Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

23 Abril 2013 | 02h03

Linguagem cifrada

Em "dilmês castiço", na fenomenal definição do Estadão para a linguagem cifrada da presidente (21/4, A3), o recado é o seguinte: "A inflação voltou para ficar, nós a trouxemos de volta e não estamos nem aí". O que importa é garantir a reeleição. Diante desse misto de ignorância, prepotência, incompetência e arrogância em meio a um festival de tropeços verbais, o que se há de esperar de bom?

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

'Dilmês castiço'

A presidente Dilma não pode sair de casa sem o manual de instruções, ou discursos prontos, de seu conselheiro (e quase ministro) particular, sr. João Santana. Sem essas providências fica difícil concatenar ideias, vírgulas e concordâncias, de improviso.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Ora, como pode uma pessoa concatenar ideias, vírgulas e concordâncias, se ao assumir o mais alto posto da República se autoplocramou a presidenta do País?

MIGUEL RIBEIRO DA SILVA

mrsierra@ig.com.br

Jandira

A presidente e o vernáculo

Não parece dificuldade para expressar suas ideias o que tem dito nossa presidente, pois se trata mesmo de um processo mental confuso, com sintomas de ignorância e de desconexão com os acontecimentos do passado e do presente. De seus últimos pronunciamentos, somente um está correto: aquele em que afirmou que "a inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo" (feito dia 16/4). Acordem, brasileiros eleitores!

CARLOS ROLIM AFFONSO

profrolim@globo.com

São Paulo

MENSALÃO

Em números

Ontem o STF divulgou as 8.405 páginas com a íntegra dos votos dos ministros e uma síntese nas 53 seções de julgamento que condenou 25 réus. Têm os advogados dos condenados dez dias para questionar omissões (declaratórios) ou abrandamento (nos infringentes para os que obtiveram quatro votos favoráveis), desde que os ministros os entendam como plausíveis, coisa rara. A primeira suposição é que isso não muda nada em sentença alguma, mas os advogados estão na deles, justificando o alto valor que estão recebendo (são os mais caros das mais famosas bancas do Brasil). A única questão possível de algum abrandamento é a da formação de quadrilha. Quando voltar aos ministros o direito de agir sobre tais questões, eles o farão com a maior celeridade possível, pois é questão fechada a rapidez no desfecho dessa Ação Penal 470. E será!

JOSÉ REGINALDO M. DE SOUZA

ali.matias@ig.com.br

Jundiaí

Empate no Supremo

As condenações por formação de quadrilha (6 a 4) e de perda de mandato dos deputados (5 a 4) poderão ser revertidas caso haja empate (5 a 5) no julgamento dos embargos infringentes, pois não haverá nomeação do 11.º ministro a tempo de evitar tal situação esdrúxula, envolvendo os três Poderes: o Executivo não indica, o Legislativo não aprova e o Judiciário não julga por maioria absoluta pois o tribunal pleno não está completo.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Condenados

Como trabalhador e contribuinte escorchado pela exorbitante carga tributária, exijo que os deputados condenados pelo STF percam de imediato o mandato e todos devolvam com juros, correção e multa o que roubaram.

MAURILIO PEREIRA

mauriliopereira@uol.com.br

São Paulo

GREVE DOS PROFESSORES

Os desafios do magistério

Mais uma vez os professores paulistas saíram às ruas para reivindicar seus direitos, clamar por justiça e mostrar à sociedade a situação de calamidade a que chegaram. No estado de crise que vivemos, quando a carência da educação parece ser a responsável por tantos desajustes, sobretudo de crianças e jovens, os protestos dos mestres provam, com evidência, o descaso das autoridades públicas no que concerne a essa área, pela falta de sensibilidade no trato com o magistério, pelas condições aviltantes das escolas e, é claro, pela remuneração incompatível e comumente desajustada. A tradição do ensino em São Paulo lembra, com saudades, o apogeu da escola pública, quando a comunidade escolar era responsável pelas grandes efemérides, pelo brilhantismo das festas cívicas, pelo entrosamento de toda a comunidade no exercício da cidadania. Bons tempos, quando trabalhar no magistério era compensador e atraente. Hoje os próprios professores licenciados procuram outras atividades, deixando carente um ensino já de si enfraquecido. É preciso repensar a educação! E reconsiderar a situação do professor, valorizá-lo, premiá-lo com justiça e dignidade.

