Fórum dos Leitores

Atualizado às 6h29.

O Estado de S.Paulo

27 Março 2013 | 02h10

ESTRATÉGIA

Falta de interesse

Para conservar o poder o PT só tem olhos para a manutenção da coalizão dos partidos da base aliada. Gasta-se dinheiro a rodo com salários e benesses para políticos com esse propósito. Não existem estratégias de longo prazo para projetos de infraestrutura, como o professor Mangabeira Unger pretendeu, num sonho de verão, idealizar para o País. O resultado dessa falta de estratégia pode ser vista no caos rodoviário por que passam os Estados de São Paulo e do Paraná todos os anos na logística da safra agrícola, por exemplo. Essa falta de interesse é tão patente que redunda no desinteresse de políticos em assumir a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal. Aplicam-se táticas pontuais que dependem da bola de cristal de cada gestor. Também aqui podemos verificar que a bola anda meio embaçada. Fico sinceramente consternado que tantas expectativas numa gestão com ares renovados para os brasileiros, como o PT se vendia, tenham como realidade uma política tão arcaica e incompetente como ora se mostra.

SERGIO HOLL LARA
jrmholl.idt@terra.com.br
Indaiatuba

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GOVERNO E SINDICALISMO

'Relações bastardas'

O artigo assinado pelo ex-ministro Almir Pazzianotto Pinto (25/3, A2), com quem tive a honra de conviver nos anos 1980, em negociações trabalhistas na Fiesp, é uma verdadeira aula sobre o sindicalismo brasileiro desde Getúlio Vargas e Jango Goulart até os dias atuais, com Lula e a presidente Dilma Rousseff. Muito feliz foi o título do artigo, as "relações bastardas" para as quais o ex-presidente tanto contribuiu e ainda contribui quando "sugere" à presidente um melhor relacionamento com os sindicatos. A presidente, como eterna subalterna do ex, atendeu. Resultado: o Porto de Santos semiparalisado, pois não pode contratar sem a anuência dos portuários. Na realidade, os dirigentes sindicais são a classe mais privilegiada do País, pois não têm problemas de sobrevivência, à custa de um imposto sindical anualmente surrupiado dos trabalhadores, e graças ao ex também não têm de prestar contas de como é ele gasto. As "relações bastardas" proporcionam aos dirigentes sindicais "boquinhas" no serviço público, em ministérios, prefeituras, etc. E muitas vezes se tornam deputados e alguns, sem tomar o devido cuidado, acabam apanhados com a boca na botija e aguardam a cadeia, sempre em função das facilidades dessas "relações bastardas". O artigo finaliza aconselhando a presidente a estudar a história do trabalhismo janguista e, se conseguir desvencilhar-se dos "conselhos" de seu criador, chegará à conclusão de que tais relações só trazem péssimos resultados para o País.

ROBERTO L. PINTO E SILVA
robertolpsilva@hotmail.com
São Paulo

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SECA NO NORDESTE

Cobrança injusta

Considerando que a quase totalidade dos municípios do Nordeste se encontra sob emergência, decretada em face da inclemente seca que vem assolando a região, e que a maioria dos agropecuaristas não auferiu nenhuma renda, nem mesmo receita de seus imóveis rurais, seria hora de nossa classe política reivindicar à presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) a anistia da contribuição sindical rural, que está prestes a vencer, e das que já estão ajuizadas, por absoluta falta de condições financeiras dos produtores para pagá-las, sob pena de estes virem a sofrer o leilão de seus parcos bens em favor dessa entidade. A preocupação maior se deve a que, havendo atraso no recolhimento, fica o proprietário do imóvel rural sujeito à atualização do débito com a culminação de multa de 2% ao mês e juros de mora de 1%/mês, além de correção monetária, nos termos da atual redação do artigo 600 da CLT - ressalte-se, verdadeira extorsão que torna impagável tal contribuição sindical, chegando a ser escorchante quando comparada com sua primitiva redação, que previa apenas multa de 10% uma única vez. A CNA tem ajuizado milhares de ações para a cobrança, em todo o Brasil, na Justiça do Trabalho, apesar de já haver o Supremo Tribunal Federal declarado a inconstitucionalidade desse dispositivo e tendo, aliás, o TRT da 24.ª Região (MS) afastado a incidência da multa de 2%/mês, na medida em que, por seu caráter progressivo, ilimitado e desproporcional, se reveste de inequívoco conteúdo confiscatório. Portanto, conclamo todos a lutar pela anistia!

EDNARDO SILVA DE ARAÚJO
nutricil@nutricil.com.br
Natal 

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TRAGÉDIA EM PETRÓPOLIS

Enfim, uma reação

Finalmente a presidente Dilma e o governador Sérgio Cabral fizeram algo pela sofrida população da área de deslizamentos de morros no Rio de Janeiro: compareceram à missa de sétimo dia pelos 33 mortos na última tragédia. Nesse momento muitos grupos reclamaram de promessas feitas pelos dois políticos nos desastres de 2011 e que não se concretizaram. Dilma tem utilizado técnicas de marketing político para "fingir" solidarizar-se com as pessoas em momentos de sofrimento, quando estão emocionalmente sensíveis. Com belas palavras dá a impressão de que tomará a si a responsabilidade de solucionar questões fundamentais. Após sua saída dos eventos, o esquecimento é completo. Veremos se no próximo verão, na Serra do Mar, áreas portadoras de inúmeros relatórios apontando as áreas de risco e as soluções receberam alguma proteção dos governos federal e estadual. Veremos quando serão construídas as 6 mil casas prometidas em 2011. Mas com eleições à vista assuntos semelhantes a esses deixam de ter importância...

