Fórum dos Leitores

MORDAÇA

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h42

24 Maio 2013 | 02h04

Censura ao 'Estadão'

A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal de manter a censura ao Estadão é um insulto à liberdade de imprensa e à inteligência da democracia. Lutemos todos para que os princípios morais e éticos legados pelo saudoso Ruy Mesquita não se transformem em cinzas.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO
abraoc@uol.com.br
São Paulo

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RUY MESQUITA

Legado inesquecível

Lamento o falecimento do Ruy Mesquita. Embora triste, me sinto tranquilo neste momento, pois tenho total certeza de que o legado deixado pelo Ruy jamais será esquecido e continuará influenciando diretamente um dos maiores e mais importantes jornais do Brasil. Mas este legado vai além. Defender a liberdade, a democracia, o respeito e a livre-iniciativa, como o Ruy fez por tantos anos com afinco, são os pilares mais nobres não só do jornalismo, mas também da convivência entre os seres humanos. Seu caráter sempre foi e sempre será um exemplo para todos. Deixo os meus mais sinceros pêsames aos familiares, amigos e também a todos os colaboradores do Estado.

VALENTINO RIZZIOLI, presidente da CNH, vice-presidente executivo da Fiat do Brasil e vice-presidente da Anfavea
São Paulo
Inspiração

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Lamento profundamente o falecimento do dr. Ruy Mesquita, um dos maiores expoentes do jornalismo brasileiro. Sua luta incessante pela liberdade de imprensa contribuiu de maneira inestimável não só para o amadurecimento da mídia nacional, como da democracia no Brasil. Como cidadão e patriota, acredito ser nosso dever continuar apoiando o brilhante trabalho desenvolvido pelo Estado. Espero que a figura do dr. Ruy Mesquita continue inspirando as novas gerações de jornalistas brasileiros. Minhas condolências à família.

RUBENS OMETTO SILVEIRA MELLO
São Paulo
Anos de chumbo

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Lamentamos profundamente a morte do dr. Ruy, um baluarte da democracia e da liberdade de expressão. Eu, que vivi os anos de chumbo, sei muito bem da importância desse grande brasileiro, símbolo de uma geração de imprensa, batalhador na sua incessante luta pela verdade. Sentiremos a falta de seus editorias e a imprensa brasileira fica órfã. Neste momento triste, em nome da Acxiom, prestamos nossa solidariedade à família Mesquita e a todos do Estadão.

EDUARDO RAMALHO, presidente
São Paulo
Coragem

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Infelizmente, Ruy Mesquita se foi, embora continue abraçado à nossa memória de jornalistas e democratas, que sempre admiraram a sua coragem no combate ao autoritarismo. Fui colaborador regular do Estado durante anos, num tempo que exigia lideranças capazes de batalhar pela liberdade de imprensa e pela democracia, como Ruy Mesquita.

RODOLFO KONDER, diretor da ABI em São Paulo
São Paulo
Gratidão

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Ruy Mesquita nos deixa um exemplo de coerência e coragem na defesa da liberdade e no fortalecimento da cidadania. Seu compromisso com o desenvolvimento do País, expresso num jornalismo questionador, abriu espaço para a sociedade enxergar desafios e se mobilizar em torno de causas estratégicas, como a da educação. Nossa solidariedade à família, neste momento de dor, envolve também a gratidão pelo seu legado.

VIVIANE SENNA, presidente do Instituto Ayrton Senna
São Paulo
Testemunho

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Caro Rodrigo Mesquita, receba meus sinceros sentimentos. Aprendi a admirar profundamente seu pai desde os tempos em que eu era estudante e tinha no Estadão um baluarte da democracia e da liberdade. Depois, mais recentemente, desde o início de minha gestão como presidente da Embrapa, recebi seu apoio, tive até a honra de ser recebido por ele na sede do jornal. Na ocasião pude ver nele um apaixonado pelo que fazia, não só pela lucidez, competência e inteligência, mas pela dedicação e pelo espírito nacionalista, amante das boas causas brasileiras, e uma delas era a Embrapa, que sempre apoiou e defendeu, em todas as horas. Só tenho de agradecer e dar este testemunho. Ele deixa um grande legado de realizações ao País e um belo exemplo para todos nós, difícil de ser seguido. Infelizmente, restam poucos líderes com a coragem e a determinação de seu pai. Vamos sentir a falta desse grande brasileiro. Meu fraterno abraço.

SILVIO CRESTANA
São Carlos
Perda afetiva

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Com muita tristeza tomamos conhecimento da morte do dr. Ruy. Não pudemos estar presentes no velório e no enterro, por isso deixamos aqui o nosso abraço à família Mesquita. Sentimos muitíssimo a sua perda, pois os Mesquitas, um por um, ao seu modo e no seu momento, fizeram parte da nossa memória afetiva e referência profissional. Lealdade e caráter foram o alicerce da relação entre essas duas famílias, pois o meu pai, Cláudio Abramo, considerava o dr. Julinho como a um pai e tinha um amor fraternal pelos irmãos Ruy e Carlão. Uma pena.

BERENICE, BARBARA E RADHÁ ABRAMO
São Paulo
Admiração

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À família Mesquita meu profundo pesar. Não tive maior contato direto com o dr. Ruy. Nos dois anos em que trabalhei na sede da Rua Major Quedinho, eu o via sempre sentado junto de sua máquina de escrever, no fundo da sala, cuidando da seção internacional. Tinha por ele, porém, grande admiração, que foi crescendo, com o passar dos anos, pela posição firme que mantinha nos editoriais em defesa da liberdade de imprensa e do Estado Democrático de Direito, e contra os desmandos dos governos, principalmente os petistas.

ARY RIBEIRO
Brasília
UNINOVE

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Esclarecimento

A respeito do editorial Descredenciamento no ProUni (23/5, A3), esclarecemos que a entidade mencionada na Decisão n.º 1, de 17 de maio de 2013, da Secretaria de Educação Superior, publicada no Diário Oficial da União em 20 de maio de 2013, denominada Associação Educacional Nove de Julho, não guarda nenhuma relação com a Universidade Nove de Julho (Uninove). A referida entidade é, na realidade, mantenedora da Faculdade de Fátima do Sul (Fafs) e fica sediada no Estado de Mato Grosso do Sul.

