Fórum dos Leitores

Atualizado às 6h12.

O Estado de S.Paulo

02 Abril 2013 | 02h10

COREIA DO NORTE

'O Rato que Ruge'

O comunismo está tendo um fim melancólico. China caminhando para o capitalismo e Cuba e Coreia do Norte nos estertores, deteriorando-se aceleradamente. Tinha razão o senador Fulbright (EUA) quando disse, na década de 1950: "O comunismo é uma questão de tempo". Para manter o poder e sua autoestima o "gorducho" presidente norte-coreano precisou ameaçar com uma guerra nuclear contra potências infinitamente mais fortes, sabendo que ao menor espirro será pulverizado. O comunismo não foi uma boa ideia de Karl Marx: embora tenha "agitado" alguns assuntos importantes para a humanidade, criou apenas uma "burguesia do partido" ao lado da existente "burguesia aristocrática". Não funcionou, mesmo imposta com violência e rigor. A questão norte-coreana atingiu tal ridículo na complexa política mundial que deve ser resolvida, no máximo, com uma pequena frota de navios carregados de hambúrgueres, depois de "chatear" por alguns dias importantes autoridades do segundo escalão dos países envolvidos. Questões como essa, retratadas admiravelmente no filme O Rato que Ruge, imitado na Guerra das Malvinas, servem apenas para a política interna da nação provocadora. No caso presente, a Coreia não conseguirá manter o regime comunista por muito tempo, pois, como Cuba, não é capaz de produzir nada, nem os próprios alimentos.

FABIO FIGUEIREDO
fafig3@terra.com.br
São Paulo

*
Blefe

O presidente da Coreia do Norte adora os personagens da Disney e também deve adorar mexer com fogo. As atitudes recentes mostram que deve igualmente maravilhar-se com os Piratas do Caribe, pois são um fogo só. Minha vozinha Ana já dizia, décadas atrás, que quem mexe com fogo pode se queimar, e como! Esse grande blefe é puro desespero de um país no caos e que não tem nenhuma saída, visto que até a China está contra essa atitude tresloucada de dizer que vai atacar aqui e acolá. Só espero que o povo norte-coreano, que passa fome, não seja castigado com algum bombardeio ainda mais tresloucado dos EUA ou de outro país e que todos se entendam, porque guerras só levam desgraça e infelicidade mesmo aos vencedores.

ANTONIO JOSÉ G. MARQUES
a.jose@uol.com.br
São Paulo

*
GOVERNO DILMA

O tripé

A um ano e meio da eleição para presidente, a atual já deu início à sua campanha visando à reeleição. Até o momento seu (des)governo está muito abaixo da crítica, ruim mesmo, imaginem daqui para a frente. Por isso lança o "tripé JEC" como plataforma eleitoral: juros, energia e comida. O resto não tem pre$$a, o voto é que intere$$a. Precisa mais?

MARIA TERESA AMARAL 
mteresa0409@2me.com.br
São Paulo

*
Tudo pela reeleição

Quem não tem planejamento e competência faz o tripé desonerações, isenções, prorrogações... para ganhar eleições!

TANIA TAVARES
taniatma@hotmail.com
São Paulo

*
Contra-ataque

Se o programa de televisão do PT pretende apresentar o tripé energia, comida e juros para consolidar a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, em 2014, a oposição deve contra-atacar com a mesma moeda, apresentando também o seu tripé, formado, por exemplo, por baixo investimento em infraestrutura, baixo crescimento do produto interno bruto (PIB) e baixo desempenho da Petrobrás - ou outros tão importantes e não citados.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE
degaspare@uol.com.br
São Paulo

*
Além do horizonte

Se as eleições fossem hoje, Dilma ganharia no primeiro turno. Se fossem... Mas as eleições estão longe, além do horizonte petista.

FAUSTO FERRAZ FILHO
faustofefi@ig.com.br
São Paulo

*
Política econômica

É impressionante o poder de convencimento que Dilma (Lula) tem ao anunciar queda no desemprego e o IBGE anunciando ao contrário; a redução na conta de energia, que não ocorreu, e a diminuição do custo da cesta básica, que também não se verificou, a queda da inflação, que passou muito longe, e, por fim, dizer que o seu governo está todo empenhado em fazer o Brasil crescer, com um bando de ministros incompetentes, a começar por Guido Mantega, da Fazenda.

WAGNER MONTEIRO
wagnermon@ig.com.br
São Paulo

*
Injustiça com Mantega

Parece-me que os amigos leitores estão sendo injustos com o ministro Mantega. Afinal, não é ele que está "dirigindo" a economia do País. Está ali num grande sacrifício, "dando a cara para bater". Se as coisas dessem certo, a "dirigenta" iria logo dizer que a responsável era ela, e não Mantega.

