Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

05 Maio 2013 | 02h05

Redução de penas

Os 25 condenados no processo do mensalão apresentaram recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que pedem a redução de suas penas (Estadão, 3/5). Não deveriam ter pedido a absolvição, já que todos se declararam inocentes?

CLÁUDIO MOSCHELLA
arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo 

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'Aberratio ictus'

Os recursos dos 25 mensaleiros condenados pleiteiam a redução das penas, mas 5 deles, incluindo o do ex-presidente do PTB Roberto Jefferson e o do ex-ministro José Dirceu, querem ainda mais: a saída do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, da relatoria do julgamento da causa em tela, sob a alegação de suspeição. O recorrente Jefferson chegou ao absurdo de pleitear que quem quer que venha a ser o indicado e nomeado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga do aposentado ministro Ayres Britto, mesmo que total desconhecedor do processo e de sua tramitação - naturalmente, visando ao autobenefício -, seja o novo relator. Em que mundo jurídico estamos, em que os condenados, utilizando-se de recursos processuais incabíveis às suas absurdas argumentações e pretensões, querem, como vítimas de erro judicial, desvio ou falhas na execução, valer-se de aberratio ictus, como se fossem anjinhos amparados pelo artigo 73 do Código Penal? Se o STF der provimento a todos esses recursos, a democracia sofrerá gravíssimo atentado, como prevê o ministro Gilmar Mendes, e o Poder Judiciário, um dos baluartes da defesa do Direito, não passará de mera instituição constitucional a caracterizar nosso pobre Brasil como uma republiqueta no conceito das nações.

ANTONIO BRANDILEONE
abrandileone@uol.com.br
Assis

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Réus do PT

Como os membros do PT são amantes de uma democracia de causar inveja ao resto do mundo, além de cidadãos acima de qualquer suspeita, nada mais justo que quando forem julgados por crimes que jamais cometeram tenham o direito irrevogável de escolher seus julgadores.

EDSON BAPTISTA DE SOUZA
baptistaedson@ig.com.br
São Paulo

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Troca

Para evitar mais custos, desgastes e perda de tempo, sugiro afastar todos da Corte, inclusive e principalmente o dr. Joaquim Barbosa, e colocar o sr. Lulla da Silva para decidir a situação dos criminosos já condenados.

ARIOVALDO J. GERAISSATE
ari.bebidas@terra.com.br
São Paulo

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Novo relator 

Lulandowski. A salvação.

NELSON CARVALHO
nscarv@gmail.com
São Paulo

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Réus massacrados

No encaminhamento de um processo, o tribunal precisa cumprir procedimentos legais. E as partes têm assegurado o direito de acusação e de ampla defesa. No processo denominado "mensalão", todavia, há críticas descabidas às atitudes dos condenados, que ainda têm direito de recorrer da sentença, mas estão sendo massacrados, como se tivessem de ser recolhidos à prisão de imediato. Afinal, estamos numa democracia e se a legislação está sendo obedecida, e até que se configure o trânsito em julgado, os recursos podem ser impetrados. Não dá para aceitar opiniões maldosas. E mais, os juízes não são seres perfeitos que não possam cometer equívocos na interpretação da lei. Logo, suas decisões podem ser contestadas, o que está sendo feito pelos defensores dos réus.

URIEL VILLAS BOAS
urielvillasboas@yahoo.com.br
Santos

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Litigância de má-fé

Os embargos de declaração apresentados pelos 25 réus do mensalão são meramente protelatórios e, se devidamente julgados, eles deveriam receber uma multa por litigância de má-fé. Sugiro ao relator, ministro Joaquim Barbosa, aplicar uma multa de 10% de acréscimo sobre as penas dos condenados. Chega de palhaçada, os brasileiros pagadores de impostos querem ver os mensaleiros na cadeia!

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES
carmen_tunes@yahoo.com.br
Americana

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Tratoraço

José Dirceu, José Genoino, João Paulo Cunha, Delúbio Soares... Será que ainda existe algum ingênuo que duvide de que serão beneficiados pelo trator petista, que é alavancado pelo stalinismo de Lula, e Dilma a reboque?

CONRADO DE PAULO
conrado.paulo@uol.com.br
Bragança Paulista

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Nosso governo

Do jeito que estou vendo as coisas, acho que o dr. Joaquim Barbosa devia aposentar-se, senão vai sobrar para ele. São tantas falcatruas que não aguento mais.