FÁBIO ANTUNES MERCKI, diretor jurídico da Uninove
mercki@uninove.br
São Paulo

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CENSURA AO ‘ESTADÃO’

Enquanto os brasileiros verdadeiramente democratas lamentam a perda do dr. Ruy, os “notáveis” desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), comandados pelo sr. Dácio Vieira (amigo íntimo do clã Sarney), demonstram total desrespeito à liberdade de Imprensa e mostram total subserviência às ordens emitidas pelo “rei” do Maranhão (e quiçá do Brasil), mantendo a censura ao “Estadão” no caso da Operação Faktor (Boi Barrica). Imagino como seria o editorial de hoje se o dr. Ruy, defensor intransigente das liberdades de expressão e de imprensa, ainda estivesse conosco. Talvez tivéssemos ali, poesias ou receitas culinárias, como na época da censura imposta ao “Estadão” pelos militares. Porém prefiro entender esse espaço vazio como uma homenagem sarcástica ao sr. Dácio e seus subalternos desembargadores, que agem como os militares à época. Vá em paz, dr. Ruy, nós continuaremos sua luta.

Paulo Sérgio Neves de Carvalho pscarvalho@gvmail.br
São Paulo

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TRISTE COINCIDÊNCIA

Nesta quarta-feira, quando se sepultava um herdeiro de uma dinastia de jornalistas e brasileiros de tradição secular de luta pela democracia e pela liberdade da imprensa, foi confirmada a manutenção da censura ao órgão de  imprensa que dirigia Ruy Mesquita, que, fiel à tradição familiar e com suas próprias convicções e história de lutas, onde estiver deve estar, ele próprio, de luto por mais essa manifestação antidemocrática em defesa de poderosos. Numa época em que tanto se fala na Comissão da Verdade e em transparência, temos uma medida dessas na contramão da evolução democrática. Ruy, sua luta e sua herança continuarão, pois você e sua família sempre foram mais fortes do que aqueles que lutaram contra as instituições democráticas.

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br
São Paulo

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MORDAÇA

Profundamente lamentável que no mesmo dia da morte de Ruy Mesquita, o TJ-DF tenha mantido a censura ao “Estadão”, por conta dos desmandos de Zeca Sarney, aliás, a famiglia e a Operação Boi Barrica. Num país completamente à deriva e com um (des)governo interventor e populista, precisaríamos de diversos Ruys Mesquita em todos os setores do Brasil para termos alguma mudança e perspectiva da defesa de interesses maiores e mais abrangentes. Durma-se com um barulho desses!
 
Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br
São Paulo

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TRISTEZA E REVOLTA

Tristeza pela morte de um grande jornalista, digno defensor de um dos bens que nos são mais caros, a liberdade de imprensa, de expressão e de opinião. Muito se disse e tudo o que ainda houver para dizer sobre o dr. Ruy Mesquita  será insuficiente para amenizar essa grande perda. A revolta fica por conta da capa do “Estadão” de ontem, que, no canto direito, logo abaixo da notícia sobre o sepultamento, traz a notícia sobre a manutenção da censura pelo TJ-DF no caso do filho do grotesco rei dos grotões maranhenses, Fernando Sarney. É contraditório: a morte de um defensor da liberdade e, logo em seguida, a sobrevida de um extirpador da mesma. Aplausos a essa “sacada” do jornal,  pois pôs em evidência essa aberração ditatorial imposta pelo amigo do rei que deveria ser impedido de praticar julgamentos, já que não tem a imparcialidade que o cargo lhe exige! Por outro lado, talvez seja por atitudes como essas, em ver o mal triunfando nos três Poderes, que o povo esteja tão deslumbrado com Joaquim Barbosa, apesar de sua criticada irreverência, como lemos no editorial de ontem (A3). Atitudes que nos enojam ­- como a da censura - estão de acordo com a lei, enquanto alguém que diz coisas que queremos ouvir se comporta de forma equivocada e é digno de censura, assim como as verdades que o jornal não consegue trazer a público. Contradições intransponíveis. Estamos num Brasil cuja contemporaneidade não se traduz em todo o território: Sarney e seu clã ainda estão no século passado, no coronelismo, no atraso do pensamento e da ação.  Que país é este, que se mantém refém de indivíduos desse naipe por tanto tempo? E até quando?

Carmela Tassi Chaves cassichaves@yahoo.com.br
São Paulo

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LUTO DOBRADO

Duplo luto na mesma semana alcança a alma da família Mesquita e dos leitores do “Estadão”. A primeira perda irreparável foi a partida do já
saudoso jornalista Ruy Mesquita, cuja obra o imortaliza perante a História. O segundo luto que nos abate na condição de admiradores
desse prestigiado jornal é o que foi imposto pela 5.ª Turma do TJ-DF, que manteve a censura a este que é um dos mais importantes veículos de informação do Brasil. Meus sentimentos à família Mesquita. Sinto muito também pela respeitosa decisão judicial proferida pela referida Corte, mas que certamente não contribui para que a juventude volte a se orgulhar do Poder Judiciário brasileiro em todas as suas esferas e por ele se sinta plenamente representado.

Leon Diniz leondinizdiniz@gmail.com
São Paulo

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DR. RUY MESQUITA

A imprensa brasileira está de luto. O País perde um dos maiores defensores da democracia. Jornalista e idealista que combateu incansavelmente a má gestão administrativa em todos os níveis e setores de governo, principalmente a corrupção e os desvios de verba. Que a providência divina dê a ele a recompensa merecedora.

João Rochael jrochael@ibest.com.br
São Paulo

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LUTO

Meus sinceros sentimentos pelo falecimento de nosso querido dr. Ruy Mesquita. Sou testemunha ocular da brilhante carreira, tenaz coragem, em defesa de um país democrático e igualitário. Precisamos de mais brasileiros deste quilate. Condolências à família.

Dilson Rocha Melo dilsonmelo1632@terra.com.br 
São Sebastião 

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GRANDE PERDA

O Brasil perdeu um grande homem e um grande jornalista.
 
Paulo Gouvêa da Costa paulogouvea@democratas.org.br
São Paulo

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UM POEMA

Fiquei tão abalado com a notícia da morte do dr. Ruy que me esqueci de cumprimentar o Fernão Lara Mesquita pelo que escreveu e foi publicado na edição do dia 22/5 (“Haverá sempre moicanos”, página A2). Faço-o agora. Pois só a íntima compreensão de um filho seria capaz de nos apontar de modo tão denso as medidas da grandeza humana e intelectual desse homem que “nasceu navegando longe da costa, exposto aos ventos e às tempestades do mar sem fim da História”. Fernão nos abriu um poema saído do fundo do seu coração e deixou nós todos, que admirávamos e estimávamos dr. Ruy, com a rediviva lembrança de sua inteligência aguda e desassombrada, de seu humor sutil, de sua insigne percepção das entrelinhas do pensamento, de sua apetência por quebrar a monotonia estagnada e abusada dos  caciquismos políticos. A seus filhos e a nós todos que conhecemos o dr. Ruy só nos resta honrar seu exemplo. E sentir saudades.

