Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 6h24

10 Maio 2013 | 02h08

É ética, não política

Em longa entrevista ao Estadão (9/5, A4), Guilherme Afif Domingos tenta justificar como políticas as críticas à sua inusitada condição de ministro da presidente Dilma Rousseff e vice-governador de São Paulo. Mas não há como justificar sua posição, pois a questão não é política, e sim ética. Se examinarmos seu currículo político podemos concluir que ele é "pragmático", pois sua andança pelas siglas partidárias dá uma verdadeira sopa de letrinhas. Mas desta vez exagerou e deveria haver punibilidade legal para sua esperteza. Não existe justificativa, do ponto de vista ético e moral, para o fato de o vice-governador do mais rico Estado do Brasil, eleito por uma coligação de oposição ao governo federal, manter o cargo, ao mesmo tempo que ocupa uma posição subalterna à presidente da República. Disse em sua entrevista: "Tem gente que quando morre vira placa de nome de rua. Eu vou virar jurisprudência". Não creio que isso venha a ocorrer, seu epíteto dificilmente vai ser do seu agrado.

GILBERTO PACINI
benetazzos@bol.com.br
São Paulo

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Kafkiano

Cumprimentando o sr. Afif Domingos por seu insuperável pragmatismo, gostaria de saber como ele vai exercer a dupla função. Deixando de lado quaisquer julgamentos éticos acerca da questão de servir a dois senhores, imagine-se a bastante plausível possibilidade de ele ter de assumir o governo do Estado: como faria o ministro-vice-governador para dar expediente simultaneamente no Palácio dos Bandeirantes e na recém-criada Secretaria-Ministério da Micro e Pequena Empresa? Eis uma questão que deixaria Kafka embasbacado...

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA
luizmleitao@gmail.com
São Paulo

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Acorda, Geraldo

A entrevista de Afif ao Estadão nada mais é que um tapa na cara e um deboche para os eleitores e para o PSDB, que continua dormindo. A retórica política que ele menciona, para mim, nada mais é do que falta de caráter e de personalidade. Certamente o apoio político que deu a José Serra em 2010 foi retórica política. Só faltou mencionar que aceitou o cargo do PT para colaborar com a governabilidade.

JOSÉ THOMAZ FILHO
thomaz.filho@terra.com.br
São Paulo

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Razão

Com suas últimas atitudes, Afif Domingos dá total razão àqueles que afirmam que faltam caráter e honestidade aos políticos brasileiros. 

LUIZ CARLOS HUMMEL MANZIONE
bidet100@gmail.com
São Paulo

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Migalha ministerial

Poucos se lembram da figura exótica de Mangabeira Unger. Então apenas professor de Harvard, descreveu o governo de Lula como o mais corrupto da História. O castigo veio sob a forma de convite, aceito, para o Ministério. Com isso estava desmoralizado o outrora respeitado intelectual e enterrada a sua crítica. Guilherme Afif Domingos foi um expoente oposicionista na luta contra a CPMF, na criação do Impostômetro, no combate à corrupção governamental e na ridicularização da alegada competência administrativa de Dilma Rousseff. O PT nunca o perdoaria por tanto. Sua punição está sendo curvar-se diante de uma migalha ministerial, a exemplo do ocorrido com o desastrado professor de Harvard. Que baita decepção!

RUBEM F. NOVAES
rfnovaes@uol.com.br
Rio de Janeiro

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SAÚDE PÚBLICA

Assistência médica e política

Não bastassem as reiteradas tentativas - algumas até com sucesso - do comuno-petismo que domina a política brasileira para desmoralizar valores republicanos que deveriam ser respeitados pelos que governam o País, o Poder Executivo astuciosamente engendra agora uma nova estratégia para destroçar definitivamente as bases técnico-científicas defendidas pelos órgãos responsáveis pelo controle do exercício da medicina no Brasil. A desculpa esfarrapada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, aliás, apequena seu currículo profissional (8/5, A14), endossando a entrada, pela porta dos fundos, de 6 mil médicos cubanos, eufemisticamente chamada de "importação", desmoraliza definitivamente a combalida saúde pública brasileira. Findo o invocado "contrato temporário de trabalho" - falácia para iludir tolos -, uma manobra que atende, na realidade, ao interesse político doutrinador, segundo o médico cubano dr. Orlando Zamora ('Cuba usa médicos por ideologia', na mesma página), "a importação cubana" seguirá o roteiro desse profissional, que, inicialmente destinado à infeliz satrapia maranhense, tão logo lhe foi possível se mudou para São Paulo. O que o nosso sistema de saúde pública precisa não é "importar" médicos incompetentes, mas sim de grandes investimentos. Precisa do dinheiro que desaparece malbaratado por um Executivo e um Legislativo perdulários, dominados pelo populismo, pelo malfadado, faccioso e obtuso viés político esquerdista e pela corrupção que imperam nos vários escalões governamentais. E precisa, também, de um plano de carreira para os jovens médicos formados nas nossas faculdades, para que possam exercer com eficiência o seu ofício e tenham condições dignas de sobrevivência e progresso profissional. O resto é pura demagogia eleitoreira, é irresponsabilidade na condução da res publica.

