Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

08 Maio 2013 | 02h05

GOVERNO DILMA

Aliciamento imoral

Seria cômico se não fosse trágico o convite feito pela presidente ao vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PDS), para assumir a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, o 39.º ministério da gestão Dilma Rousseff. Esse convite a Afif, se por acaso for legal, é, no mínimo, imoral, pois o novo ministro terá de optar entre ficar em Brasília ou em São Paulo, exercendo a função para a qual foi eleito, e recebe salário para isso. Ficar com ambos seria como rezar para Deus e o diabo... O que dá para entender desse aliciamento, dessa cooptação, é que o PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, entra de cabeça no círculo de alianças dos apoiadores de Dilma no Congresso Nacional, com 48 deputados e 2 senadores. A nova pasta - que vai custar aos cofres públicos nada menos que R$ 7,9 milhões por ano - estabelece um recorde no número de ministérios jamais visto, inusitado na política brasileira. Politicamente, renderá à presidente um reforço de peso, já pensando na reeleição. Escolhido a dedo pelo Planalto, Afif representa o elo com um setor da indústria mais ligado à classe média, com a qual Dilma quer ter maior aproximação. À parte a rasgação de seda pelo governador Geraldo Alckmin, elogiando seu vice pelo trabalho realizado, o fato é que a já candidatíssima ao pleito de 2014 continua montando palanque partidário em todos os Estados e municípios, antecipadamente, ao custo de nova secretaria. Quem vai pagar a conta de mais essa pasta, que em nada ajudará a população e o País? Nós, os otários de sempre, claro! E será que alguém vai entender o fato de Afif responder como vice-governador em São Paulo pelo PSDB e, ao mesmo tempo, em Brasília, como ministro do PT? Nem Freud explicaria...

TURÍBIO LIBERATTO GASPARETTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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Cooptadores e cooptados

Não sei quem é pior, a "direita" que se deixa seduzir pela nomeação da esquerda ou a "esquerda" que sempre execrou a direita e agora, na cara de pau, a coopta. No tudo pelo poder sei quem é...

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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Enigmas

De dois "patinhos na lagoa", passou a ter um pé em cada canoa. Será que não está furada? Resposta: Afif, do DEM para o PSD, deste para vice do tucano Alckmin e daí para ministro do PT. Mais uma dúvida: será a favor, contra ou muito pelo contrário?

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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Mais um ministério

Incrível a falta de personalidade dos políticos. Aliar-se a dois partidos tão divergentes só pelo poder? Vai também ganhar dois salários? Vamos chegar aos 40...? É mais uma aberração do governo.

MAURILIO PEREIRA

mauriliopereira@uol.com.br

São Paulo

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Novo ministro

Pouco antes das eleições de 2010, Guilherme Afif Domingos disse em entrevista à TV Via Morena, de Campo Grande, que o PAC era o "Plano de Abuso da Credulidade". E, ainda, que Dilma Rousseff não tinha biografia política para comandar o País. Na visão de Afif, seria o mesmo que entregar o comando de um Boeing nas mãos de um piloto de teco-teco. Pois bem, hoje Afif faz parte da tripulação da comandante de teco-tecos. Depois os políticos não entendem por que a sociedade brasileira não aguenta mais esse tipo de gente falsa e enganadora, que troca de partido e de ideologia apenas de acordo com seus interesses pessoais.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

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Mariposa

Pela trajetória política do dr. Guilherme Afif Domingos, novo ministro da Microempresa nomeado pela presidente Dilma, percebe-se que ele está para o poder assim como a mariposa está para a luz: sempre próximo. Não é demais lembrar que toda luz se apaga e pode cegá-lo primeiro!

WALTER ROSA DE OLIVEIRA

walterrosa@raminelli.com.br

São Paulo

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O PT e o governo paulista

Só não vê quem não quer: se Afif continuar como vice-governador - deveria renunciar ou "ser renunciado" -, o PSDB estará entregando o governo do Estado ao PT de mão beijada. Nunca vi tanta incompetência. E ela está acabando com o PSDB. Pelo menos está aparecendo uma nova oposição na pessoa de Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco. A outra já era.

GERALDO ROBERTO BANASKIWITZ

geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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O 39º!

Será que a nomeação do vice-governador de São Paulo (PSD) para a Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi o troco de Dilma à declaração de Jorge Gerdau - presidente da Câmara de Políticas de Gestão da Presidência - de que é "burrice" a quantidade de ministérios deste governo?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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Como nos impostos

Sr. Afif Domingos, vamos criar um "ministeriômetro"?

GUSTAVO A. S. MURGEL

gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

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Lamento de um brasileiro

Com a compra de apoio por meio do mensalão aparentemente suspensa, só sobrou a opção de barganhar com a distribuição de cargos. A compra de votos eletivos via Bolsa-Família vai bem, por isso medidas que conduzam os assistidos pelo programa à independência financeira estão fora da pauta. E o pior: políticas que visem uma estrutura produtiva sólida para o País são escassas e ineficientes. Política de administração de nação virou política de aliciação de nação e política para crescer virou política para manutenção do poder.

