Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

12 Março 2013 | 02h09

ENCHENTES EM SÃO PAULO

O prefeito avestruz

Temporais diários, carros boiando nas ruas e avenidas, queda de energia atingindo todos os bairros, medo, prejuízos incalculáveis. E o alcaide dos petistas por onde anda? Nada tem a falar aos paulistanos? Pelo jeito, além de Lula, presidente adjunto, vamos ter de conviver com Fernando Haddad, o prefeito avestruz.

ELIANA PACE
pacecon@uol.com.br 
São Paulo

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Cidade submersa

Faz quase 70 dias que o sr. prefeito assumiu o cargo. Não está na hora de parar de reclamar e começar a trabalhar? Vamos deixar um pouco de lado a Controlar, as críticas ao antecessor, a São Pedro, e agir! Incrível como os petistas quando chegam ao poder só sabem reclamar. É herança maldita pra cá e pra lá, mesmo que a maldição tenha sido herdada de alguém do mesmo partido. Trabalhar, que é bom, ninguém quer...

LUIZ SERGIO DOS SANTOS VALLE
luizsergiovalle@gmail.com
São Paulo

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Críticas precipitadas

Serra renunciou e deixou os paulistanos, por quase oito anos, nas mãos de Kassab, que se preocupou prioritariamente em fundar o PSD, em vez de administrar a cidade. Serra foi governador por cinco anos e, segundo Alckmin, não fez nenhuma dragagem no Rio Tietê nesse período. As pessoas que insistem em não respeitar o soberano resultado das urnas querem que Haddad faça em três meses o que não foi feito em oito anos. Deixem o prefeito trabalhar em paz e o julguem ao término do seu mandato.

PAULO SERGIO FIDELIS GOMES
psf.gomes@ig.com.br
São Paulo

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Verdadeiro caos

Está nas mãos do governo do Estado e da Prefeitura nos cobrar IPTU, IPVA e muitos outros impostos. Caso estes não sejam pagos, movem-nos processos, com multas altíssimas, e o nosso nome vai para a dívida ativa. Em contrapartida, São Paulo está totalmente abandonada, terra de ninguém. Nestes últimos dias o caos se instalou na cidade: assaltos à mão armada, semáforos apagados, trânsito totalmente parado e muitos outros prejuízos para a população paulistana. O que vemos é o descaso das autoridades, que desapareceram. Diante disso nos sentimos verdadeiros idiotas pagando todos esses impostos, sem nenhum retorno. A população tem o direito de cobrar o que lhe é de direito. E se não atendida, não pagar esses tributos, questionando-os em juízo.

VALDIR SAYEG
valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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GOVERNO DILMA

Enganação

A presidente Dilma continua a enganar o povo. Diz que retirou alguns impostos dos produtos da cesta básica, mas não procedeu à devida correção da Tabela do Imposto de Renda. Logo, dá com uma mão e tira com a outra.

ANTONIO CARLOS F. RAINHO
caipiramoderno@ibest.com.br
São Paulo

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Cesta básica e inflação

O governo desonerou a cesta básica. O que ocorre na sequência: 1) O "mercado" cobra preços mais baixos dos itens beneficiados e, em princípio, "segura" a inflação - espera-se; 2) preços mais baixos estimulam a demanda e voltam a inflacionar o segmento aparentemente beneficiado; 3) finalizando essa sequência perversa, temos que a demanda artificialmente estimulada neutraliza a desoneração. Moral da história: o governo comprime sua própria receita e não resolve o problema; em compensação, "enrola" os trouxas, isto é, os eleitores. A manobra evidencia má-fé ou nossos "çábios" não são capazes de enxergar a inócua e atabalhoada desoneração?

ADEODATO DANTAS
aag.dantas@gmail.com
São Carlos

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Carro antes dos bois

A isenção de impostos federais em produtos da cesta básica é uma boa medida, só que deveria ser feita como parte de um planejamento maior e mais responsável. Isoladamente, e no início de uma precipitada campanha visando à reeleição, a iniciativa fica altamente suspeita. No meu entender, o correto seria primeiro enxugar o tamanho da máquina governamental, tornando-a mais econômica e eficiente, com redução de seus gastos ao mínimo necessário. Com o dinheiro economizado, mais os R$ 5,5 bilhões, valor de que se está abrindo mão neste ano com a isenção, se investiria pesadamente em educação e na melhoria de nossa infraestrutura. Uma vez resolvidos esses problemas urgentes e cruciais, estando o Brasil no caminho firme e saudável para um desenvolvimento sustentável e sem inflação, aí, sim, o governo poderia abrir mão de receitas. Lembro-me do caso de Puerto Rico, que para se tornar território americano, em 1959, teve de fortalecer sua economia sem ajuda dos EUA. Executou um plano chamado na época de como "levantar a nação pelos cadarços do próprio sapato". Temos de fazer o mesmo. Em vez de tomar decisões isoladas para quebrar galhos pontuais, deveríamos começar resolvendo o nosso maior problema: reduzir o peso e os gastos desnecessários de um governo inchado, perdulário e ineficiente. Assim o progresso viria fácil e o brasileiro que trabalha duro, de forma inteligente e honesta, se sentiria mais digno e realizado. É o Brasil com que sonhamos!

SILVANO CORRÊA
scorrea@uol.com.br
São Paulo

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Vangloriando-se de quê?