ARNALDO A. FERREIRA FILHO
amado130@gmail.com
São Paulo

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Invasão cubana

A mídia e as redes sociais foram invadidas pela notícia surpreendente de acordo celebrado por Brasil e Cuba para o fornecimento pela ilha caribenha de 6 mil médicos para operarem em nossas comunidades desassistidas. Há uma revolta generalizada e grande preocupação de que se trate de uma inserção de agentes para a divulgação do socialismo no nosso país. Informações de diversas origens, incluindo as oposições na Venezuela, dão conta de que 800 médicos enviados por Cuba controlam atualmente grande parte das Forças Armadas venezuelanas. De qualquer forma, não está bem explicado o propósito desse acordo, já que não há nenhuma indicação de que tais médicos teriam apoio ambulatorial e hospitais para seu trabalho. É muito estranha a decisão do nosso governo. E, principalmente, suspeita. 

FABIO FIGUEIREDO
fafig3@terra.com.br
São Paulo

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CORRUPÇÃO

Argentina e Brasil

Como o casal Kirchner, todo ex-presidente tem a Mirian Quiroga que merece. Rosemary Noronha, conta, conta, conta!

BEATRIZ CAMPOS
beatriz.campos@uol.com.br
São Paulo

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AFIF, SERVO DE DOIS SENHORES
  
O atual vice-governador de São Paulo, do PSD, no governo do PSDB, toma posse como ministro e passa a fazer parte da base de governo da presidente Dilma. O político vaticina: “Eu vou virar jurisprudência” (“Estadão”, 9/5, A4). O que era imoral vai ser legalizado, mas não vai ser ético. Os políticos colocaram em prática, há muito tempo e em todas as esferas, que é possível servir aos interesses diversos, a dois senhores. Aos interesses políticos, pessoais, partidários e, ao mesmo tempo, acima da vontade de quem emana o poder. O povo e a nossa cultura política que se lixem. O poder que emana do povo nunca foi ou é respeitado. Serve apenas para homologar e legitimar a nossa organização social e política.

Sinésio Müzel de Moura sisnesiomdemoura@hotmail.com 
Campinas

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DISCURSO NOVO

Guilherme Afif Domingos aprendeu o discurso: “Hoje o proletário sonha em ser burguês. Isso é algo que me une ao Lula.” E o burguês, qual o nobre pobre e fracassado, que arrumava casamento para sua filha com um burguês endinheirado, hoje se une a qualquer coisa, para chegar o poder. Realmente, parece que aqui encontramos um determinismo histórico que nos ensina: o poder, seja de que espécie for, sempre corrompe... um homem sem caráter!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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SEMÂNTICA NA CABEÇA

“Retórica política” é uma forma elegante de dizer “era tudo bravata”. Fazer a ligação entre as duas expressões depende muito do cidadão a quem Afif se dirige: eleitor, eleitor e leitor. Como tudo é mesmo um grande imbróglio, em que se misturam ou se separam, conforme as conveniências, princípios e ideologias, está mais do que explicado o porquê da nossa educação estar abaixo de zero. Viva o eleitor e abaixo o leitor!

Lucília Simões lulu.simoes@hotmail.com 
São Paulo 

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O BRASIL DE HOJE

A corrupção disparando, os escândalos diários, a situação econômica do País derretendo e o Lula morrendo de rir de todos, junto com sua amante, a Rose. A inflação retornou e Guido Mantega age como se nada fosse com ele; dona Dilma só se preocupa em não ficar atrás da louca da Cristina Kirchner, da Argentina; e nós, brasileiros, vendo uma empresa como a Petrobrás ser levada à pré- insolvência e o PT morrer de rir. Agora o Afif conseguiu desmoralizar o Estado de São Paulo, do qual é vice-governador (?), bandeando-se para o governo (?) Dilma, e ninguém se escandaliza, como se fosse algo natural. O que resta a nós, que ainda temos alguma vergonha na cara? O que devemos fazer?

Jorge Gonella jorgegonella@hotmail.com 
São Paulo

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ESPIÃO

Na posse do novo ministro da Secretaria das Micro e Pequenas Empresas, a presidente Dilma disse que Guilherme Afif Domingos é a pessoa certa no lugar certo. Nós também acreditamos que seja. Um espião certo onde a petralhada quer tomar conta a qualquer custo do Estado onde ele acumula a função de “vice-governador”. O resto compõe apenas o cenário! Afif... Maria!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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39.º MINISTÉRIO

O Brasil precisava de mais empresários como Jorge Gerdau, que, apesar de ser coordenador da Câmara de Gestão e Planejamento do governo federal, tem questionado o enorme número de Ministérios criados pelo PT, para, com isso, ter uma base parlamentar suficiente para aprovar seus projetos nem sempre bons para o Brasil, e, sim, bons para garantir sua permanência no poder.

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com 
São Paulo

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CAVALO DE TROIA OU BOI DE PIRANHA?