WALLACE ANDRADE

wallace12000@yahoo.com.br

Mairiporã

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Tudo pela reeleição

De onde virão os recursos para bancar as mordomias, viagens eleitoreiras disfarçadas de oficiais, reformulação ou criação de ministérios, objetivando a reeleição? Tudo isso, no frigir dos ovos, são gastos supérfluos. Não importa se a mula é manca, Dilma quer é rosetar. No palco econômico, a ineficiente máquina pública (na contramão) cada vez mais onerosa, crescente déficit na balança comercial, inflação evoluindo e, na prática, apenas combatida na fala a ser divulgada pela mídia. A preocupação não é solucionar os problemas. O objetivo é, a qualquer preço, a reeleição. O Brasil de hoje, se não houver alternância no poder, será a nova Grécia amanhã.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

* VALE TUDO

 

Não há sombra de dúvida de que a presidente Dilma faz mesmo “o diabo” para ser reeleita em 2014. Essa estratégia é mais uma vez confirmada pelo fato de ter cooptado o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, do PSD, para a Secretaria da Micro e Pequena Empresa do seu governo, que terá status de ministério. O curioso é que Domingos não renunciará ao cago de vice-governador. Mas o que importa para Dilma é que ela poderá contar com mais 48 deputados e 2 senadores do partido dele para engrossar sua base aliada, além de aumentar seu tempo de TV na campanha. A meu ver, isso é uma aberração institucional, uma vez que um vice-governador, no exercício de seu cargo, não pode exercer outro com status de ministro, ao mesmo tempo. Não será uma coisa nem outra. A que ponto chegamos neste Brasil. Lamentavelmente, Dilma está se utilizando de todos os meios e formas para garantir sua permanência no poder. Pergunto, então: essa é uma forma ética de fazer política, Dona Dilma?

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo *

SEM MEDO DE SE CONSTRANGER A política brasileira está assim: se o adversário é uma ameaça, a melhor coisa a fazer será trazê-lo para seu lado e nomeá-lo para um importante cargo. O governo, nessa desesperada busca da reeleição em 2014, definitivamente perdeu totalmente a sua capacidade de se constranger. A indicação do senhor Afif Domingos(PSD) para ocupar um cargo de chefia  na Secretaria de Micro e Pequenas Empresas,  com status de ministro, é claramente um descarado  toma lá, dá cá. É vergonhoso, só para dizer o mínimo!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo *

ABSURDO DOS ABSURDOS Nossa política totalmente corrompida: mais um político a ganhar dois salários para nós, contribuintes, pagarmos, sem contar a esdrúxula situação do governo estadual, que, sendo de partido antagônico ao do governo federal, tem de conviver com um espião embaixo do mesmo teto. Mais uma situação que o Supremo Tribunal Federal (STF) deveria impedir. Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo *

NOVA SECRETARIA E 39 MINISTÉRIOS

 

Embora não seja chamada de ministério, a Secretaria das Micro e Pequenas Empresas tem Guilherme Afif Domingos na condição de ministro. Então, temos 39 ministérios, tendo ocorrido um aumento de 16 novos, de FHC para cá, porque à sua época foram alcançados 24 ministérios. Assim, por falta de ministérios é que Dona Dilma não vai atingir seus objetivos eleiçoeiros e governamentais. Importante, no entanto, é a atenção que se dê às micro e pequenas empresas, porque são elas as maiores geradoras de riquezas e de empregos. Guilherme Afif Domingos, como empresário que é, saberá conduzir a pasta de tal sorte que notemos o que se fará em favor das empresas menores, inclusive sob o aspecto tributário, com redução sensível da carga que pesa sobre elas, jogando muitas para a informalidade. Aliás, recolher muitas da informalidade, também, será uma árdua tarefa do no ministro. José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro *

HAVERÁ ISENÇÃO? Como Guilherme Afif (PSD) ocupará a Secretaria da Micro e Pequena Empresa no governo federal e também o cargo de vice-governador do Estado de São Paulo? Será que ele terá isenção para todo o Brasil e não irá privilegiar o Estado de São Paulo? Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas *

NA ‘ELITE’ DA ESQUERDA Em 1987, ao assistir, em sabatina na Universidade São Francisco em São Paulo (SP), às teses de Guilherme Afif Domingos (PDS-ex Arena), então aspirante a alguma coisa na política de direita, questionei-o sobre os problemas da Previdência Social Pública Brasileira, argumentando sobre o seu déficit e sobre as altas e onerosas alíquotas sobre a produção e o trabalho e sobre as baixíssimas retribuições aos trabalhadores. Perguntei ao então futuro ministro de Estado da Micro e Pequena Empresa do governo de esquerda do PT qual era a sua proposta para uma reformulação da Previdência Social Pública Brasileira. Ouvi a seguinte resposta: “Esse questionamento é um preconceito da ‘elite’ (sic)”. Desde aquela época a Previdência Social Pública Brasileira continua com os mesmos problemas agora agravados. E relativamente à tal “elite”, o único representante dela na tal sabatina era o próprio Guilherme Afif Domingos. Agora, além de “elite” da direita, o tal Guilherme Afif Domingos é também da “elite” da esquerda. Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo *

