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O Estado de S.Paulo

04 Abril 2013 | 02h08

QUEDA DE ÔNIBUS NO RIO

Se ficar o bicho pega...

... se correr o bicho come. Mais uma tragédia em transporte público de massa no Brasil. Um ônibus, em alta velocidade, despencou de um viaduto, matou sete pessoas e feriu 11, na cidade do Rio de Janeiro. Por ironia do destino, aconteceu minutos depois de o subsecretário de Transportes ter ido à Assembleia Legislativa (já que o secretário Júlio Lopes não tem ido a lugar nenhum, muito menos usando transporte público) apresentar os principais projetos do Estado para a área de logística e mobilidade urbana para os próximos anos, eis que o Rio estará de portas abertas (em se tratando do setor, portas "escancaradas") para abrigar grandes eventos mundiais, as eleições estão chegando e o governo parece só pensar nisso - quando não fala de royalties... Certamente, serão projetos que só sairão do papel para inglês ver e depois, encerradas a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e a Olimpíada de 2016, as pessoas continuarão a sofrer em barcas, metrôs, trens, ônibus e vans - se não morrerem ou forem estupradas antes. Aliás, como sofrem com a saúde, a criminalidade, a educação e com os baixos salários. O que aconteceu no Rio - e poderia ser em qualquer cidade - mostra a incapacidade do Estado de tratar dos meios de transporte públicos com seriedade, pois, além de serem todos de péssima qualidade, todos concessão do próprio Estado e todos darem lucros exorbitantes, algo já deveria ter sido feito há muito tempo. Como exigir contrapartida e, principalmente, punir com rigor todos os responsáveis pelas tragédias.

JOÃO DIRENNA
joao_direnna@hotmail.com
Quissamã (RJ)

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Negligência

Desde o desabamento do elevado da Avenida Paulo de Frontin, em 1971, não acontecia uma absurda série de negligências como agora na queda de um ônibus de um viaduto em cima da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.
lrcostajr@uol.com.br
Campinas

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Providências corretivas

Observando fotos da tragédia, constato que a proteção (grade) lateral está bem desatualizada em relação aos projetos modernos, em que uma robusta mureta faz o veículo desgovernado retornar à pista. Nosso DER já faz isso há muitos anos em seus viadutos e pontes. Como sempre, dinheiro para novos estádios de futebol não falta, mas para segurança... Infelizmente, teremos outros casos semelhantes se providências corretivas não forem tomadas.

NÍVEO A. VILLA
niveoavilla@terra.com.br
Atibaia 

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Versões conflitantes

As versões sobre o acidente do ônibus que caiu do viaduto na saída da Ilha do Governador não batem. Um passageiro entrevistado não falou em discussão entre motorista e passageiro, pelo fato de o motorista não ter esperado o passageiro descer no ponto. Já o motorista fala em ter levado uma fechada de um automóvel. Já viram que é a desculpa-padrão dos motoristas de ônibus? Sempre alegam que foram fechados. Agora viram que esse ônibus foi autuado mais de 46 vezes, sendo 14 por excesso de velocidade. Independentemente das versões, temos ainda a declaração do Crea de que o gradil de proteção estava deteriorado. Assim como está o Elevado do Joá, e as pessoas ainda passam por lá. Aquele gradil do viaduto não segura nada. Existem proteções mais modernas, mas como temos uma prefeitura que não cuida da cidade não há manutenção preventiva, só corretiva, as coisas vão acontecendo. A culpa não é do prefeito. Incompetente ele é. A culpa é de quem o botou lá.

PANAYOTIS POULIS
ppoulis46@gmail.com
Rio de Janeiro

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VIADUTO DO CHÁ

Mudando nossa História

Já não basta uma ex-prefeita ter mudado o nome do Túnel 9 de Julho durante a sua gestão? Agora a Câmara Municipal pretende mudar o nome do Viaduto do Chá para Viaduto Mário Covas. Já não existem muitas homenagens em vários pontos de São Paulo para ele? Nós, paulistanos da gema, não queremos de maneira alguma mudar aquilo que remete à nossa História. Espero que mais paulistanos se manifestem e tirem essa intenção ridícula da pauta da Câmara.

