Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

19 Abril 2013 | 02h09

GOVERNO DILMA

Copom

Para aumentar a Selic em 0,25 ponto porcentual seria melhor deixar como estava, porque não vai resolver nada. O certo seria dar um choque na inflação, que já está generalizada, e elevar os juros a 8%. Mas como haverá eleição em 2014, o governo preferiu aumentá-los homeopaticamente. Acho que o ex-presidente Lula devia aconselhar a presidente a convocar de novo o sr. Henrique Meirelles para o Banco Central (BC).

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO
ofacnt2@yahoo.com.br
São Paulo

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Alta dos juros

Após o BC anunciar o aumento da taxa básica de juros de 7,25% para 7,50% ao ano, aguardei ansiosamente pronunciamento em rede nacional da queridíssima "presidenta" Dilma explicando os motivos da alta. Mas não houve pronunciamento. Por quê? Será que a explicação será dada por Lula, seu cabo eleitoral?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES
carmen_tunes@yahoo.com.br
Americana

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E o palhaço quem é?

Quem conhece das coisas, com vasta experiência, engenho e arte, não se desgasta. Roberto Macedo acertou na previsão do aumento da taxa Selic em 0,25 ponto porcentual (A decisão do BC sobre os juros, 18/4, A2). O problema está em que os demais pontos de sua análise, por isso mesmo, se presumem corretos. O aumento não é o necessário, mas o desejado por um governo que não mais governa, para subir nos palanques. O porcentual é o que mais se ajusta a essa estratégia irresponsável. O articulista acertou na mosca e sua conclusão, no sentido de que as decisões mais importantes para o País são próprias de um circo eleitoral, só conduz a uma interrogação: e o palhaço quem é?

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA
amadeugarridoadv@uol.com.br
São Paulo

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Atrasos e adiantamentos

O aumento dos juros via Selic, por obra e graça do Copom, mediante autorização de dona Dilma, que teve que cancelar sua pregação sobre a ineficácia de alta dos juros para conter a inflação, até coincide com sua pressa em adiantar o combate sucessório, congelando verbas para seus futuros adversários Eduardo Campos e Marina Silva, a demonstrar que sempre está pronta a não fazer o que deve e fazer o que não deveria. Entretanto, a inflação está nos supermercados, nas lojas e nos serviços diversos, acompanhada do aumento do desemprego, indicando que poderemos enfrentar estagflação. Mas dona Dilma voltou atrás nos juros e deveria também voltar quanto à forma de combater seus adversos na próxima eleição, porque os eleitores necessitam das obras decorrentes do numerário congelado, desde que não podem viver, só e simplesmente, de Bolsa-Família. Cada coisa no seu devido lugar.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO
carneirojc@ig.com.br
Rio Claro

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Prezados srs.,

A propósito do oportuno editorial Não para em Brasília (18/4, A3), invoco as palavras do professor chileno Maurício Rojas, da Universidade de Lund (Suécia), na introdução de seu excelente livro Argentina - Breve História de um Largo Fracaso, que estou lendo agora. "Como todo populismo, o atual vive de um ato de ilusionismo político: criar uma sensação de progresso e bem-estar duradouro mediante o uso irresponsável e insustentável do poder e os recursos públicos. (...) Mas a ilusão assim criada dura o que duram os recursos extraordinários que a fazem possível e logo vem o amargo despertar, e com ele a hostilidade, os conflitos e, finalmente, o autoritarismo com o que o caudilho de turno pretende conservar o seu poder. Esse é o momento crítico quando o recurso fácil à agitação patrioteira está logo depois da esquina, contaminando-o todo e dividindo brutalmente o país em 'patriotas' e 'vende-pátrias'." Espero com fervor que o preciso diagnóstico desta realidade que não é só argentina, mas também brasileira, não descambe para as últimas consequências, de que nos alerta o autor.