RUTH DE SOUZA HELLMEISTER

rutellme@terra.com.br

São Paulo

E os alunos?

Afinal, quanto ganha um professor? Somando todas as facilidades - faltas excessivas sem desconto, em aulas e dias em que não se trabalha, aulas mal preparadas, abandono de alunos... Na rede pública não há necessidade de mostrar resultados, pois muitos estudantes entram nas faculdades pelo sistema de cotas. Professores, é um desrespeito a todos os trabalhadores que dão duro no seu dia a dia. Todos trabalham muito, até para complementarem a educação de seus filhos. Salário é muito importante, sem dúvida, assim como instalações, segurança, conteúdo. Salário justo é imprescindível, não só para os professores, como também para o restante da sociedade. A educação é importante demais para atitudes quase sempre políticas. E os alunos?

RENATA OLIVA

renataoliva54@uol.com.br

São Paulo

Reajustes de salário

Mesmo após o governador Geraldo Alckmin anunciar a ampliação do reajuste salarial de 6% para 8,1%, para compensar a inflação do ano passado, os professores da rede estadual decidiram entrar em greve. Na minha opinião, os funcionários públicos federais deveriam aderir, pois tiveram apenas reajuste de 5%, inferior ao índice da inflação. Se o governador de São Paulo (PSDB) pode dar reajuste a funcionários públicos estaduais de 8,1% ou mais, a "presidenta" Dilma (PT) também pode conceder esse mesmo índice aos funcionários públicos federais... Cadê o sindicato dos servidores federais?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

PARAGUAI

Horacio Cartes, do Partido Colorado, acusado de envolvimento pesado com o narcotráfico, lavagem de dinheiro e contrabando de cigarros, acaba de ser eleito o novo presidente do Paraguai. Triste sina da América Lat(r)ina.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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O BRASIL E A ELEIÇÃO PARAGUAIA

O Paraguai elegeu novo presidente. A mudança dá oportunidade para o Brasil tentar resolver os graves problemas que temos com a nação guarani. O principal deles, sem qualquer dúvida, é o contrabando que se faz a partir da zona de livre comércio de Puerto Stroessner rumo ao território brasileiro. Estima-se que, de cada 13 cigarros fumados no Brasil, um venha do contrabando paraguaio. E, de quebra, ainda há o criminoso tráfico de drogas e armas, que muitas vezes absorve, como pagamento, os veículos roubados no Brasil. Não podemos nos esquecer dos "brasiguaios", duramente perseguidos por invasores que os últimos governos paraguaios têm apoiado. O ideal continental é de sustentabilidade e liberdade de fronteiras como, depois de muito tempo, acabou ocorrendo na Europa. Mas os interesses unilaterais existentes em nosso continente não têm permitido avançar nesse sentido. O que ainda temos, infelizmente, são fronteiras burocratizadas que causam problemas. Dilma e sua equipe fariam muito pela segurança pública, pela economia brasileira e pela paz na região se conseguissem estabelecer um novo pacto com o Paraguai. Os problemas existem e vêm se acumulando há décadas. O momento de transição no vizinho país pode ser a oportunidade para uma grande negociação que, preferencialmente, atenda aos interesses dos dois lados da fronteira.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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IRONIA À PARTE

Segundo noticiário, o Paraguai elege presidente acusado de contrabando. Cá entre nós, deve ser muito triste viver num país assim. Espero ter sido suficientemente irônico.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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PRESIDENTES NA AMÉRICA LATINA

Vamos muito bem de presidentes na América Latina. A verificar os currículos cada, um supera o outro e, pelo visto, quanto mais a ficha é suja, mais chances têm de comandar um país. Como se não bastasse um cocaleiro na Bolívia, Evo Morales foi ajudado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que o incitou a nacionalizar as instalações da Petrobrás no país; o maior contrabandista de cigarros para o Brasil acaba de ser eleito presidente do Paraguai, um recém-falecido presidente da Venezuela, autoritário e ditador, que também foi preso por uma tentativa fracassada de aplicar um golpe de Estado contra o presidente Rafael Caldera, implantou uma política assistencialista para eliminar pobreza, doenças, analfabetismo, desnutrição e outros problemas sociais no país, destruiu a Venezuela de tal modo que Nicolás Maduro, ao assumir a presidência depois de uma eleição um tanto quanto polêmica, pediu ajuda do Brasil para a sua esfarrapada Venezuela. Dilma esteve lá e certamente vai estender a mão ao país que deve ao BNDES, não pagou e tanto fez para colocar Chávez no Mercosul. Dilma Rousseff, uma guerrilheira que foi presa pelo crime de subversão e dona de inúmeros codinomes (Estela, Wanda, Luiza, Marina e Maria Lúcia), hoje é presidente do Brasil. Culpado de tudo isso? Os eleitores, presas fáceis de governos autoritários e populistas.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VAMOS 'BIEN'!

