Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

29 Abril 2013 | 02h06

INSEGURANÇA PÚBLICA

Guerra civil

Já vivemos em São Paulo, na prática, uma guerra civil, surda, muda e cega. São arrastões, assaltos, latrocínios que rondam e dizimam a sociedade. Os fatos, e não os números e estatísticas (país onde condenados ocupam cadeiras no Parlamento não tem nada oficial confiável), são alarmantes. Assim, de um lado, a sociedade agredida; e, de outro, os beneficiários do Direito Penal permissivo. Quem não tem um filho, neto ou parente que teve um celular roubado?! Creia, uma hora ou outra esse extermínio vai bater à sua porta.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI
fransidoti@gmail.com
São Paulo 

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Que país é esse?

A grande diferença que existia entre as cidades de Cabul, Bagdá, Rio de Janeiro e São Paulo era que as duas primeiras estavam em guerra e eram as mais perigosas do mundo. Demoramos um pouco, mas, graças às leis brandas, à Justiça que é obrigada a soltar assassinos confessos e a todas as quadrilhas armadas com um elemento "de menor" para assumir os crimes, chegamos lá! A diferença é apenas a localização geográfica.

LUIZ RESS ERDEI
gzero@zipmail.com.br
Osasco

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Maioridade penal

A imprensa tem registrado episódios criminais gravíssimos protagonizados por adolescentes. Diante dessa situação, propõe-se a redução da maioridade penal. A ideia alcança apoio popular a partir de um raciocínio falso. Na verdade, a prisão não reduz a criminalidade. Ao contrário, é uma escola do crime: permite o intercâmbio de experiências, aprimora as práticas delituosas. O aumento da população carcerária, longe de constituir prevenção do crime, é instrumento eficaz para seu recrudescimento. Como se pretende, então, incorporar um contingente de crianças e adolescentes a um sistema falido?

JOÃO BAPTISTA HERKENHOFF, magistrado aposentado
jbherkenhoff@uol.com.br
Vitória

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Mexendo no bolso

Não há como negar o aumento assustador dos crimes cometidos por menores, que ultrapassa diariamente os assassinatos em países submetidos a conflitos. No entanto, as autoridades não se movem diante das súplicas dos cidadãos deste país que têm suas famílias desmanteladas pelos agentes criminosos. Se fosse possível aplicar a todo e qualquer político, seja vereador ou presidente da República, a pena de descontar, digamos, uns R$ 1 mil de seus subsídios a cada homicídio ou latrocínio praticado por menores neste país, rapidamente encontrariam uma forma de impedir ou diminuir a matança promovida por menores de idade. Só mexendo no bolso deles é que a coisa funcionaria.

ALBERTO NUNES
albertonunes77@hotmail.com
Itapevi

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Silêncio gritante

O silêncio do secretário de Segurança Pública paulista e seu pedido ao comandante da Polícia Militar e ao delegado-geral da Polícia Civil para se calarem me assustou. Como eles, perdi a voz. Dentista assassinada e queimada viva em São Bernardo do Campo por míseros R$ 30, arrastões diários, prédios residenciais sendo invadidos, e nossas autoridades silenciando, como se nos dissessem: estamos jogando a toalha, nada podemos fazer além de prender, porque, com a Justiça atrelada a leis arcaicas e os direitos humanos sempre protegendo a bandidagem, nossas mãos estão atadas...

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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Justiça?!

Causa indignação saber que o assassino do cartunista Glauco e de seu filho Raoni foi considerado inimputável e deverá estar livre e de volta às ruas em breve. Quem será sua próxima vítima? Também é difícil conceber que o advogado que estrangulou e matou a própria mulher responda ao processo em liberdade. Que Justiça é essa? Não por acaso, os dois assassinos são pessoas de classe média pra cima. Mas se um miserável furtar um simples pacote de biscoitos ou um xampu numa loja, ficará preso por meses. Decisões como essas mostram como o sistema judicial brasileiro é classista, elitista e injusto. Em geral, a Justiça brasileira pune severamente os pobres que cometem delitos leves e é leniente e branda com os infratores ricos que cometem crimes graves. A presunção de inocência é um princípio que deveria valer para todos, e não apenas para quem tem boa condição econômica, como ocorre neste injusto Brasil.

RENATO KHAIR
renatokhair@uol.com.br
São Paulo

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GOVERNO DILMA

Inflação

Guido Mantega está na campanha Dilma 2014 quando diz que a inflação vai cair. Não esclarece quando, pois os indícios atuais não vão nessa direção. Carlos Hamilton Araújo, do Banco Central (BC), fala em aperto mais agressivo dos juros em maio e do comprometimento com o regime de metas, o que revela a intenção de não "flertar" com a inflação, o que a presidente tenta negar, mas não enfrenta o problema. Significa que não é para acreditar no ministro, pois ele depende da vontade política da chefe. Vamos torcer para que o BC imponha a sua conduta.

