Fórum dos Leitores

Atualizado às 8h11.

O Estado de S.Paulo

07 Maio 2013 | 07h13

GOVERNO DILMA

Filme de terror

Ao ler o caderno Economia & Negócios de domingo pensei que estava entrando num filme de terror. As notícias e os comentários dos excelentes colunistas do Estadão não só confirmam o que já se sabe, como fazem prognósticos nada róseos sobre o nosso país. Quem chegar ao Brasil e só ouvir os discursos e declarações da presidente e de seu ministro da Fazenda poderá pensar que está num país onde tudo está organizado e funcionando e que a inflação enorme que nos assola não existe. Mas ao se informar no mundo real verá que as políticas adotadas pelo PT desde que subiu ao poder estão levando o País a um futuro nada fácil. Em seu excelente artigo Mais lenha na fogueira (B2), Suely Caldas nos lembra o que disse o experiente Jorge Gerdau sobre o número de ministérios que são totalmente ineficientes e Celso Ming (Rombo e consumo) explica o porquê da nossa fragilidade nas contas comerciais. E economistas de renome e eficientíssimos repetem o que todos dizem: há que frear os gastos do governo. Mas como os gurus de Dilma Rousseff são os que prognosticaram a ruína do Plano Real, não há esperança de fazer os políticos que só pensam em ganhar eleições se dedicarem um pouco a salvar as finanças do Brasil.

MARIA TEREZA MURRAY
terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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Tudo sob controle...

Visitando São Paulo, Dilma disse sem ruborizar que o déficit recorde na balança comercial em 2013, de US$ 6 bilhões, é somente uma "oscilação"... E respondendo aos críticos, a presidente, como se fosse a Alice no País das Maravilhas, afirmou que hoje temos juros civilizados (cheque especial, taxa média mensal de 7,92% e no cartão de crédito, 9%) e câmbio equilibrado (não flutua livremente, como o mercado exige). Sobre a inflação, que agonia a dona de casa, declarou que está sob controle. O que deixa explícito que o alto índice inflacionário de 6,59% ao ano não a preocupa. Mesmo porque Dilma não faz e não tem despesa de supermercado. Ou melhor, o contribuinte é que literalmente paga! Só faltou a presidente, nesse seu arroubo de soberba, dizer que o setor da saúde vai bem, tal como a educação e o saneamento básico. E que a nossa infraestrutura - estradas, portos, aeroportos e ferrovias - é a mais moderna do mundo...

PAULO PANOSSIAN
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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O 'grande salto'

Nossa presidente, juntamente com o ex (Lula), está fazendo uma propaganda política do PT em que afirmam que o Brasil dará um grande salto. Só espero que não se refiram à inflação...

CARLOS ALBERTO DUARTE
carlosadu@yahoo.com.br
São Paulo

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As fábulas e a velha senhora

As histórias infantis que são universais, na realidade, são descrições das várias personalidades do ser humano. Relendo-as percebi estar lendo a história do Brasil atual e dos demais países em desenvolvimento da América do Sul. Somos a cigarra e o coelho, enquanto eles são a formiga e a tartaruga. Como cigarras, cantamos e decantamos nossas belezas e nossas riquezas, mas as formigas vão trabalhando e amealhando. Enquanto damos saltos de coelho diante de "pacotes", os demais vão a passo de tartaruga. Mas a formiga e a tartaruga chegam lá, enquanto a cigarra e o coelho, quando chega o inverno ou acordam do seu repouso, verificam que o produto interno bruto (PIB) rolou montanha abaixo e a velha senhora (inflação) arrombou a porta de entrada com disposição para ficar. Orgulhosos que somos de ser o "país do futuro", não damos importância ao presente e entendemos que apenas fomos atingidos pela crise mundial... Será que a formiga e a tartaruga vivem em Marte?

M. APARECIDA PIRES DO RIO PINHO
secretaria@iph.org.br
São Paulo

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Zoológico

Não é sem motivo que Plauto disse: "Homo homini lupus" (o homem é lobo do homem). Por estas bandas apareceram outras feras. Primeiro, o leão do Imposto de Renda há décadas ruge e assusta os contribuintes. Depois veio o tigre da inflação, a ser abatido com uma única bala - e sabemos o que se seguiu. Ultimamente, temos uma leoa dedicada a combater a inflação. Sem contar nosso desastrado arúspice, a buscar soluções mirabolantes nas entranhas de aves bizarras. Nossa economia mais parece um zoológico. Ou não?

ALEXANDRU SOLOMON
alex101243@gmail.com
São Paulo

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Conta quitada

Simplesmente incrível o aumento da participação da indústria montadora de automóveis no PIB nacional nos últimos 11 anos, como informa o Estadão. Isso nada mais é do que o reconhecimento e o agradecimento dos governos do PT nos últimos dez anos. Finalmente fica claro que o ex-presidente Lula, que tanto tripudiou sobre as montadoras, com dezenas e dezenas de greves no ABC paulista, paga agora os prejuízos causados naquela época.