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista se vangloriou por o governo federal ter deixado de arrecadar R$ 46 bilhões em 2012 em razão da redução de impostos concedida a alguns setores da economia. Pergunto ao digníssimo ministro: o que significa esse valor diante de uma arrecadação que superou R$ 1 trilhão em tributos no exercício findo?

FRANCISCO ZARDETTO
fzardetto@uol.com.br
São Paulo

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CONTA DE LUZ

Redução da tarifa?!

Estou indignada, revoltada com essa mentirosa e hipócrita pretensa "redução da tarifa de energia elétrica"! Minha fatura AES Eletropaulo de fevereiro indica reajuste de 18,25%, "cf resolução homologatória n.º 1436/13 - Aneel 24jan2013". Não é para ter ódio mortal da presidenta desta republiqueta mentirosa? A quem recorrer? Minha aposentadoria foi ajustada em menos de 6%. E a tarifa? Ah, a tarifa!

SÔNIA CRISTINA SILVEIRA
scsilveira@gmail.com
São Paulo

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As 'bondades' de Dilma

Dilma mandou reduzir a tarifa das contas de luz em 20%. Maravilha! Mas ela dá com uma mão e tira com as duas. Agora, além da cobrança da tarifa de consumo, o governo inventou uma tarifa bandeira verde, ou azul, ou vermelha. A tarifa bandeira verde custa-nos 62% a mais, cobrada na nossa conta. E viva o PT!

RONALD MARTINS DA CUNHA
ronald.cunha@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

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UMA SOCIEDADE DOENTE

A atitude do rapaz estudante de Psicologia que simplesmente jogou fora o braço que decepou de um ciclista é o retrato do Brasil destes tempos. Os descasos com a vida a falta e o aviltamento de valores morais que diariamente estamos presenciando são reflexo da educação que a juventude vem recebendo dentro e fora de casa e do exemplo que estamos presenciando nas elites políticas e financeiras. A valorização de atitudes relacionadas com “quem ganha mais pode mais”, a falta de decência e de compaixão, o desprezo pela valorização da vida, as atitude vis no trato das coisas mais banais são consequência de um projeto de poder de um partido que começou com a bandeira da ética e se transformou no horror que estamos vivenciando no Brasil. Corrupção, roubos, assaltos, assassinatos, barbáries como a morte de Eliza Samúdio, tudo envolto no maior desprezo pela decência e na falta de civilidade que se observa nas cidades. O ódio às liberdades individuais, a glorificação de caudilhos, a incitação do ódio no campo e a complacência com os invasores de propriedades, o peleguismo dos sindicatos são parte do que se espalhou pela sociedade brasileira, onde até a falta de estudo e a esperteza são homenageadas. A sociedade brasileira está doente.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com 
São Paulo

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VIOLÊNCIA
 
Repugnante o comportamento do motorista embriagado que no domingo atropelou o ciclista, atirando o braço decepado da vítima no rio. A punição que lhe será aplicada, à luz do nosso frouxo Código Penal, será mais um achincalhe no nosso sentimento de justiça. Chama também a atenção o fato de que o criminoso é acadêmico de Psicologia, ou seja, um futuro profissional de saúde mental. 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br
Mogi das Cruzes  

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LEIS BRANDAS

O jovem de 22 anos, embriagado, que atropelou um ciclista na Av. Paulista, cujo braço foi arrancado, fora ter-se evadido do local sem prestar socorro, jogou no rio o braço do ciclista, tirando-lhe a possibilidade de reimplante. Foi típica atitude da maioria dos jovens de hoje. Além de terem uma educação totalmente permissiva, sem limites e respostas dos pais para prováveis atos inconsequentes, as leis brandas permitem que esses delitos ultrapassem o convívio familiar para o social. Este será mais um caso que vai engrossar as páginas da impunidade, porque duvidamos que esse jovem venha a ser punido pela imprudência e pelo descaso com a vida humana. O que esperam nossas autoridades para mudar nosso Código Penal da era das cavernas? Naquela época pelo menos se podia fazer justiça com as próprias mãos. Hoje a Justiça não age, não reage e não dá satisfação à sociedade que diz defender!
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br
São Paulo

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EPIDEMIA DE BURRICE

Existem casos em que, além da violência, há tanta burrice envolvida que as pessoas com um mínimo de inteligência chegam a se sentir agredidas. Assim aconteceu no caso do goleiro Bruno, em que toda a tragédia poderia ser evitada com um simples encaminhamento à Vara de Famílias, e, agora, com esse absurdo atropelamento de um ciclista na Avenida Paulista. Uma pessoa inteligente, por mais embriagada que esteja, não comete tamanha burrada. O álcool pode suprimir certas inibições e sentidos, mas não a ética tão profundamente ao ponto de a pessoa ignorar um braço decepado no seu parabrisas, e depois ainda jogá-lo fora. Temos aí, acima de tudo, um caso de burrice crassa.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br
São Paulo   

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AUSÊNCIA DE SOCORRO

O trágico atropelamento de um ciclista no último fim de semana trouxe a necessidade de se esclarecer a última determinação dada à Polícia Militar: não remover os feridos, devendo aguardar o Resgate. Aos vitimados em ocorrências privadas, como caracterizar a ausência de socorro?

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br
São Paulo

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CICLISTAS
 
Será que a Av. Paulista, a 23 de Maio, a Rebouças e outras similares são adequadas para o tráfego normal de bicicletas? São Paulo hoje, de uma maneira geral não é propícia para ciclistas. Antes de “liberar geral”, não seria conveniente estudar melhor e de uma maneira segura  indicar os  caminhos preferenciais a serem usados pelas bicicletas até que tenhamos construído ou demarcado vias exclusivas?