ORLANDO ZACHELLO
ozachello@u=-ol.com.br
São Paulo

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Ditadura

Dilma apoia Nicolás Maduro, protegido por Diosdado Cabello, que cassou a palavra dos deputados da oposição, que foram agredidos na Assembleia Nacional venezuelana porque queriam manifestar-se, mas foram impedidos de falar. Regime em que a oposição não se pode manifestar é ditadura. Logo, Dilma apoia a ditadura da Venezuela, aliás, como faz com Cuba, a que empresta dinheiro do povo brasileiro. A Câmara dos Deputados, por intermédio do partido de Dilma e de sua base aliada, mantém na Comissão de Constituição e Justiça condenados pelo STF por crime de corrupção e deseja submeter as decisões da Suprema Corte ao crivo do Congresso Nacional. País sem Judiciário independente e com o Congresso cooptado pelo Executivo não é democrático. É ditadura! Estaremos caminhando para isso, com o aval de Dilma?

VINICIUS FERREIRA PAULINO
viniciusfpaulino@hotmail.com
São Paulo

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Supremo Tribunal Federal

O último baluarte constitucional das minorias, oprimidas "democraticamente" pela ditadura da maioria.

SERGIO S. DE OLIVEIRA
ssoliveira@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

HISTÓRIA - 1968

Para um país sem memória

Um jovem franzino encara a soldadesca, na busca do salário que é pouco. Osasco, jovem, estremece. O confronto é sangrento. Em breve um ato institucional decretaria o fim. Anteontem foi sepultado um herói quase anônimo, José Ibrahim.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA
amadeugarridoadv@uol.com.br
São Paulo

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MENSALEIROS CONTRA O STF

Desde quando um réu condenado a mais de dez anos de reclusão, como José Dirceu, considerado o chefe dos mensaleiros, tem o direito de pedir a substituição do relator da Ação Penal e atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)? Certamente, gostaria de substituí-lo pelos petistas Antonio Dias Toffoli e/ou Ricardo Lewandowski. Cá entre nós, se a opção for por este último, sugiro que a escolha seja pelo polonês que atua no time de futebol Borussia, que já comprovou ser infinitamente melhor que o nosso ministro naquele tribunal.
 
Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo

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ENCONTRO COM O RETROCESSO

Que país é este, onde José Dirceu, um condenado pela justiça a mais de dez anos de prisão no caso do mensalão, tem a coragem de pedir a saída do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, da relatoria do processo que o condenou. Onde está a presidente Dilma, que não veio a público apoiar e defender o ministro, como costuma fazer sobre o pré-sal ou então quando disse que ia reduzir a tarifa de energia elétrica, mas que até agora ninguém sentiu essa redução? Até parece que estamos vivendo na Venezuela ou nos tempos de João Goulart, que precisou de os militares saírem da caserna para pôr fim na bagunça que os antigos companheiros da própria Dilma criaram naquela ocasião. Desse jeito o Brasil está caminhando para o lado oposto e indo de encontro ao retrocesso.

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br 
Paranavaí

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TODOS FORA

José Dirceu, por meio de seus advogados, solicitou que o ministro Joaquim Barbosa não seja mais o revisor do processo do mensalão, por ser agora o presidente do STF. Nós, eleitores brasileiros, em contrapartida, solicitamos que os senhores José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha desapareçam da política brasileira, em face das ações de corrupção pelas quais eles foram condenados na ação penal conhecida como mensalão. Ou seja, o ministro sai por ter sido promovido e os corruptos saem por terem sido condenados, simples assim!
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté  

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O SORRISO DO VELHACO
 
Lamentável, Zé.  Suas pseudorazões para recurso são deploráveis. Não é somente o magnífico Joaquim Barbosa que o quer atrás das grades. Eu também quero. As pessoas de bem também querem. E não só você, mas toda a “cumpanherada” aboletada no “pudê”.
  
Lúcia Sêneca Rocha luciaseneca2011@hotmail.com 
São Paulo

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DESESPERO DOS CONDENADOS 

Se fosse no âmbito do futebol, diria que estamos nos instantes derradeiros de uma peleja que vai consolidar uma vitória de goleada da ética contra os corruptos do mensalão do PT. Mas a torcida, ou melhor, o Palácio do Planalto, coloca palavra de ordem na boca de seus camaradas, instigando que alguns dos magistrados do Supremo sejam até presos (excluem-se aí Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, por razões sobejamente conhecidas...) – pedido formulado pelo cara de pau do deputado federal petista Nazareno Fonteles. José Dirceu, o mesmo que no ano 2000 estimulou professores a agredirem o governador Mario Covas, já com câncer, na Praça da República (como ocorreu), que também sequestrou embaixador, assaltou bancos, etc., etc., durante a ditadura militar, e até plástica fez para não ser reconhecido, como chefe da quadrilha do mensalão agora evoca a substituição do relator Joaquim Barbosa, antes do final da partida. Ou seja, antes da análise dos recursos... Lula, com sua rouquidão natural, mas sem Ibope com a ética, perdeu totalmente a credibilidade para defender seus íntimos corruptos.  A emoção fervilha nas cercanias do STF, neste ano também de estúpida alta da inflação, porque grande parte da torcida (o povão), que infelizmente ainda não acredita na nossa Justiça, está pagando para ver se esses graduados do PT vão mesmo para a cadeia. Lógico que, juntamente com outros políticos, banqueiros, publicitários, etc. E as bandeiras dos éticos e dos que respeitam este país tremulam na esperança do apito final deste jogo, que começou em 2005, com Lula tentando pouco republicanamente protelar o julgamento. Não adianta chorar, diria o já falecido narrador esportivo Fiori Giglioti. E certamente este placar a favor da ética vai mudar o rumo de milhões de votos para presidente, nas urnas de 2014.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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MAL ACOSTUMADO

