Fórum dos Leitores

Atualizado às 6h17.

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2013 | 02h11

POLÍTICA ECONÔMICA

Amarga fatura

A divulgação do resultado de nossa balança comercial no primeiro trimestre - o pior em 12 anos - vem se somar ao já verdadeiro rosário de malogros da economia brasileira sob o desgoverno petralha, com destaque para o pífio crescimento com alta inflação. Quando os ventos sopravam a favor (em boa parte do desgoverno anterior), em razão do boom internacional, Lulla ia aos palanques fazer seu proselitismo barato, enganando trouxas e cevando as urnas para a manutenção de seu partido no poder. Agora que a China - a locomotiva do novo século - não cresce mais a 10%, 12% e o preço das commodities caiu, é visível a olho nu a deterioração de nosso saldo comercial - que em breve se transformará em déficit -, com resultados previsíveis sobre toda a economia. Aos poucos o populismo esquerdista apresenta a sua amarga fatura.

SILVIO NATAL
silvionatal49@yahoo.com.br
São Paulo 

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Balança comercial

Se Lula, nosso ex-persistente, digo, ex-presidente, fez festa e alardeou nos jornais e nas TVs, alguns anos atrás, a autossuficiência brasileira em petróleo, por que estamos gastando cada vez mais com importações?

ELY WEINSTEIN
elyw@terra.com.br
São Paulo

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Governo dos recordes

Impressionante! O governo de Dilma Rousseff bate um recorde atrás do outro de negatividade na economia. Não bastasse o pibinho de 2012, a balança comercial de março foi a pior dos últimos 12 anos. Isso sem falarmos do prejuízo recorde das empresas estatais, como Petrobrás e Eletrobrás. O temor é de que ela bata o recorde de inflação do governo Sarney.

TOSHIO ICIZUCA
toshioicizuca@terra.com.br
Piracicaba

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O poste

As sucessivas trapalhadas de Dilma na área econômica e a armadilha em que está colocando o País justificam as dúvidas surgidas há algum tempo quanto à autenticidade de seu diploma em Economia. E sua comprovada incompetência na área é agravada por seu autoritarismo e pela teimosia em continuar adotando medidas contrárias às orientações da maioria dos economistas sérios e do próprio Banco Central, na tentativa de obter resultados imediatos onde as coisas funcionam quase exclusivamente no longo prazo. A continuar assim, no final de seu (infelizmente) quase certo segundo mandato só nos restará chorar mais uma década perdida e dizer, com a licença de Drummond: havia um poste no meio do caminho, no meio do caminho havia um poste...

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA
jmoliv11@hotmail.com
Guarulhos

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Década perdida

Uma análise dos investimentos federais em infraestrutura na era do lulopetismo revela que eles só ocorreram onde houve interesses político-partidários. E quando ocorreram, mais de 47% ficaram inconclusos por absoluta falta de expertise.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI
fransidoti@gmail.com
São Paulo 

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Portos

No dia 31 de março, a jornalista Renée Pereira fez uma matéria sobre a falta de armazéns e só se falou do Porto de Santos. E o Porto de São Sebastião, não existe nenhum projeto para ele? Sempre que passo lá esse porto está vazio.

RENATO CAMPOS GARRIDO
renato.lincenet@ig.com.br
São Paulo

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A hora da troca

Não tem mais sentido esta equipe econômica continuar no governo, nada do que até hoje foi feito teve êxito. Está na hora de a presidenta chamar os economistas que compuseram o Plano Real para que, com seus conhecimentos já aprovados pelos brasileiros, nos possam devolver a segurança e a estabilidade conquistadas.

VALDIR SAYEG
valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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A morte do Real

Este governo está matando aos poucos o Plano Real, com a consequente volta da inflação, que já se faz sentir. Estão tentando adiar o problema com medidas paliativas até a próxima eleição presidencial. Porém o Real deve acabar, no máximo, alguns meses após a provável reeleição da presidente.