FABIO FIGUEIREDO
fafig3@terra.com.br
São Paulo

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Ministro da Fazenda

Em complemento à lei de Murphy, merecidamente devemos criar a lei de Mantega: "A realidade será exatamente o inverso de todas as minhas previsões".

ELY WEINSTEIN
elyw@terra.com.br
São Paulo

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Lenta e gradual

Há alguns anos, quando se falava em "lenta e gradual", tratava-se da abertura política e da volta dos exilados ao País. Hoje em dia, quando se fala em lenta e gradual, é da situação em que nós, brasileiros, e o Brasil se encontram. De maneira lenta e gradual vamos, dia a dia, piorando. Vamos indo, lenta e gradualmente, para uma situação econômica igual à da Argentina e logo em seguida estaremos caminhando, lenta e gradualmente, para uma situação semelhante à da Venezuela bolivariana - uma pior que a outra. Num país, como o nosso, com inflação sob total controle e investimentos em alta não muito tempo atrás, assistimos hoje a um cenário desolador, com políticos "se lixando" para a sociedade e, como que anestesiada, essa mesma sociedade não reage. E pior ainda, carente de uma oposição política que nem existe. Vamos, lenta e gradualmente, cada vez pior. Não se trata de pessimismo, é a mais pura realidade.

JOSÉ PIACSEK NETO
bubapiacsek@yahoo.com.br
Avanhandava

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PESADELO

O Brasil segue de morro abaixo em todos os sentidos. Entre outras “bordoadas” que levamos na semana, merece destaque a traulitada do déficit das contas externas no trimestre, de US$ 25 bilhões, equivalente a 4,31% do Produto Interno Bruto (PIB). Importações em alta, exportações em baixa, investimentos estrangeiros diretos recuando, inflação de volta, crescimento pífio do PIB, infraestrutura em cacos e o PT, com seus arreganhos bolivarianos, tramando a domesticação do Poder Judiciário e da imprensa livre – dois fortes obstáculos ao seu projeto de poder totalitário. Pior de tudo: enquanto isso, a popularidade da “presidenta” – que em seus discursos de improviso não fala coisa com coisa ou diz o oposto do que pensa – bate recordes. Não, amigos, isso não é um pesadelo que se dissipa ao acordarmos. É nossa realidade.  
 
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo 

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PROPOSTA INDECENTE

O deputado do baixo clero Nazareno Fonteles (PT-PI), autor da proposta que submete decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ao Congresso e a referendo popular, está muito à vontade para apresentar propostas indecentes. Ele é o boi de piranha de um Congresso desacreditado e, se colar, colou. Mas a sociedade, essa mesma que parece adormecida, está vigilante e atenta contra as investidas desse cidadão que foi eleito pelo voto direto e quer calar a voz da Justiça e se conseguir da imprensa mais adiante. Se o deputado não gosta da democracia, por que não se muda para Cuba ou Venezuela? Será que, quando estava em campanha no Piauí, seu discurso era esse? O problema é que o Brasil tem picaretas demais. Brasília que o diga, Vade retro, satanás! Xô, coisa ruim!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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PLEBISCITO: STF OU CONGRESSO?

Os congressistas não precisam nem discutir quem está certo ou errado com relação ao STF. Se fizerem hoje um plebiscito perguntando quem a população prefere, STF ou Congresso, juro que iriam se arrepender. Quem precisa de um Congresso que trabalha apenas dois dias por semana, já se deram feriado semanal por causa do feriado de 1.º de Maio, que cai na quarta-feira. Nunca aprovam projetos de interesse da população e, quando o fazem, como na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Empregados Domésticos, o fazem sem avaliação, o que resultou em desemprego em massa da categoria. Para nós seria mais produtivo que ficassem em casa. Pagamos até a estadia se exigirem! Engraçado agora cantarem de galo como se fossem os mais assíduos trabalhadores do planeta! Se não fosse antidemocrático, o Brasil bem que viveria sem eles.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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ESTRAGOS

A classe média é sempre quem paga a conta nas filantropias financeiras do governo. Também agora, com a paridade das domésticas às demais classes operárias, a classe média é taxada como se uma empresa fosse, mas com o agravante de não poder abater integralmente tais gastos em sua renda. Foi uma jogada eleitoreira sem planejar os estragos ao empregador, causadora de desemprego às auxiliares do lar e transtornos às donas de casa, mas que pode ser remediado com uma canetada da Dilma: basta abater todos os gastos (salários e encargos) na renda do empregador.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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INCONSISTÊNCIAS JURÍDICAS

