Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

14 Abril 2013 | 02h12

Inflação galopante

A inflação bateu nos 7%, agora só resta bater no povão. Será que as autoridades econômicas vão continuar discursando ou vão agir?

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Remedinhos populistas

Como esperado, a inflação em 12 meses superou o teto da meta e nada faz crer que a alta disseminada dos preços responda às medidas paliativas que o desgoverno vem tomando, como desonerações pontuais, reajustes contidos e outras pajelanças que nos remetem a pacotes e embrulhos do passado. Tais medidas só retardam a agonia de um paciente com infecção inflacionária, tratado com aspirinas populistas. A esperada "alta" da taxa de juros (Selic) de mero 0,25 ponto porcentual, num ambiente já epidêmico, em que Brasília se recusa a reconhecer o mal e fazer a sua parte na contenção dos gastos públicos, não será dose suficiente para a estabilização de um doente que requer corajosa carga de antibióticos de última geração. Duro é que a "doutora presidenta", de olho em 2014, está mais preocupada com os eventuais efeitos colaterais do tratamento do que com a cura. É o preço que a sociedade paga pela sede de poder do PT.

SILVIO NATAL

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

Como será paga a conta?

A inflação não dá sinais de queda e põe em alerta vermelho os estrategistas do governo, cujo objetivo maior é a reeleição de Dilma. Suas ações, entre outras de efeito rápido, incluem o desencadeamento prematuro da campanha eleitoral e um arremedo de combate à inflação com métodos que, historicamente, não surtiram efeito em épocas em que o Brasil conquistou o triste recorde de país convivendo mais tempo com hiperinflação. Aprendeu-se a duras penas, desde então, que o controle de preços na ponta, a principal aposta do governo hoje, não diminui os índices - no máximo, provoca um soluço, que logo passa. As medidas realmente eficazes, como diminuição dos gastos públicos, aumento de produtividade, desobstrução de canais de infraestrutura de modo a baratear produtos, abertura inteligente da economia a fim de atrair investimentos e política monetária conduzida por um Banco Central independente, não são eleitoreiras e, portanto, não apresentam resultados no curto prazo, o que não contribui para a garimpagem de votos. Tudo isso deixa a sociedade inquieta por não saber como será paga a conta a partir de 2014, seja quem for o presidente eleito.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Maquiagem

Se dona Dilma continuar com sua campanha antecipada, conduzindo, melhor dizendo, maquiando a política econômica como vem fazendo, depois do segundo mandato é melhor entregar o País à oposição, pois desse jeito vai acabar com o que resta da estabilidade econômica. Parabéns.

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.com

Jales

Presidentes x economia

FHC, sociólogo, com muita competência resolveu os graves problemas econômicos que havia no País. Lula, praticamente sem nenhuma instrução, teve a perspicácia de não mexer no que estava dando certo e a economia continuou em ordem. Dilma é economista e está conseguindo rapidamente destruir todos os arranjos que foram feitos na economia.

ADALBERTO LEME FERREIRA

adaleme@uol.com.br

São Paulo

Assim perde eleição

Nem com os números da economia piorando dona Dilma muda. Tendo a inflação atingido 6,59%, segundo o IBGE, e o crescimento do PIB caído a 0,87% nos últimos 12 meses, conforme o IBC-Br, a presidente não consegue ver que a errada política econômica vai prejudicá-la na campanha eleitoral. É tão "cabeça-dura", dizem seus interlocutores, que não se sensibiliza com a inflação para as classes mais pobres ter ultrapassado 7%, o que é uma tragédia! Hoje, com a rapidez das comunicações e seu alcance, esse é um fato muito grave. Ao pensar nisso lembramos a fisionomia de pânico do marinheiro do Titanic ao ver o navio aproximar-se do iceberg.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Tudo pelo poder

Com suas garras ameaçadoras, a inflação só será domada (se o for) pela fórmula ortodoxa da alta de juros. É o preço que os brasileiros pagam pela sucessão de governos que são animados por projetos de poder, não de governança, e se restringem a aspectos tópicos, fugindo como o diabo da cruz das reformas estruturais, que consistem no complemento indispensável da genial arquitetura do Plano Real. Enquanto os brasileiros não contarem com mandatários que pensem no bem comum do povo, e não apenas em exercer uma profissão que não é profissão - a de político - e se perpetuar no controle do Estado, em todos os seus níveis, não formaremos um país, seremos eternamente um aglomerado populacional explorado por elites partidárias, burocráticas, econômicas, etc.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Tolerável se transitória

Nem é preciso ser especialista, basta alguma dose de informação e de conhecimento da História recente do País para perceber que inflação até pode ser interessante, mas somente enquanto for moderada, transitória e estrategicamente concebida como parte de uma política econômica que, sem ranços ideológicos e apadrinhamentos políticos ou corporativistas, efetivamente realize o aperfeiçoamento de uma infraestrutura física, administrativa, financeira e fiscal que seja proficiente a incrementar o crescimento econômico e, portanto, o pleno emprego e distribuição de renda sustentáveis. Ou seja, não é a inflação em si mesma o motor do crescimento nem o crescimento em si mesmo a justificativa para a inflação. É o competente incremento daquelas condições estruturais do crescimento que torna a inflação razoavelmente tolerável porque, dessa forma, transitória e controlável. É isso o que em suma dizem, ainda que de formas diversas, 11 entre 10 analistas de economia sérios. Partido político, presidente da República ou ministro da Fazenda que insistem em não saber ou não queiram saber disso, melhor fariam à Nação se entregassem o cargo a quem já mostrou que sabe.