LUCIA HELENA FLAQUER
lucia.flaquer@gmail.com
São Paulo

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No lixo

Mais uma vez jogamos no lixo a nossa História, pois o primeiro viaduto de São Paulo está prestes a trocar de nome. Nada contra nem a favor do sr. Mário Covas, mas creio que ele já foi bem lembrado em outras trocas. Chega, não apaguem outra vez parte da nossa História! Deixem aos mais novos a curiosidade do nome. Que perguntem e pesquisem, para que entendam como e de onde veio nossa grande cidade. Havia, sim, uma fazenda de chá na região. Os vereadores devem ter mais o que fazer, por favor.

JACQUES GERMANO
jacques.germano@gmail.com
São Paulo

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Aberração

Então, os nobres edis paulistanos tiveram a "luminosa" ideia de mudar para Mário Covas o nome do centenário Viaduto do Chá, esquecidos de que um político como ele foi é digno de outras homenagens que não as desse tipo. Creio que o falecido deve estar se revirando em seu túmulo pela aberração de uma cambada de inúteis que inventam idiotices dessa espécie apenas para fingir que trabalham.

LAÉRCIO ZANNINI
arsene@uol.com.br
Garça

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Memória 

O Viaduto do Chá vai se chamar Mário Covas no dia em que a Times Square, em Nova York, passar a se chamar Roosevelt Square, ou quando a Place de la Concorde, em Paris, passar a se chamar Place Charles de Gaulle. Depois reclamam que o brasileiro (ou o paulistano) não tem memória... É pior: tem memória seletiva, esquece o que quer. Mário Covas, por óbvio, mereceria todas as homenagens. Mas não essa, feita à custa do nosso patrimônio cultural e da nossa memória coletiva.

LUIZ AUGUSTO MÓDOLO DE PAULA
luaump@yahoo.com.br
São Paulo

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Nome novo, obras velhas

Srs. vereadores da cidade de São Paulo, o ex-governador Mário Covas já foi por demais homenageado com seu nome em ruas, pontes, viadutos, Rodoanel... Mudar o nome do Viaduto do Chá, conhecido dessa forma há 120 anos, é mudar a própria História da cidade. Isso demonstra apenas que o prefeito e o governador atuais não fazem novas obras e, assim, têm de "renomear" obras antigas. Daqui a pouco, tudo será chamado Mário Covas. O respeito que temos pelo ex-governador está em nossa mente e em nossos procedimentos. Chega de hipocrisia.

ANTONIO F. DOURADO FILHO
aferreirad@terra.com.br
São Paulo

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FELICIANO E O DECORO

Demorou, mas finalmente a deputada Iriny Lopes (PT-ES) protocolou um processo disciplinar contra Marco Feliciano, o pastor abilolado que em má hora foi posto como presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Pertencente ao nanico PSC, que compõe a base aliada do multifacetado governo federal, sua eleição para presidir comissão do quilate da CDHM chega a ser um escárnio à sociedade brasileira. E, pior, não cabendo em si da sua inesperada fama, desandou a falar sandices que mereceriam do rei da Espanha um “por que non te callas, Feliciano?”. Somente uma bem aplicada pena por falta de decoro parlamentar reparará o erro cometido pelos deputados e, principalmente, pelos eleitores desavisados que elegeram inadvertidamente tal figura.
 
Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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‘SATANÁS’

Conforme a matéria “Pastor cria mal-estar até no PSC ao citar ‘Satanás’” (“Estadão”, 2/4), a declaração do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) fez com que a vice-presidente do colegiado, a deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), chegasse a comunicar ao partido que pretendia deixar a função. Segundo se comenta, Marco Feliciano costuma submeter-se a um tratamento de beleza. Pinta as unhas com base, descansa as madeixas na chapinha e tira a sobrancelha. Nada contra, porque beleza é fundamental. Agora, com o dedo em riste, mandar prender manifestante na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados já foi demais!  Será que ele se considera Deus no céu e aqui, na Terra? A matéria “Pastor pode responder por quebra de decoro” (“Estadão”, 3/4) informa que, diante da insistência do pastor Feliciano em permanecer no comando da comissão, deputados decidiram pedir abertura de processos disciplinares contra ele. A deputada Antônia Lúcia decidiu permanecer como vice de Feliciano na comissão “atendendo a um pedido de meu partido”, disse ela. Finalizando, o pastor disse que vai à Bolívia “tirar os corintianos de lá”. Parece que ele pretende também ser eleito presidente da Gaviões da Fiel!
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