MAMATA Enquanto houver petralha desempregado, a sra. presidenta vai criando ministérios. E nem precisa ser petralha de carteirinha, haja vista a mais recente nomeação, do sr. Afif. Será que não há um jeitinho de me colocar nesta mamata? Aberto o precedente, acho que também mereço uma oportunidade. Flávia de Castro Lima lgcastrolima@uol.com.br

São João da Boa Vista *

BOM DE VOTO Apenas para lembrar. Quando da última disputa ao Senado, o senador Eduardo Suplicy (PT/SP) por pouco, muito pouco, não perdeu essa então corrida para o novo ministro Guilherme Afif Domingos. Se naquela ocasião houvesse mais 15 dias de campanha, o nobre senador Suplicy hoje provavelmente estaria novamente na cátedra da Fundação Getúlio Vargas (FGV) pregando aos seus pupilos o utópico “programa de renda mínima”. Afif Domingos provou, portanto, ser bom de voto e seguramente não foi esquecido por seus eleitores, fazendo, portanto, com que milhares de votos em 2014 sejam carreados ao PT e, por consequência, à presidente Dilma. Em algum outro eventual acerto entre partidos até seria um ótimo puxador de votos para a oposição. Mas mais uma vez a oposição infelizmente se mostrou inoperante.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava *

O PREÇO DO PSD Quando o ex-prefeito Gilberto Kassab afirmou que seu novo partido não era de direita, centro ou esquerda, percebemos que o preço estava em aberto. Agora se confirmou a traição a seus eleitores, pois, ao aceitar um Ministério criado pelo governo federal, com um único objetivo, alavancar a reeleição da presidente Dilma em 2014, ele abriu mão de sua opção política (se é que havia alguma) para se juntar ao governo do PT. O sr. Afif  Domingos, antes ferrenho opositor do PT, hoje passa a fazer parte da equipe do governo e, ao mesmo tempo, é vice-governador de São Paulo, que é de um partido de oposição (será que existe oposição?). O fato é que votamos no governador Alckmin e no seu candidato a vice, Afif, e hoje nos sentimos traídos, pois com o nosso voto passamos a fazer parte de um governo que tanto combatemos. A pergunta que nos resta é: Podemos confiar em algum político? Temos sérias dúvidas sobre a resposta. Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo *

POLÍTICA E MATEMÁTICA Afif metade vice-governador e metade secretário da Micro e Pequena Empresa é exemplo vivo de que a soma de duas metades nem sempre dá um inteiro...

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo *

LÁ E CÁ Absolutamente patética a atitude do vice-governador Afif em declarar que permanece no seu cargo primário, mesmo após assumir a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, o enésimo “pseudo” ministério de Dilma. Deu a clara impressão daquele velho dito popular: “Se nada der certo, viro hippie”. Parece que Afif quer garantir uma boquinha, seja ela qual for.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz *

NADANDO DE BRAÇADA Qual um polvo, o PT vai estendendo seus tentáculos sobre a política paulista. Conquistada a prefeitura da capital, na qual já começou com a farta distribuição de cargos a companheiras e companheiros, agora se prepara para uma inexorável conquista do governo do Estado. O lance da vez foi nomear para um cargo com status de ministro, o vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos, que já havia se bandeado para o partido do ex-prefeito Kassab. Este, nas últimas eleições, enquanto fingia apoiar a candidatura de José Serra, já se atirava nos braços do PT. E hoje já emplacou um ministério na pessoa do vice-governador do nosso Estado, que sem pejo e se escrúpulos acumulará os dois cargos. Enquanto o ex-governador Serra continua provocando cisões nas hostes tucanas, já que segue com o seu sonho megalomaníaco de alcançar a Presidência da República, o PT avança sem ser hostilizado por uma oposição fragilizada. Não basta ter perdido de forma bisonha a eleição para a atual presidente, foi derrotado pelo PT na eleição paulistana, ao afirmar que seu governo seria uma continuação da administração Kassab, um dos piores prefeitos que a capital teve e já na época compromissado com o PT Todas as pessoas que conheço que eram eleitoras de Serra hoje já não mais votarão nele, inclusive eu. Ignorar em sua campanha o ex-presidente FHC, em cujo governo foi debelada a inflação galopante que nos afligia antes, ao mesmo tempo que divulgava foto sua com o ex-presidente Lula, um autêntico candidato genérico, e, pior, candidatar-se à nossa prefeitura alegando que a sua administração seria continuação a de Kassab, este rejeitado pela população, foi de uma primariedade impar. Serra já ameaçou sair do PSDB se não for candidato ao cargo maior em 2014. Eu acredito que seria uma boa para o seu atual parti do, pois o PSDB precisa sair do seu marasmo e acabar com as picuinhas internas, caso contrário, o PT vai nadar de braçada em São Paulo. Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo *

AFIF GANACIOSO Já era tida como certa a indicação do sr. Guilherme Afif Domingos como secretário, cargo equiparado ao de ministro, na equipe da presidente Dilma. Aliás, trigésimo nono ministério, que nem ela sabe quais são e muito menos o nome do seu titular. São indicações aceitas por Dona Dilma, para agradar à base aliada, para assim conseguir sua reeleição. O anúncio propriamente dito, um ato de afronta e descaramento, foi feito durante a cerimônia de posse da nova diretoria da Associação Comercial, entidade de que o sr. Afif já foi presidente, e sra. Dilma aproveitou para tecer loas a ele. Certamente ato esse tramado entre seu governo e do traíra Kassab(PSD), que tem fome de poder e que apoia, sim, a sra. Dilma para 2014, já que está de olho no cargo de governador de São Paulo, contando com o apoio dos petralhas. Veremos se Lula vai aceitar Kassab, candidato de outro partido, já que seu sonho é colocar outro poste para candidato ao governo do nosso Estado nas próximas eleições. Tomara que o traíra Kassab se esborrache! E, quanto ao sr. Afif, é vergonhoso vê-lo dizendo que não vai deixar a vice-governança do Estado de São Paulo. Como todo político profissional, quer sempre ter um pé em cada canoa. Seria honesto e ético (dois valores quase impossíveis em políticos) que renunciasse, ficando apenas com a boquinha de ser mais um obscuro ministro da dona Dilma. Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz *

CONFORME A MÚSICA Afif no governo federal, depois de tantos xingamentos? É dando que se recebe! É lamentável, tanto da parte do nunKassab quanto do Afif, que sempre foi um empresário exemplar, mas agora na política dança de acordo com os acordos.

 

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo *

TOTAL DESCRENÇA A figura do sr. Guilherme Afif sempre me transferiu uma confiabilidade que tenho com poucos. Mas, depois de ver esse senhor aderir ao desqualificado do Kassab, já passei a desconfiar dos seus ideais. E, agora que passa a integrar essa governança federal horrível, esse cidadão me levou a mais uma decepção e descrença com os propósitos dos homens públicos do Brasil. Agora fica faltando o Eike Batista ganhar o ministério das grandes empresas.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo *

UMA PEÇA ÚTIL Mais uma vez, descaradamente, os conluios políticos vêm à tona e demonstram que para obter o poder, a honestidade, a vergonha, o caráter, pouco importam. Por sua vez, Afif se torna apenas uma peça útil para que Dilma possa obter mais tempo na TV em extemporânea campanha pela reeleição. Os cargos são ocupados não pela capacidade, mas pela utilidade das pessoas, usadas ao bel prazer dos mandantes para atingir objetivos e, obtidos, são descartados ou o utilizado passa a fazer parte do esquema. Infelizmente vemos a decadência da política, a derrocada dos costumes, a falência dos órgãos públicos e, no entanto, a maioria da população se cala ou fica inerte ou, quando levanta a voz contra tamanha bandalheira, é execrada, como é praxe de determinadas facções. Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto *

ABDUZIDO Após haver durante a sua existência, posado como defensor dos ideais liberais, o sr. Afif foi abduzido pela máquina neobolivariana que aparelhou o poder em Brasília. Ao virar a casaca, tornou-se execrável aos paulistas, que o haviam conduzido ao cargo de vice-governador. Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo *

PROJETO DE PODER Vamos ver se entendi. O PSDB não tem candidato para disputar o governo de São Paulo nas próximas eleições. O PT sabe que suas chances são pequenas. A Dilma cria o 39.º ministério e nomeia o vice-governador de São Paulo. No momento das eleições estaduais o Afif sai governador. O Alckmin, por coerência política, não deve contrariar, pois o Afif é vice-governador. O PSDB, ou só o Alckmin, apoia a candidatura do candidato do PSD, que estará sendo apoiado pelo PT e assim o PT entrará pela tangente no governo estadual. Isso é o que chamo de Projeto de Poder. Quem viver verá. João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo *

AÇÕES ANTICORRUPÇÃO Dados do Ministério da Justiça, divulgados pelo “Estadão”, dão conta do crescimento vertiginoso de crimes contra a gestão pública, principalmente em dois tipos de crime: peculato e corrupção ativa, justamente onde estão enquadrados vários políticos petistas. Trata-se de pura coincidência ou de traição dos colegas do Ministério da Justiça?! Carlos Rolim Affonso profrolim@globo.com

São Paulo *

CRIMES CONTRA O ERÁRIO O jornal “O Estado de S. Paulo”, na sua edição de 5/5/2013, trouxe estampado em sua capa uma notícia deveras intrigante. Prisões por crime contra gestão pública crescem 133%. São 2.703 pessoas que cumprem pena no País por esse motivo. A maioria, 1.300, por peculato. Será que entre os presos, existe alguém dos colunáveis do PT? Segundo o ministro da Justiça afirmou esta semana, só cumprem pena neste país os pobres, pois os ricos contratam advogados influentes e poderosos. Triste realidade que o povo não vê, pois continua votando nos mesmos.