Carlos Otto carlosob@uol.com.br
São Paulo

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DEFENSAS OU GUARD-RAILS
 
A respeito do trágico acidente que envolveu motorista e cliclista na Av. Paulista, seria benéfico que doravante, na implantação de ciclofaixas, ou ciclovias, o poder público adotasse recursos mais adequados para a proteção do ciclista. Sabe-se que o uso urbano da bicicleta pressupõe ambiente civilizado, equilibrado e pacífico. Na falta dessas condições, talvez os espaços reservados aos ciclistas devessem ser protegidos com defensas ou guard-rails.

Paulo Camassa   paulocamassa@yahoo.com.br
São Paulo

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TRAGÉDIA

Independentemente do crime de domingo na Paulista, na cidade de São Paulo não dá para andar de bicicleta. Vai ser uma tragédia atrás da outra até todo mundo se conscientizar disso.

Antonio Carlos Ciccone cicconeac@hotmail.com
Cotia

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CHEGA DE BARBARIDADES!

Peço encarecidamente aos órgãos de imprensa em geral que não esqueçam os assassinos de ciclistas, pois isso não pode continuar do jeito que está. Matam por matar, aleijam por aleijar, e ainda alguns pais desses facínoras dão risada da desgraça alheia. Temos de mudar já essas penas e não soltar esses lixos humanos, pois são irresponsáveis e canalhas. Jogar parte do braço decepado num rio é caso para, no mínimo, prisão perpétua, se fosse num país sério seria pena de morte e num país árabe cortavam-lhe o braço no mesmo local e da mesma maneira. Só assim a impunidade que nos assola acaba, caso contrário vamos continuar assistindo a esses absurdos de uma mente sem nenhum calor humano ou respeito pelo outro? Chega de barbaridades e impunidades, cadeia mesmo que seja réu primário para essa pseudogente.

Antonio Jose G. Marques 
São Paulo

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CADEIA? INDENIZAÇÃO!

O motorista que atropelou  o ciclista foi encaminhado para presídio... Não adianta nada manter esse moço Alex Siwek preso! Devem deixar que trabalhe e seus ganhos para toda a sua vida ser divididos meio a meio para o moço que teve o braço amputado. Isso seria uma prisão perpétua para esse rapaz que tirou do outro a chance de melhorar na vida. Será o mais justo se Alex Siwek, adquirir um bem móvel ou imóvel e este fosse divido com o ciclista atropelado, que teve o braço arrancado e jogado num córrego. Cadeia é pouco, logo ele estará de novo nas ruas.