“Juntos chegaremos lá / fé no Brasil / com Afif chegaremos lá.” Este foi o slogan da campanha do candidato à Presidência da República Guilherme Afif Domingos, na eleição de 1989, pelo extinto PL, na qual obteve e sexta colocação, à frente de nomes legendários como Ulysses Guimarães e Roberto Freire. A partir daí, ajudado pela fama adquirida, de administrador competente, construiu uma carreira política verdadeiramente caleidoscópica, com associação a nomes como Paulo Maluf, Celso Pitta, José Serra e ultimamente com Geraldo Alckmin, numa gama de partidos que incluem, além de tangências com o PSDB, o PL, o PFL, o DEM e finalmente o mimético PSD do camaleônico Gilberto Kassab. Não se surpreendeu, portanto, o cidadão consciente, quando tomou conhecimento que o atual governo petista, numa manobra de campanha pela reeleição, já há bom tempo disparada, nomeou Afif para conduzir, em tempo parcial, pois acumulará com a função de vice de Alckmin, a recém criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com status de Ministério, o 39.º, num país engalfinhado com a inflação, onde qualquer aumento de gastos públicos torna mais difícil seu combate. A atividade política brasileira é realmente fascinante, mas somente para os que a fazem, não para os que dela participam como meros cidadãos, que deveriam ser seus maiores beneficiados. Trata-se de um admirável jogo de xadrez, cheio de glamour para os jogadores, mas quase sempre ininteligível para quem os escolheu, pois estes se guiam por uma ética totalmente diferente da praticada por aqueles. Sem saber se Afif é um cavalo de Troia da oposição ou um boi de piranha usado pelo governo, o eleitor aguarda a vez de exercer seu papel de coadjuvante nessa melancólica comédia da qual, afinal, faz parte.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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O ESCAMBO DE CARGOS E PARTIDOS

O caso do vice-governador ministro expõe claramente as dificuldades do país para compatibilizar administração pública e processo político. Guilherme Afif torna-se ministro como moeda de troca do seu atual partido – o PSD – pela adesão à base aliada do governo e, principalmente, no esquema de reeleição do PT para o próximo ano (“Estado”, 8/5).  Mas para receber essa benesse, terá de negligenciar suas obrigações em São Paulo, onde é ligado ao PSDB, que o fez vice-governador. Se assumir, ficará com os pés em duas canoas antagônicas que, com o aproximar das eleições, terão as divergências ampliadas. A democracia brasileira precisa aperfeiçoar-se na questão partidária e na formulação das bases de apoio aos governos. Da forma que está, há um grande balcão de negócios que loteia cargos, fragiliza ideologias e só pensa nas próximas eleições. Afif é hoje um prisioneiro dessa tresloucada engrenagem que tantos problemas tem trazido à administração pública. O mais indicado seria ele continuar como vice-governador de São Paulo, para que foi eleito, e já não é pouco. E que, no caso de optar por ministro, em nome da normalidade, renuncie à vice-governança. Os cargos eletivos não pertencem ao seu ocupante, mas aos partidos. Não é justo que as agremiações, por conta dos seus apetites eleitorais, exijam do homem mais do que a sua condição física e ética pode oferecer. A onipresença não é atributo humano... 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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PIZZA

No País onde tudo acaba em pizza e a “pizza” nunca acaba, Afif Domingos é a pedida da vez: mezzo aliche, mezzo mussarela, massa grossa, partida em 39 micro e pequenas fatias. Bom apetite a todos!
 
J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo
 
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SERVINDO A DOIS SENHORES

Em 2009, quando Dilma Rousseff aspirava à presidência da República, Guilherme Afif Domingos teria dito sobre a competência da candidata: “É a mesma coisa que você entregar um Boeing a quem nunca pilotou um teco-teco”. Decorridos quatro anos, eis que essa jocosa opinião se transforma e Afif é premiado com o 39.º Ministério, o da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. O que mais surpreende não se sabe se é a petulância dos petistas tendo em vista que Afif é vice-governador de São Paulo ou se a subserviência do vice ao ser abduzido pelo maior adversário político do PSDB do governador Alckmin. Essa invasão ao reduto mais forte da oposição nacional se dá como um estupro consentido e mostra a leniência do partido caminhando para mais uma derrota por absoluta falta vontade democrática. A oposição está entregando a reeleição de Dilma, de bandeja. Guilherme Afif Domingos saiu do armário político e contradiz as palavras do apóstolo Matheus: “Ninguém pode servir a dois senhores” (6:24). 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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IMPEDIDO

Guilherme Afif Domingos aparentemente abriu o jogo daquilo que sempre o fascinou pela vida inteira: o poder, independente de quem lhe ofereça ou de onde venha. Com essa estranha atitude, mais o que deve vir por aí, está entregando de bandeja o governo de São Paulo para o PT; porém – ao mesmo tempo –, se realmente virar casaca para os petralhas, estará fazendo um favor, pois com a habilidade política que tem demonstrado deverá atrapalhar enormemente por lá também. Bem, sem compromisso com eleitores ou com seus pares e passando longe, mas muito longe da ética ao “migrar” para o PT, como se julga capaz de exercer cargos de relevância federal, sob qualquer legenda? Afif está jogando fora mais uma excelente oportunidade de mostrar a existência de uma oposição ao PT, partido que se julga capaz de tudo e acima de tudo estaria. Tem em mãos um momento único: dar credibilidade ao seu cargo/governo e crescer dentro dele, oferecendo a importância adequada a São Paulo, e assim demonstrando ao PT o que significa cumprir leis, bem como ter moral e caráter nas decisões. Deveria declarar-se impedido e honrar os votos que recebeu aqui, em São Paulo. Isso tudo, além de ser inconstitucional a acumulação de dois cargos como esses, especialmente em partidos teoricamente opostos. Qualquer um sabe: não se pode rezar para dois santos ao mesmo tempo...

Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com 
São Paulo

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MALUF DE NOVO

Dilma, na Associação Comercial de São Paulo: “(Afif) honrou a todos os que antecederam e sucederam (na Associação Comercial)”. Paulo Maluf, “grande companheiro e parceiro de Lula e Dilma”, agradece a lembrança, pois foi presidente da Associação Comercial de 1976  à 1979.

L. A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br
Santos

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FORA COM O VICE
 
Ética: Conjunto de valores e princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão (Dicionário Melhoramentos). E agora, sr. Guilherme Afif  Domingos?  Pede “prá” sair!
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo
 
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O PT NA TV

Em comercial de TV, Dilma diz que é “possível fazer mais”, clonando discurso do governador Eduardo Campos (PSB). Estou aguardando para ver quando é que vão clonar a frase dita pelo governador de que cargo público não deve ser ocupado por “um incompetente somente por quem tem um padrinho político forte”.

José Cândido Côrte jccorte@gmail.com 
São Paulo

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CADÊ A OPOSIÇÃO?

Dias atrás o ex-presidente Lula e atual presidente do Brasil, pois não larga o osso por nada, disse que está muito perto do PT conquistar o governo de São Paulo. Lula disse que a oposição não tem nenhum nome para apresentar. Interessante notar que o PT também não tem nenhum nome para concorrer ao governo de São Paulo, mas em questão de meses Lula transforma postes em candidatos vitoriosos. O quadragésimo ministro de Dilma, João Santana, já sacramentou sua tese, não há discurso que não vingue entre os escolhidos para disputar um cargo. Basta criar um slogan colar no candidato e ele estará pronto para concorrer aos cargos. Só existe um marqueteiro no Brasil? Parece que sim. Não existe oposição? Parece que não. E parece também que não existe plateia, pelo menos aquela que nada recebe para aplaudir. Brasil, um país de tolos que acreditam que o governo faz mais e melhor. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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ALCKMIN, O ALQUIMISTA

Governo Alckmin entrega o Estado paulista aos bandidos armados, e, em um toque “alckmista”, transforma o Estado em reduto PeTista. Cadê o PSDB oposição paulista?
 
Antonio da Silva Santos toniossantos@yahoo.com.br 
Rio Claro 

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PSDB, UM PARTIDO DE BANANAS

Se os tucanos estão realmente pensando como especula Dora Kramer em seu artigo (9/5), prova-se que eles realmente não estão preparados para ocupar qualquer cargo de comando. São míopes e de inteligência rebaixada. Quando estourou o escândalo do mensalão, resolveram se comportar “civilizadamente” e deixar o chefão sangrar, quando seria desmontado pelo povo. Deu no que deu. Hoje, preferem abster-se de lutar nas próximas eleições, de olho em 2018. Até lá, a ditadura estará definitivamente instalada, com Legislativo cooptado, principalmente com a participação dos “oposicionistas”, que discretamente mudam de barco em troca das boquinhas. O Judiciário segue pelo mesmo caminho, sendo aos poucos sufocado, nos moldes das ditaduras latino-americanas. E os quase 50 milhões de eleitores que votaram na oposição, numa vã esperança de deter este movimento visível de destruição do País serão engolidos pela massa de miseráveis em que se transformará o Brasil. Enquanto isso, Serra, no conforto de seu escritório, escreve artigos cujo conteúdo jamais tentou transmitir ao povo quando candidato, preferindo imitar seu concorrente em termos de populismo. Definitivamente, hoje declaro minha desistência de qualquer apoio ao PSDB, um partido de bananas.

Lizete Galves Maturana lizete.galves@terra.com.br 
Jundiaí

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OPOSIÇÃO EXTEMPORÂNEA

Na última eleição presidencial, o candidato José Serra deliberadamente escondeu FHC e utilizou foto de Lula para sua propaganda eleitoral. Desta forma, as críticas feitas no seu artigo “Três vezes no Guinness” (9/5, A2) são extemporâneas. Na ocasião propícia, em que veementemente deveria ser oposição ao PT e a Lula, Serra omitiu-se  de forma despudorada, além de ter humilhado FHC publicamente. 

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br 
São Paulo

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JOSÉ SERRA

O artigo de Serra de ontem, dia 9/5/2013, sobre os erros da política do PT, mostra seu indubitável conhecimento técnico, mas se ele pretende com isso adquirir apoio para mais uma candidatura à Presidência, pode tirar seu cavalo da chuva, pois não é com conhecimentos técnicos que se ganha eleição, mas com conhecimento político, isto é, com demagogia, pois os brasileiros são como os romanos; basta-lhes pão e circo. Seria melhor que ele não atrapalhasse mais, dividindo o pouco de chance que tem Aécio.