No Paraguai, Fernando Lugo se notabilizava por incentivar invasões nas propriedades dos "brasiguaios" com vista grossa, aqui, do governo petista. Defenestrado por impeachment, temos agora um novo presidente, acusado, todavia, de ser o chefão do contrabando de cigarros. Na vizinha Bolívia, já há tempos manda um presidente cocaleiro que nacionaliza carros roubados no Brasil e expropria plantas da Petrobrás, mas é amigo de sua colega brasileira. No Uruguai, vê-se um tupamaro que "paga de pobre" e quer liberar a todo custo a maconha e, na Venezuela, um ex-motorista de coletivo acusado de todo tipo de fraude, tanto na questão da doença e posterior falecimento de seu mentor, Chávez, quanto nos trabalhos relativos ao pleito há pouco realizado, pródigo em maracutaias. No Brasil temos uma presidente integrante de grupo terrorista dos anos 1960 e, na Argentina, segue dando as cartas a viúva do peronismo que quer silenciar o Judiciário e acabar definitivamente com a liberdade de imprensa. Vai bem a América Latina...

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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PERIGO SUL-AMERICANO

Quantas guerras, quantas revoluções quantas insurreições foram necessárias para que a América Latina conquistasse a sua hegemonia política e a sua estabilidade democrática? Quantos tiranos trocaram os seus governos tirânicos pelo sangue de tantos heróis? Atualmente, a América Latina corre sério perigo com a sofrível safra de governantes cujos governos de raízes esquerdopatas comunistas conquistam as massas ignaras pela demagógica política de assistencialismo, em que só o poder é levado em conta, não importando a posição do país no ranking das nações mais desenvolvidas. No Brasil, o País está sem bússola, sem timoneiro e com uma tripulação de aprendizes de grumetes. Na Venezuela ainda reina Hugo Chávez, por eleição apertada de seu poste e marionete, Maduro. Pior acontece no Brasil e no Paraguai. Aqui, uma ex-terrorista da VAL-Palmares é eleita pela força popularesca de Lula, e gostou tanto das mordomias do trono que disputará um segundo mandato, a exemplo de seu guru. No Paraguai, foi eleito o multimilionário Horácio Cartes, acusado de envolvimento com o narcotráfico, lavagem de dinheiro e de ser o maior contrabandista de cigarros para o Brasil. Com a vitória de Cartes, o Partido Colorado voltou ao poder. Na Argentina, a "velha" da dinastia K, na Bolívia, o cocaleiro Morales. Gente que deslustra os méritos de Simon Bolívar e San Martim. Quando a democracia cambaleia, Tio Sam sempre sai em seu socorro.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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AFINAL, O QUE É ESTA UNASUL?

A União das Nações Sul-Americanas (Unasul), entidade sinistra que se diz guardiã dos interesses democráticos dos seus membros, exibe comportamentos altamente discricionários, correndo o risco de esvaziamento no curto prazo. As eleições venezuelanas, vencidas por margem insignificante de votos pelo pelego espiritual de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, demonstrou inequivocamente que a sociedade daquele país começou a despertar do pesadelo bolivariano (pobre Bolívar!) imposto pelo finado, porém vigilante, líder. A magra diferença gerou protestos pela desconfiança de fraude, perfeitamente plausível, levando multidões às ruas, com movimentações reprimidas violentamente, inclusive com vítimas fatais. Notou-se um açodamento por parte dos "unasulistas", Brasil histericamente abrindo o bloco, com convocação de reunião de emergência, no sentido de reconhecer o resultado, sob alegação do princípio de não intervenção em assuntos internos dos países signatários. As ações do órgão continental em relação ao Paraguai, no entanto, ao expulsá-lo de seus quadros e do Mercosul, por atitude interna, constitucional e legal assumida pelo seu Parlamento, ao destituir o bispo bufão Fernando Lugo da Presidência, explicitam de forma vergonhosa o conteúdo sonso daquele princípio. Como o resultado das eleições paraguaias realizadas recentemente não deixam margem a dúvidas, a tendência é o reconhecimento imediato, com a ressalva de que o país deverá submeter-se a um verdadeiro vestibular a ser realizado até a formalização da posse do presidente eleito, antes de ser readmitido, caso aprovado, no Mercosul. Afinal, o que é esta Unasul? que tipo de política externa é a do Brasil sob o PT que sempre está do lado errado, conspirando, em nome de ideologias estranhas, contra seus próprios interesses? Por que não age com o mesmo alarde para libertar os brasileiros presos há mais de dois meses, sem provas, na Bolívia do "cumpanheiro" Evo Morales?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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TRAJETÓRIA DECADENTE

