitação” há cinco, 10 ou mais anos. Isso é um desrespeito à sociedade. Quando apresentam as matérias, tanto o governo quanto os parlamentares, têm o dever de acompanhá-las a solução (aprovação ou rejeição). Por não fazê-lo, ficam cada dia mais desacreditados perante a comunidade. Vivemos um tempo em que a comunicação é rápida e cada dia mais disponível. Logo não será mais possível manter esquecidos os assuntos cuja conveniência ou desleixo levou ao engavetamento. E aí, como já dizia Chacrinha, décadas atrás, “quem não comunica, se trumbica”...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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DITADURA DA MAIORIA

No Brasil democrático, onde a maioria do poder legislativo, composta por coligação subordinada ao poder executivo, anula a oposição, desrespeitando os direitos individuais e da minoria, só recorrendo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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PERIGO PARA A NAÇÃO

As vésperas da apreciação pelo Congresso do veto da presidente Dilma sobre os royalties do petróleo, é necessário relembrar que a parte fluminense da Amazônia Azul, o mar que nos pertence, produz mais que 80% da produção nacional dessa riqueza. Quebrar a norma contratual constitucional, que foi acordada para compensar a inversão tributária – no destino final, e não na fonte produtora –, no caso de pagamentos de impostos desse produto, é extremamente perigosa para toda a nação brasileira.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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CACIQUES

Na semana passada, durante dez minutos, os lares brasileiros foram literalmente tomados de assalto pelo que há de pior na raça humana. Unidos pela desfaçatez e pela caradura, uma corja de caciques do PMDB, representantes do que pior restou do coronelismo dos rincões, invadiu nossos lares durante horário político gratuito causando ondas de ânsia e revolta em muitos, mas muitos pobres brasileiros como eu. Realmente não foi fácil ver gente do naipe de um Renan Calheiros, um Romero Jucá, um Henrique Eduardo Alves, ente outros, vomitando falsidades entre sorrisos que mais pareciam dizer: “vocês não perdem por esperar, seus bocós...”. Quando vejo entrevistas com bandidos “de verdade”, do tipo de Fernandinho Beira-Mar, até chego a compreender suas posições: são profissionais do crime assumidos e, como o escorpião da fábula, não temem dizer que fazem aquilo, pois é da sua natureza. Agora, essas grotescas figuras políticas que brotam em nosso agreste como galhos de caatinga, são muito piores. Escondem sua maldade, sua ganância, sua canalhice, com um manto de carneiro de tamanho suficiente para proteger milhares de ignorantes sertanejos que acreditam em sua lábia. E ai de quem não rezar em sua cartilha, que é o máximo permitido em termos culturais: jagunços bem treinados saberão logo o que fazer. A verdade é que, enquanto não extirparmos da vida pública esse tipo de erva daninha, dificilmente o Brasil poderá ser chamado – mesmo com todo o dinheiro que correr por estas plagas e estes ralos – de nação desenvolvida.
 
Percy de Mello Castanho Junior percy@clubedoscompositores.com.br
Santos

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QUEM VAI EXPLICAR?

A presidente Dilma tem a obrigação de vir a público para esclarecer o porquê em 2006, como presidente do Conselho da Petrobrás, autorizou a estatal brasileira a comprar de uma refinaria nos EUA, por US$ 1,18 bilhão, se esta referida empresa foi adquirida em 2005, por um grupo Belga por módicos US$ 42 milhões, como muito bem vem publicando o Estadão. E hoje esta citada refinaria vale apenas algo em torno de US$ 100 milhões. Ou seja, pouco mais de US$ 900 milhões de recursos do contribuinte e dos acionistas da Petrobrás jogados literalmente no lixo. Como em 2006 no Brasil era ano eleitoral, e o Lula, candidato à reeleição, essa diferença monstruosa entre o valor real da empresa e o da espúria negociata deve ter ido parar no bolso de um partido, ou de quem?! E é o que nos brasileiros precisamos saber! Sendo assim, fosse esse evento inescrupuloso ocorrido num país minimamente sério, já teria derrubado governos. E a Dilma Rousseff, não parindo seu silêncio, e negando satisfação para nossa sociedade, continuará cúmplice direta de mais esta farsa, que há 10 anos esses governos petistas estão impondo às nossas instituições...  Basta!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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GESTÃO TEMERÁRIA E PREJUÍZO