FABIO FIGUEIREDO
fafig3@terra.com.br
São Paulo

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Cara de pau

Foi de extremo mau gosto e de um oportunismo inominável a presidenta Dilma ter comparecido à missa de sétimo dia pelas vítimas da tragédia, já recorrente, em Petrópolis. Por que depois de dois anos da outra tragédia que matou mais de 300 pessoas e desabrigou milhares nenhuma providência foi tomada? Por que Dilma não explica o fato de inúmeros prédios construídos para abrigar vítimas de desastres no Rio de Janeiro já terem desabado antes mesmo de serem entregues? Por que as obras não foram fiscalizadas, mas foram pagas assim mesmo? Aproveitar-se da desgraça alheia para angariar votos é um fato inqualificável, para não dizer outra coisa. O pior de tudo isso é que ela ainda foi aplaudida, apesar de um tímido protesto. Acho que é verdade: cada povo tem o governo que merece!

JOSÉ MILTON GALINDO
galindo52@hotmail.com
Eldorado 

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Descaso e hipocrisia

Certas atitudes de Dilma são atos de contínua covardia para com os brasileiros sem informação. Ir a Petrópolis para se fingir solidária às famílias dos mortos dos constantes deslizamentos naquela cidade fluminense não passa de hipocrisia eleitoreira. Solidariedade seria investir na contenção das encostas e não gastar R$ 340 mil numa viagem a Roma para fazer turismo com os petralhas.

PAULO F. SIQUEIRA DOS SANTOS
paulof.santos@hotmail.com.br
Santa Rita do Passa Quatro

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A MAQUIAGEM DO GOVERNO
 
As maracutaias que o governo federal tem feito para mostrar números mais bonitinhos à mídia podem enganar o povão brasileiro, mas não enganam o Conselho Monetário Nacional (CMN), a agência Moody's e os investidores internacionais. Por causa das manobras contábeis feitas pelo governo federal para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2012, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá dificuldade para captar recursos com investidores estrangeiros, ficando mais dependente do Tesouro Nacional. E agora, Dilma Rousseff, como resolver esse impasse? Será que substituir o pó de arroz por blush resolve?
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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O BNDES E AS NORMAS CONTÁBEIS

A notícia sobre a dificuldade que a ressalva da KPMG sobre o balanço do BNDES pode ocasionar àquela instituição reflete de pronto a inquestionável integridade e independência profissional daquela firma de auditores independentes, pois certamente, de uma forma ou de outra, era de esperar repercussões adversas. Não cabe a mim julgar se ela está certa ou errada. Segundo o noticiário, a ressalva decorre do fato de o BNDES não ter reconhecido contabilmente a perda de R$ 2,38 bilhões apurada em seu portfolio em razão de o preço de mercado dos investimentos ser inferior ao contabilizado, com base em inédita decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de não a contabilizar “quando há grande oscilações de mercado”. Desconheço os termos dessa decisão e, portanto, não sei se ela define “grandes oscilações” ou quando e em que período decorrem. Essa decisão contraria os princípios e normas contábeis a serem aplicadas na avaliação de investimentos, determinadas e divulgadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, mas que poderia ser tolerada se a significativa baixa nos valores dos investimentos se manifestasse apenas durante um curtíssimo prazo, havendo recuperação logo após a data do balanço. Sabemos, porém, que esse não foi o caso concreto. Desconheço, também, os fundamentos dos argumentos utilizados, tanto pelos auditores independentes como pelos administradores do BNDES, para defenderem doutrinaria e economicamente seus posicionamentos, mas eles aparentemente não foram suficientes para demover as partes de suas antagônicas posições. De qualquer forma, caberia à administração do BNDES ponderar a conveniência de obedecer à decisão da CMN ou solucionar racionalmente o impasse, que certamente ocasionaria efeitos adversos nos mercados financeiros nacionais e internacionais. Em anos anteriores, o BNDES seguiu adequadamente as normas contábeis, sendo incompreensível entender por que não o fez agora.

Paulo Adolpho Santi pasanti@terra.com.br 
São Paulo

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CRÍTICAS E DEBATE
 
Nenhuma campanha política, especialmente para a Presidência da República, será satisfatória se não houver críticas construtivas dos candidatos ao presidente em exercício, ainda mais se é ele candidato à reeleição. Desta vez, no entanto, temos críticas de FHC, para quem “o PT não sabe governar”, e, também, de um candidato como Aécio Neves, que já atirou contra a candidata Dilma Rousseff inúmeras observações críticas. Marina Silva, da Rede, também assestou suas baterias contra todos os candidatos, inclusive Eduardo Campos, governador de Pernambuco. Com o debate em aberto, a candidata Dilma terá muita coisa a explicar, além da mediocridade de sua política econômica, assim como o aparelhamento da máquina estatal, a falta de planejamento em estradas e portos, as deficiências em segurança e saúde, além das inúmeras necessidades prioritárias do País, à exceção do Bolsa-Família e outras captações eleiçoeiras. Dos debates sairão as luzes dos eleitores que não votam com o estômago!