Terminada a votação, apurou-se que a vitória de Horácio Cartes, um indivíduo muito suspeito de atividades ilícitas, deu ao Paraguai uma nova visão de país democrático e legalmente constituído, ao contrário da visão da esquerda sul-americana. E com isso essa esquerda sai diminuída e o decadente Mercosul, dividido ideologicamente, mas substituído politicamente pela Unasul. A esquerda paraguaia passou a ser a 3.ª força no Congresso, melhorando sua posição após Fernando Lugo ter sido legalmente "defenestrado" do poder. Uma nova era se inicia no país, certamente mais independente do governo populista do Brasil, que terá como prejuízo o justo aumento do custo da energia que pagamos ao nosso vizinho, equiparando-o aos preços praticados por aqui. Com essa nova situação, a esquerda sul-americana prossegue em sua descendente trajetória, de cujos próximos capítulos serão a deterioração do chavismo na Venezuela e do peronismo de Cristina Kirchner na Argentina. Aos poucos esses países sentirão as vantagens do liberalismo democrático de países como Peru, Chile e, principalmente, na América do Norte, o México, futuro líder latino-americano.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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COMÉRCIO UNILATERAL

Vai melhorar e muito o comércio "unilateral" de cigarros para o Brasil vindos do Paraguai pela Ponte da Amizade e adjacências. A partir de agora, pelo fato de Horácio Cartes ter sido eleito presidente do país e por ele ser considerado, além de tudo o que já sabemos, o maior contrabandista de cigarros para o Brasil.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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'CANALHA INTELECTUAL'

"Canalha intelectual" foi a interpretação do jornal "ABC Color", do Paraguai, às palavras do ministro brasileiro Antônio Patriota ao contestar como enganosas, infames e profundamente hipócritas, segundo o ministro, as críticas à legitimidade da apuração e eleição do sr. Nicolás Maduro à Presidência da Venezuela. Alguma verdade há de ter, diante da diretriz esquerdizante da nossa política externa, em tudo apoiar, estando sempre ao lado de Cuba, Argentina, Bolívia, Equador e a própria Venezuela, e ao contrário daqueles como o Paraguai, quando defenestrou da Presidência o sr. Fernando Lugo, no mais absoluto atendimento aos preceitos constitucionais daquele país.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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UM AGRADO DE PATRIOTA

"Um canalha intelectual" foi o que a imprensa paraguaia atribuiu ao nosso ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, tudo em razão das suas declarações sobre as recentes eleições na Venezuela, reconhecendo e exaltando a vitória de Nicolás Maduro. Vitória esta que ainda é discutível em razão das evidentes e graves irregularidades ocorridas, devido a possíveis "fraudes" nas conhecidas urnas eletrônicas. Inclusive comentam e ainda complementam: "Desgraciadamente, la hipocresia es un elemento indisoluble". Pelo visto, o ministro Patriota deve ter falado para agradar a nossa presidente e os "históricos" petistas, além dos governantes dos países vizinhos, Argentina, Bolívia, Cuba e outros. O que justificou o comparecimento da dona Dilma na posse do recém-eleito presidente da Venezuela, herdeiro do "muy amigo" morto Chávez. Precisava?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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ANACOLUTOS DE DILMA

O editorial "Dilmês castiço" (21/4, A3) pode ser colocado, sem sombra de dúvidas, entre os melhores e mais lúcidos publicados pelo "Estadão" nos últimos anos. Sintetiza o que milhões de brasileiros acabam se perguntando, diante da paralisia administrativa que acomete esse governo: a senhora Dilma Rousseff, que ascendeu à política após ter levado à falência uma lojinha de R$ 1,99 e não consegue nem mesmo se comunicar de forma clara sobre os problemas mais importantes que atingem nossa sociedade, tem capacidade para conduzir bem o País? Até agora, demonstrou cabalmente que a resposta à questão é um sonoro "não". A criminalidade segue prosperando, a economia não produz e ainda testemunhamos a volta da inflação, controlada, à custa de muito trabalho, pelo governo FHC e não pelos petistas, como bem lembra o editorial. E, de quebra, ainda temos de aturar os anacolutos patéticos da presidente...