 

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul *

GESTÃO PÚBLICA VICIADA O mais interessante a respeito da matéria do “Estadão” sobre os “crimes contra a gestão pública” (5/5, A4) é que, apesar de todas as investigações que vem ocorrendo e consequentes prisões, esses delitos continuam. Os que praticam corrupção e peculato não se retraem, não param, não sentem soar o sinal de alerta, não ficam com medo. Talvez confiem na impunidade. A sem-vergonhice é tanta que talvez pensem: “Comigo não acontece” ou “eu sou muito importante e ninguém se atreve a mexer comigo”. Espero que chegue um dia em que a população brasileira não ature mais esse verdadeiro deboche provocado por políticos e servidores desonestos. Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André *

INSUFICIENTE 133% do aumento de prisões contra gestões públicas estão longe de serem suficientes, dadas as proporções de seu crescimento. Há dez anos que a coisa foi escancarada geral e o ilícito provocado pelo funcionalismo público virou doença virulenta. Quando existe um governo que não pune seus subordinados diretos, sempre tentando esconder seus delitos, a coisa segue como cachoeira derramada para segundos, terceiros, quartos, etc., escalões. Há anos em São Paulo existem denuncias contra fiscais municipais que achacam lojas, clinicas e outros estabelecimentos com desculpa de denuncias, de construções irregulares e outras desculpas descabidas. Contra uma denúncia falsa qualquer estabelecimento sabe a dor de cabeça que terá para se defender e será sempre a palavra da “ortoridade” contra a empresa, por isso melhor perguntar: Quanto é?  Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo *

CORRUPÇÃO E GOVERNO, TUDO A VER! “O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta”, dizia Nicolau Maquiavel, o que se aplicar perfeitamente nos dias de hoje em todos os níveis de governo, principalmente em Brasília. No meu ponto de vista é o tamanho do governo – loteado entre organizações partidárias que põem apaniguados seus que, por sua vez, põem apaniguados pessoais em cargos menores sobre cujas pessoas não tem mais nenhum controle – que tem levado a esse descalabro de corrupção e roubalheira que põe a pique a credibilidade de quem elegemos. E me dá nojo ouvir as negativas de quem “nada fez de errado nunca ou de quem não sabia de nada”... Vai ver, não mesmo, pela lógica desses tentáculos todos. Mas homens grandes, senhores de bigode subservientes a outros se apequenam, não conseguem citar uma frase sem se referirem a seus “padrinhos”, em nome de quem e do projeto de perpetuar no poder a organização partidária, fazem o que for necessário, afinal, não são os fins que justificam os meios? Pena que seja assim, pena! José Reginaldo Matias de Souza ali.matias@ig.com.br

Jundiaí *

MENSALÃO Haveria maior cumplicidade entre bandidos do que entre juízes? Se assim for, o gigante adormecido vai continuar dormindo até que se acorde para mostrar-se grande, em futuro com o qual sonhamos apenas. Os urdidores do “mensalão”, com a maior cara de pau, não se cansam de encobrir o maior beneficiário de toda a trama? Claro que até os governos mais fortes deste mundo torcem para a nossa bancarrota. E o caribenho serve de máscara aos chamados “revolucionários” que apenas visam a seus próprios interesses pessoais, exorbitando sobre o adormecido e sonhado “país do futuro” inalcançável. Quem salvará o “lindo pendão da esperança”? Os filhos deste solo? Ou de outra mãe estulta?! José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas *

UM XADREZ PERIGOSO O novo ministro escolhido pela presidente Dilma, Teori Zavascki, parece ter sido uma interferência disfarçada do Poder Executivo no Judiciário. Zavascki tem opiniões favoráveis aos réus do mensalão, especialmente a José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, companheiros do núcleo de comando petista na compra do apoio político no Congresso. Dilma insere na Suprema Corte um cérebro que poderá fazer a diferença no resultado final das sentenças condenatórias. A presidente joga um xadrez perigoso, com um final de torres no tabuleiro. Qualquer erro poderá significar o fim da esperança de milhares de jovens em desfrutar um Brasil novo, com a virada de página da justiça brasileira. Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro *

QUEM SABE? Não resta dúvida, grande parte do Legislativo (diga-se PT) e boa parte do STF estão em franca luta aberta. O motivo também é bem conhecido. A condenação em processo, da parte mais visível, dos mensaleiros. Se a briga é boa para o País, ainda não dá para ter certeza. Apenas se pode almejar que redunde na condenação definitiva e respectivo cumprimento da pena, quando couber em regime fechado, por esta corja. Quem sabe o chefe do bando não acabe caindo na rede. Seria querer muito? Oxalá!