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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MUITA ÁGUA HÁ DE ROLAR

Seria bom Dona Dilma botar as barbas de molho: Aécio vem aí e Eduardo Campos também. Eles são muito mais charmosos, carismáticos, articulados, ótimos gestores, aprovadíssimos em seus Estados e com grande poder de persuasão. Se São Paulo e Minas se unirem em torno de Aécio, e com o Nordeste dividido entre a presidenta e o governador pernambucano, além do público cativo de Marina Silva, não sei não. Acho que até 2014 o povo não mais se contentará com discursos populistas e demagogia de palanques. Vai querer mais e melhor, vai querer ver progresso de verdade, e não baseado em promessas e consumo feito de dívidas impagáveis. Ao contrário do que dizem as pesquisas, eu acho que Dona Dilma não emplaca em 2014. A conferir.
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br
São Paulo

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LOURO

A presidente Dilma Rousseff em discurso em Serra Talhada (PE), citou Lula 11 vezes, uma a cada 5 minutos. Qualquer papagaio normal verdinho tem um vocabulário mais rico, comparado ao de Dilma. A mandatária não vai citar a quase falência da Petrobrás, a ruína do PAC, a corrupção endêmica nos seus 40 ministérios, a viagem luxuosa por Roma e, agora, a bancarrota do BNDES. O perigo de a presidente imitar um louro é a destruição da boa fama da tão querida ave.   
  
José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br 
Espírito Santo do Pinhal

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IDOLATRIA
  
O fervor idolátrico da criatura ao seu criador não fenece. Citar o nome de Lula 11 vezes em discurso de 50 minutos mostra o eterno agradecimento da presidente ao seu tutor, pelo cargo que ocupa. Não é plausível afirmar que a idolatria cega mesmo uma visão?
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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FOGO AMIGO

Em termos de discursos confusos, a presidente Dilma nos surpreende a cada dia. Parece que, para atingir um público ainda maior, não se afastando das “massas”, ela desandou a falar tão fácil que muitas vezes beira ao impensável. Como acaba de fazer em Serra Talhada (PE), durante cerimônia de inauguração de uma adutora, quando se referiu à seca do Nordeste como por falta de empenho dos governantes há pelo menos um século. Ela deve estar se esquecendo de que está no governo, como presidente, e de que, com exceção de FHC, vários outros que a antecederam permanecem em sua base aliada, portanto, também podiam ter feito algo. É o caso de Sarney, Collor, Itamar (já falecido) e Lula – este, por exemplo, seu ainda grande mentor –, que pouco fizeram para acabar com o verdadeiro flagelo para milhões de seres vivos. Talvez na ânsia de falar alguma coisa de impacto contra a indústria da seca, justamente na terra do governador Eduardo Campos (seu possível adversário em 2014), a presidente tenha se exaltado ao atribuir culpa aos próprios companheiros. É o que se chama de fogo amigo, capaz de “matar” qualquer um a qualquer hora.
 
João Direnna joao_direnna@hotmail.com 
Quissamã (RJ)

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O VOTO DOS NORDESTINOS

Muita pretensão do PT se apossar dos votos dos nordestinos. A resposta de Eduardo Campos foi excelente: “O voto do Nordeste é do nordestino”. Assim como o voto de cada um dos brasileiros pertence a cada brasileiro, e está mais do que na hora de termos uma alternativa para este atual governo federal, que demonstra toda sua ineficiência todos os dias nos telejornais em todo o Brasil – infraestrutura destruída, logística insuficiente, violência incontrolada, educação menosprezada e saúde abandonada. Somente a economia, que é a continuação do Plano Real do governo Itamar e estabilizado pelo governo FHC, estava dando certo até os altos gastos dos governos petistas na última década afetarem o equilíbrio financeiro do País. A inflação em alta e a dívida pública em R$ 2 trilhões, apesar das arrecadações recordes de impostos nos últimos anos. Para que 39 ministérios? Para barganhar com os partidos da base aliada à custa do sacrifício do povo brasileiro. Também o Bolsa-Família, que é o Bolsa Escola do governo FHC com outro nome, está provendo algum benefício para o povo brasileiro pobre, aumentou dez vezes na última década e está agora em preocupantes 55 milhões de brasileiros – mais que 25% do povo brasileiro depende de benefícios sociais, e ainda tem gente que acredita que o Brasil é a 5ª economia mundial. Porém tenho certeza de que, com os R$ 25 bilhões anuais destinados para programas sociais, qualquer outro governo de outro partido faz muito mais pelos brasileiros pobres. Seja bem-vindo, governador Eduardo Campos, nas próximas eleições para presidente.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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NOTÍCIA ENCOMENDADA

A reportagem sobre um incômodo racionamento de água no Recife apresentada pelo “Jornal Nacional”, totalmente fora do contexto, pois não é um assunto de interesses nacional como seria um desabamento, uma enchente, um grande incêndio, ou fatos semelhantes que merecessem esse destaque no mais importante telejornal do País de uma notícia local, mostra que o governo vai jogar pesado contra Eduardo Campos, e que não vai facilitar a sua pretensão de confrontação com Dilma em 2014. Certamente, é notícia encomendada pelo maior anunciante brasileiro: o governo federal. Eduardo Campos que se cuide. 