JOSÉ PIACSEK NETO
bubapiacsek@yahoo.com.br
Avanhandava

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USP

Nomes de salas

Na matéria Doação com contrapartida reabre polêmica na USP (20/4) são feitas observações que merecem reparos. O acordo entre a Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito, a Faculdade de Direito e a família Conde, textualmente, assevera não se garantir resultado, mas somente o encaminhamento - obrigação de meio, e não de resultado. O fato de terem assinado tal avença, como testemunhas, a então presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto e o presidente da Associação Atlética XI de Agosto demonstra não se tratar de documento secreto, suscetível de ser revelado. Por outro lado, referentemente à sala Pinheiro Neto, embora inexistisse qualquer acordo, foi ela também e na mesma ocasião revogada. O que comprova que a existência de acordo não era, de per si, determinante. Mais da metade dos membros da Congregação da Faculdade de Direito concordou, por escrito, com o pedido feito pela Associação dos Antigos Alunos a mim, então diretor da faculdade, solicitando a concessão dos nomes às salas, que veio a ser objeto de aprovação pela Comissão de Orçamento e Patrimônio da USP.

JOÃO GRANDINO RODAS, reitor da Universidade de São Paulo (USP)
São Paulo

N. da R. - O reitor afirma que o acordo entre a associação, a faculdade e a família assevera apenas o encaminhamento da proposta de nomeação, não a obrigatoriedade. Porém o instrumento particular de doação assinado em 7 de abril de 2009 diz, na sua cláusula 3.ª, que a donatária (Faculdade de Direito da USP), ao aceitar a doação de Pedro Conde Filho, "nomeará o auditório doado como 'Sala Pedro Conde'".

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O BRASIL E O CONSELHO DE SEGURANÇA 

O artigo “Brasil precisa liderar reforma do CS da ONU” (“O Estado de S. Paulo”, 6 de maio de 2013) traz de volta a questão do interesse do governo brasileiro de conseguir uma cadeira permanente no Conselho de Segurança (CS) da ONU. O principal enfoque do artigo é a importância do Brasil pelo tamanho de sua economia e sua participação no cenário internacional, fatores que justificariam essa ambição. Esquecem os autores que a questão não é simplesmente ampliar o número de membros permanentes, mas é muito mais complexa. Simplesmente aumentar o número de membros permanentes e não permanentes poderia satisfazer os candidatos a esses novos postos. Porém não tornaria o conselho mais eficaz; antes, ao contrário, dificultaria ainda mais a tomada de decisões. Há muitos anos se discute a reforma do Conselho de Segurança e a questão se tornou ainda mais relevante com o fim da guerra fria e a euforia inicial de que muito seria possível a partir daí, euforia que rapidamente se desfez. Em 1992, a Assembléia-Geral da ONU estabeleceu um comitê aberto à participação de todos os membros da Organização para estudar a reforma do conselho. Das várias propostas já apresentadas, nenhuma até hoje se tornou viável. Não há condições no cenário internacional atual para que os cinco membros permanentes aceitem qualquer medida que alteraria o poder de veto que mantêm desde 1945. Assim sendo, seria mais sensato que o governo brasileiro se mantivesse alerta sem desperdiçar recursos com uma questão de solução ainda remota. O artigo em pauta informa que a ONU era constituída por 50 membros da década de 1950. Na verdade, em 1945, quando foi criada, os membros originais eram 51. Em 1950, o número de membros já havia aumentado para 60 e, no fim da década, para 99.  

Gilberto B. Schlittler, diretor do Conselho de Segurança (1989-1990) gschlittler2@mac.com 
São Paulo

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TORCIDA CONTRA

Que a ONU e seu Conselho de Segurança não funcionam mais é uma constatação correta. Por que não funcionam a contento? Sem muita filosofia barata, eu considero que sua ineficiência é resultante do fato de que a ONU está semiaparelhada pela esquerda mais retrógrada e extremista, o que entrava suas decisões impedindo-a de exercer suas finalidades a contento, tanto na visão dos esquerdopatas quanto na daqueles que usam a via do meio ideológica. As crises globais nascem desse equilíbrio de forças  e por isso o Brasil, nas figuras de Lula/Dilma, Patriota e Top Top Garcia,  tenta desde há uma década fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, para que seus parceiros Irã, Síria e outros países que estão dominados por ditadores ensandecidos possam, enfim, levar a termo seus bárbaros propósitos. Ahmadinejad e Bashar al Assad depositam suas esperanças na concretização dos sonhos desses políticos brasileiros. E eu, como sempre, torço contra.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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SONHO TERCEIRO-MUNDISTA
 