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SEM LIMITES

Realmente, “satanás” anda solto pela Comissão de Diretos (des)humanos na Câmara! A que ponto chegou tamanha patifaria e o que é pior, muitos parecem achar “normal” esta nova era sem limites: um pastor deputado acima de todos e de tudo. Não é para isso que se vota num parlamentar, para fazer e dizer o que quer, não é para ouvir pregações indigestas, o papel de um parlamentar pago com meu dinheiro deveria ser mais nobre, uma pena, porque são poucas vozes destoando desse estilo terra sem lei. Até quando teremos de aguentar o “sermão” fora de época deste pastor deputado? Um impedimento desse forasteiro é bem-vindo!

Maria da Graça Nogueira gracanog@gmail.com 
São Paulo

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FELICIANO

Sai, capeta!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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CHEGA DE CONVERSA

Como se diz por aí, “está do jeito que o diabo gosta”, ou, ainda, “quanto pior melhor”. É justamente isso que quer o pastor deputado. Falem mal, mas falem de mim e assim meus eleitores/clientes fundamentalistas mais e mais votarão em mim, e é justamente isso que quero e preciso. Está mais do que na hora de parar com esse assunto.
 
José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br 
Avanhandava 

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MUITO BARULHO POR NADA

Falar na Comissão de Direitos Humanos é lembrar que estes direitos, no Brasil, visam apenas aos bandidos e às tais “minorias”. No dia em que a família de um cidadão comum assassinado receber uma “Bolsa Vítima” do governo, como recebem os familiares dos bandidos presos, poderemos falar em Direitos Humanos. No dia e que as pessoas atingidas pelos deslizamentos de terra causados pelo descaso do Poder Público e os nossos políticos pagarem por sua própria moradia falaremos em Direitos Humanos. No dia em que aqueles que roubam dinheiro público estiverem atrás das grades, pagando pelas mortes e sofrimentos que causaram indiretamente com seus roubos, falaremos em Direitos Humanos. No dia em que o brasileiro tiver a educação, saúde e segurança, por que paga muito caro e nada recebe, podemos falar em direitos humanos. Fazer uma tempestade em copo d’água, porque um deputado exprimiu sua opinião pessoal sobre um assunto polêmico já resolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tentando ignorar que existem mais seres humanos no Brasil que sofrem muito mais do que aquele punhado de membros do PSOL e PT, é desumano!
 
Maria Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

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JOGO POLÍTICO

“Mas o jogo político da Câmara é movido por regras próprias (...) que não seguem os interesses dos eleitores” (“IstoÉ”, 3/4). Então, para que servem os nossos votos se eles, os maiores ladrões e inimigos do povo brasileiro, não respeitam as nossas reivindicações? Subentende-se que a “democracia” não é para o povo, mas para os bastardos que dirigem as legendas, em troca de apoio, benesses, espaço na TV (para abrir seus podres sorrisos em busca de voto) e cargos políticos. Quanta safadeza neste antro dos horrores que é o Congresso Nacional Brasileiro. Colocam para presidir a Comissão dos Direitos Humanos um racista e homofóbico, cujo rosto mais parece o de uma boneca de porcelana (ele disse em entrevista à revista “Veja” que se cuida). Ou não passa de um enrustido! Muitas vezes odiamos aquilo que gostaríamos de ser ou desejamos, mas somos covardes e fracos em assumir ou em conquistar. Hipóteses à parte, o PSC por si só já é uma afronta para a República que se diz laica. Numa democracia não poderia existir uma legenda que se autodenomina cristã. Quer pregar, roubar dinheiro do povo humilde com falsos argumentos e chula demagogia, pois faça isso nesses templos que de nada de puro têm. Basta sair dali que a ovelha peca na primeira esquina. Hipócritas. Vivemos uma falência moral, e não será através da religião que superaremos isso. Mas através da educação política dos jovens brasileiros. Porque está insustentável olhar para aquele chiqueiro em Brasília; até o dia em que um enlouquecer de vez e cometer algo “grandioso”, mas em forma de sacrifício. Devemos esquecer o Eduardo Campos, Aécio Neves, Dilma, Marina, todos eles são farinha do mesmo saco. Insípidos, amargos, faces que não transmitem carisma, confiança, mas só a faceta de um nordeste miserável, de um herdeiro que vive à custa de um sobrenome, de uma mulher que representa o que de mais podre temos no Brasil atualmente, e de uma sustentabilidade utópica sem um projeto sólido. O nosso povo precisa de um leão, não de mais ratos. 