EDUARDO ZAGO jeduardozago@superig.com.br
Mauá

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CONCLAVE
 
Começa o conclave. Hoje já poderemos ter um novo papa. Os católicos acreditamos na intervenção do Espírito Santo e por isso rezamos, pedimos que essa intervenção se realize. Sua intervenção costuma ser suave e forte, já que age no coração dos cardeais eleitores. Essa oração não impede que cada um tenha suas preferências, a partir de seu ponto de vista e das informações de que disponha sobre a situação da Igreja e de seu funcionamento no dia a dia. Mas seja quem for o eleito, será o menos inconveniente, o menos inadequado, dentre os possíveis. A menos que o Espírito Santo queira dar uma demonstração extraordinária de sua presença e ação no conclave. Olhando de fora e humanamente, temos o mesmo problema que têm os cardeais eleitores: não sabemos bem quem escolher. Por essa razão, este, por aquela razão, o outro; pela necessidade desta parte da Igreja, um, pela perseguição que sofre em tal lugar, outro. E assim são muitos os possíveis eleitos, nenhum reunindo todas as condições que nos parecem necessárias. É por isso que rezamos para que Deus, que sabe muito mais que nós, intervenha – respeitando a liberdade de todos – de modo a ser eleito aquele que melhor desempenhará as funções de servo dos servos de Deus. Falando de modo geral, o papa deve ser um homem santo e competente. Deve cair bem ao povo e aos que mais diretamente deverá comandar, isto é, os bispos e cardeais. Após João Paulo II, que conquistou para a Igreja inumeráveis admiradores em todas as nações, e Bento XVI, que dela aproximou os intelectuais dos mais diversos países, talvez precisemos agora de um papa bom administrador, para pôr em funcionamento as riquezas do Concílio Vaticano II. Particularmente as novas estruturas organizativas, como, por exemplo, as prelazias pessoais, que podem dar uma agilidade e uma dinâmica bem ao encontro das atuais necessidades de especializar os apostolados da Igreja nestes tempos de nova evangelização. Trata-se de formar os leigos e as leigas de tal modo que se sintam Igreja e entendam bem que podem, e devem, a partir do lugar que ocupam na sociedade fazer o que faz a Igreja: catequizar, dar doutrina, formar as consciências dos amigos, parentes, colegas, etc. E que para isso não precisam de um mandato expresso de nenhuma autoridade, basta-lhes os direitos – e deveres – que como batizados têm. Que percebam que se trata de algo grandioso e revolucionário, muito mais e maior do que prestar um serviço ou outro à paróquia. Trata-se de lutar por si e pelos seus 24 horas por dia. Cada qual seguindo seu caminho, sua vocação cristã, nas circunstâncias em que se encontra. O santo padre Bento XVI é um teólogo, um professor, um intelectual. Essa a opinião unânime no mundo ocidental. No terreno na teologia e da doutrina realizou uma obra profunda e extensa, que será estudada por muitos nos próximos decênios. Cuidou muito bem de uma das dimensões da Igreja Católica Romana: a fé e a doutrina. Não foi um papa administrador, um executivo, mas um estudioso. Talvez isso tenha ajudado a sentir-se sem forças para continuar à frente da Igreja. O próximo papa talvez deva ser mais executivo do que estudioso – sem dispensar a santidade pessoal. João Paulo II aproximou-se disso. A tarefa é um difícil desafio, porque a Igreja é servida por muitos homens e mulheres que consagram sua vida a seu serviço sem receber em troca nem salário nem benefícios econômicos (como indenizações em caso de dispensa ou aposentadoria). A Igreja é uma instituição mais familiar do que outras, no sentido de que a lei maior que a rege não é o lucro, mas a caridade, que pressupõe a verdade e a liberdade responsável. Quero dizer com isso que a Igreja está nas mãos dessas pessoas que não têm um chefe que os pode despedir de uma hora para outra; que não têm direitos trabalhistas, embora tenham certa estabilidade de posto de trabalho. São da família e dedicaram boa parte de sua vida ao bem dela. Apesar dessas peculiaridades, penso que algo tem de ser feito no terreno administrativo da Igreja. Algo no sentido de profissionalizá-la. Eu diria até que precisa “desprofessonalizar-se”  para se profissionalizar-se. Isto é, alguns dos seus cargos devem ser ocupados por pessoas com competência profissional em economia, administração, arquitetura, psicologia, medicina, comunicação, etc., e não por clérigos ou pessoas que têm uma vocação religiosa no estrito sentido dessa palavra técnica: os que “professam” votos. Claro que os religiosos devem ter cargos e representantes com voz e voto nos temas que os afetam, que lhes dizem respeito. Por exemplo, no Dicastério (ministério; departamento) dos Religiosos. Os padres diocesanos, isto é, os que têm uma vocação específica, mas não religiosa no sentido técnico, no Dicastério dos Bispos. Os leigos devem ter seu lugar também. Por exemplo, a questão financeira não convém que seja tratada por padres, religiosos ou bispos, a esse título, embora possa haver um bispo como autoridade máxima na direção do órgão competente, mas ele deverá delegar a administração ordinária a leigos capazes e intervir para substituir ou contratar mais desses leigos quando julgar oportuno. No Dicastério dos Bispos, que cuida das dioceses e paróquias, deveria haver leigos, homens e mulheres, sendo ouvidos e podendo votar. Leigos de todo o mundo com salário e benefícios que lhes permitam manter a família. É óbvio que, por seu lado, todos os leigos devem manter os custos que essa profissionalização trará, obedecendo com mais rigor ao preceito do dízimo. Há países, como a Alemanha, onde o dízimo é lei civil e países como o Brasil, a sexta economia do mundo, onde os católicos não são generosos com o dízimo. A Igreja é jovem e sempre o será. Tem um enorme poder de renovar-se e o fará. Talvez tenha chegado a hora de fazê-lo na sua parte administrativa, não só nos aspectos financeiros, que são importantes, mas também estruturais. Refiro-me, por exemplo, às Prelazias pessoais, uma criação magnífica do Concílio Vaticano II, que não tem sido percebida como uma estrutura extremamente ágil, bem propícia para os tempos atuais e futuros. Alguns movimentos ou iniciativas apostólicas de épocas recentes acabaram por adotar estruturas clássicas assemelhadas às religiosas, isto é, com votos e ênfase na vida em comum, quando talvez pudessem trabalhar com mais eficácia com outra roupagem jurídica. Além desses movimentos e iniciativas, os ciganos, os apátridas, os refugiados por motivo de guerras civis, poderiam ter uma prelazia pessoal para atendê-los, em razão de sua peculiar situação e circunstâncias. Em suma: dado o recente e inusitado episódio da renúncia de um papa, penso que esse fato deve repercutir na estrutura administrativa da Igreja Católica. Essa estrutura precisa ser mais ágil, mais dinâmica, não pode depender da boa vontade de algumas pessoas sacrificadas e cheias de retidão, mas devem ser criados mecanismos que garantam eficiência e eficácia administrativa no dia a dia. Desde poder dispor dos cargos com muita maior liberdade do que até agora até sugerindo que o papa renuncie ao atingir 80 anos de idade e não possa ser eleito com mais de 75.

LUIZ ROBERTO DE BARROS SANTOS luizroberto.santos@gmail.com
São Paulo

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ELEIÇÃO DO NOVO PAPA

Sendo o Brasil o país com maior contingente de católicos apostólicos romanos, nada mais justo que o novo papa seja brasileiro. Ainda mais tendo as qualidades do nosso cardeal dom Odilo Scherer.

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt2@yahoo.com.br
São Paulo

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UM PAPA BRASILEIRO?

Seria grandioso se o sucessor de Bento XVI fosse um papa brasileiro. O religioso seria muito bem recebido em julho, no Rio de Janeiro, durante a Jornada Mundial da Juventude Católica. É uma decisão difícil pela qual torcem os religiosos do País.
 
José Ribamar Pinheiro Filho  pinheirinhosb@gmail.com
Brasília

DOM ODILO
    
Na  ampliação da nossa competitividade de vermos outorgado um papa brasileiro, vale lembrar que nossa população é quase toda católica apostólica romana, a maior do mundo.  Para satisfazer a demanda de uma globalização da Santa Sé  temos a respeitável figura de dom Odilo Scherer a nos representar condignamente.

