Fórum dos Leitores

Atualizado às 7h07.

O Estado de S.Paulo

22 Abril 2013 | 02h06

GOVERNO DILMA

Que papelão!

Mais uma empresa chinesa desiste da soja brasileira (Estado, 20/4, B4). Motivo? Apagão na logística. Pior que roubar e não poder carregar é vender e não poder entregar. Que vergonha!

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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Incapacidade de exportar

É vergonhoso para o País não ter capacidade de exportar as grandes encomendas de soja dos chineses. Vemos sucessivamente os pedidos sendo cancelados por causa dos atrasos nos embarques. Quando Juscelino Kubitschek implantou a indústria automobilista, o Brasil começou o abandono das ferrovias. Construir estradas dava mais notoriedade aos políticos. Por isso hoje pagamos o preço da lenta locomoção de caminhões nas estradas, convivendo com automóveis, causando a maioria dos acidentes e tornando o custo do transporte muito mais caro e demorado, comparado com o feito por ferrovias. Será que futuramente teremos algum mandatário no País que comece a mudar o rumo dos transportes?

WALTER BARBOZA ARRUDA
walter.mplafer@uol.com.br
São Bernardo do Campo

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Trilhos

Caos logístico no transporte de carga. Num país de dimensões continentais, ferrovias são a solução óbvia. São necessárias determinação e muita vontade política para recuperar séculos de atraso em investimentos regidos pela lógica comercial do petróleo, que supurou o transporte rodoviário. Coragem!

HILDA VILLAÇA
hildavillaca@hotmail.com
São Paulo

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Amadorismo puro

Uma empresa com mais de 190 milhões de acionistas passa 11 anos desconhecendo o que são segundo e terceiro turnos nos portos? Será que sua medíocre Presidência só conhece o segundo turno do mandato, que persegue cegamente? O Estadão de sábado mostra o cenário portuário brasileiro: sobrecarga, navios com longa espera para atracamento, idem para os caminhões entregarem suas cargas, cancelamentos bilionários de exportação de soja, funcionários da Polícia Federal, da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), da Receita Federal, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em número insuficiente. Administrar portos é muito mais complexo do que lojinha de R$ 1,99! Nunca antes neste país se viu tanto amadorismo.

FLAVIO MARCUS JULIANO
opegapulhas@terra.com.br
Santos

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Portos

Causou-me perplexidade a notícia do início da operação 24 horas dos portos brasileiros, pensei que era regra. Pior ainda foi saber que os terminais (estes, sim) funcionam 24 horas, o que funciona em horário comercial (?!) são os órgãos governamentais: PF, Receita, Anvisa, Marinha, Vigiagro. É o fim do mundo! Mais do que investimento em infraestrutura, precisamos de pessoas sérias no comando das instituições. Não à toa a China vem cancelando contratos. Em época de economia vintage anos 80, vale a frase atribuída a De Gaulle em 1962: "O Brasil é um país que não deve ser levado a sério".

DENILSON REZENDE
asupervox@hotmail.com
São Paulo

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Navegação de cabotagem

Enquanto isso, conforme reportagem do Estado de 15/4, é mais fácil enviar milho para a China do que para o Nordeste. Uma verdadeira loucura, que expõe mais uma vez a chaga da insuficiência da logística de transporte em nosso país. Acho que em qualquer outro país do mundo seria impensável fazer um caminhão rodar 3.500 km para transportar milho. Para isso servem os trens e a navegação de cabotagem, mas que inexplicavelmente não temos.

NÍVEO A. VILLA
niveoavilla@terra.com.br
Atibaia

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'Não para em Brasília'

Na edição de 18/4 li em Notas & Informações a posição do Estado sobre o comportamento da presidente Dilma Rousseff. Se me permitem, quero hipotecar solidariedade ao texto e fazer algumas indagações a quem de direito. A atividade eleitoreira exposta no mencionado editorial coaduna-se com o momento que estamos atravessando? A interferência do ex-presidente nos passos da atual presidente (!) é ética, amoral ou imoral? E, finalmente, não caberia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) "orientar" a sra. presidente acerca de tais atitudes?

LUIZ MASCARENHAS
lmmascarenhas@terra.com.br
São Paulo

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Ensino técnico

A carência na formação de profissionais para a área técnica contrasta com o descaso do governo federal em prover o nosso mercado de trabalho com essa mão de obra, tão necessária para fazer frente ao atual estágio do desenvolvimento do nosso país. O editorial A crise dos institutos técnicos (16/4, A3) põe de relevo a falta de seriedade no enfrentamento desse problema, pois se construíram os prédios e se esqueceram os atores principais, os professores. E como bem salientou o editorial, para os atuais 365 institutos faltam 7.966 professores, o que tende a ser agravado com a instalação de mais 208 institutos, nos próximos meses. Parece até que o mais importante para o governo petista é a construção de obras, porque são elas que dão a rentabilidade almejada. 