Francisco Samuel Fiorese samucafiorese1@yahoo.com.br 
Campinas

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TELECOMUNICAÇÃO

Pesquisa divulgada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostra a piora generalizada na avaliação de usuários sobre serviços de telecomunicação, exceto nos serviços de TV por assinatura. A pesquisa de 2002 mostrava um índice de 71,4 e, nesta última, de 2012, caiu para 53,7. O superintendente de controle da Anatel não disse que o serviço piorou. O usuário é que ficou mais exigente e as empresas não acompanharam isso. Desculpe-me, superintendente, mas o que o usuário quer é o serviço oferecido funcionar, e isso não tem acontecido. O serviço piorou mesmo. Vendem o que não têm, e a agência sabe disso. Não houve aumento de exigência por parte do consumidor, não, a exigência é o serviço funcionar. É o mínimo que se espera.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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CANAIS POR ASSINATURA, A VELHARIA

Nestes tempos em que o consumidor brasileiro vem sendo enganado a torto e a direito, o caso das TVs por assinatura chama a atenção. Pacotes caros, programação deficiente. Os canais Discovery, Nat Geo, disponibilizados pela NET, por exemplo, repetem programas inúmeras vezes. Anunciam novos programas, como o NY Med, e passam apenas alguns programas, retirando a série do ar um mês depois, sem explicações. Anunciam novas temporadas de velhos programas e continuam a exibir os mesmos episódios do ano passado. É assim nos canais Investigacão Discovery, Discovery H&H, Discovery, Animal Planet, NatGeo, Nat Geo Wild, Sony, A&E, Discovery Science, HBO, Max, Telecine e todos os outros. Paga-se caro para ver programas  e filmes repetidos inúmeras vezes por semanas, meses seguidos! Chega a ponto de o espectador simplesmente não encontrar, em uma noite de sábado, por exemplo, um único episódio de programa algum que não já tenha sido exibido no último mês! As temporadas exibidas nunca são as recentes, exibidas nos Estados Unidos. Todas elas são da década passada! A única garantia de programação nova é nos canais de esportes, mas para tê-los é preciso, quase sempre, assinar os pacotes mais caros. Há algo de muito errado com o sistema de canais por assinatura no Brasil! Estão fazendo economia às nossas custas, deixando de comprar os programas novos e mais recentes, enganando o consumidor descaradamente. Custa caro para fazer a dublagem e as legendas em português e os programas novos são mais caros?  Pode ser. Só que nós, consumidores, pagamos um preço bem alto pelas nossas assinaturas e merecemos receber a mesma programação variada e atualizada que recebem os consumidores americanos, por exemplo. Com a palavra, o Procon, a Anatel e as entidades outras de defesa dos consumidores brasileiros. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

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PARA QUE ANATEL?

Agências reguladoras foram criadas para “defender” o consumidor quanto aos serviços prestados pelo Estado. Além de fornecer bons empregos, abrigar políticos e realizar caras pesquisas, a Anatel não tem tido outra preocupação, muito menos as responsabilidades para as quais foi criada. Não revelou, a pedido das concessionárias em telefonia, por exemplo, que, por sua incompetência em controlar o setor a que se dedica, a “insatisfação” do consumidos com a telefonia aumentou expressivamente, chegando a 40% ou mais no celular e residencial em 2012, comparado com 2002, quando era  entre 20% e 27%. O pior é que a situação veio se agravando sem que medidas tenham sido tomadas pela agencia para modificar o quadro. Igualmente, no serviço de acesso a internet, o consumidor continua contratando e pagando 10MB e recebendo 3 MB, por exemplo. Isso mostra a inutilidade da agência e a qualidade do governo.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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TELEFONIA, SERVIÇOS REPROVADOS

Embora a privatização da telefonia tenha sido um grande acerto, a queda de qualidade apresentada pelas concessionárias do setor está a merecer sérios ajustes. Tal correção se deve não só para com a qualidade e as necessidades dos usuários dessa ferramenta de comunicação contemporânea, mas também para não desmoralizar o instituto de privatização, que foi alvo de tantas controvérsias quando foi implantado entre nós.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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CARTÃO RECOMEÇO

No dia 8 de maio de 2013 li a reportagem de Bruno Ribeiro e Thiago Dantas: “‘Bolsa Crack’ de R$ 1.350 vai pagar internação de viciados do Estado de SP”, informando que, a partir de ontem (9/5), o governo do Estado de São Paulo daria início ao programa “Cartão Recomeço”, que irá fornecer para cada família de dependentes de crack uma bolsa de R$ 1.350 para custear a internação dos mesmos em clínicas particulares especializadas. Primeiramente, penso que o governo deveria investir em clínicas públicas especializadas, como é feito, por exemplo, em Portugal. É possível observar que o país apresenta uma das taxas mais baixas de consumo de drogas em toda União Europeia: apenas 10,6% dos adolescentes usa algum tipo de droga ilícita, portanto clínicas governamentais podem, sim, ser efetivas. Além disso, um problema come esse deve ser tratado por instituições estatais, e não por empresas particulares que se preocupam mais com o lucro. Vale ressaltar que o programa “Bolsa Crack” apresenta poucas vagas para o número de pessoas necessitadas, além do que o valor da bolsa pode não ser suficiente para pagar integralmente os custos de uma internação. Assim sendo, clínicas públicas seriam mais eficazes e as famílias de dependentes não iriam se endividar e nem ter altos gastos na hora de reabilitar os dependentes químicos. É hora de nós, população, nos rebelarmos e exigir cuidados do governo. Até quando teremos de pagar pela reabilitação de entes queridos?