A propósito do artigo veiculado no dia 23/4 (página B2), “Domésticas – inconsistências jurídicas”, assinado pelos ilustres José Pastore, Ada Pellegrini Grinover e José Eduardo G. Pastore, gostaria de responder à pergunta deixada ao final pelos articulistas, qual seja: “Não é um absurdo que erros tão elementares sejam praticados por 513 deputados e 81 senadores?”. Minha resposta é: não, não é absurdo. Esses 594 senhores e senhoras, eleitos pelo voto popular (alguns senadores nem sequer o foram), estão lá para fazer exatamente o que fizeram: bobagem! Esses 594 senhores e senhoras, quando não estão legislando em causa própria, o estão em detrimento de toda a sociedade. Não é a primeira nem será a última vez que esses senhores farão o que fizeram: põem o seu dedo sujo naquilo que está funcionando para que deixe de funcionar. O texto de 23/4, bem como os anteriores também assinados pelo Dr. José Pastore, aclarou o assunto. Não se pode e não se deve tratar igualmente os desiguais. A relação entre patroas e empregadas vinha funcionando muito bem. O tempo se encarregaria de eliminar as empregadas domésticas, algo que já aconteceu nos países mais adiantados. Era só dar-lhes a oportunidade de educar-se! Mas não, aqui os 594 senhores e senhoras puseram o seu “dedinho” para estragar o que estava funcionando e deu no que deu. Muita confusão! Agora, o suspeitíssimo senador Romero Jucá (página B6) tenta consertar o estrago. Não adiantará absolutamente nada! A semente da discórdia está lançada e os frutos logo surgirão. Crescente animosidade entre patroas e empregadas, entupimento dos já abarrotados tribunais trabalhistas com milhares de novas ações (que sorte hein advogados?) e por aí afora. E viva o Congresso Nacional. O rei Midas às avessas. Tudo o que toca vira m...

Rubens S. Valneiros rvalneir@gmail.com 
Barueri

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NADA DE MAMATA

Meu é Maria Juscelia, sou cozinheira. Quero expressar minha indignação com o texto apresentado em 23/4/2013, no caderno de “Economia”, com título de “Domésticas – inconsistências jurídicas”. Foi citado que empregadas domésticas não podem ser comparadas à empregadas de empresas, sendo mencionado que a categoria tem horários e relacionamentos flexíveis com seus patrões.  Se isso fosse uma realidade, não teria tantas lutas para que estes trabalhadores tenham os mesmos direitos! No meu caso, que sou registrada como cozinheira, desenvolvo outras atividades, como lavar, passar, fazer compras e, apesar de já estar regulamentada a jornada de 8 horas diárias, trabalho por dia 13 horas! Sem horário determinado para pausas, tenho de assinar o livro de ponto, confirmando que descanso 2 horas! Gostaria muito de ser funcionária destes senhores que expressaram tamanha falta de informação sobre a realidade da categoria, fantasiando condições de trabalho que não existem de uma maneira geral. Pois, se essa “mamata” fosse verdade, não haveria tantas polêmicas em torno do assunto.
 
Maria Juscelia Gomes jusceliagomes@bol.com.br 
São Paulo

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PERICULOSIDADE PARA DOMÉSTICAS
 
O sindicato das domésticas, no seu justo direito, pode exigir o pagamento de adicionais de periculosidade, pois trabalham com inflamáveis, (óleos em geral) e explosivos (botijão de gás ou o próprio fogão), ou de insalubridade (detergentes, vapores de fritura)? Nem todos os direitos dos trabalhadores foram escritos no momento da constituição da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Muitos outros foram conquistados depois por diversas categorias, diferenciadamente ou não. Com a liderança de seus sindicatos, mobilizados, ameaçando greves, pressionando eleitoralmente os políticos, além de lobbies diversos no Congresso e/ou outros poderes, assim diversas categorias conseguiram em épocas diferentes o direito à insalubridade e à periculosidade. Recentemente os vigilantes conseguiram o direito à periculosidade. Mas os empregadores se recusaram a pagar, alegando que precisava a regulamentação. Alguns juristas e advogados sindicais garantiram o contrário. Os vigilantes, confiantes, entraram em greve em vários Estados. Os juízes, depois de algum tempo, consideraram a greve abusiva e consideraram necessária a regulamentação. Mas tudo indica que foi uma decisão temporária, pois a greve provocou pânico na população. O Ministério Público do Trabalho de Sergipe, por exemplo, ajuizou ação para pagamento imediato desse adicional. Perguntas: Os(as) donos(as) de lar com seus sindicatos (e existem?) teriam condições de suportar uma guerra dessas, como suportaram os sindicatos das empresas de segurança? Se um número, por menor que seja, resolver pagar insalubridade e periculosidade a suas empregadas, e com certeza os senadores e deputados podem pagar, haverá uma grande possibilidade de ser aprovada uma lei estabelecendo para todos esses direitos, como foi agora a PEC. Essa PEC é uma bomba de efeito retardado, a CLT é muito complexa.  A única solução é revogar essa PEC e fazer uma lei fora da CLT para a realidade do trabalho doméstico.  Remendar a PEC como querem fazer agora alguns parlamentares depois de verem a bobagem que fizeram não dá.