WILSON SCARPELLI
wiscar@estadao.com.br
São Paulo

*
Isenção do IPI

Caro Mantega, com mais de R$ 2 bilhões não seria mais lógico investir na criação de uma marca de automóveis nacional? Continuamos alimentando lucros de outros países.

EDUARDO MELLO
eduphone1@gmail.com
São Paulo

*
Estratégia anti-inflação

Consumidores já estão trocando marcas e produtos, o sinal do fantasma da inflação. O próximo passo é armazenar alimentos e daí, amigos, é o fim da picada, a vaca já foi para o brejo... Para quem não sabe, inflação é redução de salário, menos comida na mesa. Fiquem espertos, srs. governistas, mexer com a massa que os elegeu é pôr em risco vosso reinado.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

*
O medo do dragão

Em especial quem já viveu a inflação crescente retoma hábitos antigos, como estocar as mercadorias mais consumidas: óleo, arroz, feijão e outros itens. E esses hábitos estão voltando porque os cidadãos verificam nos supermercados o retorno das famosas maquininhas de reajustar preços. Tais expedientes de precaução por parte dos consumidores demonstram também a falta de confiança na política governamental de controle da inflação, consequência da elevação de preços de produtos de primeira necessidade, o que representa um mal para o País. Entretanto, as autoridades econômicas deste governo parecem não atribuir muita importância ao tema, pois não vemos manifestações de subida dos juros nem outras providências cabíveis num quadro como o atual.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO
carneirojc@ig.com.br
Rio Claro 

*
ASSALTO A TURISTAS

O Brasil não tem condição de receber turistas, muito menos eventos do porte da Copa do Mundo e da Olimpíada. Vejam o que três bandidos fizeram com um casal de turistas americanos: assalto, sequestro, espancamento, estupro e, no final, os criminosos, se condenados, vão passar uns meses presos antes de ganhar regime aberto “por bom comportamento”. Aqui não tem lei, não tem povo, não tem nada a se fazer exceto tentar emigrar para um país de verdade que ainda aceite brasileiros. Difícil, pois em todo lugar já passaram brazucas mostrando os costumes da terra.

Paulo Izecksohn pauloizecksohn@pauloizecksohn.name
Rio de Janeiro

*
ESTUPROS COLETIVOS

Estupros coletivos contra mulheres estão se espalhando como epidemia pelo mundo. Em 2008, o livro Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, foi levado ao cinema e muitas pessoas abandonavam a sala indignadas com a cena de estupro coletivo. Estará o mundo atual tão doente que não permita que haja uma reação contra a cegueira?

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br
Campinas

*
INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ

Parabéns ao dr. Florisval Meinão e ao dr. Florentino Cardoso (presidentes da APM e AMB) pelo artigo corajoso e explicativo, e ao professor Carlos Alberto Di Franco pela clareza deste e de todos seus artigos. A imensa maioria dos médicos brasileiros é contrária à liberação do aborto até 12 semanas de gestação. Estamos falando de vida. Quem já viu uma ultracenografia com essa idade gestacional poderá dizer. Peço ao governo brasileiro, ao MEC, Ministério da Saúde e ao CFM que se preocupem mais e invistam em educação e planejamento familiar.
 
Emerson Luiz Cury.   médico obstetra emersoncury@gmail.com 
Itu

*
IVG

Pouca surpresa (e muita tristeza) me causou a leitura do texto escrito por médicos, sobre a interrupção de gravidez (A2, 1º/4). Cada um acredita no que quiser, mas impor sua crença ao conjunto da população é uma afronta e contraria – isso sim – os princípios da democracia. Democracia da qual muito se fala, em geral sem fundamento teórico-filosófico. Como diria Homero, “palavras aladas”... Aqui, por exemplo, a questão não é a democracia, mas a República. Laica, por definição. Pois até um regime monárquico (como o da Espanha, por exemplo) pode ser democrático. A questão, insisto, é o caráter laico da República. Erros teóricos graves saltam aos olhos, no “argumento” do texto, cheio de paixão e carente de razão: 1) A afirmação de que há vida já nas 12 primeiras semanas de gestão já é um a priori da posição defendida pelos autores, idêntica à da Igreja Católica; e a montagem é capciosa, pois diz “crianças em gestação”... 2) Vida é uma coisa, consciência é outra. 3) A expressão “liberação do aborto” também é preconceituosa e discriminatória, pois o termo correto é IVG, interrupção voluntária de gravidez, ao menos em países de Primeiro Mundo, muitos dos quais, apesar de católicos, são republicanos – e, portanto, laicos –, não só aceitando como até mesmo  disponibilizando acesso gratuito a toda mulher que quiser interromper uma gravidez. Ora, a expressão teve o “voluntária” suprimido, no título, e substituído por “abordo mais adiante”, talvez por desconhecimento, talvez por imprecisão de ato falho, pois o pensamento religioso tem uma leitura muito particular do que seja “livre-arbítrio”! 4) O texto fala em “autonomia da mulher” negando justamente o que seja autonomia: não é preciso saber grego para entender o significado da palavra. Reduzir a autonomia da mulher ao uso de contraceptivos é absurdo e ridículo. 5) O uso feito da expressão “alegado direito à vida” é preconceituoso, não fundamentado e abusivo. Por isso não cabe misturar convicções pessoais, de fundo evidentemente religioso, com argumentos soit-disant de ordem médica, ou valendo-se de tal estatuto para corroborar suas próprias teses. Quem for contra a IVG que não a pratique.  Simples assim. A mulher (brasileira) não precisa de patrulhamento ideológico de tipo algum. Nem que falem, pensem ou decidam por ela.

