Fórum dos Leitores

MP DOS PORTOS

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 7h50

19 Maio 2013 | 02h03

'Parto induzido'

Pouco entendo de funcionamento dos portos, mas canso de ouvir que parte do custo Brasil se dá pelo gargalo no transporte marítimo. Mesmo com uma safra recorde, fomos obrigados a importar milho por problemas de infraestrutura. Então, a Medida Provisória (MP) dos Portos é boa ou não para o Brasil? Não sei, mas tenho certeza que nossos legisladores, em especial os da base aliada, não são amigos do País, muito menos da presidente Dilma Rousseff. Chega a ser um ato de sadismo a forma como deputados e senadores negociam uma medida que o governo apresenta como fundamental para a Nação. Além de ter ficado escancarada a certeza de que a presidente ainda é uma aprendiz na "arte e ciência" de lidar com o fisiologismo e a coação, em que os nobres legisladores são pós-graduados.

LUIZ NUSBAUM
lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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Enfim, a modernidade

Desta vez, os vitoriosos foram a economia e os interesses brasileiros. Com ou sem vetos, a nova e progressista legislação vai impulsionar o processo de competição do País com nações que, graças à sua modernidade portuária, sobrepujavam o Brasil, impondo-nos altos custo de exportação. O escoamento atravancado da produção, tanto pelo mau estado das estradas como pelas más condições de gerenciamento do sistema portuário, transformava essa atividade em verdadeiro sacrifício. Com a nova lei o Brasil alcança a modernidade esperada e se alça à condição de competidor à altura dos concorrentes.

JOSÉ C. DE CARVALHO CARNEIRO
carneirojc@ig.com.br
Rio Claro

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Caro e arriscado

A acentuada queda da exportação de manufaturados, pelos elevados custos internos, como logística, tributos, burocracia e mão de obra - cara dada a baixa produtividade -, só confirma o resultado de pesquisa do Iedi: investir no País é caro e um grande risco. Se concretizado o projeto do governo de melhoria das rodovias, novas ferrovias e modernização dos terminais portuários, será um grande passo para mudar tal cenário. Tomara!

EDGARD GOBBI
edgardgobbi@gmail.com 
Campinas

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Pastas inoperantes

O governinho lulopetista tem um Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e uma Secretaria dos Portos que, se fossem dirigidos por gente competente, e não por políticos, poderiam ter resolvido o problema dos portos, isoladamente ou em conjunto, antes de eles chegarem à grave situação em que se encontram. Para os contribuintes teria sido mais barato que as "doações" a congressistas, feitas com o nosso dinheiro, para aprovar a MP dos Portos. Teríamos exportado muito mais e os importados seriam bem mais baratos. O povo só se "ferra" com esse desgoverno.

MARIO A. DENTE 
dente28@gmail.com
São Paulo

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Moeda de troca

Por que gastar bilhões para manter deputados e senadores, se eles aprovam tudo o que o governo quer? Isso é democracia? É submissão total ao Executivo. Nunca antes neste país se viu tamanha vergonha! Imaginem a moeda de troca que foi usada para o governo aprovar a MP: deve vir por aí a criação de mais alguns ministérios para agraciar políticos que se submeteram ao governo. Quem é mesmo o político que dizia que na Câmara dos Deputados existiam "300 picaretas"...? Pobre País!

JOSÉ MILTON GALINDO
galindo52@hotmail.com
Eldorado

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Rainha da Inglaterra

E para que criar tanto ministério para os aliados, se na hora de votar é preciso pegá-los a laço? Resposta: é que Dilma I, como a rainha da Inglaterra, reina, mas não governa.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI
luiz_penchiari@hotmail.com
Vinhedo

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Sessão confete

Assisti, com perfeita paciência, a boa parte da sessão do Senado dedicada à MP dos Portos. À exceção dos senadores que se manifestaram contrários à matéria, de forma competente, o que se viu foi uma autêntica sessão confete, em que apaniguados do Executivo não se cansaram de trocar elogios. O triste governo central prossegue no acúmulo de poder e na tarefa de acabar com a Federação.