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com 
Salvador

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APARÊNCIAS

Vivemos na época da inocência, porque muita gente acredita que, para ser classe média, basta ter uma casa financiada em 300 meses, um automóvel com um carnê mais grosso que o velho testamento, morar pelo menos na distância de 2 horas do centro da cidade e ter um emprego fixo de 2 salários mínimos. Assim também nosso Brasil, com sua fome nas grandes plantações, continua na época da inocência se achando o paizão de Primeiro Mundo que vai mostrar para todos que temos Copa e Olimpíada, emprestamos dinheiro ao FMI, vamos conseguir dois assentos na ONU, que vai se chamar “ÔNÚ”, apesar de nossos irmãos nordestinos definharem na fome e desnutrição crônicas. Viva o Brasil do carnaval! Quanta inocência, pureza, ufanismo idiota. Como é bom viver na ilusão, na inocência de que tudo está bem, de que os corruptos vão ser punidos. Brasil sem miséria é país sem hipocrisia. 

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com 
Alvorada do Sul (PR)

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INFLAÇÃO

Fiquei seis meses sem comer presunto por causa de uma dieta. Sempre comprei tal produto da mesma marca habituado com seu sabor e qualidade. Esta semana fui ao mercado que estou habituado e fiquei assustado com o seu preço. Estava a R$ 22,90 o quilo. Não me lembrava do preço anterior e, como achei que estava caro, não comprei. Aliás, essa deveria ser sempre a atitude do bom consumidor. Em casa, resolvi dar uma busca nas notas fiscais passadas e encontrei uma de seis meses atrás, que indicava para o mesmo produto o valor de R$ 9,90 o quilo. A diferença era de “apenas” 131%. Cadê as desonerações? Por que baixaram os juros por tanto tempo? Aguardo ansioso respostas da indústria, dos supermercados, do Banco Central e do Ministério da Fazenda.
 
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
São Paulo

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PREÇOS NAS ALTURAS

Antes mesmo de o tomate sair de cena, agora é a vez do  leite. Dona Dilma, o tomate poderia ser substituído por outros produtos, o leite não pode. 
 
Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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DESCONTROLE

Ontem foi o tomatinho, amanhã o cafezinho e a cada dia a inflação vai atingindo porcentuais estratosféricos e, acompanhando tudo, a cesta básica chegando a níveis insustentáveis.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br
São Paulo

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MORREREMOS DE FOME

Puxadas pelos alimentos, inflação de produtos acumulada em um ano superou, pela primeira vez desde fim de 2011, a inflação de serviços, fazendo com que mais pobres cortassem em 11% a compra de produtos básicos de sobrevivência. Porém Dilma Rousseff, inflada pelo seu “guru” Lula, diz sempre o mesmo que ele sempre dizia, que acabará com a fome e a miséria no País. Sem dúvidas conseguirá atingir seus objetivos, porém com a população na miséria e morrendo de fome, literalmente.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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INCENTIVO AO ENDIVIDAMENTO
Desde o primeiro ano do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, que o governo federal vem desonerando a cadeia produtora do álcool. Cortou PIS/Confins. No início da crise econômica internacional em 2008, o governo federal cortou IPI da linha branca, dos carros, incentivando as pessoas a irem às compras. Também alega ter cortado impostos da cesta básica, algo que não chegou até o bolso do consumidor de baixa renda. Quem foi beneficiado, adivinhe? Para que nós, brasileiros, continuemos a consumir e a rodar a roda da economia. Quer dizer, a gente é seduzido e estimulado pelo próprio governo a se endividar, uma prática nefasta que durou nos oito anos do desgoverno lulista, o que acontece também nos 28 meses do mandato da presidente Dilma Rousseff com milhares de pessoas, e o governo fica de caixa baixo. Por que dar tantos incentivos às multinacionais, e não aos pequenos produtores? Não é por acaso que a inadimplência das famílias aumentou assustadoramente nos últimos meses. São milhares de pessoas endividadas. Eles terceirizam tudo, inventam PPP, deixam a administração de estradas, portos, aeroportos, saúde, transporte e educação, e sabe-se mais lá o que, em mão de particulares. Tudo feito de forma para não dizer que aderiram à privatização, como fez o FHC. Porém, se agem assim, por que não saírem de vez? A boquinha deve estar boa para os petralhas! Vamos desonerar os brasileiros e terceirizar, “privatizar”, o governo de vez. Com certeza passaríamos a viver bem melhor!  