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com 
Antonina (PR)

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PIOR AINDA...
 
Pior que o fato do pastor Feliciano presidir a Comissão de Direitos Humanos, e de Genoino e João Paulo atuarem na Comissão de Justiça da Câmara; pior que a tentativa de dar legitimidade às entidades religiosas para ajuizar Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins), é o conchavo que está sendo entabulado para dar a toga do Supremo Tribunal Federal a um “jurista cupincha”, incumbido de modificar a decisão prolatada no processo do mensalão, para “livrar a cara dos companheiros” que formaram quadrilha para avançar no dinheiro público, que poderia ser utilizado em prol da saúde, da educação e da moradia do povo desvalido. E, pior ainda, a intervenção despudorada do “interminável presidente Lula” na eleição da Venezuela, pedindo voto para o tal Maduro, que ocupa a presidência por força de um golpe urdido por Chávez, que deteriorou o país vizinho, desrespeitando acintosamente os direitos da população, amordaçando a imprensa e cooptando o Legislativo e o Judiciário. Ainda pior é a cumplicidade do silêncio dos nossos intimoratos defensores das minorias, que “combatem com denodo as (escolhidas a dedo) afrontas aos direitos humanos”.
 
Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br 
Jundiaí

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LULA SEM CENSURA

“Elle” não mede o que faz porque é uma pessoa desprovida de inteligência, um ingênuo, portanto, ou mesmo sabendo que certas coisas não podem ser feitas ou ditas, faz besteiras porque gosta de se achar o mais sábio dos indivíduos? “Elle” diz: “Não quero interferir em um assunto interno da Venezuela, mas não posso deixar de dar meu testemunho sincero. Maduro presidente é a Venezuela que Chávez sonhou” (2/4, A8) Não quer interferir, mas interfere. Chávez fez propaganda para Dilma, durante a eleição para presidente. Interferiu em nossos assuntos internos. “Lulla” está retribuindo. E se Capriles for eleito? O sindicalista “Lulla” não é dado a assuntos diplomáticos. Enquanto a ideologia prevalecer nas relações com outros países, em detrimento da diplomacia, continuaremos caminhando para trás. O tempo de atraso do Brasil é igual ao tempo em que o PT se encontra no poder. E vai Dona Dilma dar conselhos ao papa!

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com
Santo André

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POVO DESVENTURADO

Além de seu corpo estar insepulto e não embalsamado, Hugo Chávez, depois de morto, vira um pequeno passarinho que traz bênçãos do além a seu achavascado substituto Nicolas Maduro. Pobre e desventurado povo venezuelano, que, de sobra, ainda conta com o aval de Lula, dos Castros, etc.

Leila E. Leitão
São Paulo

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CRUZANDO FRONTEIRAS

É incrível e surpreendente que o processo de destruição lulista atravesse fronteiras. Esse homem (Lula) teve a cara de pau e a ousadia de se intrometer na eleição venezuelana, e isso demonstra o tamanho da sua prepotência e um ego inflado com ventos da absurdez.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br 
São Paulo 

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MARCOS VALÉRIO E OS BRANCALEONES

As denúncias de Marcos Valério processadas de forma preliminar investigatória pelo Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal – segundo as quais o ex-presidente Lula estaria envolvido diretamente no esquema dos petralhas no mensalão, na obtenção de recursos para fins particulares, entre outras malandragens de seu exército de brancaleones –, como de hábito, serão respondidas pelo possível indiciado e ora dedicado a eleição do companheiro venezuelano Maduro: “eu não sei de nada”.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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SARAU DO MENSALÃO

O Ministério Público Federal abriu seis investigações sobre o depoimento de Marcos Valério, que acusa o ex-presidente Lula de se beneficiar do mensalão. Basta os promotores intimarem as camareiras, copeiras, cozinheiras, barman e o crupiê do Palácio da Alvorada para constatar as bebedeiras, jogatinas e pernoites do tesoureiro Delúbio Soares na residência oficial do presidente do Brasil. Junto com Maria Letícia, Lula e Delúbio, antes da farra, confabulavam sobre o andamento do mensalão.
   