José Dirceu pediu ao STF que tire o ministro Joaquim Barbosa da relatoria do mensalão. Quanta ousadia e afronta ao STF, diriam alguns, porém esse senhor, que sempre comandou com mãos de ferro o governo do PT, foi acostumado a pedir e ser obedecido. Há tantas coisas que eu também gostaria de pedir a este governo, e mesmo sabendo que estou certa jamais conseguiria. Se arrependimento matasse, Lula estaria morto por ter nomeado um negro como ministro do STF. Esse ministro que tanto orgulho deu ao povo brasileiro, quando relatou o mensalão e pediu a condenação de 25 réus, entre eles o chefe da quadrilha, como foi chamado na época em que o escândalo veio à tona. Se em algum momento os ministros do STF erraram, foi quando condenaram os meliantes do mensalão a penas pequenas. A divergência de opiniões pesou na dosimetria das penas. Infelizmente, o STF não ficou livre do corporativismo a que temos assistido na politicalha deste país. A novela promete grandes emoções ainda. Se Dirceu pode determinar quem relata um processo, significa que nós também podemos? Só para saber.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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CUIDADO COM O ANDOR

Do jeito que a coisa vai, e com a criatividade dos mensaleiros do PT, aquele que um dia dizia que era ético logo, logo, algum ministro do STF vai ser condenado por ter condenado tanta gente boa sem nada que os condene. Só falta todos se juntarem e condenarem os ministros. Já não duvido de nada. Alguns mensaleiros não querem Barbosa, claro, querem o Toffoli, amigão do peito. E, no frigir de todos esses ovos podres, onde estão os R$ 153 milhões? Isso é o que interessa!

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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ANULAÇÃO

Marcos Valério pede anulação de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Gostaria de dizer a esse nobre cidadão que, se não fôssemos um país de frouxos, todo o dinheiro que fora surrupiado dos cofres públicos da União teria de voltar para as suas verdadeiras origens.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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O PEDIDO DE MARCOS VALÉRIO

Se os advogados do sacana quisessem de fato que seu cliente falasse a verdade, seriam poucos os brasileiros que se oporiam à revisão, mas é isso mesmo que os advogados querem? Ou apenas tirar proveito da máquina da impunidade instalada no País pela Constituição de 1988?
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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FALTA DE RESPEITO

Os advogados de alguns condenados no mensalão estão recursando ao STF sem paletó e gravata.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte santo de Minas (MG)

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NO MÍNIMO

É mais do que legítimo o esforço dos senhores advogados dos réus do mensalão no sentido de atenuar ou mesmo anular o resultado do julgamento. Mas uma coisa é certa: qualquer que seja a modificação, caso ocorra, e que venha a privilegiar os acusados, num julgamento cujo resultado já estava mais do que sacramentado, com todo aquele esforço físico e mental, todo o tempo despendido, a enorme soma de dinheiro gasto, tudo isso terá sido absolutamente em vão. E tal fato acarretará um retrocesso monumental na Justiça brasileira. Só para dizer o mínimo!
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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EMBARGOS

Que os embargos não sombreiem de iniquidade a Justiça e muito menos cubram de vergonha a Nação.
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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AINDA OS MENSALEIROS

Se os acusados na Ação Penal 470 – digamos mensalão, para que os menos avisados também se lembrem do que se trata – não estão satisfeitos com as penalidades que lhes foram aplicadas, há, entretanto, alguns recursos extraordinários tais como: 1) exportá-los para Cuba, a fim de viverem os dias que lhes restam desfrutando das maravilhosas praias do Caribe recebendo, inclusive, a bolsa detenção – ainda que sejam pagas com o nosso rico dinheirinho. Ou 2) aplicar-lhes os mesmos “corretivos” que destinaram ao Toninho, de Campinas, e ao Celso Daniel. Qualquer das soluções sairia mais barata e, sobretudo, conveniente para livrar-nos de tais pragas.

Régis D. C. Fusaro rxfusaro@hotmail.com 
São Paulo

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DIREITOS JURÍDICOS

Pela tese defendida pelos membros do mensalão, José Dirceu e esseclas, vocês podem imaginar como funcionam as justiças em Cuba, Venezuela e Bolívia.
 