O Ministério Público apresentou ao Tribunal de Contas da União, representação contra a Petrobrás sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006. O procurador Marinus Marsico encaminhou ao ministro-relator, José Jorge, pedido para que apure responsabilidade da companhia no negócio. Após meses de investigação, o procurador considerou que houve gestão temerária e prejuízo aos cofres públicos. Por essas e por outras menores é que as ações da Petrobras viraram um mico na Bolsa. Nunca antes neste país as ações da maior empresa brasileira sofreram tanto por causa dos indicados pelo PT. Isso o papagaio Lula não fala. Precisa ver quem levou e devolver ao erário.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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A PETROBRÁS NÃO É DO PT
 
A notícia de que o Ministério Público apura a compra de refinaria por parte da Petrobrás, em Pasadena, nos EUA, é alvissareira. Entretanto, inúmeras investidas mais precisam ser realizadas, para que fique bem demonstrado o porquê dos prejuízos e das desvalorizações que as ações de nossa petroleira estatal apresentam. Sabe-se que o PT privatizou a empresa para os integrantes da agremiação, realizando, então, verdadeira privataria. Na verdade, o petróleo é nosso, mas a Petrobrás não. Ela é do PT e serve a seus interesses exclusivos, como tudo em que o PT atua. Em resumo, seus dirigentes, petistas e asseclas de carreira, não dão satisfações da gestão realizada ao povo brasileiro, precisando a imprensa ir cavar fundo para obter dados e fornecê-los aos brasileiros. Aliás, foi em decorrência de procedimentos similares que o PT destruiu as agências reguladoras, tirando-lhes a força fiscalizatória.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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SUCATA

O Partido dos Trabalhadores conseguiu sucatear a Petrobras. Era a maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo. Uma potência que, mesmo sob uma administração temporariamente incompetente, resistiria, mas foi vítima de uma roubalheira generalizada. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é a segunda vítima da política suja desse governo. O lucro líquido do banco em 2012 não atingiu R$ 300 milhões, ante os R$ 4.300 bilhões conseguidos em 2011 – 93% inferior. Resta esperar o balanço do Banco do Brasil (BB) para confirmar a terceira vítima. Sabe-se que o BB era comandado pela "segunda dama", que escolhia suas principais diretorias, do "escritório" da Presidência da República em São Paulo, com o aval de uma linha direta com São Bernardo do Campo. A sorte é que a Vale foi privatizada em um momento de louvável lucidez do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. É uma das maiores mineradoras do mundo e está presente em 37 países. Paga hoje de impostos, por ano, o que não teve de lucro em todo o período em que foi empresa estatal. Outra privatizada em boa hora foi a Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. (Embraer), terceira maior fabricante de aviões do mundo, atrás apenas da Airbus e da Boeing. O Estado sempre foi um mau administrador, e quando se trata de governo corrupto, a exemplo do que temos no Brasil nos últimos 10 anos, empresa estatal não passa de cabide de emprego e cofre aberto para o delírio dos ratos da grande "famiglia". 
 
Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com
São Paulo

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SALVEM A PETROBRÁS

Até quando o governo federal seguirá na sua política de destruição da Petrobrás? A presidente Dilma (PT) deve saber que não irá segurar a inflação através da detonação da maior empresa do País. Os funcionários da Petrobrás deveriam se unir e promover uma greve contra o desmantelamento da empresa pelo atual governo, ao invés de ficarem buscando aumento na participação dos lucros e benefícios corporativistas. É preciso salvar a Petrobrás e defender os interesses nacionais, ainda mais agora com o pré-sal, etc.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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‘DIFICULDADES FINANCEIRAS’

Palavras sábias de um ministro: “Passa por dificuldades financeiras”. É isso o que os acionistas da Petrobrás queriam ouvir para vender suas ações desta empresa já praticamente falida. Parabéns, Lobão.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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LEI ROUANET

A Petrobrás investiu, em 2012, R$ 80 milhões em projetos da Lei Rouanet, a Vale R$ 40 milhões e o Banco do Brasil outros R$ 39 milhões, perfazendo R$ 159 milhões. Seria prudente que as empresas indicassem quais foram os apaniguados desses valores, e o que fizeram de interesse à sociedade, em especial quanto a filmes, que precisam até de lei a obrigar da exibição. Afinal, essas empresas têm acionistas privados.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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CAMPEÃO NACIONAL

Já disseram que o melhor negócio do mundo é um banco e que o segundo melhor é um banco mal administrado. Na terra da jabuticaba, vemos que o pior negócio é o BNDES, presidido por Luciano Coutinho, mero pau-mandado da feitoria do Planalto e do Mistério (...) da Fazenda. Competindo com Petrobrás e Eletrobrás, esse banco está prestes a se tornar mais um “campeão nacional”. Além do fato de ter reinventado a famigerada conta movimento e bolado técnicas de embelezamento de seus resultados, dignas de um Photoshop. Parabéns ao povo brasileiro, que sustenta essa formidável empresa. 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br 
São Paulo

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DINHEIRO FÁCIL
 
Afinal de contas, o BNDES ou é um banco público que financia projetos de importância para o desenvolvimento do País ou se derrete em empréstimos bilionários às empresas do Sr. Eike Batista. Segundo dados do jornal Valor Econômico, desde 2005 o empresário já levou a bagatela de 10 bulhões de reais do BNDES, sem qualquer garantia real e ainda fica na espera de mais um financiamento de mais R$ 3 bilhões. Não se sabe por que um banco público jorra tanto dinheiro em empresas do magnata Eike, sem expectativa de retorno saudável. Mais R$ 8 bilhões do governo federal serão injetados no banco, para financiar novos projetos. Espera-se critérios mais técnicos para as aplicações desses novos recursos.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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INJEÇÃO NO BNDES

Que a anunciada injeção de R$ 8 bilhões no BNDES não seja manipulação farmacêutica da Casa da Moeda.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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TAPANDO O BURACO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por sua má gestão, fazendo com que tenha trabalhado indevidamente, efetuando grandes aplicações de seus recursos para capitalização de empresas como a Petrobrás, Eletrobrás, LBR Lácteos, entre outros, agora, para não ser atingido, causando-lhe problemas de continuidade nas suas metas, terá de ser capitalizado com reforço no seu capital pelo Tesouro Nacional na ordem de R$ 8 bilhões. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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UM PREJUÍZO ESPERADO

Posso imaginar o orgulho e ao mesmo tempo a tristeza que está sentindo o ex-presidente Roger Agnelli, ao saber que a poderosa mineradora Vale, tão eficiente em sua gestão, teve prejuízo de R$ 5,628 bilhões no quarto trimestre de 2012, provocando uma queda nos lucros de  74%. Tanto Lula fez que conseguiu tirar o quarto CEO com melhor desempenho no mundo, único brasileiro presente no ranking dos dez melhores presidentes de empresa, do comando da maior mineradora. O prejuízo da Vale não é surpresa para ninguém. Era previsível que, mais dias menos dias, a Vale seria quebrada pelos petralhas. Já o fizeram com a Petrobrás e, agora, na fila da derrocada estão o Banco do Brasil e a Caixa Federal. Pobre Brasil, aqui troca-se eficiência por cabides. O resultado é o que estamos vendo. Acorda, Brasil!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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E AGORA, BRADESCO?
 