CARLOS ROLIM AFFONSO
profrolim@globo.com
São Paulo

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PASSEATAS NA PAULISTA

Vidas em risco

Gostaria de saber das nossas autoridades até quando o paulistano terá de conviver com os protestos na Avenida Paulista, sejam as reivindicações válidas ou não. Na sexta-feira vi uma ambulância na Avenida Dr. Arnaldo, com a sirene a toda, que mal se podia locomover, porque estava tudo parado em razão do protesto dos professores. Uma vida poderia estar se perdendo ali por causa dessa passeata. Não faz sentido! Pouco antes, tive a oportunidade de passar ao lado da manifestação e pude constatar que os professores estavam todos muito felizes, visto que se encontravam às gargalhadas. Enfim, uma grande festa para eles. Quanto à população, ora, a população...

JOSÉ EDUARDO RODRIGUES ALVES
jeralves53@terra.com.br
São Paulo

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Vai afinar?

Mais uma vez, como ocorre todo ano, a estrutura de vadiagem paga instalada pelos petralhas nos sindicatos de professores está promovendo a greve regulamentar para pressionar o governo tucano de São Paulo, que, pusilânime como é, certamente afinará diante desses baderneiros profissionais. Saudades de Mário Covas, o único tucano de coragem que existiu até hoje. 

RENATO PIRES
repires@terra.com.br
Ribeirão Preto

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A PEC DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS

O Congresso Nacional, aquele que faz lei para depois pensar nas consequências, sem estudo sobre o impacto na sociedade, depois de gritarem as maravilhas da “PEC dos Empregados Domésticos”, com direito a pronunciamento em rede nacional do presidente do Senado, Renan Calheiros, e tudo, descobriram que do outro lado existe o empregador. Só agora descobriram, “Eureca”! Por ser totalmente diferente de outros empregos, deveria ter legislação própria, para que fosse interessante para ambas as partes. Resultado? Nem foi promulgada a lei, o que deverá acontecer no dia 1.º de maio, considerado “Dia do Trabalhador”, já começaram as demissões em massa. Incrível que apenas agora Suas Excelências descobriram que empregador doméstico não aumenta renda com esses empregados, pelo contrário, tiram renda porque a maioria é assalariada, preferindo assim assumir este trabalho. Tentam, agora, correr contra o tempo para fazer aqueles intermináveis adendos à lei, que, no frigir dos ovos, um anula o outro. Se dessem aos empregadores domésticos os mesmos direitos de deduções no Imposto de Renda das empresas (salários e encargos), isso não seria contornado? Ah, mas isso faria o governo perder renda, não é? Melhor um empregado desempregado!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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MAIS UMA INCOERÊNCIA DO CONGRESSO

Infelizmente essa foi mais uma atitude do Congresso com o intuito eleitoreiro, pois foi criada a lei intempestivamente sem o devido estudo e planejamento provocando prejuízo para ambas as partes, para o empregador com aumento de custos inesperados e para o empregado a perda do emprego ou no mínimo o risco grande de ocorrência. Os deputados divulgaram amplamente que seria um lei que traria a igualdade de direitos com os demais empregados do pais,  ora, o que vemos agora, depois de levantadas as particularidades da atividade? Necessidades de criação de forma de pagamento dos impostos pertinentes como o tal “Simples do Empregado Doméstico”, criação de bancos de horas, negociação por fora entre as partes da redução do tempo de descanso diário para saída mais cedo do serviço, tratamentos diferenciados aos que cuidam de idosos incapazes e outras tantas que ainda virão. Em assim sendo, me vêm direto as seguintes perguntas: Todos os empregados e patrões das outras atividades profissionais terão também o direito de gozarem dos mesmos diferenciais? Já não é de conhecimento de todos que a carga tributária incidente na folha de pagamento é excessiva? Será que o que o governo quer é somente aumentar os fundos previdenciários para ter mais dinheiro para “manipulações”? Será que o governo quer ter ganhos políticos  com o “chapéu” dos patrões domésticos? Será que o País esta preparado no momento para oferecer emprego ao empregado doméstico desempregado?

