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O Estado de S.Paulo

07 Março 2013 | 02h10

HUGO CHÁVEZ

Sai de cena

O presidente Hugo Chávez teve sua controversa trajetória política interrompida, falecendo aos 58 anos. Pela vida humana, o nosso mais absoluto respeito. Mas a despedida desse amigo dos petistas certamente abrevia a possibilidade de uma nova ordem política na Venezuela e quiçá propicie à sua sofrida sociedade dias prósperos, restaurando definitivamente a precária, ou inexistente, democracia que pairava enquanto Chávez dirigia o país. Espero que esse sopro de esperança possa instaurar a normalização e a independência das instituições do país, bem como da imprensa, que vivia massacrada no seu direito de livre expressão pelo líder morto. E também influencie positivamente os governos autoritários da Bolívia, do Equador e a própria cúpula do PT, que ou não estão vacinados, ou ainda vacilam em exercer e apoiar plenamente a democracia. E que o povo chavista não radicalize neste momento de despedida do presidente. Porque, livre das amarras populistas e demagogas do governo que finda, poderá debater o futuro com muito mais liberdade e direitos garantidos.

PAULO PANOSSIAN
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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Dias difíceis à frente

Ao contrário do que costumam apregoar os petistas - Lula chegou a afirmar que "há democracia até demais na Venezuela" -, Hugo Chávez não foi um democrata. Foi apenas um ditador, legitimado, sim, pelas urnas, mas obstinado em criar na sociedade de seu país o culto à personalidade típico de regimes socialistas autoritários e em azeitar extensos grupos chavistas com um objetivo claro: infiltrar-se no maior número possível de instâncias governamentais, das Forças Armadas ao Poder Judiciário. Para se perpetuar no poder ele também amordaçou a imprensa, perseguiu parcelas da sociedade contrárias ao regime e cultivou nos mais pobres a simpatia à sua figura por meio de programas assistencialistas. A pobreza diminuiu, mas a que preço? O seu governo foi um dos mais corruptos do Hemisfério e não conseguiu aproveitar o aumento das receitas petrolíferas para desenvolver o país. A inflação e a violência urbana explodiram. A infraestrutura é precária. Passada a comoção geral pelo falecimento do líder carismático, a polarização tende a aumentar - e, para piorar, num contexto político-econômico recheado de tensões alimentadas pelo próprio Chávez. A Venezuela terá dias difíceis pela frente.

HENRIQUE BRIGATTE
hbrigatte@yahoo.com.br
Pindamonhangaba

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Que futuro?

Miséria e ignorância são as responsáveis pela desgraça na Venezuela. O povo chora nas ruas a morte de um líder que refundou um socialismo requentado, dito "bolivariano", deixou como herança a maior inflação da América Latina, corrupção, desabastecimento, racionamento de energia, implantou um assistencialismo fajuto, aproximou-se do regime fanático do Irã, perseguiu e calou a imprensa, expropriou patrimônio privado e quase entrou em guerra com países vizinhos amigos. E agora vem Nicolás Maduro, potencial substituto, atribuir o câncer do caudilho aos EUA. Dá para acreditar no futuro?

SERGIO BIALSKI
serbial@bol.com.br
São Paulo

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Coincidências

Extremamente "propícia e coincidente" a expulsão de funcionários da embaixada americana em Caracas por tentativa de desestabilizar o país e a morte de Hugo Chávez no mesmo dia. 

LÚCIA HELENA FLAQUER
lucia.flaquer@gmail.com
São Paulo

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Segredo de Estado

A morte de Hugo Chávez provoca um grande problema nacional na Venezuela, dado que os chavistas serão certamente chamados a explicar, durante as eleições que se deverão realizar, o que realmente aconteceu com seu líder, provavelmente um segredo de Estado. Na eleição anterior ele se dizia curado, mas logo em seguida foi novamente operado. Aparentemente, seus seguidores já prepararam um cenário para diminuir o impacto. Num delírio bolivariano, atribuem culpa aos americanos, que teriam inoculado o câncer em seu líder, após uma tentativa de desestabilizar o país que culminou com a expulsão de dois diplomatas "culpados", pretendendo os chavistas dar a essa versão a impressão de veracidade. Difícil acreditar nessa tentativa dos chavistas para os eleitores acreditarem no seu partido e no novo candidato. Provavelmente Maduro e seus correligionários farão qualquer coisa para não perder o poder, mesmo que inconstitucional.

FABIO FIGUEIREDO
fafig3@terra.com.br
São Paulo

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Culpa dos americanos...

A insinuação de envolvimento dos EUA, feita pelo sr. Nicolás Maduro, na morte do presidente Chávez trata-se de mais uma bazófia da esquerda ineficiente. Todavia, se o objetivo for culpar alguém, que o faça diretamente aos cubanos que o trataram.

MARIO COBUCCI JUNIOR
maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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Venezuela x EUA

Não dá para entender as críticas aos EUA. Afinal, a Venezuela exporta quase 50% do seu petróleo para os americanos e tem como principal comprador de suas importações exatamente os EUA - seguidos pela China e pelo Brasil. Pura demagogia, para continuar com o engodo da massa, proferida pelo fanfarrão substituto Nicolás Maduro.

GATTAZ GANEM
gattaz@globo.com
Carapicuíba

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Discursos iguais

Não sei se o discurso de Maduro foi copiado aqui, do PT, ou se foi o PT que aprendeu lá. Mas que são iguais, isso são.

