Fórum dos Leitores

SUCESSÃO PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 6h09

13 Maio 2013 | 02h05

Ideia fixa

A manchete de capa do Estadão de sexta-feira, Dilma e Lula veem articulação política frágil para 2014, explica o que ouvimos na TV em discurso da presidente Dilma Rousseff: "Precisamos fazer mais e melhor". Quanto a governar, que é sua obrigação e para a qual recebe e gasta muito, nenhuma preocupação. Ela só pensa naquilo!

MÁRIO A. DENTE
dente28@gmail.com
São Paulo

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Articulação frágil...

Dillma que se cuide. O ex-presidente Lulla já iniciou sua investida para voltar ao poder em 2014. Começa dizendo que não existe articulação política suficiente para que ela se reeleja. Daqui a pouco dirá que apenas elle tem a fórmula mágica para unir partidos e que fará o sacrifício para salvar o Brasil do fantasma de outro presidente, dando uma rasteira daquelas em seu "primeiro poste". Sabíamos que ele não se conformaria em emprestar sua luz a qualquer um, imaginem a uma mulher... Seu pequeno grande ego não se conforma com a clandestinidade. Com certeza o PT e sindicalistas que não amam a presidente Dillma de paixão estão articulando a volta do "nunca antes neste país". Escrevam!

BEATRIZ CAMPOS
beatriz.campos@uol.com.br
São Paulo

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'Gado paulista'?

Se as coisas piorarem muito, com a inflação correndo solta, diminuindo o poder de consumo, fazendo os empresários retrancarem ainda mais e depois, por falta de opção, demitirem funcionários, causando um amazônico desemprego nas classes C e D, Lulla virá com todo o esplendor, como salvador da Pátria, candidato a presidente. Caso a situação seja mais rósea, indicará algum pelego de plantão para governar o Estado de São Paulo e, claro, elle como vice, posando de humilde, desinteressado e magnânimo num cargo inferior àquele em que reinou absoluto. Afinal, o olho do dono da fazenda é que engorda o gado delle. Como faz com Dillma.

KLAUS REIDER
vemakla@hotmail.com
Guarujá

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O sonho por um fio

Sedentos por cargos, alguns petistas querem aqueles que o PSB detém no governo Dilma. Lula prega a conciliação e espera que Eduardo Campos mostre coerência política, não saindo candidato, pois com cargos seu apoio ao governo é claro. Em almoço com a presidente, a pauta ficou por conta da candidatura de Campos, que anda tirando o sono de Dilma e Lula. Se, como disse Lula, o ônus de permanecer como aliado do governo é de Campos, cabe-lhe, então, decidir o que pretende fazer. Ainda é cedo para tomar decisões e por isso o governador de Pernambuco tem a seu favor o tempo para continuar fazendo suas críticas ao governo federal e mostrar serviço. Afinal, quem é o PT para pregar coerência a Campos, se, no caso de Afif, vale tudo para ficar com o apoio do PSD? Se Campos não perder o foco, pode fazer um estrago no sonho do PT de se perpetuar no poder, considerando a falta de oposição até então. A conferir.

IZABEL AVALLONE
izabelavallone@gmail.com
São Paulo

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SERVO DE DOIS AMOS

Ou mais

Afif serve, sim, a dois senhores. Ou mais! O capítulo 6, versículo 27, do Evangelho de Mateus foi mal usado por Guilherme Afif Domingos durante a posse na Secretaria da Micro e Pequena Empresa, um legítimo beija-mão, como mostrou a foto no Estadão de 10/5. Ele, que é vice de Geraldo Alckmin (PSDB) e filiado ao PSD, de Gilberto Kassab, serve doravante também a Dilma, do PT. Pelo texto bíblico, "ninguém pode servir a dois senhores. Ou há de odiar um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará o outro". Imaginem a três! Eis mais um exemplo de escolha de um braço estendido em nome de acordo político sobre o qual se perde logo o controle e cujas consequências recaem nas nossas costas, de eleitores comuns inconformados, porém éticos.

JOSÉ REGINALDO M. DE SOUZA
ali.matias@ig.com.br
Jundiaí

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Mais uma decepção política

Evidentemente, não chega a ser surpresa o sr. Afif Domingos, dublê de vice-governador e ministro de Dilma (só falta um para os 40...), estar "agarrado" a mais uma boquinha, já que esse senhor sempre gravitou por quaisquer governos e ideologias, desde, é claro, que lhe dessem um cargo. Para não ser mais cáustico, eu diria que Afif não está à altura de nenhum paulista coerente. E resumiria que S. Exa. é mais uma decepção e vergonha para nós, que, aliás, se soma a tantos outros "loucos pelo poder". Triste país com homens tão pequenos.

JOÃO BATISTA PAZINATO NETO
pazinato51@hotmail.com
Barueri

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Beija-mão

Afif, o pior voto da minha vida. Isso que tenho 69 anos! Por favor, saia de São Paulo.

