Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

17 Abril 2013 | 02h10

ATENTADO EM BOSTON

Horror

Martin Richard tinha 8 anos e uma vida inteira pela frente. Tudo destruído no ataque terrorista em Boston, na segunda-feira, no qual ele e mais duas pessoas morreram e sua mãe e outras 150 pessoas ficaram feridas. O que era para ser uma celebração virou um filme de horror. O esporte une e prega a confraternização, usar-se disso para atacar pessoas inocentes é de maior maldade e sadismo possíveis. Em 1972 terroristas árabes massacraram a delegação israelense na Olimpíada de Munique. No ano que vem teremos a Copa do Mundo aqui, no Brasil. Gente do mundo inteiro reunida num país tido como tão pacífico que nem as autoridades estão devidamente preparadas para inibir qualquer ação terrorista. Que o atentado em Boston sirva como um aviso para maior atenção com a segurança do público em eventos esportivos.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS
sepassos@yahoo.com.br
Porto Feliz

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Maratona

Os "vencedores" da Maratona de Boston, nas categorias feminina e masculina, foram, respectivamente, a morte e o terror. Só os desapiedados estão festejando essa sinistra e sanguinolenta vitória.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO
tulliocarvalho.advocacia@gmail.com
Belo Horizonte

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Terrorismo

Qual cidadão brasileiro não ficou sentido com um ato como o ocorrido em Boston? Com certeza, todos sentem muito, menos os integrantes do PCdoB, que apoiaram a Coreia do Norte em suas ameaças terroristas.

PAULO F. SIQUEIRA DOS SANTOS
paulof.santos@hotmail.com.br
Santa Rita do Passa Quatro

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GOVERNO DILMA

Da boca pra fora

Li no Estadão de ontem que Dilma Rousseff diz que a inflação está sob controle e critica "pessimistas especializados". Ora, todos os que fazem compras, especialmente em supermercados, sabem do aumento de preço de todos os produtos e estão sofrendo no bolso, sem nenhuma medida contra isso tomada por seu governo petralha. O que Dilma faz é viajar pelo Brasil e, de palanque em palanque, lutar por sua reeleição, deixando de lado a sua principal função: governar! Assim, como sempre, prega mentiras, faz promessas vãs e agora pretende ser a estrela do PT no programa partidário da sigla. E os ingênuos brasileiros ainda consideram esse governo muito bom... Que governo? Viajar é governar? Cuidar dos interesses da Nação Dilma faz da boca para fora, e nada mais. Pessimistas especializados não existem, dados publicados nos meios de comunicação, esses, sim, merecem credibilidade e mostram a atual realidade brasileira.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES
ceb.rodrigues@hotmail.com
São Paulo

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Inversão de prioridades

Em vez de combater a inflação agora e fazer campanha eleitoral no ano que vem, esse (des)governo faz campanha este ano e a inflação... Dona Dilma recebe seus vencimentos para trabalhar na Presidência da República, não para já sair candidata!

FLÁVIO CESAR PIGARI
flavio.pigari@gmail.com
Jales 

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Taxa Selic

Dona Dilma disse que a Selic vai aumentar, mas não como antigamente (?) . Seria bom se ela também dissesse que a inflação está aumentando, e bastante, mas não como antigamente, só um pouco. Coitada da nova classe média.

ANTÔNIO CARELLI FILHO
palestrino1949@hotmail.com
Taubaté

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Tapando o sol com a asneira

Parece que a presidente tem um problema de localização temporal, pois disse que não vai deixar a inflação subir. Ora, o que ela está esperando? A inflação já está presente há tempos. Outra mentira: insinuou que o controle da inflação foi conseguido por Lula e por ela. Acho que ela viaja... E faz discurso exclusivo para os mais desavisados e desinformados. Aliás, o mais correto é interpretar ao pé da letra o que ela falou: "A inflação foi conquista do governo Lula e do meu". Quanto a isso, concordo em gênero número e grau, pois foi nos governos deles que a inflação voltou forte. Também atribui a fraca economia do País às dificuldades da economia mundial. Como meia-verdade, o.k. Porém todos os outros países da América do Sul e os demais Brics não estão em outro planeta e tiveram um crescimento maior que o nosso, mesmo que muitos tenham recursos, produção e tecnologia inferiores aos brasileiros...

MARCO AURÉLIO REHDER
marcoarehder@yahoo.com.br
São Paulo

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Tomatezinho...

A "competência" de certos políticos é surpreendente. Têm resposta para tudo, basta mentir, enganar, ignorar a realidade. Esbravejando, como sempre, Lula diz que "uma mulher calejada na luta como esta mulher não vai permitir que um tomatezinho venha quebrar as forças da economia", como se o problema da inflação por que passa o Brasil fosse causado pelo preço do tomate. Dilma disse que o controle da inflação foi uma conquista do PT na Presidência... PT ou Plano Real, do governo de Fernando Henrique? Só falta criar o Ministério do Tomate!