FLAVIO CALICHMAN
ibracal@uol.com.br
São Paulo

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INSEGURANÇA PÚBLICA

Maioridade penal

Finalmente uma iniciativa para romper a letargia a respeito da legislação penal: Alckmin vai a Brasília... Claro que mexer com o Estatuto da Criança e do Adolescente é complicado, pela ideologia e pela cultura de vitimização vigente. Claro que falta espaço para encarcerar os assassinos. Claro que há cláusulas pétreas atrapalhando. Mas nada disso é desculpa para manter o descalabro ridículo de considerar inimputável indivíduos que têm plena consciência de seus atos, e votam para presidente, só por serem "di menor". Basta de impunidade. Basta de favorecer o bandido que mata o bom cidadão. Enquanto se permitir a matança não haverá esperança... O País necessita urgentemente de uma Justiça que seja justa!

GILBERTO DIB
gilberto@dib.com.br 
São Paulo

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Solução

O nosso governador apresentou uma solução para jovens assassinos. Aí vem o vice-presidente da República, que só faz política, mas não apresenta solução para coisa nenhuma, e critica. Por que ele não apresenta uma solução? Sabem por quê? Porque ele não sabe e não pode resolver nada.

JOSÉ SERGIO TRABBOLD
jsergiotrabbold@hotmail.com
São Paulo

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Mudança já

Se 93% dos paulistanos querem reduzir a maioridade penal, o que os legisladores estão esperando?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI
mmpassoni@gmail.com
Jandaia do Sul (PR)

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Violência nas ruas

Oxalá nunca aconteça, mas se um dia a filha de um senador, deputado ou governador for violentada e morta por um "de menor", as posições contrárias à mudança da lei quanto à maioridade penal passarão a ser iguais às do povo que sofre na pele a violência das ruas.

LUIZ RESS ERDEI
gzero@zipmail.com.br
Osasco

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Adolescentes no crime

Minha sugestão ao projeto de lei para equiparação do menor ao adulto: a partir do momento que um menor de idade age como se fosse um adulto, ele deve ser tratado como um adulto e, assim, ser punido como seria um adulto.

ARCANGELO SFORCIN
arcangelosforcin@gmail.com
São Paulo

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Criminalidade

Considerando que o dinheiro público subtraído da educação, saúde e segurança seria a origem da grande criminalidade, seriam, nesse caso, alguns políticos seus maiores protagonistas? Partícipes na criminalidade? Coautores?

MARISA CARDAMONE
mcardam@terra.com.br
São Paulo

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O BANCO CENTRAL ENFIM ACORDA

“Aumento dos juros para combater alta dos preços poderá ser feito em patamar bem menor do que antes.” Essa foi a declaração da presidente Dilma, um dia antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que acaba de subir a taxa Selic para 7,50%.  E Dilma Rousseff, demonstrando mais uma vez que não sabe prestigiar seus mais próximos colaboradores, quis com a declaração acima dar um recado ao mercado de quem manda no Banco Central (BC) é ela! Só faltou a presidente reservar o horário nobre e caro da TV e anunciar mais essa derrota de seu governo que reduziu sem critérios técnicos o valor da Selic, colocar a viola da imprudência debaixo do braço e cantar o samba canção, composto em 1950, por Ataulfo Alves: “Errei, sim...”. E nesta história real, infelizmente, Dilma coloca Alexandre Tombini na condição de office boy de luxo. Esse personalismo esdrúxulo da presidente é que está prejudicando o País, que ainda tem no ministro Mantega, seu menino de recado. É lamentável. Enquanto isso, como sofrido e desprezado coadjuvante, o povo paga a conta salgada da inflação.

Paulo Panossian paulopanpossian@hotmail.com
São Carlos

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FOI POUCO

Para quem estava assuntando a inflação há 12 meses, 0,5 ponto porcentual foi pouco. Na minha opinião, Tombini arriou diante das pressões da dona Dilma. Se fosse com o Meirelles, a conversa seria outra.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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A BOLA DA VEZ