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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O PT GOVERNANDO PARA OS RICOS

“Não sou candidato a nada, meu negócio é batucada, mas meu coração não se conforma” quando lê notícias de renúncia fiscal bilionária a favor desse ou daquele setor. Não bastasse cortar impostos da cesta básica (para os preços “não caírem) e cuidar de melhorar os ganhos dos cafeicultores (página D8 do caderno de “Economia” de quarta-feira, 24/4/2013), o governo vai transferir renda para os setores sucroalcooleiro (entenda-se plantadores de cana-de-açúcar, usineiros) e químico. Os usineiros deixarão de pagar R$ 1 bilhão este ano e R$ 1,5 bilhão a partir do ano que vem; a indústria química, outro bilhão agora e quase o dobro a partir de 2014. Ressalte-se que os usineiros já podiam “renovar seus canaviais” pagando ao BNDES juros menores do que a inflação! O ministro Guido Mantega, que foi meu professor de graduação (História do Pensamento Econômico) nas Faculdades Metropolitanas Unidas, disse “que não espera necessariamente, que isso seja repassado nos preços” e o ministro Edson Lobão declarou à Rádio Estadão (Estadão no Ar): quá-quá-quá! Por essas e por outras que, sem ver nenhum benefício distributivo de renda que não seja enorme esforço, alardeado aos quatro cantos a fim de créditos eleitoreiros, ao contrário da concentração de renda a ricos usineiros e outros ricos brasileiros, por isso que João Bosco e Aldir Blanc têm de ser repetidos aqui (Plataforma): “o meu peito é do contra e por isso mete bronca! (...)”. 

José Reginaldo Matias de Souza ali.matias@ig.com.br
Jundiaí

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INCAPAZES

Ouvi de meu irmão, desempregado até há pouco e sub empregado atualmente: todos deveriam trabalhar na informalidade, mediante apenas contrato de trabalho autônomo. O trabalhador ganharia seu salário e, por si, sem governo algum interferindo, pagar sua refeição e seu transporte. Ele mesmo decidiria se recolhe INSS ou paga um plano de previdência privada, se usa o SUS ou faz uso de Plano de Saúde de sua escolha. Faria seu plano de poupança para as vacas magras, e tiraria férias às suas próprias custas. O governo definiria penas o salário base, a carga horária máxima e a adesão opcional a seguro-desemprego, mediante recolhimento do empregado. As empresas e os empregadores deixariam de ser “papais”, que bancam refeição, transporte, previdência, assistência médica, parte das férias (30% do salário), salário família, e ainda um salário extra para empregado-filhinho comprar presentes de Natal, o 13.º, a que ele próprio, empregador, não tem direito. Olhada de perto, nossa CLT é ridícula, tratando o trabalhador como criança que precisa de tutela e cruel com o empregador. O empregado poderia ganhar mais, posto que a carga tributária sobre o salário é quase o seu valor inteiro e, de quebra, cresceria como ser humano, tornando-se responsável por sua vida. O empresário teria sua vida enormemente facilitada, e mais dinheiro para investir. O governo poderia cuidar do que de fato deve cuidar e ainda economizar o que se gasta com a enorme máquina existente para administrar e fiscalizar a vida dos outros. É verdade. No Brasil, tratamos nossos trabalhadores como incapazes mentalmente e os empregadores como responsáveis pela vida deles!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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PLANOS DE SAÚDE

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que vai punir com mais rigor os planos de saúde. É mais um caso de incoerência governamental – saúde pública é obrigação, dever de Estado – e, quando os serviços públicos falham, geram grandes lucros para as empresas privadas. Em compensação, ficamos à mercê dessas empresas com um péssimo atendimento e valores altamente abusivos  cobrados por elas...
                                                          
Benedito Raimundo Moreira br_moreira@terra.com.br 
Guarulhos

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A CRIMINALIDADE EM SÃO PAULO

Casos como o do estudante Victor Hugo Deppman e, mais recentemente, da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza – morta com requintes de crueldade – exibem a situação crônica que vivemos na capital e no Estado. Contudo, é interessante observar que, em Estados governados por aliados do governo federal, a criminalidade é mais baixa. Teoria da conspiração?
 
Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 
Porto Feliz

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OLHO POR OLHO

Proponho que os animais que assassinaram cruelmente e covardemente, por motivo torpe, a dentista em São Paulo sejam queimados vivos em praça pública em uma fogueira amarrados e ao vivo para o mundo assistir. Não há outro meio de punir esses monstros e dar exemplo de justiça neste país de leis que não servem para nada. Cadeia é prêmio e eu não aceito pagar, através de impostos,  para que esses ordinários continuem vivos.
 