LUIZ NUSBAUM
lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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Marolinha

Hummm.... Cuidemo-nos. Os diminutivos de Lula para prever o futuro de nossa economia não têm dado muito certo. Será que seu tomatezinho vai ser igual à tal marolinha?

ELIANA FRANÇA LEME
efleme@terra.com.br
São Paulo

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Conjunto da obra

Tomatezinho, Lula? O senhor lembra quando veio à TV anunciar que o povo todo poderia comer arroz Tio João, pois o preço do pacote de 5 kg estava custando R$ 4,50? Pois é, esse mesmo pacote custa hoje R$ 12,00! O feijão, R$ 6,00, no mínimo. Cebola, farinha, frango, hortaliças, frutas, todos pela hora da morte.... Realmente, não vai ser um tomatezinho que vai derrubar dona Dilma. Vai ser o conjunto da obra que o senhor começou.

ROGERIO T. KEZERLE
rogeriokezerle@hotmail.com
São Paulo

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Herança maldita

Demorou vários anos, mas finalmente consegui entender a profundidade da expressão "herança maldita", tão mencionada pelo nosso ex-presidente Lula. Nunca antes na História deste país um partido tomou o poder e perdeu o bonde de tantos anos de bonança mundial! Caso FHC não tivesse preparado o Brasil, o PT não conseguiria gerir o Brasil e, como consequência, não ficaria no poder por tantos anos. Por isso é que ela está sendo maldita para o povo brasileiro! 

ROBERTO LAUFER
rolaufer@gmail.com
São Paulo

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VULNERÁVEIS

Essa  tragédia ocorrida em Boston (EUA) vem confirmar mais uma vez  como são frágeis e indefensáveis os países, as cidades  e o próprio ser humano, sob todos os aspectos.
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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BLOQUEIO DE SINAL

O que me chamou a atenção no atentado de Boston, além da estupidez desse tipo de ação, foi a rapidez da polícia de Boston em bloquear os sinais dos celulares evitando outras possíveis detonações por controle remoto. Por que será que no Brasil não se consegue bloquear a entrada de celulares nos presídios e muito menos o sinal desses celulares quando são utilizados pelos marginais para comandar crimes de dentro das celas?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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COVARDES

Na minha opinião, o ataque em Boston foi praticado por amadores covardes que cospem no prato que comem. Pegos, vão fazer companhia aos loucos e fanáticos na prisão em Guantánamo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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ATENTADO EM BOSTON

O atentado à cidade de Boston (EUA) durante a Maratona deixou, até agora, um saldo de três mortos e mais de 100 feridos, alguns tendo sofrido até amputações. No Aeroporto de La Guardia, em Nova York, a polícia encontrou um pacote suspeito. Em qualquer latitude ou longitude, diariamente há notícias sobre atentados terroristas, porque esses atos, independentemente do grau de gravidade, porque envolve a surpresa em que idosos e crianças, são os mais sacrificados. A violência contra a população não escolhe motivação. A carnificina se espalha pelo planeta seja por razões políticas ideológicas, por radicalismos religiosos ou por razões de conquista. Em países como o Brasil, a violência se transforma num terror paroquial onde o valor da vida vale tanto quanto um celular. O presidente dos Estados Unidos afirma que ainda não se sabe se o atentado partiu de uma organização ou de um indivíduo, sendo este o mais provável, a exemplo dos invasores de colégios e cinemas onde provocaram terríveis carnificinas. A civilização atual precisa de uma reciclagem, de uma aproximação com Deus. No livro etrusco dos mortos está escrito: “No princípio do milênio Satã habitará entre nós, não como Besta, mas como Beleza”.
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

Vivemos num mundo violento marcado por atentados como o de Boston (EUA), que deixam todos perplexos e desorientados. Atentados sem o menor sentido, como as guerras do Iraque, Síria e Afeganistão e as tensões crescentes no Extremo Oriente. É hora de os Estados Unidos reverem sua política externa na área de segurança (que só tem gerado mais violência) e se concentrarem na resolução dos conflitos de sua sociedade, evitando dessa forma a perda de mais vidas inocentes.

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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A VIOLÊNCIA NO BRASIL

O governo federal por meio de seu assessor, ministro Clóvis Carvalho bate na tecla de que de nada adianta diminuir a idade dos infratores, eles acreditam na ressocialização dos criminosos. Essa equipe do PT está há dez anos no poder e ainda não tem uma política para combater a violência que grassa nesse país? Sentiram na pele que prometer sempre foi mais fácil que cumprir? Se a pessoa passa a ter consciência após os 18 anos, por que a cúpula do governo não mostra serviço? Será que eles têm consciência? Como se sentem os senhores de gabinetes, cercados de mordomias e seguranças quando sabem das agruras por que passam os seus eleitores? A resposta é simples o discurso dos políticos está na contramão do discurso da sociedade. Por que não fazemos um plebiscito, uma consulta popular e perguntamos ao povo o que fazer para acabar com a violência? Precisamos de leis fortes e duras, não importa a idade, a qualificação do crime deveria ser a preocupação dos dirigentes deste país. Se a índole não é boa aos 10 anos, não será aos 15 e nem aos 20. O pepino se desentorta quando novo.  Se a prisão não conserta ninguém, leis duras consertarão muita gente. Por que não tentar, será que essa medida tira votos? Estamos querendo poupar vidas ou estamos interessados em votos e poder? Plebiscito já!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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ANTECIPANDO

