Fórum dos Leitores

MP DOS PORTOS

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 6h26

15 Maio 2013 | 02h09

Suborno?

Na tentativa de conseguir aprovar a medida provisória (MP) que muda as regras do setor portuário, o Palácio do Planalto sinalizou que vai beneficiar deputados e senadores com a liberação de emendas parlamentares. Isso não seria suborno?

ANGELO TONELLI
angelotonelli@yahoo.com.br
São Paulo

*
Compra de votos

Durante a última campanha eleitoral o TSE divulgou propaganda em rádio e televisão alertando que os eleitores jamais deveriam vender os seus votos. Com isso concordo plenamente. Mas o que a nossa presidente está fazendo, dando mais de R$ 1 bilhão para que os parlamentares aprovem a MP dos Portos, não é comprar votos?

CARLOS ALBERTO DUARTE
carlosadu@yahoo.com.br
São Paulo 

*
Bate-boca na base aliada

A cooptação política no presidencialismo de coalizão levou à criação de uma base de apoio tão grande que esta se tornou contraditória por defender interesses diversos que entraram em choque. Consequências: as propostas de emenda à Constituição (PECs) não conseguem mais ser votadas por falta de apoio e de consenso. E, agora, até mesmo as MPs já estão provocando bate-boca e discussão entre membros da base aliada do governo.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.
lrcostajr@uol.com.br
Campinas

*
Jogo de interesses

Sem mensalão tudo fica mais difícil. Talvez seja ele o segredo do sucesso de governo a que Lula se refere! O Congresso mostra que a base aliada não é tão aliada assim e tudo não passa de jogo de interesses particulares de cada um. Sem verbas para os congressistas a MP dos Portos não será aprovada, nem sequer votada. Eles não estão preocupados com o Brasil, e sim com seus prazeres e a vida boa que levam.

JOSÉ MENDES
josemendesca@ig.com.br
Votorantim

*
ÉTICA NA POLÍTICA

'Oração aos moços' lulista

Lula diz aos jovens que políticos éticos não existem. O que será que ele entende por ética? Pior: o que entende por política? Quem não crê em virtudes ensina vícios! E ainda há gente que paga fortunas para ouvi-lo falar...

GILBERTO DIB
gilberto@dib.com.br
São Paulo

*
Diferenças

Está certo o ex-presidente Lula ao afirmar que não existe político "irretocável". Só que não se pode confundir "irretocabilidade" com falsas promessas, desonestidade, corrupção e exploração da ingenuidade do povo. Será que o PT sabe a diferença?

LUCIANO HARARY
lharary@hotmail.com
São Paulo

*
Farinha do mesmo saco

Houve um tempo em que Lulla dizia não haver ninguém "neste país" com mais ética do que ele e seu PT. O tempo passou, vieram os escândalos e o julgamento do mensalão terminou por condenar à cadeia parte do chamado núcleo duro do partido, só não levando o próprio Lulla de roldão porque, como todos sabemos, o ex-presidente é "incomum", "improcessável" e "inimputável", malgrado as pencas de evidências de suas maracutaias. Agora, honrando sua postura de "metamorfose ambulante", elle ameniza: "Político ético, de comportamento irretocável, não existe". Mudou o discurso, como sempre faz, mas está, claramente, julgando os outros por si.

SILVIO NATAL
silvionatal49@yahoo.com.br
São Paulo

*
Nivelando por baixo

O ex-presidente Lula da Silva deve, sim, estar falando por ele quando afirma não existir "político irretocável do ponto de vista do comportamento ético e moral". Quem poderia imaginar que um homem que pregava nos palanques a decência, a moral, a ética poderia um dia produzir o mensalão e manter uma Rosemary não sei das quantas mandando e abusando no seu governo? Se não estiver falando por ele, os demais homens públicos devem reagir diante dessa afirmação, ou todos se estarão nivelando a José Dirceu, José Genoino, João Paulo Cunha, Delúbio Soares, Valdemar Costa Neto e, agora, Kassab, Afif e por aí vai.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES
ammoraes57@hotmail.com
São Paulo

*
Honestidade e transparência

'Político ético, de comportamento irretocável, não existe', afirma Lula (14/5, A4). Ou seja, para o ex-presidente, todos são corruptos. Solicito a Lula que não me meça com a sua régua. Acredito - e tenho defendido em toda a minha vida pública - em práticas honestas e transparentes, que respeitem o dinheiro público. Lamentável a atitude do homem que passará à História como o chefe do mensalão.

GILBERTO NATALINI, vereador pelo Partido Verde

natalini@camara.sp.gov.br
São Paulo
Lamentável

*
Prezado Lulla, quando diz que não há políticos honestos no País, com certeza se refere a si mesmo e à camarilha que tomou posse do poder em 2003. Sim, há políticos honestos no Brasil - poucos, mas existem. Lamentável é um ex-presidente da República fazer uma afirmação dessa envergadura. Deveria ter vergonha de proferir uma irresponsabilidade dessas. Por favor, recolha-se à sua insignificância e deixe o Brasil retomar a vergonha e honradez que sempre teve. Não meça os outros por si próprio.

GERALDO ROBERTO BANASKIWITZ
geraldo.banas@gmail.com
São Bento do Sapucaí

*
O chefe

Ao declarar que não existe político eticamente irretocável, Lula se colocou como sendo o chefe dos crápulas do mensalão - o que alguns já disseram ser ele.