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br 
São Paulo

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COMENTÁRIO INDIGNADO

Quero aqui registrar minha indignação diante de tamanho absurdo criado pelo governo deste imenso país em relação aos novos direitos dos empregados domésticos. Nada mais justo do que o direito a terem o FGTS. Entretanto, há de se ponderar sobre: há diversos tipos de servidores domésticos como diaristas, mensalistas que não dormem no emprego e os que dormem no emprego, conforme contrato entre as partes. No caso de diaristas a PEC funcionaria muito bem, mas a esses, a nova lei não as englobou. Quanto às mensalistas, o governo deveria ‘perceber’ (claro, se fosse do interesse deles) que os empregadores são diversos e variam de casa a casa conforme a necessidade e urgência de cada um. Por exemplo, pai ou mãe separado que precisam de uma pessoa das 7 da manhã até as 19 horas, como podem manter uma pessoa lá com o novo contrato? Acho que teriam que trabalhar só para pagá-las! Outro exemplo, e no caso o meu próprio, são de idosos, não doentes ou acamados, mas que precisam de empregadas/acompanhantes período integral. Como mantê-las dentro deste novo pacote? Como um aposentado de 99 anos e esposa de 92 com aposentadoria somente de 1 deles, podem manter 2 pessoas na residência e pagar as 2 pessoas que moram com os 2 ‘velhinhos’? Faço questão de grifar a palavra aposentado. Para finalizar, o contrato que meus pais têm com as 2 empregadas é antigo, antes deste pacote, e quero entender como o governo vem com essa nova lei e faz com que o quê as empregadas ganham já há tempo trabalhando na mesma residência, dobrem de valor ou o nosso contrato seja alterado no meio do caminho? Isso é permitido? Não deveria ser incorporado ao que elas ganham fazendo valer o contrato que foi feito no dia em que elas entraram, ou seja, antes deste pacote?
 
Maria Silvia Meirelles de Assis meirellesassis@hotmail.com
São Paulo

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FEIRANTE ZANGADO

Encontrei o meu feirante muito indignado hoje. Nós nos conhecemos faz tempo, temos uma amizade, trocamos idéias semanalmente. A razão de sua indignação era, primeiro, o fato de ele ser obrigado, em função da inflação, a repassar o preço dos produtos que comercializa para os seus clientes, que, com isso reduzem suas compras. Segundo, ele soube que seus fornecedores gostariam de ampliar seus cultivos, mas esbarram na falta da mão de obra. Pouca gente está disposta a trabalhar no campo, afinal, o bolsa alguma coisa ajuda, e a existente é cara, afinal o produtor tem de pagar todos os direitos trabalhistas. E, em terceiro lugar, ele ontem teve tempo de dar uma espiada no noticiário da TV e ali ficou sabendo que a justiça e o governo tiraram uma porção de gente que trabalhava no campo, plantando, colhendo, criando e deram a terra para uns índios. E estes abandonaram tudo e exigem que o governo lhes garanta o sustento. Meu feirante perdeu a esportiva: Sr. Marco, eu e minha família trabalhamos de segunda a segunda para obter o nosso ganha-pão e esses vagabundos ganham uma terra pronta e deitam na rede e não produzem nada? E ainda querem que o governo os sustente? Quer dizer, com o meu trabalho e meu suor eu tenho que sustentá-los? Tentei acalmar o meu amigo, mas que ele lá tem toda a razão lá isso tem, não é verdade? Acabei, entretanto, enfurecendo-o mais ainda quando eu disse que tinha uma porção de índios(?) reivindicando mais terras produtivas Brasil afora.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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IMPULSIVIDADE

O que mais condeno na dona Dilma Rousseff é a sua impulsividade. Prometer desoneração das contas de luz, ao consumidor final, justamente na época da seca, quando os reservatórios vazios apontam para um racionamento, na véspera da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) renovar as concessões para fornecimento de energia e pouco antes de reajustes já programados para as distribuidoras de energia, me parece o cúmulo do cúmulo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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INFLAÇÃO CONTROLADA?

Nossa presidente reage a críticas e diz que “a inflação está controlada”. Será que ela costuma ir às feiras livres e aos supermercados? É tudo muito fácil para quem não tem de procurar as coisas para comprar, ela tem tudo de mão beijada, sem precisar ir atrás das compras. Por isso tudo é que os políticos são pessoas totalmente alheias ao que se passa com o povo.

Agostinho Locci legustan@gmail.com 
São Paulo

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SEM CONHECIMENTO DE CAUSA

Dona Dilma Rousseff vive em outro mundo. Dizer que a inflação está sob controle é debochar dos brasileiros que vêm enfrentando o “monstro” todos os dias. Em campanha eleitoral em Minas Gerais, a mais de dezoito meses do pleito, Dilma e Lula também referiram-se, de forma debochada, ao preço dos tomates. Os dois também parecem ignorar que o tomate é só o exemplo mais gritante da inflação renascida por suas mãos. Produtos de limpeza, laticínios, aves, feijão e, principalmente as frutas, todos os legumes e verduras estão muito mais caros. Lula e Dilma não pagam pela comida que consomem e, portanto, não deveriam falar do que não conhecem. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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O INTERESSE DOS SUPERMERCADOS