PAULO DE TARSO ABRÃO
ptabrao@uol.com.br
São Paulo

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AS IGREJAS E O STF

Representatividade

Permitam-me discordar do editorial Pior que o caso do pastor (31/3, A3). Eu concordaria com sua posição se as entidades religiosas ganhassem o poder de simplesmente derrubar uma decisão do STF, mas não se trata disso, e sim apenas de requerer uma nova apreciação de decisões tidas como lesivas a entidades legalmente constituídas. Assim, de modo nenhum o eventual direito de essas organizações arguirem a inconstitucionalidade de decisões do STF fere a laicidade do Estado. Ao contrário, obriga-o a levar em conta a representatividade dessa expressiva parcela da sociedade brasileira e a defender contra intromissões indevidas de forças antirreligiosas seu legítimo direito de externar e praticar suas convicções, um risco cada vez mais patente diante da virulenta, agressiva e barulhenta campanha homólatra em curso, que, infelizmente, vem arrastando sem maiores critérios até a grande imprensa, cada vez mais parcial: Marco Feliciano é execrado por princípio (louvável exceção: a entrevista que a revista Veja lhe facultou), enquanto outro parlamentar, declaradamente gay, pode tranquilamente aproveitar a posição privilegiada que ocupa para advogar em causa própria, por meio de pronunciamentos na imprensa, contra os que ousam pensar de outra forma, sem ser questionado. Algo está claramente distorcido aí. A rigor, o ideal seria que cada cidadão que se considerasse lesado pudesse recorrer a ações diretas de inconstitucionalidade (Adins), o que, reconheça-se, é obviamente impossível. No entanto, a seleção das entidades autorizadas a entrar com Adins no STF é de qualquer modo arbitrária e, por isso, questionável. A legitimidade e a representatividade do conjunto das igrejas cristãs com certeza não são inferiores às das confederações sindicais. A prova de que a legislação atual é insuficiente aparece na própria argumentação do editorial: a Igreja Católica (não sou católico!), que na forma da CNBB certamente é uma "entidade de classe de âmbito nacional", foi obrigada a recorrer ao expediente - não disponível a todos - dos serviços de um indivíduo pessoalmente simpático a ela e casualmente detentor de um cargo que o habilitava a agir. Institucionalmente, portanto, a CNBB estava desamparada. Evidentemente, a nova lei precisa incluir salvaguardas contra abusos do rótulo de "entidade religiosa" em favor de interesses espúrios e não representativos.

ROLANDO KÖRBER
roland@korber.com.br
São Paulo 

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A PIZZA FOI ENCOMENDADA

O Ministério Público abriu seis investigações sobre o depoimento de Marcos Valério, que acusou o ex-presidente Lula de ter se beneficiado do escândalo do mensalão. O Ministério Público deveria investigar apenas se Lula sabia ou não sabia que no gabinete ao lado foi posto em prática um plano para a compra de votos dos parlamentares do Congresso Nacional durante os seus dois mandatos. Se foi aberta meia dúzia de investigações, foi de propósito para diluir a verdade de modo que não se chegue a conclusão nenhuma. O maior quiabo da história da democracia brasileira que nunca assumiu, nem nunca soube de nada do que se passava à sua volta, vai mais uma vez deslizar por entre os dedos de uma justiça cúmplice e aliada e na, conclusão do processo, se conclusão houver, a inocente sociedade brasileira deve com certeza observar a deglutição de mais uma saborosa pizza petista. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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SÓ EM 2014

É preocupante esta notícia de que a prisão dos condenados pelo mensalão somente será concretizada em 2014. Todo aquele esforço do Supremo Tribunal Federal (STF), que depois de um trabalho estafante concluiu o julgamento no final de 2012, frustrará também a nossa sociedade caso se confirme que as penas dos 25 réus sejam cumpridas a partir do próximo ano, só porque o STF, por alguns dias de atraso descumpriu o prazo inicial para publicação das sentenças no “Diário Oficial”. Um absurdo! Esta é a própria cara do Brasil institucional, em que as leis votadas pelo nosso incipiente Congresso, além de corporativista, porque na maioria dos casos legislam em causa própria, são retrogradas porque não privilegiam que o nosso Judiciário seja célere nas suas decisões. Os recursos para apelação a disposição da defesa são intermináveis e somente favorecem os criminosos e vis desta nação.  Provando mais uma vez que é uma farsa de que as leis neste país, são iguais para todos. O que jamais foi verdade, porque essencialmente depende do tamanho do bolso e também da posição social e pública do réu. Ou do demandante de uma ação. E não por outra razão que continuaremos por décadas, ou séculos, como uma Nação, subdesenvolvida.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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ALI BABÁ E OS 40 LADRÕES

A presidente Dilma Rousseff vem dando forma ao seu governo resgatando o conto “Ali Babá e os 40 ladrões”. Como a personagem da história que ganhava a vida comprando e vendendo coisas nas aldeias, a nossa Ali Babá, digo a presidente Dilma, vive comprando e vendendo cargos. O preço tem sido o apoio que cada partido lhe dá. Abra-te Sésamo! É a senha para abrir a porta do  cofre. “Fecha-te Sésamo!” quando a oferta não é interessante. Com quase 40 ministérios, eis que o governo do PT está se aproximando do famoso conto tão conhecido de todos nós. Ali Babá e os 40 ladrões têm a cara do Brasil quem diria!     

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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FRAUDES NO MINISTÉRIO DA PESCA

Se as fraudes no Ministério da Pesca (“Estadão”, 1/4, B2), um dos mais insignificantes ministérios da república bananeira aumentou significativamente que o Tribunal de Contas da União (TCU) fará auditoria para apurar o rombo aos cofres públicos. As fraudes acontecem em cadastramento de não pescadores recebendo benefícios, aumento de beneficiários até em estados que não pescam uma piabinha sequer, cidades não produtoras recebendo auxilio e as produtoras sem receber nada e muitas outras fraudes de deixar qualquer cristão de cabelo em pé! Fora as leis em tramitação no Congresso que transformará este ministério num dos mais produtivos em termo de verba, sem vender um peixe sequer. Hoje este ministério gera em lucro R$ 500 milhões e gasta em verba R$ 2 bilhões. Agora imaginem o que não acontece nos ministérios grandões! Aqueles que rolam bilhões em verba pública e que nem o TCU entra. O BNDES é um deles e é responsável por empréstimos feitos a países e empresários amigos da republiqueta petralha! Mas tudo isso fica normal, quando no Ministério da Pesca, o bispo Marcelo Crivella, notório sobrinho do bispo Macedo, comanda. É a multiplicação dos peixes descrita na “Bíblia”, só que paga com o bolso do contribuinte. Nada de milagre!
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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IMAGINE OS OUTROS