CLOVIS JOSÉ RIBEIRO LEAL
cj.leal@uol.com.br
São Paulo

*
Espelho

Tudo indica que, finalmente, o mentor presidencial e do prefeito de São Paulo está consultando o espelho, pena que esse exame de consciência tenha sido tardio. Mas antes tarde do que nunca. Discordo da assertiva, político ético e irretocável não é qualidade utópica, é obrigação de quem tem o múnus público.

IRACEMA M. OLIVEIRA
mandarino-oliveira@uol.com.br
Praia Grande

*
SELEÇÃO BRASILEIRA

Convocação

Ronaldinho, siga brincando...

SERGIO SCALISSE
sscalisse@hotmail.com
Jacareí

*
O GOVERNO NO CONGRESSO

Toda a estrutura de governo montada por Lula, que se baseava no sistema de troca de favores, de benesses e/ou apoio financeiro para engordar caixas de campanha de aliados, parece estar desmoronando, pois Dilma, apesar de gozar de decantada maioria parlamentar, não consegue fazer aprovar questões fundamentais como a lei de distribuição dos royalties do petróleo, o Código Florestal, o marco regulatório dos portos, etc. Portanto, em algum lugar ou de alguma maneira, está faltando a necessária “injeção de ânimo” suficiente para contentar e mobilizar a base aliada a votar a favor dos projetos de Dilma. É a hora de ficarmos atentos. Já conhecemos o poder de “convencimento” dos petistas para sua causa. O grande chefe e ministro Joaquim Barbosa que o diga! Olho vivo, gente!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

*
EMENDAS PARLAMENTARES X MP

O Brasil se tornou um imenso balcão de negócios, onde tudo vale para conseguir aprovar medidas provisórias (MPs). O que importa é aprová-las. Unicamente isso. 
 
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com
Bauru

*
MP DOS PORTOS

A tramitação da Medida Provisória (MP) dos Portos no Congresso Nacional mostra nitidamente como estamos entregues a um bando de incompetentes. Enquanto os parlamentares passam quase um mês discutindo o sexo dos anjos no caso da briguinha entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso, uma pauta importante como essa MP, que poderá mudar os rumos das exportações do País e proporcionar um grande empurrão rumo ao desenvolvimento e à seriedade nas transações internacionais, fica esquecida nas lotadas gavetas do Parlamento em Brasília. Se a matéria fosse sobre reajuste salarial ou compensações monetárias aos parlamentares, já estaria aprovada há muito tempo. De repente, como numa escola primária do subúrbio de Caxaprego, depois de um puxão de orelhas dado pela madre superiora, saem todos os incompetentes batendo cabeça e dizendo que não vai dar tempo, que isso, que aquilo. Ora, faça-me o favor! 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

*
O APAGÃO DE DILMA
 
Se o governo FHC poderia se escudar usando a severa falta de chuvas e, adicionalmente, se vangloriar da rápida e eficiente campanha de racionamento de energia, poucos argumentos tem o PT para justificar seus apagões de governança nestes tempos de bom vento para os exportadores de commodities. Os atuais blackouts podem ser observados nas articulações espúrias do Legislativo, nos aeroportos, nos portos, na Petrobrás, nas rodovias, na saúde, na educação, nas universidades federais, no combate ao narcotráfico, na mediocridade dos 39 ministros, na vergonhosa defesa dos “mensaleiros”, no custo criminoso das obras públicas, na posição de destaque que ocupam os políticos mais salafrários, nos nossos saldos comerciais, na nossa inflação, no nosso medíocre PIB. É irônico que a escalada da nossa presidente e a sua propalada competência gerencial devem muito às represas cheias na Região Sul, no ano de 2001. 
 
Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br 
Rio de Janeiro 

*
SÓ PROPAGANDA

O PT está cavando a sua própria derrota nas próximas eleições. A importação de médicos cubanos; os valores da Hidrelétrica de Belo Monte, que fora orçada em R$ 16 bilhões, mas já custa R$ 31 bilhões; o falido SUS; a educação capenga; a segurança que não dá conta da criminalidade; os financiamentos bilionários a Cuba e a outros países; as estradas, os aeroportos e os portos inadequados para a demanda nacional. As empresas que ganham milhões, encarregadas de forjar a implementação dessas propagandas, estão sonhando.
 
Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com 
Itapevi

*
A LUTA POR DINHEIRO E CACIFE ELEITORAL
 
A incessante corrida dos parlamentares federais por verbas em prol de sua “bases eleitorais”, como revelado na reportagem do “Estado” (13/5, A4), é um tumor político que urge ser extirpado da vida da Nação. Como diria o Conselheiro Acácio, a função dos deputados, legisladores que são – ao menos é o que dizem em campanha – é legislar e “fiscalizar o Executivo”. Dizem em campanha que vão “lutar” contra a corrupção,  por educação, segurança, saúde  e assim por diante, mas será que é isso mesmo o que fazem? Uma vez eleitos, só o que os vemos fazer é correr atrás de verbas para atender interesses paroquiais de suas bases municipais. De seu turno, interessa ao governo a cooptação do meio político numa variável espúria do mensalão, visto que o pagamento pela adesão não é feito em “mesadas”, pagamentos em pecúnia ou em depósitos que possam ser rastreados, mas em verbas que são liberadas para emendas que favoreçam as “bases” – tudo nos conformes. Daí, e sobretudo por causa dessas distorções, os deputados já há muito não legislam, atribuição transferida informalmente ao Executivo, que inunda as Casas Legislativas com medidas provisórias. Tampouco fazem oposição, já que, nesse contexto argentário do toma lá, dá cá, confrontar o governo significa que o jardim das “bases” ficará seco, sem as verbas dos convênios da União. No fim, tudo se resume numa luta insana por dinheiro e cacife eleitoral – tanto por parte do Executivo quanto do Legislativo –, e o País que se dane.
 