José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br 
Espírito Santo do Pinhal

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PRESSA

O Ministério Público quer convocar o publicitário Marcos Valério para esclarecer o depoimento prestado em setembro, quando acusou Lula de ter se beneficiado com o esquema do mensalão. Pois então que o convoquem logo, antes que surja alguma oferta tentadora que o faça desmentir tudo o que disse...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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FRUSTRAÇÃO
 
É frustrante tomarmos conhecimento de que o STF descumpriu prazo para publicação da decisão do julgamento da Ação Penal 470. Para os réus condenados, segundo notícia, o início do cumprimento das penas poderá estender-se até 2014. É lamentável que esse descumprimento de prazo tenha ocorrido por parte do Supremo. “É mais fácil um cavalo voar”, como diz dito popular, do que um poderoso corrupto ir para a cadeia de imediato, após condenação. Alguma dúvida de que o Brasil é mesmo o país da impunidade para os graúdos?
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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BANDIDOS PREMIADOS

Posso saber por que já não nos bastam tantos bandidos e ladrões condenados pelo crime do mensalão que, além de soltos, estão assumindo cargos importantes do poder, caso de Genoino e João Paulo Cunha? Será que a presidente está pensando em criar mais cargos para os futuros condenados? Pelamordedeus, parem o mundo, ou melhor, o Brasil, que eu quero descer!

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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INEFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA

O empresário Jorge Gerdau, encarregado de melhorar a gestão do governo Dilma, afirmou em recente entrevista, que o total de 39 ministérios do governo Dilma era uma maluquice ou mesmo burrice. Conforme estudos técnicos recentes entre 197 países, os governos mais eficientes têm 19 a 22 ministérios, e o Brasil está no nível de países como Congo (40), Paquistão (38), Gabão (36), etc. Na prática a presidente Dilma trabalha com 6 a 7 ministros, e a grande maioria dos ministros nunca teve audiência com a presidente. Até quando teremos de conviver com essa ineficiência administrativa, onde o ministério é trocado por um minuto de propaganda partidária na televisão? Em suma, não há programa de governo que possa unir ministérios tão heterogêneos, o que é uma lástima!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com
Campinas

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CÉSAR BORGES NOS TRANSPORTES

Permita juntar-me aos que enaltecem o nome do engenheiro César Borges, que assume o Ministério dos Transportes a convite da presidente Dilma Rousseff. César Borges ingressou na política por méritos como administrador capaz. É um gestor probo, diligente e realizador. Faço voto que tenha sucesso, para benefício do país. A presidente Dilma Rousseff merece reconhecimento por ter sido intransigente na escolha do nome do novo ministro. Terá um colaborador leal, numa pasta sensível. 

Emílio Carazzai foi presidente da Caixa Econômica Federal (1999-2002) ecarazzai@yahoo.com 
São Paulo

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DERROTA MINEIRA

A presidente Dilma mais uma vez mostrou-se insensível com as demandas de Minas Gerais. Ninguém imaginava que o Ministério dos Transportes fosse parar nas mãos de um baiano, o ex-governador e vice-presidente do Banco do Brasil, César Borges. Minas merecia um pouco mais de atenção da conterrânea, haja vista que aqui está a maior e também a pior malha rodoviária do País. Se não bastasse, o episódio revela uma bancada federal fraca e desarticulada. Quase todos pensando nos próprios umbigos, incapazes de perceber o tamanho e a urgência do problema. Teria sido o momento de deixar as cores e os interesses partidários de lado e agir em bloco. Não fizeram e o Ministério dos Transportes foi para a Bahia. O Estado não poderia jamais ter sido preterido nesta demanda pela presidenta, que se diz mineira. Ela perdeu a grande oportunidade de mostrar que tem algum afeto pela terra natal. Vale lembrar que até agora as promessas de campanha não foram cumpridas. Sucessivos cancelamentos de editais de licitação para duplicação de estradas importantes como a BR-381 mostram que o tema não faz parte da agenda de prioridades do governo federal e está sendo conduzido por pessoas que não conhecem a urgência e nem tampouco a emergência do problema. Não custa lembrar também que o governo do presidente Lula, que é pernambucano, deu a Minas, além da vice-presidência da República, 5 ministérios, em 8 anos. Se a presidente quisesse, além da pasta da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, comandadas por dois excelentes representantes, ela poderia também ter permitido a um mineiro o comando do Ministério dos Transportes. Não faltam nomes preparados para isso na base aliada do seu governo, inclusive deputados federais com qualificação que pertencem ao PR, que tem o comando do Ministério desde o início do governo do PT há dez anos, indivíduos sensíveis e que conhecem os dramas da malha federal do Estado. Lembro de rodovias importante para o País que têm seus gargalos aqui: BR-381, BR-040, BR-116, BR-262 e outras, além do Rodoanel, do Anel Rodoviário de BH que por vezes ocupa o noticiário nacional com tragédias. Por aqui passam as riquezas que são transportadas sobre rodas. Aqui também fica uma das piores estruturas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a que mais deixa a desejar em tamanho e atuação. Portanto, presidente Dilma, V. Exa decepcionou os mineiros e deixou de fazer justiça. Seu gesto de dar a pasta dos Transportes para a Bahia seguiu a lógica pragmática e imediatista da política, não considerou as vidas inocentes que todos os dias são ceifadas em “rodovias da morte”. Permitiu ao Sr. Valdemar Costa Neto selar o futuro das estradas que cortam Minas. Por isso, fica o nosso protesto e a esperança de que a sra. tenha sensibilidade e possa corrigir em tempo este erro que tem custado caro ao povo mineiro.