José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com 
Belo Horizonte

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CINTHYA DE SOUZA

Crueldade, barbárie, o que estes delinquentes fizeram com este ser humano, pois eles não o são. Os momentos de angústia, dor, aflição que ela passou. Recordemos que, no incêndio do edifício Joelma, muitas pessoas pulavam para optarem pelo modo de morrer... A sociedade como um todo tem de reagir e não ficarmos na frase “graças a Deus não foi na minha família”, como se Deus fosse culpado pelos nossos erros. Se dependermos destes políticos que estão aí, sem exceções, ficaremos expostos a estas situações.
 
Claudio A. S. Baptista clabap@ip2.com.br 
São Paulo

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MONSTROS

O crime de latrocínio virou a coisa mais banal em São Paulo, no Rio de Janeiro e em todo o Brasil, e somos governados por dementes que insistem em manter estas leis fracas, e, ainda, com advogados que usam as milhares de brechas da lei para manter por no máximo três anos o criminoso preso. E ainda somos obrigados a votar em dementes que convencem e criam torcidas a favor e contra estes partidos, nisso que chamam de democracia, obrigados a melhorar cada vez mais a vida de quem mata, rouba, seqüestra. Passamos o ano inteiro pagando impostos para estes dementes melhorarem a vida de assassinos, basta ver os menores matando à vontade, na certeza de que nada vai acontecer de ruim para eles, ver estes monstros que queimaram uma mulher até a morte, acabando de forma horrenda com a vida dela e de sua família, um trauma que não acabará jamais. E o que vai acontecer com os criminosos? Vão presos, 300 advogados vão tirá-los da cadeia em breve, e, se houver ameaça à vida destes monstros, o senador Suplicy vai dormir na cadeia para protegê-los. Se ele não for, vai outro, e assim caminhamos com dementes achando lindo dizerem ser democratas, de esquerda e dos direitos humanos.
 
Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br
São Paulo

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LIBERDADE IRRESPONSÁVEL

Circunstâncias especiais afastaram um procedimento criminal, mas a restrição ao direito de ir e vir foi recomendada e estabelecida. Ambos – Champinha e Cadu – mataram e, não obstante, foi avaliado que eles não tinham condições psíquicas para responder ao processo criminal; aquele por ser ainda menor de idade. Agora a notícia é a possibilidade de ambos passarem a viver em sociedade, ainda que com algumas restrições. Por quê? Para quê? Quem garante que eles não virão a matar novamente? Pessoalmente, não tenho o menor interesse de cruzar com um deles na rua; e menos ainda que filho meu o faça. E nem me importo de contribuir como cidadão para eles permanecerem onde estão. Se eles saírem de onde estão, isso ocorrerá porque médicos, assistentes sociais, juízes e outros manifestaram e concluíram ser isso possível, e um advogado (e os familiares?) formulou o pedido de liberdade. Como cidadão que procura zelar pela segurança, sugiro que essas pessoas tenham a coragem de escrever e assinar embaixo que se responsabilizarão, para todos os efeitos, pelos danos que ambos, Champinha e Cadu, causarem se vierem a delinquir novamente.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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A VIDA PEDE PASSAGEM

Redução da maioridade penal para 16 anos, ou não, uma vez que nosso poder público, com sua negligência e incompetência, não cumpre seu dever constitucional de proteger nossas crianças e nossos jovens, uma coisa é certa: aqueles que são violentos e se tornaram assassinos não podem ficar soltos andando pelas ruas. Têm de ser punidos com rigor. Mas, concomitantemente, que se criem com a máxima urgência mecanismos de ressocialização, com educação, trabalho, acompanhamento psiquiátrico e o que mais for necessário para reinseri-los à vida em sociedade. E que o Estado acorde de sua eterna, indecorosa e perversa letargia e desde sempre propicie educação e oportunidades para todos: é mais fácil não criar assassinos do que tentar recuperá-los depois.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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MAIORIDADE PENAL

Gostaria de apresentar uma sugestão a  respeito da diminuição da maioridade penal. Sou assinante do “Estadão” e não li nenhuma sugestão neste sentido. Aos 16 anos eu queria prestar um concurso público, mas não podia devido à idade. Meu pai, sabendo da  minha vontade de prestar dito concurso, me levou até um cartório e me outorgou, através de uma escritura pública de emancipação, a maioridade de que tanto necessitava. A partir daí passei a gerir minha vida como qualquer adulto. Sugiro, a quem de direito, propor uma alteração na Constituição que emancipe sumariamente todos os menores que vierem a praticar crimes, tais como: latrocínio, homicídio, estupro, etc. Com essa alteração constitucional, uma simples Proposta de Emenda Constitucional (PEC), estaria resolvida a polêmica da maioridade penal.