Miguel Ribeiro da Silva mrsierra@ig.com.br   
Jandira

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A PRISÃO NECESSÁRIA

Prender os condenados do mensalão será o princípio da moralização política em nosso país, além, é claro, do fortalecimento do Supremo Tribunal Federal.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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JUSTIÇA

Que prazer para os conscientes seria o aumento das penas! Estou ansioso pelas fotos dos mensaleiros atrás das grades, mesmo faltando o principal.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com 
São Paulo

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DITADURA

O Brasil vivia uma ditadura mascarada de democracia, mas agora a canalha governante pretende legalizá-la, tirando do povo a última esperança de justiça do País, ficando acima do Supremo Tribunal Federal, ou seja, os condenados vão  julgar. A única solução é rolarem cabeças, mas na acepção literal da palavra.

Dyonisio Vecchiatti dio.vecchiatti@terra.com.br 
São Paulo

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‘O GOLPE QUE NÃO DEU CERTO’

João Mellão Neto está certo do começo ao fim em “O golpe que não deu certo” (“Estadão”, 3/5, A2). Em vez de opinião, deu informações. Por mais que queiram minimizá-las as hienas e farsantes de PlantTão.
 
Moacyr Castro jequitis@uol.com.br 
Ribeirão Preto

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IDEIA FIXA

Com o andar desta carruagem de nosso STF, dos mensaleiros que já deveriam estar atrás das grades em uma prisão de segurança máxima no Norte do Brasil, nós, os poupadores roubados por Sarney e Collor, nunca mais teremos chances de reavermos nossos dinheiros tungados pelos planos econômicos mirabolantes destes atuais “senadores” por causa da ideia fixa que se criou em somente manter na pauta do STF o julgamento dos recursos, acórdãos e outras delongas mais dos mensaleiros de Lula e sua trupe petista de segunda categoria. Dias Toffoli, amigão de Lula, já segurou todos estes processos por quase dois anos para analisá-los melhor, atrasando a determinação de uma sentença a nós favorável desde então. Depois veio Alexandre Tombini requisitar a Gilmar Mendes novo adiamento, e assim o STF nos vai enganado e fazendo seu marketing pessoal com a propaganda do mensalão lulista. Isso não é justiça que se aceite num país realmente democrático, isso é uma afronta a uma população roubada por políticos inescrupulosos que se apossaram do poder já faz algum tempo e insistem em continuar nos enganando com a conivência de alguns elementos do nosso sistema judiciário.

Boris Becker borisbecker54@gmail.com 
São Paulo 

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MAIS UM ATAQUE AO STF

O “Estadão” estampou na primeira página mais um ataque ao STF: o pedido (aberração jurídica) dos advogados do “inocente e injustiçado” José Dirceu, agora pretendendo o afastamento do honrado relator, ministro Joaquim Barbosa, do processo que condenou a corja petista que meteu a mão no dinheiro público para comprar os votos dos “aliados” que os colocaram no poder. Será que os advogados não sabem que as condenações foram o resultado não do voto unitário do relator, mas de 11 ministros, que expuseram seus argumentos e livremente votaram (alguns até pela absolvição dos réus)? Desta forma, o pedido de afastamento do ministro Joaquim Barbosa, sincronizado com o ataque de dois deputados federais do PT (Marco Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados, com passagem absolutamente inexpressiva; e o do Piauí, que no tamanho de sua insignificância continua querendo ter seus 30 segundos de glória). Ambos insistem, devidamente orientados pela cúpula de seu partido, em regular o Judiciário brasileiro, começando pela sua instância maior, o STF. Nós todos, brasileiros conscientes, continuamos aguardando a prisão dos bandidos do colarinho branco, que até hoje estavam amparados pelos seus mandatos ou cargos exercidos.

Roberto L. Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com 
São Paulo

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INTERNAÇÃO

Esse deputado federal Nazareno Fonteles (PT-PI) dá com exatidão uma ideia do que é atualmente a maioria do Parlamento brasileiro, seu nível intelectual, suas convicções políticas e suas propostas. Visto de um ponto de vista mais sensato, verifica-se que não seria apropriado afastar e prender sumariamente os ministros do Supremo Tribunal Federal, como sugeriu. O mais sensato seria recolher esse deputado a uma clínica psiquiátrica, já que não existem clínicas para pessoas idiotas.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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DOCE ILUSÃO

Nessa queda de braço provocada pelo Legislativo contra o Judiciário, tudo leva a crer e indica que os mesmos conseguirão engessar o Judiciário mediante a tropa de choque do PT, que domina, comanda e manipula o País há mais de dez anos. E nós, que chegamos a acreditar que o julgamento do caso mensalão não acabaria em “pizza”... Doce ilusão, mais uma vez enganados, não é?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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BOM NEGÓCIO

Nossos representantes no Congresso primam pela falta de vergonha na cara. Elegem a raposa para tomar conta do galinheiro. Nomeiam discriminantes para legislar sobre diversidade. Legislam somente em causa própria. E, o cúmulo dos cúmulos, acreditam piamente que estão acima de todas as leis. Resumo: vai tudo sempre piorar (para os que não são da máfia). O Millôr já dizia: um bom negócio é aquele para o qual você não foi chamado!
 
Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br
São Paulo

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ETAPA FINAL

O confronto entre os Poderes Legislativo e Judiciário é parte da estratégia petista de derrubar os últimos bastiões da legalidade que ainda atrapalham o projeto de poder em andamento. Reforçada pelos avanços por sobre a democracia na Venezuela e na Argentina, a direção petista, inconformada com as condenações de seus líderes no mensalão, volta-se com punho de ferro na investida contra tudo e todos que restam em seu caminho. O gigantesco esforço já posto em prática para a reeleição presidencial em 2014, revela o grau de importância que esta, mais a ocupação do governo do Estado de São Paulo, cabeça e bolso do País, representam para possibilitar a implantação final da ideologia petista sobre leis e normas que sufocarão de vez qualquer voz contrária. O estado de calamidade já atingido pela debilitação total do País, desde a quebra da Petrobrás, passando pela falência da infraestrutura, portos, rodovias, economia, ainda se apoia na avalanche de crescimento de drogados pelas ruas afora, pelo domínio da criminalidade por sobre os cidadãos, como fosse mesmo um plano de desestabilizar a sociedade já atacada em tantas frentes, desde a cartilha ideológica imposta aos colégios públicos, passando pela queda de qualidade geral do ensino, vide Enem, e atingindo de forma grotesca e humilhante o flagelo imposto aos pacientes, hospitais públicos afora. Se não foi tudo isso ação planejada, veio a calhar a derrubar a cidadania, refém do maior imposto aviltante sobre a face do planeta. A presidente e seus comuns já estão fazendo “o diabo” prometido, as ações iniciadas dez anos atrás já estampam a mediocridade e a impunidade que lhes serve de garantia no poder. Restam algumas linhas na imprensa e na mídia, que, ao lado dos reticentes ministros do STF, ainda resistem feito trincheira cercada por todos os lados. De agora ao final do ano próximo se delineará o futuro do País, a máquina governamental está pronta para a promessa de submeter o País, custe o que custar, fazendo “o diabo” necessário. 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br 
São Paulo

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CULPA NO CARTÓRIO

A tentativa de submeter decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ao Congresso Nacional e a insistência em tirar do Ministério Público (MP) o poder investigatório mostram o desespero e quanto os parlamentares da base governista e outros que lhes dão guarida estão atolados em falcatruas. Protagonizaram inúmeros escândalos, estrelas principais no asqueroso esquema do mensalão, cujo julgamento terminou com a condenação de 25 envolvidos, esses indivíduos desqualificados, movidos pelo egoísmo e pelos próprios interesses tentaram, sem sucesso, tirar da Suprema Corte sua função primeira – o exame da constitucionalidade das leis e insistem em garrotear o MP, que segundo recente pesquisa, foi a instituição com maior índice de credibilidade, dentre tantas pesquisadas, perante a população. O Congresso Nacional ficou em último, ah que surpresa! Portanto, o passado recente os condena e a paúra de serem tolhidos dos costumeiros atos de corrupção os leva a tentar tamanhos disparates.
   
Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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NA GAVETA

A Proposta de Emenda (in)Constitucional – PEC 33 –, que tentou engavetar o Supremo Tribunal Federal (STF), foi, felizmente, engavetada. Por ora, o Estado de Direito e a Constituição estão a salvo, preservados da indecente e indecorosa proposta. Vida que segue.
 
J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo

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CENSURA

Democracia é um regime tão bom, mas tão bom, que até proporciona aos seus inimigos os meios para ser agredida e, finalmente, exterminada por eles, e tudo isso impunemente e ao resguardo da lei! É o que percebo ao ficar sabendo que já estão sendo coletadas assinaturas em prol do projeto de lei que amordaçará os meios de comunicação, e que se define como sendo um projeto que zelará pela “democratização da comunicação”, o que mais cínico não poderia ser. O presidente da Central única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disse na rádio que o 1.º de Maio seria aproveitado para colher assinaturas em seu abaixo-assinado em defesa desse projeto que eu entendo será uma mordaça na imprensa escrita, falada e televisiva. Caminhamos rápido para uma censura, como já acontece na Venezuela e na Argentina. Será essa também a via crucis que o governo do PT nos tem preparado?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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MORDAÇA NUNCA MAIS

Assim como outros tantos abaixo- assinados que não foram atendidos pelos fazedores de leis no Congresso Nacional, esse abjeto movimento para colher assinaturas em favor de censurar a Imprensa, travestido de “democratização da comunicação”, sonho permanente dos petistas do atraso, há de não obter êxito, pois se há uma coisa que os cidadãos brasileiros não aceitam mais é ser amordaçados. Venezuela, Argentina entre outros estão aí para nos mostrar o mau exemplo. Podem tirar seus cavalinhos da chuva, pois de “boas” intenções o inferno está cheio.