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo

*
TERRA DOS ‘PADRINHOS’

Os convênios de obras assinados com a União que têm parlamentares como “padrinhos” devem ter proporcionado em todo o País a proliferação dos “laranjais”! O mais incrível foi encontrar na lista que mostra o caminho do dinheiro, pouco abaixo dos quatro maiores aliados do governo federal (“Estadão”, A/4), os partidos considerados por nós até hoje de “oposição”! Agora dá para entender por que a “oposicinha” no Brasil é tão leniente, calma, serviçal! Se a Polícia Federal for realmente eficiente, vai atrás desses convênios, porque por aí deve estar escorrendo o novo “mensalão”. Agora oficial! E se o governo está perdendo apoio no Congresso este ano, com certeza não foi porque parlamentares ficaram mais conscientes do papel que representam no cenário nacional, e, sim, porque a fonte está secando. Basta voltar a jorrar dinheiro que o PT aprova até o cala-boca no STF!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

*
O VOTO É O QUE INTERESSA

O dito popular que diz “vivendo e aprendendo” não se aplica no que tange à política e aos políticos brasileiros, pois neste caso deveria ser “vivendo e aprendendo a praticar atos corruptos”. Basta ver os desvios por parlamentares que são “padrinhos” e “sócios” de 58% dos convênios assinados com a União, destinados única e exclusivamente para garantir votos nas suas bases eleitorais e em benefício próprio. Tanto é que tais valores atingem uma desigualdade absurda: os recursos por morador no Rio de Janeiro é de apenas R$ 2, enquanto em Roraima chega a atingir a bagatela de R$ 71.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

*
CONTRATOS DIRECIONADOS
 
Trata-se de uma porcentagem bastante elevada quando se verifica que mais da metade dos contratos com a União conta com a interferência e participação de deputados e senadores, todos, obviamente, buscando seus interesses e conveniências. Resulta, ainda, que muitos contratos tratam de realizações ou obras desnecessárias e que são assinados pelas conveniências políticas. Assim, os interesses nacionais nunca são verificados ou prestigiados primeiramente, porque os interesses maiores passam a ser dos políticos de plantão. Absurda conclusão.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

*
PROPOSTAS ENGAVETADAS

Noticia-se a existência, no Congresso Nacional, de nada menos que 108 Propostas de Emenda Constitucional (PEC) engavetadas. Na falta de condições políticas, jurídicas ou de interesse, deputados e senadores remeteram os projetos para o buraco negro, sem aprovar nem rejeitar, e ninguém mais fala deles, a exemplo do que ocorreu com os mais de 3 mil vetos. Mas seus autores já faturaram prestigio político, ainda que efêmero, na época da apresentação. Parece que tais PECs foram elaboradas exclusivamente para atender aos interesses demagógicos dos signatários. Enquanto perdem tempo com propostas inviáveis, negligenciam em relação à regulamentação da Carta. Promulgada em outubro de 1988, a “Constituição Cidadã” ainda carece de 142 regulamentações, 25 por meio de leis complementares e 117 por leis ordinárias. O texto já recebeu 72 emendas ao longo desses quase 25 anos de vigor. Um exagero, se comparado à Constituição dos Estados Unidos, que, em vigor desde 1787, foi emendada apenas 28 vezes. Espera-se que os quase 600 parlamentares – 513 deputados e 81 senadores – atentem para seu compromisso para com o presente e o futuro e cuidem, sem demora, da conclusão da tarefa constitucional. Sem isso a democracia brasileira nunca se consolidará... 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

*
A CÂMARA ALTA DO BRASIL

A Câmara até que pode ser Alta, o Senado, mas seus funcionários concursados e efetivos, com 87 mil e quinhentas faltas por motivos “médicos” (?), ou foram muito mal selecionados e contratados doentes – e provavelmente sem as vacinas de “preguicite crônica”, dado que a aguda é eventual – ou, ainda pior, são muito maus brasileiros e verdadeiros sanguessugas da Nação. Câmara Alta, funcionários...?
 
José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br 
Avanhandava

*
87,5 MIL FALTAS NO SENADO

Parabéns ao “Estadão”, pela apuração das faltas no Senado federal, por meio da Lei de Acesso, que, somadas, passam de 87 mil. Em discurso, como sempre, o presidente da Casa, senhor Renan Calheiros, falou em reforma moralizadora, mas como esperar moralização de um presidente imoral?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

*
SENADO, UM PARAÍSO

Forçoso será concordarmos com o senador Álvaro Dias, ao comparar o Senado a um “paraíso de doentes” (“Estadão”, 12/5, A4). Convenhamos, ainda que infeliz na imagem, já que paraíso não se enquadre à doença, a menos que ele esteja se referindo à cleptomania, então tudo se encaixa à perfeição. 
 
Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br 
São Paulo

*
NATA DE PICARETAS

O ex-presidente Lula disse que não existe político ético, de comportamento irretocável.  De fato o ex-presidente sabe do que está falando. Lula fala com propriedade, pois quando estava no poder, numa casa com 513 deputados, 400 eram aliados do governo, o maior apoio já visto na “América Latrina”, dá para perceber o quanto essa gente foi comprada. Quando era oposição, o PT abusou do discurso da ética e da transparência para cooptar eleitores. Hoje, a tese foi jogada no lixo. Não só a imprensa séria tenta vender a ideia de que existem homens ideais, compete às famílias e a escola o papel de educar o cidadão para a vida, tornando-o digno através dos valores éticos e morais, necessários para a formação do caráter do ser humano  e  em desuso pelos políticos ficha suja. É por meio do exemplo que se educa, e quem não tem nada a oferecer compra as pessoas com os mais vis argumentos. Por omissão de pais e algumas instituições, o jovem tornou-se presa fácil do crime, das drogas e da corrupção. E como o exemplo vem de cima, nossos jovens estão se espelhando nesta “nata de picaretas” em que se tornou o Brasil. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

*
A ÉTICA DE LULA

Segundo Lula “político ético, de comportamento irretocável não existe”. Existir existe, mas com certeza não no PT, o que deve tê-lo inspirado a fazer infeliz afirmação.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br 
São Paulo

*
NIVELANDO POR BAIXO

Lula diz que não existe “político ético” e que isso só pode ser produto de venda da imprensa. Quer dizer que o mundo político está contaminado por mensalões, venda de caráter, amantes dando as cartas em nomeações e por aí vai? Espero que alguns reajam a isso, senão é de crer que todos eles são do tipo Afif Domingos, Gilberto Kassab e tantos outros que estão alojados neste governo.
 
Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo 
 
*
O DIABO VESTE VERMELHO

Quando Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, disse que “o bicho vai pegar em 2013”,  pensou-se que o ministro, dando uma de Esfinge, estava propondo um enigma. Ledo engano. Posteriormente, a tinhosa combatente da VAR Palmares e/ou Colina disse que em eleição “pode-se fazer o diabo”. Nem Édipo, o rei de Tebas, se lhe fosse proposto esse enigma, seria capaz de decifrá-lo. Alguém que durante toda a sua campanha política se opõe ao PT, torna-se vice-governador de São Paulo numa chapa do PSDB, mas depois passar para o lado do PT em troca de um ministério criado “nas coxas” somente para cobri-lo com o manto rubro da política mais mercenária já vista. Para o Partido dos Trabalhadores de fato “o bicho pega” e pode-se “fazer o diabo” quando é capaz de encontrar homens sem jaça e sem estatura política como Guilherme Afif Domingos. O novo ministro acumula duas funções em partidos que são ferozes desafetos, criando uma situação sui generis, que retrata a subserviência ao poder maior. “Não podeis servir a Deus e a Mammon” (Matheus 24:6). Nada de novo sob o sol da política brasileira, Guilherme Afif apenas saiu do armário.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

*
QUE PENA

O Dr. Guilherme Afif Domingos, infelizmente,  reescreve a trágica história do cidadão honrado, inteligente, trabalhador, bem-sucedido nos negócios, que, depois de décadas de profícuo e bem-sucedido trabalho, depois de ter conseguido o reconhecimento de seus méritos por toda sociedade e ganhar cabelos brancos, resolve, por um distúrbio qualquer, dilapidar seu patrimônio, principalmente o moral, “internando-se” num cabaré. Lamentável.

Walter Duarte duartecont@globo.com 
São Caetano do Sul

*
MALEÁVEIS

Após o beija-mão do Afif com a presidente Dilma, não resta mais dúvida: o político brasileiro tem a coluna vertebral de borracha. Eu já desconfiava disso...

José Maria Botura zezobotura@yahoo.com.br 
Itirapina

*
ÂNSIA PELO PODER

Ainda estou chocada e decepcionada com  o gesto do Afif. Várias vezes concordei com as críticas que ele fazia ao governo e ao inchaço da máquina pública. Mas o poder compra tudo: princípios, ética, moral, seriedade... Do Afif não sobrou nada. Nem a coerência.

Sarah Coelho  Sh.coelho@terra.com.br
São Paulo

*
FARINHA DO MESMO SACO

A política praticada no Brasil é nefasta por dois aspectos fundamentais: pela corrupção que precisa movimentar as máquinas – quase sem exceção – e pela sórdida maneira em que se colocam pessoas igualmente execráveis – também, quase sem exceção – em postos para mantê-las (o famoso cala-boca). As autoridades, as máquinas e ela, a corrupção. Falar sobre a primeira, que prioriza o suborno e abuso de poder, praticados em cada pequeno município do País, em cada pequena salinha de um pequeno setor, torna-se desnecessário. Basta abrir os jornais nos cadernos de polícia e economia ou aumentar o som da rádio e da TV. Sobre a montagem do “esquema”, é só consultar diários oficiais e conferir a nomeação daqueles que vão contribuir para a execução dos planos. Lá, pode-se ver a existência de pessoas comprometidas com o poder propriamente dito, responsável por campanhas e pela manutenção dos cargos políticos e seus penduricalhos ou ex-notáveis, pessoas que um dia manifestaram contrariedade a sistemas e pessoas sem escrúpulo. Como aconteceu com a figura exótica de Mangabeira Unger, que, após descrever o governo de Lula como o mais corrupto da História, tornou-se ministro. E agora com o vice-governador Afif Domingos, ao seguir o mesmo caminho.
 