Carlos Soulié Franco do Amaral souliedoamaral@ig.com.br 
São Paulo

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LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE

A imprensa é um dos pilares de qualquer regime democrático. E Ruy Mesquita, ao longo de mais de 60 anos à frente de “O Estado de S. Paulo”, foi um guardião da liberdade de imprensa baseada em princípios éticos. Esperamos que, mesmo sem ele, o jornal continue sendo uma instituição vigilante da vida pública, funcionando como uma ponte entre os abusos, a cobrança por justiça e o julgamento dos culpados, diante dos desvios, das prepotências e das iniquidades. 

Jean Gaspar, presidente da Liga do Desporto katiasaisi@pluricom.com.br
São Paulo

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VALEU, DR. RUY!

Muito triste a notícia do falecimento de Ruy Mesquita. O País fica significativamente mais pobre com sua partida. Contumaz defensor da democracia, colocou-se contra a ditadura militar de forma corajosa e encontrou um jeito audacioso de denunciar a censura publicando versos de 
“Os Lusíadas” e receitas de bolo no lugar das notícias cortadas pelo regime. Um dos nossos últimos grandes ícones liberais, Ruy vinha exercendo o cargo de responsável pela mais importante e tradicional seção da imprensa escrita brasileira: a dos editoriais do “Estadão”. Na página 3, as ideias desse gigante do jornalismo se colocavam por inteiro e, com frequência, iluminavam a escuridão de sensatez que assola boa parte da nossa imprensa há tempos. Liberdade, idealismo e excelência jornalística: sinônimos de Ruy Mesquita. Que seu espírito continue presente nos editoriais do jornal e se fortaleça na redação. Transmito minhas sinceras condolências à família Estadão. Valeu e descanse em paz, dr. Ruy. 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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LIBERDADE – E A FALTA DELA

Associo-me à dor da família enlutada pelo passamento do dr. Ruy! Da mesma forma rendo minhas homenagens ao intransigente defensor da liberdade de expressão. Todas as mídias explicitam à exaustão a postura dos seus jornais em reagir à censura nos tempos do regime de exceção, publicando receitas em substituição das matérias censuradas. Entretanto, não li abordagem alguma a respeito da censura imposta ao jornal pela família Sarney, que, até onde eu sei, ainda persiste! Corrijam-me se estiver enganado.

Marco Antônio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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RUY MESQUITA, SEGUNDO FERNÃO LARA

Recorte-se, guarde-se em todas as gavetas e arquivos do Brasil, leia-se, releia-se, o que o filho fala do pai no “Estadão” de 22/5 em sua coluna “Haverá sempre moicanos”. Separem-se as manifestações de pesar políticas pela partida de Ruy Mesquita, guarde-se a verdadeira dimensão humana do homem nas palavras de Fernão Lara Mesquita. Releiam, guardem a coluna, não há homenagem mais completa, perfil mais preciso, adeus mais pungente. 

Apóllo Natali apollo.natali2@gmail.com 
São Paulo

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VERSOS

Vai-se o libertário da imprensa
de letras maiores, magistrais,
espelho do leitor que pensa
e comunga com seus ideais.

Mesmo aquele que o evita
por ter ideias de outro lado
dirá hoje triste e enlutado:
tenha a paz, Ruy Mesquita.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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CONDOLÊNCIAS

À família Mesquita e ao jornal “O Estado de S. Paulo”, as minhas sinceras condolências pelo falecimento do dr. Ruy Mesquita.

José Luiz de Sanctis jldesanctis@uol.com.br 
São Paulo

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CARTA DE UM LEITOR

Embora eu nada seja, além de simples admirador deste jornal (“O Estado”), para uns um ilustre desconhecido, para outros um zé ninguém, quero deixar aqui, em nome dos leitores deste tão prestigiado e imparcial jornal, minha solidariedade à família, aos amigos e colegas de Ruy Mesquita, que como eu o tinham e ainda o têm como um exemplo de comportamento, caráter, profissionalismo e postura, que em busca da liberdade, sempre empunhou a bandeira da verdade e da coragem, um verdadeiro exemplo a ser seguido. Sem nenhuma dúvida, o Brasil empobreceu um pouco mais. Que Deus o tenha...

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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PALAVRAS DA PRESIDENTE

“Ruy Mesquita foi um homem de convicções. Diretor do jornal ‘O Estado de S. Paulo’, criador do inovador ‘Jornal da Tarde’, Doutor Ruy – como era conhecido – foi símbolo de uma geração da imprensa brasileira. Neste momento de dor, presto a minha solidariedade à família e amigos.” Manifestação de Dilma Rousseff. Confesso que frustrei-me diante de seu depoimento superficial sobre este que foi, durante toda sua longa vida, defensor ferrenho da liberdade de expressão e dos princípios democráticos, visto que a presidente diz ter participado de grupos revolucionários para defender a democracia e por se dizer a favor da liberdade de imprensa. Não estava, na luta, naqueles tempos da ditadura, e, não estaria hoje, do mesmo lado que Ruy Mesquita? No mínimo, esperava que ressaltasse essas “virtudes” do grande Mesquita.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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LAMENTO

Junto-me aos sentimentos dos milhares de brasileiros, de todas as origens, que lamentam a morte do jornalista Ruy Mesquita. 
 
Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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PARA AS PRÓXIMAS GERAÇÕES

Feliz a nossa geração que conviveu com os Mesquita. Conhecemos o verdadeiro significado de cidadania, ética, profissionalismo e honradez. Possam nossos jovens de hoje espelhar-se nessas virtudes e construir um Brasil mais humano, mais justo e mais feliz!  Ruy, descanse em paz!
 
Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br 
São Paulo

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VAZIO

O jornalismo, São Paulo e o Brasil não seriam os mesmos sem os Mesquita e o “Estadão” nosso de cada dia, há 138 anos editado e impresso como intransigente defensor dos princípios republicanos democráticos, da liberdade de imprensa e da livre iniciativa. A partida de Ruy Mesquita deixa um vazio em branco no espaço do editorial da página 3, leitura diária obrigatória. Que descanse na merecida paz dos bravos guerreiros!
  