Se até o Ministério da Pesca, um ministério criado para acomodar políticos mequetrefes, quando temos o da Agricultura, que poderia abranger todos os afins, está a mostrar fraudes a ponto de chamar a atenção do TCU, imagino os maiores, com maior responsabilidades, o que não escondem de bandalheira. Mas na terra da republiqueta das bananas, a “presidenta” procura resolver todos os seus problemas eleitoreiros criando mais e mais ministérios. Estamos no 39.º quase chegando ao numero “cabalístico” de 40 da fábula do Ali Babá que determinava um grupo muito parecido com os que habitam o reino dos petralhas. E a maioria dos cidadãos  continua tal e qual vaquinhas de presépio sem perguntar quem é que paga por esse regalório todo. 

Leila E. Leitão
São Paulo

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‘‘AMERICANALHAMO-NOS’, SEM DÚVIDA’

Sobre o artigo de Luiz Sérgio Henriques (“‘Americanalhamo-nos’, sem dúvida”, “Estadão”, 31/3, A2), tenho as seguintes observações. Os confinados nas suas convicções políticas/ideológicas se recusam entender que os homens não lutam pelo necessário, eles ambicionam o supérfluo! Porém, somente o processo político chamado de “capitalismo” pode proporcionar o desnecessário! Tenho certeza que sequer Gramsci tinha um só par de sapatos ou uma só gravata! As instituições que fundamentam a civilização como o Direito por exemplo, são grandes artifícios que o homem vem desenvolvendo no sentido de garantir sua sobrevivência. E os valores como a honra e a ética, dependem da importância que cada indivíduo atribua à sua própria dignidade! Mas este processo não é elaborado de cima para baixo, isto é, a partir das chamadas “ideologias” que pretendem deter a verdade! Ao contrário, esta construção se processa de baixo para cima a partir de cada cidadão e não respeita padrões pré-estabelecidos, mas se sujeita às suas idiossincrasias com seus defeitos e acertos que acabam por emoldurar a cultura dos povos e suas conseqüências históricas! Assim, quando o senhor classifica de “desgastada e até corroída experiência republicana ainda em vigor no mundo”, isto é, a dos Estados Unidos, demonstra uma ignorância destes fatores cruciais de cada povo e de cada nação! Tenha em mente senhor Luiz Sérgio, que em nenhuma nação moderna todos estes artifícios e valores foram tão exaustivamente  colocados em discussão como pelos cidadãos norte americanos! Muito menos nas autocracias ditas “socialistas” tão criminosas e desastrosas! E desde que foi fundada aquela extraordinária República do norte, nenhuma outra nação tem sido mais inspiradora para outros povos ou tem contribuído com mais impostos e com mais cotas de sangue do que o próprio povo norte americano na defesa daquilo que eles entendem como necessário para salvaguardar o seu digno estilo de vida baseado na liberdade! Quem é o senhor ou somos nós para contestá-los nas suas decisões democráticas, isto é, opções resultantes de eleições que facultam aos seus cidadãos renovarem os seus líderes, escolhidos livre e periodicamente ou substituídos quando não atendam mais às suas aspirações? Quais outros melhores exemplos o senhor poderia enumerar? Afinal fatos são fatos, não abstrações moldadas num singular contexto de um sistema de ideias!  Em outras palavras, as regras de um processo político democrático só podem ser descobertas durante o próprio processo! Ou seja, jamais saberemos o que é democrático antes, só depois de consultarmos os cidadãos envolvidos livremente na questão! Outra postura profundamente lamentável de sua parte, foi quando excluiu de modo sorrateiro os governos do Lula das “versões tropicais do fundamentalismo mercantil de Ronald Reagan ou Margaret Thatcher”. Justamente os governos mais corruptos da história da nossa República que demonstraram o maior desprezo pelas Instituições – vide o mensalão – e a maior incompetência na gestão da coisa pública – vide a volta da inflação! Espero que o senhor Luiz Sérgio, a exemplo de todos os petistas medíocres (pleonasmo), não chegue à conclusão de que aqueles que sejam contrários à corrupção no PT sejam favoráveis em quaisquer outros partidos. Ou, ao contrário, que aqueles que sejam favoráveis à corrupção no PT defendam que a corrupção seja uma “versão” aceitável de vida, o que seria pior.

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br
Campinas

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COMUNISTAS AMERICANALHADOS

Com relação ao artigo de Luiz Sérgio Henriques publicado no jornal “O Estado de S. Paulo” (31/3, A2) sob o título “Americanalhamos-nos”, é bom deixar claro que isso faz parte do “modus vivendi” dos comunistas brasileiros. Eles fazem um acordo tácito, em nível de consciência, entre o falar e o fazer, porque jamais aceitariam “Cubanizarem-se”.
 
Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo 

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EX-PRESIDENTES

Artigo muito interessante intitulado “‘Americanalhamo-nos’, sem dúvida”  de Luiz Sergio Henriques, “Estadão”, 31/3, A2, enfocando aspectos de nossa absorção da cultura dos irmãos do norte. Chama a atenção a absorção dos costumes dos ex-presidentes norte-americanos pelos nossos, citando vários. Dentre os ex-presidentes brasileiros  mais americanizados destaca-se Lula, por incrível que possa parecer porque, além de “vender palestras”, de receber títulos honoríficos de instituições pouco importantes ou por méritos inexistentes (marketing universitário) opera, como informou a “Folha de S.Paulo”, na venda de interesses de grandes empresas brasileiras no exterior. Mas o motivo que mais o faz parecer com esses ex presidentes são suas explicações sobre o meio ambiente e o futuro do planeta, transmitido à exaustão pela internet como a imitação de um All Gore. Entretanto, Lula também se assemelha a ex-presidentes dos EUA no exercício do poder quando, imitando o presidente Clinton, teve também sua Monica Lewinski. Certamente foi o nosso ex-presidente mais parecido com os “caras” americanos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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‘AMERICANALHAR’

Francamente, um jornal respeitável como o “Estadão” gastar papel e impingir a seus leitores arenga desprovida de nexo, de interesse,  de ideias mal digeridas e pior expostas, é realmente lamentável. A leitura de Gramsci e sua continuada reflexão sobre as ideias deste “teorizador” devem ter turbado o cérebro do tradutor e ensaísta que, à falta de coisa menos nebulosa e desconexa, resolveu “produzir” o texto publicado à página A2 da edição de 31 de março corrente. Como tradutor do idioma italiano, certamente este senhor saiba o que dizem os compatriotas do traduzido autor, “qui traduce traicce” e, ainda, “traduttore tradittore”. Espero que, ao menos, o articulista não se enquadre na categoria. Revoltado com a perda de tempo em ler o artigo, resolvi fazer este desabafo.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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SOU SÓ EU?

O deputado pastor Marco Feliciano só deveria aceitar deixar o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, como exige significante parcela da população, se, e somente se, levasse consigo os ocupantes dos principais cargos do governo, desde o mais alto escalão até o mais baixo clero, posto que, assim como ele, não têm a mínima condição de ocupá-los. Melhor nem citar quais seriam os cargos nem quem os ocupa.
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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FICA, FELICIANO
 
Quando uma boa parte da sociedade está contra um determinado personagem público é sinal de que o dito cujo fez algo muito grave, cometeu uma atrocidade. Quando até os deputados e senadores passam a criticá-lo e ficam contra ele é sinal de que todos os não políticos estão cometendo algum erro no seu julgamento, pois todos os políticos fazem acordo com Deus e com o diabo, como bem disse a presidente Dilma, e Feliciano não é Deus nem o diabo, é um ser humano normal que apenas fala o que pensa, ao contrário da maioria absoluta dos seres humanos, que apenas fala o que é politicamente correto, pois o grande alicerce da sociedade é a mentira, a meia verdade, e nunca a verdade, isso jamais. Entre todos que o criticam uma grande maioria no fundo pensa como ele, mas se manifesta de forma contrária, pois depende da opinião pública para ter o seu voto, comprar o seu livro, seu DVD, seu CD, etc. São mercenários com um palanque grátis apresentado em horário nobre. 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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OUTRAS VOZES

A meu ver, independente de qualquer posicionamento do deputado Marco Feliciano (a quem respeito), Ricardo Gondim (a quem respeito, também) não se apresenta como a melhor voz para ser ouvida em nomes dos protestantes devido à sua posição teológica, da qual discordo (“’Feliciano desgasta e prejudica imagem dos evangélicos’”, 31/3, A6). O “Estadão” deveria ouvir gente das chamadas Igrejas Históricas, as quais seguem uma doutrina mais centrada, objetiva e mais de acordo com os princípios bíblicos.

Lucas Rodrigues Lima mvl.rlima@terra.com.br
São Paulo

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Válidos e pertinentes os protestos contra o deputado Feliciano, protestar está na essência da democracia. Acho muito interessante, porém, o empenho do povo brasileiro em protestar por coisas que, no meu modo de ver, numa escala de importância, não deveriam estar em primeiro lugar ou ter tamanho destaque. Vejo brasileiro protestando com energia por problemas na Comissão de Direitos Humanos, na Marcha da Maconha, na Marcha das Vadias, mas não vejo brasileiro protestando com tanto empenho junto ao Ministério da Saúde, junto ao Palácio dos Bandeirantes em decorrência da indústria das multas e pelo excesso de pedágios nas estradas, contra a corrupção, contra a falta de segurança, contra impostos estratosféricos que não se transformam em benefícios básicos à população, contra a falta de escolas, contra a fome, contra falta de políticas de saúde pública, contra TVs que, ao invés de ensinar, nos deixam mais burros e alienados. Mesmo o brasileiro delinquente picha monumentos e depreda orelhões mas curiosamente não toca em radares eletrônicos escondidos estrategicamente atrás de placas e guard rails. Brasileiro é um povo que canta o hino emocionado e se enrola na bandeira do Brasil em jogos de Copa do Mundo, que bate pandeiro o dia inteiro pelas ruas no exterior, rindo de tudo feito palhaço, mas não veste a bandeira em dias de eleições ou em passeatas de protestos contra a roubalheira que impera neste país, até porque, ele vota, reiteradamente, em troca de algum favor ou presente, no político que está à frente destas roubalheiras. Achamos que os gringos riem “para” a gente, quando na realidade, estão rindo “da” gente. Gostamos de ser taxados como um povo alegre, mas na realidade, somos os típicos bobos alegres do mundo. Nós brasileiros, nos achamos um povo “exxxperto”, mas na verdade, somos os maiores otários do mundo.     