De nada adianta a redução de idade penal para o menor infrator. Se fixar a idade mínima em 16 anos, eles passarão a cometer os crimes antes. Existem crianças que fumam maconha a partir de 4 anos. Já que vamos mexer na legislação, poderíamos adotar o critério de países que julgam menores criminosos como adultos, dependendo da periculosidade do crime praticado, “somente assim deixaríamos de enxugar gelo”, repetindo sempre os mesmos erros. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi responsável pela transformação das nossas crianças em perigosos bandidos.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 
Rio de Janeiro

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NOVA BOLSA

“Temos de atacar as causas, uma questão histórica de exclusão, a falta de oportunidades, a discriminação da juventude negra”, diz o ministro Gilberto Carvalho, sobre a redução da maioridade penal. Bom discurso para emocionar trouxas. Convenhamos: 1) Carvalho fala para a plateia como se o PT não estivesse há dez anos no poder  sem ter iniciado ações para atacar essas mesmas causas por ele mencionadas; 2) o crime não escolhe a cor da pele do criminoso nem da vítima; 3) enquanto isso, de que forma a sociedade se defende dessa situação? Vai ver a solução virá na forma do Bolsa Di Menor. 
 
Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br
São Sebastião

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RETROCESSO
 
O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirma que o governo Dilma é contra a maioridade penal de 16 anos. Ora, senhor secretário, as leis são elaboradas para regularem a vida em sociedade. Se os fatos sociais estão em constante mutação, as leis devem acompanhar essa dinâmica, sob risco de ficarem desatualizadas e perderem, em consequência, sua eficácia. Não é possível que uma lei penal, datada de 1940, não possa ser modificada pelo fato de estar plenamente desatualizada em relação aos fatos atuais. O governo Dilma deveria, a nosso ver, focar-se mais no assunto da maioridade penal, tendo em contra a barbaridade dos fatos que ocorrem no seio da sociedade atualmente.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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‘COITADISMO’

Em resposta ao sr. Gilberto Carvalho, referente à diminuição a maioridade penal, eu gostaria de dizer algo: 1) Sr. Gilberto Carvalho, vamos falar sem hipocrisia, vamos? O senhor não acha que já passou da hora de justificar tudo com a desculpa da “pobreza”? Até porque seu governo não consegue dar ao país um crescimento econômico sustentável por três anos seguidos, como falar em oportunidades então? 2) Esse discurso do “coitadismo” já cansou! Não dá mais para dar desculpas! 3) Se a redução da maioridade penal vai dar resultado ou não eu não sei; o que sei é que do jeito que está não dá mais! Algo tem de ser feito agora! 4) Se o seu governo gastasse mais dinheiro construindo escolas e menos em estádios de futebol, talvez o “seu” paraíso(utopia) fosse alcançado mais rapidamente. 5) Mas para tranquilizá-lo de que nenhuma lei que vise o benefício ou a segurança do “pagador de imposto” (entenda-se nós) será feita; seus aliados sr. Genoino e sr. João Paulo Cunha, condenados à cadeia, estão na comissão de Constituição e Justiça, logo, tudo continua como está...

Fábio Perez fabioperez1@terra.com.br 
São Paulo 

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O QUE PENSA O CIDADÃO?

Apesar de não ser versado em leis, considero que a questão da maioridade legal não deve ser debatida em termos de limite de idade e sim visando a equipar a justiça com recursos que permitam julgar pessoas de qualquer faixa etária, desde que os autos comprovem a gravidade do delito, os níveis de crueldade e a consciência de quem o praticou, como aparentemente estabelecem os códigos de justiça em vigor em vários países. Isso para evitar que se caia na armadilha de diminuir a idade de responsabilidade penal sempre que os crimes cometidos por menores, atualmente traumatizando a sociedade, forem praticados por indivíduos cada vez mais jovens. Foi exatamente este o argumento utilizado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, ao manifestar-se contra a diminuição. A prática nos mostra, no entanto, que fala de político ou não corresponde totalmente à verdade ou é exibida com algum propósito oculto, visando a beneficiá-lo nas suas marchas pela consolidação do poder. É mais provável que o posicionamento do vice se enquadre na segunda hipótese, em face da sua referência, na mesma ocasião da declaração, ao Brasil Carinhoso, derivado do Bolsa-Família, carro-chefe eleitoral  do governo, como uma solução de longo prazo, aceitável para o problema, o que é discutível, pois, por doutrina , o objetivo explícito daqueles programas é atender famílias de extrema pobreza que, estatisticamente, não constituem a origem da maioria dos menores infratores. Qual será o verdadeiro pensamento do cidadão Michel Temer? 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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ECA