ROBERTO BARONE

rbtob@hotmail.com

São Paulo

Momento delicado

Guido Mantega disse que o governo está observando a inflação com atenção e garantiu que a expectativa quanto ao crescimento do PIB em 2013 é positiva. Dado o histórico de acertos das previsões do ministro da Fazenda, diria que a economia brasileira atravessa, agora, o seu momento mais delicado dos últimos tempos.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

OS QUERERES DA PRESIDENTE

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência transmite que a sua “presidenta” é contra a redução da maioridade penal no País. Outro ministro também transmite que a sua presidente é contrária ao projeto que prega a desaposentadoria. Pergunto: será que daria para esta senhora ouvir os clamores do povo pagante e pensante desta nação? Ou é mais fácil autoritariamente emitir seus quereres? Estamos cansados de não sermos ouvidos pelos senhores do poder.

Leila E. Leitão

São Paulo

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SEGUE O CONTO DO VIGÁRIO

O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, falando em nome do governo Dilma, disse que é contra a diminuição da maioridade penal no País e que a administração petista quer dar ao jovem alternativas de trabalho, cultura, lazer, formação profissional e uma possibilidade que não seja o crime. Querem apostar no ataque às causas da criminalidade que envolvem os  jovens, e não na repressão. Como nos regimes socialista bolivarianos/cubanos que idolatram, os petistas continuam sonhando com a perfeição das utopias e  esquecem-se que o mundo civilizado, em alguns países de ponta, já adota a maioridade penal mesmo antes da adolescência. Foi assim que esses países combateram e praticamente erradicaram os crimes hediondos com que nós brasileiros somos diariamente obrigados a conviver. Diga-se de passagem, que nos 10 anos de poder, com a economia estabilizada na maior parte deles, os companheiros petistas conseguiram apenas envolver o País no maior conto do vigário da história dos regimes democráticos consolidados, com a distribuição farta de bolsas-isso e bolsas-aquilo, numa simples e direta compra de votos não percebida pela população despolitizada e ignorante. Nada em troca, além de dinheiro, lhes foi oferecido. As alternativas de trabalho, a cultura, o lazer e a formação profissional que já existiam, correm isso sim, grande risco de diminuir, pela falta de segurança generalizada que sofre a nossa sociedade. Em uma década de poder, a única mudança social que realmente aconteceu, foi a deles mesmos, os “cumpanheiros”, que saíram das classes operárias ou dos sindicatos e se tornaram dirigentes poderosos e milionários sem que para isso tivessem que estudar ou trabalhar. Me engana que eu gosto.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MAIORIDADE PENAL

Que a revisão do nosso Código Penal precisa ser urgente não resta duvida e ninguém melhor do que o governador Alckmin para levantar esta bandeira. O estado de São Paulo sempre esteve no olho do furacão da bandidagem por ser o maior polo industrial do país, por isso mesmo serve de colher aqueles que querem ganhar na moleza o que o trabalhador conseguiu a duras penas. Mas antes, precisaria mudar a cabecinha dos procuradores, advogados de porta de cadeia, ministros como Gilberto Carvalho, direito dos (des)humanos que acham que bandido é fruto da “sociedade desigual”, etc.! Eles são capazes de se condoerem com um menor infrator preso, mas são totalmente indiferentes quando um jovem trabalhador é assassinado. Quando será que essas cabecinhas se conscientizarão que os jovens de hoje precisam de freio e braço forte do estado para proteger a maioria? Se não conseguem se socializar, precisamos retirá-los da sociedade sem dó nem piedade em favor da maioria! Em vez de o ministro Gilberto Carvalho defender o menor infrator, seria vê-lo visitando pais desolados pela morte de seus filhos. Seria mais íntegro!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ATÉ LÁ...

A permanecerem a maioridade penal em 18 (dezoito) anos e o Código Penal desatualizado, não restará outra alternativa aos brasileiros a conviver com a impunidade existente e vigente. O Poder Legislativo não se interessa pelo País, só pelos seus intere$$es pessoais. Quando um dia chegarmos a ser país de Primeiro Mundo nem haverá necessidade de maioridade penal determinada, valerá desde o nascimento dos cidadãos e cidadãs brasileiros. Só depende de nós para mudar o lamentável momento por que passamos, se preciso for até com ajuda de outras forças. Quantos brasileiros morrerão na fila de espera?