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo *

LEIS CONTROVERSAS Li com muito interesse a notícia “Barbosa questiona admissão de recursos e critica ‘conexões de advogados poderosos’”, publicada pelo “Estado” em 4/5/2013, que tratou sobre as leis brasileiras. Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na Costa Rica, em um evento da Unesco pelo Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que a Justiça brasileira pune pobres, negros e quem não tem relações políticas, criticou a conexão de “advogados poderosos” com o Judiciário e a quantidade de recursos possíveis e também atacou o foro privilegiado. Queria parabenizar o ministro, pois ele disse o que muitos pensam, mas nunca tiveram coragem de falar. No Brasil, as leis são controversas, se contratar um bom advogado, ele pode achar brechas nas leis e assim beneficiar o réu. A solução é fazer leis mais claras! Quem faz as leis são os deputados e senadores. Mas quem os escolhe, é o povo. Os cidadãos brasileiros precisam votar em quem represente o povo e não em deputados e senadores que representem os interesses dos políticos. Camila Klotz camila.klotz@gmail.com

São Paulo *

MERITOCRACIA NA USP Fiquei muito apreensivo com as palavras do Frei Davi, presidente de uma ONG, na edição do dia 6/5/2013 no “Estado”: “Se a USP não tiver capacidade de rever sua meritocracia injusta, o movimento social terá de radicalizar”. Diante do discurso deste Frei, algumas questões se levantaram: 1) Ele é contra a meritocracia? Se for o que colocar no lugar? Autocracia? Teocracia? O quê? 2) O que realmente ele incita ao dizer que “...o movimento social terá de radicalizar”? A guerra racial? Seria bom que este Frei especificasse melhor o que diz, aliás, a história está repleta de religiosos que levaram povos e países à guerra, ou à caça às bruxas, vide seu colega de batina Frei Tomás de Torquemada. Sabemos muito bem como começam estes conflitos, o difícil é saber como acabam. Italo José Portinari Greggio italogreggio@hotmail.com

São Paulo *

MÉRITO SEM VALOR? Desde quando privilegiar o mérito é injusto? Se continuarmos assim, os estudantes com mérito irão todos para o exterior e ficaremos aqui com a política de quotas, para poder desenvolver o País. Isso não vai dar certo. Ricardo Bunemer rbunemer@terra.com.br

São Paulo *

INACEITÁVEL Inaceitável o posicionamento de Frei David, presidente do Educafro, tentando conclamar massas de manobra sob o manto de “movimento social” contra a meritocracia aplicada na USP e outras instituições públicas de ensino, de nível superior ou de cunho técnico. Se atualmente somos sobrepujados por países como o Nepal e Vietnã na disputa de vagas em cursos de universidades americanas devido às rigorosas peneiras nelas aplicadas, imagine-se o tombo econômico-social que sobrevirá com essa maluquice, sem falar no aumento da dependência em tecnologias vindas do exterior. Frederico Ricardo Hrdlicka frh@techmaster.ind.br

Cotia *

MAIS RACIALISMO? O governo petista segue em sua obsessão de correção de “injustiças históricas” a partir de ações afirmativas de caráter racialista. Agora, resolveu instituir o que parece ser uma separação entre acadêmicos por conta da cor da pele, como atesta o editorial “Currículo racial”, publicado no domingo no “Estadão” (página A3). Nada mais equivocado. Da mesma forma que as cotas para negros nas universidades federais, a medida erra ao desinvestir no critério meritório e ao estabelecer nova arbitrariedade, agora no campo da disseminação do conhecimento científico do País. As cotas são segregacionistas e colocam grupos de estudantes em condições desiguais de disputa por vagas no ensino superior, indo em sentido contrário ao princípio constitucional da igualdade; o mesmo poderá passar a ocorrer no julgamento de financiamento de projetos de pesquisa no âmbito da pós-graduação. Essa postura novamente expõe a preguiça endêmica do governo na hora de agir na raiz da pobreza que acomete a educação no Brasil, ao se recusar a desenvolver projetos que sirvam à melhoria do sistema público de ensino nos níveis fundamental e médio. Enquanto isso não for feito, continuaremos preparando mal nossos jovens para os rigores de uma economia cada vez mais competitiva e passando vergonha em exames internacionais – o último relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial concluiu que os ensinos brasileiros de matemática e ciências estão entre os piores do mundo, atrás de países como Etiópia e Camboja. Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba *

‘CURRÍCULO RACIAL’ Cumprimento o “Estadão” pela percuciente crítica publicada sob o título “Currículo racial”.  Afinal, é passado da hora de o tirocínio mostrar-se sobrevivo à estultícia abrigada na administração. Confesso que antes de ler tal crítica, eu havia meio que me rendido ao desânimo conformista que sucedeu ao estupor que me ocasionou o Supremo haver sufragado as chamadas ações afirmativas de cunho racial. Como diria meu saudoso pai, “é de amargar” ver que mesmo os nossos mais proeminentes analistas do ordenamento jurídico se renderam à maré “politicamente correta” que se alimenta de vitimizações que não passam de generalizações que, como todas elas, são simplesmente reducionistas e asininas. Raça, minha gente, é coisa que já teve seu tempo e que não se mostra mais importante porque a experiência demonstrou que sua consideração levou  a Humanidade às maiores atrocidades; e porque a ciência, depois da genética, não permite mais encarar tal classificação dos indivíduos como coisa séria. Assim, a discussão disso como coisa séria e a tangenciar o universo de direitos da pessoa humana é coisa que me causa asco, visto que a dignidade da pessoa humana, esta sim geral de modo a atingir todos os indivíduos, não suporta eleição desse critério distintivo mesmo que sob o disfarce da boa intenção. Além do mais, a importação de políticas alienígenas ora chamadas de discriminação positiva, ora de ação afirmativa, deveriam ser melhores estudadas, em especial com consideração do contexto do qual extraídas.  Nos Estados Unidos, por exemplo, tais políticas se fizeram necessárias porque lá, bem ou mal, a separação dos indivíduos por “raças” era coisa já institucionalizada. O mesmo ocorrendo, por exemplo, no famoso regime do “apartheid”  sul-africano. Aqui, contrário disso, o Ordenamento Jurídico pós Lei Áurea (1888) nunca mais discriminou os indivíduos por raça ou cor, ou seja, nunca tivemos, desde o fim da escravidão, qualquer norma que levasse à institucionalização do conceito de raça e a consequente e repugnante conferência de mais ou menos direitos aos indivíduos por conta disso. E agora, além de passarmos a tal distinção e consequências, nós ainda o fazemos com desvinculação do inarredável pressuposto do mérito, o que nem nos Estados Unidos se logrou fazer, posto que até onde sei, as “bolsas” que lá se conferem a universitários “afrodescendentes” são conferidas depois de observada a igualdade de condições. Ou seja, entre o branco e o negro em igualdade de condições (com o mesmo mérito) é conferida preferência ao negro até atingir-se determinada cota.  Pois é, aqui nem isso se observa, prevalecendo mesmo – de forma escancaradamente obtusa – o critério racial. Por outro lado, se embora não institucionalizado o racismo persiste em existir subjacente, de modo a se sentirem vítimas de tal prática as pessoas consideradas negras ou mulatas, que se reprima a prática em si, como de resto já se faz por meio da criminalização da conduta e por meio das ações por dano moral que surgem aos borbotões na Justiça. E, no tocante aos novos questionários oficiais que nos levam a dizer sobre nossa raça ou nossa cor, como o que fora objeto do editorial publicado pelo “Estadão”, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico estaria a obrigar os pesquisadores a atualizarem seus perfis acadêmicos com preenchimento cogente de informação sobre sua “raça” ou “cor”, e isso para o fim de “ajustar” suas futuras políticas). Sugiro então que digamos todos, para não sermos discriminados: “sou negro, sou pardo, ou algo assim”. Xisto Rangel xalbarelli@uol.com.br

São Paulo *

PIOR DO QUE ESTÁ NÃO FICA Senhores, a divisão já existe há muito tempo. Deste fato só não tomaram conhecimento aqueles que não conseguem sentir na pele. Recomenda-se deixar o medo da igualdade de lado. O campo a ser preenchido pelos pesquisadores pode muito bem não passar de uma fonte de estatísticas. O Brasil, em termos de questão racial, pior do que está não fica!

 

Rafael Ferreira Luz rfluz@uol.com.br

São Paulo *

CENSURA “A todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação” (inciso LXXVIII da Constituição federal.). 1.377 dias de censura ao “O Estado”, chega, já é demais. Penso que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Dr. Joaquim Barbosa devem implementar o cumprimento do dispositivo constitucional. Vinicius Ferreira Paulino viniciusfpaulino@hotmail.com

São Paulo *

MAIORIDADE PENAL Achei interessantíssima a abordagem sobre a diminuição da maioridade penal (um assunto de grande repercussão atualmente) na edição de 5 de maio, no caderno “Aliás”. As matérias, em conjunto: “Proibido para menores”, “A idade de cada um” e “Direitos de todos os humanos”, por Mônica Mair, Christian Dunker e José de Souza Martins, respectivamente, contam com opiniões distintas sobre um mesmo assunto. Sobre a matéria “Proibido para menores”, que conta com a entrevista concedida pelo diretor do programa para assuntos jurídicos Brasil-EUA, Peter Messitte, comparando a penalidade brasileira com a americana, mostra que, mesmo havendo diferenças culturais entre a população dos dois países, os menores infratores de ambos são na maioria negros, pobres, e sofreram abusos anteriormente. O diretor também aponta o fato de nos Estados Unidos, haver pena de morte, o que não ocorre no brasil. É feita uma colocação em que é citada a possibilidade da maioridade penal futuramente, ser aumentada e não diminuída. Talvez com o aumento da maioridade penal, a criminalidade aumente, pois os menores infratores se sentirão “impunes” à qualquer tipo de penalização, mesmo que haja alguma. Isso ocorre pois o “medo” de ser preso é um sentimento que está presente nos infratores, porém por diversos motivos, talvez por influência de algum amigo, problemas familiares, entre outros, esse medo desapareça, fazendo com que o menor cometa as infrações sem pensar duas vezes. O Brasil ainda não tem uma formação cultural que permite que façamos como ocorre em diversos outros países, onde há o conceito de “jovem adulto”, no qual em cada caso decide-se a maioridade ou minoridade penal do infrator. Sendo assim, há a necessidade de ser estabelecida uma maioridade penal em nosso país. Com 16 anos, o adolescente já tem consciência de seus atos pois os jovens de hoje em dia são muito mais informados do que ocorria 20 anos atrás, quando foi consolidada a Constituição federal de 1988, na qual consta a lei citada acima. Ou seja, acredito que para que nosso país tenha condições de segurança melhores para toda a população, os que impedem de isso acontecer devem ser devidamente punidos, independentemente de sua idade. Luísa Machado luisalilica@hotmail.com