Alckmin, embora tarde, se pronuncia e toma uma atitude no sentido de modificar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Vai encontrar forte oposição do governo federal, pois a “presidenta”, o ministro da justiça e o ministro-chefe da secretaria geral já se pronunciaram contra e têm demonstrado constantemente sua leniência e até boa convivência com os bandidos, corruptos, criminosos e condenados que proliferam nos Poderes Executivo e Legislativo. Alckmin vai pouco “armado”, apoiado por um partido que tem se mostrado distante, omisso e até conivente com a bandalha política que esfrangalha a desfigurada democracia brasileira. Alckmin poderia se fortalecer e engrossar a voz, ouvindo a voz do povo, através de abaixo-assinados e plebiscitos, engrossar o coro com a adesão apartidária de outros governadores, e políticos, se é que vai encontrar algum... juristas, cidadãos de bem, intelectuais, cidadão e empresários eméritos, além de cobrar do seu partido uma verdadeira postura oposicionista, já que, embora tarde, finalmente tomou uma atitude ao elaborar um projeto de lei para modificar o ECA. Embora tarde, já que o partido é capaz de elaborar projetos de lei, por qual razão já não o vem fazendo de longa data, a respeito de assuntos como a reforma tributária, a reforma do código penal, a reforma do sistema eleitoral, assumindo a sua posição de oposição ao sistema do governo que aí está? Boa sorte, Alckmin, esta, sim, é uma atitude que merece nosso apoio e respeito, e não a de atravessar a rua e ir à Sala São Paulo parabenizar o Maluf na festa do seu aniversário.

Otoni Gali Rosa otoni.ogrcom@uol.com.br 
São Paulo

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AUTONOMIA ESTATAL

Acho que nesses últimos tempos temos enfrentado sérios problemas de semântica em nosso país. Afinal, se o Brasil é uma República Federativa de fato, porque não dar, então, aos Estados autonomia para discutir certos assuntos (como acontece com os EUA, apenas 8 anos mais velho que nós, em termos de descobrimento, mas mais avançado que isso, no que tange ao cumprimento das leis)? Por que o governador Geraldo Alckmin tem de pedir a opinião de Brasília para discutir maioridade penal e penas mais severas aos menores infratores? Da mesma forma, se isso aqui é uma democracia (e não uma “dêmocracia”, isto é, o poder nas mãos do demônio), porque não ouvir a opinião do povo? Fizeram, há tempos atrás, um plebiscito para saber se o armamento deveria ser proibido no Brasil. Ora, por que não fazer o mesmo, então – se se tem alguma dúvida quanto ao que fazer – em relação ao Estatuto da Criança e do Adolescente?
 
Rinaldo Koester Santori koestersantori@yahoo.com.br 
Limeira
 
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INFELIZ DECLARAÇÃO

A infeliz declaração do ministro Gilberto Carvalho dizendo que o governo é contra a redução da maioridade penal é, além de odiosa, um acinte às pessoas de bem deste país. Será que se fosse um seu filho, assassinado como foi o jovem estudante Victor Deppmann por um bandido que completaria 18 anos alguns dias após o bárbaro crime, teria o mesmo pensamento? Já está na hora dos brasileiros banirem, nas próximas eleições, esses petralhas que assumiram este (des)governo que se caracteriza pela corrupção, impunidade, pelo caos na saúde, educação, transportes, estradas, aeroportos, segurança e, agora, por incompetência, o desencadeamento da inflação que afetará a classe mais pobre, que vota no PT. A grande tristeza é que FHC resolveu o problema da inflação no Brasil e esta administração está destruindo.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo

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PT X PSDB

A presidente Dilma precisa saber que não é momento de tentar queda de braço com o PSDB.  É urgente, a redução da maioridade penal neste país, com mais rigidez nas penas, pois as nossas leis estão completamente aquém da nossa realidade.  Acredito, que se ela abraçasse o problema, ficaria com um ponto bom em seu favor, caso contrário, sua imagem ficará pior do que está.
  
Elaine Navarro elainenavarro.pa@hotmail.com 
São Paulo

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IMPORTA MAIS

O latrocínio de que foi vítima o estudante Victor Hugo Deppman, por menor morador de favela, não sensibilizou a presidente Dilma. Discurso demagógico e evasivo contra redução da maioridade penal revelou claramente que ideologia partidária do governo é mais importante que a questão da segurança. Se pobreza fosse realmente sinônimo de violência, a Índia, com seus mais de 500 milhões de pobres, seria o país mais violento do mundo. 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br 
Mogi das Cruzes 