Depois que o presidente Lula (ele é de fato) sonhou participar do Conselho de Segurança da ONU, sempre voltam a relembrar o assunto, como  agora, neste jornal, e defendem a tese de que o Brasil deveria liderar  uma reforma nesse órgão, mas, para quê? Para que, numa situação de possível entrevero de perigo a paz e algumas ameaças feitas por aquele simulacro de ditador norte-coreano, por exemplo, se tornassem reais e ele ordenasse uma agressão à Coréia do Sul ou disparasse algum míssil contra alvos americanos, um  Lula como representante brasileiro no tal Conselho espetasse o dedo no nariz de Barack Obama? É sonho terceiro-mundista,  porque antes dessa premissa os americanos já responderiam “torrando” atomicamente a Coreia do Norte em poucas horas! Lula, e quem pensa igual, se esquece de que os EUA  invadiram o Iraque mesmo contra o voto de Rússia e China, dois gigantes mundiais detentores de armamento atômico capaz de fazer face aos americanos. Mas por isso os EUA podem fazer o que quiserem sem responder ao mundo? Não é por aí, e é necessário criar meios para evitar isso, mas não antes mudar atitudes do resto do mundo, que, quando de situações de risco à paz, como a citada fanfarronice norte-coreana, as ameaças atômicas do Irã contra Israel ou de terroristas islâmicos, esperar primeiro uma reação dos americanos para resolver essas situações de risco.  
 
Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo

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LUTA PELA PAZ

Li com muito interesse a notícia “Promotor que investigava ex-ditador paquistanês é assassinado com 13 tiros”, publicada pelo “O Estado de S. Paulo” em 4/5/2013, que tratou sobre o assassinato do promotor Chaudhry Zulfikar Ali, que investigava o papel do ex-ditador do Paquistão Pervez Musharraf na morte da ex-premiê Benazir Bhutto e seu envolvimento na série de atentados que matou 169 pessoas em Mumbai, na Índia. Lembra-me muito a ditadura militar no Brasil essa notícia, quando pessoas eram caladas e exiladas, e quando fazer o certo era proibido. Em forma de munição, mandaram um “cálice” ao promotor que queria apenas fazer o certo e levar à prisão quem assassinou Benazir Bhutto, que queria o fim da ditadura em seu país. A violência ainda foi mais longe (obra das autoridades do Paquistão, suspeita-se). Uma série de atentados em Mumbai foram atribuídos ao grupo Lashkar-i-Taiba, que, embora sejam apenas suspeitas, pode ter sido criado pela agência de inteligência do Paquistão (ISI) para pressionar o governo indiano na disputa pela área. Uma vida humana não parece valer muito neste mundo. Pessoas inocentes morrem por causa de disputas territoriais e por tentar fazer o certo. Até que muitos se movimentem a respeito, a violência continuará como está. Nelson Mandela, Dr. Martin Luther King e muitos outros nos ensinaram a lutar pacificamente por o que desejamos. Temos de lutar pela paz e por nossos direitos. 

Thiago Villela Dutra tdutra98@hotmail.com
São Paulo

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GUANTÁNAMO

Li com muito interesse a notícia “Como os EUA podem fechar Guantánamo”, publicada em 4/5/2013, com autoria de Laura Pitter, que traz os obstáculos e as possíveis soluções para o fechamento de Guantánamo, e que, por sua vez, foi prometido por Barack Obama no prazo de um ano, mesmo já tendo passado longos quatro anos.  O presidente americano fez uma declaração quatro anos atrás dizendo que “Guantánamo não é necessária para manter os EUA a salvo. É cara. É ineficiente. Precisa ser fechada”. Essa declaração de Barack Obama é bastante curiosa, já que, passados quatro anos, a prisão ainda está ativa. Sempre que foi questionado sobre o assunto entre esses anos, esquivou-se e apontou a culpa para o Congresso. E não é mentira que o Congresso criou obstáculos, mas eles não são impossíveis de ser superados. Isso mostra que, se Obama estivesse realmente interessado em fechar a prisão, já teria, pelo menos, tomado alguma providência sobre o assunto, ao invés de só passar a responsabilidade adiante. O governo não pode deixar pessoas em detenção indeterminada somente por temer que elas voltem a cometer atentados terroristas. Em Guantánamo, estão detidos por tempo indeterminado 46 presos de que o governo não tem provas suficientes para processá-los. Isso é inaceitável. Manter uma pessoa presa sem um processo julgado é desumano, já que está perdendo parte de sua vida sem uma razão. Para resolver esse problema, Obama poderia levar esses presos para tribunais federais para que pudessem ser julgados honestamente. Para terminar, gostaria de dizer que, até mesmo nos EUA, onde muitos acreditam ser um lugar perfeito, ocorrem situações que são absurdamente injustas.

Daniel Oliveira de Azevedo Sampaio daniel987265@gmail.com 
São Paulo
  
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DILMA E AÉCIO

O cumprimento de Dilma e Aécio em Uberaba (“Estadão”, 4/5, foto em destaque na A1) foi muito além do “protocolo” e demonstrou, mais uma vez, a fraqueza de nossa oposição. Para quem devia estar se preparando para uma acirrada campanha visando à Presidência, o abraço com o “inimigo”, aparentemente caloroso, não é um bom sinal. Será que Aécio está ciente do mal que Lula, Dilma e o PT estão fazendo para o Brasil? Será que ele, representante do PSDB escolhido por FHC, não entende que o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, as privatizações e tudo o mais que FHC, Malan, Fraga e equipe fizeram para colocar nossa Nação no caminho da prosperidade estável estão em risco neste governo petista? Apertar a mão, ser simpático e educado é uma coisa; abraçar a presidente como se fossem grandes amigos, isso já é demais! Espero que toda essa gentileza seja abandonada no calor da campanha, especialmente nos debates. Mas, infelizmente, nosso representante da oposição está começando mal!
 
Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br
São Paulo
      
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SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Comovente a foto de Aécio e dona Dima. Dançavam, sussurravam ou simplesmente trocavam palavras docemente amorosas? Confesso, me comovi. Mas, para ser honesta, acredito mesmo é num samba do “criolo doido”. Pode? Pode!
 
Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com 
Avaré

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IMPRESSÃO DESAGRADÁVEL

A capa do “Estadão” de sábado, 4/5, estampando a foto do abraço cordialíssimo de Dilma e Aécio – que aparentemente estão dançando – dá a dimensão exata do político brasileiro da atualidade. No Brasil, eles são um grupo de pessoas que resolveram fazer carreiras de retorno financeiro generoso para quem souber aproveitar bem as “oportunidades”. Filiam-se a partidos, de acordo com as conveniências, principalmente do sucesso na carreira, sem que algum tema político ou ideológico seja levado em consideração. O que importa é o que o candidato pode trazer ao partido um número de votos e, consequentemente, em recursos pecuniários, tempo de TV, exposição na mídia. Não são importantes sua ficha corrida na polícia nem pendências judiciais ou qualquer outra comprovação de boa moral e ética. É essa a imagem transmitida pela foto sobre a política de “malandragem” brasileira, nada sério. Em ocasiões semelhantes à da foto e em países mais civilizados e consentâneos com as imagens dos políticos junto ao eleitorado, esse encontro teria acontecido somente com um respeitoso e civilizado aperto de mão. No nosso caso, da foto, parece que um teria dito para ou outro: “Eu sei que você está fazendo muita sujeira, mas você sabe que eu também estou”. É essa a desagradável impressão que ficou. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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FALHA PUBLICITÁRIA
 
Você percebeu a falha na propaganda petista na televisão, ao enumerar, nos dez anos de governo, os dez maiores feitos? Pois é. Pisaram na bola. O mais importante deles, que fez nascer uma nesga de esperança, não foi mencionado. Trata-se da nomeação de Joaquim Barbosa para o Supremo Tribunal Federal (STF), o destemido ministro que, em consonância com o anseio popular, iniciou a tão esperada erradicação dos malfeitos que assolam o Brasil, mesmo com uma branda punição, mas já é um bom começo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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GASTOS COM VIAGENS

Fiquei muito perplexa ao ler a notícia publicada na página A8 na parte de Política, no sábado, 4 de maio de 2013: “Governo gasta US$ 3,8 mi com Dilma no exterior”. Essa notícia conta das despesas da presidente Dilma Rousseff em suas viagens para o exterior, levando ao exagero de US$ 3,8 mi. Assim que li este valor absurdo gasto pelo ministro das Relações Exteriores com viagens internacionais com a presidente, lembrei-me do quanto o Brasil está precisando deste dinheiro para suas escolas públicas e hospitais, por exemplo, mas eu também sei que a presidente precisa viajar, como foi dito por Antonio Patriota. Mas será que é necessário ir três vezes aos Estados Unidos e quatro para a Argentina, em dois anos apenas de mandato? É um caso para pensar, mas, na minha opinião, essas viagens deveriam ser reduzidas, assim dando mais atenção para outros acontecimentos no Brasil.
 
Maria Hirieidy mariahirieidy2009@hotmail.com
São Paulo

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‘FAZER MAIS E MELHOR’

Ao discursar na ExpoZebu, em Uberaba, Dilma Rousseff citou o slogan que pretende usar na sua campanha para 2014 – já iniciada, por sinal: de que seu governo “pode fazer mais e melhor”. Para que isso ocorra, o governo tem de começar a fazer alguma coisa pelo povo e pelo Brasil, para que possamos ao menos ter um parâmetro para comparar. Pois fazer melhor do que nada fez até agora é muito fácil e óbvio, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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SLOGAN

Dona Dilma, está esperando o quê?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br
São Paulo

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FICÇÃO

Em tempos passados, acompanhávamos “estórias” (ficção) somente nos filmes e nas novelas. Hoje tais “estórias” são apresentadas diariamente através das propagandas do PT. Que tentando iludir a população leiga do País com constantes propagandas enganosas.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br
São Paulo