Sérgio Luis de Souza sergio2lima@gmail.com 
Barueri

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FÓRUM DO FELICIANO

Segunda-feira (1/4) foi o dia de Marco Feliciano no “Fórum dos Leitores” (90%). Se o objetivo do governo foi desviar a atenção da mídia de assuntos mais importantes, conseguiu.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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O BRASIL E A MATEMÁTICA

A matéria “Reprovada em matemática” (31/3, “Aliás”, página J3) deveria ser de leitura obrigatória por todos os membros do Judiciário, pois a Teoria da Probabilidade, um dos mais importantes ramos da Matemática aplicada, já há muito tem sido instrumento indispensável da Justiça nos países desenvolvidos. Como o conhecimento de Matemática não tem sido exigido de nossos magistrados, ainda estamos longe de nos preocupar com eventuais injustiças decorrentes de erros de cálculo nessa matéria, como bem mostrado naquela matéria. Já está na hora de nossos juízes dominarem esse tema.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com 
São Carlos

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QUALIDADE DE ENSINO

Amostragem que dá ideia da discriminação e injustiça reinantes no sistema educacional básico público do Brasil, ou seja, formação de crianças e adolescentes: determinado condomínio, de classe média alta, com algumas décadas de idade, localizado numa região de metro quadrado caríssimo no Rio de Janeiro, teve a lucidez, numa época em que o ensino público tinha qualidade, de construir no seu interior uma escola de primeiro grau a ser administrada pela Prefeitura. Logo que iniciou as atividades, o estabelecimento foi prioritariamente destinado a crianças do próprio conjunto residencial, atendendo, eventualmente, a bairros vizinhos. A deterioração do ensino público ao longo do tempo, no entanto, foi tal que a escola não é mais escolhida pelas famílias locais, obrigadas a matricular suas crianças em escolas particulares caríssimas, às vezes distanciadas de suas residências. Em consequência, hoje, a totalidade dos alunos provém, nada contra, das comunidades pobres das cercanias, sem condições de pagar pelo ensino básico privado. Uma pequena reflexão sobre esse fato isolado, provavelmente reproduzido em várias regiões do País, evidencia a criminosa e constante campanha de esvaziamento da educação pública, resultado da ação de uma indústria de ensino que foi ficando cada vez mais poderosa, inclusive com representantes no cenário político, que, com ação deletéria e gananciosa e, pior, com a conivência da sociedade, minou a confiança no outrora prestigiado ensino público fundamental. É lamentável constatar essa cruel evolução.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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A PEC E A INCERTEZA DO EMPREGO DOMÉSTICO

O Congresso Nacional se reuniu ontem para promulgar a PEC 66/12, que dá novos direitos trabalhistas aos empregados domésticos. Durante a festa, no entanto, deputados e senadores deveriam estar preocupados com o outro lado da moeda: o do empregador doméstico. Devem se preparar para a busca de meios para o empregador pagar os novos encargos. Se não o fizerem, patrões e patroas, sem condições, demitirão seus empregados e empregadas, e o que veio para beneficiar resultará no prejuízo do desemprego. Mas não basta apenas permitir a dedução das despesas com empregados no Imposto de Renda, pois muitos dos empregadores – especialmente os jovens casais que precisam da empregada para cuidar da casa e dos filhos enquanto trabalham fora – já são isentos. Talvez a solução esteja na criação da “bolsa empregada”, com o Tesouro pagando temporariamente os novos encargos criados. Além disso, não se pode ignorar que, pelos números do IBGE, a taxa de informalidade é alta no setor. De cada dez trabalhadores, apenas três tem carteira assinada. O que fazer para que as novas normas também beneficiem os informais? Como evitar que os formais, por razoes do mercado, também caiam na informalidade? O velho formato do jovem que não estuda empregar-se numa casa de família vai se esgotando. A valorização e a profissionalização do trabalhador doméstico é uma tendência, assim como a redução do tamanho das habitações e a criação de serviços profissionais externos – creches, por exemplo – que atendam às necessidades das famílias. No entanto, o quadro atual ainda é o antigo e tem muitos problemas a resolver. Não bastam uma PEC, interesses eleitoreiros ou passes de mágica. Se não for tratado com todo cuidado e muita seriedade, o mercado, que hoje pode ser injusto, poderá tornar-se caótico...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo                                                                                                     