Marly N. Peres lexis@uol.com.br
São Paulo

*
FERNANDO GABEIRA

Parabéns pelo seu artigo Deus está vivo e bem no Morro do Bumba (29/3, A2). Como a criatura humana se extasia rápido com o luxo e o bem-bom da vida, não é mesmo? Que delícia ter à disposição um avião da alegria e poder levar uma grande trupe para beijar as mãos do papa no Vaticano! Que farra, que esnobação na cara do povo brasileiro! Para uma ex-guerrilheira que lutou para instalar o comunismo (opa, a democracia) à maneira castrista no nosso país, o estilo não está nada mal. Continue assim que o povão aprova e paga!
 
Ione Burmeister ionembecker@gmail.com
Valinhos

*
DUPLO ATO DE HUMILDADE

Resolvi que este será o último comentário que faço antes de um programado recesso. Também será, a exemplo do penúltimo, a respeito do novo papa. Espero que não digam que é implicância com o pontífice. O comentário anterior foi apenas uma constatação da realidade, quando eu disse que foi uma apologia ao crime (acredito numa atitude impensada) o papa beijar os pés de 12 marginais, e que eu não via nisso nenhum ato de humildade. Desta vez quero pedir que a grande imprensa adote e divulgue a seguinte ideia. Em Julho o papa estará no Brasil para participar da Jornada Mundial da Juventude 2013. Portanto, proponho que 12 adolescentes sejam recolhidos nos grotões do Nordeste e que Francisco lave e beije seus pés calejados, rachados e cheios de barro de quem caminha descalço diariamente quilômetros e mais quilômetros para frequentar uma escola, e ainda assim de péssima qualidade.
Esse fato seria extremamente positivo para a Igreja Católica dar uma demonstração de que não aceita a tese defendida pelos direitos humanos no Brasil, que converge invariavelmente para a inversão de valores. Teríamos assim a caracterização de dois simultâneos atos de real humildade: um religioso, da parte do papa, dando ainda mais credibilidade a seu lema franciscano, e um político, da parte da dona Dilma, reconhecendo de público sua incapacidade para dirigir o País.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com
São Paulo

*
DILMA É FIEL
 
Dilma é fiel e obediente ao seu mentor. A base inicial eleitoreira do seu padrinho está sendo aquinhoada com benefícios, quando deveria generalizar a redução na carga tributária e diminuir a volumosa gordura na administração governamental. Na contramão a indústria automobilística entulha o perímetro urbano e rodovias, sem que os veículos possam se deslocar sem engarrafamentos, sem que nenhuma providência do Poder Executivo sequer almeje solucionar. É decepcionante a logística na infraestrutura, mas o agronegócio teima em produzir, embora não possa, decentemente, comercializar, exportar. Enquanto isso, os improdutivos eleitores, afilhados do MST e congêneres, são mantidos com regalias e benesses... O objetivo é, a qualquer preço, manter-se no poder. Daí, mesmo dois anos antes da reeleição, as andanças eleitoreiras apregoando em palanque uma situação que não corresponde à nossa realidade, visto que nos bastidores estamos péssimos...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br
Vila Velha (ES) 

*
COMPARAÇÕES

Os preços dos remédios, aqui, andam pela hora da morte. Senão, vejamos. Caixa com 30 comprimidos para tireóide: R$ 31.33. O mesmo na cidade de Lisboa: 3,08 euros, ou seja, 03,08 x 2.72= R$ 8.37, e com 60. Comprimidos que aqui se compram com 28 a cartela, de uso contínuo (absolutamente incompreensível quem foi o descobridor de tal pérola, diminuindo em dois o número mensal) na Europa são vendidos com 60 a preço menor de uma das daqui. Este país abandonado pela súcia que dirige os inglórios destinos da Pátria se deixa levar pelo truste dos laboratórios e ninguém, absolutamente ninguém fala nada. Isso para não falar dos hospitais abandonados, dos doentes jogados como gado nos corredores, outros tantos esperando que aparelhos comprados sejam postos em atividade após a tramitação burocrática que os libere. Morra com um desatino desses!