 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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BASTA DE HIPOCRISIA

Com a criminalidade à solta Brasil afora e o crescente número de infratores menores de idade assaltando e matando covardemente inocentes em plena luz do dia e na escuridão da noite, acobertados pela impunidade da Lei de Maioridade Penal aos 18 anos, está mais do que na hora de uma alteração na faixa etária para menos (na Inglaterra começa aos 10 (!) anos) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) criminoso, assassino, sequestrador, estuprador, traficante... Basta de hipocrisia!

 

J. S. Decol  decoljs@globo.com

São Paulo

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MICHEL TEMER

 

Diz o vice-presidente, Michel Temer: “Li hoje um argumento para reduzir [a maioridade] para 16 anos, mas, e daí, se o sujeito tem 15 anos e meio, e comete um crime, vamos reduzir para 15 anos? Não sei se é por aí a solução”, disse. “Talvez seja aquilo que o governo federal está tentando fazer: planos para dar incentivo e amparo aos menores”. Respondo: se incentivo e amparo fossem antídotos contra bandidagem, não haveria tanto político bandido no PT e no PMDB.     

Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br

São Paulo

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VAI ENTENDER

Só foi o governador Geraldo Alckmin anunciar que o PSDB vai enviar para o Congresso Nacional um projeto que reduza a maioridade penal no País, que o Palácio do Planalto, enciumado com a possível iniciativa dos tucanos, se declarou oficialmente contra a medida, por meio da manifestação célere da presidente Dilma e do vice, Michel Temer. Ou seja, não importa se o projeto da oposição é bom para os brasileiros. O que importa mesmo para o PT, e aos aliados bajuladoras deste governo, é ser o pai da ideia...  E como falta cérebro competente, ousado e preocupado com o bem comum nas hostes do Planalto, vamos ter de esperar o fim deste desgoverno...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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(IN)SEGURANÇA PÚBLICA

Primeiro a polícia desarma cidadãos de bem (bandidos continuam armados), depois pede para que não se reaja a abordagens criminais (facilitando a ação dos mesmos bandidos) e, por fim, o Judiciário coloca na rua esses bandidos no máximo em cinco anos. Tudo isso amparado por leis de nossos deputados que provavelmente nunca tiveram um filho de 19 anos morto covardemente.

Carlos Monteiro carlosrsmonteiro@hotmail.com

São Paulo

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MENORES CRIMINOSOS

Como os fazedores de leis e os defensores dos direitos humanos dos desumanos acreditam que nunca terão um filho assassinado por um menor ou uma filha violentada por um bando de “crianças”, o que eu vou propor vai deixá-los eriçados. O que resolve, no lugar de enviar malfeitores para a universidade do crime, aqui chamada de prisão, é o método usado em Cingapura, um dos lugares mais limpos, seguros e civilizados do mundo. Trata-se das chibatadas, que deixam uma lembrança no meliante que ele jamais esquece e abandona o crime para não ter de passar por outra, um pouco mais severa por ser reincidente. Um americano teve essa sentença em Cingapura, por vandalismo e uma pesquisa feita nos Estados Unidos surpreendeu, pois a maioria achou que ele merecia essa punição, que foi aplicada. Direitos humanos só para seres humanos!

 

Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

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O CRIME COMPENSA

Não se trata de redução ou não da criminalidade, diminuindo a maioridade penal. Sabemos que a os crimes dessa natureza, praticado por menores infratores, não irão diminuir, nem tão pouco resolver a questão com a mudança das leis. Temos o exemplo claro da pena de morte. Nos países que adotam esse tipo de pena, a criminalidade não diminuiu, no entanto não foram abolidas. Na visão deles é a pena justa para quem mata. Independentemente de diminuir ou não os índices de homicídios, a pena de morte continua sendo aplicada nesses países. A pena nesses países, para esses casos, não leva em consideração o fator causa e efeito, mas sim que a justiça seja feita pelo crime praticado. No caso do Brasil, o que a sociedade clama é por uma pena justa para quem comete um crime desta natureza, independentemente da idade. É revoltante para a sociedade, uma pessoa que mata, ficar apenas três anos na Fundação Casa. Infelizmente em nosso país, as leis penais não punem ninguém, apenas premiam o delinquentes. Ou seja, cada um tem o direito de tirar a vida de um inocente, pelo menos uma vez, pois não irão para cadeia, por ser menor ou por ser réu primário e possuir residência fixa. No Brasil, o crime compensa.

Filadelfo B. Cunha fbcunha@petrobras.com.br

São José dos Campos

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BANDIDOS UNIDOS

Os leitores do “Estadão” que estão protestando no “Fórum dos Leitores” com referência à impunidade reinante no País, principalmente no caso dos delinquentes conhecidos como de menor, são realmente ingênuos ao pedir aos que detêm o poder elaborar leis rigorosas, para punir seus asseclas. Bandidos unidos jamais serão vencidos.