É muito triste vermos praticamente todos os supermercados anunciarem obstinadamente a redução de “impostos” nos produtos pelo governo federal num ato simplesmente vergonhoso e enganoso, pois, como nós que acompanhamos, sabemos no nosso Estado praticamente todos os produtos são isentos. Mais uma postura vergonhosa, em especial os supermercados, que entraram na do governo e, não sei por que razão, uniram-se na ilusão de grande parcela do povo brasileiro. É no mínimo uma atitude eleitoreira covarde, como o que tem sido feito ultimamente por este governo corrupto que só engana. Qual seria  interesse dos supermercados nisso?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br
São Paulo

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TORCIDA CONTRA

Dona Dilma, não torcemos para o Brasil dar errado. Torcemos para os errados não darem o Brasil.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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PTOMATE

PTomatezinho vermelhinho, um luxo na mesa brasileira. Quem diria, hein?!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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JUROS

Estou com uma fatura de cartão de crédito Visa em mãos, e trás registrado o que Dona Dilma não sabe: CET financiamento (413,88% ao ano); CET saque (633,31% ao ano); juros rotativo (15,90% ao mês); juros saque (14,90% ao mês); IOF (0,0041%+0,38%), o absurdo da engenharia que os economeses ainda não conhecem: 0,38+0,0041 = 0,38, os pajés economeses tomaram o lugar dos pajés religiosos, e o mundo está indo para buraco mais cedo do que ia com os clérigos, mesmo farisáicos, mas menos que os economeses. A safadeza é tão grande que se chegam às casas dos centésimos por cento, que gostaria que algum economês com vergonha na cara me explicasse o que significam. E o governo vem com essa história de Selic 7,5% ao ano. Vivemos no país das maravilhas mentirosas, com o governo deitado em berço esplêndido de uma Brasilia que vive no mundo das nuvens que estão abaixo do jato de Dona Dilma.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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SELIC MAIS ALTA

Brasil um país governado pelo impulso do interesse político de cabresto

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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MAU RETORNO AOS BRASILEIROS

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou trabalho em que compara o que os Estados fornecem às sociedades em relação aos impostos cobrados. Não surpreende o Brasil estar colocado na rabeira, a 30ª colocação dentre os 33 países da organização. O índice é o “retorno” dos impostos para o bem-estar social calculado com base no Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) e na carga tributária com relação ao Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil com índice 135 está pior do que a Argentina (149) e Uruguai (150). Para nós não é surpresa!

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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SEMELHANÇAS

A revista “Time” indica dois brasileiros entre as 100 pessoas mais influentes do mundo, o ministro  Joaquim Barbosa (do Supremo Tribunal Federal) e o chefe de cozinha Alex Atala. É curioso mas há uma certa  semelhança entre ambos. Enquanto o senhor Atala cozinha o mais sofisticado prato em poucos minutos, o ministro Joaquim Barbosa leva anos para cozinhar esse indigesto prato chamado mensalão.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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PIZZA À VISTA!

Bastou aparecer um ministro como a atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, com coragem suficiente, descrevendo diversas verdades e realidades do que ocorre nesse meio, para que os ministros se revoltassem e o isolassem, como fizeram ao resolverem ampliar de 5 dias para 10 dias o tempo que fora destinado aos advogados dos 25 condenados para avaliar acórdão e entrar com recursos, no caso do mensalão. Esperamos que não tenhamos nenhuma surpresa e após todo o tempo despendido e que todo o trabalho que resultou em tudo isso não acabe em pizza, em represália ao ministro Joaquim Barbosa, por ter sido ele o relator do caso mensalão.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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A CRIAÇÃO DE MAIS TRFS

O argumento do ministro presidente do STF, Joaquim Barbosa, de que não há razões para criação de mais quatro Tribunais Regionais Federais (TRFs), revela, com a devida vênia, completo desconhecimento sobre a realidade insuportável da prestação jurisdicional por esses tribunais. No TRT da primeira região, sediado em Brasília, que tem jurisdição sobre vários estados do nordeste e, ainda, sobre o distrito federal, onde, obviamente, o volume de ações federais é muito mais alentado, uma apelação, em média, leva de dez a quinze anos para ser julgada; e um recurso sobre incidentes processuais – agravo de instrumento – substitutivo do mandado de segurança contra atos judiciais – que deveria ser levado à mesa de julgamento, por lei, em trinta dias,  mais de cinco anos. E, entre as medidas que o editorial de o Estado aponta que deveriam ser tomadas desde a promulgação da Constituição, em 1988, nele  foi adotado um procedimento insólito: um arquivo interno no Tribunal, de onde os processos só saem para serem julgados se a parte lá comparecer e suplicar. A PEC respectiva deve ser analisada à luz da verdade e não de declarações superficiais e supostamente defensoras do erário público, pouco se importando  seus autores com o direito dos cidadãos à justiça em tempo razoável.
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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O DESENCANTO COM A ‘JUSTIÇA’
 