MANOEL BLANCO
blanco.manoel@gmail.com
São Paulo

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RODOVIAS

Chacoalhada estrutural

O Estadão foi direto no ponto: Governo cede, mas o investidor quer mais (9/5, B3). Quer, sobretudo, estabilidade, profissionalismo e independência técnica no comando das agências reguladoras, que ao longo do tempo vão determinar o dinheiro que entra e sai das concessionárias. Para tornar apolítica sua atuação e levar confiança aos investidores há que fazer como os países de Primeiro Mundo: entregar o comando ao Estado, independentemente dos interesses do governo eventualmente no poder, tenha este o matiz ideológico que tiver. Com um conselho acima da diretoria executiva que represente o Poder Executivo, mas com participação majoritária de entidades independentes. Sem uma chacoalhada estrutural desse tipo difícil será convencer gente séria, sem articulações políticas, a depositar seus recursos em setores cujo retorno só se dá no longo prazo.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA
noo@uol.com.br
Valinhos

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Sobre a taxa de retorno das concessões, quem regateia demais pode perder o objetivo de vista.

SERGIO S. DE OLIVEIRA
ssoliveira@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

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ARGENTINA

Ladrão que rouba ladrão

De causar risos a ideia do governo argentino de anistiar a entrada de dólares sujos no país e, em troca, dar a esses "investidores" bônus do governo (que não valem nem o papel e a tinta gastos para imprimi-los). Nessa roubada nem o Gardelón entraria!

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI
luiz_penchiari@hotmail.com
Vinhedo

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A VINDA DOS MÉDICOS CUBANOS

Considerando que é praxe os países socialistas falsearem dados estatísticos e a realidade que não lhes favorece, é mais do que urgente “considerar também a duvidosa qualificação técnica desses médicos”, como alertou o editorial do “Estadão” “A falácia dos médicos cubanos” (10/5, A3). Ficamos mais apreensivos ainda quando, paralelamente a esse aviso da vinda de 6 mil médicos cubanos para o Brasil, vemos e ouvimos as patranhas petistas anunciadas nos comerciais da TV e inseridas em sua campanha eleitoreira, bem como os contínuos ataques ao Poder Judiciário e a ofensiva vergonhosa dessa calamidade instituída como Comissão da Verdade, além de, não mais que de repente, a vinda de Nicolás Maduro, presidente venezuelano, ao Brasil, para pedir ajuda, já que sua estabilidade no poder está em risco pela suposição das fraudes nas eleições. Será que há a suposição de que aqui, no Brasil, estão sobrando alimentos e energia para que estejamos habilitados a ajudar os países da América Latina? Ou tudo isso, simultaneamente ocorrendo, está muito mais longe do que tememos imaginar? A vinda desses médicos, portanto, parece fazer parte de um pacote que nada tem que ver com as necessidades médicas do Brasil, assemelhando-se a um rolo compressor ditando normas “de fora para dentro” rumo ao sonho bolivariano castro-chavista e lulopetista.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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A FALTA DE MÉDICOS NO BRASIL
 
A Associação Brasileira de Municípios (ABM) considera necessária e fundamental a decisão do governo federal de autorizar o exercício da medicina no Brasil por profissionais formados no exterior, tendo em vista que há um déficit comprovado de médicos no Brasil. Os municípios têm se esforçado para atrair médicos ao SUS, recorrendo ao aumento dos salários e concessão de novos benefícios e, mesmo assim, os processos seletivos são encerrados sem o preenchimento das vagas, principalmente nas cidades periféricas e do interior; ou, quando as vagas são preenchidas, geralmente são por médicos que já atuavam na rede pública de outra cidade. Uma política de fixação no longo prazo, como propõe o Conselho Federal de Medicina (CFM), é importante, porém, no momento, a situação da falta de médicos exige medidas imediatas, para garantir atendimento à população. A ABM concorda que este deve ser de qualidade e, para isso, defende que os profissionais formados no exterior, assim como aqueles que cursaram medicina no Brasil, atendam critérios comuns no que se refere à avaliação de sua capacidade de exercício da profissão.

Eduardo Tadeu Pereira, presidente da ABM imprensa@abm.org.br
São Paulo

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MEDICINA E GEOGRAFIA

Pensamento revelador do espírito público do ministro da saúde (minúsculo mesmo): “Quando você não tem um médico na sua cidade, pode buscar na cidade ao lado e ter um atendimento de qualidade adequada”, afinal “não se faz saúde sem médico”. Ele explica bem a vinda de tantos políticos e outros doentes do resto do Brasil e até de outros países para São Paulo, em busca de atendimentos que lhes aliviem ou eliminem seus sofrimentos. Eu gostaria de presenciar essa “pérola” dita a um agricultor – que ajuda a gerar o superávit que paga o salário do ministro – vivendo nos rincões mais afastados deste país e acometido por problema de saúde, agudo ou crônico...