Luiz Rapio lrapio@yahoo.com.br 
Rio de Janeiro 

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QUE PAÍS É ESTE?
 
Presidente Dilma, sei que o ritmo de campanha é cansativo, muitos compromissos, muitos discursos enaltecendo o bom desempenho da economia, do agronegócio, do setor automotivo, que vende carro como se fosse bicicleta, e, pelo que podemos perceber, no Brasil não existem problemas e, se existem, a solução é no curto prazo. No máximo três a quatro meses, conforme promessa de levar água para o Nordeste, a entrega de parte de uma ferrovia e a solução para os portos e estradas. Presidente, para quem é esse discurso? Para alguém minimamente esclarecido é tudo uma grande mentira, uma farsa! As soluções para a caótica situação das estradas, portos, aeroportos, seca do Nordeste, enchentes no Sudeste custarão centenas de bilhões de reais e muitos anos de trabalho. No mínimo metade do tempo que o governo Lula e o seu demoraram para destruir – cinco anos. As pesquisas, ou disco voador, pois ninguém vê e quem diz que viu vira mentiroso, indicam que a sra. seria eleita já no primeiro turno. Não existe país no mundo que tenha os problemas que o Brasil tem, uma administração corrupta e incompetente como a nossa e a presidente tem a aprovação de 76% da população. É coisa de outro mundo, hipnose coletiva, ou será que 76% da população tem o mesmo DNA dos políticos? É improvável, mas se essa for a realidade, o destino do Brasil é voltar a ser um país subdesenvolvido, de Terceiro Mundo, da época do mobral e das frentes de trabalho no Nordeste que pagavam para os miseráveis fingirem que trabalhavam muito – mas pelo menos fingiam, não era esmola gratuita como é hoje!
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 
Osasco

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DILMA, SÃO PAULO E O NORDESTE

A presidente Dilma não se preocupe em visitar-nos, todavia, em suas habituais visitas ao Nordeste, a título de angariar votos, uma vez que em campanha “pode-se fazer o diabo” (sic a própria), poderia pelo menos, diante desses prováveis eleitores, dizer-lhes claramente de que, “graças ao federalismo – explique do que se trata, se julgar necessário – o Estado de São Paulo é quem fornece ao governo federal, através de impostos gerados pelos bens e serviços lá produzidos, a maior parte do dinheiro necessário aos investimentos nesta região, incluídas as bolsas famílias – não precisa tratá-las por demagógicas. Desta forma, a senhora estará restabelecendo a verdade, que é a primeira vítima das campanhas eleitorais.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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MANOBRA ELEITORAL

Refletindo ainda sobre as informações de nepotismo de Eduardo Campos, percebo a possibilidade de uma grande e bem urdida manobra eleitoral. Por brigas internas no PSDB e timidez travestida de sabedoria de Aécio, a oposição está inerte e desorganizada. Marina segue solitária afastada do PT, isto é certo. Mas Eduardo, por dívida pessoal com o governo no caso da escolha da mãe para o Tribunal de Contas da União (TCU), pelas seguidas afirmações de lealdade – que se contrapõem às suas manobras político-eleitorais públicas – e pela afirmação que não entra na corrida presidencial para perder, deixa entrever que se lança como um moderado e vai beber na mesma fonte de Aécio, de quem tira votos. Ao final, com o mineiro exangue, Eduardo Campos sai da corrida para ser o nome das esquerdas para 2018. Ou será que os caciques do PSDB paulista, no passado tão próximos dos petistas, muitos fugidos do governo militar, não estarão também, no momento, prontos a despojar-se das peles de cordeiro, revelando-se aliados ocultos do PT? Seria Gramsci em estado puro!

Mário Alves Souza maroca64@bol.com.br 
Salvador

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‘AQUI É O MEU PAÍS’

Ivan Lins é o inspirado autor de uma música com o título “Aqui é o meu país!”. Três notas, quase em sequência, publicadas em coluna diária muito lida num dos jornais de grande circulação me remeteram a pensar na letra da canção. O presidente do Ibope teve de vir a público explicar as aparentes contradições dos resultados da última pesquisa publicada. Até os áulicos ficaram constrangidos com a excelência da aprovação da presidente e do seu governo e os reclamos quanto às condições da saúde, da educação e da segurança. O vice-presidente nacional do PSB, partido que parece pretender alçar vôos maiores, faz enormes elogios ao governo venezuelano de Chávez. E, para completar, como nenhum partido tem interesse em assumir a desimportante, pelo menos em termos de verbas, Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), a presidente Dilma pretende extingui-la. Assim diminuiriam inclusive as críticas pelo maior número de ministérios de todos os tempos. Assim volto aos versos da canção do Ivan Lins “Aqui é o meu país / Dos sonhos sem cabimento / Como ser feliz em outro lugar!”. Assim seja!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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BURRICE TUCANA