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com 
Belo Horizonte

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DILMA E SEUS MINISTROS

É vergonhosa a atitude da presidente Dilma de pensar apenas em sua reeleição, a um ano e meio das eleições. Para isso, loteia a administração pública com figuras das mais deletérias. Aliás, a imprensa (já que não temos oposição política digna do nome) poderia acompanhar mais de perto o desempenho desses falsos ministros que estão lá apenas para trabalhar para quem os indicou. Que tipo de favores prestam a seus senhores?

Ademir Valezi valezi@uol.com.br 
São Paulo

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AGORA, UM PACOTE PARA A SECA

É insensibilidade total ou distorção proposital da verdade a afirmação de Dilma Rousseff de que “medidas estruturantes e a proteção social explicam por que a cara da miséria não foi acentuada pela seca”? Será mesmo que Dilma não contabilizou as milhares de carcaças espalhadas na terra ressequida do sertão nordestino tais como sementes da morte? Será mesmo que Dilma não soube que no Ceará o homem do campo está caçando ratos rabudos para enriquecer a dieta miserável com um mínimo de proteínas? Será mesmo que não viu pela TV os rostos plissados e maltratados de sertanejos de olhares angustiados que certamente votaram nela? Ela diz que não vê saques, diz que “não há nenhuma parte da população que está passando por fome e tenha de fazer um conjunto de ações para preservar a própria existência”, uma maneira estranha de dizer que ainda não estão matando para viver. Dilma deveria percorrer o sertão de utilitário para ver de frente a dimensão da miséria, e não através das lentes de sua imaginação. Agora que as vacas foram literalmente para o brejo, Dilma acorda para o problema da seca. Não é uma bolsa-bode que vai resolver. E já que não mandou construir açudes nem instalar as milhares de cacimbas prometidas em sua campanha, promete um pacote de R$ 9 bilhões para combater a seca no Nordeste, dinheiro que será liberado nos próximos anos, ou seja, promessa similar à que foi feita aos moradores da região serrana do Rio de Janeiro há dois anos, quando do grande desastre, e que não deu em nada! Mas hoje Dilma falou bonito e saiu bem na fita! E a imprensa registrou com alarde! É o que conta para “elles”.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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DEMAGOGIA

Mais uma vez o governo acena com seu pacote de mentiras. Reparem só na demagogia da dona Dilma: “Nenhum de nós pode esperar que a seca perdure, ou que esse fenômeno recorrente apareça para então encarar o risco de desabastecimento de água. Todas as nossas ações têm de assumir esse cunho preventivo”. Dispensa comentários, mas o Rio de Janeiro está aí para comprovar através de suas vítimas que esse governo há muito tempo vem fazendo aqueles que sofrem com enchentes e seca de trouxas. Se um dia acabarem com a seca, como farão os governos para justificar o envio de bilhões que nunca chegam ao destino?  Já dizia meu avô: “enquanto existir capim os burros não acabam”. Acorda Brasil, esse discurso é mais um apelo eleitoreiro. Até quando esse povo vai continuar acreditando em papai Noel?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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PENÚRIA