Edson Baptista de Souza baptistaedson@ig.com.br

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA

Vivemos uma violência urbana como “nunca antes” se viu neste país, e o nobre ministro da Justiça (sr. Cardozo), em pronunciamento que demonstra estar ele fora da realidade cotidiana das pessoas, alega que o assunto maioridade penal não é prioridade da sua pasta. Alega ainda que os nossos presídios não têm condições de acolher esses “anjinhos” que andam assassinando inocentes sem mais nem por que. O ministro, além de viver em outro planeta, acabou de dar a senha para que os bandidos continuem estuprando, matando, assaltando, etc., que as coisas vão continuar como estão. Este governo é mesmo ruim, desde a economia, passando pela educação e chegando à Justiça. Será que um dia essa incompetência toda vai sumir do mapa?

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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CONIVENTE?

Se Dilma tem maioria para aprovar qualquer coisa no Congresso, qual a razão de não enviar um projeto de lei para a redução da maioridade penal? Se nada fizer, logo, logo o povo irá taxá-la como conivente com essa insana matança desenfreada de nossos filhos pelos “de menor”.

      

Klaus Reider vemakla@hotmail.com

Guarujá

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ATÉ QUANDO?

Enquanto me solidarizo não só com a família de Victor Deppmann, mas também com todos os que perderam seus entes queridos nessa selvageria que se tornou o dia a dia das cidades do Brasil, faço uma pergunta: Onde está a UNE nessa hora? Silêncio por quê? Não intere$$A? É com enorme desalento que vejo esses jovens totalmente indiferentes a mais uma tragédia que ceifou a vida do colega estudante. É para sair às ruas e gritar o horror, o horror, o horror! Mas nada... Nem acabamos de assimilar (se é que possível) o monstruoso caso de estupro que houve no Rio de Janeiro, mais um tiro em nosso coração. Até quando autoridades? Até quando aceitarão o voto consciente de “menores” de 16 anos que por crimes hediondos e premeditados não podem ser responsabilizados pelos seus atos? A contradição é gritante e querer defender o cada vez mais indefensável causa repulsa por ser hipócrita! Meu desabafo, tenho certeza, é o desabafo de milhares que veem seus direitos de cidadãos comuns serem transformados em dever de suportar a barbárie e “tudo isso que está aí!”.

 

Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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PARÂMETROS MUNDIAIS

 

A cada vez que um “menor” de idade comete crimes como esse último, volto a lembrar de um caso ocorrido na Inglaterra há alguns anos, quando dois menores, de 11 e 12 anos, mataram outro de 6 anos apenas para ver como seria morrer. A justiça inglesa descobriu os assassinos, prendeu e condenou ambos 30 anos de cadeia. O único direito concedido a eles será, após cumprirem pena, mudarem de identidade porque lá não se escondem os criminosos menores, como se faz aqui. Fosse em alguns Estados americanos, esse recente menor assassino seria condenado à pena de morte.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo   

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MAIORIDADE

O ministro José Eduardo Cardozo já se manifestou, mais que depressa, contra a redução da maioridade penal. É de se supor que não haja presídios para guardar tantos bandidos juvenis, pois apenas um ou dois foram construídos nos últimos dez anos. Assim, é mais fácil e barato deixar os meliantes nas ruas. Para a nossa vergonha, realidade do Brasil chegou ao exterior, sendo objeto de reportagens em jornais e revistas, como a “Time”. A reputação de país extremamente violento já é realidade. Por aqui, existe a cultura de que cadeia não resolve nada. Resolve, sim! Os Estados que mais prenderam foram aqueles que conseguiram reduzir os números de homicídios sensivelmente. Nos países em que não existe a condescendência com o criminoso e as penas são pesadas, os índices de criminalidade são baixos. Não é questão de gosto ou “belezura”, é fato! Nossas penas são brandas, a Justiça prende pouco, e existe uma tolerância quase cultural com o crime. O argumento de que a pobreza é culpada pela barbárie não se sustenta, bastante verificar que a criminalidade subiu mais onde houve maior crescimento econômico. Fosse assim, todos os moradores de favelas seriam criminosos, o que está muito longe de ser verdade. O crime é uma escolha moral motivada pela impunidade e pelo baixo preço a pagar, se um dia houver prisão. Todavia, esta é uma discussão fútil, pois o Brasil nunca levou e amais levará adiante qualquer reforma do sistema penal. Já vimos esta discussão centenas  de vezes e nada mudou. Se mudou, foi para pior. Leis que dão auxílio-prisão para condenados, leis que visam aliviar penas para traficantes, leis que tornam a vida do criminoso mais fácil e a nossa muito mais difícil, foi o que resultou delas. A não ser que os filhos, pais e irmãos de pessoas importantes e influentes sejam diretamente atingidos pelos crimes de que somos as vítimas, nada mudará. Porém, a esperança é vã, visto que gente importante tem a sua própria segurança, bem armada e atenta, a sua própria polícia.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ARGUMENTOS FALACIOSOS