O amadorismo do PSDB é assustador. A maior agremiação oposicionista reúne diversas pessoas de formação altamente qualificada e reputação ilibada, mas incapazes de resolver o racha que fragiliza o partido desde a derrota nas eleições de... 2002! A cada quatro anos, o filme se repete: os tucanos apresentam um bom nome para a disputa presidencial, mas pecam nas falhas de comunicação junto ao eleitorado e às brigas internas dos quatro anos anteriores. E o caminho está se repetindo novamente. Aécio Neves vai se firmando como o nome de consenso, mas seu projeto não deslancha e tampouco comove fatias expressivas da sociedade porque a sigla não se organiza minimamente para articular e entoar, em uníssono, um discurso oposicionista eficiente, e nem consegue superar traumas relacionados a brigas entre desafetos e diferentes alas estaduais. Resultado: um governo medíocre como o petista usufruindo de popularidade nas nuvens. Se houvesse uma oposição atenta, unida e fiscalizadora, todas as diversas falhas da pífia gestão de Dilma já teriam sido expostas como fatos políticos e, aí, o cenário poderia ser outro. Na verdade, isso não é exatamente amadorismo, não; é burrice mesmo. Ôpa, descobri o que significa PSDB: Partido de Senhores Demasiadamente Burros!

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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AUTOSABOTAGEM

Se realmente o governador Geraldo Alckmin e o PSDB paulista apoiarem Aécio Neves para a presidência do PSDB e, posteriormente, sua candidatura à Presidência da República em 2014, a única coisa certa será a total falta de apoio de Serra e seu grupo a este objetivo. Muito ao contrário, como perdedores que são, boicotarão e farão sabotagens de toda ordem contra Aécio. Coisa de perdedores. Quem viver verá.
 
José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br 
Avanhandava

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‘VITRINE DOS TUCANOS’
 
Concordo com o leitor Paulo Panossian (“Fórum dos Leitores”, 26/3), que critica José Serra e revela ser contrário a nova candidatura dele por estar desgastado com derrotas em duas eleições, e, creio eu, nessas ter medrado frente ao Lula e não defendido FHC e o Plano Real, como deveria. Acredito que melhor será guardar-se para uma vaga futura no Senado, mas isso não significa aceitar “preminhos de consolação” para sair da disputa, porque se como muitos de seus eleitores tenho várias críticas a seu comportamento. Por outro lado, discordo do leitor por seus elogios feitos ao Aécio Neves, que é bom lembrar, nas três candidaturas tucanas anteriores ele fez corpo mole e ajudou adversários com seu comportamento traíra, uma “virtude” típica de políticos mineiros quando em ajuda a paulistas. O candidato do PSDB em 2014, em nosso Estado, provavelmente só terá votos de mineiros aqui radicados, porque de nós, paulistas, será difícil. Traição é um travo amargo.
 
Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo

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BANHO DE POVO E FHC

O sr. FHC disse que o PSDB precisa de um “banho de povo”. Seria cômico, se não fosse trágico. Povo? Não tem nada a ver com o PSDB que faliu São Paulo, não tem projetos para segurança pública (refém do PCC); professor em São Paulo ganhando o pior salário do Brasil. Por essas e outras de povo, mesmo, o sr. FHC não entende nada, nem o seu partido. Uma pena que ele não tem “simancol” para fazer uma comparação de antes dele e depois dele na história do Brasil então emergente. Brasil de inclusão social do Brasil, não de aliados como DEM (PFL/Arena/PDS), o partido mais corrupto do Brasil. 

Antonio T. Gonçalves Antoniotito2012@bol.com.bvr
São Paulo

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TELHADO DE VIDRO

O ex-presidente FHC disse que “essa gente não sabe governar o País”, referindo-se ao governo, ao PT e à base aliada. Eu também acho. Conseguem ser piores que o governo dele. Ele, seu PSDB e o principal aliado na ocasião, PFL, atual DEM, também demonstraram que não sabiam governar o País. A privatização, para não ir muito longe, que ele tanto fala, está aí se arrastando e deixando muito a desejar. Praticamente não há muita diferença das estatais da época. Além de algumas privatizações que até agora não foram explicadas, como a do sistema Telebrás, onde o setor estava avaliado em torno de R$ 40 bilhões e saiu por R$ 17 bilhões. Tem R$ 28 bilhões que precisam ser explicados. E há outros itens também, mas o espaço é pouco. Deveria olhar o telhado dele, que também é de vidro.

Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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‘JILOZINHO DA ESPLANADA’

Assuntos estratégicos no Brasil, desde o advento da República, só há um: próxima eleição, daí a tal Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) ser um cabidezinho de emprego de “desocupado” em algum partido penduricalho do governo. Figurões estão fora desse poleiro. JK teve um “plano estratégico”: 50 em 5: construiu Brasília, que era “plano há décadas” e transferiu para Brasil uma sucataiada de indústria automobilística que se construíra em várias décadas no mundo civilizado. E ficamos nisso. Os milicos não tiveram plano estratégico algum, mas ressuscitaram a Petrobrás, ainda que encurralados pela crise do petróleo, estabeleceram os rumos para a industrialização no País, toda a infraestrutura que temos ou venhamos a ter, praticamente, teve seu planejamento na ditadura militar. A Esplanada é o retrato exato desse Brasil colonial, ainda como colônia.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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MUDANÇA DAS MOSCAS