JOÃO MENON
joaomenon42@gmail.com
São Paulo

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Condolências 

A presidente Dilma Rousseff ficou muito emocionada com a morte do ditador bolivariano Hugo Chávez e se pronunciou em nome de todos brasileiros. Mas com que direito? Vivemos numa democracia e temos todo o direito de discordar dela. Como ser humano, a família de Chávez deve receber condolências. Mas no campo político não penso como Dilma e os petistas. O povo venezuelano merece dias melhores, com liberdade, que de agora em diante poderá vir a desfrutar.

JOSÉ MENDES
josemendesca@ig.com.br
Votorantim

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Amigo dos brasileiros?!

Por que Hugo Chávez foi amigo do povo brasileiro (palavras de Dilma)? Será porque, irresponsavelmente, deu o cano em 11 acordos de associação, firmados entre a Petrobrás e a PDVSA, para a construção de uma refinaria de petróleo no Nordeste brasileiro?

SERGIO S. DE OLIVEIRA
ssoliveira@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

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A VENEZUELA SEM CHÁVEZ

A morte de Hugo Chávez expõe ao mundo, mais uma vez, o já infeliz e consagrado jeito latino-americano de fazer política, calcado na figura de um personagem posado como salvador da pátria, e não sobre um programa de governo. A Venezuela vive hoje a mesma comoção que já viveram argentinos por Evita e Perón, brasileiros por Vargas e Tancredo e outros povos da região por seus líderes mortos. É apenas uma “avant-première” do que se dará quando morrer o octogenário Fidel Castro, apenas com a diferença de que o líder cubano deixará um número maior de viúvas políticas e ideológicas, já que exportou a sua inviável revolução durante cinco décadas. Enquanto chefes de Estado, simpatizantes e o povo desfilam no concorrido velório, as forças políticas de Caracas buscam as difíceis equações do momento. E, apesar de todas as opiniões e solidariedade externas, isso só cabe aos próprios venezuelanos decidir e, logicamente, pagar o preço da decisão. A América Latina é sofrida por não ter uma cultura política sólida. Tudo aqui se faz na passionalidade e no improviso. Independentemente do viés ideológico, personalizam-se governantes e líderes e enfraquece-se o Estado, quando se deveria fazer o contrário. Para nós, brasileiros, a Venezuela, além de vizinha, amiga, é excelente parceira comercial. Temos de torcer para que encontre o seu rumo e tanto esse país quanto os outros da área sejam capazes de estabelecer o Estado, que é permanente, mais forte do que a figura dos governantes, que são efêmeros. Só assim, um dia, deixaremos de ser incomodamente vistos como “repúblicas de bananas”...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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COMUNICADO

Na Venezuela, enfim, agora é oficial: o morto morreu.
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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MESSIAS OU DITADOR

Foi-se Chávez. O câncer venceu mais uma vez. Nem mesmo a pseudodivindade pretendida ao ditador foi suficiente para superar a terrível doença. Criaram a falsa expectativa de que mais uma vez as “virtudes” do comandante superaria qualquer obstáculo e o bolivarianismo seria eterno, não havendo lugar para qualquer oposição. O personalismo tão a gosto dos déspotas sul-americanos mais uma vez será superado e o povo cairá na realidade, e retomar seu dia a dia na luta pela sobrevivência. A história será escrita de acordo com os dirigentes de plantão e Chávez será então o “Messias salvador” ou o ditador corrupto que afundou o país. Foi-se juntar aos amigos Saddam e Kadafi.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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INFECTADO PELO INIMIGO
 
Nicolás Maduro, num discurso, acusou o serviço secreto dos EUA de terem provocado a doença em Hugo Chávez. Estranho é que Fidel Castro, a menos de 200 km dos EUA, até hoje não tenha morrido, estando tão mais próximo e vulnerável. Sr. Maduro, o sr. considera o seu povo um bando de idiotas que acredita nas suas palavras?
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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INGÊNUOS OU IMBECIS

Ao acusar, publicamente, os “gringos” norte-americanos de terem contribuído para que Hugo Chávez fosse acometido de câncer, Maduro, ex-chanceler, indicado “democraticamente” para suceder o “grande chefe bolivariano”, atesta, com firma reconhecida, a que ponto chegou o nível de ingenuidade do povo venezuelano.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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DEMAGOGIA
 
O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os EUA de serem os responsáveis pela doença de Hugo Chávez. Quando as coisas não vão bem num país, os políticos demagogos sempre se utilizam de verborragia barata para encobrir a má gestão de seus governos. Na realidade, o legado de Hugo Chávez não foi o mais elogiável, uma vez que na Venezuela, durante seus mandatos, implantou uma política essencialmente paternalista, submetendo a população do país a uma dependência quase que total do Estado bolivariano. A riqueza do petróleo, segundo analistas renomados, não foi utilizada de forma adequada para tirar o país do estado de pobreza, uma vez que não houve investimentos maciços em infraestrutura, em tecnologia, em educação, em moradias, etc., pilastras fundamentais para o desenvolvimento de um país. Essas falácias de políticos que culpam terceiros pelos fiascos de seus projetos de governo são retrógradas, ultrapassadas e não convencem mais ninguém.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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NOVO CAPÍTULO?

Sinceramente, não entendi a declaração do governo americano reproduzida pelo “O Estado”. Segundo a nota, os EUA “seguem comprometidos com políticas que promovam os princípios democráticos, o Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos”. Ora, os militares americanos atiram em civis inocentes no Afeganistão e no Iraque (ao que tudo indica por hobby) e os EUA mantêm o único tribunal de exceção (Guantánamo) do Ocidente, só conhecendo paralelo nos tribunais do crime organizado. Será este o novo capítulo que o governo americano deseja que a Venezuela inicie? Num bom inglês, “no, thanks!”.