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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PESAR

Fiquei consternado com a morte de Ruy Mesquita. Em sua pessoa o “Estadão” mostrou-se sempre o jornal brasileiro de convicções, o jornal da liberdade. O Brasil perde uma base de sustentação, mas que deixa como legado uma empresa que presta serviço ao povo brasileiro. 

Adri Vicente Junior, diretor da Food Service Company renatarogatto@gmail.com
São Paulo

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SENTIMENTOS

Sentidos pêsames pelo falecimento do inesquecível e amigo Ruy.

Arlindo de Carvalho Pinto Neto arlindo@carvalhopinto.adv.br
São Paulo

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UM HOMEM DE IMPRENSA

Nenhum homem de imprensa foi mais homem de imprensa que Ruy Mesquita. Recebi com surpresa e tristeza a notícia da morte de Ruy Mesquita, diretor de “O Estado de S. Paulo”, a quem o jornalismo deve muito. Nos momentos difíceis do Brasil nunca faltou a ele realismo e solidariedade ao País. Estamos todos consternados com a sua morte, um homem cuja vida foi toda ela um exemplo, porque foi uma vida reta, dedicada ao trabalho e, fundamentalmente, ao desenvolvimento do Brasil e obstinada defesa da cultura nacional. O Brasil ficou menor, Ruy Mesquita foi uma figura humana, que ocupou um espaço da História brasileira, quer como jornalista, quer como patriota. O Brasil perde uma de suas mais ilustres figuras, que nas últimas décadas revolucionou as comunicações no nosso país. O jornal “Estadão” compõe, no jornalismo nacional, um dos mais importantes veículos de informação e de formação de opinião. Ele era desses homens especiais, cujo trabalho e comportamento servem de estímulo para as gerações mais novas. Era empreendedor, determinado. Sua vida será um ensinamento para todos nós. Era um homem excepcional, um homem de muita coragem. Doutor Ruy é um homem que faz parte da História do Brasil. Viveu os momentos mais importantes do País. Teve uma vida longa e frutífera. As pessoas com a qualidade do jornalista Ruy Mesquita não são dadas a morrer. As suas obras levam-nos a atravessar o tempo e incorporam à sua existência o dom da imortalidade. Uma imortalidade que não lhes é concedida gratuitamente, mas uma conquista natural da paixão, da grandeza e da singular capacidade de ver e construir o futuro. A ausência física do jornalista produzirá saudades. Ele, contudo, estará presente, todos os dias, em cada canto do mundo onde o fruto do seu trabalho estiver aproximando as pessoas, as famílias e as populações. E agora descansa em paz. Transmito meus sentimentos a todos os seus familiares

Antônio Dias Neme e família antonio.neme@superig.com.br 
São Paulo

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PARA SEMPRE

Dr. Ruy estará sempre presente nas páginas do “Estadão”.
 
José Candido da Silveira Lienert Jr. jclienert@gmail.com 
São Paulo

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A IMPRENSA BRASILEIRA MAIS POBRE

Um jornalista de personalidade e de idealismo que não se curvava perante as diversidades que tenho certeza não foram poucas principalmente da política publica, pois o jornal “O Estado de S. Paulo” foi e é um dos poucos que brigaram e briga até hoje por um ideal, o ideal de uma imprensa livre, livre dos interesses políticos e com total liberdade de informar à nação o que realmente a ela interesse. A família Mesquita tem mostrado para o Brasil e o mundo a importância de um meio de comunicação independente (não ligado a político), pois quando isto acontece perde-se a essência da livre opinião, o que a família Mesquita tem preservado muito bem, apesar das dificuldades, durante toda a existência deste gigante da comunicação. A perda não é apenas do jornal “O Estado de S. Paulo”, e sim da imprensa brasileira, que ficou mais pobre, infelizmente.        

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com 
São Paulo

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LUTO POR UM GRANDE HOMEM

Meus sentimentos à familia Mesquita e ao jornal “O Estado de S. Paulo”. Perdemos um grande homem, destes que hoje são muito raros, um liberal por natureza e DNA, que não se pautava nunca por regras e modismos, como por exemplo ser “esquerda” por imposição da moda. Sempre defendeu a liberdade e, melhor, nunca aceitou populismos nem abaixou a cabeça aos militares. Era um homem que brigou pela liberdade, brigando com os dois lados nos anos 60, um, que impunha o comunismo, e outro, que pesou a mão para defender o Brasil. Portanto, lamento muito a perda deste ser humano brilhante. Meus sentimentos.
 
Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br
São Paulo

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PELA DEMOCRACIA

A equipe de Imagem Corporativa lamenta o falecimento de Ruy Mesquita, um dos jornalistas mais importantes na defesa dos princípios democráticos no País. O Brasil de hoje, que avança em direção a um futuro promissor, é fruto do engajamento de pessoas que, como Ruy Mesquita, sempre acreditaram na ética e na geração do conhecimento como premissas de uma sociedade moderna. 

Ciro Dias Reis, presidente jonas.souza@imagemcorporativa.com.br 
São Paulo

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UM TEXTO PARA RUY MESQUITA

Quando iniciei-me na escrita jornalística, na década de 70, minhas primeiras letras foram para o então “Jornal da Tarde”, na coluna do leitor, onde invariavelmente, tinha minhas cartas, publicadas semanalmente, levaram-me a ser jornalista sem curso. Aprendi a gostar do estilo jornalístico e assim as crônicas iam surgindo, dando fixação ao viço e à coragem, principalmente quando para entender a mensagem jornalística do meio – o jornal –, lia o editorial do “Estado de S. Paulo”, que invariavelmente era tecido por Ruy Mesquita, aquela figura singular e liberal, que num primeiro momento surgia como austero e intocável, mas, ao conhecer seu pensamento através de suas letras, mostrava-se um ser humano sensível e versado ao bem. Naquela época estava também eu engatinhando no antigo MDB e motivos óbvios, meus escritos sempre o foram de cunho político e social, mormente quando o “Jornal da Tarde”, juntamente com a Universidade de Brasília, patrocinou o curso de extensão universitária “O que é política”, do qual participei (e recebi o certificado), vindo posteriormente a ser um dos fundadores do PMDB. Não conheci pessoalmente o Ruy Mesquita, mas aprendi a respeitar sua integridade e dignidade e, principalmente, uma das maiores lições que nacionalismo e patriotismo que um cidadão possa expressar: a coragem de retroceder em suas convicções e de recomeçar seus passos, sem medo de colocar em risco tudo aquilo que conquistou, num lançamento de cara ou coroa e mesmo perdendo, recomeçou sem nunca ter suspirado palavras da tua perda. Poucos homens de nossa história contemporânea tiveram tal audácia, ao reerguer o império que fora abalado pela ideologia da perseguição, pela iracismo estatal desenfreado, sempre se mantendo em postura de dignidade e respeito, digladiando com o poder absoluto da republiqueta de banana. Espero que as lições deixadas por este jornalista por excelência, também sem curso, pois tanto quanto eu veio das ciências jurídicas e sociais, para expressar à sociedade brasileira uma bandeira de coragem e constância, contra todos os regimes que ousaram afrontar os direitos dos cidadãos, sob quaisquer níveis e espécies. “Requiestat in pace.”