Uma excelente notícia para quem paga imposto salgado neste país. Em 12 meses a inflação estoura o teto da meta. Está bom ou querem mais? Segundo guru Lula profetizou, “Dilma não deixará que um tomatezinho venha a quebrar a força da economia”. No preço que anda o tomate não dá para pisar na caixa inteira. O banco britânico HSBC acredita que a dívida externa do Brasil não é uma boa opção de investimento na atualidade. A instituição ainda diz que “o Brasil continua com um mix de deterioração com o lento crescimento econômico e a inflação elevada”. Sem contar o estrago que o PT fez na Petrobrás e Vale, ainda o HSBC recomenda aumentar a exposição ao México, porque o governo lá executa reformas e melhora as condições estruturais da economia, o que coloca o país como candidato a um upgrade no rating soberano. Traduzindo em economês caseiro, o Brasil perdeu o bonde na era do crescimento, o Chile é o nosso primo rico da América Latina e o México é a bola da vez. Aqui, o discurso serve para captar votos, o Congresso anda de costas para a sociedade e não repara que as grandes instituições estão atentas a todo movimento que a economia brasileira faz. Um alerta importante é observar quem governa os países em desenvolvimento, pois aqueles que vivem do discurso para enganar seu povo nós conhecemos. Basta dar uma olhadinha em Cuba, na pobre Venezuela, Bolívia, etc. Brasil, um país de tolos. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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INFLAÇÃO

Não é o tomatezinho; é a inflação de volta, idiota!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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MOSTRA

Os preços nos supermercados mostram que o “Brasil
Maravilha” de Lula só existe no palanque da Dilma.
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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TOMATEZINHO

Espremer mas um ministério, o de tomate com logotipo em vermelho, fortalecerá a base “alimentar” do governo no Congresso, além de atacar a raiz da marolinha chata de inflação, não?

Omar El Seoud elseoud@iq.usp.br
São Paulo

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NEM CHUCHU NEM TOMATE

O que de fato está elevando a inflação, e ainda vai ficar muito pior, são as “abobrinhas” lançadas em pacotes, diariamente, por um governo absolutamente inconsequente. Fora, Mantega!

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com 
Presidente Epitácio 

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COMBATE BOLIVARIANO À INFLAÇÃO

Como a turma do PT entende mesmo é de ideologia, ao invés de economia. Em breve seguiremos os passos da Argentina e da Venezuela no combate à inflação, colocando uma mordaça na imprensa. 

Peter Cazale Pcazale@uol.com.Br 
São Paulo 

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INFLAÇÃO COMEÇA COM...

Dá mesma maneira que inflação começa com “i”, incompetência também, mas daí dizer que não precisa de um “tiro de canhão” para combatê-la é estranho, muito estranho. Seria o mesmo que comparar o combate ao regime militar com “guerrilha”? É, seu Guido Mantega, o tiro já foi disparado, ninguém aguenta mais a inflação nos níveis em que está, e como fica? Fica mesmo em 6,59%, 59 não é jacaré, então mata o “bicho”. Tás brincando com a passividade e bondade do povo brasileiro? Deixa di$$o, para com i$$o... 
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2.me.com.br 
São Paulo

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QUEM MANDA NO BC

A fala de Dilma em Belo Horizonte sobre a política monetária dá excelente pista aos ainda desavisados sobre quem, efetivamente, comanda, hoje, as decisões do Banco Central. Falando tranquilamente sobre juros na véspera da reunião do Copom, Dilma aproveitou o evento para fazer campanha política, criticando indiretamente a política monetária tucana e jogando confetes sobre a própria cabeça, a exemplo do que fizera seu antecessor, Lula. Coisa muito estranha: qual o mérito de ter os juros “mais baixos” da história “destepaíz”, se a inflação não cede e corrói os salários e as reservas financeiras dos cidadãos? Tudo normal, afinal, eles não se cansam de dizer que o Brasil do PT é um exemplo para a galáxia, quiçá para o universo. Só não sei o que o sr. Alexandre Tombini faz, hoje, na presidência do Banco Central, já que não dá um passo sem o aval do Palácio do Planalto, mas sei de uma coisa: pelo ritmo da espiral inflacionária, ou Dilma – a titular de fato do BC – passa a utilizar rapidinho os instrumentos de política monetária (até agora em estado de hibernação) ou em breve vai aumentar a demanda por ovos e tomates... Não exatamente para fins nutricionais, se é que me entendem.
 
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo

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FIPE

A serviço de quem está a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com seu índice mentiroso? Enquanto a população reclama dos preços, que não param de subir, e os outros institutos mostram o quadro inflacionário subindo, a Fipe consegue arrumar uma deflação. Já não chegam os índices maquiados pelo (des)governo petralha, agora temos de aguentar também o que registra a inflação da capital?