Paulo Roberto Pedrozo Rocha philia_pr@yahoo.com.br 
São Paulo

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ETERNO PODER

Quis ser eterno no poder,  conseguiu... o sono eterno diante da letal doença. Deixa seu legado, a começar pelo igualmente fanfarrão Nicolás Maduro, que mostra toda a sua imaturidade em seu primeiro pronunciamento, ao atacar os Estados Unidos. Pobre Venezuela. 

Gattaz Ganem gattaz@globo.com 
Carapicuíba 

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A TURMA DO CHÁVEZ

Sem limites para as elucubrações ideológicas Maduro segue os passos de seu “guru” ao acusar os Estados Unidos de serem os responsáveis pelo câncer de Chávez e, consequentemente, pela sua morte. Benza Deus, que escola maldita foi deixada por Hugo Chávez, digno filhote de Fidel tanto quanto são Cristina Kirchner, da Argentina, Evo Morales, da Bolívia, Lula/Dilma, do Brasil, Rafael Correa, do Equador, José Mujica, do Uruguai, Fernando Lugo, ex-presidente do Paraguai, Daniel Ortega, da Nicarágua, Ollanta Humala, do Peru. A América Latina de hoje é produto de um trabalho forjado por Fidel Castro,  Lula  e o PT ao criarem o Foro de São Paulo em 1990 para discutirem alternativas outras às políticas neoliberais dominantes no continente, e para promover a integração econômica, política e cultural da região. Foi um projeto de tomada do poder que deu muito certo, pois obtiveram sucesso nos seus propósitos. Mas no que tange à economia, Chávez levou a Venezuela ao caos econômico, além de ter de sustentar Cuba com seu petróleo. Cristina está a andar sobre ovos, tantas são as suas mazelas. Lula e Dilma também estão colhendo os frutos da má gestão, o pibinho é o filho indesejado que nasceu de ambos em 2012 e que não dá para ser escondido dentro do armário, como bem desejaria o padrinho Mantega. Ah, se o marco regulatório já estivesse em vigor, esse pibinho teria sido abortado! Moral da história: não basta saber chegar ao poder, há que ter competência para governar!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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A HISTÓRIA SE REPETE

Deus precisa voltar urgente ao Brasil para dar fim ao Foro de São Paulo. Afinal, esquerdistas são tão ruins de ideias que copiaram na íntegra o Brasil com a morte do Tancredo.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

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POVO
 
Embora este seja um momento triste para alguns  venezuelanos, foi preciso que o povo fosse para as ruas exigindo que não mais os fizessem de bobos para que mostrassem a real situação do caudilho Chávez. Em menos de uma semana o fato foi consumado e a mentira foi desfeita: Chávez morreu! Essa é a força do povo, que já se manifestou em outros países autoritários no mundo, impedindo que farsas não perdurem eternamente. Que não haja outros golpes contra este povo...
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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DO JEITO QUE O DIABO GOSTA

Quando o ministro Gilberto Carvalho vociferou que “o bicho vai pegar” e, logo após, em solenidade de inauguração do Museu de Arte do Rio (MAR), a presidente Dilma afirmou que em eleição se pode “fazer o diabo”, com um entusiasmo que o tinhoso deve ter se sentido cooptado pela dama de vermelho, o bicho pegou e a alusão entusiasta da presidente começou a fazer efeito na Venezuela. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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NOVA FASE

A América do Sul extirpou um dos tumores que a corroíam! Que venha agora a verdadeira democracia venezuelana!
 
Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 
Porto Feliz

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QUEM FOI BOLÍVAR

Com a morte de Hugo Chávez, que sempre se dizia inspirado em Bolívar para ter criado ainda no começo deste século o termo “socialismo do século 21”, muitos leitores do “Estadão” devem estar se perguntando quem foi Bolívar e qual a sua importância para a América Latina. Quem nos responde a essa pergunta é o seu biógrafo que na década de 80, mais precisamente em 1987, na coleção “Os Grandes Líderes”, assim resume a sua trajetória: “Em 1805, um rico e elegante jovem venezuelano, enquanto contemplava Roma, o berço das ideias republicanas, pronunciou um juramento solene, comprometendo-se a libertar sua pátria do jugo colonial espanhol. Quase 20 anos depois, em 9 de dezembro de 1824, o sonho do jovem tornava-se realidade. Na batalha de Ayacucho, as forças revolucionárias americanas derrotavam definitivamente os exércitos de Fernando VII da Espanha, e o nome do jovem ecoava por todo o continente sul-americano como símbolo da vitória: Simón Bolívar, El Libertador. Nascido em uma das mais abastadas famílias da Venezuela, Bolívar teve formação típica para um jovem de sua classe social. Entretanto, influenciado pelos pensadores da Ilustração e pelo ideário romântico em voga no início do século 19, sua visão ultrapassou as fronteiras de classe e de país, tornando-o um dos principais arquitetos da revolução emancipadora americana. Embora nem todos os seus projetos tenham se concretizado, pois Bolívar chegou a presenciar o esfacelamento de seu ideal pan-americannista, sua figura é ainda hoje um exemplo para as nações do continente que ainda sofrem as consequências dos séculos de domínio colonial”.