Benedito Ferreira ferreira.eletronica@ymail.com 
Taubaté 

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É O POPULISMO, ESTÚPIDO!

No caso da redução da maioridade penal, apesar de a esmagadora posição da opinião pública, acuada e exausta de tanta violência por parte dos menores, o governo nem quer ouvir falar disso, e o Congresso, representante desse povo, se finge de morto. Não é por causa da ideologia, dessa opção por uma utópica igualdade de classes, mas por outro motivo: o populismo, pois em país de tantos pobres, de recursos e educação, é o que faz ganhar as eleições, seja com votos de opinião ou comprados. Apesar de haver diferenças práticas e acadêmicas entre a esquerda (socialista/comunista) e a direita (capitalista), os esquerdistas simplificaram, por populismo, a questão: ser de esquerda é ser bondoso, tolerante, a favor dos pobres, das minorias, dos despossuídos, dos direitos humanos, enquanto os de direita são a elite, os maus, os insensíveis, os policiais, os que prendem, os patrões que oprimem, os gorilas. Nada pelo País; tudo pelo poder! De qualquer modo, atitudes como essa, mais a readmissão dos faxinados, a criação de mais ministérios e o impedimento de novos partidos, somadas à inflação crescendo e ao crescimento desinflacionando, já demonstram desespero, que se junta ao destempero de que se ouve dizer, e traz esperanças de mudanças, de que o País eleja, afinal, um/a estadista que agrida os problemas que o imobilizam, em vez de mais do mesmo, da manutenção do poder a qualquer custo, inclusive, o de desconsiderar os anseios da sociedade. “Não é a economia nem a ideologia. É o populismo, estúpido”.
 
Luiz Sérgio Silveira Costa lsscosta@superig.com.br
Rio de Janeiro

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OPOSIÇÃO

Li o excelente artigo de José Serra sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 25/4, e aproveito para sugerir ao ex-governador que utilize o horário político do PSDB, para expor ao povo problemas importantes como este, em vez de seu partido desperdiçá-lo com conversinhas amenas e autoelogios. Comparando com o número de telespectadores, infelizmente, os leitores de jornais constituem uma parcela ínfima dos 140 milhões de eleitores. Ah, e já agora, pegue também o corajoso artigo de Demétrio Magnoli sobre a “sortuda” dupla Eike-Lula (25/4, A2) e destrinche-a perante a população iludida pela bolsa-esmola. Se precisar pagar pelo horário, avise que muitos brasileiros sérios e preocupados farão uma “vaquinha”, pelo bem do País. Precisamos de Oposição com "o" maiúsculo.

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br 
São Paulo

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MENORES CRIMINOSOS, VALE TUDO

Divirto-me ao ler jornais, buscando detalhes nas notícias que passaram despercebidos ou não mereceram aprofundamento, afinal, 24 horas depois (na mídia eletrônica mais rápido ainda) novas informações vão chegando e precisam ser processadas. Este caso do atentado em Boston, nos Estados Unidos, lembrou-me Israel, em meados dos anos 90, onde um ônibus era explodido por terroristas árabes dia sim e outro também, e o tempo era o fator mais importante para a coleta de informações quando se prendia um terrorista. Ali tomei conhecimento da existência de uma lei, que em mal português poderia chamar-se de Lei da Pressão Física Moderada (?). É a velha tortura institucionalizada em legítima defesa do cidadão, mais que do Estado. Houve justificativas desse tipo por agentes do governo militar do Brasil, ao alegar a urgência de colher informações dos nossos terroristas que, hoje no poder, cobram caro este procedimento não institucional. Mas os Estados Unidos, pátria e padrão da democracia representativa, berço dos direitos humanos e do politicamente correto, renderem-se a esta ação extrema, é espantoso! O quase adolescente preso, autor confesso do massacre de Boston (se cometesse o crime ano passado seriam três anos de cadeia no Brasil, beleza!) vai ser, melhor, está sendo interrogado sem direito ao silêncio nem a assistência de um advogado. Vimos num filme recente, “A Hora Mais Escura”, sobre a caçada e morte de Bin Laden, o que se passa neste tipo de interrogatório. Não, não e bonito, mas casos extremos como este, em legítima defesa dos cidadãos de uma Boston sob toque de recolher, nada de hipocrisia, vale tudo.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br 
Niterói (RJ)

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(IN)SEGURANÇA PÚBLICA, POR QUÊ?