Milo Dela Torre milodelatorre@adv.oabsp.org.br
São Paulo

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NOSSO RESPEITO

O Brasil acaba de perder uma cabeça brilhante e o jornalismo, um grande empreendedor. O espaço em branco a seguir “..............................................” não será preenchido com receita, e sim com o respeito de todos nós. Obrigado. 

Rogério Silva gurupymartins@uol.com.br 
São Paulo

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A INEFICIÊNCIA DO CONGRESSO NACIONAL

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ao afirmar que o Congresso Nacional é ineficiente, pois dominado pelo Poder Executivo, não disse nada de novo. O problema está no sistema político vigente, que não tem condições de atender às necessidades da Nação. O Poder Executivo, para garantir a governabilidade, é obrigado a comprar o apoio parlamentar mediante a distribuição de cargos públicos. O Poder Legislativo fica amarrado pelas medidas provisórias que atravancam a pauta das duas Câmaras do Congresso. O Poder Judiciário, por sua vez, é obrigado a defender as normas da Constituição de 1988, redigida por parlamentares, juristas, sindicalistas e outras corporações preocupadas mais em defender seus privilégios do que em promover a justiça social e o bem da coletividade. Daí a corrupção, a impunidade e a precariedade de todos os serviços públicos.A única saída é a preparação de uma nova Carta Magna, enxuta e assertiva, pois, conforme releva a filósofa russo-americana Ayn Rand, judia que fugiu da revolução bolchevique em 1920: “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em autossacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.
 
Salvatore D’Onofrio www.salvatoredonofrio.com.br
São Paulo

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BARBOSA E OS PARTIDOS

Ministro Joaquim Barbosa, preserve o seu lugar e mantenha o enorme prestígio ganho, e merecido, por ocasião do mensalão. Tudo o que o senhor disser de verdades sobre as nossas instituições vai contribuir para o jogo dos petralhas, que há dez anos tentam destruir, de todas as maneiras, a nossa frágil República!

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@terra.com.br 
São Paulo

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A VERDADEIRA MENTIRA

A frase mais verdadeira: “Os partidos políticos do Brasil são de mentirinha”. Bravo, presidente do STF, Joaquim Barbosa. 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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O MINISTRO E O CONGRESSO

Joaquim Barbosa falou o que a grande maioria dos brasileiros queria dizer. Parabéns! Muito obrigado!

Isael Coleone isael.coleone@gmail.com 
Indaiatuba

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NA MOSCA

Direto ao alvo foram as declarações do ministro Joaquim Barbosa sobre o engodo que é a representação política no Brasil.  Está certíssimo S. Exª  quando diz que os partidos são “de mentirinha” e que os parlamentares vivem divorciados dos verdadeiros interesses populares. No País, o eleitor vota em “A” (de um partido) e elege “B” (de outro), muitas vezes um candidato sem nenhuma identificação com suas crenças e convicções políticas. Isso, acaso, é “democrático”? E que não dizer do fato de que a esmagadora maioria da população pede o controle da violência e clama pela redução da idade de imputabilidade penal, enquanto a presidenta “é contra” e o Parlamento faz que não é com ele? Afinal, suas excelências foram eleitas para fazer a vontade de quem exatamente? Do povo, aparentemente, é que não é... Ao invés de alguns, como o vice-presidente da Câmara (André Vargas, PT-PR), ficarem se sangrando em saúde pelo acertado diagnóstico do ministro, melhor fariam se refletissem detidamente sobre a urgente necessidade de uma reforma política com a introdução do voto distrital no Brasil, sistema que, caso introduzido, seguramente fará diminuir a profundidade – hoje abissal – entre eleitores e eleitos, além de diminuir o custo das campanhas e, em consequência, os desvios e “malfeitos” que estamos acostumados a ver.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo

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DEDO NA FERIDA

Joaquim Barbosa é um democrata. Falou de prioridades, do ponto de vista da sociedade.  Como disse o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, noutros tempos, “é preciso reconhecer que os cidadãos desta República têm direito a um governo honesto, a legisladores probos, a administradores honestos e a juízes incorruptíveis”. O que assistimos diariamente do noticiário, porém, é bem diferente. O governo, para ampliar a base aliada e aprovar as votações que deseja, negocia com forças de ideologias totalmente opostas às propostas que levaram o PT ao poder, oferecendo cargos e favores em troca de votos. Os arranjos políticos pela governabilidade, forma de submissão por troca de favores é fator e causa da falência dos partidos como representação ideológica de seus eleitores. É isso que o ministro disse. Não sei se isso é uma crítica, mas se for, é construtiva. Em seguida começou uma repercussão tamanha, porque muita gente vestiu a carapuça e começou a atacá-lo. Quem manda meter o dedo na ferida. O risco é o desgaste de sua imagem imaculada, por gente que está realmente defendendo, em primeiro lugar, interesses políticos, corporativos, interesses da Casa, e até próprios, por vezes, quando interessam a negócios pensados em todos os detalhes para usufruir ao máximo dos privilégios e influência a favorecidos em esquemas. Com pessoas-chave nos cargos certos dentro do governo ou indicados em corporações e empresas particulares, estrategicamente, para burlar a lei e roubar o Estado, como retribuição. É isso que temos visto repetidamente nos noticiários. O ministro Joaquim Barbosa não inventou nada, não disse nada de novo, apenas expôs com lamentável franqueza rude a nudez dos fatos. Sabemos que ele é assim, pois nós conhecemos o ministro Joaquim Barbosa. Sua técnica perfeita, sua carreira a serviço do interesse do cidadão é conhecida por todos os brasileiros. Debruçou-se sobre a denúncia do mensalão, oferecida pelo Ministério Público através da Procuradoria Geral da República em 2006, processo do qual foi relator. Um trabalho gigantesco que exigiu dele noites e noites em claro sob sua frágil coluna, enfrentando dores lancinantes, lendo e estudando o caso mais longo da história do STF.  Só o inquérito tinha 13 mil páginas! A mais alta corte do País, respeitando todas as garantias constitucionais, acolheu a denúncia e debateu o caso e o relatório feito pelo ministro Joaquim Barbosa sobre o mensalão. A composição da Corte mudou e o processo que começou na gestão da ministra Ellen Gracie, em 2006, foi a julgamento em 2012, com o ministro Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal, com a condenação dos acusados no esquema que compreendia pagamentos a parlamentares para que votassem propostas de interesse do governo federal, com dinheiro desviado de instituições públicas comandadas por pessoas do esquema, através de contratos fraudulentos com empresas igualmente envolvidas no crime, em detrimento dos interesses da sociedade. Ninguém tem dúvida de quem seja Joaquim Barbosa. Mas a base aliada do governo vestiu a carapuça e atacou o ministro Joaquim Barbosa por sua sinceridade, chegando a quem apelasse por dizer que o ministro seria “antidemocrático”. Entre os que reagiram mal às palavras do ministro, o presidente o senado, Renan Calheiros, nome envolvido em toda sorte de escândalos. E o senador Jorge Viana, do PT do Acre, que vem a ser Irmão do cacique político do Acre, o governador Tião Viana. Os irmãos Viana protagonizaram um dos tantos escândalos no Congresso, manchando o nome da Helibras, empresa que fabrica helicópteros em Itajubá, denunciada por superfaturamento e fraude em licitação quando Jorge Viana era presidente do Conselho. O comprador? O governo do Acre. O Ministério Público pediu a anulação do negócio e a restituição de R$ 9.2 milhões aos cofres públicos. E por aí vai... Ofender-se pelo lamento democrático de quem tem por história e ofício defender a sociedade e a lei é muita cara de pau.