Walter Simões waltersimoesdx@outlook.com
Santos

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A INDEPENDÊNCIA DO STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) isolaram o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, e decidiram dobrar o prazo para os condenados do mensalão apresentarem recursos. Meu grande medo e preocupação é que o STF seja tão independente quanto o Banco Central... Será?

Arnaldo de Almeidsa Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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BENJAMIN BUTTON

Daqui a pouco a defesa dos condenados do mensalão vai alegar que, à época, Dirceu & cia. eram “dimenor” e, portanto, inimputáveis! 

Ricardo Martins rctmartins@gmail.com 
São Paulo

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RECONHECIMENTO

O ministro Joaquim Barbosa é realmente, como disse a professora de direito da Universidade de Columbia, Sarah Cleveland, o símbolo de uma promessa de um país novo, compromissado com a diversidade cultural e a igualdade. Ficou faltando, apenas, ela ter mencionado os fundamentais compromissos do ministro com a honestidade e com a ética, tão importantes para nós no Brasil de hoje. Essa inclusão de Joaquim Barbosa na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da importante revista americana “Time” faz justiça a quem acabou de ser o principal agraciado do prêmio “Faz Diferença” de 2012. Barbosa, que já está no coração dos brasileiros, sendo a máscara mais popular do carnaval passado, como mencionou a professora Sarah, agora ganha o mundo. Parabéns!

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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ANJINHOS
 
Tenho lido em jornais artigos escritos por corruptos condenados pela Justiça e que ainda estão em liberdade em virtude do amparo que a lei lhes concede, tentando passar para a sociedade que são uns anjinhos. Não sabem por que sofreram os rigores da lei. Dizem cada absurdo que até acho que poderiam ser levados mais uma vez às barras dos tribunais. Melhor seria se eles estivessem escrevendo artigos mostrando arrependimento pelos erros cometidos e aconselhando às pessoas a não entrarem no mundo do crime. Por favor, saiam pelo Brasil afora dando palestras sobre os estragos que a corrupção faz a uma nação. Será de uma utilidade! 
  
Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br 
Taquari (DF)

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E SE FOSSE O CONTRÁRIO?

A União das Repúblicas Sul Americanas (Unasul), entidade constituída primordialmente pelo chamado grupo bolivariano do qual fazem parte Brasil, Argentina, Venezuela, Equador e Bolívia, e responsável pela expulsão do mesmo órgão e do Mercosul do Paraguai, por ter este país destituído soberanamente o bispo trapalhão Fernando Lugo, encarregou-se de verificar a lisura das recentes eleições realizadas na Venezuela, nas quais o sr. Nicolas Maduro, herdeiro de Hugo Chávez, venceu com uma insignificante margem de 1,5% dos votos, resultado contestado pelo adversário Henrique Caprilles, que alega fraude na contagem dos votos, hipótese provável em face da pequena diferença. O representante brasileiro na comissão da Unasul, ministro do STF José Antonio Dias Tofoli, lembrado pela argumentação polêmica no sentido de absolver os principais arquitetos do mensalão, última esperança da sociedade no sentido de resgatar a ética na política, apressou-se em legitimar o resultado, sem mesmo aguardar a confirmação pleiteada pela oposição. Fica a dúvida a respeito de idêntica presteza no anúncio do resultado e nas congratulações imediatas de Brasília, se as porcentagens de votos ocorressem com os candidatos trocados. Bom exercício de imaginação.
 
Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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O IMPEDIMENTO DE LUIZ FUX

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, conforme declaração de 1.º de abril de 2011 por ele feita, se comprometia em não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes, proprietário do escritório de advocacia do mesmo nome, no qual trabalha sua filha Marianna como advogada. Porém, num País em que não se cumpre o que se assume, o ministro simplesmente desconsiderou seu compromisso, descumprindo-o totalmente, além de ter relatado três casos, participou de julgamento de pelo menos outros três de interesses do grupo. Justiça brasileira desacreditada, omissa, conivente e, em alguns casos, parcial.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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DECEPÇÃO

A única maneira de me aproximar de V. Excia, senhor ministro Luiz Fux, é por meio deste respeitado e sagrado espaço que o mais sério jornal deste país reserva a nós, seus leitores. E faço-o para referir-me à matéria “Fux se declara impedido, mas julga ações de amigo advogado” (“Estado”, páginas A1 e A4, 17/4) dizendo-lhe simplesmente o seguinte: o senhor conseguiu iludir-me realmente e, por isso mesmo, causar-me profunda decepção. Seja feliz, se puder, ministro Luiz Fux.
 