Mauro Evaldy de Souza mauroevaldy@yahoo.com.br
Paulínia

*
BALANÇO DO BNDES

Quanta irresponsabilidade recorrer a manobras no balanço do BNDES para obter, artificialmente, um superávit primário mais aceitável!  Os números podem aparecer no papel mais "aceitáveis" mas o custo em confiança não se justifica.  Será que o elles não entendem que "confiabilidade" leva tempo e é uma conquista das mais valiosas?  E que, depois de perdida, fica difícil recuperar?  Infelizmente, é mais um caso de jeitinho, esperteza e truque burro que revela nossa situação de país do Terceiro Mundo!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br
São Paulo
      
*
BALANÇA COMERCIAL

Não custa lembrar: saldo médio da balança comercial no período de 1995 a 2002: - R$ 1,2 bi/ano (sim: NEGATIVO!). Saldo médio da balança comercial no período de 2003 a 2012: + R$ 30,8 bi/ano (sim: POSITIVO!). Que diferença, hein?! São dados e, por serem dados, plenamente verificáveis... 

Mauricio Nardi Jr. mauricionardi@hotmail.com
São Paulo

*
ADMINISTRAÇÃO PETISTA

Jim Rogers, economista e investidor americano, declarou que a Presidente Dilma está tornando impossível investir no Brasil, pois ela é contra a entrada de capitais, impedindo que o Brasil seja uma das principais economias do mundo.

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br 
São Paulo

*
ESTATÍSTICA GOVERNAMENTAL

Nem no tempo do milagre econômico da ditadura militar, com Delfim Netto como ministro, os números foram tão escamoteados como agora. Vejamos: a inflação prevista para 2012 foi de 4,5%. Esse seria o total, ou seja, 100% da inflação, com uma tolerância de dois pontos para mais. Como o apurado foi de 6%, o governo concluiu que houve apenas 1,5% de inflação a mais e a imprensa em geral engoliu o fato, cooptada pelo governo, e todos os brasileiros acreditaram. Numa regra de três simples, ou seja, em bom português devemos dizer assim: 4,5% está para 100 assim como 6,5% está para x. Conclui-se que a inflação real ficou 44,44% acima do total previsto, e não 1,5 ponto porcentual, como o propalado. Da mesma forma aconteceu com o PIB, mas de modo inverso. Foi estimado um crescimento de 4%, porém o obtido foi de apenas 1%: se 4% seria o total a ser alcançado e só obtivemos 1%, o PIB real foi de 25% do previsto, e toda a imprensa, com seus economistas, não esclareceu a opinião pública corretamente e com isso o Ibope aponta Dilma com um índice altíssimo de aprovação popular.

Francisco Samuel Fiorese samucafiorese1@yahoo.com.br
Campinas

*
PRIMEIRO DE ABRIL
Muito sintomático que tenha sido ontem publicado no Diário Oficial a implementação de novo ministério, o da Pequena e Média Empresa, com 68 cargos, e a notícia de que o vice-governador de São Paulo seja o preferido da presidente Dilma. O sr. Afif Domingos foi eleito vice-governador do Estado mais importante do País. É muito intrigante que ele deixe esse importantíssimo cargo para ser mais um ministro desta República onde os ministérios são tantos que não se sabe o nome dos titulares da maioria. De qualquer modo, esse será seu epitáfio como político da oposição e da minha parte não terá nunca mais o meu voto. Outra notícia bem de acordo com o Dia da Mentira vem de Brasília. A sra. presidente promete implementar 8.600 creches até 2014 e para isso contará com a colaboração do ministério da Educação (!). Considerando que até 31 de março já foram decorridos 90 dias de 2013, faltando então 255 dias para o final do ano, que somados aos 365 de 2014 totalizarão 620 dias. Se então dividirmos 8.600 por 620, teremos 13,87. Pois esse é o número de creches por dia que Dilma terá de entregar. Só pode ser mesmo 1.º de abril e os bobos somos todos nós.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

*
HIP, HIP, URRA!

Estava previsto para o Dia da Mentira, 1.º de abril, o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis, mas para não ficar pior o IPI foi prorrogado de novo, claro. Tudo em razão do fraco desempenho das vendas no primeiro trimestre de 2013, além dos elevados estoques de veículos. Comemorem, é verdade, só o dia era da mentira... Hip, hip, urra!!!
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br
São Paulo