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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FALA CONFUSA

O Brasil desta quase completa década nos brindou com dois tipos de presidentes da República, com diferenças de sexo, currículo e origem, porém com algumas semelhanças em suas maneiras de comunicação. O primeiro, Lula, pouco letrado, era boquirroto e ilusório. A segunda e atual presidente, possuidora de diploma de terceiro grau, também é ilusória, tem um linguajar confuso muito próprio, o "Dilmês castiço", que usa quando fala de improviso, longe de seu orientador marqueteiro e de seu monitor eletrônico. Ambos se livram rapidamente dos embaraços, pondo a culpa na imprensa ou nos repórteres que distorcem suas falas, na oposição negativista ou mesmo nas elites que detestam os pobres. Se suas falas distorcem seus "verdadeiros" objetivos, fica difícil o entendimento para o público pagante.

Leila E. Leitão

São Paulo

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SEM COMEÇO, MEIO E FIM

Finalmente alguém tem coragem de discutir as falas incompreensíveis da nossa presidente (21/4, A3). É muito constrangedor sabermos que quem nos governa não tem a capacidade de concatenar ideias coerentes e as transmitir satisfatoriamente. Não se trata do dom da tribuna que o seu antecessor tem. Mesmo falando asneiras, se sai, na maioria das vezes, bem. Trata-se de objetividade e competência.

Essa dificuldade em coordenar ideias se transforma numa total incapacidade de governar, dirigir pessoas e negócios. O pior exemplo é o da grande "conquista de seu governo e do de Lula: a inflação", dito por ela. Dizer uma coisa quando se quer dizer exatamente o oposto denota a falta de capacidade de coordenar. O estado das coisas no País denuncia isso: a falta de infraestrutura crônica cada vez mais afundando mais as nossas empresas, vide as desistências de importadores chineses de soja. A falácia dos programas implantados por ela ou por seu antecessor: o Minha Casa, Minha Vida, que, além de não entregar a contento as moradias, ainda mostra as que foram entregues com rachaduras e defeitos. A falta de segurança, que assola vários Estados, principalmente aqueles comandados por petistas. Um imenso ministério que não mostra atividades efetivas e que só serve para manter ou angariar votos. Há total falta de lógica em suas promessas: há pouco disse que iria construir 800 aeroportos. Se conseguisse melhorar os já existentes já seria muito. E as 6 mil creches prometidas em campanha? Espera-se que a população consiga entender que a imagem de grande gerente criada pelos marqueteiros já se desmanchou há tempos. E que suas realizações são semelhantes à sua fala: não têm nem começo, nem meio, nem fim.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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PROMESSAS, APENAS

Mais graves do que eventuais "deslizes" de nossa presidenta, como quando afirmou ser o meio ambiente uma ameaça ao desenvolvimento sustentável para o nosso planeta e para o nosso país, ou quando profere frases ininteligíveis, como apontado no editorial que trata do "Dilmês castiço", são as promessas que ela sabe que não poderão ser cumpridas. Recentemente ela afirmou que pretende dobrar a renda per capita dos brasileiros numa década. Para tanto, seria necessário que o crescimento do PIB seja da ordem de 7% ao ano, fato de que não se tem notícia na nossa história recente, exceto num ano em que houve um crescimento de 7,5%, que sucedeu a um ano de decréscimo do PIB. Ao traçar essa meta para si e ao delegar o restante aos sucessores, Dilma ignorou nossas performances recentes, além de assumir um crescimento populacional nulo. Será que ela contou com a inflação e pensou que essa proeza se realizaria a preços correntes?