E agora, Bradesco? Quando o ex-presidente Lula fez pressão para que o Bradesco se juntasse aos fundos de pensão e demitissem Roger Agnelli, presidente da Vale que vinha exercendo excelente papel à frente da presidência da empresa e que sem aprovação do Bradesco nada poderia ser feito, o mercado reclamou sem sucesso. Lula entrou em embate constante com Agnelli, porque este se recusava em transformar a Vale num cabide de emprego para a petesada. Foram anos de tentativa até que o Bradesco não se sabe por que caiu de braçada com o governo. O resultado já chegou aí. A Vale teve seu primeiro grande prejuízo em dez anos. Agora serão duas empresas a perder investimentos. Vale e Bradesco. Valeu a pena politizar uma já que a enxurrada levará a todos? Espero que o Bradesco tenha uma resposta convincente para dar aos seus acionistas.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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RISCO DE APAGÃO?

Dilma diz: Vamos dar um grande salto na área de energia desse ano. Mas a distribuidora paulista, em comparação anual, reportou queda de 93,1% no lucro líquido de 2012, ante 2011, passando de R$ 1,572 bilhão para R$ 107,9 milhões. Ainda teremos desconto de 20% em nossas contas de luz? Realmente, corremos ou não o risco do apagão?
 
Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com
São Paulo

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‘NÓS CRIAMOS TUDO’ (DILMA)

Dona Dilma Rousseff e seu PT criaram tudo, sim: mensalão, máquinas de contas, pibinho, desmanche da Petrobrás, desmanche da Vale, aparelhamento das agências reguladoras, o superfaturamento de obras mil, o abandono da transposição do Rio São Francisco e outros mais, manipulação do câmbio, campanhas com nosso dinheiro durante quatro anos para conseguir eleger vários postes, despesas com duas primeiras-damas, criaram barganha com ministérios e assim por diante.

Maria Cecilia Centurion rh@imo.com.br 
São Paulo

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LULA COMO LINCOLN

Agora o boquirroto presunçoso quer se comparar a Lincoln! Quanta soberba! Por que esse senhor não desce dos palanques e nos poupa de ter de ouvir tanta besteira quase que diariamente? Por que não se retira e para de exercer o cargo de presidente-adjunto, como bem observou FHC? Será que ele não percebe que essa ladainha só interessa aos petralhas, à militância bajuladora que aplaude qualquer asneira vinda do seu líder máximo e aos políticos cooptados com incontáveis benefícios? Qualquer outra pessoa com ao menos dois neurônios não o leva a sério! Quando é que nossos ouvidos terão um descanso?

Iveraldo Duarte nanukuloa@hotmail.com
Avaré

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PROFISSÃO: DOMÉSTICOS

O governo, querendo estender aos domésticos, os mesmos direitos dos demais trabalhadores (FGTS, multas sobre o FGTS, etc.) está equiparando uma residência particular a uma empresa. Haverá desemprego, com certeza. Deveriam rever a questão da multa sobre o FGTS e o percentual de recolhimento para o INSS. Todos sabem, menos o governo, que o trabalhador, geralmente depois de um ano, começa a trabalhar de maneira diferente, produz menos, começa a faltar, chega atrasado, etc. para provocar uma demissão para receber o FGTS, multa e outras outros direitos. Não podem dar a uma residência particular o mesmo tratamento que dão a uma empresa. Uma empresa tem receitas das suas atividades. E uma residência particular?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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FALTA DE MÉDICOS

Com relação à matéria publicada em 28/2 (páginas C4 e C5), o problema da falta de médicos é o baixíssimo salário pago pela Prefeitura do Município de São Paulo. O valor líquido aproximado é de R$ 2.800,00 por 4 horas diárias (20 horas semanais), valor este sobre o qual ainda incide mais Imposto de Renda a pagar na declaração final. Considerando o custo operacional que envolve o exercício desta atividade como participação continuada em congressos, cursos de atualização, depreciação do carro, combustível, manutenção, etc., tudo isso inviabiliza o emprego de médico na Prefeitura, pois o mesmo é deficitário e o médico paga para trabalhar.