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CAUSA E EFEITO

Diversos textos e comentários do jornal de sábado e domingo trazem notícias e opiniões dizendo o seguinte: a quantidade de menores presos aumentou nos últimos anos então não adianta punir o infrator, reduzindo maioridade e etc. Parece-me fora do juízo o argumento, que vai exatamente contra a própria tese. Ora, é justamente o contrário. Os infratores cometem crimes porque estão munidos do ECA. Então cometem mais crimes e têm mais presos. Se tivesse uma lei mais rigorosa e a certeza de punição menos crimes seriam cometidos e teríamos menos presos. Sabemos que o crime é diretamente proporcional à certeza de punição. Quando a expectativa é de 20% de certeza de punição se arrisca bastante, se a certeza é de 60% se arriscará um pouco menos.   Mas se a certeza for de 100% e a punição for rigorosa ninguém cometerá crime. Infelizmente a tese de articulistas do jornal demonstra dificuldade de relacionar causa e efeito.  

Rui Boell ruiboell@gmail.com
São Paulo

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CRIANÇA-ADULTO

Lapidar a análise do psiquiatra Daniel Martins de Barros intitulada “Quando a inocente criança torna-se um culpável adulto” (“O Estado de S. Paulo”, 13/4, C3). Diz bem que “os códigos do mundo todo trazem leis que regem a responsabilidade penal de menores de idade em termos distintos dos adultos. A questão que fica em aberto é decidir em que ponto o amadurecimento torna a inocente criança um culpável adulto.” Nesse sentido já dispõe nosso Código Civil em vigor, em cujo artigo 5º considera plenamente capaz também aquele que, sem ter completado 18 anos, contrai casamento (inciso II), exerce emprego público (III), cola grau no ensino superior (IV) ou se estabelece com economia própria (V). Valeria dizer, quem age como plenamente capaz. Na área penal, porém, é diferente. Sofismando, definimos como ato infracional o ilícito praticado por menor e como crime quando o agente é maior. Denominamos a prisão de menores de abrigo, a destinada a maiores de penitenciária. Na verdade, cumpre-se a Constituição federal ao determinar a separação dos delinquentes segundo a idade, o sexo e a periculosidade. Ocupa a toda a mídia o caso do adolescente que foi capaz de tirar a vida de um universitário. Beneficiado pelo artigo 18 do Código Penal com a inimputabilidade, por ser, como diz um leitor na edição de 13/4 (A2), “di menor”, não deixou de ser punido e recolhido a uma prisão, muito embora denominada, eufemisticamente, de abrigo. Tenho para mim que esse “di menor” saiu em prejuízo pois nessa prisão “abrigo” poderá permanecer por três anos ou mais dependendo do seu comportamento e da caneta do Juiz a quem tocará decidir. Fosse maior e imputável, para usar o termo jurídico, beneficiar-se-ia do direito fundamental de responder em liberdade, obra do constituinte de 1988 que agasalhou, no artigo 5º, o princípio ilimitado de inocência.  Esquivar-se-ia do processo retardando-o o quanto pudesse até a prescrição da punibilidade ou, quando não, acabaria condenado na pena por homicídio, capitulada de 6 a 12 anos, e ver-se livre cumprindo apenas uma sexta parte, no máximo dois anos. Creio seja melhor não mexermos e mantermos a maioridade penal aos 18 com menos delinquentes em liberdade.

Nevino Antonio Rocco nevino_a_rocco@yahoo.com 
São Bernardo do Campo 

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PAÍS DE TODOS, NÃO?

Muito me espantam certas afirmações de políticos sobre a redução da maioridade penal. A afirmação do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho de que a causa da violência é falta de oportunidades, exclusão e discriminação da juventude negra, já é por si só discriminatória e antagônica. Só negros e pobres menores atiram para matar? Quantas vezes lemos nos jornais que jovens brancos de classe média cometem também os mesmos delitos. Afinal, não é o Brasil um “País de todos” como a propaganda do governo federal não se cansa de anunciar? Já se vão 10 anos de governo petista, o discurso continua o mesmo enquanto a situação só piora. Quem rouba e atira para matar, tendo 7 anos ou 17, não vai se regenerar com 3 anos de Fundação Casa ou Febem. O rapaz que assassinou Victor Hugo quando sair da Fundação Casa com certeza voltará a praticar crime. As estatísticas provam isso. É hora de os legisladores pararem de se esconder atrás da exclusão social como culpa de tudo o que acontece neste país e encarar a realidade. Enquanto não tivermos pessoas sérias no governo, pessoas que coloquem os interesses do país e do povo à frente de seus bolsos e interesses próprios, continuaremos a mergulhar nesse caos em que se transformou nosso imenso Brasil.
 
Marina Cassarino mcmcass3@icloud.com 
São Paulo 

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PRIMEIRO MUNDO

Em todos os países do Primeiro Mundo a maioridade é atingida entre 14 e 16 anos. Isso porque os jovens destes países já adquirem maioridade graças à educação recebida. No Brasil, 18 anos. Reduzir tal dispositura legal, para o PT e para o PMDB, nem pensar. Isto exporia o grau de educação dos nossos jovens que é uma calamidade graças à educação proporcionada pelo atual governo.