João Gulherme Ortolan guiortolan@gmail.com 
Bauru 

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SEM PERCEBER

Tudo indica que o ministro Fux tenha toda razão quando afirma ter participado sem perceber do julgamento de processos patrocinados pelo escritório de advocacia em que trabalha sua filha. Considerando os milhares de julgamentos em que atuam os 11 ministros do STF – que nem sequer manuseiam os autos na imensa maioria das vezes –, é evidente que não podem saber, a não ser excepcionalmente, quem representa ou deixa de representar estas ou aquelas partes envolvidas nesses julgamentos. Além disso, se o magistrado em questão já havia comunicado à secretaria do tribunal o impedimento de julgar os processos oriundos do escritório de advocacia em questão, está claro que a responsabilidade pelo encaminhamento dos processos ao seu gabinete não cabe a ele, mas ao próprio tribunal.   
 
Domício Pacheco e Silva Neto domicio@pachecoesilva.com.br 
São Paulo

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VAMOS MAL

São muito estranhos os “zum zum zums” dos últimos dias no Brasil. Primeiro, a filha de um ministro do STF que trabalha em escritório de advocacia com casos sendo julgados no próprio STF e eventual participação do ministro pai no julgamento das ações. Não que haja favorecimentos, mas é no mínimo extremamente delicada coisa desse tipo. Em segundo lugar, boatos dão conta de informações privilegiadas aos eventuais “peixes” do ministro Mantega quanto às elevações de taxas de juros no mercado futuro. Fatos como esses, se verdadeiros, trazem um enorme desgaste e, pior do que isso, causam desânimo e descrédito geral. Assim, tenham certeza, vamos mal, mas muito mal mesmo.
 
José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br 
Avanhandava

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SAUDADES

Quando ouço o deputado Paulinho da Força e os sindicatos de portuários ameaçarem com greve dos portos em todo o País contra a aprovação da Medida Provisória (MP) 595, a MP dos Portos, pelo Congresso Nacional, sinto saudades do “prende e arrebenta” do general Figueiredo. Finalmente depois de décadas de desmandos nos portos brasileiros, essa medida provisória pode dar um basta na máfia que atravanca as exportações e as importações do país e que transformou os portos brasileiros em casas da mãe Joana. É por causa desses Paulinhos da Força que temos um serviço portuário das cavernas remunerado a peso de ouro. É por causa dessa máfia comandada por Paulinhos da Força que milhares de empregos são transferidos para outros países e bilhões de dólares deixam de entrar no nosso país. É por causa desses Paulinhos da Força que os custos de carga e descarga dos nossos portos são os maiores do mundo. É por causa desses Paulinhos da Força que os portos da China e da Índia, nossos principais concorrentes emergentes, trabalham 24 horas por dia e aqui somente 8 horas por dia. É por causa desses Paulinhos da Força que estamos perdendo a corrida da história em favor de sindicalistas mafiosos e milionários. Enfim, é por causa desses Paulinhos da Força que infelizmente sinto saudades dos generais. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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MP DOS PORTOS

Se o governo brasileiro trilhasse o caminho indicado pela Constituição federal, já obteríamos um grande avanço em nosso processo político. Diz um surrado brocardo de economia política que, “em casa onde não há pão, todos gritam e ninguém tem razão”. No caso dos portos, o governo reconhece a falta de alimento de inteligência política: uma questão tão grave e estrutural, que se pretende superar por medida provisória, instrumento destinado a enfrentar fatos excepcionais, em que há urgência e relevância. O quadro de indigência se completa no Parlamento, sob a pressão de inúmeros segmentos adversos no âmbito de um procedimento legislativo inadequado. Como bem observou editorial de “O Estado” na semana passada, enquanto tem curso a gritaria dos variados grupos de pressão, a MP tem prazo fatal: 16 de maio. Em resumo: uma governança em que males crônicos são combatidos no pronto-socorro, de afogadilho, distanciada dos parâmetros da normalidade, açodada, caótica.
  