LUIZ A. SOUZA LIMA DE MACEDO
luizmacedo@uol.com.br
São Paulo

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Espinha dobrada 

Mais uma vez o Legislativo se curvou ao Executivo. Legislativo que não tem identidade ou personalidade própria só faz passar recibo. Melhor fechar e entregar as chaves. Os parlamentares submeteram-se a uma maratona para aprovar a toque de caixa a MP que interessava ao governo, para que não caducasse. O senador Aloysio Nunes disse que o Senado não é uma fábrica de salsicha (salsichas, senador, é fábrica de salsichas!). Pelo visto, é, sim, senador. Se tivessem cumprido o seu dever, apreciando com antecedência a MP, não teriam de se submeter a essa maratona. Muito bonitas as fotos nos jornais de parlamentares dormindo em plenário. Imagino as manchetes internacionais...

PANAYOTIS POULIS
ppoulis46@gmail.com
Rio de Janeiro

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Engenharia diabólica

O governo "estuprou" o Senado da República, pondo-o de joelhos com a liberação de mais de R$ 1 bilhão em emendas para políticos das duas Casas legislativas. A promiscuidade é o tom da orgia entre Executivo e Legislativo. Com o fim do mensalão a moeda de troca são as emendas parlamentares e a criação de ministérios, o inchaço da máquina pública complementado pela nomeação de juízes com currículo duvidoso para o STF. Com essa engenharia diabólica, o País enfrenta novo tipo de ditadura. O poder reinante vive de dissimulações, marketing e compra de votos da plebe ignara e carente.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI
marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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Renan Calheiros

O felliniano presidente do Senado, que agora circula por Brasília num carro importado que custa quase R$ 6 mil por mês aos cofres públicos, disse que essa foi a última vez que a Casa se ajoelhou servilmente perante o Palácio do Planalto; que nunca mais os senadores votarão nenhuma medida provisória sem antes cumprirem sua função óbvia, que é avaliar as consequências e os eventuais absurdos do que o Executivo pretende. Mas quanto vale a palavra de um cidadão como Renan Calheiros?

LEÃO MACHADO NETO
lneto@uol.com.br
São Paulo

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MENSALÃO

A defesa dos condenados do mensalão está fazendo de tudo para anular o julgamento. Tentam mudar o relator, pois a essas alturas os advogados já sabem quem, entre os 11 juízes, estaria disposto a inocentar os condenados que ficaram com o dinheiro da educação, da saúde, da segurança, etc. Alguns advogados, para demonstrar poder, vão ao encontro do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e despacham pessoalmente. Vendo tanto empenho para livrar esses condenados de suas penas, inclusive da prisão, podemos deduzir sem medo: a lei é igual para todos os pobres. Brasil, um país de tolos.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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LEIS CONTROVERSAS

Li com muito interesse a notícia “Barbosa questiona admissão de recursos e critica ‘conexões de advogados poderosos’”, publicada pelo “O Estado de S. Paulo” em 4/5/2013, que tratou sobre as leis brasileiras. Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na Costa Rica, em um evento da Unesco pelo Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que a Justiça brasileira pune pobres, negros e quem não tem relações políticas; criticou a conexão de “advogados poderosos” com o Judiciário e a quantidade de recursos possíveis e também atacou o foro privilegiado. Queria cumprimentar o ministro Barbosa, pois ele disse o que muitos pensam, mas nunca tiveram coragem de falar. No Brasil, as leis são controversas, se contratar um bom advogado, ele pode achar brechas nas leis e, assim, beneficiar o réu. A solução é fazer leis mais claras. Quem faz as leis são os deputados e senadores. Mas quem os escolhe é o povo. Os cidadãos brasileiros precisam votar em quem represente o povo, e não em deputados e senadores que representem os interesses dos políticos.

Camila Klotz camila.klotz@gmail.com 
São Paulo

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EMBARGOS INADIMISSÍVEIS NO MENSALÃO