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

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MEIO TERMO

Por que não um meio termo, como na Bélgica, onde a maioria é também 18 anos, porém o juiz pode decidir que, em caso de crime hediondo, como o recente assassinato de Victor Hugo em São Paulo, o menor pode ser julgado como adulto.

Jacques Pennewaert jacques.pennewaert@terra.com.br 
São Paulo

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CERTO E ERRADO

Já passou da hora da maioridade penal ser reduzida para 16 anos aqui no Brasil. Com essa idade já se sabe perfeitamente o que se está fazendo; o que é certo ou errado. E a desculpa apresentada por alguns juristas e pelo governo de que os presídios brasileiros já estão superlotados para comportar mais presos é imprópria, absurda e, sobretudo, negligente.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br 
Marataízes (ES)

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AINDA A VIOLÊNCIA

Em seu artigo de 8/4, Denis Rosenfeld retratou claramente como a sociedade brasileira (governante) e absurdamente leniente com o crime. O sentimento de que o Brasil e compassivo com a criminalidade e internacional e de longa data: e clichê em filmes estrangeiros criminosos dizerem que irão fugir para o Rio, identificado com o Brasil. Vivemos no momento um verdadeiro faroeste com notícias quase diárias de assaltos a bancos, explosão de caixas eletrônicos, arrastões efetuados por menores e maiores,sequestros relâmpagos e outros descalabros  criminais.Nessa situação em que todos os cidadãos deveriam andar com revólveres na cinta, a ação do governo e desarmar a população ordeira.Mas o que nos causa maior revolta e a leniência com que  são tratados  os autores de crimes bárbaros como o estupro da turista no Rio e o assassinato recente de um estudante paulistano em Sao Paulo.As penas de reclusão aplicadas  pelos juízes são longas, mas, por forca  da lei, podem ser reduzidas para 1/6. Há consenso na sociedade de que o direito à vida e um valor supremo, e para as igrejas um valor sagrado. Contudo, inocentes cidadãos comuns assassinados se transformam em “baixas”, enquanto os assassinos se transformam em vitimas e, portanto, abrigados por direitos humanos. Contra movimentos de setores da Sociedade que pedem penas mais longas e redução da maioridade para menores infratores, como são chamados menores de 18 anos, indiferentemente se homicidas ou autores de pequenos furtos, manifestam-se políticos e autoridades judiciais para afirmar que penas mais duras não resolvem o problema da criminalidade. Certamente penas mais duras per si só não resolvem esse problema, mas penas mais duras poupariam inocentes de serem trucidados, estuprados, sequestrados por criminosos a solta por serem réus primários, menores ou indultados nos dias dos pais, das mães, Natal, etc. O argumento dos defensores de penas brandas e que nossas prisões são verdadeiras escolas do crime, ora, talvez muitos desses criminosos jamais deveriam ser postos em liberdade para aplicar os maus ensinamentos ganhos nas prisões. Se homicidas não devem ser colocados em nossa prisões, sobejamente conhecidas por suas péssimas condições, teve a vitima melhor destino ao ter sua vida ceifada e que enterrada jamais poderá voltar ao convívio dos seus entes queridos? 

Nelson J. Beraquet nelsonberaquet@yahoo.com.br 
Valinhos

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‘NÃO RESOLVE’?

Juristas mostram-se contrários à redução da maioridade penal para 16 anos, considerando que “não resolve”. O que significa esse “não resolve”? Também não tem resolvido prender os “de maior”. Criminosos com 30, 40 anos cometem crimes, são presos (quando são) para serem soltos logo depois, e também “não resolve”, isto é, a criminalidade não diminui. Então descobrimos a pólvora: que sejam abolidas as prisões. Construí-las, mantê-las, administrá-las para quê. Não resolve mesmo! Deixemos os criminosos à solta. E quem nada puder, como diz o ditado popular, que se sacuda. Pelo menos economizamos em impostos, deixamos os agentes penitenciários livres de serem tomados como reféns, embora desempregados (mas sempre poderão trabalhar em outra ocupação: camelôs, por exemplo). Os defensores dos direitos de criminosos talvez percam também o seu latim, mas sempre poderão encontrar outros excluídos prá defender.
Belisquem-me. Devo ter comido muito ontem à noite e isto deve ser um pesadelo. Bem dizia minha falecida mãe, que cursou somente até o terceiro ano do grupo: “Quanto mais estuda, mais burro fica”. Que vergonha! Defendem-se os direitos de quem não os tem, e descuram-se os da população. Vade retro!