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PATRÃO NÃO É BANDIDO

Muito tenho ouvido e lido sobre o avanço nas relações trabalhistas entre empregados domésticos e empregadores pessoa física. Concordo plenamente sobre a necessidade de regulamentação, equiparando os benefícios trabalhistas aos demais empregados de outros setores, embora algumas determinações sejam no mínimo jocosas, tais como babá que dormir no mesmo quarto da criança deve receber uma hora extra a cada três horas dormidas, isso se a criança não acordar e necessitar de atenção.Passando ao largo desses pequenos deslizes, cabe a pergunta: se os trabalhadores devem ter o mesmo tratamento, independente de quem é seu patrão, porque o patrão físico não pode ter os mesmos direito dos patrões jurídicos? Qualquer empresa tem suas despesas com empregados abatidas do seu faturamento e porque não a pessoa física abater na declaração de Imposto de Renda as despesas com seus empregados? Que diabos de tratamento diferenciado é esse? Eu mesmo respondo: este país dirigido por sindicalistas da pior estirpe considera sempre o patrão como bandido, esquecendo que eles são responsáveis pelo sustento de milhões de pessoas e consideram sempre que são pessoas ricas e abastadas, inimigos do proletariado, que podem ser exploradas ao máximo. Esquecem, essa turma de retrógrado, que nem todos tratam empregadas como escrevas, ou semi escravas, e que a grande maioria tem empregadas por extrema necessidade e não pelo prazer de ficar no ócio. Mas o projeto foi aprovado por maioria absoluta. Respondo também: Congresso Nacional repleto de fisiologista só pensa na eleição e tem medo de questionar qualquer ação que vislumbrem ser benéfica para seus interesses. Corto um dedo se os congressistas vão cumprir a legislação que eles aprovaram, principalmente  aquele pessoal do Norte e Nordeste, onde pouca gente paga salário mínimo para empregado, quanto mais benefícios.

Luiz Francisco A. Salgado direg@sp.senac.br
São Paulo

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POR QUE AGORA E TUDO ISSO?

Causa estranheza essa PEC da Empregada Doméstica ter sido elaborada só agora quando este emprego chega a ser mais valorizado do que de um professor ou médico plantonista, só para citar duas áreas importantes: educação e saúde. Atualmente, a empregada doméstica costuma ser tão disputada no mercado que seus salários estão cada vez maiores. Algumas babás chegam a ganhar R$ 5 mil; mães executivas precisam delas para trabalhar e inflacionam o mercado. E, nos grandes centros urbanos, pelo que sei, quem anda dando as cartas neste vínculo não são os patrões mas sim as atuais “rainhas do lar”. Caso o empregador não aceite alguma exigência, a ameaça de deixar o emprego é imediata. Falar em “fim da mentalidade escravagista” é uma frase de efeito já bem ultrapassada e não representa a realidade atual ainda que impressione os que gostam do discurso classista. Um acordo de trabalho entre as partes, além dos atuais direitos trabalhistas, já seria o suficiente, pois a maioria já saiu da informalidade até porque advogados as rondam feito moscas. E ninguém quer arriscar perder uma causa na Justiça do Trabalho.  Quanto ao FGTS, não significará grande vantagem em vista do desemprego previsível a partir de agora e da mudança de emprego fixo para diaristas, cuja demanda aumentará muito. Basta ter duas diaristas e a dona de casa estará coberta quase a semana inteira. E se puder pagar poderá contar ainda com uma terceira para os finais de semana. Quanto às cuidadoras de pessoas idosas, a sugestão é contratar as que já pertençam a cooperativas ou adotar o mesmo sistema das diaristas. Esta lei irá provocar muita confusão com regras impossíveis de serem cumpridas pelas partes, além da péssima relação de desconfiança mútua entre empregados e empregadores. Exploração mesmo deve haver ainda é no Nordeste com patrões-coronéis. Mas quero ver qual trabalhador doméstico terá coragem de enfrentá-los, caso não queiram aplicar a lei. Irão denunciá-los? Alguém acredita nisso? É só lembrar um pouquinho do poder de certos clãs por aquelas bandas. Francamente, o que faltou de bom senso aos parlamentares sobrou em demagogia!
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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PRIMEIRO MUNDO, PELA PORTA DOS FUNDOS

Enfim, estamos nos aproximando de nações do Primeiro Mundo, ainda que pelas portas dos fundos. Nas nações “civilizadas”, o emprego doméstico serviçal desapareceu pela evolução do povo; no Brasil, está desaparecendo pelo sindicalismo brucutu do petismo no poleiro do governo. O resultado final é o mesmo: desemprego ou emprego clandestino. O fato é que o serviço doméstico ainda tem o ranço escravocrata do servilismo, com honrosas exceções como já existiam também na escravatura, serviçais escravos que se tornaram como “membros da família”. O desemprego de serviçais sem qualificação acaba gerando “consumo de bens”, e o capitalismo selvagem do lucro a qualquer preço aplaude os “neguinhos sindicalistas” em pé. Quanto mais sindicalista idiota existe, mais bugigangas industriais somos obrigados a consumir, e agora importados da China, a maior parte, por contrabando, é claro. É assim que estamos entrando no “Primeiro Mundo” pelas portas dos fundos, carregando nas costas essa cambada sindicalista que se apoderou do poleiro do governo.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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REMÉDIO ERRADO