Renata Garib renata_garib@outlook.com
São Paulo

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DEMAGOGIA

O governo do Estado de São Paulo lançou o projeto  da “bolsa crack”. Para enfrentar o drama de consumo de uma droga terrível, as famílias dos viciados vão receber um valor mensal para cobrir as despesas em clínicas particulares. Cabe uma pergunta, ou seja, qual a opinião dos especialistas sobre o assunto? Quais as discussões que foram feitas para chegar à conclusão de que isso pode resolver o problema? O caso está parecendo mais uma atitude demagógica e imediatista do governo do Estado.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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MAIS UMA

Mais uma bolsa que vai pesar no bolso do brasileiro. Nestas alturas vou aguardar que criem uma bolsa para auxílio de quem é bem comportado, paga seus impostos, dá educação a seus filhos, respeita as regras de convívio em sociedade. Aguardo ansioso por essa bolsa.

Walter Marcon w.marcon@bol.com.br 
São Paulo

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ENQUANTO ISSO...

Com tantos aposentados passando sérias dificuldades, tentando sobreviver com salário de R$ 678,00, o governo do Estado criou bolsa para dependentes químicos. Em minha juventude ouvi sempre falar que quem tem vício que pague por ele. Ou seja, o  viciado vai ter casa e comida em clínica particular e um custo mensal de R$ 1.350,00 para seu tratamento. Pobre aposentado!
 
Carlos Avino carlosavino.jaks@hotmail.com 
São Paulo

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O CUSTEIO DA BOA CONDUTA

Ilmo. governador Geraldo Alckmin, recorro a vossa senhoria para pedir-lhe, humildemente, que crie um projeto para o custeio de pessoas de boa conduta. Explico-lhe o meu motivo: fiquei indignada e constrangida de saber que em meu país, um bandido tem mais valor que um cidadão honesto. O auxilio que o governo dá para as famílias de infratores da Lei gira em torno dos R$ 930,00. O que já é revoltante, comparado ao valor do salário mínimo, R$ 680,00, valor este ganho por muitos trabalhadores que suam suas camisas por um mês para ganhar essa verdadeira miséria para sua subsistência e de seus familiares. Mais o meu pedido não é dado apenas por essa situação. Através das redes sociais, informei-me do auxilio que seu governo dará aos viciados em drogas, especificadamente o crack. As famílias dos dependentes irão receber nada mais e nada menos do que R$ 1.350,00. Pasmem! É quase que o dobro do salário mínimo. Mais não se assustem, é para o custeio do tratamento. Ora, caro governador, em sua grande casa ou em seu confortável escritório não há um meio de comunicação? O senhor não lê jornais ou assiste a noticiários? A miséria está aumentando, os leitos de hospitais estão cheios, as escolas clamam por melhorias, os aposentados necessitam de medicamentos. Todos os cidadãos honestos e trabalhadores, que confiaram seus votos na sua pessoa, não merecem uma ajuda de custo também? Exijo uma explicação, pois sou brasileira, trabalhadora, tenho uma família que necessita de mais segurança. Não creio que o Senhor consiga fechar os olhos para tudo isso. Tampouco acredito que essa chamada “Bolsa Crack” irá resolver os problemas. Ao invés de tratar os dependentes químicos, porque não investir em saúde pública? Investir em mães prontas para parir, pacientes com câncer, leucemia, portadores de doenças mentais, deficientes físicos, etc. Será que realmente as pessoas de boa conduta deste País não merecem um pingo de respeito? No auge dos meus 23 anos de idade, tenho uma visão mais realista da situação atual do que vossa pessoa, com anos de experiência e vida política ativa. Por favor, governador, a credibilidade em sua pessoa eu já perdi, mas não me faça perder a fé nas pessoas. Tenho certeza que alguém em seu gabinete tem consciência e caráter suficiente para contestar e voltar atrás dessa decisão ridícula.

Caroline Casagrande caroline-casagrande@hotmail.com
São Paulo

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CRACOLÂNDIA

Sou aluno do colégio Visconde de Porto Seguro e li a notícia “Cracolândia fica fora da nova ‘bolsa crack’” em 8 de maio de 2013 com certa surpresa, pelo fato de a cidade de São Paulo estar fora das 11 cidades que irão receber ajuda dessa “nova bolsa”. Acho um absurdo essa iniciativa do governo, pois a cracolândia já virou um lugar onde o governo já desistira de cuidar dos usuários de crack, e bem agora no momento em que os responsáveis pelo Estado poderiam ajudar mais do que nunca esses usuários, eles preferem deixá-los de lado. Outra ação ridícula do governo foi doar para a família dos usuários um valor de R$ 1.350,00, pois com essa “bolsa” os dependentes ainda poderão receber internação em clínicas especializadas no tratamento. O que mais me estressa é saber que, enquanto a família dos drogados irá receber R$ 1.350,00, além dos tratamentos especializados com internação em clínicas para esses usuários, pessoas que trabalham muito, quase todos os dias, recebem como salário mínimo R$ 678,00 e isso mostra que o nosso país está muito longe de avançar no momento em questões de desigualdades sociais, econômicas e educacionais. Na minha opinião, acho que na matéria deveriam ter citado uma solução para esse problema, que é a educação preventiva, para que no futuro, não exista mais a cracolândia, tirando os dependentes de drogas das ruas.