Adilson Lucca Sabia adilsonsabia@gmail.com 
São Paulo

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ELEIÇÃO VENEZUELANA

A vitória muito apertada de Maduro, continuador da dinastia chavista na Venezuela, veio demonstrar que o regime bolivarianista não está maduro o suficiente para ser digerido pela verdadeira democracia! No máximo, poderíamos dizer, que está “de vez” à espera de um democrata que o arranque do galho da ditadura, antes que caia sozinho...
                                                                                                              Sagrado Lamir David david@powerline.com.br 
Juiz de Fora (MG)

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VENEZUELA CAI DE MADURO

Mas, Lula está em festa! O candidato que ele apoio explicitamente na Venezuela venceu, sem convencer, e por uma margem pífia de apenas 1,5% dos votos, sobre Henrique Caprilles! Desta forma a oposição que vem crescendo, recebe a senha eleitoral, para enterrar o chavismo definitivamente em 2019, (caso seja competente até lá), momento esse em que se encerra o mandato do Nicolás Maduro. Para o PT é um grande alívio, porque com uma derrota de Maduro, também poderia contaminar o eleitorado brasileiro, já que a nossa oposição com um possível discurso de mudança poderia utilizar o fracasso do falecido Chávez, na economia venezuelana, e unir à péssima administração Dilma, em que a inflação é alta, o PIB e investimos não avançam. Esse movimento certamente contaminaria também os eleitores na Argentina, país este que hoje não tem onde cair morto, e presidido pela vingativa e antidemocrática Cristina Kirchner, já seu governo era unha e carne com o chavismo, até na maneira de usar terrorismo institucional contra a liberdade de imprensa! De qualquer forma, esta esquerda, ou grupos políticos que são contra o livre mercado, mas adoram cobiçar as facilidades dentro das instituições, como por exemplo: a corrupção, formado pelos governos, venezuelano, argentino, boliviano, e o petismo tupiniquim, tem seus dias contados. São governos que se equivalem a produtos pirateados. Ou seja, enganam uma vez, e depois nunca mais... 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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OPOSIÇÃO

Li que o presidente eleito da Venezuela vai ter que governar levando em conta a oposição, que pelo resultado da eleição representa quase metade da população do país. Na verdade, a oposição a Maduro já deve ser muito maior do que isso. Mesmo com o uso das inseguras urnas brasileiras, com sérios indícios de fraudes na apuração, com a faca e o queijo na mão que tiveram durante anos para manipular dados e iludir o povo, essa vitória apertadinha significa o fim da era bolivariana que fazia com que a Venezuela caminhasse a passos largos para se transformar numa grande Cuba, com petróleo. 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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‘PIU PIU Y SU BENEDICIÓN’

E os quase 10% de diferença que há 2 dias havia entre Maduro e seu adversário... evaporaram para o além? E estes pouco mais de 1% que deram a vitória a Maduro, por certo caíram dos céus. Maduro pode dizer que é uma benção  do “pajarito Piu Piu”, eu já penso que nada mais é que sua caca!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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AO POVO DA VENEZUELA

O candidato Maduro, o grande parasita do Chávez, o canalha, foi eleito presidente da Venezuela. Só posso dizer ao nobre povo da Venezuela: meus pêsames.
 
Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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BRASIL A BORDO

O vice-presidente da República do Brasil e alguns ministros de Estado fazem uso dos jatos da Força Aérea Brasileira (FAB) para se deslocarem a outras cidades em eventos que não têm nada que ver com o exercício do cargo. Fazem uma maquiagem na agenda para parecer evento oficial. Não é querer apoiar ou dar razão ao regime militar, mas gostaria de saber  se os governos pós-regime militar não estão fazendo igual ou pior que aquele regime? E este, do uso dos jatinhos, é só um detalhe. O que a nação assiste diariamente é de se perguntar se antes era melhor ou pior. Agora, outro escândalo, no programa Minha Casa, Minha Vida, que sugiro a mudança do nome para Minha Casa, Minha Vida e Minha Grana no Meu Bolso. Depois não tem dinheiro para isso, para aquilo, a desaposentadoria vai sair caro, etc., etc. Não está na hora de o povo começar a parar e pensar um pouco, não?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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A FARRA DA FAB

O que mais impressiona nos ministros e outros figurões do governo Dilma que usam os jatinhos da FAB para compromissos particulares é a desfaçatez com que tentam justificar o injustificável. Se De Gaulle tivesse realmente dito que o Brasil não é um país sério, estaria coberto de razão.
 