Frederico R. Hrdlicka frh@techmaster.ind.br 
Cotia

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SALÁRIO DE MÉDICO

Que os brasileiros sabiam que a presidente Dilma tinha lá suas quedas por Cuba, disso não restava dúvida, mas depois de anos, Muro de Berlim ruído, etc., poderia ter mudado. Não mudou! Vai contratar 6 mil médicos cubanos para que treinem medicina nos recônditos mais pobres do País, mesmo a medicina cubana estando anos luz em “eficiência” da nossa. E tem mais: se o governo brasileiro for pagar o que paga à Venezuela pelos mesmos maravilhosos e competentes médicos US$ 11,4 mil por mês, que em real significam R$ 22,8 mil, muito acima do que recebem os médicos do SUS, não estaria na hora de os médicos brasileiros fazerem greve para igualar salários? Fora que, na mão dos médicos fica uma ninharia de R$ 230,00, e o restante engorda os cofres da “Ilha da Fantasia”. Isso propiciará a eles caírem em tentação “capitalista”, cobrando pelo atendimento. Os humanos gostam de receber gratificação pelo trabalho prestado o que em Cuba é proibido! A presidente Dilma desnudou seu coração que escondeu quando se elegeu e continua idolatrando ditaduras pela qual lutou. Não se colhe laranja lima de limoeiro!
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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IMITAÇÃO

Mesmo com a saúde quase “à beira da perfeição”, Dilma deveria imitar Lula. Em vez de médicos cubanos, deveria contratar médicos “sírio-libaneses”...
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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ESTRAGANDO A RAPADURA

Ao tomar conhecimento de notícias que mais parecem estarmos dentro de um pesadelo, resolvi entregar a rapadura, não dá mais! 1) Médicos serão admitidos vindos de Cuba, sem preparo comprovado, pagos para o governo dos irmãos Castro que repassará para estes profissionais de saúde, seu salário conforme critério do governo cubano, ou seja, o governo cubano lucra com o trabalho dos médicos contratados. É a mais pura "mais-valia". O governo cubano fica pois com o lucro e nós com o perigo de ter uma população atendida por profissionais de formação duvidosa. Serão 6 mil “médicos”! Sem revalidação de diploma! 2) O vice-governador Afif Domingos, do governo de um partido do oposição do Estado mais rico da Federação, São Paulo, é nomeado ministro por Dona Dilma, do PT. E aceita honrado depois de tê-la criticado acidamente por diversas ocasiões e toda a oposição se cala diante disso! Por que estes dois partidos, PT e PSDB, não se fundem de uma vez, já que admitem tal aberração? 3) Réus julgados e condenados pela mais alta corte parecem estar dando as cartas e desafiando o ministro Barbosa a continuar na relatoria do processo. E vão acabar conseguindo e pelo jeito não ficarão um dia sequer na cadeia. E dois condenados ainda fazem parte da Comissão de Justiça da Câmara e a oposição se cala aceitando humildemente tal absurdo sem sequer pensar em liderar qualquer manifestação pública levando pessoas às ruas para protestar. Isso tudo sem falar em outras barbaridades protagonizadas por esses inacreditáveis agentes públicos do nosso país. Sinceramente, como não tenho mais estômago e paciência, daqui para frente farei de conta que não vivo em meu país. Aqui agora sou estrangeira  e que este país que se dane. Vou cuidar da minha vida e ponto final. Já deu! E não adianta, porque este país não acorda! Só irá acordar caso a economia ande para trás, porque não é movido por valores, mas tão somente por consumo. 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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ENEM

Na ótima reportagem “Deboche vai render zero em redação do Enem” (9/5, A18), o “Estado” tratou com descortino as novas regras de correção de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que visam a corrigir e a evitar os sucessivos e inacreditáveis erros cometidos pelo Ministério da Educação. De um modo geral, as medidas anunciadas visam ao maior rigor na correção dos textos e na seleção dos avaliadores. Entretanto, duas questões ainda ficaram pendentes. A primeira refere-se à construção de regras claras sobre a tolerância de erros gramaticais ou de escrita. Os despropósitos que provocaram esta reedição das normas ocorreram em razão da imprecisão dos editais anteriores, que admitiam “escassos desvios gramaticais”, o que dava margem às mais disparatadas interpretações pelos avaliadores. O novo edital substituiu “escassos” por “excepcionalidade”, mantendo, assim, o caráter vago e ambíguo da norma. A segunda diz respeito à remuneração do trabalho dos avaliadores, que são pagos (R$ 3,00) por prova corrigida. Esse sistema de remuneração por produção implica, necessariamente, aumento de falhas e redução da qualidade, pela óbvia razão da tendência da pessoa imprimir maior velocidade ás tarefas, aliada à propensão de não realizar a revisão do trabalho. Melhor seria que a remuneração fosse paga por lotes diários de provas. Por exemplo, R$ 360,00 por lote de 120 provas corrigidas no período de 24 horas, o que evitaria a emulação por maior velocidade e o estresse desta decorrente. Bem, de qualquer modo, o Ministério da Educação deixou de lado a sua teimosia e acordou... Será?

Cid Lopes Cid cidflf@hotmail.com 
Brasília

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FORA COM O SOFÁ!

Na tentativa de melhorar a prova de redação do Enem, cuja correção tem forte conotação subjetiva, além de prever uma terceira correção e outros recursos envolvendo até uma banca examinadora, agora o deboche vai penalizar o candidato com a nota zero, como mostra matéria “Deboche vai render zero em redação do Enem” (9/5, A18). A exemplo de outros malfeitos, o sofá está sendo novamente jogado pela janela! 

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com 
São Carlos

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DÍVIDA, LIBEROU GERAL

Agora é oficial: liberou geral a dívida púbica brasileira 2013. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin (PT/RS), disse na semana de 2 de maio que o governo não se comprometerá mais com uma meta de economia e redução da dívida pública. O motivo, diz ele, é que Brasília precisa de mais “liberdade”, a fim de gastar mais e aquecer a economia (revista “Época” 780, pg. 12).