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GESTÃO PÚBLICA

As prisões por crime contra a gestão pública aumentaram 133% na última década e o peculato (quando o servidor se apropria de bens públicos), foi o crime que levou mais funcionários públicos à cadeia nesses anos. Este foi o verdadeiro legado da administração de Lula à sociedade brasileira, independentemente se Lula “enricou” e é uma das maiores fortunas do país, ou se uma estatal contratou seu filho Lulinha por descabida fortuna, sem motivo aparente algum, como consta na web, ou se a fiscalização dos crimes contra a sociedade na administração pública passou a ser mais eficiente. A grande verdade é que a fama de que os funcionários públicos e principalmente os políticos brasileiros são invariavelmente corruptos e uma vez eleitos enriquecem rapidamente, desonestamente e com total impunidade, passou a fazer parte do folclore nacional, da consciência da sociedade brasileira e do conhecimento de toda a comunidade internacional, nos últimos dez anos. Os desmandos do nosso ex-presidente, que preencheu não só os cargos de direção, mas também vários níveis dos escalões mais baixos das estatais e das instituições públicas do País, com amigos e “companheiros” na maioria das vezes incompetentes e de uma forma nunca antes praticada na história deste país, fizeram com que todos os desqualificados e semianalfabetos do País tentassem a carreira política ou se achassem no direito de alcançar as mesmas benesses que o poder deu ao casal Silva e que este nunca fez questão de escondê-las ou de usá-las comedidamente. As viagens turísticas inúteis pelo mundo todo, com a esposa ou com a amante, os cartões corporativos usados sem controle, a postura megalômana e ridícula de estadista, assumida pelo principal filho de Garanhuns junto com outras atitudes não compatíveis com o cargo de presidente da república da sexta economia do mundo, convenceram inúmeros espertalhões pelo país afora, de que o dinheiro público está à disposição daquele que chegar antes e for mais esperto. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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‘MAIS LENHA NA FOGUEIRA’

Cumprimento a jornalista Suely Caldas pelo artigo “Mais lenha na fogueira” (5/5, B2). O curioso é que o PT diz fazer tudo isso pela governabilidade... Isto é, você desgoverna para governar e, numa época de “vacas magras” (ao contrário da época do governo Lula), as deficiências começam a aparecer. Aí você ataca de comerciais na TV para disfarçar. Puro marketing. Por outro lado, quero ver também se algum candidato da oposição teria coragem de anunciar que vai cortar 30% ou mais dos ministérios, para tornar a máquina mais eficiente. Do jeito que os partidos e políticos estão mal acostumados, isso seria um tiro no pé, não? Estamos na dependência de novas lideranças, que tenham empatia, credibilidade e coragem para mudar.

Denis Mori djmori@uol.com.br
São Paulo

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SÍNTESE

Que síntese Suely Caldas deu para a nossa economia e nossa política!

Benedito Rodrigo dr.rodrigoesporte@gmail.com
São Paulo 

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O POVO NÃO SABE

O que diz o artigo “Mais lenha na fogueira” é a mais pura verdade, que o povo deveria saber!

Pedro Pastore pedropastore@uol.com.br 
São Paulo

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RUMO AO CAOS

Parabéns, Suely Caldas, pelo artigo “Mais lenha na fogueira”. Nossa presidente, aturdida pelo “PT”, se não mudar os conceitos, levar-nos-á para o caos!

Walter José da Silva wjsilva1704@hotmail.com
São Paulo

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A BEXIGA DO GOVERNO
 
O governo petista é igual a uma bexiga, que, se assoprar enche (com discursos populistas e sem nexo), e depois pela inércia esvazia lentamente até que se reconheça, por exemplo, que, o PIB jamais em tempo algum vai crescer, quando o estado gasta muito e mal, tenta congelar alguns preços (gasolina, e transporte público) não investe em infraestrutura, trambica com os números oficiais, e ainda dá uma banana para alta da inflação. E tudo isso colocado no liquidificador da incompetência, é igual a falta de credibilidade... Fator mortal no âmbito de uma administração! E não a toa que a manchete do caderno de economia do “Estadão” traz: “Bancos e consultorias já falam em crescimento do PIB abaixo de 3% no ano”. Isso porque, por enquanto, estamos na metade do segundo trimestre de 2013. Provavelmente em meados de junho esse número deverá estar próximo dos 2%, pelo andar do péssimo humor dos empresários, investidores e até dos trabalhadores perplexos com o custo de vida. E neste caso, bem que a Dilma poderia fazer um tour visitando o Peru, Chile, Colômbia e ao México para aprender porque eles mesmo com as crises da zona do euro, e do reclamado derramamento de dólares pelo Fed, na economia americana crescem acima dos 4% há anos... Quem sabe por ai, o governo petista descobre que a sua bexiga econômica repleta de paliativos está furada. Corre, presidente, porque ainda faltam 17 meses (ufa) para o fim de seu mandato!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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PIB ABAIXO DE 3%
 
Segundo matéria publicada no “Estadão”, bancos e consultorias começam a cortar as projeções de crescimento da economia para 2013 e já trabalham com previsões abaixo de 3%. Sou uma simples mortal brasileira, sem formação em economia, pois sou formada em administração e direito, e, segundo minha previsão do PIB/2013, para atingir 1,5%, será preciso muito pó-de-arroz.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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NOSSO BRASIL ATUAL

Para ficar só na economia: a) estragos impostos à Petrobrás; b) risco de não aproveitamento de 60% a 80% do pré-sal; c) piora das contas externas; d) erosão fiscal; e) tolerância à inflação e d) estagnação dos investimentos. Esse é o Brasil das falsidades e dos cosméticos eleitorais. E um povo crédulo. Eis um capítulo de nosso drama atual.
  