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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PORTOS DA AMAZÔNIA AZUL

A atual controvérsia sobre a MP dos Portos, envolvendo interesses contraditórios variados, é emblemática. Urge que se chegue rapidamente a um consenso, posto que esse setor é vital para o desenvolvimento sustentado do País. Por isso estudos já realizados por especialistas civis e militares sobre o tema já apontaram a necessidade de um comando centralizado por um colegiado composto com membros da iniciativa privada e do poder público, que gerenciariam as relevantes pontencialidades da Amazônia Azul, o mar que nos pertence, onde os terminais portuários são um dos elos desse fundamental item de nossa infraestrutura hoje em discussão.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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COTAS NAS UNIVERSIDADES DE SP

O editorial “Cotas nas universidades paulistas” (17/4, A3) toca em dois pontos cruciais: o sistema de cotas estar sob pressão política e a fuga das questões pedagógicas envolvidas. Não há dúvidas de que o País precisa pagar sua dívida social e as universidades, cada qual com seu perfil, têm dado respostas a essa demanda. Impor um sistema que carece de discussão mais profunda apenas para criar plataforma política para a campanha de reeleição do governador é desprezar um sistema educacional robusto, de mérito internacional, que tem dado respostas adequadas à sociedade que o mantém. Além disso, o esforço com natureza puramente política pode ser entendido como malversação do dinheiro público.

Adilson Roberto Gonçalvesprodomoarg@gmail.com 
Lorena

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COTAS PAULISTAS

Mais uma vez, Geraldo Alckmin, em outra ação temerária, atenta contra as universidades paulistas, transformando-as em instrumento de demagogia eleitoral. O caso da USP Leste, que nem sequer deveria ter sido fundada, é exemplar. Eu, estudante, já percebi que a única ilha brasileira de excelência que sobreviverá ao tal descalabro é a instituição em que hoje estudo: o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Eis a única escola que, por ser estratégica, não se curva ao populismo deslavado que alguns chamam de “ação afirmativa”. Evidente: quando o assunto é sério, e os formandos, imprescindíveis, o mérito prevalece. Ao permitir ao ITA se livrar das cotas, o governo brasileiro reconhece estes fatos.

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com 
São José dos Campos

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O PSDB E AS CARCAÇAS

Assim como eu cobro meu candidato, eu defendo. Andrea Matarazzo foi o vereador mais votado do PSDB e nada mais do que justo se fosse escolhido presidente do PSDB de São Paulo, mas foi devidamente passado para trás numa jogada suja, por José Aníbal e Bruno Covas Jr, ambos prováveis candidatos à Prefeitura de São Paulo em 2016. Andréa Matarazzo tem tido uma grande aprovação da população e poderia em quatro anos ofuscar as estrelas cadentes. Esse é apenas um exemplo de como agem integrantes do PSDB, tanto local quanto nacional. É muita estrela disputando o pouco céu de que dispõe enquanto isso os outros partidos avançam, crescendo e tomando conta da cidade, Estado, País. Eu não trocaria Andréa Matarazzo por mil Anibals e Covas da vida. Com essa canalhada se digladiando por algo que acontecerá daqui quatro anos, o melhor seria que o Andrea trocasse de partido, porque, assim como eu, a maioria da população vota no homem, não no partido e, cá entre nós, se o PSDB continuar assim, com briguinhas e conchavos, em poucos anos ficará apenas na memória! Aos poucos os bons estão caindo fora, ficando apenas as carcaças do que foi um dia o melhor partido do País.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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PARTIDOS POLÍTICOS

No Brasil existem 30 partidos políticos oficiais e 23 partidos novos tentando obter registro. Todos, ou usufruindo, ou ansiando por usufruir das benesses que o governo generoso lhes concede. Tenho a impressão de que, se os R$ 386.000.000,00 que serão destinados este ano ao Fundo Partidário fossem empregados em educação, saúde e segurança, trariam muito mais benefícios aos brasileiros. Mas devo estar enganada, já que a presidenta, seus 39 ministros, os 81 senadores e centenas de deputados e vereadores não pensam assim. Certamente, eles consideram que partidos políticos em profusão são fundamentais na solução dos problemas éticos, sociais, morais e financeiros do País. Quem sou eu para discordar?