*
DÁ PARA ACREDITAR?
A minirreforma da obesa equipe ministerial do governo, recentemente determinada pela presidente Dilma, com a nomeação de verdadeiros fantoches políticos, completamente desvinculados dos problemas dos órgãos para os quais foram direcionados, tem um único propósito: fortalecer a artilharia da reeleição, cuja campanha, acionada pela máquina oficial, já está nas ruas, prematuramente iniciada. Assim, num show de fisiologismo político, o afilhado de Michel Temer, Moreira Franco, tão conhecedor de altas estratégias nacionais como o Lula de trigonometria esférica, deixou a estranha e enigmática Secretaria de Assuntos Estratégicos e assumiu a de Aviação Civil, sem o menor envolvimento com o assunto; o Ministério do Trabalho foi para  Manoel Dias, preposto de Carlos Lupi, o mesmo afastado do governo naquela faxina faz de conta;  o da Agricultura, para Antonio Andrade, político e pecuarista mineiro cuja função será vigiar os movimentos de Aécio Neves nas suas débeis piruetas de candidato. Por outro lado, Andrade, reconhecendo que qualquer nomeação ministerial tem como um dos objetivos a consolidação de poder político, declarou, com a máxima falta de franqueza de que dispunha, que não foi essa a intenção de Dilma ao optar pelo PMDB de Minas. Dá para acreditar? 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

*
VALE GANHAR A ELEIÇÃO
Não é novidade para os brasileiros bem informados que o maior desejo dos políticos é simplesmente ganhar sempre eleições. Com que finalidade, todos sabemos. Muitos comentários têm sido feitos na imprensa ainda livre, mas os resultados não são os esperados.  O exemplo maior  é o desrespeito total às leis que controlam o processo eleitoral.  Elas são bem claras, permitindo um período para propaganda, promessas, coligações, etc., durante o qual eles podem se manifestar quanto a projetos,  promessas e tudo mais.  Esse período compreende alguns meses antes das eleições que no Brasil ocorrem a cada dois anos. Mas não são respeitadas, principalmente nos últimos dez anos..  Mesmo agora, com quase dois anos de antecedência o governo federal se coloca em plena campanha.  A dedicação é total. A influência do ex (verdade?) presidente controlando tudo faz com que o País deixe de lado atividades muito mais importantes. Aliás,  nem precisava disso, já que as pesquisas apontam a folgadíssima vantagem do atual governo federal.  Já ficou provado que a maioria do povo brasileiro vota em quem Lula mandar. Vide o recente sucesso dele na Prefeitura de São Paulo. E a oposição,  depois de dez anos ignorando totalmente seu dever em regime democrático, agora se manifesta. Muito tarde e sem nenhuma chance de vitória. Enquanto isso, o trabalho que deveria ser feito pelos políticos governantes vai sendo deixado de lado. Problemas sérios como escoamento de produção, controle e recuperação da Petrobrás, o péssimo negócio com petróleo feito no México, a inflação crescendo, a insegurança, a falta de preparo para desastres naturais, a instrução baixíssima, a saúde precária etc., vão ficando para depois. Em período eleitoral só se trabalha pelas vantagens. Chega de “palanquismo”. 

Plínio Zabeu   pzabeu@uol.com.br
Americana

*
DILMA ELEITOREIRA

A presidente Dilma cortou os impostos da cesta básica, o preço da energia e os juros. Seriam excelentes medidas se tudo isso se acompanhasse também de corte de gastos da própria carne de seu governo, rico em esquemas de desvios e pesado, com tantos empregos de apaniguados, cuja finalidade é também eleitoreira, a tal ponto que temos hoje dezenas de ministérios. É a prova de que à presidente só lhe interessa o poder a qualquer custo. Que é pago por nós...

José Eduardo Zambon Elias
Marília

*
O MAU HUMOR PRESIDENCIAL 

 Por acaso alguém já reparou que em todas as imagens de nossa "amada presidente", seja em fotos ou pela TV., ela está sempre com aquela cara de quem chupou limão azedo no café da manhã? Não deve ser por causa da inflação, afinal é para isso que existe o cartão de crédito corporativo. Também não deve ser por se sentir pouco amada, afinal, todas as pesquisas encomendadas lhe dão imensa popularidade e aprovação. (Não conheço ninguém que tenha sido pesquisado, mas também não conheço ninguém nos grotões ou nas praias paradisíacas do nordeste que viva de bolsa-esmola). Não deve ser por enfrentar as imensas filas e a eterna bagunça de nossos aeroportos, afinal o Aerolula agora é Aerodilma. Nem por causa das estradas esburacadas e assassinas, afinal, os helicópteros da FAB estão à sua disposição sempre. Não deve ser por conta do desperdício da safra de grãos apodrecendo em caminhões por falta de estrutura para o descarregamento nos portos, afinal, madame só come caviar. Tampouco deve ser pela seca no Nordeste, mesmo porque seu vinho vem da França. Provavelmente não deve ser por ter de usar a saúde pública, que seu mentor e padrinho disse ser de Primeiro Mundo, afinal, o câncer que teve foi tratado no Hospital Sírio-Libanês. Queria ver se tivesse ido pro SUS. Imagino que não deva ser medo de ser assaltada, ou fuzilada em plena luz do dia, ou sofrer um sequestro relâmpago, afinal, a Polícia Federal está aí pra protegê-la. Por que será que a nossa "amada presidenta" vive de mau humor? Se ela quiser trocar comigo e trabalhar feito cão 12 horas por dia, pagar um monte de impostos, ter de pagar plano de saúde para fugir do SUS, viajar por estradas que mais parecem trilhas de bandeirantes, viver enclausurada no carro e em casa com medo de tomar um tiro na cabeça, ver a cada ida ao mercado preços cada vez mais altos e usar meu cartão de crédito tendo de pagar pelo uso dele no fim do mês... EU TOPO, pela felicidade da Nação e dela mesma, que tanto já sofreu na vida, mas... DUVIDO!