Sempre que se discute a questão da maioridade penal no Brasil os experts de sempre se insurgem em coro, horrorizados com a ideia de baixá-la para um patamar de país civilizado, escudando-se em dois argumentos falaciosos, a saber: 1) um assunto desta gravidade não pode ser discutido num momento de comoção (a morte de mais um jovem em São Paulo, estupidamente assassinado); e 2) somente no dia em que este país tiver educação, saúde, etc., para todos, poderemos pensar em ser mais firmes no combate à criminalidade, já que é a sociedade (!) que obriga os pobres a serem criminosos (!). Bom, quanto ao primeiro argumento só posso dizer que o momento nunca será propício mesmo. Toda semana, Brasil afora, alguém, rico ou pobre, branco ou negro, enterra algum ente querido assassinado. Estamos sempre comovidos e chocados. Quanto à eterna espera pelo país do futuro é de se atentar que, enquanto este País não chega, precisamos fazer algo já para mitigar a dor de nossas famílias arrasadas e evitar que estes fatos se repitam. Comecemos por lembrar que o Direito Penal tem também um caráter preventivo, e deve ser usado para evitar que jovens (ou não tão jovens) psicopatas circulem livremente. O caso do jovem Vitor Hugo é paradigmático. Se o celerado que o matou estivesse preso pelos roubos que cometeu anteriormente não estaríamos lamentando mais uma morte estúpida, mais um tributo ao altar da morte que consome 50 mil vidas anuais no Brasil.

 

Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

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CLAMOR

Quero lembrar aos congressistas brasileiros que atendam o clamor do povo com a máxima urgência e sensibilidade, numa ressalva na nossa Constituição, sobre a aplicação de punição mais grave, aos jovens infratores por crimes bárbaros, violentos e hediondos até hoje sem soluções. Se a impunidade continuar pergunto: o que se fará da nossa sociedade nas próximas décadas? Maioridade aos 15 anos.

Antonio Rochael Jr. antoniorochael@gmail.com

Iguape

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NÃO BASTA

É louvável a iniciativa do governador Geraldo Alckmin, em chamar a atenção para necessidade de se revisar o ECA e consequentemente a maioridade penal. Porém, só isso não basta. São necessárias ações integradas como: escola em tempo integral e a reincorporação da matéria Educação Moral e Cívica (EMC) em todos os currículos escolares, para todos os anos letivos. É somente através da ocupação intelectual, da valorização do convívio harmônico entre as pessoas e do enraizamento do civismo em cada indivíduo, que obteremos êxito a longo prazo.

Em paralelo, precisamos que o poder de polícia seja mais consistente e com atuação mais rápida, aliado a um sistema processual penal eficiente. Para isso, são urgentes as mudanças nas leis penais, há tanto tempo engavetadas nas comissões de Segurança Pública e Constituição e Justiça do Congresso Nacional. Hoje, um criminoso que mata alguém, tem direito a defensor público, pago pelo estado, enquanto o policial que enfrenta tiroteios e mata um bandido, tem que pagar sua defesa do próprio bolso, ou mesmo, recorrer a “vaquinhas” dos colegas. Na minha opinião, a maioridade penal deveria ser como no Reino Unido, ou seja, com 11 anos. Porém a intenção não é colocar indivíduos de 11 anos na cadeia e sim que eles não cometam crimes, mas, se o cometerem, saibam que serão encarcerados desde a mais tenra idade. No box da página C3 (12/4), soa ridículo, para não dizer hipócrita, as afirmações do ex-ministro Nilmário Miranda sobre a diminuição da maioridade penal. Como todo político ideológico, Nilmário Miranda é um preguiçoso intelectual que deixa de pensar, de refletir cada assunto isoladamente, para responder de “bate-pronto” a das diretrizes de sua ideologia.

Frederico d’Ávila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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LEI DE GERSON

Vamos acabar com o silêncio dos inocentes! Vim me juntar ao grito dos outros leitores para transformar esse grito num brado retumbante, capaz de despertar esses inúteis legisladores deitados eternamente em berço esplêndido! E quando temos um quadro de horror como esse que ocorreu esta semana no Belém, ainda temos de ouvir as abobronas desse tal de Ariel defensor dos direitos dos manos, dizendo que não se pode tomar resoluções no calor das emoções...No calor de quê, então? Das velinhas do aniversário da dona Marisa Letícia, comemorado animosamente porque eles são blindados e têm segurança – pagos com o nosso dinheiro – até para o cachorrinho dela? Somos trabalhadores, pagadores de impostos e não participamos de bolsas-família e nem de mensalões e estamos cansados de eleger incompetentes que sugam o nosso sangue e cujo “trabalho” é só mudar nomes de ruas e viadutos! O governador Geraldo Alckmin quer a redução da maioridade penal; queremos também, mas não vai resolver, pois os marginais adultos vão adestrar os menores de 15 anos para a criminalidade, pois estes serão impunes. Nos países de Primeiro Mundo não existe menoridade para crimes e até crianças de 8 ou 9 anos pagam por seus delitos. E por que a “Justiça” brasileira não faz justiça, pois prende e solta em seguida esses bandidos? Porque não há presídios suficientes. A construção de presídios foi um dos temas de campanha de Lula, que depois de virar presidente se esqueceu de suas promessas. Escola então, nem pensar. Lula sempre detestou tudo o que se referisse a ensino. Claro, para um povo inculto e que adora a “lei de Gérson”, o bom mesmo é construir estádios de futebol e aguardar o carnaval chegar.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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CRIMINOSOS