Nidia Martins n.nidiamartins@hotmail.com 
Mogi das Cruzes

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A VERDADE INCOMODA OS CORRUPTOS

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa foi e continua sendo muito criticado por ter atacado o Congresso Nacional. Disse que o Brasil tem partidos de mentirinha, que o Legislativo é dominado pelo Executivo, e mais, os deputados não representam a população. Onde ele errou? Até acho que ele foi por demais comedido em seus comentários. O Brasil não tem partidos de mentirinha, o País tem verdadeiras quadrilhas sob as mais variadas siglas que atraem, agregam e paga com o meu e o seu dinheiro o que há de mais podre e viciado nos porões do Brasil. Esse Congresso fede. Onde está a novidade que o Legislativo é dominado pelo Executivo? Se antes existia um sub-chefe de quadrilha, José Dirceu, comprando deputados através do mensalão, hoje existe a dona Dilma criando ministérios para alojar políticos de duas caras. Finalmente, a afirmação de que os deputados não representam a população. Eu achei essa a mais acertada de todas as afirmações, e até aproveito a oportunidade para agradecer, porque sou um cidadão de bem e não posso nem admito ser representado por bandidos.
 
Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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INSTITUIÇÕES POLÍTICAS BRASILEIRAS

O nosso presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) está abordando um dos temas mais sérios da estrutura política deste país. Mas a análise do problema tem de ir mais a fundo e chegar à causa principal, que é o despreparo do povo brasileiro para exercer o seu papel em um regime democrático. Desde a época da colonização e do império, o povo é marginalizado no processo de educação política. Podemos verificar que a maioria das pessoas não se interessa por ações coletivas na base da sociedade. Elas não sabem e não acreditam que um povo organizado possa fazer as coisas acontecerem.  Basta verificarmos as nossas reuniões de condomínio, em que temos no máximo 5% dos condôminos participando das decisões. As associações de bairros, que nas nações organizadas são órgãos importantes para o exercício da democracia, no Brasil, quando existem, delas os moradores não participam. Essas associações em geral são gerenciadas por grupos minoritários de comerciantes que dão prioridade aos seus interesses. Os centros acadêmicos igualmente não contam com a participação da maioria dos alunos. E não existe divulgação no Brasil de como o poder é exercido pelos cidadãos, em países politicamente avançados. Essa falha cultural do povo brasileiro é a causa principal do atraso nas nossas instituições políticas. Em 114 anos de República, este país passou 30 anos dominado por oligarquias dos fazendeiros de café, outros 15 anos debaixo da ditadura de Vargas e depois mais 20 anos de regime militar, de 1964 a 1985. Só isso já sinaliza que há algo profundamente errado na organização política desta sociedade. Nunca houve interesse dos grupos que exerceram o poder de se empenhar para que o povo viesse a aprender a exercer o poder. Ao contrário, tudo é controlado para que o sistema continue como está, ou seja, quanto mais ignorante for o povo politicamente, mais fácil para grupos minoritários exercerem o poder e dominá-lo. 
 
Osmar Baptista Silva milordsp2004@yahoo.com.br 
São Paulo

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MULHERES E PODER

Curiosa a notícia dando conta de que a presidente Dilma é a segunda mulher mais poderosa do mundo segundo a lista da “Forbes”. Como será que se sente essa senhora que foi apontada pelo jornal “Financial Times” ser o seu governo de “fachada”? Pior, Dilma faz mágicas com os números e mascara dados. Senão vejamos, “o governo federal acaba de inventar mais um truque para manter a gastança e continuar fechando suas contas, no fim do ano, como se houvesse cumprido a meta fiscal ou, pelo menos, manejado com alguma prudência as finanças públicas. Para isso, a presidente Dilma Rousseff decidiu antecipar, em nova manobra contábil, o recebimento de recursos devidos à União pela Itaipu Binacional – cerca de R$ 15 bilhões até 1.º de maio”. Pergunto: quais as porcentagens de pessoas que leem tal notícia e das que leem quantas entendem o que significa essa magia? A fatura virá em algum momento e quem sempre paga é o povo, o eterno ingênuo. O título dado à presidente seria honrado se ela fizesse as reformas que nem o seu partido conseguiu fazer na era Lula, se governasse sem dizer amem a seu guru e se fosse mais exigente no corte de gastos. Lamentavelmente, esses critérios não entram no perfil de um bom gestor. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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‘FORBES’
 
Dilma é a segunda mulher mais poderosa do mundo, consequentemente recebe ordens do homem mais poderoso do mundo, “Lulla”.
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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TRANSPOSIÇÃO NÃO VINGA