João Direnna joao_direnna@hotmail.com 
Quissamã (RJ)

*
GUILHERME AFIF DOMINGOS

Até tu, Brutus?

Paulo Corrêa Leite paulocleite@bol.com.br 
São Bernardo do Campo

*
OS INSATISFEITOS

Cresce a sensação de retrocesso geral econômico, social e institucional do País. Dez anos de lulopetismo destruíram a esperança preexistente, principalmente dos cidadãos de meia idade, de viver num país melhor. Tudo indica que nas próximas eleições o retrocesso sairá vencedor e virá com a fúria devastadora de animal ferido. Só a manifestação popular real externa nas ruas e não virtual de insatisfação e anseio de mudança poderá trazer de volta a esperança. Aqui e ali estão surgindo manifestações contra o atual estado de coisas. Essas manifestações necessitam receber o apoio participativo de todos os que ainda acreditam no Brasil. Tenho participado de todas. Participe também. O povo unido jamais será vencido!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo  

*
DITADURA 

Na atualidade, uma pergunta que se faz necessária é a seguinte: Como falar em democracia num país em que o voto eletrônico escolhe o eleitor, já que sempre será manipulado por programadores escalados pelo governo? Onde a eleição não é condição suficiente para que se constitua um governo democrático, quando os votos nem podem ser conferidos por qualquer um dos outros partidos? O resultado passa, então, a ser decidido por quem manipula a apuração eletrônica. Por acaso existe algum país do Primeiro Mundo que tenha adotado essa forma de votação? Prova maior está em que estamos caminhando a passos largos em direção a  uma ditadura absoluta, quando o Congresso está querendo esmagar o Supremo Tribunal Federal (STF), ao pretender submeter decisões da mais alta Corte à aprovação do Congresso governista. Com isso ficará reconhecida a ditadura no Brasil, uma vez que a maioria esmagadora dos congressistas é composta pelos petistas.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br 
Bragança Paulista

*
FATOS E ARGUMENTOS

No depoimento do coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, ficaram patentes e claros dois detalhes: os fatos que aconteceram  não podem ser alterados ou mudados; os argumentos, sim, podem ser alterados ou mudados. Todos aqueles que viveram e presenciaram o acontecido nos anos pós 1964 sabem muito bem o que ocorreu de fato. Se, por um lado, as forças militares se excederam em determinados momentos, quando deveriam ter evitado procedimentos que os igualavam aos quais combatiam, aqueles outros, por sua vez, agiram selvagemente em prol de um ideal que não coincidia com o que o povo brasileiro ansiava. Como o clima era de guerra declarada, ações violentas se processaram em ambos os lados. Para que a Comissão da Verdade justifique sua ação, justo seria que também examinasse as cruéis ações perpetradas pelos outrora terroristas e guerrilheiros que feriram, mutilaram e assassinaram centenas de civis inocentes. A balança apresenta dois lados: investigar somente um dos lados provoca desequilíbrio.

Clênio Falcão Lins Caldas clenio.caldas@gmail.com 
São Paulo

*
A COMISSÃO DA VERDADE

O coronel Ustra pode ter sido um torturador, mas a presidente Dilma e seu grupinho eram um bando de terroristas. Para mim, equivale a dizer que essa intitulada Comissão da Verdade é na verdade um grande sofisma. Na verdade, ninguém respeita e/ou respeitou a lei. Penso que a verdade sobre a ditadura deve apenas ser dada por governantes sérios. Do contrário, é um circo e também um panfleto eleitoral para enganar as pessoas, como sempre faz o PT.

Maria Neves nevesreis@terra.com.br 
São Paulo

*
NADA A ACRESCENTAR

Cláudio Fonteles, histriônico como só, precisava encerrar o mandato de coordenador da famigerada Comissão da Verdade com um show. Assim, convocou o culpado de sempre, coronel Ustra, para em sessão aberta ser ouvido pela dita comissão. Como coadjuvantes, um graduado, que fora um dos subordinados do coronel, e um dos seus supostos algozes. Bom, o sargento já estava sendo ouvido pela terceira vez, assim me pergunto o que ele teria a acrescentar? O algoz, vereador na cidade de São Paulo, já tentara ouvir o coronel num desses filhotes que a comissão produziu, parece-me que na Câmara de Vereadores. Recebeu carta aberta do coronel, que ficou sem resposta. Fonteles esperava auditório lotado, mas não foi o que se viu nas imagens. Assim, todos se prestaram ao grand finale do Fonteles. Marta, te cuida, o homem ainda vira ministro da Cultura. Ou criam mais um ministério, o dos efeitos especiais.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

*
TUDO PODE ACONTECER

A postura e a revolta do coronel Ustra no depoimento na Comissão da Verdade é, em boa medida, semelhante à dos mensaleiros que se sentem abandonados pelo PT (embora o partido nunca os tenha abandonado de verdade). A Comissão da Verdade é um tribunal de exceção, ilegal desde a sua origem, cujo objetivo declarado é condenar o Exército. Temendo fazê-lo diretamente, pelas reações imprevisíveis que isso pode acarretar, volta-se contra um agente menor, mas simbolicamente importante. Ustra tem razão quando aponta o verdadeiro alvo da comissão. O único foro aceitável para tratar do assunto é o STF, que já o fez, declarando a validade da Lei da Anistia. Mas, agora que o outro Fonteles, este deputado, quer submeter as decisões do Supremo ao Legislativo e a ditadura se avizinha, tudo pode acontecer.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br 
Salvador