Leila E. Leitão
São Paulo

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JORNALISTAS ASSASSINADOS

É inaceitável que o Brasil já ocupe a 3.ª posição mundial em assassinatos de jornalistas no exercício da profissão. Neste início de 2013, já são quatro os jornalistas mortos no País. A imprensa investigativa, livre e independente exerce uma função social essencial na democracia. Não se admite que jornalistas sejam assassinados impunemente no exercício de seu ofício. Os assassinos devem ser punidos severamente e os jornalistas precisam de um mínimo de segurança para fazer suas reportagens e denunciar a corrupção e os abusos cometidos, sobretudo pelos poderosos e pelo governo.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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JANGO E A TESE DO ENVENENAMENTO
 
Um pequeno porém: caso, quando se fizer a exumação do cadáver de João Goulart, o Jango, proceder-se a necropsia do mesmo e constatar-se que o mesmo morreu por envenenamento, quem poderá garantir que não foi o próprio Jango que se autoenvenenou? Essa “comilança da verdade” quer achar “chifre em cabeça de cavalo” de todo jeito, afinal, ela tem de se justificar, certo?
 
Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

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OS MÁGICOS DE OZ

O pronunciamento de Dilma Rousseff no Dia dos Trabalhadores teve como temas principais a educação e os bons ventos na vida financeira dos brasileiros. Aqui, no Rio, basta um giro pelas faculdades federais para dimensionar o zelo do governo federal com o patrimônio público e o saber. Também deve ser registrado que, ao soltar os rojões, a doutora economista ocultou um fato fundamental: os vasos comunicantes. O condão mágico que elimina pobreza e miserabilidade, que libera créditos e corta impostos, que molda os campeões nacionais aditivados pelo BNDES, fatalmente, vai esvaziar outro reservatório. Em 2012, a nossa dívida bruta atingiu 64% do PIB. É bom anotar que, na média, os países emergentes estão com endividamento na casa dos 35% do PIB e eles não têm um ministro com a categoria do Mantega. Resumindo: eu, você e eles temos uma dívida de R$ 2,583 trilhões, mas não podemos negar que somos uma geração privilegiada que usufrui dessa pujança continental gerada por estadistas raros – Morales, Chávez & Silva.
 
Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br 
Rio de Janeiro 

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A VERDADEIRA DEMOCRACIA

Neste 1.º de Maio escutei com atenção a mensagem da presidente Dilma Rousseff dirigida aos brasileiros. Data comemorada em todo o mundo civilizado em homenagem aos trabalhadores. Seu idealismo é sincero ao ressaltar conquistas de seu governo no que diz respeito à nivelação econômica entre as classes sociais do País. A bem da verdade, isso está acontecendo graças à instituição do Plano Real no governo de Fernando Henrique Cardoso. Aos 87 anos, lúcido, nesta ocasião não podia deixar passar despercebida e presentear novas gerações com as palavras proferidas pelo brigadeiro Eduardo Gomes quando, em 1945, disputava a Presidência da República: “Para a verdadeira democracia podemos e devemos chegar, progredindo numa ordem social mais justa, na qual a opulência excessiva de uns não afete a miséria extrema de outros, para uma época em que os ricos sejam menos poderosos e os pobres menos sofredores”. Essas palavras proféticas poderiam ser hoje realidade plena, não fosse o empecilho da roubalheira que, condenada, maus brasileiros coniventes tentam empurrar e esconder embaixo do tapete. 

Hercilio Tavares de Albuquerque cefisc@ig.com.br 
Sarapuí

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DISCURSO MENTIROSO

Ouvi o discurso da presidenta Dilma no Dia do Trabalho e não entendo como um governo tão extraordinário e tão eficaz como o dela pode apresentar em abril o pior resultado da história da balança comercial do País para esse mês... 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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MORRO ABAIXO
 
A cada dia surgem mais evidências da deterioração do cenário econômico no País. Não bastassem os últimos indicadores dando conta de que as importações aumentam cada vez mais e as exportações de manufaturados seguem a passo de cágado, tudo contribuindo para um megadéficit de US$ 24,9 bilhões no trimestre, agora surge a informação de que a arrecadação despencou 9,32% em relação ao registrado em março de 2012. Uma após outra, as evidências só confirmam o pessimismo, mas o desgoverno segue sua trajetória rumo ao precipício anunciado, desdenhando dos “pessimistas” e acenando para seu eleitorado bolsista.
 