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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‘NO VERMELHO’

Feliz o comentário do leitor Sr. J. S. Decol (4/5) relacionando o vermelho do déficit da economia brasileira, da balança comercial, com a cor do partido do (des)governo! Acrescentaria: déficit na educação pública, déficit na segurança pública, déficit na saúde pública, déficit nos transportes públicos, déficit na infraestrutura aérea e portuária, déficit na produção de energia e por aí vai. Sempre no vermelho! Tudo muito “coerente” com o vermelho da bandeira que, sem nenhum pejo, ainda ostentam nas manifestações pagas sabe lá por quem!
 
Paulo Vieira da Rocha paulroch@amcham.com.br 
São Paulo

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CARTOLA FURADA

Com bastante propriedade, Izabel Avallone, nossa colega do “Fórum dos Leitores”, havia anotado: “Brasil, um país de tolos”. Mais uma vez as Patalógikas e os Merlins plantonistas do Palácio do Planalto deram com os burros n’água. Tiraram do borbulhante caldeirão de estatísticas que a indústria teria alta de 1,3% em março, mas a produção cresceu apenas 0,7%. Há projeção de um PIB de 3% no ano, isso se o setor industrial sair do marasmo em que se encontra. Na verdade, as projeções dos economistas têm errado muito mais do que acertado. A balança comercial no setor industrial terminou o 1º trimestre com déficit de US$ 16 bilhões. A má performance da economia tem reflexos na saúde das empresas, com perdas substanciais que preocupam acionistas e investidores, sendo oferecidas como exemplo a gigante Petrobrás e as empresas “X”, do empresário Eike Batista. Toda essa situação só tende a piorar porque o governo embarcou na “caravana holliday” da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, com maior atenção para 2014, quando a reeleição de Dilma Rousseff é a mãe de todas as prioridades. Nada se projeta, nada se faz que não esteja direcionado para o poder e o circo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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RENAN EM SILÊNCIO

O senador Renan Calheiros, recentemente, por duas vezes, usou o espaço do “Fórum dos Leitores” para se defender de críticas públicas a atitudes suas. Agora, com a notícia do mordomo e garçons em sua casa, nomeados por atos secretos do Senado, e pagos régia e despudoradamente, um silêncio ensurdecedor. Nenhuma carta, senador? Nem um agravo regimental? Nem um embargo declaratório ou infringente?”
 
Luiz Sérgio Silveira Costa lsscosta@superig.com.br 
Rio de Janeiro

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NAS RODAS DO MENSALÃO

Percebe-se que os mensaleiros e seus célebres advogados – todos brancos – devem, nas suas conversas privadas, referir-se a Joaquim Barbosa com expressões do tipo “quem este preto acha que é?”. Dirceu, então, com o seu estilo superior, agressivo e petulante, deve estar doido para por o crioulo no seu lugar. É sempre bom lembrar que pessoas que fazem  parte de minorias e ralaram para vencer neste Brasil preconceituoso é que acabam mudando o curso da História. Lembram da Denise Frossard, que encarcerou os reis do jogo de bicho? Aliás, onde anda a Dra. Denise?

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br 
Salvador

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DESCABIDO

Após haver concebido que Roberto Jefferson seria um verdadeiro Don Quixote  pela sua delação a José Dirceu e seus comparsas, imaginei que, no mínimo, teria uma amenização em sua sentença como prêmio à sua atitude. Enganei-me. Fiquei decepcionado com seu recurso e a solicitação da alteração da composição da Suprema Corte e substituição do relator Joaquim Barbosa. Não passa pela cabeça de qualquer mortal, com inteligência mediana, aceitar uma solicitação dessas advinda de um criminoso condenado. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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SERÁ QUE VAMOS DESPERTAR?

A partir do momento que assumiu o poder, o PT, de posse da chave do cofre e de uma caneta nervosa, postulou como tarefa primordial a apropriação do estado brasileiro. A primeira investida, um inédito esquema de corrupção política atuando no Congresso visando à aprovação de projetos de interesse, encontrou, após denúncia de um dos envolvidos, forte oposição por parte de sociedade e culminou com a condenação, sete anos depois, dos implicados, pela Corte Suprema, um raio de esperança na recuperação da ética e da autoestima da República, embora até agora nenhum deles tenha ainda iniciado o cumprimento das penas. A tênue oxigenação da dignidade nacional decorrente da atuação do Judiciário no episódio não impediu, porém, que se constatasse, com o tempo, a completa submissão do Legislativo aos desígnios do governo, inclusive com a pulverização completa da frágil oposição. O próximo passo, já em curso, é a desmoralização das instituições encarregadas de aplicar a lei, mediante propostas indecorosas de modificações do texto da Constituição, com o objetivo de diminuir do poder do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhadas por  parlamentares a serviço do Planalto, e não do interesse público, do qual passam ao largo. Quem poderá negar que o objetivo final de todas essas tentativas, com boa probabilidade de serem bem-sucedidas, seja o estabelecimento de uma ditadura branca cuja implantação, com todas as consequências ligadas a temas como, por exemplo, o controle da imprensa, faça com que a sociedade, anestesiada, a tudo assista sem reagir e quando o fizer será tarde demais?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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HARMONIA E INDEPENDÊNCIA