Por um momento,   o STF permitiu-nos sonhar com cadeia para os salafrários do escândalo do “mensalão”, mas  a cada notícia de recuos, atrasos e recursos mil, o sonho acaba e nos acorda para a realidade da não punição aos ladrões do erário. Nova ilusão é crermos no Ministério Público Federal (MPF) informando que investigará o papel do presidente Lula (ele é) no escândalo do “mensalão”.  Fala sério, pessoal, chega de enrolação! O MPF fingirá investigar o nefasto para depois o inocentar alegando não ter encontrado provas contra, visto ele ser especial, inimputável. Tal resultado fará o nefasto  berrar  ao “povão” ignorante que o idolatra que tudo era golpe da oposição. Que os dois órgãos provem o contrário para os levarmos a sério!
 
Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo 

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O PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MP
 
É de ter plena certeza que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) não deseja excluir o Ministério Público (MP) de suas atribuições constitucionalmente previstas, mas colocar a instituição no cumprimento exato de suas competências e obrigações. Obviamente que quem acusa não pode ter a plenitude na coleta de provas, porque estaríamos diante de um inegável processo de cerceamento prévio de defesa. Assim, à Polícia Civil compete preparar o inquérito para o magistrado e para a defesa poder, com liberdade, acessá-lo e defender o indiciado. Entretanto, não fica o Ministério Público excluído de contribuir com requisições de atos e providências que possam melhor instruir o feito. Certamente que os advogados não desejam que bandidos sejam acariciados, mas que seus defensores possam atuar condignamente, em obediência ao devido processo legal e à liberdade de defesa. E o Ministério Público, que irá ofertar a denúncia, não deveria mesmo contar com uma condenação prévia, o que seria absurdo ditatorial, mas ter um processo em que a defesa também possa realizar o seu trabalho, apresentando e exigindo provas. Ao final da instrução, os magistrados saberão encontrar o fiel da balança, possibilitando a ampla acusação e a amplitude na defesa. Eis aí as missões do ministério público, dos advogados e dos magistrados, dentro da ordem democrática de direito.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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A DERROTA DE OBAMA

Barack Obama sofreu uma derrota no Senado americano quando da votação da lei de controle de armas, tendo em vista os últimos acontecimentos que mostram que, com a facilidade de portar uma arma, até de grosso calibre, qualquer psicopata provoca verdadeiras carnificinas em escolas e cinemas em que na grande parte dos casos crianças são executadas como se fossem soldados na frente de batalha. Com a atenuante de que na guerra o soldado também está armado. No Senado eram necessários 60 votos a favor do projeto de mais controle sobre armas e o governo conseguiu 54. Segundo Obama, republicanos e militantes, a Associação Nacional do Rifle (NRA) e moradores de áreas rurais não deixa de ser uma vitória sobre esse grande esforço do presidente americano no início de segundo mandato. Para Obama, esse é apenas o primeiro round. Nos Estados Unidos, em muitas lojas não há um processo de checagem de antecedentes. Será difícil o sucesso do presidente numa nova tentativa no Senado, porque a classe política tem como objetivo o seu bem-estar, e não o do povo, e, além disso, parece que o americano, por ter sido protagonista e coadjuvante em tantas guerras, parece carregar no sangue o vírus belicoso da arma. Parodiando o escritor Afonso Romano de Santana: “O homem ama a guerra!”. E o americano é homem.
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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MAIORIDADE PENAL

“Jovens Delinquentes” (“Folha de S.Paulo”, 18/4), de Contardo Calligaris, é no mínimo um artigo brilhante sobre a prática de crimes antes dos 18 anos. Traduz com precisão nossas ansiedades e temores. Realmente, não há mais espaço emocional para suportar casos como os de Liana e Felipe, Victor Hugo e outros, muitos e muitos outros. A rigor vive-se (ou será sobrevive-se?) sob impacto emocional também por causa da delinqüência juvenil. Depois de tantos crimes hediondos praticados por menores de idade, ou mesmo deles participando com adultos, deixa de ter sentido ficar discutindo qual a idade correta para a imputabilidade penal. Não mais se deve resistir à redução da maioridade penal. Está na hora do indivíduo e cidadão já com dezesseis anos, além de poder votar, ser elevado à condição de responsável por seus próprios atos criminosos e, quando for o caso, cumprir a pena de prisão que lhe for aplicada pelo Juiz. Sem dúvida com observância do devido processo legal. Essa será, certamente, uma experiência nova que é necessária ser vivenciada pelo país para, no mínimo, ver no que dá. Afinal, até agora nada foi feito que tenha conseguido reduzir a delinquência do adolescente. As estatísticas apurarão o resultado real da necessária redução da maioridade penal. 