Helio Mazzolli mazzolli@terra.com.br
Criciúma (SC)

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DILMA E SUAS PÉROLAS
 
A presidente Dilma, justificando o déficit histórico na balança comercial no primeiro quadrimestre, deu a seguinte declaração: "Qualquer oscilação na balança comercial é apenas uma oscilação". Essa frase brilhante, com certeza, será tese para diversas monografias de mestrados e doutorados em Economia e será tema de diversos livros. No período de janeiro a abril, a balança comercial apresentou um déficit de US$ 6,15 bilhões, o maior da história do País, e, para acalmar o mercado, ela afirma que foi "apenas uma oscilação". Para completar seu discurso, Dilma ainda falou que "o Brasil tem juros civilizados, câmbio equilibrado e inflação sob controle". Por que será que, mesmo após um discurso tão otimista proferido pela nossa querida presidente, aumentou o grupo de analistas econômicos com estimativas para um PIB abaixo de 3%?
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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HERANÇAS MALDITAS

Aparentemente, Dilma deixará uma herança bastante maldita para o presidente eleito em 2014, segundo o boletim “Focus” do Banco Central da última semana. Ainda em 2013 os juros estarão em 8,25% e o crescimento do PIB será de 2,5%. Para 2014 a previsão de inflação é quase 6%, o que antevê uma grande dificuldade para o governo. É estranho que, mesmo pondo em risco a reeleição, o governo federal não mude seu enfoque de política econômica.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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BASTA DE INCOMPETÊNCIA!

Basta de aguentarmos essa esquerda nefanda que defende os “coitadinhos” e pune os honestos e trabalhadores. Lembremos Nelson Rodrigues em sua crônica “A Revolução dos Idiotas”, que critica essa corja de incompetentes e imbecis que descobriram ser a maioria e agora tomaram conta de tudo cometendo as maiores barbaridades tais como dizer que raio não causam desligamento de subestações  elétricas, são só falhas humanas. Quando o País estiver novamente falido, eles vão abandonar o governo para que as pessoas competentes recuperem a economia. Basta de aguentar essa gentalha aprendendo os rudimentos de administração pública por tentativa e erro e nós pagarmos a conta. Fora com os incompetentes, as reservas de vagas definidas por etnia e não pela situação econômica. Não quero ter que mudar de país para poder viver dignamente.

Alvaro Augusto de Oliveira Bento obento@uol.com.br
São Paulo

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O SUICÍDIO BRASILEIRO

Foi com uma concordância absoluta com o dito por Andrea Calabi que li a reportagem “Para Calabi, novo ICMS ‘destrói’ competitividade”, publicada no jornal de circulação estadual “O Estado de S. Paulo”, seção de Economia, de 9 de maio de 2013: o secretário de Fazenda de São Paulo avalia como a desconstrução  da competitividade, a aprovação do estabelecimento de uma alíquota de 12% para ICMS, realizada na terça-feira, na Comissão de Assuntos Econômicos  do Senado. Com  os objetivos esperados na reforma do ICMS de simplificar a legislação e eliminar a concorrência  desleal entre os Estados, serviram  como bala para que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) atirassem no próprio pé, ou seja, é a primeira peça a cair em um efeito dominó para que resulte em um déficit na economia brasileira. Seria inevitável afirmar que num país classificado como um dos maiores cobradores de carga tributária, o aumento de um imposto irá desencadear uma significativa redução da competitividade e produtividade das empresas brasileiras, tanto mercado nacional, como no internacional. Como iremos observar no aumento dos preços de mercadorias e serviços gerados pela porcentagem da nova alíquota adicionada ao preço do produto. Tornando inviável a capacidade das empresas de produzirem mais e/ou melhor, com menos do que seus concorrentes internos e externos, perdendo clientes. Respectivamente há quem diga que com as três novas alíquotas estabelecidas para a cobrança de ICMS gerou um equilíbrio de vendas entre as regiões. Mas na verdade é muito relativo, pois o aumento de preços pode beneficiar um pequeno número de empresários, ao mesmo tempo que, por exemplo, irá afetar as exportações brasileiras para o exterior, tornando inviável a arrecadação da mesma quantia de três trilhões de dólares em comércio exterior do ano passado. E à parte população que compartilha um ponto de vista semelhante a da magnífica reportagem lida, sugiro que não deixe o país cometer suicídio. Para finalizar, gostaria de agradecer a chance concedida a mim, pelo “O Estado de S. Paulo” de expressar minha opinião sobre o tema e quero pedir aos editores que continuem como eles estão, com esse excelente trabalho. 