Foi perfeita, legal e, sobretudo, eminentemente constitucional a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ao negar a admissibilidade dos embargos infringentes impetrados pelos advogados de Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT. Os embargos infringentes foram extintos do ordenamento jurídico brasileiro pela Lei n.º 8.038, de 28 de maio de 1990, embora ainda constem do Regimento Interno do STF. Essa lei específica para  o julgamento de ações penais de competência originária no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça baniu para essas ações os chamados embargos infringentes. Tais recursos ainda integram  nosso Código de Processo Penal, mas, como prevê o artigo 609, somente para julgamentos em segunda instância:  Tribunais de Justiça Estaduais e, por analogia, nos Tribunais Regionais Federais, que são a segunda instância da Justiça Federal. Qualquer advogado minimamente informado não pode olvidar a famosa lição de Hans Kelsen sobre a Hierarquia das Leis, resumidas didaticamente na célebre pirâmide em que a Constituição está no topo e a ela se seguem os outros diplomas legais, numa ordem decrescente, em que são respeitadas a importância das mesmas. As normas criadas para balizar o funcionamento de um tribunal, discutidas e aprovadas  por seus membros, não se sobrepõem, em nenhuma hipótese, a uma lei votada pelo  Poder Legislativo. É parte do princípio básico da hierarquia das leis. O ministro Joaquim Barbosa foi extremamente didático, do ponto de vista processual, ao declarar enfaticamente que os embargos infringentes já “foram retirados” da legislação que rege o processo penal nos Tribunais Superiores. O fato de ainda integrarem o regimento interno do STF não significa que ainda possam ser admitidos. Ele foi taxativo: “Admitir o recurso de embargos infringentes seria o mesmo que aceitar a ideia de que o Supremo Tribunal Federal, num gesto gracioso, inventivo, ‘ad hoc’, magnânimo, mas absolutamente ilegal, pudesse criar ou ressuscitar vias recursais não previstas no ordenamento jurídico brasileiro, o que seria inadmissível, sobretudo em se tratando de um órgão jurisdicional da estatura desta Suprema Corte”. Do ponto de vista estritamente legal, será muito constrangedor que, nos demais casos de embargos infringentes, os outros doutos integrantes do Supremo se esqueçam das lições de Kelsen e não levem em consideração a irretocável interpretação do presidente da Corte, sem que para isso não se utilizem de subterfúgios interpretativos do Direito para fazer valer recursos não mais previstos em lei, para favorecer os condenados no processo do mensalão.

José Carlos Werneck jc_werneck@hotmail.com 
Brasília

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A PESO DE OURO
 
O ministro Joaquim Barbosa rejeitou os embargos infringentes interposto pelos advogados de Delúbio Soares. Estes ainda poderão recorrer da decisão de Barbosa, direcionando o recurso dos embargos para a apreciação da Corte que, segundo a opinião do ministro Celso de Mello, são cabíveis segundo o regimento do Supremo Tribunal Federal. É inacreditável a pletora de recursos que podem ser interpostos na legislação penal brasileira. O julgamento da Ação Penal 470 não terá fim em razão desse emaranhado de brechas jurídicas incursas no diploma penal brasileiro. Diante desses absurdos, não se exclui a possibilidade de que os réus do desastroso esquema do mensalão sejam todos absolvidos, para uma vez mais, rirem na cara da gente. Todos nós sabemos que os defensores dos já condenados patrocinam as causas de seus constituídos a peso de ouro, pois são figuras de destaque na advocacia brasileira. De onde vem tanto dinheiro?
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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A ‘LEI DA IMPUNIDADE’

Os embargos de declaração dos réus do mensalão que pedem diminuição da pena ou reversão da condenação não passam de tentativas dos condenados de fazer valer para eles a “lei da impunidade”, que já beneficia a criminalidade em geral. Tem até lógica: se as cadeias, por força da Lei 12.404, sancionada por Dilma Rousseff em 2011, foram esvaziadas dos criminosos comuns, o que é que criminosos de colarinho branco, verdadeiras excelências, vão fazer agora lá dentro? Os condenados querem a pena reduzida para, assim, escaparem do vexame de ir para trás das grades! Pois tudo o que nós, povo, queremos é ver a justiça sendo feita para “grandes” criminosos deste país!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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O QUE FARÁ O SUPREMO?

Os recursos dos mensaleiros, chamados de embargos de declaração, visam apenas a corrigir omissões, contestar algumas possíveis falhas nas decisões, etc., não podendo, porém, alterar as penas nem as multas. É apenas uma espécie de “ganhar tempo”. Mas o que se vê agora, nos recursos apresentados até o dia 2, prazo final, foi uma verdadeira “guerra” contra o STF, fazendo exigências absurdas e inaceitáveis, propondo até a substituição do relator, Joaquim Barbosa. É como se os advogados estivessem fazendo agora a defesa dos réus. Uma vergonha total e desrespeito o que temos lido e ouvido.  Fala-se muito nos embargos infringentes, pelos quais se poderia talvez alterar algumas penalidades. Mas é aí que mora o grande problema: embora o artigo 333 do regimento interno do STF admita este recurso, a Constituição de 1988, posterior ao regimento do Supremo, e a Lei nº 8.038/90 não o admitem mais e, com isso, o STF, após examinar os recursos declaratórios, poderá executar as prisões imediata dos réus. A propósito, o professor de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Dimitri Dmouliu, em belo texto no “Estadão” de 4/5, faz uma análise desse recurso (infringente), demonstrando que ele não existe mais. Vamos aguardar o que fará o Supremo.  