Salomão F. Tessler stessler@uol.com.br 
São Paulo

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HADDAD E A INTERLIGAÇÃO ROBERTO MARINHO-IMIGRANTES

O projeto de interligação da Avenida Roberto Marinho com a Imigrantes está pronto e o dinheiro para esta obra já existe, e sabemos que este dinheiro só pode ser utilizado para esta finalidade. Sendo assim e se a população da cidade necessita tanto da finalização desta obra para viabilizar o trânsito na zona sul, por que é que o prefeito Fernando Haddad declarou numa entrevista que este projeto vai ser revisto? Desconfio que será adiado para satisfazer aos apelos da população das favelas Vietnã, Alba e Rocinha pois, apesar de saber que as famílias que aí viviam já foram removidas (parte já está morando nas unidades habitacionais e parte está recebendo o aluguel social), mesmo assim nestas favelas está a se  repetir o milagre da multiplicação dos pães e peixes, a população se renova continuamente. Este expediente é muito conhecido e são estas pessoas que continuam a reclamar contra o começo das obras deste projeto.  Afinal, Haddad veio para administrar a cidade de São Paulo como um todo, ou veio para privilegiar um segmento em detrimento do todo? Estamos de olho!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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CIA. DE DESENGENHARIA

O prefeito Fernando Haddad tem razão em criticar a gestão Kassab (C5, 24/2) nos casos da Controlar, onde o ex-prefeito já é réu, e da CET – Cia. de "Desengenharia" de Tráfego, a grande detonadora da cidade, que só tem "caciques" e não tem os necessários "índios". Mãos à obra nas necessárias re-engenharias tendo como foco a qualidade de vida do paulistano.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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INSPEÇÃO ESTADUAL

Geraldo Alckmin, em benefício da comunidade paulista, deveria aproveitar essa fúria do Haddad direcionada para o contrato da inspeção veicular, e também sua proximidade com a presidente da República, para, de uma vez por todas, fazer acontecer a publicação pelo Contran da regulamentação da inspeção de segurança. Abrir-se-ia assim o caminho para a execução estadualizada da inspeção integrada (itens de segurança do veículo + emissões ambientais), materializando enfim o artigo 104 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que desde 1997 (há 16 anos!), obriga os Estados a executarem a Inspeção Técnica Veicular (ITV), realizada em todo o mundo como medida condicionada ao licenciamento anual da frota. Aliás, não consigo compreender como o Ministério Público Federal, desde 1997, não questiona administrativa e criminalmente as autoridades de trânsito federais e o Contran, que insistem em descumprir a Lei n.º 9.503/97 (CTB). Todo mundo iria achar esse cenário de cumprimento da lei maravilhoso e positivo para a sociedade, menos os empresários chamados pelo Haddad de ficha suja.
 
Olimpio de Melo Alvares Jr. olimpioa@uol.com.br 
Cotia

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MULTAS, EM VEZ DE EDUCAÇÃO
 
Não bastasse a indústria das multas, para aumentar
a arrecadação no Estado de São Paulo. Agora, qualquer policial militar, com quepe branco ou não, tem autorização para multar, qualquer inflação de trânsito, com talões da Prefeitura ou do governo do Estado? A educação de trânsito sem multas não existe, pois preferem a mina de ouro, como a maior arrecadação do Estado. Multar e multar, como meta.
  