Leonardo Baran leonardobaran2208@hotmail.com 
São Paulo

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LEGAL, MAS IMORAL

É muito engraçado, para o trabalhador não tem emprego, mas os políticos já estão fazendo jornada dupla. Se a moda pega, estamos fritos. Digo isso porque o senhor vice-governador agora também é ministro da senhora Dilma. Não sirvo a dois senhores, diz Afif Domingos, mas eu digo que vai receber dois salários. Como vice não deve ter muita coisa para fazer, por isso precisa de outro salário. Estou imaginando, se a moda pegar, vamos ter desemprego de políticos. Aliás, quero aproveitar para complementar que em breve teremos o auxílio-desemprego de políticos. Pessoal, esse país não é sério! Com tanta miséria que existe por aí, estamos acabando com o dinheiro público. O meu pai sempre me disse: quem muito quer fazer não faz nada. Senhor Guilherme Afif Domingos, escolha o que o senhor sabe fazer de melhor e faça a sua opção, pois receber dois salários é fácil, mas executar duas funções ao mesmo tempo é não fazer o melhor para São Paulo nem para o País. São Paulo tem muitos problemas com as empresas pequenas e médias e, como vice-governador, poderia ter feito muito, afinal está no poder. Afirmou ao “Estadão” que só deixa o cargo em São Paulo por decisão judicial, mas a decisão pode ser legal, mas é imoral. Pense nisso.

Elisiário dos Santos Filho elisantosfilho@uol.com.br
São Paulo

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AFIF

Prezados concidadãos, alguém com dois salários desta monta está preocupado com a inflação.

Manuel José Falcão Pires manuel-falcao@ig.com.br 
São Paulo

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QUEM DIRIA

Cria de Maluf, Guilherme Afif Domingos, depois de falar o diabo do PT, e da Dilma, desce degraus, aceita um ministério chinfrim de um governo atolado pela incompetência e corrupção, e ainda como nos tempos do coronelismo beija a mão da presidente confessando sua obediência. O vice-governador de São Paulo abandona seus eleitores, assim também como fez na época do PL, do qual foi fundador. E ao mesmo tempo, despreza um governo probo como do Alckmin, para fazer companhia ao petismo que, como vocação principal desrespeita os contribuintes, com gastos improdutivos, das obras superfaturadas, e pelos desvios de recursos do erário. E o PT com uma cajadada só, desmoraliza o crédito eleitoral de Afif, e também afasta o oportunista PSD, de Kassab, definitivamente do PSDB. Mas é bom lembrar que esse tiro pode sair pela culatra. Com uma inflação crescente, PIB na UTI, e os mensaleiros do petismo próximos de serem algemados, talvez vá sobrar para o Afif cantar um tango, ao lado de Lula, a da Dilma, etc., na sarjeta do mundo político, porque para ganhar uma eleição como a de 2014, se faz necessário a marca das realizações (neste quesito o da Dilma é medíocre), e não o apoio de uma penca de aliados, como no caso do PT, da pior espécime.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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CASO AERUS

Lamentável e vergonhosa a posição da Advocacia-Geral da União (AGU) contra os míseros aposentados da Varig, por todos os 20 anos deste processo que ainda não terminou. Louvável a atitude da ministra Carmen Lucia, contra os argumentos do Sr Luiz Inácio Adams e outros mais, de forma didática e clara. Se existe a AGU para defender a união, ou os cidadãos brasileiros, por que motivo não se manifestam a respeito dos desmandos que ocorrem dentro do próprio governo como saúde, educação e segurança? E nós os sustentamos, com salários que jamais os aposentados do Aerus vão receber.

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br
São Paulo

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PROJETOS AMBICIOSOS

Fernando Haddad, como Gilberto Kassab, acaba de anunciar seu projeto ambicioso. O projeto de Haddad é sobre a reciclagem do lixo, e promete aumentar consideravelmente a reciclagem de lixo até o final do seu governo. O projeto do Kassab chamava-se “São Paulo Mais Fácil“ e se propunha a simplificar a vida do cidadão através da informatização de diversos serviços municipais, entre eles o licenciamento eletrônico de atividades para imóveis até 1.500 m2, ou concessão de alvarás de construção, reforma, etc. O lançamento do projeto ambicioso do atual prefeito, foi feito poucos dias depois que Haddad encerrou as atividades do fracassado “São Paulo Mais Fácil”, o projeto ambicioso do Kassab. Tudo muito bonito, se não fossemos nós os patrocinadores desses maravilhosos projetos ambiciosos...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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BARULHO

Câmara veta carro com som alto em São Paulo para após as 22 horas, mas deveria ser as 24 horas do dia, pois é inadmissível que alguém emparelhe o carro ao seu lado com som altíssimo com músicas indecorosas e chulas. Sr. prefeito, vamos aprovar a lei como algumas cidades do interior que apreende o carro e ainda multa o dono por perturbação à ordem. Vamos moralizar a cidade e o País. Acorda, Brasil!

Celso Nascimento celso@directasa.com.br
São Paulo

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PROCURADORIA FAZ JOGO ‘MANIQUEÍSTA’, DIZ PF

A matéria de página A8 da edição de 10/5/2013 traz a fala de delegado da Polícia Federal, no sentido de o Ministério Público (MP) se apresentar como “único representante do bem na sociedade brasileira”. Quem se apresenta como única instituição capaz de fazer investigação criminal, não é o MP, mas a Polícia. O argumento manco, segundo o qual o MP tem o controle externo da atividade policial, para justificar o afastamento do MP das investigações criminais, só revela a falta de sustentação histórica e teórica da pretensão da Polícia, que se fia no apoio dos advogados. Se o MP deve fazer o controle externo da atividade policial, o "mais", por que não pode fazer o "menos", a própria investigação? A investigação criminal não é um fim em si mesmo. O inquérito policial concluído, no entender da Polícia, ao ser encaminhado ao MP, poderá retornar para outras tantas diligências. Se o MP decide se a Polícia fez ou não o que era preciso na investigação, ou seja o "plus", por que não pode fazer o "menos", a própria investigação? As Polícias buscam a valorização de suas carreiras de forma altamente equivocada.
 