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo 

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AQUI ELES MORREM CEDO

O Brasil perdeu, com diferença de poucas horas, Victor Hugo (Deppman) e Isaque Nilton (Alves Boschini). Ambos assassinados. O primeiro tinha 19 anos e era estudante de Rádio e TV na Faculdade Cásper Libero, em São Paulo. Viveu muito menos do que o grande dramaturgo francês que talvez tenha inspirado seus pais na hora da escolha do nome do bebê que chegara. O autor do clássico Os Miseráveis viveu 83 anos, embora em época adversa à longevidade (entre 1802/1885). Victor Hugo Deppman chegava ao prédio onde morava, no bairro do Belém, zona leste de São Paulo. Um jovem ladrão tomou-lhe o telefone celular e a vida. Uma das mãos recolheu o aparelho entregue entre o medo e o espanto. A outra mão fez o disparo da bala que acertou a cabeça do menino. Era noite de 9 de abril. Horas depois, já na madrugada do dia 10, no bairro Guará, em Brasília, Isaque Nilton não se conformou com a presença de usuários de crack em frente ao prédio onde morava com a mulher e a filha de sete anos. Designer gráfico, 28 anos, preocupado com os efeitos do tráfico de drogas escancarado no condomínio e o livre consumo, acreditou que poderia fazer o que cabe ao poder público. Foi espancado até a morte por um dos viciados, conhecido praticante de artes marciais. Mais um que viveu muito menos que o xará famoso. O inglês Isaac Newton, físico, matemático, astrônomo e filósofo, viveu 84 (1643/1627). Seu legado mais conhecido: a Lei da Gravidade. É esse o destino de boa parte dos Victor Hugo e Isaque Nilton no Brasil. Vivem com honra. Morrem sem glória. Sucumbem na faixa etária em que a violência engole vidas freneticamente. As cenas vão se repetir. O Brasil tem um Código Penal que, aliado a um sistema penitenciário absolutamente falido, incita o cometimento de crimes. Mãos atiram e espancam sem pena, sem juízo, sem medo. Às vítimas, ficam as sequelas, a prisão emocional ou simplesmente o extermínio. Às famílias, uma dor perpétua. Não há dúvida de que o Brasil vive uma grande crise de segurança pública, social, jurídica e de respeito à cidadania. Estamos miseráveis nesses quesitos. A gravidade da situação não se esconde mais sob o tapete da falsa cordialidade de um povo aturdido com a mansidão das autoridades.

Cid Barboza cid.barboza@hotmail.com 
São Paulo

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BECO SEM SAÍDA

No país dos políticos demagogos e ilusionistas, enquanto se discute a redução da maioridade penal como se fosse a solução mágica para a queda da violência entre os jovens, fica esquecida a verdadeira questão que nenhum mágico poderia prever: o que tem levado tantos menores nos últimos anos a cometerem tantos crimes bárbaros? São vários os fatores, seria desestrutura familiar? Falta de oportunidades de estudo e no mercado de trabalho? Exposição desmedida a própria violência dentro e fora de casa? Falta de carinho e amor dado pelos pais? As más companhias e envolvimentos com as drogas? Talvez uma junção de diversos fatores tenha ocasionado tamanha destruição desses jovens. A solução proposta pelo governo paulista seria válida se nosso sistema carcerário não fosse visto como “faculdade do crime”, que fosse realmente voltado a recuperação dos que cometem delitos. Porém, a realidade, como mostram as estatísticas, é bem diferente. São raríssimos os casos de presos que não voltaram a reincidir após ter passado alguns meses e até anos atrás das grades, um sistema completamente falido e corrupto. A aplicação penal nem sempre é imposta de maneira adequada, pois hoje em dia o preso é esquecido, ficando a mercê da lei que reina entre os presidiários, que determinam a vida e a morte dos companheiros de cela. A corrupção dentro das cadeias e penitenciárias espalhadas pelo país cresce desmedidamente e as autoridades fecham os olhos para o problema fazendo vistas grossas, além do mais tem a atuação das facções que nos últimos anos por falha dos governantes se estende cada vez mais dentro e fora dos presídios. Ou será que as autoridades não têm informação para cobrir tais problemas? É difícil mudar o que está aí: pois o descaso dos governantes, falta de estrutura e de verbas federais, super lotação, inexistência de um trabalho para a recuperação do detento, tudo isso somado gera violência. Esse é o verdadeiro cenário do sistema penitenciário brasileiro. Alguém pode ser recuperado em um ambiente desse? Só se houver alguma mágica ainda não apresentada ao público! 