Alexandru Solomon alex191243@gmail.com

São Paulo

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DISCURSO E GOVERNO

Parabéns pelo editorial "Dilmês castiço" (21/4, A3). Há quem afirme, e eu concordo, que a palavra é a ferramenta do pensamento. Quem fala mal raciocina mal. Quem não tem discurso articulado não tem raciocínio lógico. Quem não se faz entender por terceiros não entende a si mesmo. A presidente, que conhece o nível educacional do País, deve achar que 100% da população tem o nível cultural dos 80% que aprovam seu governo e, portanto, seu discurso. Ter ou não ter sentido tanto faz, já que num país de semianalfabetos ninguém entende o que lê ou o que ouve. Tudo isso é melancólico, mas ter uma derigentA do mesmo nível cultural de seus eleitores é, para dizer o mínimo, constrangedor.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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'DILMÊS CASTIÇO'

Pela primeira vez na grande imprensa confirmou-se o que todos os que mantêm boa percepção e não seguem seitas no poder já sabiam: a governanta está nua!

José Carlos Falcão de Andrade jcfalcao@icloud.com

Águas de São Pedro

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DILMA ROUSSEFF

Aos poucos o poste vai mostrando o que de fato é: no máximo, uma terrorista que vivia nas sombras da cumpanheirada.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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LULA E ROSEMARY

Uma revista semanal traz mais uma reportagem sobre mais um escândalo relacionado a Lula da Silva. Trata-se dos detalhes da investigação sobre Rosemary, a "amiga íntima" do ex-presidente. O inquérito da Polícia Federal completa quase cinco meses, sem conclusão. Os fatos alencados no tal relatório são baixos demais, sórdidos demais, ilegais demais. Ninguém estranha a demora na conclusão da peça investigatória, pois nos acostumamos a constatar que as investigações relacionadas a Lula e aos figurões do PT dificilmente avançam. Lula é inimputável e Dilma, sua herdeira, também o é. Os governos do PT modificaram de forma gradual nossa visão da corrupção. Hoje, todos os brasileiros consideram que ser corrupto é uma das atribuições do governante, uma parte do jogo que temos de aceitar. Aceitamos que Lula, Dilma, Palocci, Pimentel, Erenice, Rosemary, Vaccarezza e tantos outros façam e aconteçam, sem serem responsabilizados. Os seus aliados tampouco são chamados a responder por seus "erros". Nem Renan Calheiros, nem Maluf, nem Romero Jucá, nem Luppi ou Sarney, nenhum deles ou de seus colegas aliados do PT respondem por coisa alguma. De nada adiantaram as marchas contra a corrupção, as passeatas dos "cansados", os "Fora Renan". O povo concluiu que não é nem será ouvido ou notado, e simplesmente desistiu de lutar sozinho. Concluiu que é assim que os formadores de opinião, os poderosos, os que mandam, querem o Brasil e não há ninguém, nem nada, a poder mudar isso. Tudo nos leva a crer que não ocorreu nada disso por acidente de percurso, mas que a ideia era esta mesma, a de nos levar à paralisia, à impotência e, finalmente, à indiferença. Foi e é uma atitude deliberada. É, portanto, natural que sejam, novamente, de indiferença e descrença os sentimentos diante do que seria, em qualquer outro país, motivo de grande escândalo e manchete de primeira página dos jornais por meses a fio, mas que, no Brasil, não passa de mais uma notícia banal. Mentiras, desvios de dinheiro público, uso da máquina em proveito próprio, golpes, roubos, tudo "faz parte". Habituamo-nos a ver a Polícia Federal demorar um tempo enorme em inquéritos para chegar a lugar nenhum, o Ministério Público calado a oposição "pedindo explicações" (como se bastasse!), sem receber nenhuma nem reagir ao silêncio, a termos ignorados nossos protestos nas ruas, a vermos escândalo após escândalo sumindo ligeiro das páginas dos jornais. Se hoje o Brasil é tido e havido como o "país da impunidade" e o "Reino da Corrupção", não é resultado do acaso, mas de escolha feita. Em algum momento, por algum motivo, essas "qualificações" nada honrosas passaram a ser irrelevantes, diante das vantagens da corrupção, da desonestidade, da impunidade. Rosemary? Lula? Ora, deixem disso! De onde se pensa que vai sair alguma coisa é que não sairá coisa nenhuma mesmo. Como dizem os jovens, para Lula e sua turma, "não dá nada"!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ROSE REAPARECE

Na recente viagem de Dilma Rousseff a Roma para participar da missa inaugural do papa Francisco, ela optou por hospedar-se no Hotel Westin Excelsior, situado na Via Veneto, ao invés de ficar na Embaixada do Brasil, no Palazzo Panphili, na Piazza

Navona. Vai ver que Dilma não quis dormir na mesma cama em que dormiu Rose Noronha, a amiga íntima do ex-presidente. A cada dia que passa o caso abafado deixa escapar novas revelações sobre a farra sem limites em que nos encontramos hoje em nosso país. Vergonhoso!