Diz o sábio: “Sim, os mais competentes devem ser premiados. Mas o que fazer com os menos competentes, a maioria? Condená-los à forca, cadeira elétrica, garrote vil?” Ao que os senadores e deputados respondem: “Para estes basta a CLT”. A CLT é um remédio para um tipo de planta, operário industrial, contra um tipo de praga, a lei do lucro máximo. Usada para outras plantações, o mercado de domésticas não é (não era antes da PEC) regido pela lei do lucro máximo, mata a planta e destrói o terreno. O pagamento de horas extras vai levar o empregador a empregar as mais eficientes e despedir as mais lentas, que são a maioria. O empregador perde o direito de empregar uma mais lenta pelo mesmo salário. E onde estas obterão emprego? E o pior é que os mesmos que estenderam a CLT às domésticas, vão botar depois a culpa na CLT. 

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com 
Salvador

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SOBRE ‘A REVOLTA DA SALA DE JANTAR’

Como empregadora doméstica que sou desde 1968, ano em que me casei, posso dizer que me sinto insultada pessoalmente com a reportagem de Ricardo Antunes (“Estadão”, “Caderno Aliás”, J3) intitulada, já de forma preconceituosa, como “A revolta da sala de jantar”. Segundo ele, a classe média urbana sempre opôs resistência ao fim da “exploração” do trabalho das domésticas por estar mal acostumada às vantagens da era serviçal. Este senhor esquece que as trocas de vantagens entre empregadas e patroas sempre foi uma via de mão dupla, nós necessitamos de seu trabalho tanto quanto elas do salário que ganham e de outras vantagens de que usufruem e que ninguém computa. Falo por mim: qual trabalhadora se alimenta às expensas do empregador, tem teto garantido, TV no quarto com mais de 100 canais pagos, às 17h já está pronta para fazer sua caminhada vestida à caráter e com tênis de marca, retornando por volta das 19h30 para comer o jantar preparado pela patroa e, após limpar rapidamente a cozinha, se recolher ao seu quarto às 20h, bem a tempo de assistir às novelas que quiser? Qual trabalhador, quando necessita, se serve da “farmácia” doméstica para sanar seus problemas, sem precisar colocar a mão no bolso? Qual empregado tem seu INSS pago pela patroa de forma integral? Confesso que, com o advento do FGTS, deixarei de pagar a parte do INSS da minha empregada para poder assumir o pagamento do FGTS, mas no frigir dos ovos eu já cumpria de livre vontade esta PEC agora aprovada – há muito tempo. Ricardo Antunes está do lado dos que demonizam as empregadoras domésticas, que feio! As mulheres de hoje, que trabalham fora tanto quanto as domésticas, devem se sentir insultadas tanto quanto eu por este senhor vender uma imagem tão distorcida das relações eivadas de cordialidade e respeito que existem entre empregadoras e empregadas. Ele é outro que advoga jogar lenha na fogueira da luta de classes.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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ABORTO

Lendo, no espaço Opinião deste jornal, os artigos “O CFM e a interrupção da gravidez”, de Florisval Meinão e Florentino Cardoso, e “Medicina da morte”, de Carlos Alberto Di Franco (1/4/2013, A2), fico mais aliviado por ter pessoas (médicos e jornalistas) mais sensatas, contra a posição do Conselho Federal de Medicina (CFM) quanto à liberação da provocação de morte do feto a partir dos 12 meses de gestação. Temos de dar valor à vida, da mãe sem dúvida, e também do filho.

Rui Imasato rui.imasato@uol.com.br
São Paulo

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O DEVER DO MÉDICO É SALVAR VIDAS

Sobre o artigo referente ao Conselho Federal de Medicina e a interrupção da gravidez, também somos contrários à descriminalização do aborto, bem como à liberação do aborto até a 12ª semana de gestação por vontade própria da gestante. A mulher deve ser dona de seu corpo, mas até o limite do direito inalienável à vida do feto sadio. Vale lembrar que, nas imagens ultrassonográficas de um ser humano de 12 semanas de gestação, vê-se sua organogênese toda definida: coração com batimentos, ondas cerebrais eletroencefalográficas, movimentos fetais, inclusive chupando o dedinho. Entretanto, concordamos com a interrupção da gravidez nos casos em que há indicação clínica: anencefalia, más formações cerebrais e risco de vida da gestante. Devemos intensificar campanhas educativas para maior utilização dos métodos contraceptivos, como DIU, pílula do dia seguinte e preservativos, entre outros, com acesso à Farmácia Popular, visando à diminuição dos graves abortos clandestinos. Defendemos uma política de saúde pública de orientação e acolhimento dessa gestante para adoção. Atualmente, a fila de adoção leva de dois a três anos para sua concretização. Nós, médicos, estudamos muito e sempre para salvar vidas e amenizar a dor. Como vamos sacrificar um ser saudável e vulnerável? Lutemos pela vida. É nosso dever. 