Marcos Teixeira de Mendonça marcao58@yahoo.com.br
São Paulo

*
A SAFRA NA ESTRADA

A safra de grãos bate recordes de produção a cada ano e não temos silos para armazená-los. Ninguém se importa com isso, pois acham que é mais prático e barato colocá-los nos caminhões e deixá-los na estrada. Até quando vamos permitir?

José Carlos Costa policaio@gmail.com
São Paulo 

*
COLAPSO LOGÍSTICO

Falta de armazéns agrava caos logístico. O problema é simples, os milicos se preocuparam em colocar a produção no Primeiro Mundo, não tiveram tempo de cuidar da logística, que ficou por conta dos socialistas-coronelistas da Constituição de 88. Estamos apenas vendo o lógico da idiotice política que sempre comandou o País. Os milicos levaram mais tempo do que precisavam para sair, e depois saíram antes da hora.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

*
ANEL RODOFERROVIÁRIO

É o primeiro milagre "pós-Páscoa" que entra na cabeça de nossos governantes, a construção do anel ferroviário, paralelo ao já existente Rodoanel. Mas por que não aproveitar a luminosa ideia e,  igualmente construir a Ferrovia Cuiabá-Santarém, para desafogar o sistema de transporte do Centro-Sul, ao lado da interminável BR-163? Bem à margem da rodovia, que há 20 anos está sendo construída, já tendo obtido licença ambiental, licença florestal, licença indígena e, notadamente, sem mais necessitar do "placet" da ministra Isabella Teixeira, de Marina Silva, etc., etc., por que não contratar uma empresa chinesa, que provavelmente vai socorrer financeiramente? Não poderia em hipótese alguma falar em Valec, pelo amor de Deus. Se o custo da contratação de empresa estrangeira for superior ao das nacionais, por que não todas as cooperativas de produtores rurais interessadas na obra, por intermédio de seus cooperados, arcarem com a diferença monetária? 

Renato Junqueira Meirelles rjmeirelles@uol.com.br
Presidente Prudente

*
ACÓRDÃO DO MENSALÃO
O resultado da ação penal 470, coloquialmente chamada de mensalão, já está atrasado. A demora para a publicação do acórdão é agoniante para o cidadão que tem sede de justiça. Depois da publicação ainda faltarão alguns poucos recursos, que seriam o "jus sperniandi" dos condenados. Esperamos que estes recursos sejam breves e conclusivos. O povo, bem como todos os cidadãos de bem, não vê a hora de ver publicadas as fotos das mãos algemadas dos mensaleiros nas primeiras páginas de todos os jornais de grande circulação deste país e do exterior.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

*
ROSEMARY
Onde será que anda dona Rose? Ninguém mais fala nela... Será que está viajando com Lulla nos aviões das empresas ou está bem escondida, protegida pelo bando?

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com
São Paulo

*
SÁBADO DE ALELUIA

Foi o dia da malhação de Judas. Em Belém, capital do Pará, malharam o boneco com cartaz que pedia a "malhação" do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em Brasília (DF) o boneco era do deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Como são queridos, não acham? Até no Sábado de Aleluia são lembrados, o povo está se informando e se indignando com as safadezas dos políticos.
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br
São Paulo

*
‘NONSENSE’ NO LUGAR DE BOM SENSO

Se ainda faltasse argumento para a saída do pastor-deputado da Comissão de Direitos Humanos, agora não falta mais nada. Pensei que fosse brincadeira de 1.º de abril, mas não era. Assistindo ao deputado Feliciano na sua prédica, de um púlpito semelhante àquele em que disse, dirigindo-se a um fiel, que o “cartão sem a senha não vale e depois vai pedir um milagre a Deus, Deus não vai dar e vai dizer que Deus é ruim”, afirmar mais uma estultice – “pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio de espírito santo conquistou um espaço que até ontem era dominado por Satanás”. E para piorar, o que pareceria impossível, sua assessoria saiu-se com esta pérola do “nonsense”: “As declarações foram dadas na função de pastor e no contexto da igreja, e não como parlamentar”. Basta. 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

*
FORÇAS OCULTAS

O pastor Marco Feliciano diz que o termo “satanás” se refere a “adversários”. Gostaria de dizer ao pastor que é muito comum nos dias atuais dizer e fazer coisas erradas e depois transferir a culpa para as forças ocultas...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com
Jandaia do Sul (PR)

*
PODER FALSO NEM JESUS SALVARÁ!