Fernando Averbach reginalili@yahoo.com
São Paulo 

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DE OLHO NO VATICANO

A nossa população, formada em sua maioria por cristãos adeptos ao catolicismo, inicia a semana na expectativa de que o novo papa, a ser anunciado seja o brasileiro dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo. E por que não?! Se no Brasil se concentra o maior número de fiéis católicos do mundo, nada mais justo que os 115 cardeais confirmem, e pela primeira vez em séculos, um papa verde-amarelo...  Dom Odilo, sendo um cardeal culto, com reconhecida capacidade de liderança e conhecedor das dificuldades que a Igreja Católica vem enfrentando nestas últimas décadas, poderá como possível sumo pontífice angariar apoio para grandes transformações no seio da Santa Igreja.  E uma das principais mudanças, até para motivar e recuperar a presença mais numerosa de fieis nas igrejas, seria o de aposentar esse modelo de missas engessadas e enfadonhas. Ou seja, a Igreja Católica padece de uma melhor dinâmica de comunicação, e dom Odilo Scherer, ainda jovem, com 63 anos de idade, pode ser o melhor canal para essa renovação! Sendo assim, muito provavelmente poderemos até comemorar nesta semana que um nobre brasileiro, no coração de Roma, venha a ser por justiça o responsável pelos destinos do Vaticano...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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PELA LÓGICA

Usando o método dedutivo de Sherlock Holmes, vamos chegar à conclusão de que o próximo papa será o brasileiro Odílio Scherer.  É só seguir o raciocínio: o papa é o representante de Deus na Terra, Deus é brasileiro, logo, o papa será brasileiro, e de sobrenome Scherer, que é sobrenome de campeão. Elementar, meu caro Watson.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com
Rio de Janeiro  

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CANDIDATOS A PAPA

Ter um provável candidato a papa de um país dos mais corruptos do mundo, que trata o povo humilde e pobre como massa eleitoreira, demonstra toda a desmoralização da religião católica.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br
São Vicente 

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PAPAGAIO DE PIRATA

Certamente seria um orgulho para todos os cristãos brasileiros a indicação de dom Odilo Scherer para suceder a Bento XVI. A única pergunta intrigante é saber quais os argumentos que o ex-presidente Lula usaria para estar ao lado do novo pontífice e poder fazer o seu “discursinho” diretamente da janela em que o papa costuma aparecer para dar a bênção aos fiéis.
 
José Millei j.millei@hotmail.com
São Paulo 

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CHUTE PAPAL

Tutty Vasques e Sonia Racy que fiquem espertos para não perderem o “furo”. Comenta-se nos corredores de Brasília que o comunista Aldo Rebelo está pensando seriamente em convidar o novo papa, se brasileiro, a dar o pontapé inicial no jogo de abertura da Copa das Nações. Como esse é um clássico anseio dos brasileiros, o nosso “diplomata” Ronaldo Fenômeno é quem está sendo cogitado para ir ao Vaticano fazer o convite oficial, pois Aldo não passaria pelos carabinieri nem pelos engalanados soldados da Guarda Suíça. Segundo ainda se comenta, Dilma e seus marqueteiros já estão achando que, se o papa aceitar, vai ser um verdadeiro "gol de letra"... (Se non è vero é bene trovatto!...)
 
João Natale Netto natale@natale.com.br
São Paulo

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A OMISSÃO “DIVINA”

A cada dia surgem mais escândalos envolvendo os “religiantes”, elementos ditos representantes do que eles denominam Deus. Corrupção, exploração dos fiéis, pedofilia e pederastia são os mais comuns. E sempre ostentando riquezas: roupas caras, joias, ricas residências, automóveis de luxo, etc. Já os fiéis, ah, em geral esses são pobres, velhos, de pouca cultura, feios (a maioria, velhas feias) e que pensam atingir a felicidade (a “passagem para o céu”) “comprando-a” dos “religiantes”. Mas o pior é que o tão adorado Deus nunca combate essas picaretagens.
 
Nilton de Freitas Guimarães nfguimaraeseo@gmail.com
Niterói (RJ)

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BANCO DO VATICANO

O Instituto para Obras Religiosas (IOR), conhecido como o Banco do Vaticano, é um verdadeiro “paraíso” fiscal terrestre. No banco mais opaco do mundo, crimes financeiros e lavagem de dinheiro não são considerados pecados.Tudo em nome do Pai e do dinheiro. Dá para crer?!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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SERÁ?

Por acaso, só por acaso, quando a Igreja se refere ao pecador que abandona sua fé, está fazendo um “mea culpa”(sic)?
 
Ulysses Fernandes Nunes Junior @Ulyssesfn 
São Paulo

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DOS HOMENS OU DE DEUS?

Logo após a morte de Cristo, quando os fariseus queriam matar os apóstolos, que continuavam a pregar o Evangelho, Gamaliel, um sábio doutor da lei, deu um conselho a seus pares (Atos dos Apóstolos, 5, 34-39): “Deixai-os! Se o seu projeto ou sua obra provém dos homens, por si mesma se destruirá; mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la”. A Igreja Católica mostra de onde vem, ao sobreviver por 2 mil anos, e sobreviverá “até o fim dos tempos, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, por mais que seja atacada pelos “corvos” de dentro e pelos leões e hienas de fora.