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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TOMARA QUE NÃO, ROSE

Por que será que a arrogância e a grosseria no trato com subalternos parecem fazer parte do pacote de enriquecimento rápido e ilícito daqueles que gravitam parasitariamente ao redor de certos políticos? E, na mesma medida, lucram estes com benesses ao aplicar a arte do salamaleque aos poderosos. Assim viveu tranquila por um bom tempo Rose, a tal amiga íntima de Lula. Rose, pode ser que "alguém", para salvar a si mesmo, acabe te ajudando nesta hora de consumição. Mas tomara que não! Tomara que não!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SINDICÂNCIA NA PRESIDÊNCIA

Rosemary Noronha é o "Ipiranga" do Lula. Ele, "nauçabendo", é só perguntar prá ela...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MASSACRE NO CARANDIRU

Policiais militares foram condenados a 156 anos de prisão cada por massacre do Carandiru. Nesse tempo de tantas atrocidades, a quem interessa fazer esse tipo de julgamento?

Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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ENTENDEU?

Os condenados pelo massacre do Carandiru foram condenados a 156 anos, não podem permanecer mais de 30 anos e devem sair em 5 anos da cadeia. Entendeu?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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FACULDADE DO CRIME

Os 111 presos condenados (assassinos, ladrões, quadrilheiros, sequestradores, etc.), que há 20 anos foram mortos pelos policiais militares (PMs) na invasão do Carandiru, estão sendo julgados pelo tribunal de "Justiça", e 23 PMs foram condenados à prisão, e evidentemente que muitos outros também o serão. Em rebeliões, os presos normalmente usam pessoas como reféns, quebram e ateiam fogo em tudo, etc., e, encerradas as negociações, a invasão é o último recurso, quando tudo pode acontecer. Enfim, PMs bons e ruins caminhão juntos, como em toda profissão, mas neste caso, sou a favor de todos os PMs, eles não mataram nenhum anjinho! Ou mataram? Bandido neste país tem muitos direitos, entre os quais, salário reclusão. Reflexão: prisão neste país não ressocializa ninguém, lá é a faculdade do crime.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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OS CONDENADOS DO CARANDIRU

Sei não, mas queria ver como reagiriam cada um desses que condenam, em face da mesma situação. Hoje julgam, mas, e se estivessem na pele daqueles policiais e tivessem de sair "pro pau", como se diz na gíria, para dominar criminosos como era quem estava lá? Pensam que é fácil?

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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NÃO FAÇAM NADA

Após a condenação dos policiais envolvido no massacre do Carandiru, aconselho que na próxima rebelião os policiais não façam nada: apenas chamem a família dos presos, padres e pastores, representantes dos Direitos Humanos e peçam a eles para entrarem no estabelecimento prisional e acalmarem os ânimos de seus parentes e protegidos. E, se houver algum morto no local, ninguém será responsabilizado, pois morreu pelas mãos de algum "anjinho". Falar em uso excessivo de força naquele barril de pólvoras é pura demagogia.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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COBERTURA

Por que os jornalistas não se põem no lugar dos policiais que tiveram a missão de abafar a rebelião dos presos?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO DOS SUBORDINADOS

Está coberta de razão a Anistia Internacional ao afirmar que os principais causadores do massacre do Carandiru não foram punidos e, como sempre, as punições recaíram sobre os que cumpriram ordens. Isso não isenta o contingente de policiais de culpa, primeiro porque não se cumpre ordem manifestamente ilegal (fato jamais visto, porém, nas organizações militares e policiais) e segundo porquanto os excessos ficaram por conta dos invasores. Isentar de pena, todavia, as autoridades que ordenaram o procedimento é considerar que houve efeito sem causa, o que contraria as regras mais básicas de física, desde as primeiras especulações dos gregos.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Os srs. Michel Temer e Gilberto Carvalho, assim como Dom Raymundo Damasceno, arcebispo presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pronunciaram-se contra a redução da maioridade penal para 16 anos, a fim de que os menores nessa faixa etária que cometessem assassinatos fossem para a cadeia. Em contrapartida, o (des)governo petralha, por meio do Ministério da Saúde, está reduzindo de 21 anos para 18 anos a idade mínima para que um transexual possa fazer cirurgia de mudança de sexo na rede pública e de 18 anos para 16 anos a idade para início do tratamento hormonal e psicológico. Ou seja, gastar dinheiro arrecadado com o pagamento dos nossos impostos para mudar de sexo pode, reduzir a idade, para colocar assassinos na cadeia defendendo quem paga os impostos não? Este é o país em que vivemos, infelizmente!