Ana Lúcia Amaral, procuradora regional da República aposentada anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

Foi com incredulidade que li a reportagem sobre violência em escolas estaduais, publicada no jornal online do “Estadão” de 9 de maio. Foi feita uma pesquisa com professores de escolas publicas e o resultado é alarmante. É com o resultado de uma pesquisa como essa que se percebe a ação do poder público. Cadê todas as medidas prometidas quanto a melhoras no sistema de educação estadual? Obviamente não são apenas medidas do poder publico, mas se ao menos eles cumprissem com o que dizem, seria um incentivo. A educação familiar também é um fator que causa violência em escolas estaduais, mas pense se as escolas publicas tivessem toda a estrutura tanto falada, se tivesse o sistema mais rígido e presente. Não são os professores que são ruins, eles apenas são desmotivados por tamanha violência. Cerca de 44% dos professores estaduais já sofreram de violências em ambiente escolar, seja ela verbal ou física. Para os professores, os principais agentes da violência são os próprios alunos, isso porque muitos as vezes estão embriagados, portando armas brancas ou de fogo. Então por que não cumprir logo as medidas prometidas? Se nós não cobrarmos nada será feito a respeito. A educação é reflexo do país e essa situação mostra extrema desorganização brasileira. Com a melhora de sistema presente em escolas publicas, também de estruturas e projetos a violência diminuiria e as aulas teriam melhor qualidade. Investimento em educação é necessário e é isso que faz o país ir para a frente.

Luiza Maia Jacob lu_mjacob@hotmail.com 
São Paulo

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CRIME  ‘HEDIONDO’

Até onde se sabe, o único crime que dá prisão imediata e irrestrita  é aquele caracterizado pelo não pagamento de pensão alimentícia.  Seria muito bom  se  aplicassem também essa lei para os  crimes de latrocínios, estupros, explosões de caixas eletrônicos, menores infratores, etc., etc., etc.! Só para dizer o mínimo!
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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MAIORIDADE PENAL

Assassinou, estuprou, traficou, roubou, tem de ser preso, como nos países desenvolvidos. Se tem coragem e inteligência para fazer as maldades, deve ter a punição à altura.

Marlene Orlando Duarte Pereira casemiro_kz@hotmail.com
São Paulo

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UMA PALAVRA, VÁRIOS SIGNIFICADOS

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O texto apresenta 31.368 palavras. Encontrei 5 vezes a palavra deveres e 56 vezes a palavra dever. Boa parte do texto refere-se a direitos e algumas poucas páginas, a obrigações. Há garantia de anonimato e várias maneiras de se promover a impunidade. Não encontrei as palavras estupro e assassinato, nem como direito e nem como obrigação. Fui aos dicionários. ECA – substantivo feminino, coisa suja; porcaria; interjeição: exprime nojo, aversão, desprazer. Deve significar alguma coisa.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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VIOLÊNCIA INTOLERÁVEL

Na religião judaica, quando os meninos e as meninas completam 13 anos, há a celebração de um ato religioso denominado respectivamente de bar mitzva e bar mitzva, a partir do qual os jovens passam a ser considerados adultos e responsáveis. A fixação dessa idade certamente foi determinada por sábios responsáveis pela ordenação dos preceitos religiosos. No Brasil, a lei que regulamenta a responsabilidade criminal protege os bandidos precoces até que completem a avançada idade de 18 anos. Então pergunto: houve algum critério lógico para que a legislação fixasse a data do 18º aniversário como o dia a partir do qual o indivíduo passa a ter consciência da responsabilidade de seus atos?  É claro que não.  Com tal finalidade, a meu ver, não tem lógica a fixação nem de treze nem de dezoito nem de outro número aleatório qualquer.  A responsabilidade e não a “maioridade” penal deveria ser determinada, caso a caso, mediante um exame psicanalítico específico e de acordo com a gravidade do crime cometido.  Aí, motivado pela certeza da imposição do merecido castigo, o “di menor” mudaria radicalmente seu comportamento animalesco. O Congresso brasileiro tem que se conscientizar da necessidade urgente de modificar a atual e ultrapassada legislação da maioridade penal. A sociedade está cansada de presenciar a total apatia de nossos legisladores ante tão relevante assunto que envolve a segurança nacional, em face da violência cotidiana, que já ultrapassou os limites da tolerância.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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SOB AS REGRAS DO CRIME