Iniciada em 2007, a Transposição do Rio São Francisco já consumiu R$ 3,6 bilhões, e até seu término (uma incógnita) uma previsão de gasto de R$ 8,2 bilhões (inicialmente era de R$ 4,8 bilhões).  A obra foi prometida com foguetório populista da gestão do Lula, de que acabaria com o flagelo da seca do Nordeste já a partir de 2010, hoje mais parece com o triste perfil um consumidor crônico de crack, que não sabe qual será seu futuro... E a reportagem do “Estadão” de domingo sobre o melancólico andamento desta obra é o testemunho real do desperdício de milionários recursos dos contribuintes, porque está praticamente abandonada. Ou seja, é a cara de uma administração petista perversa, corrupta e que jamais em tempo algum privilegia atender com respeito e eficiência as prioridades do povo brasileiro. Principalmente destes brasileiros que há mais de um ano por causa da grave seca que assola a região, já perderam o pouco que tinham, e agora se sentem humilhados por um ex-filho do agreste, como Lula, que assim como todo seu partido, só continuam interessados no voto desta gente. Esta mesma gente sofrida, que garantiu nestas mesmas urnas três vitórias seguidas do PT, e a senha infelizmente para protagonizar inúmeros desmandos no poder da nossa República. Incluindo logicamente, a quase impossível transposição do Velho Chico... Ah, se Deus castiga...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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A OBRA E TANTOS PROBLEMAS

A transposição do Rio São Francisco, considerada a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), está em total estado de abandono e se transformando no maior desperdício e desvio de dinheiro já visto, sem mencionar o que deve estar ocorrendo com superfaturamento, que é praxe em todas as obras do governo no “pudê” há mais de dez anos. Pois o pouco que foi executado até agora apresenta diversos trechos de canais com concreto estourado e rachado, além de se notar que a espessura das placas concretadas foram mal dimensionadas e que com certeza serão danificadas e soltas pela própria correnteza da água quando esta fluir pelo canal, provocando forte erosão nas margens além de assoreamento da terra que não permitirá à água correr pelo seu leito.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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PERDULÁRIOS

Como bem observa o “Estadão” (19/5, A12), o sonho delirante do ex-presidente Lula à transposição do Rio São Francisco, caminham as obras num fatorial decrescente, acentuada pela deterioração de trechos prontos, com muita possibilidade em se prorrogar o prazo de entrega previsto para 2015. Já gastos R$ 3,6 bilhões do valor orçado cada vez maior, inicialmente em R$ 4,8 bilhões, e até agora em R$ 8,2 bilhões, mostrando da megalomania do lulismo petismo ao perdularismo com o dinheiro público, para eles, sinônimo de dinamismo, à sedução populista.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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MUITA ÁGUA VAI ROLAR...
 
A obra para a transposição do Rio São Francisco, após seis anos de seu início, apresenta canais de concreto estourados, valas a céu aberto, raros canteiros em atividade e já consumiu R$ 3,6 bilhões.
Durante o governo da Dilma, os investimentos na obra caíram consideravelmente e o andamento da obra em ritmo lento pode colocar em jogo o prestígio dela e prejudicar sua reeleição. Pensando na reeleição, o governo federal resolveu acordar e promete acelerar o ritmo da obra para entregá-la em 2015, como está previsto, apesar de ter concluído apenas 43% (segundo fonte do governo) até o presente momento, sendo que parte do trabalho já feito terá de ser refeito, devido à baixa qualidade do serviço efetuado. O secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Francisco Teixeira, deu a seguinte declaração: “Não enxergo possibilidade de um novo adiamento porque vamos tocar a obra agora acelerando o ritmo e sem os problemas do passado. Esse cenário não irá se repetir”. Acredito que isso irá acontecer, que o governo federal irá enviar alguns trocados (bilhões) para que as construtoras responsáveis pela obra comprem um pouquinho de maquiagem e enganem o povo nordestino mais uma vez. Agora, resta saber se os nordestinos acreditam em Papai Noel e se vão continuar apoiando esse partido incomPeTente. Até 2014 muita água irá rolar, mas não pelos canais da transposição do Rio São Francisco.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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VIDAS SECAS
  
“Miudinhos, perdidos no deserto queimado, os fugitivos agarraram-se, somaram as suas desgraças e os seus pavores (...). Resistiram à fraqueza, afastaram-se envergonhados, sem ânimo de afrontar de novo a luz dura, receosos de perder a esperança que os alentava.” Em 1939, o escritor alagoano Graciliano Ramos já discorria o flagelo da seca no sertão nordestino numa das principais obras da literatura brasileira. Passados mais de 70 (setenta) anos de um registro tão contundente, elementos como miséria, sofrimento e fome continuam vivos na realidade do sertanejo, e o que é mais triste e revoltante, servindo de combustível para políticos inescrupulosos se perpetuarem no poder de seus currais eleitorais.
 
Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br 
Recife

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A INTERMINÁVEL SECA NO NORDESTE

Quando lemos sobre a seca no Nordeste, parece estarmos diante de jornais antigos, de décadas atrás. O sertanejo sofre, migra, se dá mal no grande centro e, quando pode, volta. Os governos destinam verbas de milhões, seus órgãos são inchados por apadrinhados políticos e tudo serve quase que exclusivamente para sustentar o impatriótico mercado de apoio político, onde a administração loteia seus postos entre os indicados dos parlamentares e líderes regionais que, em troca, dão seus votos congressuais para formar a chamada “base aliada”. Para garantir a própria reeleição, esses senhores usam como cabos eleitorais os seus abrigados nos cargos, pouco se importando se eles cumprem ou não com as obrigações funcionais. Agora, os órgãos de combate à seca são disputados por políticos da região (“Estado”, 28/4), que lutam pela sua mudança de um ponto para outro – conforme os próprios interesses – sem qualquer preocupação com a produção. Denocs e Codevasf sofrem as incertezas dos seus donatários políticos. A região ainda possui a Sudene, criada por Juscelino em 1959, extinta por FHC em 2001 e recriada por Lula em 2007, mas a seca prevalece. A transposição das águas do Rio São Francisco projetada desde o Império para distribuir água a 12 milhões de nordestinos de 390 municípios em quatro Estados, ainda não rendeu uma gota sequer, mas já consumiu elevadas somas de dinheiro público. O País precisa de um novo pacto político-administrativo. Enquanto mantiver a barganha de cargos por votos legislativos, a seca continuará no Nordeste, os desastres se repetirão nas regiões de encostas e aluviões e os recursos públicos dificilmente chegarão aos necessitados. Esse não é o Brasil com que todos sonhamos...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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SÓ NA PROPAGANDA

Ué, a transposição do São Francisco não acabou com o problema da seca no Nordeste?! Mais um engodo do sr. “Lulla”?!
 