César Francisco Martins Garcia cfmgarcia@gmail.com
São Paulo

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HUGO CHÁVEZ

Morreu Hugo Chávez, a América Latina perdeu seu maior - se não único - estadista das últimas décadas. Seu legado, porém, permanecerá.
  
Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com
São Paulo 

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SUCESSÃO

E o sr. Maduro está muito verde para assumir a presidência da Venezuela.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br
São Paulo

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DEVOÇÃO

Por sua desimportância histórica para o mundo, causa espécie e impressiona a devoção popular e o exagero das reverências e homenagens póstumas a Hugo Chávez, em Caracas! Após o aviso de que seu corpo será embalsamado e exposto em urna de vidro para ser adorado eternamente por seus seguidores (tal qual Evita Perón, Mao Tsé-tung e Lenin), só falta agora o anúncio da canonização do guia supremo da nação, sua transformação em santo e o aviso de que o comandante-companheiro ressuscitará algum dia. Cabe, pois, o registro da frase célebre do Galileu de Bertolt Brecht: “Como são pobres os povos que precisam de heróis”.
 
J. S. Decol decoljs@globo.com
São Paulo

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SALVADORES DA PÁTRIA

Pobre do país que precisa de salvadores da pátria que governam com sentimentos, e não com ideias. O populismo sempre resulta no autoritarismo, o nível mais baixo da atividade política. Só contempla o curto prazo da próxima eleição, e não da próxima geração.

Roberto Castro roberto458@gmail.com
São Paulo 

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E AO PÓ VOLTARÁS

As exéquias do ex-presidente Hugo Chávez, da Venezuela, estão sendo precedidas de toda a pompa e circunstância, ao estilo dos faraós do antigo Egito, que culminavam com o embalsamamento como forma de preservar o corpo para uma volta triunfal da alma. Criava-se aí o mito da imortalidade para aqueles que eram distinguidos pela deidade dada pelo povo. Tutancâmon, o faraó mais famoso depois da dinastia dos Ramsés, foi mumificado na 18.ª dinastia. São poucos os exemplos dessa “santificação”, que geralmente ocorrem com os líderes que conseguem conquistar as massas por um convencimento assistencialista. Na Rússia, o líder Lenin até hoje pode ser venerado como um dos fundadores do regime comunista da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Na Argentina  de Juan Perón, sua esposa e sucessora Eva Perón também foi embalsamada. Na Igreja Católica é raro, mas existe. A prática parece bizarra quando chega aos trópicos, na civilização ocidental, na Venezuela, quando o comandante Hugo Chávez teve a honraria faraônica de ter seu corpo embalsamado com técnicas mais sofisticadas. Essa prática contraria um preceito bíblico que diz: “Pois tu és pó e ao pó retornarás” (Gênesis 3:19).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com
Vassouras (RJ)

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MÚMIA LATINA

Depois de vários faraós do antigo Egito permanecerem mumificados e embalsamados até a atualidade, alguns papas e o dono da foice e do martelo, sr. Stalin, também foram embalsamados para visitação pública. No novo mundo, a esposa do ditador argentino Juan Domingo Perón,  Eva Perón, embalsamada, com seu corpo exposto num cemitério de Buenos Aires, depois roubado e levado para a Espanha. Após as honrarias ao pop star, Michael Jackson, o qual teve um cortejo fúnebre, e foi embalsamado, como o único digno  inventor da bomba atômica, agora chegou a vez do caudilho Hugo Chávez. O líder bolivariano, que sonhou com as Repúblicas Socialistas Latino-Americanas, plágio da antiga URSS, com capital em Caracas, senhor (in)digno de um funeral que durará de sete dias, para depois permanecer  embalsamado e exposto à adoração pública,  para que o sofrido povo venezuelano chore à beira de seu caixão para a eternidade. Lamentável gastar tanta vela com o cadáver de um ditador, pranteado por Lulas e Dilmas e que deixará sua herança maldita na fronteiriça Venezuela. 

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br
São Paulo

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A CAMINHO DA REGRESSÃO 

Argentina (Perón), Cuba (Fidel), etc... Pena que mais um país da América Latina  estará condenado à regressão após criarem mitos inventados que só servem para massagear egos e manter oportunistas no poder. Copiaram o Brasil para um vice assumir diante da morte do presidente eleito, agora vão copiar a Argentina no funeral e copiarão outros líderes duvidosos com os restos mortais. Pena para um povo que precise desse tipo de herói de eficácia duvidosa. Espero que nosso povo brasileiro não venha a cultuar assim como uma “mula”.
 
Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com
São Paulo

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AUDIÊNCIA

Sem ajuda do Chapolim, o enlatado do SBT é muito melhor que o embalsamado de Caracas.
 
A. Fernandes standyball@hotmail.com
São Paulo

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LÍDERES MUNDIAIS

Vi a foto dos “líderes mundiais” Ao redor do caixão de Hugo Chávez. Pelo menos, o título da matéria dizia que eram “líderes mundiais”. Faltou acrescentar “da pobreza, do atraso, da ignorância”. Talvez o título correto fosse Vanguarda do atraso.  