Dennis Wepman perer80@globo.com 
São Paulo

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POPULISMO

Com a morte de Chávez e o definhamento de Fidel, resta só o Lulincoln para sustentar o populismo na América Latina. Vai deixar pra Dilminha?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo
  
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HUGO CHÁVEZ E A ESQUERDA
 
Perde a esquerda radical brasileira um de seus mais lídimos representantes e ídolos, Hugo Chávez. Teve méritos e deméritos, inclusive o de desabastecer o país e de opinar por políticas do tipo congelamento e outras coercitivas e que estão completamente fora do contexto econômico desejável e eficiente. Entretanto, a sua morte, que não deve ser comemorada, mas respeitada, pode completar aquele quadro desejável de que posições como esquerda e direita devem ser postas de lado, em nome de realizações endereçadas aos benefícios sociais, especialmente ao desenvolvimento e aumento de empregos. Porque a boa ideologia é aquela que interfere na sociedade de modo a torná-la mais igualitária e mais servida de benefícios. Com a morte de Hugo Chávez, o quadro ideológico latino-americano mudou e sofreu alterações sensíveis.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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BOLIVARIANISMO

Seria bom para a Venezuela e para a América do Sul se, com a morte de Chávez, fosse sepultado este famigerado e vil instrumento de manipulação de massas chamado bolivarianismo. Sem direito a exumação.
 
Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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AMÉRICA LATINA

De todas as teorias criadas para o sucesso da América Latina, só uma tem grande chance de sucesso, a do desenvolvimento. O desenvolvimento do câncer.
 
Celso Ribas Guaycuru de Carvalho crgc22@gmail.com 
São Paulo
    
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LEGADO POPULISTA

Getulismo, peronismo, chavismo ou lulismo. O que há de comum entre estes fenômenos sociais é que são regimes populistas que aos poucos destroem as instituições e acabam por sucatear o Estado. O resultado disso é o aumento real da pobreza por efeito multiplicador. O governo Dilma, por exemplo, tem números muito ruins em termos de desenvolvimento e administração. No seu primeiro ano de mandato, ela cortou R$ 20 bilhões do Orçamento, que deixaram de ser investimentos. Na contrapartida, o Bolsa-Família vai consumir R$ 23 bilhões. Os regimes populistas devem ser vistos como um fator de direito, mas também não podem se pautar pela administração temerária. Como os verdadeiros atos e números de um governo só aparecem quando ele acaba, o mundo poderá ver a realidade da Venezuela depois de Hugo Chávez, e o Brasil depois de Dilma, que espero que saia pelas urnas.
 
Roberto Cabral cabralhoje@bol.com.br 
Maringá

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PAGANDO  O  PATO

Com a  morte de Hugo Chávez, o pobre brasileiro que paga impostos, produz e trabalha, vai também pagar o pato. Com a perda da cota da Venezuela, o nobilíssimo coração de Dilma Rousseff obrigar-se-á a dobrar a  mesada de Fidel Castro.
 
Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte
    
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LATINO-AMERICANO

De acordo com os conceitos de Dilma, apesar de minha família viver no Brasil há mais de 200 anos, eu não sou latino-americano. A morte de Chávez, para mim, não ardeu nem fedeu.

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br
Monte Santo de Minas  (MG)

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OLHANDO PARA A FRENTE

Com Chávez se foi o espelho retrovisor da tábula rasa.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com   
São Paulo

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A FILA VAI ANDAR?

Chávez, dictador en Venezuela, se murió. Na América Latina há vários outros ditadores que só se preocupam em “aparecer”, fazendo discursos de horas cheios de besteiras. São ególatras, midiáticos e só se preocupam com eles mesmos. 

Mário A. Dente dente28@gmail.com
São Paulo

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CHÁVEZ

Vocês sabiam que a Venezuela teve 16 referendos e eleições nos anos Chávez? E que elas foram aprovadas por todos os observadores internacionais, incluindo Jimmy Carter? E que os EUA compram quase 50% do petróleo da Venezuela? E que a Venezuela é a 3.ª colocada como responsável pelo nosso superávit comercial? E que detém a maior reserva mundial de petróleo? Sim, senhores e senhoras: maior do que a Arábia Saudita! Isso não aparece na imprensa! “Adiós, Chávez!”

Mauricio Nardi Jr. mauricionardi@hotmail.com
São Paulo

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ADMIRADOR

Sempre fui admirador de Hugo Chávez, principalmente quando dizia  que os americanos usam dois tipos de Direito e Justiça, principalmente em relação a Israel. Foram os americanos que impediram a criação do Estado Palestino. Deus é grande.

Jorge Bernaba Jorgebernaba@gmail.com
Araçatuba

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O FUTURO DA VENEZUELA

Enganam-se aqueles que pensam que dias melhores virão para a nação venezuelana com a morte de seu líder Hugo Chávez. Sua figura simpática para as massas, com um discurso antiamericano e anticapitalista, nada mais era que a fachada de um mal intencionado populismo, cujas ações agrediram a democracia a fim de que seu grupo se perpetuasse no poder. Seu carisma continuará por décadas no coração do povo venezuelano, assim como fez o peronismo na Argentina, que sempre levou a maioria incauta ao erro de eleger oportunistas salvadores da pátria. O resultado para as nações que escolheram este caminho é conhecido: instabilidade econômica, cerceamento das liberdades e colapso institucional, com a sempre submissão do Parlamento e da Justiça ao Executivo. Mas as ações de Chávez foram além ao exportar seus métodos para alguns países da América Latina, minando a recente e frágil democratização da região. E o Brasil, que poderia ter tido uma ação mais contundente contra o chavismo, nada fez para fortalecer os direitos humanos e a liberdade. Ao contrário, tratou com ironia situações como aquela da greve de fome por um dissidente cubano. Fica então uma pergunta: qual potencial tem o atual governo brasileiro em desestabilizar as nossas instituições? Será que o tal controle da mídia que querem implantar é só conversa para boi dormir? E a ação penal 470? Enquanto nosso povo não entender que  a alternância de poder é fundamental para a democracia, vamos ter de conviver com a insegurança das intenções de nossos “perpétuos” governantes esquerdistas e populistas, até que Deus os leve...