É inconcebível como a ideologia mal digerida idiotiza as pessoas. No “Estadão”, o Nilmário Miranda, uma das mais finas flores do esquerdismo triunfante que assola o País, diante da questão da punição ao jovem infrator, numa lulada que é a marca da inteligência dessa malta, diz que “isso não vai resolver nada, só vai aumentar o número de jovens, de negros, de pessoas pobres, sem oportunidade nas prisões brasileiras”. Devemos esclarecer a esse brilhoso homem de esquerda, ex-ministro do Lula, olálá, que a sociedade não deseja mandar para a prisão ninguém que seja bom cidadão, cumpridor de seus deveres, seja qual for sua etnia ou condição social. Deseja sim, que criminosos sem piedade, ladrões, assassinos, assaltantes, estupradores recebam as sanções e cumpram pena por seus atos criminosos. E também estamos cientes que isso não será o fim da criminalidade, tão persistente na sociedade humana em todos os tempos. Transgressor brutal das regras da sociedade, especialmente as que se caracterizam pela estúpida insensibilidade e violência, como foi o caso do jovem universitário vilmente assassinado, devem merecer severas penas, independente da faixa etária do agente. Para mim é um doloroso mistério a mente desse pessoal, especialmente os “faturadores” do politicamente correto fantasiado de direitos humanos. E os nossos direitos humanos, quem os defende?

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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CÍRCULO VICIOSO

A leitora sra. Andreza Delgado (“Você no Estadão.com.br”, 12/4, A3) discorda da posição do governador Alckmin em punir com mais rigor a criminalidade praticada pormenores. Diz que o que falta é educação dez e incentivo à “favela”. E culpa o “sistema” por esse estado de calamidade em que vivemos. Dois comentários: primeiro, a criminalidade já deixou de ser exclusividade da “favela” há bastante tempo. E vai longe o tempo em que a explicação para alguns crimes era a necessidade de matar a fome. Hoje mata-se por um celular, para comprar drogas, roupas de grife e coisas do tipo. Então a desculpa mudou: faltam educação dez e incentivo. E qual a explicação para os que vivem na “favela” e preferem trabalhar e viver honestamente? Segundo, “sistema” é um conceito muito escorregadio, mas que podemos materializá-lo nos Três Poderes e nos políticos que temos, boa parte deles eleitos com o voto da “favela”. Então, temos um círculo vicioso: falta educação para quem votou e eles não dão educação para quem os elegeu. Como quebrar esse círculo?

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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ENFIM

Até que enfim uma autoridade reconhece publicamente que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) está equivocado ao não criminalizar com penas pesadas os assassinos juvenis, como mostra a matéria “Alckmin que mudar lei para punir com mais rigor adolescente que mata” (12/4, página C1). Mais que ninguém os assassinos juvenis sabem que com menos de 18 anos o crime realmente compensa.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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REFORMA DO ECA – DEMAGOGIA E OPORTUNISMO

É um filme repetido: toda vez que um crime (ato infracional) grave é cometido por um adolescente contra uma vítima da classe média para cima, há uma gritaria geral contra os direitos humanos e a favor da redução da menoridade penal no Brasil e pela reforma e endurecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Políticos demagogos e conservadores – como o governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP) – se aproveitam do clamor popular para atacar o ECA e pedir punições mais severas aos adolescentes infratores. Alckmin deveria investir mais na Fundação Casa (ex Febem), nos abrigos para carentes, nos projetos socioeducativos para os adolescentes e na formação cidadã e de direitos humanos da Polícia. O ECA é uma lei moderna, progressista, adequada, pautado pela reeducação e ressocialização e o problema é que ele não é aplicado na prática, não tem eficácia no mundo real. A criminalidade só irá diminuir quando o Brasil se tornar um país ma is justo, menos desigual, onde os pobres não sejam excluídos e marginalizados e quando todos tenham acesso aos direitos básicos e essenciais.

   

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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NAÇÃO COMBALIDA

Há inúmeras manifestações espontâneas quanto ao inconformismo diante de tanta violência e desmandos governamentais nestes nossos dias aqui nesta combalida e infelicitada Nação. Abaixo a impunidade, punição rígida aos criminosos, redução da maioridade penal, seriedade, vergonha na cara. “Estadão”, liderai-nos!