Luiz Nunes de Brito rosahollmann@rocketmail.com 
Rio de Janeiro

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IMBRÓGLIO JURÍDICO

Como nós, leigos em assuntos jurídicos, podemos entender as peripécias das defesas, apresentadas nos embargos no STF, pelos advogados dos réus do mensalão? As dúvidas pertinentes às sentenças já promulgadas nos deixam numa situação de extrema perplexidade, quanto aos reais fundamentos dos códigos penais, penalizando os réus e agora o pedido de reforma do acórdão do processo. O embargo protocolado pelo sr. José Dirceu no Supremo coloca os senhores ministros numa "sinuca jurídica", que terão de explicar à sociedade que acompanha este imbróglio quem está "juridicamente correto" nas sentenças impostas ou agora nos embargos declaratórios. Outro grave problema institucional que as lideranças já tinham apaziguado foi protagonizado pelo "notável" deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), que simplesmente pediu a prisão (cadeia) para alguns ministros do Supremo. Ato inadmissível e truculento, digno de adeptos do socialismo bolivariano chavista. O PT, pelas suas lideranças, deve uma explicação plausível ao povo brasileiro.   

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira

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OS PODEROSOS CONTROLAM

Mesmo após a alteração da lei, o STF manteve a possibilidade do uso dos embargos infringentes, e tal fato fará com que quase todos os condenados tenham suas sentenças reduzidas. Esse acontecimento formará uma reação em cadeia: uma pessoa poderosa, com contatos poderosos, que farão de tudo para que o Ministério Público perca o controle sobre os juízes. Além disso, outro fato que contribui para a perda de controle são as reuniões reservadas entre advogados e juízes. Outra crítica é de que a justiça brasileira pune principalmente pessoas de baixa renda e negras, fato que não deixa de ser verdade, já que vemos todos os dias nos jornais ladrões que roubaram e mataram por dinheiro. Mas nunca vimos políticos sendo realmente presos por roubo, formação de quadrilha, corrupção, que na verdade são crimes similares aos cometidos pelos presos. Outro fator que preocupa o presidente do STF é o foro privilegiado: o que na minha opinião é mais um nome complexo para advogado, já que a função desse foro é dar julgamentos privilegiados a políticos. Um fato que pode salvar o julgamento do mensalão é que os embargos infringentes só poderão ser apresentados pelos condenados em uma segunda etapa de recursos. Um fator que pode mudar o tamanho das penas são os embargos declaratórios, que servem para esclarecer os diversos pontos cegos das decisões do STF, que na minha opinião são muitos e ainda vão vir mais. Um fato importante que Barbosa não mencionou é a falta de organização da justiça brasileira, que, ao invés de punir os verdadeiros criminosos, se preocupa em pegar os pequenos infratores. Para concluir, podemos dizer que o mensalão será um dos mais complexos e demorados julgamentos brasileiros.                                                                                

Rodrigo Oliveira Giestas Paione ropaione@bol.com.br 
São Paulo
     
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UM JUIZ DE RESPEITO

O noticiário do “Estadão” de 14/5 nos informou que o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, negou pedido do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares em embargos infringentes e afirmou que o recurso já não existe. Com isso demonstra mais uma vez não só o seu respeito pela legislação vigente, como por uma população cansada de ser espoliada por “políticos espertos” que se apoderam de quantias avantajadas do erário por vias indiretas. E o patrimônio amealhado de maneira tão sórdida ainda lhes permite contratar advogados renomados, que procuram no emaranhado do cipoal de nossas leis uma brecha para safar seu cliente. No caso do mensalão, é revoltante assistir a uma tentativa desesperada de apelar para, ao que nos parece, uma excrescência denominada embargos infringentes, atualmente em desacordo com a legislação existente, segundo a explicação do presidente do STF. Nunca é demais lembrarmos que os tais embargos ainda constam do Regimento Interno do STF. E já se sabe de antemão que o parecer do ministro Barbosa não prevalecerá no plenário do Supremo. E eu, pobre mortal, semianalfabeto em legislação, fico perdido em meio a uma dúvida. Se compete ao STF resguardar e normatizar a Carta Magna da Nação, como pode ainda dispor em seu Regimento Interno um recurso já inexistente à luz da Constituição?  Ou seria “imexível” o seu Regimento Interno? Por que se Supremo Tribunal Federal não colocar um basta a interpretações que só servem para postergar a pena a qual o réu faz jus, jamais acabaremos com tantas chicanas, as quais, na prática, tornam a nossa Justiça uma quimera.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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A ESCOLHA DOS MINISTROS