A segurança pública é um conjunto  de medidas administrativas e técnicas. E toma como base a preparação dos quadros que ocuparão os cargos mais diferentes, com  uma estrutura que atue em conjunto, usando equipamentos adequados. Quando há o improviso ou a adoção de medidas que caracteriza o caracterizam,  o crime toma conta e impõe suas regras. Como entender  a situação atual dos vários organismos policiais em todo o Estado de São Paulo? Eles estão atuando dentro de regras e planejamento? Algumas questões básicas como o efetivo, a remuneração condizente, os equipamentos, a linha de atuação estão sendo seguidas? Como explicar então que a cada dia aumentam os crimes e em várias regiões do Estado? Até quando a população do Estado mais rico da Federação vai ficar submetida a regras impostas pelos criminosos? O que está faltando para que medidas adequadas sejam tomadas?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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IMATURIDADE ADULTA

Caro senhor redator, podemos observar  no artigo 2° do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), formulado pela Presidência da República (Casa Civil), no dia 13 de julho de 1990 a lei considera criança a pessoa de até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Mas após a morte do estudante Victor Hugo Deppman por um jovem infrator, esse artigo pode ser alterado mesmo que  com poucas probabilidades já que na legislação atual um adolescente “não” é capaz de controlar as suas reações, tal fato fará com que o número de jovens infratores aumente ao decorrer dos anos. Do meu ponto de vista a legislação brasileira possui muitos ‘’pontos cegos’’ em relação á aplicação e cumprimento da lei , fato que pode ser comprovado ao ser relacionado com os inúmeros casos de latrocínio , sequestro e roubo praticados por jovens infratores , mas segundo ao art. 4° do estatuto “é dever da família , da comunidade , da sociedade e do poder público assegurar a efetivação dos direitos referentes à educação , ao respeito , à liberdade e à convivência familiar...” podemos provar sem sombra de dúvida que os três direitos listados acima não estão sendo realmente efetivados , já que por meio da mídia podemos ver o que realmente está acontecendo. Outro aspecto que podemos observar e que pode ajuda na efetivação dessa mudança é a frustração do corpo policial quando se vê um infrator ser libertado por não ter idade suficiente para ser reconhecido como um adulto pela legislação. Eu posso imaginar a mudança repentina de humor em um policial ao ver um infrator ser libertado mesmo tendo cometido um ato grave. Um fato que na minha opinião pode fazer com que essa mudança nunca ocorra é a falta de estrutura dos sistemas carcerários e de internação juvenil. Só que para que essa estrutura se torne sólida é preciso descobrir o “elo perdido” entre o texto legal (legislação) e a prática dessa legalidade,  fato que não será resolvido com antecedência. Já que hoje quem é preso até a véspera do aniversário de 18 anos “pode” ficar preso “até” 45 dias enquanto aguarda um decisão do juiz. A minha opinião é de que se essa mudança realmente ocorrer os “jovens –adultos” de dezesseis anos irão exigir os mesmos direitos que os adultos possuem como: Dirigir, beber bebidas alcoólicas, fumar, etc. Fato que pode desencadear uma geração de “adultos jovens” já que legalmente eles são adultos. A questão fundamental que a   justiça brasileira e a legislação deixaram de refletir é: “Que ações devemos tomar se essa mudança ocorrer?” Porque há mais aspectos negativos do que positivos que podem levar  essa mudança ser realizada. Outro aspecto negativo na legislação brasileira dentro do estatuto da criança e do adolescente para ser mais exato é de que legalmente um adolescente de catorze anos tem o “direito” de manter relações sexuais  com um adulto sem que isso seja considerado estupro presumido. Podemos concluir que a legislação, os futuros adultos-jovens e os jovens infratores possuem uma semelhança os três são ou possuem ações imaturas ou seja ações juvenis. Além disso gostaria de fazer algumas perguntas: O estatuto mostra que é dever do poder público assegurar a efetivação dos direitos. Mas se isso está presente no texto legal porque não está sendo praticado? Se realmente estivesse a criminalidade de jovens infratores seria praticamente zero. O estatuto também mostra no art. 112° medidas que podem ser aplicadas aos infratores, uma delas é: “VI- Internação em estabelecimento educacional”. Fato que também não é praticado pela Justiça brasileira. Na minha opinião final, o “Brasil precisa crescer”.

Rodrigo Paione rodrigopaione@gmail.com
São Paulo

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A ‘BOLSA CRACK’ E O COMBATE À DROGA

O Cartão Recomeço, já apelidado “bolsa crack”, pelo qual o governo paulista destinará R$ 1350 mensais para tratamento e recuperação de viciados, poderá constituir um importante apoio no enfrentamento ao problema. Mas, para funcionar, não deve colocar o dinheiro nas mãos da família do paciente, evitando que venha a ser confundido com renda ou desviado de sua finalidade. Esse recurso precisa ser repassado diretamente do cofre público para entidades idôneas e permanentemente controladas e fiscalizadas na sua prestação dos serviços. Mas não será o cartão e nem seus R$ 1350 mensais que irão resolver o vício da droga. A família do paciente tem de fazer a sua parte, apoiando-o e dando-lhe força. E a sociedade, pelo governo e órgãos representativos, também precisa atuar principalmente no combate ao tráfico, hoje uma poderosa indústria, que lucra altas somas à custa dos viciados. Já está provado que não basta a repressão policial. É preciso a produção de leis mais severas e contemporâneas em relação ao tráfico. Além dos traficantes que “colocam a mão na droga”, há que se  alcançar também os financiadores do tráfico que garantem os recursos para a sua compra, transporte, partilha e venda ao consumidor. Esse traficante de colarinho branco tem que, de alguma forma, ser atingido, para que seu negócio deixe de oferecer altos rendimentos e cesse. A internação do viciado é apenas um começo. Ele também tem de ser preparado para o trabalho e vida em sociedade, e a oferta de drogas precisa ser reduzida. Sem uma grande ação social, humanitária e até policial, tudo será em vão, como enxugar gelo ou ensacar fumaça...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo                                                                                                     