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo

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DILMA É UM GATINHO

O ministro Gilberto Carvalho disse que Dilma Rousseff é uma “leoa” no combate à inflação. Menos, ministro. Menos, por favor! Na conta do supermercado não nos parece que a presidente Dilma está sendo uma “leoa” contra a inflação! Digamos que é um gatinho, pequenininho, dócil e meiguinho! Se fosse uma leoa, já teria diminuído gastos públicos, diminuído ministérios e secretarias que gastam como ministérios e faria a lição de casa com relação à inflação. A receita está aí em todos os jornais e na boca dos melhores economistas do País, porque foi uma realidade amarga vivida por todos, que custou muito sacrifício ao povo brasileiro. Por isso, ministro, menos paixão, porque de inflação o povo está careca de saber e o salário já não chega ao fim do mês! Sinal da volta dos amargos tempos!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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GATILHO EXISTE

Paulinho da Força pediu a volta do “gatilho salarial” e há muita gritaria a respeito. Pergunto: nos dissídios anuais, quando todos os salários são reajustados com base na inflação passada, o gatilho já não é praticado? Sim, é! O que muda é periodicidade. Mas que existe gatilho, ah, existe, sim!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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CICLISTAS ATROPELADOS

Em Nova York, onde vivi e andei muito de bicicleta durante seis anos (1948 a 1954), os ciclistas são orientados a seguir sempre na pista contra o fluxo dos veículos pesados.  Informam que assim fazendo, ao prenunciar um veículo desgovernado vindo em sua direção, é possível ele (ou ela) se jogar para o lado evitando um choque mais sério.  Resultado:  ciclistas mais atentos, e com a possibilidade de se defender de situação crítica, sofrendo arranhões mas salvando a vida. Aqui, o que lemos quase diariamente na mídia são ciclistas atingidos pelas costas sem qualquer  chance de se salvar.  Por que não aproveitar esta ideia?
 
Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br
São Paulo

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ÔNIBUS X BICICLETAS

Ou os ciclistas param de usar as bicicletas ou vamos continuar assistindo a mortes e atropelamentos nas grandes cidades, principalmente no Rio de Janeiro, onde os motoristas tomam uma multa a cada 2,5 minutos. Sendo assim, podemos imaginar a velocidade e o respeito às leis do trânsito por esses dito profissionais do volante. Impressionante, no Brasil a morte vem de todos os lados e nada nem ninguém freia ou tem algum interesse em acabar com essa matança desenfreada. Será que o fim disso é a morte? Será que só ela pode acabar com tanto sofrimento de pessoas que, por necessidade ou alegria, querem usar uma simples bicicleta, algo que na Holanda e na China é objeto de primeiríssima necessidade? E o tal Eduardo Paes, o faz de conta que é prefeito? Fica só no me engana que eu gosto. E a tal Fetransport diz que está gastando uma grana treinando os motoristas de ônibus. Deve ser para alguma corrida maluca que vai aparecer na Olimpíada de 2016, no Rio, pois eu mesmo estou com um seriíssimo problema na clavícula devido às freadas e arrancadas bruscas desses verdadeiros asnos ao volante.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br 
Rio de Janeiro
 
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DESMORALIZAÇÃO

Não adianta ficar dizendo que o ônibus envolvido no acidente com uma vítima fatal no Rio foi multado tantas vezes, ou o que se envolveu em outro acidente tem tantas multas. Isso vai continuar, porque o poder público não tem força e porque os empresários passam a mão na cabeça dos seus motoristas. São atrevidos, abusados porque têm quem os apoie. O ônibus não faz multas sozinho. Por que os motoristas dessas tantas multas não tiveram a habilitação suspensa? De que adianta a publicação de tantas multas? Para mim, só para mostrar um poder público desmoralizado.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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PREDADORES NO TRÂNSITO