Antonio de Souza D Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br
São Paulo

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ESPERANÇA PERDIDA

Quando ficou 100% sacramentado de que o Prefeitura de São Paulo seria comandada pelo PT, o raciocínio geral foi de que nem tudo estava perdido. Sendo Haddad, um filhotinho do Planalto, a cidade de São Paulo iria ganhar um tratamento “vip” com relação aos seus gravíssimos problemas, melhor nem citá-los, e que o dinheiro para resolvê-los jorraria nos cofres da Prefeitura. Mas parece que a coisa não é bem assim. Até agora, apesar do pouco tempo de governo, Haddad não mostrou a que veio, ou melhor, já mostrou, e pelo andar da carruagem, como se diz, ele não só não irá resolver os problemas da cidade como, pela falta de experiência, irá multiplicá-los.  Não há luz no fim do túnel.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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DISCRIMINAÇÃO

Projeto de Lei (PL) 48/13, enviado à Câmara Municipal pelo governo Haddad, ratifica problemas do PL 310/12, do governo Kassab: discrimina mulheres, aposentados e pensionistas. Conforme foi anunciado pela secretária de Planejamento Leda Paulani, o prefeito Haddad vetou parcialmente o PL 310/12, retirando conquistas dos servidores arduamente negociadas na Câmara Municipal: inclusão dos aposentados e pensionistas nas duas referências e redução do tempo necessário para as educadoras acessarem a última referência na carreira do magistério, em respeito à aposentadoria especial. Aprovado na Câmara, e sancionado com os vetos, o PL 310/12 tornou-se lei (15.682/2013). O governo ficou surdo aos questionamentos do funcionalismo, que continuará na sua luta pela garantia dos direitos dos educadores e em defesa da carreira do magistério. O partido do atual prefeito tinha uma bancada qualificada de vereadores na gestão anterior; além disso, uma equipe de transição foi instituída para assegurar o conhecimento da situação da Prefeitura. Dessa forma, não se pode aceitar os argumentos do governo municipal para vetar pontos importantes do PL. Sai um governo e entra outro: continuamos tendo que lutar contra ataques à paridade e desrespeito às mulheres.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br 
São Paulo

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PERDIDO NA PREFEITURA

O prefeito eleito com 39% de votos, até agora não se deu conta de qual é a sua função. Primeiro expulsou os garotos skatistas da Praça Roosevelt, ao invés de preparar um espaço para eles, deixando que a bandidagem ocupasse este espaço e agora a população está sofrendo com assaltos. Segundo exige que o controle de emissão de gases seja implantado em outras cidades do Estado também, isto não é de sua alçada. Terceiro pretende parar duas avenidas importantíssimas e imprescindíveis como corredores para a circulação em São Paulo, para fazerem corredores de ônibus (modelo que foi feito em outra cidade, Curitiba, há 50 anos quando a cidade modelo era de dimensões muito menores (hoje já há quem diga que o sistema está superado), quando já existe metrô próximo destes trajetos. Quarto agora se aproveitando de um apoio do Estado em ampliar a operação delegada, quer comandar as tropas de policiais enviando para lugares escuros. Opsss, lugares escuros? Clarear é obrigação da Prefeitura, mas antes terá que clarear o cérebro do prefeito. Não bastasse se utilizar do dinheiro de todos os paulistanos (inclusive de quem não possuem automóveis) para cumprirem promessas abestadas de não cobrarem as inspeções. Agora quer se utilizar de 30% da tropa da PM para brincar de secretário da Segurança à noite. Demagogia? Desrespeito? Afronta? Amadorismo. São Paulo não merece isto, nossa cidade é muito importante para nós e o Brasil para ser dirigida assim. Nossa população terá problemas graves em breve. Fora, Haddad.
 
Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

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REPRESÁLIA?

Agora sim, com a polêmica Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tira o poder de investigação dos promotores de Justiça de São Paulo, se aprovada, não faltará mais nada. Os inimputáveis e impolutos deputados estaduais paulistas, por intermédio do deputado Campos Machado (PTB), protocola requerimento à Procuradoria-Geral de Justiça para que informe quantos processos disciplinares foram abertos e os motivos, nos últimos 10 (dez) anos pela Corregedoria do Ministério Público do Estado. Nada a ver com o corte do auxílio-moradia aos 94 pobres e humildes deputados. É só para saber não se trata de nenhuma represália. Nós somos... Mas quem não é?   
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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