A harmonia e a independência entre os Poderes da República são requisitos essenciais e indispensáveis para a manutenção e continuidade do regime democrático. No Brasil da atualidade, por ambição dos partidos políticos detentores do poder, a harmonia já foi para o espaço, enquanto a independência, há anos, já vem sendo solapada pela insistência do Executivo em exarar Medidas Provisórias com uma profusão inaceitável, invadindo a competência constitucional de legislar do Legislativo. Sempre se entendeu, na boa doutrina, que ao Judiciário incumbe tratar das questões de ilegalidade que eivam os atos jurídicos, sejam eles provenientes do Executivo ou do Legislativo, dirimindo-as em respeito à Carta Magna e às leis vigorantes. Então, o Judiciário não invadiu a competência legislativa, mas apenas evitou o cometimento de uma ilegalidade consistente em ofender o princípio da liberdade e da pluralidade partidária previsto na Carta Magna. E tanto é verdade que, recuando, o presidente do Senado irá adentrar o STF com o competente agravo regimental, restando ao Legislativo, ainda, responder ao STF a existência ou não de matéria legal tendente a sobrepujar legalmente as decisões da Suprema Corte. Na verdade, já está passando a hora de um diálogo sério entre os representantes de todos os poderes.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 
Rio Claro

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AÇÃO DA POLÍCIA SOB SUSPEITA

O programa “Fantástico” da Rede Globo, mostrou uma operação policial que caçava o “Matemático”, criminoso mais procurado do Rio de Janeiro. A filmagem foi feita do próprio helicóptero que abateu o carro do criminoso, morto nessa operação. Mostraram vários especialistas analisando a operação dizendo ter sido irregular, colocando em riscos moradores, sem apoio militar em terra, etc. Até aí tudo bem, uma averiguação realmente precisa ser feita para que sejam controlados abusos que colocariam moradores em risco de vida numa próxima investida. Mas hoje, o duro foi ver que deputados dos “direitos humanos dos bandidos” do Rio de Janeiro subiram à tribuna solicitando cópia da filmagem, apuração do governo federal para punir excessos e irregularidades cometidas pelos policiais. Engraçado que nunca vimos um deputado dos “direitos humanos” subir na tribuna para defender a população que vive acuada. Nenhuma palavra de apoio, nenhum comentário em plenário, nenhuma posição em favor dos familiares das pessoas honestas que são diariamente assassinadas pelos bandidos. Nenhum projeto de lei que aumente pena para crimes hediondos. Nem precisamos ver o final dessa historia. Com certeza uma polpuda pensão o contribuinte deverá pagar para a família do “Matemático” morto nessa operação. Isso é Brasil!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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A CAÇA AO ‘MATEMÁTICO’

A Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando a ação de agentes durante operação para caçar o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, na noite de 11 de maio de 2012. Para quê? Provar que ele era professor de Matemática? Ora, srs. da Corregedoria, vão procurar o que fazer! Ladrão bom é ladrão morto. 

Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br 
São Paulo

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VIOLÊNCIA

Eu não sei onde vamos parar. A violência está cada dia pior e as pessoas matam por nada. O caso de Aparecida de Goiânia é o ultimo exemplo desta violência gratuita. Um pai que resolve tomar satisfações levando as filhas junto é um absurdo. O que atirou tem de passar o resto da vida na cadeia. Mas não vai. Nossas maravilhosas leis, defendidas por muitos sei lá por quais motivos, não permitem. Um bandido que é condenado a 100/150 anos de cadeia fica apenas 30, por quê? Qual a lógica por trás disso? Não acredito que uma pessoa que atira friamente contra duas crianças possa conviver em sociedade. E o sujeito ainda tem a cara de pau de alegar legítima defesa. É o fim do mundo mesmo.  Não temos verbas para melhorar a segurança, mas temos montanhas de bilhões de reais para fazer Pan-Americano, Copa do Mundo, Olimpíada, sustentar políticos ladrões, etc.

Rogério Tófoli Kezerle rogeriokezerle@Hotmail.com
São Paulo

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ÔNIBUS QUEIMADOS EM SP

Quantos ônibus depredados e queimados serão necessários para que haja punição a estes criminosos, pois não me lembro de ler ou ouvir que alguém tenha sido punido por esse ato criminoso, que deveria ser tido como crime hediondo, pois coloca em risco a população, inutiliza patrimônio público e prejudica o piso asfáltico da via pública. 
 