*
O DEPOIMENTO DE USTRA

Durante o depoimento do coronel Ustra, finalmente foi dita uma verdade que todos escondem, gostaria de saber por quê. Os atuais “espertos” que estão no poder “jamais lutaram pela democracia” (o grifo é meu), atualmente políticos oportunistas, outros corruptos sempre “agarrados às tetas da viúva” sempre lutaram para implantar no Brasil uma ditadura do proletariado, tipo cubana ou bolivariana. A nossa presidenta pertenceu a diversas siglas que atentavam contra a democracia e, no caso, lutaram contra a ditadura do Exército. Se a esquerda (na maior parte “festiva”) tivesse vencido, ia faltar “paredon” e bala para aniquilar os que não tinham o mesmo pensamento que eles. Espero que os que atualmente escrevem a história sejam mais honestos em informar os que não viveram àquela época, da verdade.

Carlos Tullio schibuola  schibuolact@ig.com.br
São Paulo

*
A DEMOCRACIA COMEÇA EM CASA

Lamentável ver alguns leitores do “Estadão” defenderem o torturador sádico e covarde coronel Ustra e justificarem a tortura e a ditadura militar que assolou o Brasil por longos 21 anos (1964-1985). A democracia começa em casa. Pessoas que não respeitam os direitos humanos e são coniventes com tortura, crueldade e ditadura não passam de fascistas. Há coisas que simplesmente não se fazem. Sem a moral, a ética e a consciência humana, o homem seria um animal como os demais. Não ficaria surpreso se os defensores do coronel Ustra também elogiassem Hitler e o nazismo, já que para eles tudo é permitido e vale tudo na vida, até matar, torturar, violentar.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

*
CAMPO DE MARTE

Infelizmente, para nós, paulistanos, o prefeito Fernando Haddad vem confirmando tudo aquilo que demonstrou à frente do Ministério da Educação: despreparado e incompetência. E, não bastasse isso, ainda é adepto do “aparelhamento” da máquina pública. Vejamos: 1) recriou mais de 300 cargos de confiança (?), desnecessários e onerosos para a cidade, a serem ocupados por petistas desocupados; 2) prometeu, em campanha, que – para o bem da cidade – iria renegociar os termos da dívida para com a Federação – termos esses excessivamente onerosos por culpa da arrogância da ex-prefeita Marta (Smith de Vasconcelos, Suplicy ou Toledo?). O ministro Mantega, embora residente em São Paulo, é contra a renegociação geral: aceita apenas a parcial, os 5 ou 6 últimos meses. 3) O trânsito está cada vez mais caótico e uma das primeiras providências do alcaide foi cancelar qualquer ajuda à construção do metrô, cuja construção integral, em última análise, caberia ao município. 4) Finalmente, comentários sobre a notícia “Haddad pede à Aeronáutica para acabar com aviões no Campo de Marte”, Nova York, como São Paulo, tem 3 (três) aeroportos na sua área metropolitana, sendo que o La Guardia está a cerca de 13 km do centro de Manhattan e nunca se ouviu dizer que um prefeito pretendesse acabar com um de seus aeroportos. Já Haddad quer acabar com um dos nossos, e para quê? Para adensar a zona norte (e a Marginal e a cidade). Quando o município de São Paulo propugnou a retomada do Campo de Marte, o propósito era o de fazer um parque, o que seria bastante lógico: mais verde e lazer para nossa paulicéia tão massacrada. A proposta atual do prefeito é estarrecedora! Muito melhor deixar como está: com algum verde, pouquíssimo adensamento demográfico e útil para os fins a que se destina.
 
Sergio Rodrigues serrod@uol.com.br
São Paulo   

*
TOLERÂNCIA ZERO

Paga-se IPVA, inspeção veicular, seguro obrigatório, zona azul e ainda somos explorados por donos da rua, pessoal inconveniente, prepotente e inútil, chamado de flanelinhas. Além de cobrarem valores exorbitantes, ameaçando danificar o veículo de quem não “colaborar”, e agora também assassinam os motoristas. A Prefeitura de São Paulo perde uma grande oportunidade de deixar os paulistanos felizes. Erradicar essa praga das ruas já passou da hora, pois “alugar” as ruas é ilegal, seja cadastrado ou não.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br 
Santos 

*
MÉDICOS AVILTADOS

3.100 médicos concursados da Prefeitura de São Paulo tiveram os salários rebaixados pela metade nos últimos 11 anos. O atual prefeito, conforme proposta enviada à Câmara, está dando aumento de 0,8% para esses médicos, e 60% de aumento para as outras categorias do funcionalismo. Será que estão querendo exportar os nossos médicos para algum país “bolivariano” e trocá-los por cubanos, mais bem doutrinados (mas não na medicina!)? 
 