Pedro Alcantara palcantara98@hotmail.com.br
São Paulo

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O CONSUMO INDISCRIMINADO DE DROGAS
 
O uso de crack, no Brasil, vem crescendo de modo avassalador. Vale lembrar que o álcool e o tabaco também são largamente utilizados por crianças e adolescentes. Entre estes, aqueles que são moradores de rua, vivenciam agravos relativos ao uso, não só físicos, como psíquicos e sociais. A sociedade brasileira vive momentos de otimismo frente ao cenário econômico mundial, tendo sobre si um elenco de oportunidades para conquistar novo patamar de desenvolvimento. O desafio, contudo, é garantir que este crescimento seja acompanhado de mais justiça social. Tal desafio encontra barreiras históricas e exige união de esforços entre a sociedade e o Estado em torno de consensos mínimos que contribuam para a elevação da qualidade de vida dos cidadãos. O  crack, esse consenso que aflige nossas famílias, sobretudo nossas crianças, adolescentes e jovens, exterminando seu futuro e frustrando nossa capacidade de realização. A ingestão do crack, em especial, pelo seu elevado poder  lesivo, vem colocando em risco milhares de crianças e adolescentes, seja pelo consumo direto da droga, seja pelos efeitos indiretos, porém devastadores, no núcleo familiar. Se você é pai, mãe ou tem alguém que lhe é querido, sob suspeita de uso do crack, principalmente, em faixa de idade vulnerável, como crianças e adolescentes, procure manter bom relacionamento, com o suposto viciado, que garanta abertura para diálogo. O melhor é buscar saber de sua vida, com quem está, os lugares que frequenta, seu desempenho no trabalho ou na escola. Observe se ocorrem mudanças bruscas de comportamento. A manutenção do vínculo afetivo é muito importante, tanto para a detecção do problema, quanto para solução no tratamento. Necessário que haja atenção quanto ao ambiente escolar e à vizinhança. Oriente seu filho ou ente querido a se afastar de pontos de venda de droga ou dos frequentadores desses locais. Adolescentes comumente apresentam comportamento destemido e sentem-se desafiados a se aproximar do perigo para ter a ilusão de que estão acima do bem e do mal. Como adulto, deixe claro que sua autoridade é fruto não apenas de amor, mas de capacidade de entender o mundo atual e saber diferenciar o que destrói e o que constrói, em oposição à sedução do traficante. Os agentes do tráfico procuram ser simpáticos e amistosos para com sua população-alvo. Ensinam gíria própria e não destoam da imagem da moda seguida pelo público que eles visam.
 
Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br 
São Paulo

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LEITE ADULTERADO
  
Não é a primeira e nem será a última vez em que casos como esse da descoberta de leite adulterado com ureia virá ao conhecimento do público. Algum tempo atrás foi descoberto em Uberaba, MG, uma “usina” de beneficiamento de adulteração do leite com o acréscimo em sua composição de água oxigenada para aumentar a data de validade. À época desta descoberta, simultaneamente e de forma misteriosa, no Rio Grande do Sul foram jogados em lixo a céu aberto e alguns enterrados milhões de litros de leite já embalados para o consumo. Agora mais uma adulteração com o acréscimo de ureia no leite também oriundo do Rio Grande do Sul quase nos mesmos moldes da adulteração mineira se assim podemos dizer. Por que está acontecendo essas fraudes? Porque está havendo uma falha terrível de fiscalização por parte das autoridades competentes que tem a obrigação de fiscalizar uma vez que consta carimbado nas embalagens do litro de leite dentro de um círculo a marca do Ministério da Agricultura com a inscrição “Inspecionado S.I.F.” Que inspeção é essa que não acompanha à ordenha do leite até chegar às usinas de beneficiamento? Se os produtores alegam que entregam o produto “in natura” como é que está chegando às usinas adulterados? Não é difícil perceber onde está havendo as modificações no leite e às falhas de inspeção por quem deveria fiscalizar. Depois os funcionários públicos federais não gostam de que o povo reclama que eles têm um bom salário para trabalharem de forma ineficiente.

Eugenio de Araujo Silva eugenio-araujo@uol.com.br 
São José dos Campos

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REPRODUÇÃO HUMANA

Foi com grande curiosidade que li a matéria “Mulher poderá doar óvulo para pagar fertilização”, publicada no jornal “O Estado de S. Paulo” de 9 de maio. Agora mulheres que querem fazer fertilização assistida podem doar um óvulo para outra mulher em troca do custeio de parte do tratamento. É intrigante o fato de que mulheres que estão querendo ter filhos estarem dispostas a doarem seus óvulos, porque se alguém quer ter uma criança para cuidar dela o resto da vida, ela nunca deixaria uma outra mulher gerar e criar um filho que é biologicamente dela, o que soa um pouco irônico. Também foi anunciada a notícia de que agora casais do mesmo sexo também poderão recorrer à reprodução assistida, o que acho nada mais do que justo, porque não creio de jeito nenhum que o fato de uma criança ser criada por um casal homossexual traumatize-a de forma alguma, o que importa é que ela tenha pais que a faça feliz. Achei as mudanças ocorridas pelo  Conselho Federal de Medicina justas, embora nem todas façam sentido para mim, as pessoas têm o direito de decidir o que fazer com sua vida e com seu corpo.