Nestes debates acalorados sobre harmonia entre os Três Poderes, um ponto importante tem sido deixado de lado: o sistema de escolha dos ministros dos tribunais superiores. Que o Congresso os sabatine e aprove, após serem indicados pelo Executivo, é adequado. Mas por que o governo escolhê-los e indicá-los com liberdade quase total, abrindo mão, muitas vezes do "notável saber" e outras exigências menores? Este “modus faciendi” deixa aberta a porta para conchavos e demonstrações de gratidão. Uma lista tríplice, elaborada por cada tribunal, submetida à Presidência da República e escolha homologada pelo Congresso parece ser uma solução mais adequada.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br 
Salvador

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O PAPEL HIGIÊNICO NA VENEZUELA

Nos finais dos anos 60, início dos 70 sempre ouvimos relatos daqueles poucos que tinham permissão para visitar a antiga União Soviética sobre a falta de papel higiênico. Muitos diziam pegar nos hotéis guardanapos para não passarem aperto na rua. Agora acontece o mesmo na vizinha Venezuela bolivariana, diga-se "comunista", que voltando no tempo também não tem papel higiênico para distribuir a população. Nossos esquerdistas do mensalão, devem estar se torturado de raiva. Como pode o Brasil, país continental não ter saído na frente dos nossos irmãos venezuelanos copiando a tão sonhada ditadura comunista pelo qual pegaram em armas e lutaram contra os algozes da Ditadura Militar? Se o mensalão não fosse descoberto no Brasil hoje também faltaria papel higiênico e eles estariam em pé de igualdade com o regime comunista pelo qual sonharam na adolescência!  Acho que essa esquerda brasileira morrerá de velha, com a "cabecinha" na adolescência. Só que o sonho comunista deles é apenas para o povo, porque adoram tudo que o "capitalismo" proporciona!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo
  
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LULA E CRISTINA, BELO PAR

Não é um matrimônio convencional! Mas o Lula em palestra a uma universidade em Buenos Aires, sela de vez sua veia autoritária ao lado de ninguém menos que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que tenta intervir num dos grupos de comunicação dos mais tradicionais e independentes como o Clarín. Empresa esta que, não tem se prestado a ser cúmplice de um governo corrupto e de viés ditatorial. Ou seja, medíocre... E o ex-presidente Lula muito arraigado as convicções políticas petistas, se solidariza, e se irmana a Cristina, nesta insana tentativa de impedir no País portenho a liberdade de imprensa.  E como se fosse um republicano, o Lula ainda afirma se referindo a imprensa brasileira: “quando nós os criticamos eles dizem que são atacados. E quando nos atacam falam em democracia”.  O ex-presidente por conveniência deixou de falar para os argentinos que o governo dele foi sim atacado porque também tenta há muito calar a nossa imprensa com um projeto espúrio de Controle Social da Mídia. E também por ter sido um dos governos mais corruptos da nossa história! E o mensalão para sua glória seu maior galardão...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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AJUDA COM O CHAPEÚ DO POVO