JoséGilberto Silvestrini jsilvestrini@hotmail.com 
Pirassununga

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SECURA

Não dá para fazer uma sonda pré-sal no árido Nordeste?

André Domingos Costabile Ippolito ippolito@uol.com.br 
São Paulo
                                                                                                     
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CHAPA

A única solução para salvarmos o Brasil dessa atual administração podre e corrupta é contando com uma chapa de coalizão (Novo Brasil) com Aécio Neves e Eduardo Campos. Ambos são novos e têm cacife político. Resta apenas o Alckmin e, principalmente o Serra, colaborarem com a Nação, ficando de fora.

Julio Marcos Melges Walder julio.walder@gmail.com
Santos

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‘TUCANO NÃO APRENDE A CUSPIR NO ‘BURRAI’’

José Nêumanne (“Estadão”, 22/5, A2) fez com a mais alta tecnologia do planeta, uma tomografia computadorizada que pega até a alma do PSDB! Descreveu passado, presente e até arriscou a prever o futuro, caso continuem as briguinhas e desavenças internas. Nós, que acreditamos no PSDB e reconhecemos os grandes feitos do partido ao País, estamos ansiosos esperando que o antigo gigante, hoje transformado em gatinho, volte a se unir em favor do Brasil. Está em jogo o futuro do país e não cabem mais brigas de egos. O foco agora deverá ser como derrubar essa mentira chamada “PT”! O resto deve ficar no esquecimento. Alzheimer na lembrança do passado e foco no futuro!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo 

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ELEIÇÕES 2014

Concordo plenamente com o jornalista, poeta e escritor, senhor José Neumanne, quando diz que Aécio Neves jamais ganhará a eleição presidencial tentando reabilitar Fernando Henrique e imitando o Lula. Como para quem sabe ler não precisa cortar o t, tal postura, fatalmente, reelegerá a senhora presidente Dilma. Vejam como o Brasil está hoje: repleto de falcatruas, corrupção correndo solta, mensaleiros condenados rindo do Judiciário, bandidos matando por R$ 30,00, partido governista, aos poucos, montando uma ditadura petista no País, etc. e tal. A vocês, candidatos ou postulantes a candidatos, não importa o partido, acordem e vejam o suculento prato acima exposto, para vocês trabalharem e explorarem em suas campanhas. E olhem que não sou político e muito menos marqueteiro.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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COMISSÃO DA VERDADE

“Comissão avalia pedir revisão da Lei de Anistia.” Para quem esqueceu: o Supremo Tribunal Federal (STF) já se pronunciou a respeito e se pronunciou claramente na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 153, em que o tribunal rejeitou o pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a Lei da Anistia (6.683/79) fosse revista. A Emenda Constitucional nº 26, de 1985, que convocou a Assembléia Nacional Constituinte, incorporou a anistia em seu artigo 4o. A questão está encerrada. A revisão da lei da Anistia é, pois, inconstitucional. Não fosse o bastante, a lei que criou a própria Comissão da Verdade tem como pressuposto a vigência da Lei da Anistia, nos seus incisos II e III do artigo 3o. O resto é mera ignorância, má fé e tentativa de criar confusão. O senhor Paulo Sergio Pinheiro, entrevistado pelo jornal, deveria estar mais bem informado sobre o seu trabalho. Para finalizar, não caberia a nós, leitores, esclarecermos tamanho absurdo. O redator da notícia teria obrigação moral de trazer tais esclarecimentos. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

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DIREITO REVANCHISTA

Vejo uma certa confusão entre os membros da Comissão da Verdade. Enquanto dois deles, os mais entusiasmados com a mídia, afirmam que vão propor modificação na Lei da Anistia, a atual coordenadora diz que vai oferecer denúncia contra agentes do Estado que teriam cometidos crimes que, segundo ela, jamais prescreverão. Ou seja, além de não se entenderem, estão “inventando” um direito puramente revanchista. Afinal, um trabalho que começou desrespeitando a própria lei que o criou não poderá chegar a lugar algum. E ainda arrumaram uma historiadora para assessorá-los que concluiu sobre o óbvio: o sistema organizacional de inteligência chegava ao topo, ou seja, ao Comandante maior. Como em qualquer organização que se preze, não é verdade?

Marco Antônio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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COMO EXPLICAR ESSAS FALHAS?

“Comissão avalia pedir revisão da Lei de Anistia”. Ou é má-fé ou falta total de conhecimento, pois esta bravata já foi levantada e o Supremo Tribunal Federal (STF) já se pronunciou contrariamente pondo um ponto final nessa questão, a revisão da lei de anistia é inconstitucional. Essa “Comissão da Verdade” tem em sua fundamentação a vigência da Lei da Anistia. O que está por trás deste pedido de revisão não são os objetivos esclarecedores da História a fim de que os erros passados, de ambos os lados, dos militares e da luta armada, não se repitam. Falta a essa comissão um competente historiador, pois não se explica rever o passado histórico sem esse fundamental elemento. Como explicar essas falhas?

Leila E. Leitão 
São Paulo

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TODOS

Eis uma medida que a sociedade vai aplaudir: uma revisão da Lei da Anistia. Se isso acontecer, todos, guerrilheiros, terroristas, militares, todos, perderiam os direitos adquiridos e responderiam pelos crimes cometidos. Quem assassinou, quem assaltou, quem sequestrou e quem torturou será julgado e, tomara, irá para a prisão cumprir sua pena. Quando digo todos, estou incluindo a presidente.

João Menon joaomenon42@gmail.com 
São Paulo

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ANISTIA PARA TODOS

Tanto os grupos terroristas quanto os militares envolvidos na luta armada no Movimento Revolucionário de 1964 foram anistiados e se encontram blindados pela Lei da Anistia, reconhecida como vigorante pelo STF. Assim, a Comissão da Verdade, para fazer jus ao nome, precisa apurar todas as verdades, de todos os lados, a partir, inclusive, das declarações do coronel da reserva, Carlos Alberto Brilhante Ustra, que nomeia Dona Dilma como integrante dos grupos terroristas que militavam na época. Ambos os lados mataram e cometeram atos de barbárie e inusitados. Daí que as nomeações de autoria precisam apontar os agentes de ambos os lados, sob pena de parcialidade e de descaso com a História. Obviamente que o depoimento do coronel foi registrado e ele vai consignar que a presidenta da República do Brasil foi terrorista, tendo participado de ações políticas agressivas e em nome da implantação de um regime totalitário comuno-socialista. Andando assim, a imagem pode cair do andor!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 
Rio Claro

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