Cenário trágico no sertão nordestino produzido pela terrível seca. Sem reservatórios de água para abastecer as famílias, pessoas e animais estão morrendo a míngua na região, a paisagem é devastadora. Enquanto isso acontece em nosso país, o dinheiro que poderia ser remanejado para minimizar o sofrimento daquela gente é cogitado na construção de autódromo em Cuba. Absurdos como esse praticam os governos no intuito de se promover no exterior, pura vaidade. Infelizmente, o povo não sai às ruas para protestar tal procedimento em apoio aos desvalidos compatriotas.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 
Rio de Janeiro

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SECA E TRAGÉDIA
 
O sofrimento do nordestino é imenso! As fracas chuvas não seguraram os plantios.  Muitos já plantam a terceira vez. E já falta semente selecionada. Alguns plantam grãos. A seca já colocou dezenas de cidades em estado de alerta e o racionamento nestas cidades já começou. O milho que chegou a preço subsidiado fica limitado a alguns quilos por agricultor e já se sabe de desvios! A indústria da seca tem nova edição. Alguns poucos tomam vantagem e compram barato o que custou anos para o pequeno agricultor juntar. A seca deve ser questão de justiça, pois em situação de emergência a família, crianças órfãos e idosos abandonados devem ter prioridade. Para salvar o pouco que restou todos temos que nos unir para o bem comum. Justiça e solidariedade em tempo de tragédia.
 
Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com 
Fortaleza

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NAU SEM RUMO

A existência de fenômenos naturais, que de tempo em tempo aflige a humanidade, não são tão nefastos quanto os que vivenciamos impotentes, à tormenta causada por nossos desclassificados políticos, indistintamente. Se não vejamos: corrupção, desemprego, segurança, desempresários, crônico descaso com a saúde, educação e habitação, itens decantados durante campanhas dos vendedores de ilusões, despudorados, dotados de absoluta ausência de ética e moral, diante de um adormecimento esplêndido em que se encontra nosso país, é o caos. Acorda, Brasil, até quando?

Vitorio Pasqual Soldano soldano@uol.com.br 
São Paulo

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‘LUZ NO FIM DO TÚNEL?’

O excelente artigo do sr. Claudio J. D. Sales (“Luz no fim do túnel?”, 3/4, B2) merece a leitura e o aplauso de todos aqueles que se interessam pelo País. Expressões como “implementação truculenta da Medida Provisória n.º 579/2012” e, ainda, “porque o governa se viu diante de cenário aterrorizante para seus objetivos eleitoreiros”, além de “no meio de tanto desrespeito a regras e de tamanha confusão institucional” e, finalmente, “o setor elétrico precisa sair dessa fase de trevas que o mundo político lhe vem impondo” são o espelho da realidade política que vem sendo implementada pela máfia aboletada no poder. Mais dirigentes se manifestassem com tanta coragem e clareza, possivelmente as coisas andariam menos mal e nosso futuro econômico, menos incerto e melancólico.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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REPLAY DA CRIAÇÃO

Se o setor elétrico brasileiro, vítima de saraivada de ingerências do governo petista, chegou a ponto do Claudio J. D. Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, achar que ele “precisa sair dessa fase de trevas que o mundo político lhe vem impondo”, só nos resta apelar a Deus para um replay da Criação quando no “primeiro dia” disse “Fiat lux”.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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EPIDEMIA EM BRASÍLIA

Algo sério está ocorrendo na capital federal com tantos ministros, diretores de estatais e de agencias reguladoras e também, políticos, diariamente em rádios, jornais e TV explicando um aumento impressionante de falências na administração pública. A quantidade e diversidade impressiona. Redução na produção de petróleo, inflação mais déficit fiscal e da balança de pagamentos, apagões em energia e sucateamento de redes, falhas na infraestrutura e transporte das safras, fechamento de hospitais e prejuízos enormes na Petrobrás, Eletrobrás e BNDES, só para citar as principais estatais. Impressiona a visão de que mais nada mais funciona no serviço público nacional. Também não é possível compreender a finalidade das agencias reguladoras que foram formadas com o inteligente objetivo de fiscalizar, em nome do povo, o funcionamento da máquina pública. A impressão que fica é de que quase nada que depende do estado brasileiro tem eficiência, apesar de sermos considerados no grupo de países que mais pagam impostos, 37% do PIB e que menos recebem em retorno. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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EIKE E SUA MARINA DA GLÓRIA