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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NÃO DÁ PARA ENTENDER

O Ministério da Saúde vai reduzir de 21 anos para 18 anos a idade mínima para que um transexual possa fazer cirurgia de mudança de sexo na rede pública e de 18 anos para 16 a idade para início do tratamento hormonal e psicológico. A rede pública também passará a pagar a operação de troca de sexo feminino para masculino. Que vergonha, senhor ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o senhor está sem moral mesmo. Lá na saúde eles conseguiram reduzir a maioridade, agora um adolescente de 16 anos, além de votar, tem legalmente a autoridade para decidir se quer deixar de ser homem (ou mulher) e na sua pasta eles têm autoridade até para matar e saírem impunes. Já pensou em tocar neste assunto com sua família? Ou ainda está preocupado com os 12 de Oruro?

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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NOVOS TEMPOS

Diz o ditado popular: "O pior cego é aquele que não quer ver". Vivemos novos tempos e, no contexto atual da sociedade brasileira, parece ser cegueira ideológica não admitir a necessidade de internar compulsoriamente viciados em crack que vagam pelas cidades ou contestar a redução da maioridade penal. É certo que tudo será decidido pela via democrática, no entanto, até lá o crack destruirá muitas pessoas e "os menores infratores" continuarão sem ter piedade em ceifar a vida de cidadãos inocentes.

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

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ILÓGICO

As lógicas do governo são para deixar qualquer mortal ensandecido. Um jovem de apenas 18 anos poderá, de agora em diante, decidir por fazer cirurgia radical de mudança de sexo ("Estadão", 22/4, A13), mesmo sem ter consciência do que será passar o resto da vida sem sentir orgasmo ou prazer sexual. Já uma mulher da mesma idade, com dois filhos, que queira fazer cirurgia radical para não engravidar não pode, porque o Estado acha que ela não tem maturidade para decidir isso antes dos 30 anos! Fora que, para achar lugar no SUS para cirurgia de mudança de sexo, provavelmente deixarão para depois a cirurgia de câncer de próstata em homens com risco de vida. Podem diminuir idade para cirurgia radical de mudança de sexo, mas a disponibilidade no SUS continua a mesma e descendo.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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'ESTADÃO' RENOVADO

Desta repaginada do jornal "O Estado de S. Paulo", prometida e cumprida em 22/4, destaco a inclusão do "Metrópole" no primeiro caderno. Como assinante há décadas, e há dez anos morando fora da Capital, o caderno "Cidades" era um compacto prejudicado do "Metrópole". Ou seja, muitas das matérias não faziam parte dele, o que era frustrante. Mesmo porque nós, que residimos no interior de São Paulo, queremos o "Estadão" na íntegra, assim como são privilegiados os assinantes da grande São Paulo, etc. E, mesmo sabendo que somente no próximo fim de semana teremos o total conhecimento desta ousada reformulação editorial, desde já seguem o nosso desejo de sucesso e agradecimento pelo contínuo e obsessivo interesse do Grupo Estado em atender cada dia melhor seus clientes.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NOVO 'ESTADÃO'

Um novo jornal, mais dinâmico e profundo. Parabéns à equipe de "O Estado de S. Paulo" pelo novo projeto gráfico e editorial.

Carlos Henrique Carvalho, presidente executivo da Associação Brasileira das Agências de Comunicação ana.cerqueira@abracom.org.br

São Paulo

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NOVA DIAGRAMAÇÃO

Nosso jornal com novo visual, uau!

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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CADERNO DE ESPORTES

O melhor jornal do País tem de ter também a melhor caderno, ops, edição de esportes. Parabéns à turma do "Estadão".

Eduardo Nuno Ferreira de Sousa eduardonuno@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA OPORTUNA

As mudanças que encontrei no novo formato do "Estadão" foram muito oportunas e felizes. Parabéns!

Nelson Fukuyama nelson@yamaeducacional.com.br

São Paulo

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