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

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FALSA RETÓRICA

A impressão que dá é que todo esse time de governantes latino-americanos, brasileiros incluídos,  que se declara viúvo do falecido Chávez, na verdade, não passa de um grupo de barulhentos, ruidosos, alimentadores de uma retórica enganadora, pois o nível de fluxo comercial que a Venezuela sempre manteve com o “império” é muitas vezes maior que a soma de todos os outros bolivarianos juntos.E Chávez não só sabia muito bem disso, como usufruía, para conforto próprio e de sua família, conforme amplamente divulgado nas redes sociais de todo o mundo. Seu discurso, finamente calculado, não ultrapassava determinados limites, a fim de não desestabilizar o processo. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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SOCIALISTAS

Ao ver nas exéquias de Chávez o ator Sean Penn e outros ativistas e congressistas americanos, lembrei-me da frase de Roberto Campos, que cabe bem neste contexto. “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro (Chávez), mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo  burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola.” Enquanto isso, os nossos artistas do filme Os Colegas não receberam nem um comunicado do sr. Penn! Seus filmes, nunca mais...
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com
São Paulo

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LIBERDADE E CAPITALISMO

O presidente ditador venezuelano Hugo Chávez, que manipulava o seu povo com um socialismo barato e mentiroso, morreu falando mal dos Estados Unidos da América. Contudo a Venezuela é o maior parceiro comercial dos americanos, tanto na importação como na exportação! Diante dos fatos, quando não gostamos de alguém nos afastamos ou excluímos da nossa relação! Mas Chávez (amigo de Lula, Fidel Castro, Evo Morales, Ahmadinejad, etc.), nunca conseguiu ser independente comercialmente dos americanos. Reflexão: vivam a liberdade e o capitalismo!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com
Sumaré 

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NOMES DE CIDADES

O editorial O luto como arma política (9/3, A3) cita o fato de regimes autoritários haverem batizado cidades com nomes de seus líderes. Vale lembrar que a capital dos Estados Unidos é Washington e que aqui, em Banânia, temos (entre outras) Tiradentes, Petrópolis, Caxias, João Pessoa e, mais recentemente, Luiz Eduardo Magalhães (provavelmente o mais ilustre de todos). 

Pedro M. C. de Castro pmcc1324@gmail.com
Lorena 

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LUTO COMO ARMA POLÍTICA

Fico imaginando como serão as exéquias do “dono da verdade”, “oráculo do Senhor” e “maioral do universo”, nosso sério candidato a múmia e estátua. Ou os seguidores da seita acreditam que, além de “deus” (da Marta,  a senadora em recesso e ministra da Cultura,  não a jogadora de futebol), ele também é eterno? Nem se ele for eleito “honoris causa” da Academia Brasileira de Letras e vestir o fardão, junto com outro que também se acha imortal (no sentido literal da palavra)...

Luiz César Pannain l.pannain@globo.com
São Paulo

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HABEMUS CARPIDEIRA

Pois é... após Lenin, Mao Tsé-tung e Ho Chi Min, a América do Sul tem finalmente sua “bela adormecida”. Não é verdade, turma da esquerda? O Caribe está com inveja, a Venezuela saiu na frente. A dona Dilma usando dinheiro público, o meu dinheiro, o seu dinheiro, organizou uma comitiva, encheu o Aerolula e foi fazer turismo funerário em Caracas na condição de carpideira. Felizmente, graças ao Supremo Tribunal Federal (STF), um chefe de quadrilha condenado em última instância à prisão teve sua saída do País vetada, impedindo que fizesse parte da trupe e que o mundo o visse ao lado da presidente de direito e do presidente de fato. Mais uma vergonha para o País. É verdade que, por questão humanitária, todo morto tem direito a uma Ave-Maria e a um Pai-Nosso. Porém, em minha opinião, e pelos parcos méritos do falecido, isso poderia ser feito por e-mail entre as embaixadas. O pior de tudo é que lá, no picadeiro armado e com “cara de defunto”, a dona Dilma ainda mentiu. Quero deixar claro que nunca fui amigo de Hugo Chávez e não admito como cidadão brasileiro que alguém fale por mim. Ela, como presidente de todos os brasileiros, precisa saber respeitar os 25% da população brasileira que não aceitam a podridão reinante no seu governo nem a ideologia parida no Foro de São Paulo que está levando a America Latina ao caos econômico e social.
 
Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com
São Paulo

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COMÉDIA-BUFA EM TRÊS TEMPOS

Ele pode até ser malcriado, mal-educado ou mal-ajambrado.  Pode, não...  Ele é! Mas daí a pretender que tudo isso - e olhem que não é pouco - seja sinal de burrice só demonstra que burro é  (ou são) o(s) que assim infere(m). Até mesmo eu, reles aprendiz de feiticeiro, manjei de cara que Caracas seria apenas a tábua flexível do trampolim para o salto final que terminaria em Havana.  Em seguida, o malicioso asilo político/diplomático, já acordado por Lula/Dilma com Fidel e Raúl - este só faltou ser vaiado no velório de Chagas - e a seguir, rapidinho, rapidinho, a cidadania cubana, como asilado perseguido pelo presidente do STF tupiniquim, agora, também ele, fazedor de casos com a imprensa. E cai o pano!
PS - Dr. Joaquim: peça desculpas pela intenção! Não pelo ato cometido, que não se consegue mais cancelar.  Pegou mal, Excelência. Muito mal!
 