Alejandro Regallo alejandroregallo@gmail.com 
São Paulo 

*
MÉDICOS SEM FRONTEIRAS

O PT é realmente o partido dos trabalhadores. Tornou-se poder defendendo a causa dos trabalhadores brasileiros. Já no poder,  quer se fazer reconhecido  internacionalmente pela defesa do trabalho estrangeiro. Dar emprego no Brasil a médicos cubanos, portugueses, espanhóis. A preocupação em dar emprego a médicos não brasileiros poderia até ser louvável no mundo econômico conturbado em que vivemos,  não fosse a  simplicidade de raciocínio e esperteza da ação. Ou seja, essa atitude deverá ser entendida pela população como um PEC médico que a virá salvar de um “culpado”: o médico brasileiro. Uma urdidura feia para quem deseja  “upgrade” de biografia. Outras questões: onde estão localizados os hospitais do Maranhão, Pará e Amazonas, etc., que vão alocar os mais de 6 mil médicos previstos? Quais serão as condições de trabalho desta gente toda? Quanto ganharão? Serão funcionários públicos não concursados? Quem os supervisionará? Quais objetivos a serem atingidos? Com razão Lula fala que o partido deva voltar a se pautar pelos valores de suas origens.
 
Sergio Holl Lara  jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

*
IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS CUBANOS

Sugiro ao governo federal que importe 3 mil políticos suecos, ao invés dos 3 mil médicos cubanos. Dessa forma, os problemas de atendimento da população carente têm mais chance de serem resolvidos. 

Gianlucca Salum Nahas gianluccasn@hotmail.com 
São Paulo

*
DOUTORES DE CUBA

Boa parte dos médicos do Brasil não quer trabalhar no interior. Depois que Dilma leva em prática o ditado “quem não tem cão caça com gato”, estão criticando o potencial profissional dos cubanos. Se eu fosse médico, preferia ir trabalhar e morar no interior, onde tem menos carros e gente conversando (gritando). E para medicar alguém através de resultados de exames, principalmente os das culturas, em que já vem dizendo o nome do remédio, não é tão difícil.

Cláudio de Melo Silva melo_riodoce@hotmail.com 
Olinda (PE)

*
VALOR E RESPEITO

Por que não importar médicos portugueses, espanhóis, italianos, franceses, gregos? Mas o Brasil não precisa “importar médicos”, não. Precisa valorizar e respeitar os profissionais brasileiros, pagando em dia seus salários em valores dignos e meritórios e lhes dando infraestrutura para desempenhar sua imprescindível função, como leitos, equipamentos modernos que funcionem e com manutenção regular, ambulâncias com condições de atender emergências, remédios, higiene, auxiliares competentes etc.
 
Rosely Ferreira Pozzi rosepozzi@gmail.com 
São Carlos

*
SOLUÇÃO BOLIVARIANA

O governo brasileiro sempre consegue se superar e nos surpreender com sua potente usina de asneiras. A última foi essa estapafúrdia ideia de trazer 6 mil “médicos” cubanos para trabalhar no Brasil. A presidente Dilma não poderia  ter ideia mais ridícula ao copiar o falecido Hugo Chávez, que sempre disputava com Lula o título de maior vassalo de Fidel Castro do cone sul. Foi de Chávez essa ideia de levar médicos, sanitaristas, instrutores militares para trabalhar na Venezuela. O Brasil não precisa implantar soluções bolivarianas  abrindo as portas para profissionais medíocres formados em universidades de segunda categoria  espalhadas nestas republiquetas que tanto fascina esses idiotas que assessoram a nossa incauta presidente. Para comprovar isso, basta lembrar o que disse Marco Aurélio top top Garcia (assessor principal de Dilma), que classificou de absurdo a decisão da Vale de suspender os investimentos na Argentina. Com esse tipo de assessor, top top Brasil. Voltando ao problema da saúde. Nosso governo precisa deixar o palanque e trabalhar sério para resolver os problemas que se avolumam na saúde pública. Há pouco tempo o “Estadão” publicou os comentários do presidente da Federação Nacional dos Médicos, sr. Geraldo Ferreira Filho, relatando o estado falimentar dos hospitais federais, chegando ao cúmulo de faltar até comida para os pacientes. Não há falta de médicos. A verdade é outra, ou seja, são os salários aviltantes que recebem nossos médicos para atender uma população que superlota os hospitais e santas casas por todo o Brasil. Ferreira disse ao reporte que os hospitais públicos são verdadeiras pocilgas humanas.

Wilson Sanches Gomes sancheswil@hotmail.com
Curitiba 

*
NO CAMINHO CERTO

Felipão, ao anunciar a convocação para Copa das Confederações, demonstra maturidade, liderança e coragem, ao preferir apostar em jogadores na sua maioria talentosos e jovens, visando não somente ao evento internacional do próximo mês, mas principalmente à formação de um grupo comprometido com a Copa do Mundo de 2014, a ser realizado no Brasil. Acertou também na não convocação de Ronaldinho Gaúcho, apesar de estar jogando muito bem no Atlético Mineiro, mas,  na Seleção Brasileira, suas apresentações não convencem desde a Copa de 2006. E devemos enaltecer também a comissão técnica, que dentre os 23 atletas chamados, com exceção do volante Fernando, os demais são dotados de apurada qualidade técnica. O que devolve a nós, brasileiros, amantes do futebol, a esperança de ver novamente a nossa seleção encantando o mundo. Para tal, o Luiz Felipe Scolari, terá 12 meses para essa esperada proeza! Incluindo aí, logicamente, a conquista de mais um caneco em 2014.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