João Vitor Zuaid Bidetti jvbidetti@gmail.com 
São Paulo

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NÃO TEM PREÇO

Li e fiquei entristecido com a notícia do “Estadão” de ontem (9/5) sobre a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que trata de assuntos ligados à reprodução humana. Ler que uma mulher poderá dar óvulos como parte do pagamento do tratamento para engravidar me fez pensar ate que ponto chegamos na falta de respeito em relação à dignidade humana! Do jeito que a coisa “anda”, daqui a pouco o óvulo vai estar cotado na Bolsa de Valores! Teríamos Óvulo ON e Óvulo PN! Parafraseando uma conhecida propaganda de um cartão de crédito, devemos afirmar categoricamente que: “o óvulo (e a dignidade humana) não tem preço”!

Alexandre Cintra Alexpc@terra.com.br
São Paulo

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RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

A eleição de Roberto Azevêdo para diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) é, sem dúvida, vitória da diplomacia brasileira e poderá ser um marco nas relações comerciais brasileiras, internas e externas (“Um brasileiro na OMC”, 9/5, A3). Não se trata de ufanismo, mas reconhecimento é bom e pouco o valorizamos. É como o simpósio internacional de biocombustíveis de semana passada em Portland (EUA), quando brasileiros foram a maioria dos participantes não norte-americanos, com oito apresentações orais em concorridas sessões. Fomos protagonistas em muitas discussões sobre viabilidade econômica e ambiental de nossos biocombustíveis, mas sem divulgação dessa importante participação.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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UM ENTRAVE PARA O BRASIL

A nomeação do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo para a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) foi muito comemorada pelo Brasil e pelos países emergentes. (8/5, B1). Como o Brasil faz parte do Mercosul – bloco mais ideológico do que comercial –, e os nossos produtos manufaturados estão perdendo o mercado externo, devido aos elevados  custos internos como  logística, tributos, burocracia e baixa produtividade, será que o novo presidente da OMC, Roberto Azevêdo, não poderia aconselhar o Mercosul – bloco voltado para dentro – a se livrar da tal “unanimidade” para que os países-membros possam fazer acordos comerciais bilaterais livremente pelo mundo afora, como fazem com sucesso o Chile, Peru, México e Colômbia?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com
Campinas 

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VEXAME DO SÃO PAULO

Lamentável a eliminação precoce e a goleada sofrida pelo São Paulo Futebol Clube (SPFC) para o Atlético Mineiro (4x1) pela Copa Libertadores 2013. Na soma dos 2 jogos, deu Galo 6x2 SPFC, um verdadeiro massacre. O SPFC desonrou o futebol paulista e saiu pela porta dos fundos, humilhado e eliminado de forma trágica, numa das maiores goleadas já sofridas por um clube brasileiro na competição. Já passou da hora do velho e decadente goleiro Rogério Ceni – um frangueiro de marca maior – pendurar as chuteiras. O presidente golpista do clube, Juvenal Juvêncio, também deveria deixar o cargo faz tempo. Enquanto Palmeiras, Corinthians e Santos fazem bonito em 2013, o SPFC fez um papelão no primeiro semestre, sendo eliminado do Paulistão e da Libertadores na mesma semana, num verdadeiro vexame.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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DESABAFO 

Sou são-paulina há 23 anos e quem me conhece sabe o quanto eu torci por esse time desde os meus 5 anos de idade. Sou torcedora criada com as conquistas mundiais do São Paulo Futebol Clube. Infelizmente meu time nunca mais foi o mesmo. O que eu vi nos dois últimos jogos com o Atlético Mineiro e principalmente nesta quarta-feira passada, é um time desinteressado desde o apito inicial do juiz uruguaio, vi um time sem ataque porque faltou um titular, vi jogadores sem raça, sem garra, vi um time totalmente desmotivado, vi um time que não adiantou entrar em campo pois já tinha perdido o jogo no vestiário. Na vitória, é uma maravilha, tudo é festa, todos viram heróis e o elenco é sensacional. Dias depois com a primeira derrota, só se escuta lamentações tanto da diretoria como dos jogadores. Falta vontade, falta atitude, falta coragem para arriscar, os dirigentes não conseguem montar um elenco fixo há anos. Quando meu time vai ser novamente ao menos parecido com os de 1992 e 1993? Quando essa diretoria que ai está vai conseguir manter um jogador que se destaca sem vendê-lo? Esses resultados pífios contra o Atlético de minas, num torneio importantíssimo como a Libertadores, foram a gota d’água para o transbordamento do meu desabafo. É lamentável.

Julia de Aquino Pereira julia.aquino@uol.com.br
São Paulo

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