João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com
Bauru

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LULA NO VELÓRIO 

Lula comentou diante do amigo morto que Chávez deveria ter-se tratado no Brasil, no Hospital Sírio-Libanês, por ser mais bem equipado que os hospitais do país mais bem administrado do mundo. Chávez teria no Brasil tratamento de Primeiro Mundo, sem gastar um centavo. Ao mesmo tempo, Lula  teria  a oportunidade de mostrar ao mundo como o brasileiro tem um atendimento hospitalar de causar inveja a qualquer nação civilizada. Essa é a razão por que o povo desta terra abençoada vive tranqüilo, sem se preocupar com a assistência médica, porque  “o PT” cuida zelosamente dessa área. 

EDSON BAPTISTA DE SOUZA baptistaedson@ig.com.br
São Paulo

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ENVENENAMENTO

Aproveitando o rompante latino de Nicolás Maduro sobre a morte de seu guia, o xamã boliviano Evo Morales declarou ter quase certeza que, não só o câncer de Hugo Chavez,  mas o de Lula e de Dilma Roussef foram contraídos como parte de um processo de envenenamento coordenado pelos serviços secretos do “império” do norte. Deve saber do que está falando, pois em matéria de envenenamento, não só individual como de sociedades inteiras, não existe maior autoridade que ele próprio e seu governo populista.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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AUMENTEM AS PROVISÕES

Do jeito que vai mal a Venezuela (com tendência a piorar), podemos esperar que Cuba mais cedo ainda também piore enormemente a sua já sofrível situação. Como o BNDES financiou projetos de enorme valor nesses países, além de Equador e Bolívia, o risco de calote torna-se cada vez mais presente. Seria muito bom que a oposição ficasse de olho na Provisão de Devedores Duvidosos do BNDES, pois, além desses países citados, temos também os empréstimos para construção dos elefantes brancos também conhecidos por estádios de futebol em cidades totalmente inviáveis.

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com
São Paulo

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FALSA CANDURA

O comentário de Lee Siegel Saudade dos inimigos, publicado no Estadão de 10 de março, impõe-nos algumas reflexões, devido a seu caráter capcioso e... desonesto. Capcioso porque, a certa altura do longo arrazoado, o articulista diz: “Eu pessoalmente não gosto de autocratas, e o aparente arremedo de democracia de Chávez me causava desconforto”. Contudo, mais adiante, revela sua face com falsa candura: “Eu admirava Chávez”. A partir desse ponto, o artigo de Lee é um longo panegírico de Chávez e uma defesa veemente da autocracia. Sugeriria a ele, fã ardoroso do ditador e caudilho, que lesse o lúcido artigo de Mário Vargas Llosa publicado neste mesmo jornal (A morte do caudilho), para que aprendesse um pouco de História contemporânea e sobre como se comportam de fato os caudilhos e ditadores abaixo do Rio Grande.

Álvaro Cardoso Gomes alcgomes@uol.com.br
São Sebastião

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CRISTINISMO 

O defunto nem esfriou e Cristina Kirchner diz que tomará o lugar de Chávez na liderança da America do Sul. A bem da verdade, Chávez não liderava nada, tinha apenas alguns puxa-sacos, como Evo Morales, Raúl Castro e a própria Cristina,  aos quais fornecia petróleo gratuitamente e de quem comprava títulos podres. Cristina não tem nada para oferecer, talvez alguns bônus provinciais.

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com
Vinhedo

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CRISTINA QUER SER HERDEIRA DE CHAVEZ?!
 
O diabo veste Prada...
 
Luiz Ress Erdei
gzero@zipmail.com.br
Osasco

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NOVELA ‘SALVE JORGE’ – PROTESTO

À parte o mérito de denunciar o tráfico de pessoas, Salve Jorge está cheia de absurdos! Sim, ao apresentar uma Turquia distorcida e/ou omitir a realidade, os erros históricos induzem o espectador a acreditar que os turcos são cristãos, quando a maioria deles é islâmica (bem mais de 90%); religião que, tanto quanto as demais, merece todo o respeito. Sendo assim, por que não mostrar mesquitas, inclusive por dentro? Elas só aparecem em cenários gerais. Por que, em vez disso, mostrar igrejas que estão na região que hoje é, mas nem sempre foi Turquia, como se fossem turcas? Não sendo cristãos, naturalmente os turcos não edificaram igrejas, ao contrário, perseguiram-nas; elas, as igrejas, inclusive no interior das rochas, assim como as moradias, foram construídas, entre outros povos, por armênios e gregos. Estes, sim, cristãos. E São Jorge?! Por que induzir a ideia de que por ter nascido na Capadócia possa ser turco? Mentira! São Jorge viveu entre o fim do século 3.º e início do 4.º. Nessa época ainda não existiam turcos na região. Tribos de turcomanos, que viriam a estabelecer o futuro Império Otomano, migraram para a Capadócia a partir do século 11. Até então a região era povoada por assírios, hititas, romanos, armênios e gregos, entre outros. Quando a arca de Noé parou no Monte Ararat, nem em sonho os turcos habitavam a região. O Ararat foi vergonhosamente usurpado dos armênios! Mas esta é uma outra história inserida numa sequência de massacres que culminaram com o primeiro genocídio do século 20, em 1915, cometido pelo Império Otomano sobre os armênios. Por que fazer merchandising sem comprometimento com a realidade? Vender a imagem de um país de forma distorcida é muito triste! Como pode uma organização do porte da Rede Globo permitir a manipulação dos fatos históricos dessa maneira? Ainda é tempo de corrigir os erros e resgatar a verdade histórica. Basta uma boa pesquisa, até na internet, tão rápida e fácil de fazer.

Virgínia Berdjouhi Ganatchian virginiaganatchian@uol.com.br
São Paulo

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