Marilene Rezende Melo, presidente da Associação Brasileira de Mulheres Médicas     marilenermelo@uol.com.br
São Paulo

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‘MEDICINA DA MORTE’

Como médico, quero cumprimentar o professor Carlos Alberto Di Franco pelo corajoso artigo publicado neste jornal sobre a incoerente e demagógica decisão do CFM em apoiar a realização do aborto até 12 semanas. Agiram não como um órgão de classe, e sim como um órgão político que não consegue espelhar a opinião consensual de seus iguais.

Luiz Alberto de Andrade Mello luizaamello@ig.com.br 
São Paulo

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CULTURA DA VIDA OU DA MORTE

Excelentes as manifestações da página A2 do “Estadão” de segunda-feira. Posso afirmar que, como cidadão, sinto-me representado pelo excelente artigo de Carlos Alberto Di Franco e, como médico, fiquei feliz por poder afirmar que me senti igualmente representado pela Associação Médica Brasileira e pela Associação Paulista de Medicina.

Luiz E. Garcez Leme lueglem@usp.br 
São Paulo

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DEFESA DA VIDA

O artigo “Medicina da morte” é o que espero ler no jornal “O Estado de S. Paulo”! Texto claro, bem escrito, forte e sem regateios. Texto que nos faz pensar e crescer intelectualmente. Respeita a inteligência dos leitores. Por fim, texto que condiz com a história de editores que lutam por liberdade de expressão e não têm medo de publicar um artigo que defende a vida, e não a morte.

Alecsandro Araújo de Souza alecsandro@mandic.com.br 
São Paulo

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FIRMEZA E SERENIDADE

Merecem apoio e reflexão os artigos “Medicina da morte”, de Carlos Alberto Di Franco, e “O CFM e a interrupção da gravidez”, de Florisval Meinão e Florentino Cardoso, na edição de 1/4/2013, contrários à liberação do aborto. Exposições firmes, serenas, fundamentadas e convincentes, incomparavelmente melhores que os estridentes e agressivos chavões com que o outro lado normalmente tenta impor-se no grito, na falta argumentos sólidos. Parabéns aos autores.

Rolando Körber roland@korber.com.br 
São Paulo

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DE ACORDO

Quero cumprimentar os autores dos artigos “O CFM e a interrupção da gravidez” e “Medicina da morte”, bem como o jornal “O Estado de S. Paulo”, pela publicação dos textos. Concordo plenamente com os pontos contidos nessas matérias.

Carlos Alberto Garcia d.garcia@terra.com.br
São Paulo

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DESARMAMENTO

Saiu uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre venda de armas no Brasil no período de 10 anos desde que o Estatuto do Desarmamento foi implementado. O resultado diz que a venda de armas de fogo no País caiu 35%. Quando verificamos os dados do Mapa da Violência sobre mortes por armas de fogo constatamos que a taxa de mortes entre 2003 e 2009 no Brasil cresceu. E ainda: no total dos homicídios no Brasil a participação de armas de fogo aumentou. Donde se conclui que o que diz a política oficial é uma grande mentira. A população está mais desarmada mas a violência, pelo contrário, só aumentou. Óbvio que o desarmamento não desarma os bandidos, pois ninguém é inocente ao ponto de achar que malandros vão comprar suas armas oficialmente. O que nos falta é uma política eficiente de repressão e investigação e que a polícia possa se munir de técnicas e aparatos para fazer seu trabalho. E mais, que  a polícia seja valorizada e incentivada para trabalhar e que haja um fim da impunidade. Conversa de ideólogos adeptos do paz e amor não vão fazer diminuir a violência no Brasil que é um país violentíssimo e um dos que mais mata no mundo.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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VIOLÊNCIA NA BALADA

Até quando vamos fingir que não está acontecendo? Acontece, todos os dias, e no próximo fim de semana, será que vai ser o seu filho? Baladas têm um único interesse: monetário. Haja vista o que aconteceu na boate Kiss, em Santa Maria (RS). Já ouvi de um jovem que ele não vai à balada para não ser destratado pelos seguranças. Na edição do “Estado” de sexta-feira, uma matéria sobre um rapaz de 24 anos, ainda hospitalizado, por ter apanhado na balada. E, na noite de sexta não foi diferente, desta vez na Disco, na Rua Attílio Inocenti. Um jovem esbarrou com o braço acidentalmente, na parede, e fez com que duas canaletas se soltassem. Imediatamente foi interpelado pelo segurança, perguntando se ele desejava destruir as instalações. Ao se dirigir ao caixa, foi informado de que teria que incluir o valor das canaletas e do espelho lateral do balcão em que se apoiou, que caíram. Foi informado, ainda, de teria que incluir R$ 300,00 na sua comanda e, ao questionar o custo, dizendo que o valor real não era este, começou apanhar de cindo “gorilas”, mesmo que já pagando o valor, que foi cobrado duas vezes, dele e da namorada. Quando haverá alguma estrutura que proteja o jovem?
 
Maria Guiomar Ambra F. Vieira mguivieira@uol.com.br
São Paulo

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