São Paulo *

ADOLESCENTES CRIMINOSOS

 

Não há motivo para os “politicamente corretos” tentarem abrandar a gravidade de crimes de adolescentes nem suas penas, assim como, também não há para os maiores de idade. Não existe desemprego no país, qualquer pessoa que desejar trabalhar encontrará vagas de acordo com sua qualificação, conforme os dados fornecidos pelas autoridades. O governo está ajudando famílias carentes inclusive miseráveis com as “bolsas família” e outros planos. Segundo a própria presidente, não há mais miséria no Brasil.  Portanto, menores bandidos não são resultado de problemas sociais ou desassistidos pelo estado. Até mesmo filhos de condenados aprisionados são assistidos. Os adolescentes criminosos são, na verdade, filhos indesejados de famílias desestruturadas e isso sim é um problema para as autoridades pois aí está a origem desses pequenos bandidos. Sem apoio familiar, sem orientação esses jovens são introduzidos nas drogas e daí para uma ida criminosa. Há algum tempo houve informações de que nas comunidades onde se permitiu o aborto a criminalidade foi reduzida pois as mães interromperam a gravidez quando indesejada. Trata-se de um assunto muito sensível em países como o nosso mas, há uma tendência do atual governo em aceitar essa tese. Assim, não é uma questão de segurança pública a origem dos adolescentes assassinos mas, familiar, de um segmento marginal da nossa sociedade. E as autoridades não tem como coibir esses crimes, não se sabe quando e onde poderão acontecer.

 

Fabio Figueiredo rsfig@dialdata.com.br

São Paulo

 

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O JOVEM ADULTO, PUNIR ,OU NÃO PUNIR?

 

Fiquei muito interessado com a reportagem da maioridade penal, “A idade de cada um”, publicada no “Estadão” do dia 4 de maio. Vários jovens cometem crimes e não são punidos por não terem 18 anos, idade na qual começa a maioridade penal no Brasil. Como não se pode punir judicialmente menores, eles cometem crimes, e ainda quando capturados, comentam; “completo 18 anos esta semana”. É revoltante! Se formos olhar como era há alguns séculos, podemos ver que as pessoas eram consideradas adultas mais cedo. A mulher era considerada adulta quando se tornava fértil, independentemente se tinha 18 anos ou não. Os homens nas tribos indígenas começam a caçar perto dos 13 anos com o pai, e perto de 15, sozinhos. Um adulto! Antigamente nós dávamos mais responsabilidades aos jovens! Por que não fazer o mesmo agora? Certas leis não protegem o cidadão honesto, e essa é um exemplo. Claro que não devemos julgar uma criança de seis, sete anos. Elas não podem ser comparadas a um adulto, mas alguém de 15, 16 anos, já deveria receber um tratamento diferente. Utilizando um conceito de jovem  adulto, com leis próprias onde crimes mais graves seriam punidos com cadeia. A infraestrutura penitenciaria  já está com as cadeias cheias, lotadas. Esses jovens não terão onde ficar presos, mas isto é problema do estado. Como todo o cidadão preso o jovem adulto deve poder se reabilitar para viver em sociedade. Se o sistema não faz isso, mudamos o sistema. No Brasil ninguém pode ficar mais de trinta anos preso, sendo que na maioria esmagadora das vezes o condenado não cumpre a pena completa em regime fechado, mas em semiaberto e aberto também. Como podem ver ,no nosso país, falta punição de modo geral! Nós, os jovens, falamos que somos adultos quando nos interessa. Para fazer parte de uma rede social, para sair a noite, viajar sozinhos, ou consumir álcool e outras drogas, mas para o crime somos menores. Bem hipócrita da nossa parte! Fiquei feliz com a contribuição deste jornal com um tema tão relevante e atual, porém, gostaria que esta reportagem tivesse a força de mobilizar a sociedade na direção de uma mudança efetiva. Senhores políticos, sempre famintos por uma causa que represente a população, está aqui um prato cheio! Quem se habilita?

                                                                                                                                        

Vinícius Letti Zacharias De Callis vini.letti@hotmail.com

São Paulo

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