A presidente Dilma fala em coalizão como um pacto de verdadeiro apoio a seu governo. Todos sabem que a coalizão não passa de um toma lá da cá muito bem engendrado. Os partidos acenam com apoio em troca de ministérios. Nesse imbróglio a eficiência e a competência ficam de lado e dão lugar aos interesses. O número assustador de ministérios mostra que o Brasil perdeu o rumo no quesito meritocracia e eficiência na gestão, basta que se dê lugar aos chupins que vivem à espreita de mais e mais cargos. Embora Dilma tenha falado em lealdade, ela sabe muito bem que lealdade é coisa que não existe em jogo de interesses. Basta ver que sua minirreforma só aconteceu por conta de pressão dos partidos que a apoiam. Certamente a Agricultura, a Aviação Civil e o Trabalho vão continuar com os mesmos problemas. A mudança foi somente das moscas.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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AS ARTIMANHAS DE JOSÉ DIRCEU

Joaquim Barbosa nega pedido de José Dirceu e impede acesso a votos do mensalão. Os inconformados com suas penas farão de tudo para retardar suas prisões. O ministro foi claro e enfático: “Os votos proferidos quando do julgamento foram amplamente divulgados e, inclusive, transmitidos pela TV Justiça”. “Todos os interessados no conteúdo das sessões públicas de julgamento, em especial o réu e seus advogados, puderam assisti-las pessoalmente no Plenário”. Os inconformados farão de tudo para que as sentenças e as suas prisões sejam retardadas. Sem o menor pejo irão ate onde a corda rebentar de vez.

Leila E. Leitão
São Paulo

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ALVÍSSARAS!

Depois de ver a condenação de figurões poderosos condenados pelo mensalão, essa alvissareira notícia da volta do juiz Lalau para a prisão mostra aos brasileiros que, pelo menos no Judiciário, há um sopro positivo de renovação de procedimentos. Como disse o ministro Joaquim Barbosa, muita coisa ainda precisa ser feita por lá, mas para um povo que nunca tinha visto nada parecido, já há muita coisa para se comemorar. Que os outros dois poderes se espelhem nessa mudança, para mudar também.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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PREGANDO A INOCÊNCIA

“Dirceu roda mais de 14 mil km para afirmar inocência” foi o título da matéria do “Estadão” de 18/3 (A6), na qual diz que ex-ministro visitou 16 cidades em 14 Estados para reclamar do suposto caráter político de sua condenação no caso do “mensalão”. Ele discorda do nome “mensalão”, diz que deveria ser chamado de “mentirão”. Ele sabe do que fala pois tem conhecimento de que todos os companheiros envolvidos, mentiram. Em assim sendo, o nome sugerido por ele, o “mentirão”, é bem adequado para classificar o caso. Qual seu principal objetivo com todas essas viagens? Talvez arregimentar companheiros militantes para iniciar protestos pelos Estados visitados, no momento em que sua prisão for decretada, na esperança de que, com isso, alguma coisa mude. Afirmar que vai recorrer da condenação em cortes internacionais é conversa mole para boi dormir. Ele sabe disso, mas engana os incautos. Melhor seria permanecer mais discreto, como fazem os demais parceiros da mesma empreitada, que teve como consequência a condenação de um grupo de homens que se dizem probos.
 
Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com
Santo André 

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MAIS DO MESMO

O PT não muda! Quanto descoberto em práticas ilegais como no caso do mensalão, modifica apenas a estratégia que mantém os partidos da “coligação” sob seu jugo. O nome mudou, mas a prática de cooptação é a mesma, agora sob a forma de distribuição de cargos no governo apenas por critérios políticos. Quantos Ministérios a mais serão criados para acomodar a base aliada? Quanto mais será exigido do contribuinte para patrocinar o deslavado e ilegal marketing político que é feito fora do período eleitoral? É lamentável ver a transformação de um partido que cresceu sob a bandeira da ética em um partido em que os fins justificam os meios, pautado por condutas antiéticas, imorais, que desrespeita a lei quando lhe convém (principalmente a lei eleitoral).  Onde está a oposição?    
 
Ana Maria Carmelini anacarmelini@yahoo.com.br 
São Paulo

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MARCO FELICIANO

Vivemos em um país pseudodemocrático, um país onde dizem que você é livre para expor seu pensamento, contanto que ele não vá contra as suas práticas sejam elas o que forem. Vejo artistas (Caetano Veloso, Wagner Moura, Preta Gil e outros) agora apoiando o movimento contra Feliciano, só me pergunto por quê. Afinal, não vi esses tais defensores da ética fazendo o mesmo contra os políticos corruptos, contra os ataques a policiais, enfim, contra as demais ações que também necessitavam de apoio daqueles que são vistos como pilares de uma manifestação. Engraçado que hoje nos empurram ideias e conceito de um novo mundo dizendo que há de respeitar tudo e todos, porém não entendo por que foram então fazer protesto e atrapalhar um culto onde os fiéis não têm culpa desse momento em que atravessamos, protestar na sessão presidida pelo pastor tudo bem, mas e o respeito por aqueles que queriam praticar sua crença, onde ficou? Para mim esses artistas não passam de comediantes bancando o Chapolim Colorado, “defensores dos frascos e comprimidos”. Sem mais!

Josoel Borges josoel1985@hotmail.com 
Itapeva

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ARTISTAS INDIGNADOS

Gostaria muito de ver a classe artística empenhada em barrar os mensaleiros condenados que fazem parte da comissão de Constituição e Justiça. Também seria muito bom se esses mesmos artistas fizessem manifestações contra as posses de Renan Calheiros e Henrique Alves. 
 
Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br
São Sebastião

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UM PASTOR NA MATILHA

Quantas evidências se podem tirar do imbróglio envolvendo o deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-AC) e a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. O pastor está sendo punido de tal forma que, se estivéssemos no tempo da Inquisição Católica, estaria condenado a queimar na fogueira acesa. O pastor-deputado usou de adivinhar o que o a liberdade de expressão na hora errada e num tema explosivo. Toda essa celeuma está ocorrendo porque eleitores e parlamentares se confundem num mesmo penico. Marco Feliciano, pelo que se sabe, foi eleito deputado federal pelo Estado do Acre, com 200 mil votos, o que lhe dá uma credencial respeitável. Foi conduzido à presidência da comissão por deputados seus pares. Por todas as suas convicções abertamente declaradas, essa condução foi equivocada. O pastor está sendo pressionado a renunciar em favor da também evangélica Antonia Luciléia Ramos Câmara (AC), vice-presidente da comissão. Acuado, não tem outra saída, mas o enredo que protagonizou mostra a fragilidade da nossa democracia, que tem de conviver com eleitores e políticos esquerdopatas, anencéfalos e de ideologia bolivariana. Nem uma dúzia de Pitonisas e Sibilas seria capaz de adivinhar o que o futuro reserva para esse “gigante, forte, impávido colosso”, “ma non troppo”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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PALAVRAS, APENAS

Enfim, Marco Feliciano está sendo julgado apenas por ser pastor evangélico e os que já o julgaram e estão jogando as pedras estão apenas querendo tirar um “empecilho” de seu tortuoso caminho. Sabem disso com certeza. Se por palavras ditas fossem afastados de seus cargos onde democraticamente foram colocados os que as disseram, a Marta Suplicy estaria fazendo tricô e o Maluf, jogando paciência com os bisnetos.
 
Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br 
Guarulhos

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FELICIANO E FIDEL

As ideias de ambos (Marco Feliciano e Fidel Castro) são abomináveis. No episódio Feliciano, sua eleição se deu ante acordo do PT com o PSC, e agora o PT se faz de morto e tenta impugnar a escolha feita pelo PSC. O episódio faz lembrar os democratas petistas tentando calar a voz da corajosa blogueira Yoani Sanchez. Agora é avaliar se o malfadado Feliciano é tão radical quanto Fidel Castro, que perseguiu não somente dissidentes, mas também os homossexuais cubanos.

Jose Eduardo Bandeira De Mello josedumello@terra.com.br 
São Paulo

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O FUTEBOL E A COPA

Brasileiro é “louco” por futebol, a Copa 2014 será no Brasil e será um triplo desastre. A realização do evento vai ser uma “vergonha”, Seleção Brasileira sem a mínima chance de ser hexa, o que seria um “hexagero”, com Scolari/Parreira ou outro técnico, por melhor que seja. O fiasco da Copa e da seleção será o fiasco da reeleição da presidente. Aécio, Eduardo Campos, aliados ou não, levarão a eleição. É chegada a hora da renovação. Será o fim da linha para o PT. Sou brasileiro e torço pelo Brasil, acreditem!
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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MAIS UM EMPATE

Com Felipão no comando, os Canarinhos estão tendo dificuldade para superar adversários fortes.  Com muita esforço conseguiram superar a “muralha vermelha” e empatar no finalzinho do jogo.  Será um prenúncio de nossa chance na Copa das Confederações e na Copa de 2014?  Espero que não!
 
Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br
São Paulo

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SELEÇÃOZINHA MEDÍOCRE
 
E a nossa seleçãozinha medíocre, hein? Que coisa pavorosa! E o tal Felipão? Outra mediocridade personificada e ultrapassada. Ah, quantas saudades dos tempos em que a gente tinha uma seleção de fato, com excelentes comandantes e cheia de craques sobejamente conhecidos no Brasil e no mundo, como foram as vitoriosas de 58, 62 e 70, mas que hoje em dia se tornou arrumação e vitrine para empresários e para cabeças de bagre desconhecidos.    Antes todos sabiam de cor e salteado a escalação dos timaços brasileiros e hoje não sabemos os nomes de quase nenhum dessa coisa ridícula chamada Seleção Brasileira. Para que o selecionado nacional tenha bom desempenho na próxima Copa, é imperativo que saia urgentemente o treinador Luiz Felipe Scolari, bem como 90% do plantel, pois não conseguiram ganhar de ninguém, tendo performance pior do que nas eras Dunga e Mano Menezes.     Ainda dá tempo.
 
Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br
Rio de Janeiro

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SELEÇÃO

Até agora o Felipão, salvação nacional, não disse por que veio. Continua o mesmo Felipinho do Palmeiras. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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HIPOCRISIA NA IMPRENSA ESPORTIVA

Parem de falar mal do Dunga, Mano Menezes, Felipão e tenham a coragem de dizer que não temos mais craques. Mas acontece que aí vocês desagradariam os grandes patrocinadores. As recentes e a atual geração de jogadores é medíocre.