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PREVENÇÃO

Bem vindo o recente programa do governo paulista de auxílio aos dependentes de drogas. Mas melhor seria prevenir do que remediar. A máxima latina “principia obstat” (evite o começo) é muito apropriada para enfrentar o problema das drogas. Seria muito mais eficiente, além da bolsa anticrack para adultos, iniciar um programa de prevenção para valer, tipo o bem sucedido contra o fumo, visando alertar crianças e jovens. Precisamos (família e sociedade) impedir seu contato com usuários e traficantes mediante uma estreita vigilância nas escolas, nas baladas, nos vizinhos de rua, explicando os efeitos nocivos do uso de qualquer tipo de droga para a saúde e a formação da personalidade. Antes que seja tarde!
 
Salvatore D' Onofrio www.salvatoredonofrio.com.br 
São José do Rio Preto

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SERIEDADE, SENHORES

Vejam os senhores o que faz uma notícia mal divulgada. O tal "bolsa crack" não transfere de modo algum dinheiro para a família dos viciados. A família receberá apenas um cartão para acompanhamento do tratamento de seu familiar. O dinheiro será repassado diretamente do governo para as clínicas. Nada parecido com os programas de transferência de dinheiro do Governo Federal, portanto. Segundo li, este programa será conduzido pelo conceituadíssimo psiquiatra Ronaldo Laranjeira. Agora, vejam o que as pessoas entenderam ao ler as manchetes de alguns jornais! Seria culpa dos leitores ou dos jornais? Quem foi o jornalista que criou o termo  pejorativo "bolsa crack", para um programa que de "bolsa" não tem nada? Um pouco mais de seriedade, senhores! Jornalismo é coisa séria, exige responsabilidade. Brincadeira tem hora. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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RUMO À RECUPERAÇÃO

“Cartão Esperança” rumo à saúde e a recuperação! O cartão chamado popularmente de “bolsa crack” nos dá a impressão de que o usuário dependente de crack será beneficiado com dinheiro para manter seu vicio, mas, nenhum traficante terá lucro, o dinheiro será encaminhado diretamente às instituições devidamente cadastradas. Algumas bolsas de outros programas do governo fornecem certa quantia aos interessados ou seus familiares, porém, no Cartão Recomeço, a quantia recebida será usada em benefício do próprio necessitado do tratamento, sem que este receba qualquer quantia, sendo que esta quantia será para cobrir despesas para seu tratamento e recuperação do mal que tanto o prejudica. Nós sabemos e os próprios dependentes o quão é difícil essa recuperação, mas não impossível. Primeiramente o dependente, querendo, facilita sua recuperação e em segundo lugar o tratamento dedicado com foco no seu problema, mais o apoio da família. Portanto juntando as duas fases e a família o resultado só poderá ser positivo e profissionalmente nós nos sentiremos gratificados. Os usuários de crack raramente procuram por ajuda, muitas vezes a família toma a iniciativa de ajudar seu ente querido a tomar essa iniciativa, mas outras não conseguem sequer pagar as despesas e entram em desespero. Esse Cartão Recomeço e/ou Cartão Esperança fará com que o paciente em recuperação de continuidade em seu tratamento, o dependente químico em recuperação terá a possibilidade de realizar um tratamento especializado. Será realizada a avaliação dos problemas relacionados ao uso de drogas, o consumo de crack e sua gravidade, quais são suas expectativas em relação ao tratamento, o paciente será motivado a aderir à proposta terapêutica, também serão avaliados os fatores de risco e proteção, problemas psiquiátricos, avaliações clínicas onde será identificada a existência de outras comorbidades, complicações físicas devido ao uso de drogas, entre outros. O novo benefício dará direito a seis meses de internação e a permanência no tratamento é fundamental para um tratamento eficaz, enquanto estiverem em recuperação, os profissionais irão trabalhar a prevenção de recaída e ajudá-los a identificar as situações de alto risco para se prepararem no período de alta. É difícil agradar a todos, portanto, as correntes contrárias sempre farão pressão e ficarão na torcida para não dar certo, eu como psicóloga, especializada em dependência química torço pelo sucesso desse novo projeto, as pessoas deveriam pesquisar ante de falar mal ou mesmo que não dará certo, a coordenação do programa será realizada pelo psiquiatra Dr. Ronaldo Laranjeira, sua capacidade é impar nesse assunto, competente, sempre dedicado em prol dessa classe tão carente. Vamos torcer para que os familiares e seus dependentes em recuperação consigam se livrar desse mal, o crack é um monstro destruidor, mas o projeto vem com força e acompanhado de uma equipe multidisciplinar, juntos caminharemos rumo à saúde e a recuperação!

Adriana Moraes, psicóloga, especialista em dependência química adri.psi@ig.com.br
São Paulo

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