Wilson  Lino wiolino@yahoo.com.br 
São Paulo

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IDEIAS PARA O RIO

Na semana passada, o Brasil foi brindado com o Congresso Internacional Sobre Drogas – 2013, com o apoio do governo federal. Teoricamente, se discutiria ali políticas públicas sobre o tema. Na verdade, trata-se de um congresso a favor da legalização das drogas ou, como se diz por aí,  a sua “descriminalização”. Observando os palestrantes e estando ciente dos protagonistas maiores da “luta” pela descriminalização, sugiro aqui uma ideia. A maioria dos brasileiros já se manifestou, em diversas oportunidades, contra esta medida. Mas já que há tantos defensores ardorosos da legalização das drogas fixados principalmente no Rio de Janeiro, a começar pelo delegado da Polícia Civil, Orlando Zaccone, um subordinado do governador fluminense; já que em nenhuma cidade do País a Marcha da Maconha tem tantos adeptos quanto no Rio; já que os principais veículos de Comunicação lá sediados são defensores ferrenhos da legalização, a cidade do Rio de Janeiro poderia ser declarada zona livre para produção, venda e consumo de drogas. Os adeptos mudar-se-iam para lá. Depois, bastaria erguer-se um muro alto, cercando o perímetro da cidade. Não deve ser difícil. Já se fez parecido em Gaza, na Alemanha pós-guerra e na fronteira dos Estados Unidos com o México. Os que lá se fixassem não sairiam mais, sem autorização e revista rigorosa. Certamente seria um sucesso mundial, uma curiosa experiência, que atrairia turistas consumidores de drogas do mundo inteiro! O Rio de Janeiro então poderia firmar acordos com a Bolívia e os cartéis do México e Venezuela e fazer o livre comércio e transferência de tecnologias da produção, refino  e comércio de drogas  e se estabeleceria como polo produtor. O resto do Brasil viveria tranquilamente, de acordo com seus princípios “conservadores”, sem drogas e traficantes. Resolveríamos assim, democraticamente, a questão.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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FIM DAS TRAPALHADAS

Foi com muito espanto que li a reportagem “Avião joga inseticida em escola: 37 intoxicados”, publicada na seção Metrópole do jornal “O Estado de S. Paulo” no dia 4 de maio de 2013. Um avião agrícola despejou inseticida sobre uma escola em Goiânia, afetando mais de 35 pessoas, muitas delas crianças, que aproveitavam seu recreio quando começaram a sofrer vários dos efeitos causados pelo inseticida, como vômitos, tontura e até desmaios. A falta de cuidado por parte da empresa dona do avião é simplesmente inacreditável, considerando a natureza agressiva do produto agrotóxico carregado na aeronave e o percurso a ser cumprido em sua rota: o caso seria completamente imperdoável mesmo se a rota fosse desconhecida pelo piloto, e se este não soubesse que teria de sobrevoar uma escola – mas este não era o caso. O piloto estava completamente ciente de todos os possíveis perigos que poderiam envolver o voo, assim como a Aerotex (empresa dona da aeronave). É certo que o ocorrido foi um acidente, porém poderia ter sido muito facilmente evitado, caso a empresa fosse mais cuidadosa ao montar seus aviões, já que o acidente foi causado por uma falha no funcionamento da aeronave. Será que se um dos estudantes da escola afetada fosse filho de algum diretor da empresa, o acidente ainda sim teria acontecido? Tudo se trata de um desleixo e da falta de atenção e preocupação da empresa em relação aos possíveis acidentes. Porém, a população de Goiânia ainda não tomou nenhuma ação para contestar o ocorrido. E como ficam as crianças internadas em hospitais graças ao enorme erro da empresa de aeronaves? E os pais dessas crianças, será que não veem problema no acidente envolvendo seus próprios filhos? Parece que não. Já passou da hora de tomar uma ação. Será que as empresas que agem com descaso em relação aos seus erros permanecerão impunes por muito tempo? Sugiro que comecemos a tomar atitudes contra erros desse tipo. O inseticida não provocou nenhuma morte, – até agora – mas o que garante que não haverá mais acidentes (e talvez até mais graves)? As autoridades agrícolas devem promover uma análise do percurso a ser seguido por aeronaves desse tipo, e verificar as consequências de um possível acidente – e extinguir de vez as rotas que passam por locais com grande concentração de pessoas. Está na hora de pararmos de agir de modo passivo frente a acidentes desse tipo e começarmos a mostrar que sabemos lutar por nossos direitos e por nossa própria segurança. 
 
Sabrina Brito sabrinagabriela_brito@hotmail.com 
São Paulo

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‘NO RUMO DAS TREVAS’
 
Em artigo publicado em 29/4/2013, página A2, de nome acima, o jornalista A. P. Quartim de Moraes chamou a atenção dos leitores sobre a falta de ética empresarial que predomina quando se trata de “razões de mercado”. É um verdadeiro “vale tudo” para atingir metas, não importando absolutamente nada quando se trata de atingir os objetivos propostos. Trata-se de uma propaganda veiculada na TV, que já parte de uma falsa premissa: “um pai chega em casa com alguns livros e se dirige ao filho”. Mas os livros não são para o garoto ler e sim para ele se sentar e ficar em altura mais elevada. O Ministério da Educação tomou conhecimento ou se manifestou a respeito? Ridícula e perniciosa, objeto de mentes doentias, próprias de quem nunca soube qual o real valor de um livro para a humanidade. É provável que na próxima propaganda tenhamos aquela triste lembrança de pilhas de livros sendo queimados na idade média e, mais recentemente, pelos nazistas. Meus pêsames a todos os envolvidos. No que me diz respeito jamais comprarei ou recomendarei qualquer empresa ou produto que se utilize desta forma de artifícios para tentar alavancar suas vendas.

Sergio Bertolini bertolinisergio@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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