Quando política e religião se unem num país laico, algo está corrompido e, fatalmente, desse processo emerge o sofisma, enfraquecendo a democracia e usurpando a própria crença. Não há outro resultado. Existe um coro (nada angelical) tentando intimidar o governo federal e a população brasileira ao apontar, de modo arrogante, o crescente poder moralista e religioso na política. Será que possuem tanta força assim numa eleição federal, se nem ao menos conseguiram maioria de governantes estaduais e municipais? Surgiram sorrateiramente na última década, intimidando os fiéis a votarem neles, criando coligações políticas e trocas de favores legislativos. Até então estavam ocultos para a maioria brasileira e somente os pequenos feudos tinham consciência. O lado positivo de toda a situação surreal em torno do PSC e de seu fiel escudeiro, deputado-pastor Marco Feliciano, é que a máscara pseudopolítica se desfez em tempo recorde, sendo muito difícil se recuperarem de tamanha vergonha a que foram expostos. O resultado virá nas eleições, não somente na próxima, mas em várias. O saldo negativo será contra eles próprios, que almejam fazer o Brasil retroceder aos tempos da ditadura ou da Inquisição. Talvez devessem mudar a sigla do partido ou reformar as próprias consciências, mas isso já seria pedir demais. A falência política é certa e, neste caso, nem adianta fundar outra religião, nada mais limpará o rastro de nódoa que deixaram em nossas mentes. 

Nei Naiff academia1000@globo.com
Rio de Janeiro

*
PASTOR IMPOSTOR

O Brasil é mesmo o país da piada pronta: para defender as vítimas da discriminação e do preconceito o governo nomeou como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara o deputado  Marcos Feliciano, pastor evangélico declaradamente racista e homofóbico. Que piada infeliz!
 
J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo

*
GENERALIZAÇÕES

Sr. Denis Jr. et all, registro aqui meu protesto - afinal, sou protestante - sobre a generalização usado pelo senhor e por outros. Evangélico é um termo muito amplo e que atinge com violência de maneira profunda e injusta oa parcela da população brasileira. Quando for falar de um ou meia dúzia de pastores ou evangélicos, ou de um ou meia dúzia de cristãos, por verdade coloque seus nomes. A imensa maioria dos pastores e evangélicos não têm rádio/televisão, não participa de partidos políticos (já pensou os milhões de filiados que teria um PSC se ele representasse os cristãos, por exemplo?). Não vejo acompanhar o nome de cada criminoso ou acusado de crime a sua confissão religiosa, ou seu ateísmo, ou seu agnosticismo. Quando é evangélico, isso é regra. Não vou nem comentar sua proposta democrática de vetar acesso aos meios de comunicação. Estado laico significa que não há uma religião oficial, não significa falta de liberdade para estas.

Fernando Hamilton Costa fernandocostavdm@yahoo.com.br
São Paulo

*
‘PIOR QUE O CASO DO PASTOR’...

... é que o Brasil deixou de ser um Estado laico, e faz bastante tempo. Bancada evangélica, organizações tidas como religiosas detendo uma grande quantidade de rádios e TVs e emissoras arrendando espaços para os mercadejadores da fé. Tais emissoras são concessões do Estado. O laicismo entrou na onda e não volta mais, nem no voto. Agora, essas organizações arrecadadoras poderão até usar o recurso da Adin. Nem o Satanás pensaria em tudo isso.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br
Batatais 

*
MEMÓRIA CURTA E SELETIVA

Quando o Estado mencionou uma “aberração ainda maior” que o caso do pastor (31/3, A3), imaginei que se referisse ao fato de o petista e mensaleiro João Paulo Cunha, condenado pelo STF por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, ser o presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara (sic) e não sofrer praticamente nenhuma pressão da opinião pública (nem da imprensa) para renunciar. Brasileiro tem memória curta e ética seletiva.

Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com
São Paulo

*

MINORIA & MINORIAS

“Depois de Caetano, Chico Buarque apoia manifestações contra Feliciano. Em e-mail enviado ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), o cantor afirmou que também era a favor da saída do pastor da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo, 27/3)”
Com relação à noticia de Isadora Peron, acredito que todos são livres para se expressar e tomar partido com relação a qualquer assunto. Mas quando vejo a “elite” da classe artística só se manifestar com vigor para defender interesses de “minorias”, digo, “minorias militantes” (como as dos próprios artistas defendendo subsidios “culturais”) e deixar de defender o direito das maiorias excluídas da possibilidade de terem boa educação, saúde e infraestrutura fico intrigado... Qual o motivo de não se manifestarem com igual vigor contra a permanência dos presidentes do Senado e da Câmara, de Comissões que tem presidentes processados e condenados, de deputados e senadores que se apropriam de recursos que deveriam ser utilizados em beneficio da população? Penso que há n minorias e a GLS nem o é tanto. Ao contrário. É uma minoria, que eu respeito, composta por muitos milhões de cidadãos e que tem representatividade não só pela qualidade dos seres humanos que a constituem, como pelas áreas em que se faz presente com seu trabalho, incluindo artes e imprensa. E extremamente militante, como pode observar não só pelas suas manifestações populares (passeatas) como pelo respeito que o mercado lhe dá. Hotéis, restaurantes, lojas, editoras, etc., etc., dada a sua significância, vêm criando produtos especificamente destinados aos componentes desse segmento.  Mesmo não compartilhando as crenças do deputado, o meu ponto de  vista é que, enquanto por suas ações - não palavras ou opiniões expressas anteriormente - o deputado Feliciano não desrespeitar a função para a qual foi eleito por seus pares, ele tem o direito de exercê-la. Se no exercício da mesma ele demonstrar não ser digno, que seja processado e destituído.

Jorge Alves jorgersgersalves@2me.com.br
Jaú

*
‘VADE MECUM’

Tenho para mim que as cartas do Fórum dos Leitores do Estadão podem e merecem ser comentadas na própria instituição por outros leitores, quando tratam de fatos que dizem respeito a todo e qualquer assunto de interesse honesto do nosso país, principalmente quando se referirem à política. Assim, peço vênia para expressar minha sintética e modesta interpretação à carta do leitor sr. Domingos Perocco Netto intitulada Direitos humanos? (1.º/4). Apesar da triste qualificação que tem o dia-1.º de abril, são considerações e críticas verdadeiras sobre graves acontecimentos que correm soltos e envergonham nossa Pátria. O aludido leitor enumera n falcatruas que são um autêntico vade mecum da nefasta politicagem que enoja nosso pobre Brasil e que os eleitores do futuro pleito para Presidência da República, inclusive reeleição, devem levar consigo para consultar e votar conscientemente em quem merece. Parafraseando o título de uma novela, salve Brasil!

Antonio Brandileone  abrandileone@uol.com.br
Assis

*
CARTAS DE LEITORES & SAUDADE DE 2002
 
Lendo as cartas dos leitores no Fórum de 30/3, finalmente me deparei com duas (mencionadas no título desta)  em defesa do atual governo. Nada mais democrático, o que por si só responde à dúvida do autor de uma delas de que os editores somente publicariam cartas que se mostram em sintonia com a “ferrenha posição opositora do jornal”. Quem acompanha o Estadão (desde os anos 60 como eu) sabe que a organização tem como objetivo maior o jornalismo autêntico, somente sobrepujado pela defesa da democracia. A imparcialidade e a coragem do jornal estão fora de qualquer discussão. Quanto à segunda carta, parte de uma premissa totalmente equivocada: não se trata, absolutamente, da “elite ou de parte da classe média fazendo críticas vorazes ao governo”. Na verdade, trata-se da parcela informada e consciente da população que acompanha preocupada a evolução dos acontecimentos. A propósito, o que o leitor coloca como um trunfo do governo não passa de expansão do crédito, que está enriquecendo os bancos e endividando ainda mais as famílias brasileiras, além de trazer de volta a inflação. Não tenho procuração para defesa do jornal e muito menos pertenço à elite ou à classe média, sou apenas um cidadão brasileiro preocupado com o futuro do meu país.

Sergio Bertolini sergiobertolini@ig.com.br
São Bernardo do Campo

*
RESPOSTA

Também não tenho procuração de O Estado de S. Paulo para responder em seu nome à carta do leitor sr. Ramón García Fernández, mas gostaria de opinar que o elevado índice de cartas de descontentes com os governos petistas se deve ao fato de que simpatizantes desse partido não leem tanto jornais, poucos têm o hábito de escrever ou suas cartas não são inteligíveis o suficiente para merecer que sejam publicadas. Isso não tem nada que ver com essa absurda e, isso sim, difícil de entender aprovação dos referidos governos.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com
Rio de Janeiro   

*

Se ligue, Ramón!

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

*
ESCLARECIDOS
  
Caro petista sr. Ramón García, que reclamou das cartas dos leitores que reprovam o governo. Informo que quem escreve para o Fórum dos Leitores são leitores e eleitores esclarecidos e bem informados e esta é a razão da não aprovação dos governos, inclusive petistas. São leitores que sabem que atrás da boa intenção demagógica de seu partido existe a real intenção, que na maioria das vezes é reprovável. Simples assim.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com
São Paulo

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.