Severino Silva Severino silva.pretti@gmail.com

Rio de Janeiro

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LETARGIA DA CASA DAS LEIS

 

Por que essa letargia do Congresso Nacional em discutir o problema da maioridade penal no País? Explica-se. Quase todos distintos os deputados e senadores e, naturalmente seus familiares, são escoltados por seguranças fortemente armados, além de se locomoverem em carros blindados. Logo, esse escabroso assunto não tem primazia para eles. Por outro lado, após tantos assassinatos cometidos por menores em São Paulo, somente agora o governador Geraldo Alckmin resolve tomar uma iniciativa junto ao governo Federal sobre a punição mais adequada aos “di menores” infratores. Iniciativa por demais tardia a nosso ver, pois a criminalidade é crescente e repulsiva, assusta e martiriza toda a população de São Paulo e do nosso querido Brasil.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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A HORA EXATA

Fernando Reinach, em instigante crônica (11/4), comenta que estamos todos programados para andar, na devida hora. Não seremos Usain Bolts. Estamos ontogeneticamente programados para somar e subtrair pequenas quantidades (duas ou três). As pessoas da área jurídica não passaram muito disso. A maioridade é alcançada à zero hora do dia posterior à data do aniversário. Pelo horário de Brasília? Quando uma criança passa a adolescente? Quando um adolescente é maior de idade? O que significa maioridade? Difícil responder, menos para advogados e juízes. Antes havia a emancipação do menor. Ainda há? Um menor não pode ser declarado emancipado, “a posteriori”, por um juiz, um médico, uma assistente social, por todos eles juntos? Consultei um advogado: vale o horário local legal. Consultei outro, vale Brasília. Como fica no horário de verão? Consultei um jurista. Devemos mudar a lei e adotar a transição para zero hora GMT.

Diomar Bittencourt diomar_b@globo.com

São Paulo

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NA PELE

Mais uma vez, alguém do governo federal é contrário à mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Na coluna “Debate” do jornal “O Estado de S. Paulo”, ao ser questionado sobre a mudança nos estatutos do ECA, o ex “Ministro dos Direitos Humanos”, Nilmário Miranda e atualmente deputado pelo PT, se posta contrário. O que fazer se os contrários a tal mudança são exatamente aqueles que estão nos partidos políticos populistas da situação e são maioria? Acredito que qualquer mudança somente será possível e viável, depois que os filhos, irmãos, pais e demais parentes destes políticos, juízes e legisladores, venham a ser violentados, estuprados e assassinados pelos “Di Menor”. Ai verão e sentirão na pele o que é ser vítima.

Jose Roberto Marforio bobmarforio@gmail.com

São Paulo

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PUNIÇÃO JUSTA

Há quantos anos foi iniciado o debate sobre o que fazer com os menores de idade que praticam crimes graves? No mínimo, desde o infame Champinha, dez anos atrás, mas creio que esse debate é ainda mais antigo. E, até agora, absolutamente nada foi feito, e mais uma pessoa perdeu a vida nessas circunstâncias, com uma quase impunidade para o assassino, já identificado, mas menor de idade. Há que se reduzir a maioridade penal, ao menos para crimes graves. Matou? Então não reclame se for julgado e punido como um adulto. E há, claro, que se fazer alguma coisa por esses menores antes de eles se tornarem frios criminosos. Mas, para quem já se tornou, omissão da sociedade à parte, nada mais justo que uma punição justa.

Alexandre Linhares Giesbrecht alexandre@giesbrecht.com.br

São Paulo

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CRIMINALIDADE

A omissão do Congresso em relação à maioridade penal é intolerável.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ACORDA, BRASIL!

Segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária, em 2012 foram 61 mil mortes e 352 mil vítimas permanentemente inválidas pelo trânsito. Não obstante, apenas em 2012, foram 50 mil homicídios. Na Síria, com guerra civil declarada, morrem em torno de 6 mil/mês. Será que os únicos problemas da Nação neste momento estão na presidência da Comissão de Direitos Humanos e nas obras para a Copa? Políticos, tomem vergonha na cara. Povo brasileiro, chega de dormir em berço esplêndido. Acorda, Brasil!

 