Anita M. S. Driemeier lindyta9@gmail.com 
Campo Grande

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SAINDO FUMAÇA

Na próxima eleição para presidente da República, o candidato Eduardo Campos já sai em vantagem: ele terá dois partidos políticos para detonar, PT e PSDB, que, diga-se de passagem, e o que ele já começou a fazer...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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NADA A VER COMIGO!
 
O jornal “O Estado de S. Paulo”, na edição de ontem (18/4), diz que Dilma não para em Brasília, se referindo às suas andanças pelo País em franca campanha presidencial para 2014. Na verdade, o que ela quer mesmo, além de fazer a campanha, é ficar o mais longe possível daquele caldeirão de desfaçatezes que se tornou o centro do poder. É como se aquilo tudo não tivesse nada a ver com ela.
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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A PRIORIDADE DA GESTÃO É A ELEIÇÃO

Se no primeiro mandato Dona Dilma já está dispondo de seu tempo preparando sua campanha, o que esperar dela num segundo mandato sem reeleição? Assim como seu criador, vai dispor do tempo do mandato e da máquina para fazer seu sucessor! A prioridade da gestão é a eleição – “delles”.

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com
Jales

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PRESIDENTE DESNECESSÁRIA?

O editorial deste jornal (“Dilma não para em Brasília”, 18/4, A3) não nos apresenta novidades, afinal a sra. Dilma faz exatamente o que o seu antecessor, criador, mentor fazia quando era (ou ainda é?) presidente da República. Mas podemos ficar tranquilos, uma vez que, com um ministério do tamanho que é, com tanta gente “capacitada”, nem é preciso que o presidente em exercício se sente em sua cadeira. Ou precisa?
 
Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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ESQUEMA

Até o líder do (des)governo na Câmara dos Deputados é apontado por lobista em direcionar verbas para empresas que financiavam candidatos do PT. Será o impossível! Não pode ser... Será verdade? As fraudes em licitações já passam de R$ 1 bilhão, verbas oriundas dos Ministérios das Cidades e Turismo. Estão envolvidos Arlindo Chinaglia, Cândido Vaccarezza e José Mentor, todos do PT-SP, que negam, e nem poderia ser diferente, mas o Zé Formiga (Gilberto Silva é o seu nome) sabe de tudo e a Polícia Federal (PF) também, trata-se da Operação Fratelli. Haja imposto para sustentar tanta corrupção e bandalheira dos últimos dez anos, que não param mais. É só esperar a repercussão e a confirmação dos fatos para nos inteirarmos das chamadas “desculpas esfarrapadas”. Como se percebe, não se salva ninguém.
 
Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br 
São Paulo

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O PT E A CORRUPÇÃO

O líder do governo Dilma Rousseff na Câmara, Arlindo Chinaglia, é apontado por um lobista apanhado em operação da Polícia Federal como responsável por direcionar verbas para empresas que financiavam candidatos do PT. Além disso, um ex-chefe de gabinete de Chinaglia, identificado como Eli, é citado como intermediário de uma reunião na qual a empreiteira Leão Leão buscaria recursos do BNDES. Em troca da verba, a empreiteira apoiaria a campanha de um assessor de Chinaglia, o Toninho do PT, em Ilha Solteira. Em matéria de corrupção, o PT superou a tudo e a todos, está virando um saco sem fundo. Isso nunca acaba? Isso, sim, é ética na política... Lamentável.

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br 
São Paulo

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O PREFEITO NO PALANQUE

Populista e demagógica a atitude do sr. prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, subindo em carro de som a pretexto de apoiar o movimento de moradias populares. Deveria seguir seus visionários antecessores que há décadas profetizaram os males da falta de planejamento em São Paulo e o consequente inchaço das cidades. A hora é de estimular as políticas de desconcentração urbana e desenvolvimento regional. Não uma volta ao campo, mas uma política séria e realista de reforma agrária que evite esses catastróficos movimentos migratórios. Está difícil para quem já nasceu aqui, imagine para quem está chegando agora. E mandar rapidinho um projeto de lei para a Câmara Municipal, isentando do pagamento de IPTU os proprietários de um único imóvel, independentemente de valor, e aumentando a taxação sobre os que especulam com suas propriedades ociosas.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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SEM-TETO X HADDAD
 