Marcelo Melgaço marcelomelgaco@uol.com.br 
Goiânia

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A APOSENTADORIA DE ROSEANA

Roseana Sarney receberá aposentadoria de R$ 20 mil do Senado... E você aposentado do setor privado que pagou o INSS sobre (10) dez salários mínimos por 35 (trinta e cinco) anos de trabalho, escrevi “trabalho”, quanto recebe? Além da evidente e enorme corrupção, roubalheira do erário que a maioria dos nossos governantes se envolvem, ainda fará jus de aposentadorias somadas que já atingem a R$ 36, 3 mil, muito superior ao maior salário do funcionalismo público [sem considerar o atual salário e a aposentadoria que receberá quando do término do mandato de 4 (quatro) anos de governadora do Maranhão], ministros do STF, parlamentares além das chamadas 'autoridades' que se aproveitam do Estado brasileiro, i$$o é o nosso Brasil. O pai de Roseana, além do salário de Senador agrega ao seu humilde orçamento, a aposentadoria de governador do Estado do Maranhão e de servidor do Tribunal de Justiça do Estado e quer mais... A sua assessoria não teve a coragem de informar o total dos seus vencimentos, é coisa modesta, já ia esquecendo “ele” é imortal. Estamos perdidos, lesados e mal pagos... Continuem trabalhando e muito para sustentarmos o “staff” dos políticos brasileiros, país rico é assim, sem pobreza e sem vergonha. A poderosa família Sarney explora o País há mais de meio século... Só o jornal “O Estado de S. Paulo” está sob censura por processo movido pelo filho do patriarca da família, que inclusive já desistiu da ação, há nada menos do que 1.355 dias (quase quatro  anos). É ou não é ultrajante e um verdadeiro absurdo para o decente e honesto cidadão brasileiro? 
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br 
São Paulo
                  
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AS CASTAS E AS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

Leio indignada que Roseana Sarney vai receber R$ 20 mil por mês à guisa de aposentadoria por ter sido funcionária do Senado (não concursada) enquanto seu pai foi presidente da República.  Isso sem contar outra provável aposentadoria como governadora (mais uns R$ 15 mil) e quiçá também outros tantos por ter sido senadora. Enquanto isso, os párias do Regime Geral da Previdência Social, ou seja, os párias do setor privado  que sustentam esses marajás e maharanis, não podem receber além do teto de R$ 4 mil mesmo que tenham contribuído a vida inteira pelo teto máximo. Enquanto o povão se distrai com futebol, Bolsa-Esmola, novelas e BBBs, as capitanias hereditárias continuam em vigor no Brasil, dividindo seus habitantes em castas tão arraigadas quanto às da Índia. Essa é uma das injustiças mais básicas que teimam em persistir neste país enquanto não soubermos escolher melhor nossos governantes.

Tereza Sayeg tereza.sayeg@gmail.com                                                                              
São Paulo

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ROSEANA E A SAGA DO MARANHÃO

Nada mais justo que Roseana Sarney, seja contemplada com aposentadoria no senado de R$ 26 mil, mais R$ 15 mil por ter sido governadora e senadora do Maranhão, afinal, ela conseguiu "conservar" a saga do Maranhão como mais pobre e subdesenvolvido da Nação. Mesmo com aumento significante de verba pública federal direcionada ao Maranhão ele não subiu um numero sequer em IDH e educação. Isso que se chama competência e Roseana merece ser bem remunerada por isso!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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A PEC DA VERGONHA

É simplesmente vergonhosa a mudança que nossos pseudorepresentantes tentam implantar através de mudanças na legislação existente, excluindo o poder de investigação do Ministério Público (Proposta de Emenda Constitucional – PEC 37), quando se trata de averiguar suas mazelas. É de domínio público que muitas das condenações destes senhores só foram possíveis graças ao trabalho abnegado dos nossos procuradores, que, além de denunciar, adotam um processo investigativo da maior qualidade e perseverança. Estão aí fatos incontestáveis para comprovar a sua eficiência tais como, repatriar somas vultuosas que inescrupulosos desviaram para o exterior, em lavagens que deixariam qualquer “5 a sec” envergonhadas pela destreza e quantidade dos serviços. O mensalão, que serve de exemplo de todo esse processo de averiguação dos culpados, teve  sua conclusão coroada pela condenação de importantes figuras do chamado alto clero e outros menos colunáveis. Tolher o Ministério Público desse serviço prestado à Nação é extinguir a transparência que a democracia exige e institucionalizar a impunidade aos que por princípio deveriam defendê-las.
 
Renato Queiroz Telles Arruda rqtarruda@hotmail.com
São Paulo

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INDIFERENÇA

Os diversos Ministérios Públicos estaduais e o federal querem apoio da população contra a PEC 37, que lhes retiraria o poder de investigar. Pergunto: o que eles investigaram de tão importante nos últimos anos? Exceto pelo mensalão, quando foram provocados pelo Congresso, nada. Os MPs atuaram de costas para a sociedade. Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros e, agora, Dilma e sua turma fazem e acontecem, sob os olhares bovinos dos senhores promotores. Usam e abusam de aviões oficiais, fazem o que bem entendem na Petrobrás; fizeram e fazem farras com cartões corporativos e passaportes diplomáticos; se “enrolam” com os estádios e construtoras Delta da vida, e cometeram e continuam a cometer tantas “irregularidades” que é difícil até enumerá-las. Onde estava o Ministério Público? Quando os jornais denunciavam e a sociedade gritava por explicações, por onde andavam os senhores promotores? Chegamos a tal estado de degradação institucional e de costumes também graças a imobilidade do Ministério Público nos últimos dez anos. Não, senhores! Os senhores terão de nós o que nos deram: a mais completa indiferença.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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