Desde que tomou posse no governo federal em janeiro de 2003 o PT – Partido dos Trabalhadores tem abusado do direito de ajudar países das mais variadas formas. Para fazer média com a ONU – Organização das Nações Unidas enviou milhares de soldados para a chamada ajuda humanitária no Haiti. A presença dos soldados é cansativa, onerosa demais e não traz ganhos em tecnologia ou qualquer outro ponto que queiramos discutir. Outra forma de ajuda é aquela que fazemos com Cuba. Convênios são fechados e não são discutidos pela sociedade através de seus legítimos representantes no Congresso. O último exemplo foi à decisão de trazer seis mil médicos ao país para supostamente trabalharem nas localidades onde temos carência no atendimento. Todos sabem que nosso problema passa pela falta de planejamento, pela ausência de investimentos de recursos na construção e na modernização dos hospitais e postos de atendimento pelo país adentro. Precisamos qualificar nossos novos médicos, mas acima de tudo direcioná-los para que formados façam ao menos estágios na mesma região par aonde levaremos cubanos. Outra forma de ajuda que o Brasil bonzinho do PT pratica é dar empréstimos vultosos ou perdoar dividas com países como Bolívia, Angola e outras repúblicas pelo continente afora. Se somarmos estas quantias perceberemos que são recursos valiosos que deveriam estar sendo aplicados em saúde, educação e segurança em nosso país. No Norte/Nordeste e parte do Centro-Oeste não ficamos nada a dever aos países mais pobres e carentes do mundo. Falta água, alimentos, empregos, investimentos em agricultura, geração de novos negócios nas atividades que não afetem o meio ambiente, atendimento médico, salas de aula decentes. Portanto torna-se inconcebível que nossos governantes fiquem brincando de ajudar como dinheiro alheio (nosso) outros países sem que para tanto haja uma autorização do povo (plebiscito, por exemplo). Nós ajudamos demais a Bolívia de Evo Morales, que em troca quase encampou a Petrobrás e praticamente arruinou o comércio entre os dois países no que tange a extração e exportação de gás natural. Sendo assim, o tratamento do Brasil deve ser igual aos desiguais. Afinal de contas não me recordo de ver alguma nação tratar o Brasil com cordialidade e perdoar nossas dividas ou nos conceder empréstimos em condições melhores do que o Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo. Que o PT doe os bens pessoais de seus dirigentes e voluntários quando quiser ajudar algum país ou algum déspota qualquer. 

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br 
Bauru

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A GUERRILHEIRA E O EMBAIXADOR

Já que Dilma Rousseff prorrogou  a Comissão da Verdade até dezembro de 2014,  assevera que a verdade “tem de emergir sem meio termo” – palavras textuais – , e tendo em conta o apelo que fez ao presidente da Alemanha, Joachin Gauck, na abertura do 31.º Encontro Econômico Brasil-Alemanha para que o governo alemão contribua para os trabalhos da dita comissão,  fica minha sugestão para que S. Exª, que, como se sabe, participou de quatro (4) agremiações clandestinas de orientação comunista nos idos da luta armada, também dê seu testemunho sobre como foram  feitos os preparativos para o assassinato do major alemão, aluno da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, por facção clandestina em que Dilma militou. À ocasião, S. Exª poderia, também, explicar os fatos relativos ao  sequestro do embaixador alemão no Brasil, Ehrenfried Von  Holleben, também levado a cabo pelo mesmo grupo em que atuava a “Joana D’arc da subversão”, que hoje dá as ordens em Brasília. Tenho fé de que esses depoimentos relativos a atos que vitimaram alemães seriam bem-vindos para a elucidação da “verdade” que Dilma afirma querer fazer emergir.
 
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo 

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COMISSÃO DA VERDADE

A prorrogação teria algo que ver com a futura bi-lateralidade dos trabalhos? Com "certeza" agora, com a prorrogação, serão ouvidos os dois lados da refrega. Agora gostei! Ou não?

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

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VERDADES

Já que a Dilma prorrogou o prazo para a Comissão da Verdade, por que o Lula não vem a público e conta toda a verdade sobre o mensalão e a Rosemary?

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com 
São Paulo

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NOSSA FRÁGIL DEMOCRACIA

Existe um provérbio popular que diz que não se deve mexer em feridas cicatrizadas, pois haverá a possibilidade de termos uma enorme infecção. Não sei a razão por que o “Estadão”, a cada publicação, volta ao tema da "ditadura" e enfatiza a Comissão da Verdade, se lá se vão quase 50 anos, desde o golpe de 1964, diga-se de passagem, a pedi do da maioria do povo brasileiro, pois o Brasil marchava para uma República sindicalista, com viés comunista. Nesta luta, claro que houve dos dois lados, embates, com mortes e alguns exageros, do tão falado DOI-Codi, de um lado, e, do outro lado, a morte do soldado Mario Kosel e do tenente da antiga Força Pública, Mendes Junior, morto a coronhadas, pela turma do Lamarca, assaltos a bancos e outros crimes das organizações chamadas de esquerda. Hoje, passado todo este tempo, grande parcela da população brasileira não era nascida, e portanto não pode julgar  esta época. Fica para os derrotados do movimento de esquerda tentar voltar ao passado e tumultuar a nossa ainda frágil democracia. Portanto, fica como sugestão outro provérbio popular, vamos colocar uma pedra em cima disso tudo e continuar tentando transformar o Brasil, através da educação, em um voto consciente, eliminando os políticos corruptos e de mau caráter.
  
Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 
São Paulo

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INSETOS CONTRA A FOME

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a agência da ONU de combate à fome, está recomendando o consumo de insetos como alternativa à escassez de alimentos no mundo. Não demora, isso vai virar moda aqui, no Brasil, afinal de contas nessa vida nada se cria, em geral tudo se copia.
 
Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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IGUARIA

A recomendação da FAO estimulando o consumo de insetos como fonte de proteínas vem sendo criticada pelas organizações sociais, ignorando ser essa uma forma de diminuir a diferença entre as classes sociais, já que atualmente, nos cardápios dos restaurantes mais laureados do mundo, os insetos são destaque...

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br 
São Paulo

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COMBATE À FOME

A orientação da Agência da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) recomenda comer insetos para combater a fome. Creio que principalmente aqui, no Brasil, se, ao invés de insetos, a FAO orientasse as pessoas a plantarem frutas e verduras nos quintais de suas residências, provavelmente os insetos que eles sugerem hoje poderiam ficar reservados para os próximos milênios.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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QUESTÃO CULTURAL

Certas práticas encontradas entre povos da Ásia e da África subsaariana são produtos de um processo de aculturação. Qualquer manifestação, seja na 5.ª Avenida em Nova York ou entre os tuaregues do Saara, não deixa de ser um elemento cultural. A ONU, por intermédio da FAO, está sugerindo o consumo de insetos, tais como grilos, gafanhotos e larvas, como forma de combater a fome no mundo. Na Bahia a farofa de tanajuras fritas é um prato típico. Esse cardápio sugerido pela ONU é um hábito comum em mais de 120 países, mas não com o propósito de combater a fome, mas como degustação de pratos sofisticados. O que se perde de comida no mundo é incalculável, tanto que a recuperação de parte dessa comida seria um paliativo. No Brasil, onde o desperdício de alimentos é incalculável, seja pelas deficiências das técnicas de colheita, de transporte e de armazenamento, o desperdício é muito grande. Em Minas, no Parque Ecológico Vale Verde, em Betim, uma empresa tem uma biofábrica de insetos, tenébrios, grilos e moscas. Os povos que se alimentam dessas iguarias carregam esse traço cultural por várias gerações. Segundo autoridades no assunto, esses insetos, na sua maioria, têm mais proteína do que a carne bovina. Confira: vai aí uma barata ao ponto ou uma larva mal passada? Arggghh!

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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BOLSA INSETO

A FAO, agência da ONU para agricultura e alimentação, recomenda comer insetos, pois são ricos em proteínas. Para nós, brasileiros, já acostumados a engolir sapos, não haverá problema nenhum em comer gafanhotos, grilos e umas formiguinhas. Quero até sugerir à nossa presidente Dilma que inclua na cesta básica o item insetos, ou então, se preferir, criar a “Bolsa Inseto”.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo

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CRIADOURO

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou um programa que recomenda a alimentação com insetos para combater a fome. Em Brasília, no Senado e na Câmara, há um bom criadouro da espécie, todos bem tratados, vorazes como gafanhotos.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br 
Santos 

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CARROS ‘MORTAIS’

O jornal americano “The New York Times” publicou em seu site ampla reportagem da agência Associated Press intitulada "Carros feitos no Brasil são mortais". É grave! Será que são mesmo? Na reportagem, afirmam que os veículos produzidos no País são feitos com soldas mais fracas, poucos itens de segurança e materiais de qualidade bem inferior aos fabricados nos Estados Unidos e na Europa. Quando esses veículos vão às ruas, se transformam em tragédia nacional. O ex-presidente Collor já no início do seu curto mandato afirmava que os nossos veículos eram verdadeiras "carroças", se comparados com os veículos americanos e europeus daquela época (1990/1992). Os altos índices de mortalidade no trânsito no Brasil seriam quatro vezes maiores do que o americano, justamente pela fragilidade dos nossos modelos. De cada cinco veículos analisados, quatro não passariam nos testes de colisão que são feitos por empresas independentes. As indústrias nacionais contestaram a reportagem, afirmando que respeitam as normas de segurança vigentes no Brasil. Pelo visto, as normas vigentes estão desatualizadas e precisam ser reformuladas, como quase tudo. O Congresso Nacional só se preocupa com os seus intere$$e$, é por isso! Nos últimos dez anos subiu 72% o números de mortes no trânsito brasileiro, cujo aumento também é atribuído às más condições das nossas ruas, avenidas e estradas. Outro detalhe importante: enquanto a margem de lucro das montadoras americanas é de 3%, no Brasil chega a 10%. Por essas e por outras é que os veículos fabricados em nosso país são mais caros do que em todo o mundo, e não é que é verdade?! A nossa indústria automobilística recebe tantos incentivos do (des)governo, será por que recebem ajudas eleitoreiras? É para acreditar!      
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br
São Paulo

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ITENS DE SEGURANÇA

Testes indicam que carros de fabricação brasileira apresentam níveis inferiores de segurança é noticiado na imprensa internacional. Como cada país tem sua norma de fabricação de automóveis, eu gostaria de saber da Anfavea que itens de projeto estão ausentes na norma brasileira?