Sei não! Para quem perdeu bilhões no mercado financeiro com projetos que ficaram muito aquém do esperado pelos investidores nas empresas de Eike Batista, não parece fantasioso vê-lo se vangloriar do lucro de R$ 40 milhões ao ano na Marina da Glória (Rio de Janeiro)? Será que ele pretende com esta notícia influenciar investimentos para suas outras empresas, postando-se de hábil empreendedor e administrador? Provavelmente, com os resultados passados o BNDES, seu sócio oculto puxou o breque e seu marketing está correndo atrás de outras fontes. Nada melhor do que o mercado financeiro, porque assim, quem sabe, ele ainda pega algum investidor desavisado, não é? Já dizia aquele sábio e velho ditado: “Quem tudo quer tudo perde”!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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PEC DAS DOMÉSTICAS

Quem criou a Lei dos Empregados Domésticos acha que todos os patrões são iguais ao Eike Batista. Por isso, a proposta do senador Roberto Requião (PMDB-PR) que vai permitir aos empregadores deduzir os salários dos empregados no Imposto de Renda irá sanar este problema. Se não acontecer isso, será mais uma lei que terá tido como objetivo ganhar votos na próxima eleição, num autêntico peronismo demagógico. E o pior é ver Renan Calheiros na TV anunciando a medida. Pobre Brasil!

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com 
Atibaia

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IMAGEM ARRANHADA

As empregadas domésticas tiveram um péssimo porta-voz anteontem em rede nacional de rádio e televisão – o senador Renan Calheiros. A categoria merecia um defensor à altura da profissão que exercem. Acho que todo o entusiasmo inicial pela nova lei foi prejudicado pela insigne figura em rede nacional.

Alcindo Garcia alcindogarcia@uol.com.br 
São Paulo

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NA IDADE DA PEDRA

As falhas e irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em auditorias realizadas em 24 hospitais universitários federais de várias regiões do País apenas reforçam o sentimento, mesmo entre as pessoas medianamente informadas, de que a saúde e a educação estão abandonadas pelo desgoverno do PT.  “Fazemos tudo manualmente, como se estivéssemos na Idade da Pedra”, queixou-se o diretor-geral do Hospital Universitário Getúlio Vargas da UFAM (do Estado do Amazonas), onde só três pessoas trabalham no setor de compras e sem sistema informatizado! É isso o que está acontecendo no Brasil, ao mesmo tempo que o embuste oficial divulga sua propaganda engana-trouxa, que,  pelo que se vê da popularidade da “presidenta”, parece estar – esta sim! – cumprindo à risca seu objetivo, ao contrário do que se vê em áreas cruciais da administração federal. 
 
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo 

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MÉDICOS QUE MATAM

Carlos Alberto Di Franco (“Estadão”, “Medicina da morte”, 1/4, A2) não acredita “que o Conselho Federal de Medicina (CFM) represente o pensamento daqueles que, um dia, prometeram solenemente empenhar sua profissão, seu saber e sua ciência na defesa da vida”. Ele tem razão. Bastou ler o outro artigo de Opinião em 1/4, “O CFM e a interrupção da gravidez”, de Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina, e de Florentino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira.

Walter dos S. Rodrigues walter.dos.santos.rodrigues@gmail.com 
Niterói (RJ)

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“MEDICINA DA MORTE’

Fiquei grata pelo artigo de Di Franco sobre a medicina da morte. Espero não precisar dos préstimos desses personagens que se sentem no direito de dar a sentença de morte a seres humanos sem culpa de nada e, ainda por tudo, sem dar o verdadeiro nome: assassinato.

Maria Raquel Pacheco e Silva, cirurgiã dentista mariaraquelps@yahoo.com.br 
São Paulo

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LEI CAROLINA DIECKMAN

Por mais positiva que seja a promulgação e vigência da “Lei Carolina Dieckman”, é lamentável que sua existência se deva exclusivamente a um fato ocorrido com uma personalidade famosa do meio artístico. Antes do ocorrido com a atriz, dezenas de casos ficaram impunes. Alguns muito mais graves, inclusive, envolvendo menores de idade. Seria muito bom se o respeito aos cidadãos anônimos fosse igual ao prestado às celebridades.

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br 
Pouso Alegre (MG)

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