Ataliba Monteiro de Moraes Filho ataliba@outlook.com

Marília

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A VIDA PEDE PASSAGEM

Dona Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direitos Humanos e legisladores do nosso País, pelo que temos lido e vivido, perdeu-se o controle sobre a segurança pública. Presenciamos assassinatos, vemos nossos filhos sendo mortos através de câmeras de segurança instaladas em ruas e edifícios, todos os dias temos notícias de famílias destroçadas com a perda de entes queridos através de um banditismo sobre o qual, repito, vocês perderam o controle. Dona Maria do Rosário e legisladores, em que mundo pensam estar vivendo, no país das Maravilhas? São Alices disfarçados de autoridades que nos representam? Não estão vendo a violência aumentando a cada dia? Por que os braços cruzados? É público e notório que não dominam mais nada! Então, hora de rever as leis e os procedimentos,  não acham? Dada a inoperância de nosso Estado diante de situações básicas, como o aprisionamento de bandidos, precisam botar os olhos em várias questões, funções e pessoas que exercem essas funções. A grosso modo, vamos lá! Comecemos por nossa presidente. Dona Dilma, mais que hora de trabalhar fechando nossas fronteiras, bloqueando a entrada de armas ilegais e drogas. Ah, não tem dinheiro ou não tem gente com competência para tanto? Ou nem chegaram a discutir esse tópico para diminuir a violência que nos assola? Hora de trabalhar essa ideia, digamos, essencial, presidente. Dinheiro sobra. É só afastar corruptos do governo que roubam o erário, mas, a senhora os chama todos de volta, ninguém entende! Assim  não andamos para frente! Sr. ministro da Justiça, sua vez. Sr. Cardozo, não queremos saber sobre seu sentimento de preferir a morte a ir para um presídio. Queremos saber é de atitude, pois a prerrogativa de mudar o inferno que são nossas prisões também é sua. Menos desabafo e mais ação, ministro! Sr. ministro da Educação, não é igualando por baixo nossos estudantes que vamos elevar o nível de educação de nossas crianças e adolescentes. É ensino básico  de qualidade para todos, desde a mais tenra idade. O senhor está muito desnorteado, precisa pensar mais e se cercar de gente que entenda do babado. Como mandar para fora do País estudantes para intercâmbio que não falam outra língua que não a nossa ? Acha que os livros e as aulas lá fora são em português? Como admitir erros em provas de redação nos vestibulares? Acha mesmo que consentir o erro pelos alunos vai ajudá-los, que as desigualdades diminuirão desse modo? Já lhe ocorreu que um português mal escrito ou falado pode acentuar a desigualdade? Pare e pense, sr. ministro Mercadante! Dona Maria do Rosário, como entendo, a paz retornará aos lares quando todos juntos trabalharem nas questões que geram a violência, o que envolve esforço na área de educação, proteção de nossas fronteiras, criação de frentes de trabalho e presídios e casas estruturados para receber desajustados, além de medidas socioeducativas. Não resolveremos o grave problema social distribuindo dinheiro simplesmente. Sabe a impressão que a senhora com sua ideologia nos passa? Que é injusto para com os bandidos deixá-los presos por tantos anos, coitados, já sofreram tanto em sua infância... ah, vamos fazer justiça colocando-os em liberdade, então... assim, estaremos com nossa dívida paga para com eles...!  Bandidos são vítimas da sociedade que os tratou injustamente e quando soltos têm o direito de “descontar” sua revolta em cima dessa sociedade, fazendo justiça com as próprias mãos? É isso? É o que fica parecendo pois somente ele são tratados como vítimas! Oras, sra. ministra, como um estudante que voltando do estágio às 10 da noite e é morto por um bandido com um tiro na cabeça para roubar um celular pode ser responsabilizado pelos males sociais brasileiros?  Pagando com a própria vida pelas mãos de desajustados? É isso? Por acaso esse estudante não é vítima, dona Maria do Rosário? Se o sistema carcerário é incapaz de ressociabilizar os detentos, menores ou maiores, então, a solução é simplesmente soltá-los?  É por aí? É assim que as autoridades agem, porque é assim que as leis determinam e há pessoas que defendem essa barbaridade! O que acontece aos delinquentes? Através de nossas leis fracas e ultrapassadas, voltam às ruas piores do que quando entraram nas cadeias, mais revoltados  e com toda uma população à mercê de sua delinquência. Todos entendemos  que esses bandidos precisam se reabilitar, e têm esse direito,  mas precisam da ajuda do Estado para tal. E é aí que começa o maior problema pois o Estado não faz a sua parte: presídios superlotados, não há plano de recuperação e, se há,  é nada estruturado, é mal conduzido, sem falar da educação de quinto mundo, drogas e armas que entram pela porta da frente, oras, são seres que estão deixando de ser humanos por culpa do Estado! As autoridades, intelectuais e jornalistas costumam dizer que não se devem tomar decisões no calor dos fatos, inclusive, criticando a atitude de Geraldo Alckmin por defender  mudança nas leis para menores infratores. Aqui cabe a pergunta: Há quanto tempo mesmo pedimos mudanças nas leis  e atitudes? Quantos mais precisarão morrer pelas mãos de bandidos  para que algo seja feito? Estamos “no calor dos fatos” há muitos e muitos e muitos anos e os fatos não encontram brecha para esfriarem-se,  eis a questão! São assassinatos brutais em cima de assassinatos e crimes hediondos, sem folga! Desde estupros a assaltos com finais trágicos, envolvendo crianças, adolescentes, adultos! Dona Maria do Rosário e legisladores, se  bandidos são vítimas, a sociedade também é.  De suas excelências! De seu descaso, de sua falta de visão , de sua insensibilidade, de sua irresponsabilidade, de sua incompetência, de seu desprezo, de sua total ausência. Ganham muito dinheiro através de altos salários, fora os “por fora”, têm segurança para toda a família, blindam seus carros e não correm risco de serem abordados  pelos bandidos. Sobra para nós, o povo, que paga caro pelos seus luxos e tranquilidade. Que tal cuidarem de nossas famílias também? Precisam trabalhar e fazer menos política. Se não são preparados para enfrentar essa guerra, caiam fora, deem lugar aos com competência e vontade! Ou mudam seu procedimento, atentando para o fato de que não somente os bandidos são vítimas, mas que o povo também é! Para tanto, revejam as leis, revejam suas atitudes, que em nada estão resolvendo o grave problema da segurança. Trabalhem, façam dos presídios lugares de reabilitação, não de pós-graduação no crime,  façam jus aos seus honorários! Rápido, pois a vida pede passagem! Direito humanos, sim, mas, para todos nós!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

          

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