Rogerio Belda rbelda@terra.com.br 
São Paulo 

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PROTECIONISMO E ATRASO

O “The New York Times” publicou matéria em seu site intitulada “carros feitos no Brasil são mortais”, criticando a qualidade dos veículos aqui produzidos sobretudo na questão de segurança, o que faz nosso país ser recordista mundial de mortes no transito. É verdadeira essa matéria e “bate” com a opinião de todos os brasileiros que tem contato com veículos importados por nosso país, aliás, a preferência dos consumidores. Isso é o resultado de uma política errada de nossos governos, desde a implantação da indústria automobilística nos anos 50, que resultam em veículos defasados tecnologicamente, sobretudo no item segurança pois ainda hoje são produzidos veículos sem “air bag”. Desde então introduziu-se protecionismo, evitando a competição com importados e os governos cujos membros tiveram suas campanhas políticas financiadas por esse grupo industrial, continuaram a dar-lhe proteção através de diversos tipos de ajuda e incentivos, em tempos de crise ou sem crise. Comparando, o México vende seus modernos carros para os ESTADOS UNIDOS, a Ásia e para o Brasil mas, os carros brasileiros não tem muita saída naquele país por serem caros e antiquados e nenhum é exportado aos ESTADOS UNIDOS ou Ásia. A política de melhoria tecnológica do setor implantada pelo governo recentemente apenas atualiza nossa indústria automobilística a níveis já ultrapassados pelas outras nações, continuando o protecionismo nefasto impedindo a competição. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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CASAMENTO GAY E PRECONCEITO

Sou estudante do 3.º ano do ensino médio do Colégio Sidarta de Cotia e venho por meio desta comentar a notícia que saiu dia 15 de maio de 2013 sobre a oficialização do casamento gay no Brasil e a repercussão mundial que isso levou. Desde sempre, houve a relação do mesmo sexo, tivemos marcos musicais como Cazuza e Cássia Eller e também desde sempre houve um preconceito muito grande sobre essa “nova relação” que vem, ao longo dos anos, sendo mais visível por todos nós.  Obviamente que, se o País evolui, as leis deveriam evoluir, tanto como as pessoas também vão evoluir, portanto,  apoio totalmente a iniciativa que o Brasil teve de aceitar essa união, que pode trazer como consequência a perda do preconceito que muitas pessoas ainda têm em relação à união das pessoas do mesmo sexo. Acho insignificante toda a repercussão que esteve acontecendo internacionalmente por causa disso e ainda mais ordinário a citação que o endereço eletrônico do “Washington Post” afirmou “os esforços de aprovar uma lei no Congresso Nacional têm sido frustrados por legisladores evangélicos conservadores”. Para que os países se tornem desenvolvidos, não deveria ter a participação desse tipo de gente dentro do Congresso Nacional. 
 
Sophia Pinheiro Goulart sophiapgoularttt@gmail.com 
Carapicuíba 

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SAIAÇO NA USP

A minoria gay é tão intocável no nosso país que dá a impressão de que fomos escolhidos pelo resto do mundo ou por uma força cósmica como cobaias de uma nova experiência na estruturação familiar. Quem tiver opinião contrária imediatamente será taxados de homofóbico, canalha e preconceituoso. Não importa se você falar mal da autoridade constituída, bater no professor da escola, defender a liberdade de menores assassinos ou difamar o papa, mas não ouse brincar com a bichinha da esquina que vai ter passeata de protesto, boicote e execração pública. Tenho pavor em pensar se essa experiência não der certo.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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BASTA DE HIPOCRISIA

É contraditória a manifestação da Igreja Católica, mundo afora, contra o casamento gay, quando as notícias, fatos e sentenças judiciais indicam que a maioria dos padres é constituída por pedófilos gays. Não se pode acender uma vela para o santo e outra para o diabo. Basta de hipocrisia!
 
J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo

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