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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‘DI MENOR’
 
Vocês sabem o que vai acontecer após os protestos generalizados após a morte do jovem Victor Hugo? Imaginem uma palavra tão grande escrita no território brasileiro que possa ser vista pelos astronautas da estação espacial. A palavra é: nada!
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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TROTE UNIVERSITÁRIO

Tenho assistido eventualmente aos atuais trotes universitários. Alguns já apresentaram tragédias e até mortes. A função do trote ficou alterada completamente com o avanço da ignorância espalhada por quase todos os níveis da educação brasileira. Este fato desemboca no trote, impingido aos calouros. Trata-se de celebração tenebrosa de uma vitória, senha para o ingresso nas classes mais elevadas da sociedade. Na minha opinião, o trote deveria ser educativo, limpando as pichações de mau gosto, recolhendo lixo das ruas, dando aulas aos adultos analfabetos, etc., etc., e nunca ensinando os calouros a pedir esmolas, e outras ações negativas e humilhantes.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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DOAÇÕES À CET

Só pode ser algum tipo de piada! Uma empresa como a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), mantida com os nossos impostos e à custa de multas conseguidas sorrateiramente com esses “agentes” escondidos atrás de postes, árvores, e radares desonestos, e que não dão chance de defesa aos motoristas, uma empresa absolutamente inútil, que não serve para nada, vem, agora, pedir doações? Proponho o seguinte: desativem a CET por um mês e vejam se muda alguma coisa no trânsito. Aliás, tenho certeza de que mudaria: para melhor

Edilson Antunes Faria Sanches edilson.sanches@redetvmais.com.br 
São Paulo

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BRASIL, UM PAÍS COM DOIS DADOS

Hoje, 22 de abril, o nosso país estará completando 513 anos de uma história ainda não bem explicada, tendo em vista que muitos historiadores, cada um à sua maneira, tem um modo diferente de contar a história do seu ponto de vista. Tanto é que, se forem pesquisadas as características de um modo geral, veremos que o Brasil é um país ou um continente com dois dados: um é o oficial, feito pelo Banco Mundial; o outro é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Enquanto o Banco Mundial mostra que o Brasil tem hoje uma população de 195,4 milhões de habitantes, o IBGE mostra que o nosso país tem 5 milhões de habitantes a menos, 190,732.694 habitantes. No que diz respeito principalmente ao caso da grande São Paulo, as diferenças são mais gritantes: com os dados do Banco Mundial a cidade tem hoje 18.800.000 de habitantes, enquanto com o IBGE a cidade tem apenas 11.244.369 habitantes. No caso do PIB, ou o ganho total de nosso país, o Brasil possui hoje uma reserva de US$ 1,6 trilhão em riquezas produzidas, enquanto o IBGE mostra que hoje temos em valor de riquezas produzidas 3,1 trilhões nos caixas do governo. Resultado: fica difícil saber quem é que está com a razão no que diz respeito aos dados oficiais em nosso país, o Banco Mundial ou o IBGE, que no caso tem a responsabilidade pelo censo demográfico realizado a cada 10 anos por todo o território nacional. Outro dado que mostra a diferença de um resultado para o outro é o número de trabalhadores com carteira assinada. De acordo com o Banco Mundial, são 99,9 milhões; com o IBGE são hoje 101.110.000. 

Mauro Alexandre Pereira de Almeida perer80@globo.com
São Paulo

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REIVINDICAÇÕES DAS SANTAS CASAS

As mais de 2 mil Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, responsáveis por mais de 50% de atendimentos do SUS, necessitam ajustes de 100% nos 100 principais atendimentos (total de 4600), como por exemplo,nos atuais Raio X (R$6,88), eletrocardiograma (R$ 5,15), e até o momento o governo federal não deu resposta alguma a essas reivindicações, pois está mais preocupado com a Copa e Olimpíada. Em 2012 o déficit dessas entidades hospitalares foi de R$ 5 bilhões (igual a 2011), e haverá um colapso no atendimento às camadas mais pobres da população (13/4,A3). E pensar que em nov. 2009, o ex-presidente Lula afirmou em Olinda (PE) que o SUS era uma maravilha, e até recomendou ao presidente norte-americano, Barack Obama, para implantar esse sistema nos EUA. Muy amigo!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com
Campinas 

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DROGAS
 
A campanha pela descriminalização do uso de drogas ganhou o apoio de sete ex-ministros da Justiça, que entregaram ao Supremo Tribunal Federal um manifesto defendendo que não se pode punir comportamentos praticados na intimidade que “não prejudiquem terceiros”. O documento é assinado por Nelson Jobim, José Carlos Dias, Miguel Reale Júnior, Aloysio Nunes Filho e José Gregori (que estiveram à frente da pasta durante o governo Fernando Henrique Cardoso).  Pronto, não precisa explicar mais nada. Gostaria só que eles perguntassem aos pais se eles concordam, mesmo sabendo que o próximo passo é o crack e a cocaína.  Em tempo: Até tu, Reale?
 
Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br 
Guarulhos

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DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS

Atualmente a lei Lei 11.343/2006, no Art. 28, destaca que: “Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I - advertência sobre os efeitos das drogas; II - prestação de serviços à comunidade; III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo”. O consumidor de drogas para uso não terapêuticos já não são penalizados. Em relação aos cursos educativos, questiono, são ações para desintoxicação das drogas? O Estado cumpre com seu dever de promover incentivo oferecendo vagas para desintoxicação aos usuários de drogas? É preciso também pensar em outra questão: o narcotráfico. Se alguém quer adquirir droga ele deve procurar ao traficante, patrocina o crime, a aquisição de armas, o narcotráfico alista menores para servirem de “olheiros”. Não podemos também concordar com a liberação das drogas sem que haja a execução de uma política pública de controle do consumo, enfrentamento ao narcotráfico e de promoção à reabilitação ao usuário. Somente assim, conseguiremos amenizar as consequências desta guerra civil não declarada.

Wesley Machado Fucciolo weslleymachado@hotmail.com 
Bauru

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VOTO DE CONFIANÇA

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, assinou um negócio superfaturado na compra da futura sede da entidade no Rio, é o que dizem as “más línguas” e a mídia em geral. Trata-se de um prédio com salas comercias numa área de 6.642,83 m², na Barra da Tijuca (bairro nobre da zona oeste da cidade), cujo imóvel custou a “bagatela” de R$ 70 milhões, tino comercial é a$$im. Só que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desembolsou apenas R$ 39 milhões, acreditem! O restante deve ter dado do seu próprio bolso ou já havia colocado no seu bol$o. Como o seu mandato terminará em 2015, pede um voto de confiança aos presidentes das federações estaduais, será que vão concordar? Com i$$o terá tempo para conseguir aulas teóricas com o seu grande amigo Maluf, para que uma solução não chegue nunca, afinal somos todos seres vivos e sabemos que ninguém fica para semente, a Justiça é lenta, o que dá tempo para ir enrolando, enrolando... Se a seleção brasileira ganhar a Copa/2014, até pode cair no esquecimento, vai ter que torcer muito, não é mesmo? Mas que injustiça! 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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MARIN FICA

Parodiando Zagallo, o time das vestais grávidas vai ter que engolir José Maria Marin na presidência da CBF até depois da Copa do Mundo. Sugiro que os desapontados coloquem a viola no saco e parem de amolar quem realmente trabalha pelo sucesso do futebol brasileiro. 
 
Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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CADEIRAS CATIVAS DO MARACANÃ

No Brasil não vale o que está escrito: o que foi combinado pode mudar conforme o interesse do momento. Isso é o que está acontecendo com quem comprou cadeiras cativas no Maracanã em 1950 e, agora, vê o seu direito de usufruir algo que é de sua propriedade sendo espoliado pelo governo do Rio de Janeiro, que acertou indevidamente com a Fifa a cessão integral do estádio para os jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, sem levar em conta que parte do mesmo não lhe pertencia. Ou as cadeiras não eram cativas e quem comprou foi enganado pelo Estado, quando as vendeu como tal, ou eram e, enquanto existir o estádio, elas são de uso exclusivo de seus proprietários. Não seria muito mais racional e justo que o governo do Rio de Janeiro, para evitar esse problema que vai chegar ao Judiciário, tivesse comprado da Fifa os ingressos dessas cadeiras e dado aos proprietários das mesmas?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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ABSURDO NO ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA

O custo do estádio teve um acréscimo de R$ 500 milhões. A explicação foi dada com a maior cara de pau . Não estavam na previsão original as cadeiras (todo mundo iria assistir os jogos em pé) e o gramado (afinal o nível dos jogos é tão baixo que o gramado seria dispensável). O majestoso estádio terá capacidade para 71 mil pessoas. É claro que ninguém pensou que os últimos 57 jogos no Mané Garrincha tiveram uma média de 835 assistentes. O último “clássico” entre os times de Legião e Luziânia teve 18 testemunhas e uma receita de R$ 135,00. Como os times de Brasília estão na terceira divisão do nacional, o retorno do investimento certamente será no dia de São Nunca.
 
Achille Aprea newplay1@terra.com.br 
Vitoria

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