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br 
Marília

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VENEZUELA ‘LIBRE’

Lo chavismo morrió. Viva Venezuela libre!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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CALOU-SE

...e Hugo Chávez se “callo”...
 
Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com 
Avaré

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SEM DEMAGOGIAS

Qualquer perda humana deve ser sentida, porém, a saída de Hugo Chávez da política venezuelana e mundial é um alento para quem acredita em democracia e sabe que assistencialismo barato só leva a ruína. A Venezuela tem níveis de violência piores do que qualquer outro país da América do sul; não existe indústria, que faliu ou foi confiscada; e os serviços sofrem pela queda no consumo, ninguém investe lá pois não há segurança jurídica. O Brasil se beneficiou de Chávez, porque eles não produzem mais nada, com até mesmo a agricultura extremamente subdesenvolvida, por isso exportamos tudo para eles. Lula aceitou uma ditadura no Mercosul por questões de mercado... no mínimo irônico. O que sobrou da Venezuela hoje é só petróleo e hipocrisias, nada mais, esse é o legado de Chávez, e não sejamos demagogos, agora que ele se foi.

Rodrigo Bruno Nahas rodribnahas@hotmail.com 
São Paulo

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O DISCURSO DE DILMA

Frustrante e lamentável o pronunciamento de nossa presidente, dizendo que o ditador Hugo Chávez era um “grande amigo” do povo brasileiro. Pode ser amigo dela e da turma do PT, mas nunca um ditador poderá ser amigo do nosso povo. E se Fidel vier a falecer durante seu mandato, o que nos aguarda? Um feriado nacional ou três dias de luto?
  
Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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AMIGOS

O PT perdeu um grande amigo: Hugo Chávez. Mas não deve ficar triste porque ficaram outros: Fidel Castro, Evo Morales, Rafael Correa e Mahmoud Ahmadinejad. Que tropa!
 
Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br 
Ribeirão Preto
     
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PÊSAMES

Com toda a certeza, a mensagem da presidente foi única e exclusivamente em nome do PT. O Chávez, no nosso pensamento, foi um líder comunista que só se beneficiou utilizando a mesma postura do PT, que é nossa grande preocupação: aos amigos, tudo; aos adversários, nada.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br 
São Paulo

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E A FILA ANDOU

De novo e mais depressa. Barbas e bigodes de molho.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br 
Santos

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LUTO OFICIAL

Presidenta Dilma, Vossa Excelência permita perguntar o motivo do luto oficial de três dias declarado no Brasil pela morte de Chávez. Por que a nossa representante não declara luto oficial pelos famigerados que este regime desgraçou? 
 
Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com
São Paulo

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DESRESPEITO

É uma falta de respeito a decretação de luto por três dias, conforme ato da presidenta Dilma, pelo falecimento do presidente da Venezuela. Quando muito uma mensagem de condolências e olhe lá.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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POR UM MUNDO LIVRE E JUSTO

A “presidenta” beira o ridículo ao decretar luto oficial pela morte do caudilho venezuelano Hugo Chávez. A situação é característica das ditaduras: o governante só saiu porque morreu, a exemplo de Stalin, Kin Jong-il e Hitler. O líder ditatorial que arruinou as instituições, perseguiu a imprensa, violentou dissidentes e arrasou a economia merece luto do governo brasileiro? Uma vergonha sermos governados por um partido que se alinha a um sanguinário como Chávez. O fim do chavismo é motivo para comemoração para os que desejam um mundo livre e justo.

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com 
São José dos Campos

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‘PERDA IRREPARÁVEL’

Dona Dilma, rápida como nunca, poucas horas após a morte do “cumpanhero” Chávez, veio a afirmar que sua (do Chávez) perda é irreparável. Faltou esclarecer a quem ele era  tão importante e por quê.

Geraldo Alaécio Galo ggalo10@terra.com.br 
Guarulhos

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BRASILEIROS

A tristeza da Dilma e do Lula em relação ao Chávez é só deles, não de todos os brasileiros.
  
Lia Junqueira lia.junqueira@hotmail.com 
São Paulo

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EM NOME DE QUEM

Como brasileira, cidadã, pagadora de impostos, peço que não fale deste ditador em nome dos brasileiros, como se toda a população concordasse com sua opinião. Hugo Chávez não será uma perda irreparável nem tampouco sua amizade pelo Brasil, como afirmou a presidente nos fará falta. Fale somente em seu nome e em nome de seu partido, que admiram ditadores autoritários, manipuladores, populistas, facínoras.
 
M. Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br 
São Paulo

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NÃO CHORO POR CHÁVEZ

Aproveitando enquanto ainda é possível dizer o que se pensa no Brasil governado pela nefasta dinastia lulopetista e sua corte, me permito discordar veementemente do hipócrita discurso “politicamente correto” de que nenhuma morte deve ser celebrada. Cada dia a mais de vida do qual tivessem gozado Hitler ou Bin Laden implicaria um dia a menos de vida para incontáveis inocentes. O sonho de Hugo Chávez não era o meu – antes pesadelo. Ele pode ter sido amigo de Fidel, Morales, Kirchners, Lula, Dilma & Cia., mas não meu. Ele, por meio da violência e da mentira que se utiliza da ignorância e que a perpetua, deixa um legado de tirania – eu, por meio da verdade aliada à sabedoria e ao conhecimento, sou um dos que buscam e defendem todas as formas de liberdade. Que chefe de Estado algum ponha palavras em minha boca – eu não choro por Chávez.