Os sem-teto fazem protesto contra Haddad, atual prefeito de São Paulo (PT), e ele, em sua defesa, informou que “são muitos anos sem produção de moradia e que não se constrói moradia do dia para a noite”. Mas ele se esquece de que o PT assumiu o governo federal há dez anos, e os dois últimos anos foram governados pela Dilma, o poste n.º 1, a mãe do PAC e a responsável pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Atualmente, apoio os sem-teto incondicionalmente, pois eles devem “lutar” por seus direitos, afinal de contas, foi o PT quem ensinou aos sem-teto e sem-terra que não é preciso pescar, pois o governo dá o peixe. Eu já coloquei o meu apartamento à venda, apartamento este adquirido com o suor de meu trabalho, pois tenho 27 anos de carteira assinada, e, após vendê-lo, vou entrar na fila para ganhar o meu imóvel e o meu pedaço de terra, pois eu também sou brasileira.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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CORINTIANOS NA BOLÍVIA

Nos últimos anos tivemos diversos casos de brasileiros detidos no exterior. Diversos outros mortos. No caso dos mortos, varias famílias tiveram que fazer “vaquinha” para juntar o dinheiro do traslado do corpo, pois o Itamaraty não ajuda. No caso dos detidos, nunca vi um caso em que foi formada uma caravana de deputados, patrocinada com dinheiro público, para ir até o exterior defender o cidadão. Já no caso de Oruro, em que alguns têm antecedentes criminais, os presos têm por trás uma torcida de mais de 20 milhões de “fiéis”. Não precisa escrever mais nada, né?

Rogério Tófoli Kezerle Rogeriokezerle@Hotmail.com
São Paulo

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O MINISTRO E OS CORINTIANOS PRESOS

O ministro Antonio Patriota de patriota só tem o nome.
  
Robert Haller robelisa1@terra.com.br
São Paulo

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BRASILEIROS PROCESSADOS

Onde estavam o embaixador ou o cônsul brasileiros na Bolívia quando estava sendo realizada a reconstituição do crime, sem provas, atribuído aos torcedores do Corinthians?

Caio Celso Nogueira de Almeida caio@spacnet.com.br
São Paulo

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TERROR EM BOSTON

O atentado de extrema-direita nos EUA atingiu seu objetivo principal, que era impedir a aprovação do controle de armas em votação no Senado, numa dura derrota para Barack Obama. 

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br 
Campinas

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DOIS PODERES

Pelo visto, lá, nos EUA, como cá, os políticos são todos iguais. Nunca fazem o que o povo deseja. Os políticos de lá rejeitaram o projeto do presidente Obama sobre armas. Contrariaram o desejo de 90% da população, conforme disse o presidente, visivelmente contrariado, acrescentando que não entendia como os parlamentares foram contra o desejo maciço do povo. É decepcionante. Aqui também não é diferente. Votamos em candidatos que, quando eleitos, cuidam de si e o povo que se dane. Para que precisamos dos políticos? Por que não reduzirmos o sistema a dois poderes, Executivo e Judiciário?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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O ANJO DE BOSTON

Entre inúmeros inocentes, mais uma vítima da mentecapta humanidade. Mais um irmão Abel foi trucidado. A cada atentado, decreta-se a falência do ser humano. Com os inocentes, morremos também nós. Ontem o jovem estudante; hoje, o pequeno Martin Richard, o infante que corre ao encontro do pai, maratonista Bill, não sabia que sobre seus cachos loiros, sorriso de anjo, explodiria a bomba mortífera decepando-lhe a vida que mal começara. Nós os monstros, “Ogres” devoradores de inocentes; nós: os governantes que desviamos verbas..., nós: doutrinadores que tergiversamos no ensino; nós: homens omissos quanto a tantos desmandos da predicação da mídia inteiramente materialista; nós: que olvidamos e nos despimos dos princípios e da moral; nós reconhecemos ter criado monstros em vez de homens; é, pois, a hora do “mea-culpa”; pedimos-te perdão, Richard! Já que roubamos você dos braços de teu pai Bill, que os braços do Pai do céu te acolham, e que teu sorriso não morra, mas se junte ao de tantos inocentes que te precederam no céu.

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br
São Paulo

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