Não surpreende em nada a epidemia de atropelamento de ciclistas nas grandes cidades. Como também não surpreendeu um ônibus cair de um viaduto de 15 metros, depois de uma briga surtada e descompensada entre motorista e passageiro. Não surpreende um homem atirar na cabeça da filha de um homem que provocava o outro por causa de uma pizza. Nada, nada mesmo, mesmo o mais surreal e o mais violento relacionado ao transito, nada deveria nos surpreender. Mas parece que faz parte do nosso grande teatro cínico desempenhar também o papel da grande, cretina e dissimulada surpresa: “meu Deus, como pode uma coisa dessas acontecer? Oh!”. Exercer esta falsa surpresa, para a maioria, basta, como se cumprir seu papel solidário ou social fosse apenas isto: demonstrar a falsa e lamentada surpresa. Recentemente levei uma trombada lateral na entrada do túnel. Foi uma trombada proposital. O cara (ou ela, ou sei lá quem, pois o filme dos vidros não me permitia ver nada lá dentro) simplesmente mandou a caminhonete em cima do meu carro, depois de umas vinte buzinadas histéricas e forçadas de passagem para me expulsar da rua e ocupar meu lugar, quando bastava esperar cerca de 5 segundos e entrar atrás de mim, na fila, como em qualquer sociedade decente. Recentemente, também, tive de desviar subitamente de dois ciclistas em plena avenida de quatro faixas, que vinham na contramão e tinham a certeza de que os automóveis todos iriam se desviar para eles passarem. Não é bem assim. Nada é bem assim. O problema é que não fomos capazes, nem tivemos interesse, em criar uma sociedade organizada. Sem educação cívica e moral, sem ensino de responsabilidade civil, é esta a sociedade que cultivamos nos últimos 50 anos. Este ser humano torpe, frio, alheio ao bem comum e odioso da existência do outro, é o ser humano que adubamos durante todo este tempo. A “turma do deixa disso” não existe mais. Esta “turma do deixa disso”, atualmente com 60-70 anos, foi o pessoal que talvez tenha recebido esta educação cívica por último neste país. Esta turma ou morreu ou está velha, ou está com medo, ou está cansada e perplexa demais para meter a colher neste caldo podre. Os indivíduos de 40-50 anos combinam a falta de educação cívica com a revolta de verem as grandes cidades terem se transformado em núcleos apodrecidos das multidões desesperadas, do crack, da tortura da imobilidade no asfalto ou debaixo dele, nas calçadas lotadas de gente apressada sem saber pra onde ir, mas indo desde que atropele e esbarre de propósito nos outros, na manada de búfalos fugindo dos lobos que entram nos trens urbanos; cidades que são núcleos de medo dos drogados, da policia, dos motoristas de van, ônibus e taxis, medo dos corretores de imóveis, dos vendedores de eletrodomésticos e até mesmo dos camelôs e  balconistas das drogarias. A garotada de 20-30 anos, esta então nem sei se tento definir. É violência e intolerância pura. Eles parecem ter a certeza de que o outro deve morrer e têm a disponibilidade total para exercer esta determinação. Até as drogas mudaram seu perfil transformador. Nos anos 40-50, as drogas eram para acordar e para dormir. Nos anos 60 e 70, as drogas eram para alucinar e estupefaciar, ou para acalmar, ficar feliz ou dormir. Nos anos 80-90, para excitar nas discotecas e na vida que se acelerava além do que nosso metabolismo é capaz de aguentar. E agora... para excitar e deixar violento. E assim ficamos no nosso dia a dia: fugindo de uma multidão de pessoas mal-educadas, agressivas ou sob efeito do crack. Somos como os personagens daquele seriado no qual as pessoas fogem desnecessariamente de zumbis, pois invariavelmente serão vítimas deles. Até os videogames, os livros, os seriados e as novelas estúpidas da TV, quase todos mudaram seus cernes temáticos para o extermínio do outro. Não adianta mais rodar um filme romântico com final feliz, pois a fome do espectador é ver o outro desaparecer e este mundo tal como criamos ruir. É a nossa fome íntima de voltarmos à floresta e vivermos em paz, como diz Rita Lee: “se Deus quiser, um dia eu quero ser índio, viver pelado pintado de verde”. E, voltando ao trânsito, é assim que as pessoas estão se comportando. Sem moral, sem responsabilidade civil e exercendo o papel de predador portando armas fatais – que são nossos meios de transporte. O ciclista afronta o automóvel exigindo que ele desvie. O automóvel provoca o pedestre acelerando exatamente no momento em que o pedestre atravessa a rua. O ônibus vai em alta velocidade para dar medo nos passageiros, especialmente nas curvas, minha gente, especialmente nas curvas! O caminhão do lixo sente prazer em obstruir a rua e assistir uma fila de automóveis buzinando histericamente. O pedestre insiste em atravessar a rua fora da faixa e chega a fazê-lo de forma proposital, tornando-se indolente no meio da rua quando vê um automóvel vindo, como que a dizer: “vem me atropelar se tem coragem, vem!”. Alguém tem que morrer, é só isso que tenho a dizer, alguém tem que morrer. Pois, nas guerras, morre quem ataca; morre quem se defende também.

Bruno de Faria buiofaria@gmail.com 
Rio de Janeiro

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O RIO E O PAPA

Às vezes, pergunto-me se a população do Rio de Janeiro necessita de mais policiais ou de mais segurança. Na semana passada, o Bope ocupou uma comunidade da Zona Sul da capital carioca para abrir caminho à implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O motivo: o papa necessita de segurança em sua estada na Cidade Maravilhosa. Considerando que um papa vem em nosso país (quiçá de quanto em quanto tempo leva para visitar o Rio de Janeiro) a cada 7 anos ou mais, pergunto como fica a situação do restante da sociedade carioca que paga tributos para financiar a segurança do papa enquanto se sente oprimida pelo tráfico no exercício de um direito tão fundamental ao ser humano: o direito de ir e vir. Além disso, para que pago o soldo dos policiais que deveriam me prover segurança se não recebo a contraprestação devida? Pelo menos em áreas não “pacificadas” aos holofotes do mundo, o traficante parece andar mais seguro com a ação (ou omissão) da polícia do que o próprio morador.  Enfim, eis o Rio que chora e o mundo não vê. 

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br
Rio de Janeiro

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