Breno Siviero breno@brenosiviero.com.br 
São Paulo

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TOMA QUE O AMIGO É TEU

“Toma que o amigo é teu”, dona Dilma, rasgue as vestes, cubra o rosto com cinzas, fique um minuto em silêncio por Chávez se quiser, mas, por favor, deixe o nosso pesar fora disso, ele (o pesar) não tem marco regulatório e ainda é de livre-arbítrio: o Brasil, que também é meu, não chora esse morto e nunca o teve como amigo, não senhor.

Stanislaw Cordeiro ratles2@hotmail.com 
São Paulo

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CHÁVEZ E O BRASIL

Dona Dilma disse que o falastrão venezuelano foi amigo do povo brasileiro? Não sei por quê. O que ele fez de bom e útil para nossa nação e para o nosso povo? Não nos inclua neste seu discurso demagogo e eleitoreiro, já que mais de 50% do povo brasileiro não votou na senhora, bem como, por certo, nunca aprovou os desmandos deste ditador que nos deixa tarde.  

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com
Taubaté

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HIPOCRISIA ZERO

Sem sentimentalismos: Felizmente o planeta se viu livre desse tirano chamado Chávez. Tomara ele puxe a fila para levar outros que “ainda” ficaram por aqui semeando mentiras, maldade, ódio, inveja e muita corrupção. Assim seja.
 
Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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VONTADE DIVINA

Obrigado Deus, bendita seja a Tua vontade!
 
Sergio Diamanty Lobo  diamanty18@gmail.com
São Paulo

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UMA CUBONA

Com relação à extensa cobertura dos eventos associados à morte do presidente Hugo Chávez, minha percepção é de que há uma enorme lacuna nas análises. Imaginem se há 15 anos tivesse assumido a presidência venezuelana um estadista, no sentido mais amplo e rigoroso dessa palavra, sua primeira providência seria determinar que os objetivos primaciais do país passavam a ser o aproveitamento dos recursos financeiros oriundos do petróleo para transformar a Venezuela em um país como o Chile em médio prazo – 5 a 10 anos – e, subsequentemente, transformá-la em uma Espanha em longo prazo – digamos em 10 a 20 anos. Isso seria possível com visão de estadista, preparo intelectual e excelência gerencial, associados à riqueza dos recursos naturais e uma população relativamente pequena. Nesse caso, estaríamos no limiar de ter, na América do Sul, na atualidade, seu primeiro país desenvolvido. Na situação atual, o que temos? Uma Cubona (para não dizer um Cubão, que não soa muito bem!). Minha pergunta desafiadora ao “Estadão”: onde estão os analistas, os intelectuais, com potencial para agregar valor à realidade sul-americana? Será que devo refletir sobre integridade intelectual, política, ideológica e ética? Ora que Disraeli vá à favas. Devo perguntar, reclamar e buscar explicação.

Isabel Krause dos Santos Rocha Souto souto49@yahoo.com 
Brasília

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CHÁVEZ E A MÍDIA BRASILEIRA

Tudo normal, quanto à grande repercussão na mídia, em relação à morte de Hugo Chávez. Todos divulgam sua biografia, suas relações com os fatos históricos locais e internacionais. Agora, além dos elogios de quase todos a alguém recém falecido, deveriam apresentar também os fatos negativos (e foram muitos!) de sua vida de caudilho. Não sou de criticar a mídia (ao contrário). Mas queria fazer uma observação, especificamente sobre os televisivos da Rede Globo. Ao noticiar a morte de Chávez, tomaram depoimentos de diversas pessoas, jornalistas e historiadores, como o Demétrio Magnoli que expôs com seriedade e isenção, todos os fatos da vida do Chávez (parabéns). No dia seguinte, mais propriamente no “Jornal Noje”, o noticiário só informou uma parte da vida e atos mais recentes do ex-presidente Chávez (ele não tomou posse). Senão, vejamos: foram dadas somente as informações “positivas” de suas ações. Ele “diminuiu a pobreza e acabou (?) com o analfabetismo”. Só. Neste jornal, nada se falou da quase convulsão social entre a população, devido ao desabastecimento, inflação de quase 30%, sucateamento da PDVSA, cerceamento do direito da livre expressão, controle da imprensa (censura, mesmo), perseguições políticas, controle quase total dos Poderes Legislativo e Judiciário, etc. Nem se fala de suas desastradas relações políticas externas. Demoniza os EUA, mas tem um comércio bilateral de mais de US$ 55 bilhões (maior exportador de petróleo para lá; e, de onde mais importa). São dez vezes o comércio Brasil-Venezuela. Por que essa vultosa relação comercial com o “diabo”? Acho que a imprensa livre brasileira tem de apresentar todos os fatos: sejam positivos, sejam negativos.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com 
Cunha

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RESPEITO

Hugo Chávez, morto aos 58 anos, não deve ser endeusado nem demonizado. É um erro que se faça um fla-flu ideológico com a sua morte. É um fato inegável que o seu governo fez muitas coisas boas para o povo venezuelano e para a Venezuela, sobretudo para os mais pobres. Assim como também é verdade que ele cometeu erros e buscou perpetuar-se no poder, como bom caudilho. Entendo que o seu saldo seja positivo e que ele mais acertou do que errou, além de ter estado sempre ao lado do povo venezuelano, contra as oligarquias exploradoras, corruptas e dominantes de sempre, as grandes responsáveis pelo atraso da América Latina. Foi um lutador corajoso e merece o nosso respeito.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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CHÁVEZ E CHORÃO 

No mesmo dia, 5 de março, o mundo perde um “demônio careta” e um “anjo maluco”.
 
Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br
São Paulo

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COMPARANDO

Chorei mais com a morte do Chorão do que com a do Chávez. Chávez perdeu uma grande oportunidade de fazer bem ao povo venezuelano, com o seu orgulho e se sentindo poderoso sucumbiu-se. O poder  lhe cegava os olhos!
 
Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

Recentemente o governo decidiu ampliar o programa Bolsa Família para garantir uma renda mínima per capita de R$ 70, com o único objetivo de enquadrar todos beneficiários do programa no critério da ONU, que considera quem dispõe desse valor mensal está fora da miséria absoluta. Em alguns casos, o aumento será irrisório e visa apenas à estatística. Agora vem o governo afrouxar a exigência de conhecimento de línguas para seleção de bolsistas do programa Ciência Sem Fronteiras que pretendem estudar na Alemanha, França, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Itália. Isso porque o governo só atingiu até janeiro 22% da meta do programa. Ou seja, o governo vai dar um jeitinho de atingir 100% da meta e dizer que o programa é um sucesso. Só que mandar um estudante para um país estrangeiro sem falar a língua do país, só para mostrar resultado estatístico, é jogar nosso dinheiro fora e mais uma farsa deste governo.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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PUXADINHO

O Ciência sem Fronteiras é apenas um “puxadinho” do PAC, uma enganação eleitoreira com dinheiro público.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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A TRUCULÊNCIA DO MINISTRO

Ao mandar um repórter de “O Estado de S. Paulo” “chafurdar no lixo, como você faz sempre”, o ministro Joaquim Barbosa revela sua verdadeira feição: apesar de ter um registro de agressão física à mulher em seu prontuário policial, o que provocou resistência à sua nomeação pela então ministra Ellen Grace, entendeu-se que esse fato não enodoava sua ilibada reputação; é o único ministro que não recebe advogados em seu gabinete; o ministro Marco Aurélio os recebe até nos corredores; ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), continua sendo um promotor de justiça cuja boca ficou enviesada pelo hábito da acusação; suas ombradas deselegantes e incompatíveis com a liturgia da Corte, com colegas ministros, foram presenciadas várias vezes por meio da TV Justiça. É certo que sua conduta no processo do mensalão foi incensurável, mas isso – e a badalação nacional que granjeou pelo simples cumprimento de uma obrigação – não lhe dá o direito de exacerbar seu caráter de ministro truculento. 
   
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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O TROCO

O ministro Joaquim Barbosa, num rompante de exasperação, mandou um repórter do “Estadão” “chafurdar no lixo, como é do seu costume”. Não podemos tirar a razão dele. Durante o julgamento do mensalão, não foram poucas as matérias publicadas com tons críticos a Joaquim Barbosa. O ministro não é um homem destituído de inteligência e consegue ler nas entrelinhas de leads sutilmente maldosos. Mesmo agora, que jornal tratou de procurar juristas para criticar o presidente do Supremo Tribunal (STF), quando se sua crítica ao sistema penal brasileiro? Que jornal ouve e publica reiteradamente o condenado José Dirceu? Colhe-se o que se planta. Todo o mais faz parte da velha tática petista de se falar o que quer e fazer-se de vítima ao receber o troco merecido. Quem entrevista Dirceu chafurda mesmo no lixo.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis 

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LAMENTAR É O QUE RESTA

Sempre tive enorme respeito pelo ministro Joaquim Barbosa. Havia, inclusive, aplaudido sua coragem em afirmar a dificuldade que se tem em processar poderosos. Eu mesmo vivo este dilema em processo que se arrasta. Agora, diante da reação dele ao jornalista do “Estado”, muita da minha admiração se perdeu. Tenho, como ele, dores crônicas nas costas, há mais de 30 anos. Lesão séria. Nem por isso jamais destratei quem quer que seja, mesmo tendo, sob minha responsabilidade, classes com mais de 50 alunos, muitos dos quais deveriam mesmo ocupar-se destes afazeres que recomenda ao jornalista no exercício de seu trabalho. Que pena! Lamentar é o que me resta.

José Antonio Carlos David Chagas davidchagas@terra.com.br 
Rio Claro

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JUIZITE

A grosseria gratuita do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, contra um repórter, confirmou a minha convicção de que a melhor forma de conhecer uma pessoa é dando poder a ela. Além de dores na coluna, pelo visto, o ministro parece padecer também da famigerada “juizite”, que ataca grande parte da magistratura brasileira e cujos sintomas são irritação, rispidez, autoritarismo e prepotência.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com 
Belo Horizonte

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MAU EXEMPLO

A atitude do ministro Joaquim Barbosa, ofendendo o repórter do “Estadão”, não condiz com a magnitude do cargo que ocupa. Num país que ainda engatinha para a democracia plena, esse é um péssimo exemplo.
 
Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br 
Ribeirão Bonito

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APOIO

Lamentável o episódio que envolve o ministro Barbosa. Entretanto, como cidadão, manifesto aqui meu apoio ao ministro, e espero que façam o mesmo, afinal, ele está no crédito, tem feito o que há muito tempo não vemos no País. O melhor e mais importante jornal do País, da América Latina, quiçá do mundo não deve macular a imagem desse brasileiro que, apesar de toda a pressão sofrida, vem se mantendo dentro dos parâmetros mais que aceitáveis para uma autoridade neste país onde corrupção e desvios vêm sendo a palavra de ordem. 

Paulo Roberto prv3@uol.com.br 
São Paulo

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TEATRO

Quem diria hein, sr. ministro Barbosa, a Nação toda estava orgulhosa de ter uma pessoa como o senhor no Supremo, e agora o senhor dá uma dessas? A imprensa já pode ser dispensada, o senhor nada mais representa, o pano caiu, pode terminar o espetáculo e fechar o teatro.

Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br
Suzano

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CHAFURDANDO...

Joaquim Barbosa parecia tão tranquilo na foto com a nova namorada de 24 anos e, no dia seguinte, perde a compostura de forma tão grosseira. Uma pena, pois estava indo muito bem...
 
Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br
São Sebastião

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AUTORIDADE
 
Se quem tiver dores lombares como o sr. presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, pode sair mandando as pessoas chafurdarem (chiqueiro, lamaçal, porcos se esponjam), eu já estaria preso, pois tenho problemas de coluna. Acho mesmo é que ele brigou com a nova namoradinha, a Sta. Handra.
  
Mauro Roberto Ziglio mrziglio@hotmail.com 
Ourinhos

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CHAFURDAR: VERBO TRANSITIVO INDIRETO

Revolver-se em lamaçal. Expressão mais do que gramatical. Colóquio de um cansaço seguido de muitas dores advindas de uma mesma coluna vertebral. Impropérios publicados além de uma mídia virtual. Lixo verbal. Mácula comportamental. Atoleiro derradeiro. Imprensa livre frente ao mesmo chiqueiro. Verso além de uma prosa. Versão além de uma manchete de jornal. Vergonha publicada pela mesma verborragia nacional. Porcos em nada suínos. Pedidos de desculpas repicados em sinos sem badalos. Calos de uma língua mais do que indecorosa. Até Vossa Excelência, ministro Joaquim Barbosa? Fere-nos a vossa repulsão mais do que melindrosa. Fere-nos a vossa impaciência em nada gentil. Fere-nos diante da liberdade deveras suprema em nosso Brasil. Fere-nos a ofensa da indelicadeza nem sempre saturada. Fere-nos enquanto filhos e filhas de uma mesma pátria deveras mais do que letrada. Todavia, feridas se cicatrizam além de um tecido epitelial. Todavia, jornalistas igualmente merecem a dignidade mais do constitucional. Todavia, frases impensadas revelam muito mais do que um minuto de intolerância institucional mais do que togada. Todavia, “vai chafurdar no lixo” é mais do que um pleonasmo diante da mesma frase mais do que infeliz. Todavia, continuamos aprendizes dos bons costumes em mais de uma lição de giz. Por hora, nem um apagador na mão, nem um mata borrão. Por hora, nem um quadro negro, nem uma lição decorada. Por hora, apenas uma chamada oral. Por hora, apenas um desvio comportamental. Por hora, muito menos do que a presidência de um único Supremo Tribunal Federal. Por hora, apenas uma opinião de quem faz da poesia a extensão da literatura brasileira cultivada em letras sem ponto final. Por falarmos (e escrevermos) a palavra hora, está passando da hora de revermos e reavermos a nossa esquecida cordialidade republicana. De resto, abóboras aos porcos verdadeiros. Quem nos livra dos próximos atoleiros? Lixo vai, lixo vem e continuam a nos mandar “chafurdar” nos mesmos paradeiros. Concerta-te e corrija-te Brasil! Ainda há tempo... Ainda há espaço. Mesmo diante de mais de um “cansaço”. Nervos nem tão de aço. Paçoca de um mesmo pilão. Ossos de mais de um ofício. Percalços de mais de uma profissão. Aos estressados, recomendamos: Que tal umas férias ou uma dose de tolerância três vezes ao dia? Aos incomodados, sugerimos: Que tal uma pitada da salgada e descabeçada democracia? Não vamos confundir bacalhau com colher de pau. A Semana Santa já passou. A colher de pau mais de um caldo quente já engrossou. Quem comeu? Quem beliscou? Quem destemperou? Quem provou e não gostou? Chafurdar: verbo transitivo direto... Quem conjugou? Nós apenas assinamos por quem nesta opinião da rima livre mais de uma vez se utilizou. Captou? Câmbio, o poeta desligou!

Airton Reis airtonreis.poeta@gmaiil.com
Cuiabá
 
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DIREITOS HUMANOS

Parece-me que não é só durante a eleição que os petistas fazem o diabo. Permitir que um racista e homofóbico presida a Comissão dos Direitos  Humanos é instalar o caos neste país, e caos é coisa do diabo. Um pensador japonês de nome Mokiti Okada diz que “religiões egocêntricas, fechadas, que não mantêm relações com outras e que se isolam socialmente, também não são dignas de confiança. A fé verdadeira não prejudica a lucidez e, ao mesmo tempo, desenvolve a consciência de que sua missão é salvar a humanidade”.
 
Gislaine Perpetua Roberto gi.roberto@hotmail.com 
São Paulo

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IGNORÂNCIA

Vá lá, esses políticos e seus conchavos não têm jeito mesmo. Por mim, podem indicar qualquer um para essas tais comissões, que afinal de nada servem. Porém deveriam ter algum cuidado com o nível cultural e também com a ignorância dos indicados. Num país com a miscigenação que ocorre no Brasil, dizer que “descendentes de africanos são amaldiçoados”, como teria dito Marco Feliciano, é sinal de uma profunda e arraigada ignorância, se não bastasse a homofobia. “Neste país” somente um exame de DNA conduzido por cientistas muito especializados poderia dizer se uma pessoa branca não tem ancestrais africanos. E tudo isso pode ser bobagem, se considerarmos que a humanidade começou na África – portanto, somos todos “descendentes de africanos”.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo

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MEDO

Eu começo a ter medo! Pastor Marco Feliciano é indicado oficialmente para presidir a Comissão de Direitos Humanos no Congresso. Assim começou o holocasto.

Roberto Moretti Bueno robmoretti@terra.com.br
São Paulo

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