Acontecem diariamente roubos com violência e morte, furtos, assaltos, sequestros e tomada de reféns, assassinatos, chacinas, etc. Violência que ameaça toda a cidade e sua população. Por quê? O patrulhamento policial motorizado, as rondas “ostensivas” (Rota) são virtualmente imperceptíveis na cidade. Por quê? A maioridade penal, quase como único País no mundo, é mantida ainda no limite menor de 18 anos. Por quê? Os delitos de sequestros e tomada de reféns não são considerados crimes hediondos. Por quê? Os condenados por crimes hediondos são beneficiados com a progressão (redução) da pena após cumprir apenas 40% a 60% de regime fechado. Por quê? Criminosos reincidentes ou foragidos são raramente condenados a consideráveis acréscimos da pena. Por quê? As respectivas autoridades competentes pouco ou nada se preocupam para promover as indispensáveis medidas para mitigar essa infausta situação. Por quê? Revoltado, resignado, estou digitando estas linhas. Por quê? Por quê?

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com 
São Paulo

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FERROVIA ALVO DE SAQUES EM SOROCABA

Muitos acham que estamos atrasados apenas 50 anos em relação aos Estados Unidos, outros acham que estamos atrasados 100 anos, mas pelo noticiário no caderno “E&N” de 25/4 (B8) acho que estamos atrasados 150 anos se considerarmos que, em plena segunda década do século 21, estamos recorrendo às mesmas práticas utilizadas pelos assaltantes de trens relatadas nos filmes do faroeste norte-americano. Só falta os índios entrarem em cena, já que “sorocaba”, que vem do tupi sorok (rasgar) + o sufixo aba, significa “lugar da rasgadura”... da lei, é claro.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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MAIS CARGOS EM SÃO PAULO
 
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, já começa a mostrar a que veio e, pelo visto, ele não estava apenas querendo administrar a maior cidade do Brasil, e sim dar emprego aos seus amigos. Uns ele já colocou em sua administração, os derrotados na eleição passada, agora ele vai criar mais 348 cargos para aquelas pessoas que trabalharam em sua campanha. Essa bondade do prefeito vai custar mais de R$ 24 milhões para o fiel fiador, a população paulista, sem contar os outros 390 cargos que este mesmo sr. descongelou então, extintos pelo seu antecessor. É a concepção administrava do PT, que tem como objetivo, depois de eleito, levar seus amigos para assessorar quem não faz nada, ou seja, um vai ficar olhando para o outro e ambos vão receber bons salários para não fazerem nada. Um absurdo.  

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com
São Paulo

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BOQUINHA

Boquinha mesmo tem a empresa que faz os consertos do calçadão na Rua Conselheiro Crispiniano. Todo conserto é feito com uma “areinha”, misturada com um pouco de “pozinho” de cimento, para garantir que, após a passagem do primeiro carro-forte, haja outro con$erto para fazer na próxima semana. Essa é uma farra que atravessou os governos da sexóloga, do Kassab e, agora, espero que Haddad não continue.
  
Ricardo Guerrini irgguerrini@uol.com.br 
São Paulo

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SE O SISTEMA NÃO FUNCIONA...

A Prefeitura Municipal tentou implantar em 2012 um sistema online para pedido de obras ou reformas, e simplesmente não funcionou. Sabe por que, meu caro Watson? Por duas razões básicas. Primeira: visava a agilizar a verdadeira facilidade sem a qual hoje a desburocratização torna-se impossível. Segunda: combater a corrupção, acabando com as “facilidades” do sistema que atualmente é o que “funciona”. Isso demonstra que os sistemas são constituídos principalmente por pessoas, e quando pessoas-chave não querem, não há sistema que funcione adequadamente em benefício do povo. 
 
Marisa Stucchi marisastucchi@hotmail.com 
Ribeirão Preto

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TRABALHO PARA OS VEREADORES
 
Sacos de lixos nas calçadas à espera do lixeiro – quando vem a chuva, a enxurrada os leva para os bueiros. Ruas que canalizam enxurradas deveriam obrigatoriamente ter lixeiras, para evitar o transtorno, e serem colocadas pelo poder público (uma de cada lado da rua, no meio de cada quarteirão). Morador que desobedece a regra colocando seu lixo fora da lixeira seria multado. Está aí uma ideia para vereadores (digo no Brasil todo), que no máximo dão nome às ruas, fazerem.
 
Cesar Maluf malufcesar@googlemail.com 
São José do Rio Preto

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LIXO

A questão do lixo, oportunamente trazida por Washington Novaes (“Queima do lixo a galope, apesar da lógica e da lei”, 26/4, A2), reflete o descaso do poder público com o povo e suas iniciativas criativas. Cooperativas e catadores avulsos pululam esse país e conseguem tirar dos resíduos sólidos recicláveis o seu sustento. Por que não incentivá-los, promovê-los, dar suporte para que façam literalmente um trabalho de formiguinha, reduzindo os resíduos que a sociedade produz? Parece que os interesses econômicos macro prevalecem e perdemos uma excelente oportunidade de colocar nosso cérebro a serviço da sustentabilidade.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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