Carlos Norberto Vetorazzi  cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br 
São José do Rio Preto

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NÚMEROS DA VIOLÊNCIA

Homicídios sobem 14% em um ano em São Paulo. A Polícia prende, mas a Justiça solta. Solta por quê? Solta porque o nosso Código Penal e as leis de execuções penais em vigor ordena que criminosos profissionais, a maioria reincidentes, sejam soltos usando dos benefícios da Lei e os advogados de porta de cadeia não perdem tempo, agem rápido. O alto índice de criminalidade existente em São Paulo e no Brasil deve ser debitado tão exclusivamente ao moroso Poder Legislativo e é esse poder que faz as leis, leis essas muito mais interessadas em favorecer os criminosos que proteger a maioria da população brasileira. Os juízes apenas cumprem a Lei. Uma pesquisa de opinião pública patrocinada pelo próprio Senado (a disposição na internet) demonstra claramente aquilo que a população brasileira espera do Poder Legislativo que está revendo o nosso ultrapassado Código Penal ainda em vigor desde 1940. Assassinos matam vítimas inocentes, mas depois de cumprir parte da pena voltam a ser soltos por “bom comportamento”, outros podem visitar seus familiares em feriados prolongados, muitos recebem visitas íntimas, etc., todavia, as vítimas inocentes executadas por esses bandidos estão mortas para sempre, perpetuamente, elas não vão poder gozar nunca dos benefícios oferecidos pelo nosso Código Penal e nem das nossas leis de execuções penais.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 
São Paulo

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CRIMINALIDADE EM SÃO PAULO

Fala-se muito na escalada da criminalidade em São Paulo chegando a mais de 100%, mas ninguém corre atrás dos reais motivos. Pensem bem: foi durante o governo Alckmin que a criminalidade antes a maior do país, caiu drasticamente na década passada. Nunca se construiu tantos presídios sob o governo dele e agora sob seu governo a criminalidade volta a subir? Não existiriam motivos adversos para que isso acontecesse? Por exemplo, a queda de verba federal para o Ministério da Justiça que diminuiu seu contingente de policiais nas fronteiras (reportagens mostraram esta realidade) o que com certeza aumentaram a entrada de drogas e armas no Brasil. Isso tem acarretado aumento da criminalidade em todo o país, não apenas em São Paulo. Outra hipótese muito concreta foi a “pacificação” das favelas no Rio de Janeiro, cujos bandidos em fuga foram acolhidos pelo PCC de São Paulo e se bandido tem por profissão matar, roubar e traficar, vendendo pipoca é que não estão. Seria melhor a imprensa investigativa correr atrás dos reais motivos, antes de enforcar o governador Alckmin, que mais está parecendo previa eleitoreira. A propaganda massiva de queima do governador tem a aprovação da imprensa ou é matéria paga? Pensei que em São Paulo a imprensa seria livre e independente!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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RELIGIÃO – ENSINO OBRIGATÓRIO

É absurdo que quase 50% dos estudantes da rede pública de ensino sejam obrigados a fazer aulas de religião, no Brasil. Trata-se de medida ilegal e que afronta a Constituição federal, que diz expressamente que o Estado é laico. Aula de religião na escola é algo que deve ser evitado e, na pior das hipóteses, ser facultativo e nunca obrigatório. Onde está o Ministério da Educação (MEC)? Onde estão as Secretarias de Educação estaduais e municipais que nada fazem e se omitem diante de tamanho despautério? Ao invés de assegurar aos nossos estudantes uma escola pública com qualidade, vemos diretores de escolas impondo aos mesmos seus dogmas religiosos, numa evidente violação aos direitos dos alunos.  

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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FECHANDO O CERCO

O Palácio do Planalto em plena campanha eleitoral resolve aumentar o leque de sua suja atuação política usando agora a religião. Isso como se não bastassem os espúrios acordos com a escória política nacional e a vergonhosa criação de ministérios inúteis apara abrigar bandidos. Lembro a existência dos miseráveis e analfabetos do Bolsa-Família que há muito são tidos como favas contadas para a próxima eleição presidencial, faltando apenas um pequeno reajuste no valor do benefício e mais 2 milhões de famílias no programa, o que já está sendo providenciado. Aliás é bom lembrar que o Bolsa-Família é o único programa de inclusão social no mundo que, ao invés de reduzir o número de inscritos, aumenta, garantindo dessa maneira 45% do eleitorado no cabresto. Porém um valioso naco, o religioso, estava ainda a descoberto. Não demorou muito e a quadrilha caiu em campo. Primeiro assistimos a hipócrita, e já internacionalmente famosa, farra do Vaticano. Comitiva de comunistas brasileiros se hospedando em hotel de luxo e deslocando-se em limusines, e para completar o ridículo da cena uma ateia beijando a mão do Papa e declarando em entrevista pública que Deus é brasileiro. Se Deus fosse realmente brasileiro, o teto do hotel onde se hospedou a trupe teria desabado ou o Aerodilma teria mergulhado no Atlântico para o todo e sempre. Dando continuidade ao triste espetáculo midiático, desta vez “intramuros”, a dona Dilma, em uma demonstração de total desrespeito aos mortos, apareceu ontem assistindo a uma missa em memória das 33 vítimas dos recentes desmoronamentos na região serrana do Rio de Janeiro. Sugiro a todos os familiares de vítimas das frequentes catástrofes, que por pouco caso e total incompetência desse governo tornaram-se rotina no país, a retirarem-se de ambientes todas as vezes que essa bandidagem chegar para fazer proselitismo político. Caso contrário, essa mortes evitáveis poderão até serem estimuladas como meio de campanha política desse imoral partido que nos governa.
 
Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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