*
CONVOCAÇÃO

E a lista do Felipão, hein? Justificou que as ausências do Pato, Kaká e Ronaldinho Gaúcho não significam que estão fora da seleção. Quer fazer experiências e conhecer outros atletas, mas, particularmente, com relação a não convocação do Ronaldinho Gaúcho, eu acho que tem que ver o atraso dele na chegada a um treino num desses jogos caça níqueis para os empresários que submetem as seleções a partidas ridículas. Achou que era o rei da cocada preta. E acho que ele não está com futebol para a seleção, não. Quanto aos demais, não devemos nos surpreender, pois o que esperar de quem gosta de armar times com dois volantes na frente da zaga, mais conhecidos como botinudos, que nem sair jogando sabem, e ainda fazem falta frontal na entrada da área deles? E não esqueçam que o Felipão rebaixou o Palmeiras e, como prêmio, lhe deram o comando da seleção, juntamente com Parreira, outro que não entende nada. Depois não sabem por que estamos em 19.º lugar no ranking da Fifa.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

*
RONALDINHO FORA

Ronaldinho gaúcho não quer jogar na seleção. Jogar no Atlético é uma coisa. Agora, viajar, concentrar, isolamento, etc., etc. ele não quer. É um alívio não ser convocado. Por isso não está na lista de convocados.

Antonio C. Ciccone cicconeac@hotmail.com
São Paulo

*
FELIPÃO INCOERENTE

Ora, se não convocou Ronaldinho para dar chance a jovens, até concordo, mas convenhamos, Julio Cezar, em decadência há dez anos, curtindo reserva e times de pequena expressão? Além de ter em sua conta uma atuação medíocre na última Copa, sendo culpado juntamente com Kaká e Luiz Fabiano por nossa eliminação pelas atuações pífias. Temo pelo sucesso da Seleção sem uma estrela que pudesse dar brilho em nossa equipe, e R10 no momento está afiado neste particular, bastava ter tempo pata treinar com seus companheiros, um lateral direito improvisado na reserva, considerando que Daniel dá sangue apenas em seu time!

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com 
Sete Lagoas (MG) 

*
MORTE EM DIA DE JOGO

Um jovem torcedor do Coritiba foi executado no começo da tarde de domingo, dia 12 de maio de 2013. Ele estava supostamente se dirigindo ao Estádio Couto Pereira onde ocorreria a final do torneio paranaense de futebol, quando ele que usava uma camiseta da torcida organizada “Império” foi alvejado com dois tiros por dois rapazes que empreenderam fuga. Vários passageiros estavam dentro do ônibus da linha Rio Bonito, que faz o trajeto entre o terminal de ônibus do bairro Pinheirinho até o Moradias Rio Bonito, na extrema periferia de Curitiba, região sul, local onde o crime ocorreu, na Rua Lucas Carvalho, Moradias Rio Bonito, bairro Campo de Santana. O fato atraiu dezenas de curiosos, inclusive mães com crianças de colo que disputavam melhor local para visualizar o corpo do rapaz, inclusive levantando as crianças de colo para também ver, o que é uma lástima! O rapaz morto teria 21 anos, e de pronto foi reconhecido por parentes que ali estavam.

Célio Borba borba.celio@bol.com.br 
Curitiba

*
CONSUMIDORES ENGANADOS

A pseudovariedade de empresas brasileiras começa a irritar o consumidor. Várias empresas, com nomes diferentes, na verdade são uma só, de um só grupo e os preços e produtos são, em todas, mais do mesmo. Se o consumidor quer comprar um hambúrguer, sabe que por mais que troque de marca, é muito provável que compre o mesmo hambúrguer, do mesmo fabricante, praticamente pelo mesmo preço do “concorrente”.  Ao procurar um livro, um fogão, um jogo de pratos ou um cobertor, o consumidor encontrará o mesmo problema: várias redes de lojas, com nomes diferentes, que na verdade são uma só. Ele então acessará os sites de três ou quatro redes e descobrirá que a linha de produtos e os preços são exatamente os mesmos. O que varia é só o nome da loja. Nas prestadoras de planos de saúde, é possível telefonar para a empresa A  e ser atendido por uma empresa B. A e B, na verdade, são a mesma empresa, com dois nomes. Ao pedir uma cerveja no bar, o consumidor pode estar certo que estará comprando cerveja da AB. Praticamente não existe uma cerveja que não seja da AB. Portanto, tanto faz a marca que ele peça. O banco X foi incorporado pelo banco Y, funcionado com duas bandeiras, mas sendo um só. Também é muito provável que o seu fogão da marca D tenha sido fabricado pela empresa da marca da empresa G, e também produza produtos da empresa C. Se o fabricantes de molhos ou de fogões resolver baixar a qualidade de seus produtos, reduzir as quantidades da embalagem ou subir os preços, todas as suas fábricas, abrigadas em empresas com nomes diferentes, passarão pelo processo. Com isso, a concorrência praticamente deixa de existir e os problemas encontrados em uma loja ou produto serão replicados nas outras. O consumidor que não estiver muito informado andará em círculos, presa de um sistema viciado e enganador, em que poucas empresas apresentam-se como uma porção delas; um mercado restrito e muito concentrado aparentará ser enorme e variado. Em nome da honestidade e na defesa dos interesses do consumidor, esta prática deveria ser abolida. Haver várias marcas produzidas por um fabricante, é prática normal, desde que isso esteja claro para o consumidor. É normal haver produtos de primeira e segunda linha do mesmo fabricante. Porém, vários fabricantes de várias marcas, que na verdade são apenas um, não é normal. Várias redes de lojas que pertencem a um só grande grupo, que pratica os mesmos preços e vende os mesmos produtos em todas elas, passando-se por concorrentes sem sê-lo, é pura enganação. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.